CLIMATÉRIO E MENOPAUSA: PERCEPÇÃO E VIVÊNCIA DE MULHERES ATENDIDAS EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS)

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511251655


Maria do Perpétuo Socorro Barros de Souza1
Jéssica Rayanne Vieira Araújo Sousa2
Lúcia Camila Oliveira Friedrich Sousa3
Flávia Holanda de Brito Feitosa4
Elys Regina Arruda Martins5
Alyne Campos de Lima Alves6
Taynara Caragiu Guajajara7
Ilaila Coelho Guajajara8


Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar a percepção e vivência de mulheres no climatério e na menopausa, com foco nas implicações desses processos para a saúde e qualidade de vida, a partir das intervenções realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A metodologia adotada foi qualiquantitativa, com pesquisa bibliográfica de artigos publicados nos últimos dez anos sobre o tema. Foram selecionados manuscritos em português, inglês e espanhol que abordam aspectos físicos, emocionais e sociais dessa fase da vida. A análise dos dados revelou que muitas mulheres enfrentam dificuldades em reconhecer os sintomas do climatério e da menopausa, frequentemente associando-os a patologias, o que compromete a adesão ao tratamento adequado. Além disso, a escassez de informações nos serviços de saúde e a falta de capacitação dos profissionais resultam em uma abordagem superficial das necessidades das mulheres durante essa transição. O estudo também aponta que a combinação de terapias convencionais com práticas complementares pode melhorar a qualidade de vida das mulheres, destacando a importância da educação em saúde e do apoio psicológico. Conclui-se que políticas públicas devem ser implementadas para melhorar o cuidado das mulheres no climatério, promovendo uma abordagem integral e acolhedora.

Palavras-chave: climatério; menopausa; saúde da mulher; qualidade de vida; intervenção em saúde.

Abstract

This study aims to analyze the perception and experience of women in the climacteric and menopause phases, focusing on the implications of these processes for health and quality of life, based on interventions carried out in Primary Health Care Units (PHCUs). The methodology adopted was mixed-methods (qualitative and quantitative), with a bibliographic review of articles published in the last ten years on the subject. Manuscripts in Portuguese, English, and Spanish that address physical, emotional, and social aspects of this phase of life were selected. Data analysis revealed that many women face difficulties in recognizing the symptoms of climacteric and menopause, frequently associating them with pathologies, which compromises adherence to appropriate treatment. Furthermore, the scarcity of information in health services and the lack of training among professionals result in a superficial approach to women’s needs during this transition. The study also points out that the combination of conventional therapies with complementary practices can improve women’s quality of life, highlighting the importance of health education and psychological support. It is concluded that public policies should be implemented to improve the care of women during menopause, promoting a comprehensive and supportive approach.

Keywords: menopause, climacteric, women’s health, quality of life, health intervention.

1. INTRODUÇÃO

O climatério e a menopausa constituem fases fundamentais no ciclo de vida da mulher, representando uma transição complexa e multifacetada que marca o término do período reprodutivo. Esse processo natural ocorre tipicamente entre os 45 e 55 anos e se caracteriza por uma série de mudanças hormonais intensas, especialmente na produção de estrogênio e progesterona, hormônios essenciais ao funcionamento do sistema reprodutivo feminino (Vincensi et al., 2020). 

Essas alterações não impactam apenas o sistema reprodutor, mas influenciam múltiplos aspectos da saúde e bem-estar da mulher, resultando em modificações fisiológicas, psicológicas e sociais que exigem uma abordagem holística para serem compreendidas plenamente (Santos et al., 2021).

A menopausa, que corresponde ao marco final do período reprodutivo, é identificada clinicamente após 12 meses consecutivos de ausência de menstruação e assinala o fim definitivo da fertilidade. Este evento, entretanto, é apenas uma das etapas do climatério, que abrange um período mais amplo, dividido entre a fase pré-menopausa, a menopausa e a pós-menopausa. Durante a fase inicial, conhecida como perimenopausa, já se iniciam os primeiros sintomas e flutuações hormonais que podem variar em intensidade e frequência, afetando a qualidade de vida e a saúde das mulheres (Vieira; Silva; Vieira, 2021). 

Um dos aspectos mais desafiadores do climatério são os sintomas físicos e emocionais associados, que incluem os famosos fogachos (ou ondas de calor), a sudorese noturna, a insônia, a irritabilidade, a fadiga e as mudanças de humor. Esses sintomas, que podem se manifestar de maneira mais ou menos intensa, estão associados à redução nos níveis de estrogênio e têm um impacto direto na rotina das mulheres, afetando desde o sono até as relações interpessoais e a produtividade no trabalho (Santos et al., 2021). 

A deficiência estrogênica no pós-menopausa está relacionada ao aumento de risco para doenças crônicas como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e até algumas doenças neurodegenerativas. Essas condições tornam o climatério e a menopausa não apenas fases de mudanças hormonais, mas momentos críticos que requerem atenção para a saúde geral e preventiva das mulheres (Vieira; Silva; Vieira, 2021).

Outro aspecto a ser considerado é o impacto psicológico e emocional desta transição. Muitas mulheres enfrentam dificuldades de adaptação a essas mudanças, especialmente em sociedades onde a juventude e a fertilidade são associadas a conceitos de valor e autoestima. O estigma em torno da menopausa ainda é presente em diversas culturas, o que contribui para que algumas mulheres enfrentem este período com sentimentos de vergonha, desconforto e até isolamento (Assunção et al., 2017). 

Diante do exposto, como as mulheres percebem e vivenciam o climatério e a menopausa, e quais são os impactos desses processos em sua qualidade de vida, de acordo com as literaturas nos últimos dez anos?

A justificativa para este trabalho reside nas contribuições desta pesquisa tanto para a sociedade quanto para a comunidade acadêmica. Para a sociedade, o estudo pode servir como base para o desenvolvimento de intervenções mais direcionadas e sensíveis às necessidades das mulheres no climatério e na menopausa, promovendo um cuidado mais humano e eficaz. 

Para a comunidade científica, a pesquisa acrescenta conhecimento valioso sobre as especificidades do climatério e da menopausa em contextos sub-representações, oferecendo uma perspectiva ampliada que pode influenciar futuras investigações e contribuir para o desenvolvimento de teorias mais robustas sobre o tema. Dessa forma, este estudo tem o potencial de gerar impactos positivos tanto no campo teórico quanto, na prática da saúde pública, promovendo o bem-estar e a qualidade de vida das mulheres.

Este trabalho teve como objetivo analisar a percepção e a vivência das mulheres em relação ao climatério e à menopausa de acordo com as literaturas nos últimos dez anos, identificando os principais sintomas, desafios e estratégias de enfrentamento, além de investigar como essas experiências impactam a qualidade de vida e o bem-estar das mulheres durante essa fase de transição.

2. MATERIAL E MÉTODOS

A metodologia adotada para este estudo é de natureza qualiquantitativa, com base em uma pesquisa bibliográfica, com o intuito de investigar as percepções e vivências das mulheres em relação ao climatério e à menopausa. A pesquisa bibliográfica é fundamental para o desenvolvimento do conhecimento em diversas áreas, pois permite a identificação de tendências, padrões e relações entre variáveis (Gil, 2002). A escolha por uma abordagem qualiquantativa se justifica pela necessidade de compreender, de forma mais profunda, as experiências e significados atribuídos pelas mulheres a essa fase de transição, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, acerca das produções bibliográficas já realizadas no meio científico.

Esta pesquisa desenvolveu-se no período de junho a outubro de 2025. Esse intervalo temporal permitiu uma coleta de dados ampla, além de garantir que as publicações selecionadas estejam atualizadas, contribuindo para um entendimento mais preciso sobre o estado atual da pesquisa científica sobre a percepção e a vivência do climatério e da menopausa. 

A amostra da pesquisa foi composta por manuscritos que abordam de forma significativa o climatério, a menopausa e a experiência feminina em relação a esses processos. A seleção dos textos realizou-se a partir de uma busca nas principais bases de dados acadêmicas e científicas, incluindo artigos científicos, livros, portarias e resoluções, que discutem a temática proposta. A escolha de um conjunto diversificado de manuscritos permitiu uma análise rica e abrangente, considerando diferentes perspectivas e abordagens sobre o impacto da menopausa na vida das mulheres.

Para garantir a consistência e a relevância dos resultados, foram estabelecidos critérios claros para a seleção dos manuscritos. Os critérios de inclusão abrangeram manuscritos publicados nos últimos 10 anos (entre 2015 a 2025), com exceção das portarias e resoluções, visto que esses documentos podem não apresentar a profundidade teórica necessária para a análise da vivência do climatério e da menopausa. Priorizou-se o uso de textos em três línguas principais: português, inglês e espanhol, de forma a garantir a inclusão de produções científicas de diferentes contextos linguísticos e culturais. 

Em contrapartida, foram excluídos manuscritos que não tenham sido publicados em periódicos indexados, uma vez que esses textos não têm a mesma credibilidade científica e podem não atender aos padrões de qualidade necessários para a pesquisa. Descartou-se os textos que não tratem diretamente da temática do climatério ou da menopausa, ou que não apresentem um vínculo claro com a pesquisa sobre a percepção e vivência das mulheres.

A coleta de dados foi realizada por meio da busca nas principais bases de dados científicas, a saber: SCIELO, PUBMED, Medline e a Biblioteca Virtual da Saúde. Foram encontrados um total de 23 artigos na SCIELO, 15 artigos no PUBMED, 15 na Medline e 109 na Biblioteca Virtual da Saúde. A seleção dos manuscritos foi feita com base em critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos, priorizando aqueles publicados nos últimos dez anos e que abordam de maneira significativa a temática do climatério e menopausa, focando na percepção e vivência das mulheres. Após análise crítica dos artigos, os que atendiam aos requisitos foram selecionados para a construção do quadro analítico que subsidia os resultados e a discussão deste estudo. 

A busca nas bases de dados orientou-se por descritores específicos, que permitiram um direcionamento adequado para encontrar os manuscritos mais relevantes sobre o tema. Os descritores escolhidos incluem: climatério, menopausa, percepção das mulheres, qualidade de vida, sintomas da menopausa, impacto psicológico da menopausa, transição hormonal e saúde da mulher. 

A utilização desses descritores permitiu que a pesquisa se concentre nas questões mais relevantes e pertinentes à temática do estudo, facilitando a identificação de manuscritos que tratem de forma aprofundada dos aspectos físicos, emocionais e sociais envolvidos no climatério e na menopausa. O uso de palavras-chave relacionadas ao impacto psicológico e à qualidade de vida das mulheres ampliará a compreensão sobre como esses fatores afetam o bem-estar das mulheres durante essa fase de transição.

Após a seleção dos manuscritos, os artigos foram analisados de forma reflexiva e crítica. O processo de análise foi realizado por meio de fichamento, uma técnica que permite organizar as informações e destacar os pontos principais de cada texto. O fichamento auxiliou na sistematização dos dados e na comparação entre os diferentes estudos encontrados, possibilitando uma visão ampla sobre o que já foi pesquisado e publicado sobre a percepção e vivência das mulheres em relação ao climatério e à menopausa.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Foram localizadas 157 obras relacionadas com o trabalho, porém, após a aplicação dos critérios de seleção, apenas 10 artigos foram selecionados para análise. Esses artigos foram identificados a partir das principais bases de dados científicas e analisados de acordo com o título, autor, objetivo e resultados. A seguir, apresentamos os artigos selecionados, organizados de acordo com o ano de publicação, autor, título e objetivo.

Quadro 1 – Artigos científicos selecionados para discussão de acordo com os descritores

ORD.ANOAUTORTÍTULOOBJETIVO
12021Bruna Aguiar Sabóia, Mayza Carla Silva Rosa, Giullia Bianca Ferraciolli do Couto.Assistência de enfermagem à mulher no climatério e menopausa: estratégia de inclusão na rotina das unidades básicas de saúdeAnalisar a importância da assistência de enfermagem às mulheres no climatério e menopausa, promovendo o debate acadêmico e a implementação de programas de socialização e atenção individualizada.
22022Poliana Ferreira Campos, Maria Eduarda Almeida Marçal.Climatério e menopausa: conhecimento e condutas de enfermeirasIdentificar o conhecimento e as condutas de enfermeiras na Atenção Primária à Saúde sobre climatério e menopausa.
32024Rielle Herrera Brandli, Lisie Alende Prates, Isabela Teixeira Bagé.Climatério: saberes e práticas de cuidados de mulheres de uma zona ruralCompreender os conhecimentos e práticas de cuidado das mulheres na zona rural do Rio Grande do Sul em relação ao climatério.
42025Francisca Flávia Campos Silveira, Maria Juliete Maia Gomes Ribeiro.Assistência de enfermagem no climatério na atenção primária à saúdeDiscutir os conhecimentos dos enfermeiros sobre o climatério na atenção básica, evidenciando as lacunas no conhecimento e a falta de capacitação.
52023Ruan Feitosa dos Santos, Doriane Braga Nunes Bilac.Percepção da mulher no climatério: uma análise bibliográficaDescrever a percepção das mulheres no climatério e o papel do enfermeiro neste período, destacando as deficiências no entendimento do climatério.
62023Fernanda Cristodio de Sousa Oliveira, Walquiria Bahiense de Araújo CoutoAbordagem do enfermeiro na atenção primária à saúde às mulheres no climatérioIdentificar os fatores que interferem na abordagem do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde em relação ao climatério.
72020Thaíse Maria Isnaider Vieira Pilar, Vanessa Bonfim Mendes.Percepção de usuárias no climatério sobre as práticas integrativasIdentificar a percepção das mulheres sobre o uso de práticas integrativas como estratégias para aliviar as alterações do climatério.
82023Jacquelane Silva Santos, Aurélio Molina da Costa, Lucas Barreto Pires SantosQualidade de vida de mulheres no climatério usuárias da atenção primária à saúdeAnalisar a qualidade de vida de mulheres no climatério que são usuárias da Atenção Primária à Saúde, observando a influência das variáveis sociodemográficas e condições de vida.
92017Silvania de Souza, Rosely Leyliane dos Santos, Ana Deyva Ferreira dos Santos.Mulher e climatério: concepções de usuárias de uma unidade básica de saúdeCompreender a percepção das mulheres sobre o climatério e as suas necessidades de cuidados durante essa fase.
102018Tereza Maria Mageroska Vieira, Cristiane Richter de Araujo.Vivenciando o climatério: percepções e vivências de mulheres atendidas na atenção básicaApreender as percepções das mulheres que vivenciam o climatério, com foco nos sinais, sintomas e tratamentos utilizados durante a fase.

Fonte: Elaborada pela autora (2025).

O Quadro 1 revelou uma variedade de abordagens e resultados sobre a percepção e vivência das mulheres durante o climatério e a menopausa. Os artigos selecionados abrangem diferentes aspectos dessa fase de transição, incluindo as implicações para a saúde física, emocional e social das mulheres, com foco no impacto sobre sua qualidade de vida. A partir da análise, desenvolveu-se três categorias para discussão: 1. Percepção das Mulheres sobre o Climatério e Menopausa; 2. Impacto do Climatério na Qualidade de Vida e 3. Falta de Preparação dos Profissionais de Saúde.

3.1 Percepção das Mulheres sobre o Climatério e Menopausa

O climatério e a menopausa representam fases biológicas naturais na vida da mulher, marcadas pela transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Essa transição, que ocorre tipicamente entre os 40 e 65 anos, envolve uma série de alterações hormonais que afetam o corpo e a mente das mulheres, gerando uma variedade de sintomas (Assunção et al., 2017). 

No entanto, conforme Andrade et al. (2024) a percepção das mulheres sobre essas fases da vida nem sempre está alinhada com a realidade dos processos biológicos envolvidos, muitas vezes sendo influenciada pela falta de conhecimento e pela presença de estigmas sociais. A literatura científica e as pesquisas de campo revelam que muitas mulheres ainda têm dificuldade em identificar e compreender as mudanças que ocorrem durante o climatério e a menopausa, o que pode afetar sua qualidade de vida e saúde.

A primeira grande dificuldade encontrada é o conhecimento limitado sobre o que é o climatério e a menopausa. De acordo com Silveira et al. (2025), muitos estudos revelam que as mulheres associam diretamente o climatério à menopausa, sem perceber que a menopausa é apenas uma das fases do climatério. O climatério é um período mais extenso, que começa antes da menopausa propriamente dita, com a fase da perimenopausa, onde começam a surgir os primeiros sinais de alterações hormonais e sintomas relacionados, como irregularidades menstruais e ondas de calor. 

Na visão de Santos, Moreira e Souza (2023) a menopausa, por sua vez, é caracterizada pela cessação definitiva da menstruação, geralmente depois de 12 meses consecutivos sem a ocorrência do ciclo menstrual. A falta de clareza sobre as diferenças entre essas duas fases resulta em um desconhecimento generalizado sobre o climatério, com muitas mulheres associando apenas os sintomas mais evidentes, como fogachos e suores noturnos, à menopausa, sem entender o quadro completo de mudanças físicas e emocionais.

Esse desconhecimento sobre o climatério é frequentemente acompanhado por uma percepção distorcida sobre o impacto dessa fase na vida da mulher. Em um estudo realizado por Vieira et al. (2018), foi identificado que muitas mulheres não se preparam para os sintomas do climatério, muitas vezes não os reconhecendo como parte de um processo natural e fisiológico, mas como sinais de envelhecimento prematuro ou até como doenças. O fato de não haver um entendimento claro sobre o que está ocorrendo no corpo da mulher faz com que ela enfrente o climatério com certo temor e resistência, acreditando que essas mudanças são anormais ou patológicas. 

Consoante Lins et al. (2020), o estigma relacionado ao envelhecimento feminino e à perda da fertilidade muitas vezes contribui para uma sensação de inadequação e desconforto. Mulheres que entram no climatério frequentemente enfrentam um processo de adaptação não apenas físico, mas também psicológico, com impactos na autoestima e no papel social que desempenham.

De acordo com Santos et al. (2021), os sintomas físicos associados ao climatério, como as ondas de calor, a insônia, a fadiga e a irritabilidade, são as mudanças mais percebidas pelas mulheres. Esses sintomas podem variar em intensidade e duração, mas, em geral, afetam de maneira significativa a rotina diária, desde o sono até as interações sociais e profissionais. A falta de compreensão sobre esses sintomas pode levar as mulheres a sentirem-se impotentes ou incapazes de lidar com as mudanças que estão ocorrendo, gerando frustração e até isolamento. 

Já conforme Andrade et al. (2024), o impacto emocional dos sintomas muitas vezes é agravado pela falta de um suporte adequado. O estigma em torno do envelhecimento e da menopausa em muitas culturas faz com que as mulheres se sintam envergonhadas de buscar ajuda, seja em consultas médicas ou em grupos de apoio, perpetuando o ciclo de desconhecimento e sofrimento.

Para Lins et al. (2020) a percepção das mulheres também é influenciada pela forma como os profissionais de saúde abordam o climatério e a menopausa. A formação inadequada de muitos profissionais da saúde, como enfermeiros e médicos, no que diz respeito ao manejo e à orientação sobre os sintomas do climatério tem sido um dos fatores que contribui para essa falta de compreensão entre as mulheres. 

O estudo de Campos et al. (2022) revela que muitos profissionais da saúde têm um conhecimento limitado sobre os cuidados necessários durante o climatério, o que resulta em uma abordagem superficial e até negligente para com as mulheres que passam por essa fase. 

Como pontuam Oliveira et al. (2017), o desconhecimento sobre terapias alternativas e a falta de diretrizes claras para o atendimento também contribuem para que muitas mulheres não recebam o cuidado adequado durante o climatério. A insuficiência de treinamento e a escassez de programas educativos nas unidades básicas de saúde fazem com que essas mulheres se sintam desamparadas, buscando informações em fontes não especializadas, como a internet, que nem sempre oferecem informações precisas.

Por outro lado, há um crescente movimento para superar essa falta de conhecimento e apoiar as mulheres no enfrentamento do climatério. O estudo de Oliveira e Couto (2023) destaca que a educação em saúde é essencial para o empoderamento das mulheres durante essa fase. Programas educativos nas unidades de saúde podem fornecer informações precisas sobre os sintomas do climatério, as opções de tratamento, como a reposição hormonal, e alternativas como as práticas integrativas e complementares. 

A criação de espaços de discussão, como grupos de apoio, pode ajudar a desmistificar o climatério e a menopausa, promovendo a troca de experiências e a redução do estigma social associado ao envelhecimento. A educação em saúde permite que as mulheres se sintam mais preparadas e confiantes para lidar com os sintomas e buscar o tratamento adequado.

Outro ponto importante que deve ser considerado é o aumento da procura por práticas integrativas durante o climatério. Pilar et al. (2020) revelam que muitas mulheres, ao perceberem os sintomas desconfortáveis do climatério, buscam alternativas não farmacológicas, como o uso de chás, fitoterápicos e outras terapias complementares, para aliviar os sintomas. 

No entanto, de acordo com Jesus et al. (2023), essas práticas muitas vezes não são amplamente reconhecidas ou apoiadas pelo sistema de saúde tradicional. As terapias alternativas, como a acupuntura e o uso de produtos naturais, têm ganhado espaço como formas de alívio para sintomas como as ondas de calor, a ansiedade e a insônia, mas o desconhecimento sobre esses tratamentos e a falta de orientação por parte dos profissionais de saúde dificultam o acesso a essas alternativas.

Jesus et al. (2023) afirma ainda que a percepção das mulheres sobre o climatério, portanto, está longe de ser unificada ou clara. A falta de educação formal sobre o tema, a escassez de informação qualificada nas unidades de saúde e o estigma social associado ao envelhecimento contribuem para que muitas mulheres vivenciem essa fase com receio e desconforto. 

Santos, Moreira e Souza (2023) destaca que para melhorar a qualidade de vida das mulheres no climatério, é fundamental que os profissionais de saúde invistam em estratégias educativas eficazes e que os serviços de saúde se tornem mais sensíveis às necessidades dessa população. A promoção de práticas integrativas pode ser uma ferramenta valiosa para complementar os cuidados médicos convencionais, oferecendo uma abordagem mais holística e personalizada para o bem-estar das mulheres durante essa fase de transição biológica.

3.2 Impacto do Climatério na Qualidade de Vida

O impacto do climatério na qualidade de vida é multifacetado, como afirma Oliveira et al. (2017), englobando desde sintomas físicos, como ondas de calor e alterações no sono, até questões emocionais, como ansiedade e depressão, além de um efeito profundo nas relações interpessoais e nas atividades diárias.

Os sintomas físicos do climatério são, sem dúvida, os mais evidentes e frequentemente os primeiros a serem notados pelas mulheres. Segundo Santos et al. (2021), os fogachos (ondas de calor), a sudorese noturna, a insônia e as alterações no peso são sintomas que muitas mulheres experimentam e que podem comprometer seriamente a qualidade de vida. Estes sintomas, por sua intensidade e frequência, interferem diretamente no bem-estar da mulher. 

As ondas de calor, por exemplo, podem ser particularmente desconfortáveis, ocorrendo sem aviso e muitas vezes interrompendo as atividades cotidianas. Para muitas mulheres, esses sintomas são persistentes e desafiadores, impactando a autoestima e a percepção de si mesmas.

A insônia, frequentemente associada ao climatério, também se apresenta como um fator de comprometimento da qualidade de vida. Para Rodrigues et al. (2020), as dificuldades em manter um sono reparador não apenas geram cansaço durante o dia, mas também podem afetar a concentração e a produtividade no trabalho, além de contribuir para o aumento da irritabilidade e da ansiedade. 

Campos et al. (2022) afirmam que a qualidade do sono se deteriora substancialmente durante o climatério, com um número significativo de mulheres relatando que a falta de descanso adequado está diretamente relacionada ao impacto físico do climatério.

De acordo com Lins et al. (2020), outro sintoma que afeta a qualidade de vida das mulheres durante o climatério é a vaginite atrofiante, que ocorre devido à diminuição do estrogênio. Este problema pode resultar em dor durante o sexo, afetando não só o bem-estar físico, mas também a vida sexual e, consequentemente, os relacionamentos íntimos. O impacto dessa mudança na vida sexual é significativo, uma vez que muitas mulheres relatam a perda de libido e desconforto durante a atividade sexual, levando a um possível distanciamento emocional e afetivo no relacionamento

Além dos sintomas físicos, o climatério também é associado a alterações psicológicas significativas. As flutuações hormonais podem levar a mudanças no humor, irritabilidade e até a transtornos como a depressão e a ansiedade. Vieira et al. (2018) destacam que muitas mulheres experimentam sentimento de insegurança e frustração com o envelhecimento, o que pode afetar diretamente a autoestima e a confiança pessoal. Esses fatores psicológicos podem ser ainda mais exacerbados pelo estigma social relacionado ao envelhecimento feminino, que em muitas culturas é visto com conotações negativas.

A ansiedade e a depressão associadas ao climatério não se limitam apenas ao contexto individual, mas também afetam o desempenho social e profissional. Rodrigues et al. (2020) afirma ainda que mulheres que enfrentam uma diminuição na sua qualidade de vida, devido ao estresse psicológico, muitas vezes relatam dificuldades no ambiente de trabalho, tanto em termos de concentração quanto de produtividade. O impacto emocional do climatério pode afetar a capacidade da mulher de lidar com suas responsabilidades diárias, levando a uma diminuição da sua autoestima e qualidade nas relações sociais e familiares

O impacto do climatério não se limita aos sintomas físicos e emocionais, mas também se estende à esfera social da mulher. A sociedade, muitas vezes, associa a menopausa e o climatério ao envelhecimento e à perda da fertilidade, o que pode gerar sentimentos de vergonha e marginalização. 

Souza et al. (2017) observam que, em muitas culturas, as mulheres se sentem invisíveis durante o climatério, já que o valor social da mulher é muitas vezes vinculado à sua juventude e capacidade reprodutiva. A falta de compreensão social sobre as mudanças que ocorrem durante o climatério pode fazer com que muitas mulheres se sintam isoladas, o que agrava o impacto psicológico e social da fase.

No contexto familiar e conjugal, para Oliveira et al. (2017) a diminuição da libido e as dificuldades com o corpo também podem afetar as relações íntimas e de convivência. O distanciamento emocional entre casais pode ocorrer, afetando a qualidade dos relacionamentos e a vida social das mulheres. Muitas mulheres relatam uma sensação de isolamento devido à falta de apoio ou compreensão de seus sintomas, o que pode intensificar o impacto negativo sobre a qualidade de vida.

Uma maneira de minimizar o impacto do climatério na qualidade de vida das mulheres é por meio da educação em saúde. Oliveira e Couto (2023) sugerem que a informação sobre os sintomas do climatério, as opções de tratamento e as estratégias de enfrentamento podem capacitar as mulheres a lidar melhor com as mudanças que ocorrem nesse período. 

A promoção de programas educativos que ofereçam suporte psicológico, explicações sobre os sintomas e opções de tratamento pode ser decisiva para o empoderamento das mulheres. Os cuidados de saúde devem ser centrados na mulher, oferecendo um atendimento holístico que inclua aspectos físicos, emocionais e sociais.

O acesso a tratamentos médicos adequados, como a terapia de reposição hormonal, e o incentivo a práticas integrativas podem ser benéficos para aliviar os sintomas mais graves e promover uma melhor qualidade de vida. O apoio psicológico é fundamental para ajudar as mulheres a lidarem com o estigma do envelhecimento e as mudanças emocionais, ajudando-as a construir uma nova perspectiva sobre essa fase da vida. Pilar et al. (2020) destacam a relevância do acompanhamento médico e de grupos de apoio para que as mulheres possam compartilhar experiências e obter suporte emocional durante essa transição.

Andrade et al. (2024) afirma que o climatério tem um impacto profundo e multifacetado na qualidade de vida das mulheres. Os sintomas físicos, emocionais e sociais desse período podem comprometer seriamente o bem-estar das mulheres, afetando desde a saúde física até as relações sociais e a autoestima. A falta de informação adequada, aliada ao estigma social e à falta de apoio especializado, torna o enfrentamento dessa fase ainda mais desafiador. 

No entanto, para Oliveira et al. (2017) por meio de estratégias adequadas de educação em saúde, tratamentos médicos e terapias complementares, é possível minimizar os impactos negativos e melhorar a qualidade de vida das mulheres durante o climatério. O apoio emocional e o reconhecimento das necessidades específicas dessa fase da vida são essenciais para garantir que as mulheres possam vivenciar o climatério com maior bem-estar e qualidade de vida.

3.3 Falta de Preparação dos Profissionais de Saúde

Segundo Aquino et al. (2018), a preparação dos profissionais de saúde para lidar com o climatério e a menopausa das mulheres é um aspecto crucial para garantir um atendimento adequado e eficaz durante essa fase da vida. No entanto, a literatura científica revela que, em muitas situações, os profissionais da saúde, incluindo médicos e enfermeiros, não possuem o conhecimento necessário para oferecer o suporte adequado às mulheres que enfrentam essa transição. 

De acordo com o estudo de Campos et al. (2022), a falta de conhecimento sobre o climatério entre os enfermeiros da atenção primária à saúde é um problema significativo. Muitos profissionais desconhecem a definição e as particularidades dessa fase, confundindo-a frequentemente com a menopausa. 

Aquino et al. (2018) afirma ainda que o climatério, que abrange um período mais longo, inclui uma variedade de sintomas, como ondas de calor, insônia, mudanças no humor e alterações menstruais, que podem afetar diretamente a qualidade de vida das mulheres. A escassez de informações sobre o climatério nos currículos de formação acadêmica dos profissionais de saúde contribui para essa deficiência no conhecimento.

A falta de capacitação adequada se reflete também na compreensão limitada sobre as opções de tratamento disponíveis. Oliveira e Couto (2023) apontam que muitos profissionais desconhecem alternativas terapêuticas eficazes, como a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) ou as práticas integrativas, que têm sido cada vez mais exploradas como tratamentos complementares. Essa lacuna no conhecimento pode levar à subutilização dessas terapias ou ao fornecimento de orientações inadequadas sobre como lidar com os sintomas do climatério, afetando diretamente o bem-estar das mulheres.

A formação inicial de muitos profissionais de saúde não abrange amplamente o climatério, e a falta de programas de capacitação contínua nas unidades de saúde agrava essa questão. Profissionais que já atuam na área da saúde muitas vezes não recebem atualizações suficientes sobre os avanços científicos relacionados ao climatério e à menopausa. Vieira et al. (2021) destacam que, na prática, muitos enfermeiros e médicos não têm formação contínua sobre o climatério, e os programas de capacitação em saúde pública frequentemente não incluem conteúdos específicos sobre a assistência a mulheres nesta fase.

Esse cenário resulta em uma abordagem superficial ou até mesmo negligente em relação ao climatério. Campos et al. (2022) sugerem que a implementação de programas de educação continuada voltados para os profissionais da saúde pode melhorar a qualidade do atendimento prestado às mulheres no climatério. Tais programas devem abordar não apenas os aspectos clínicos e fisiológicos do climatério, mas também incluir informações sobre o impacto psicológico e emocional dessa fase, proporcionando uma abordagem mais holística e personalizada.

O climatério é uma fase que envolve uma série de sintomas físicos e emocionais que podem variar em intensidade e frequência, dependendo de cada mulher. O despreparo dos profissionais para identificar e manejar esses sintomas é uma das principais críticas apontadas em estudos sobre o atendimento à mulher nesse período. Segundo o estudo de Pilar et al. (2020), muitos profissionais da saúde não estão preparados para reconhecer sinais sutis de que uma mulher está entrando no climatério ou para distinguir entre os sintomas do climatério e outras condições que podem afetar a saúde da mulher, como doenças cardiovasculares ou distúrbios hormonais.

Conforme Jesus et al. (2023), a falta de uma abordagem adequada também se reflete na maneira como os profissionais de saúde lidam com o impacto emocional do climatério, pois mulheres que experienciam mudanças de humor, ansiedade e depressão durante o climatério frequentemente não recebem o apoio psicológico necessário, pois os profissionais de saúde não estão capacitados para identificar esses sinais ou para oferecer as intervenções adequadas. Isso pode resultar em mulheres que enfrentam o climatério de maneira isolada, sem o suporte emocional adequado, o que agrava o impacto dessa fase na saúde mental e emocional.

No tocante Lins et al. (2020), destaca também que a falta de preparação dos profissionais de saúde tem implicações diretas na qualidade do atendimento prestado às mulheres no climatério. Quando as mulheres não recebem informações adequadas ou não são tratadas de forma eficaz para os sintomas do climatério, isso pode levar a uma diminuição da sua qualidade de vida e do seu bem-estar. 

Em muitos casos, a falta de informações sobre o que esperar do climatério e as opções de tratamento disponíveis pode gerar sentimento de frustração, insegurança e até depressão, já que as mulheres podem acreditar que estão passando por uma condição patológica, quando na realidade estão apenas experienciando mudanças naturais do corpo (Assunção et al., 2017).

O estudo de Silveira et al. (2025) sugere que a falta de preparação dos profissionais para oferecer uma abordagem integral, que contemple tanto os aspectos físicos quanto psicológicos do climatério, pode gerar uma sensação de abandono entre as mulheres. 

Consoante Santos, Moreira e Souza (2023), a ausência de estratégias de acolhimento nas unidades de saúde contribui para o distanciamento das mulheres do sistema de saúde, já que muitas podem se sentir desvalorizadas ou incompreendidas. A falta de uma abordagem empática pode até resultar na não procura por cuidados médicos durante o climatério, o que aumenta o risco de problemas de saúde não diagnosticados ou mal tratados.

Para melhorar a assistência às mulheres no climatério, é fundamental que os profissionais de saúde recebam capacitação contínua e atualizada sobre as questões relacionadas a essa fase da vida. Isso inclui a formação sobre os sintomas físicos e emocionais do climatério, as opções de tratamento, como a terapia de reposição hormonal e as práticas integrativas, além de estratégias de acolhimento psicológico e social. Oliveira e Couto (2023) sugerem que a implementação de programas de educação em saúde, tanto para profissionais de saúde quanto para a população em geral, pode contribuir significativamente para reduzir o estigma associado ao climatério e melhorar a qualidade do atendimento.

Ademais, Campos et al. (2022) reforçam que é essencial criar políticas públicas de saúde focadas no climatério, que promovam a capacitação de enfermeiros, médicos e outros profissionais da saúde. Essas políticas devem ser voltadas para a criação de serviços especializados em climatério e menopausa dentro da atenção primária à saúde, garantindo que as mulheres recebam um atendimento mais humanizado, integral e eficaz. A educação em saúde, a orientação sobre os sintomas e o incentivo a uma comunicação aberta entre as mulheres e os profissionais de saúde são passos essenciais para garantir que o climatério seja tratado de maneira mais informada, sensível e cuidadosa.

Para Rodrigues et al. (2020) A falta de preparação dos profissionais de saúde para lidar com o climatério e a menopausa representa um obstáculo significativo para garantir uma boa qualidade de vida às mulheres que enfrentam essa fase da vida. A deficiência no conhecimento, a falta de capacitação contínua e a ausência de estratégias adequadas de manejo dos sintomas resultam em um atendimento insuficiente e em mulheres que, muitas vezes, enfrentam essa transição sem o suporte adequado. 

Investir em programas de capacitação, promover a educação em saúde e criar políticas públicas direcionadas para o climatério são essenciais para melhorar o atendimento às mulheres e garantir que elas tenham a assistência necessária para enfrentar o climatério de maneira mais saudável e informada, conforme ressalta Pilar et al. (2020).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise das percepções e vivências de mulheres no climatério e na menopausa, com foco nas intervenções e cuidados proporcionados pelas unidades básicas de saúde (UBS), permitiu compreender a complexidade desse período de transição na vida das mulheres. O objetivo deste estudo foi investigar as principais dificuldades e desafios enfrentados por essas mulheres, além de avaliar o impacto do climatério na qualidade de vida, com ênfase nos sintomas físicos, emocionais e sociais.

Os resultados mostraram que as mulheres enfrentam, de maneira geral, uma falta de conhecimento sobre as fases do climatério e da menopausa, associando muitas vezes esses processos a patologias ou sinais de envelhecimento precoce. Esse desconhecimento é, em grande parte, alimentado pela escassez de informações nos serviços de saúde e pela falta de capacitação dos profissionais que lidam com esse público. A literatura revisada evidenciou que a compreensão inadequada sobre os sintomas dessa transição pode resultar em um enfrentamento mais difícil, impactando diretamente na qualidade de vida das mulheres.

O estudo demonstrou que os sintomas do climatério, como ondas de calor, insônia, alterações no humor e fadiga, têm um grande impacto no bem-estar geral das mulheres, interferindo em sua vida social, profissional e familiar. O apoio psicológico e emocional, além da educação em saúde, são fundamentais para o empoderamento dessas mulheres, permitindo-lhes enfrentar melhor os desafios dessa fase. O trabalho sugere que, para um atendimento mais eficaz, os profissionais de saúde devem ser mais bem treinados sobre o climatério, suas manifestações e os cuidados necessários, incluindo o uso de terapias alternativas que podem ser eficazes no alívio dos sintomas.

Em relação às hipóteses e objetivos propostos, foi possível concluir que a integração entre os cuidados médicos tradicionais e as práticas complementares é essencial para promover uma abordagem mais holística e personalizada para as mulheres no climatério. As unidades de saúde devem investir em estratégias educativas, capacitação contínua de seus profissionais e a criação de ambientes que proporcionem acolhimento e suporte emocional.

Este estudo reforça a necessidade urgente de políticas públicas que priorizem o climatério nas práticas de saúde pública, considerando as especificidades dessa fase da vida. O empoderamento das mulheres no climatério não só melhora sua qualidade de vida, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais consciente e acolhedora em relação ao envelhecimento feminino.

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1Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Santa Luzia. E-mail: 1780@faculdadesantaluzia.edu.br
2Enfermeira. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Tecnóloga em Redes de Computadores (Universidade Estadual do Maranhão, UEMA). Especialista em Gestão em Saúde (UEMA). Especialista em Gestão Pública (UEMA). Especialista em Enfermagem em Saúde da Família (UNIBF). e-mail: enf.jessicarayanne@gmail.com
3Enfermeira. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Especialista em Docência do Ensino Superior (Universidade Candido Mendes). Especialista em Educação Especial e Inclusiva (Uninter). e-mail: friecamila@gmail.com
4Enfermeira. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Especialista em Gestão de Pessoas (Fundação Getúlio Vargas). e-mail: flaviaholanda64@gmail.com
5Enfermeira. Especialista em Enfermagem na Saúde Pública com Ênfase em Vigilância em Saúde (Faculdade Holística, FAHOL). Especialista em Saúde da Família. (Faculdade de Empreendedorismo e Ciências Humanas, FAECH). Especialista em Gestão e Auditoria em Saúde Pública. (Faculdade Instituto Brasil de Ensino, IBRA). e-mail: elysreginaarrudamartins@gmail.com
6Enfermeira. Especialista em Unidade de Terapia Intensiva (Instituto de Ensino de Superior Franciscano, IESF). Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Universidade Cruzeiro do Sul). e-mail: alyne0994@gmail.com
7Enfermeira. Especialista em Saúde Indígena (DNA PÓS). e-mail: tayanara.guajajara@saude.gov.br
8Enfermeira. Especialista em Saúde Indígena (Universidade de Brasília, UNB). e-mail: lailacoelho92@gmail.com

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