CINESIOTERAPIA ASSOCIADA À ELETROTERAPIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE LCA EM ATLETAS DE FUTEBOL, RECUPERAÇÃO FUNCIONAL ATÉ O RETORNO ESPORTIVO: REVISÃO INTEGRATIVA

KINESIOTHERAPY ASSOCIATED WITH ELECTROTHERAPY IN POST-OPERATIVE ACL RECONSTRUCTION IN SOCCER PLAYERS, FUNCTIONAL RECOVERY UNTIL RETURN TO SPORT: NA INTEGRATIVE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511111536


Bruna Gabriely da Costa Medeiros1
Haurem Moura de Almeida1
Kayla Silva de Souza1
Louise Gabriel Lima dos Santos1
Orientadora: Thaiana Bezerra Duarte2


Resumo

Introdução: O ligamento cruzado anterior (LCA) é considerado o principal e mais importante ligamento do joelho, sendo responsável pela estabilidade da articulação, agilidade e desaceleração, rotação. Quando ocorre a lesão nesse ligamento, ela pode ser definida em maneiras diferentes, dependendo da gravidade do dano. Objetivo: Desse modo, o presente estudo visa analisar de que forma a cinesioterapia associada a eletroterapia no pós-operatório de LCA auxilia a recuperação funcional de atletas de futebol até o retorno esportivo. Materiais e método: Trata-se de uma revisão integrativa, utilizando as bases de dados: Pubmed, Bireme e Scielo. Resultados: Foram incluídos 6 estudos na revisão, sendo possível verificar que a eficácia dos protocolos de reabilitação dependerá de sua estrutura e do monitoramento constante, podendo levar a um resultado de excelência e ao restabelecimento completo do paciente ao seu nível de atividade. Conclusão: A eletroterapia atuou no combate precoce da atrofia e da inibição muscular, principalmente ao ser aplicada ainda no primeiro mês de pós-operatório. Foi ainda observado que em nível celular, a eletroterapia foi responsável por reduzir a atrofia das fibras musculares de contração rápida e de preservar a contratilidade das fibras de contração lenta, sendo importante na prevenção da perda de fibras de contração rápida. Foi observado ainda que a associação da estimulação elétrica com os exercícios de sentar e levantar foram responsáveis por proporcionar maior força dos extensores do joelho.

Palavras-chave: Fisioterapia. Movimentos Terapêuticos. Reabilitação. Correntes Elétricas de Baixa Voltagem. Lesão de Ligamento.

Abstract

Introduction: The anterior cruciate ligament (ACL) is considered the main and most important ligament of the knee, being responsible for joint stability, agility and deceleration, and rotation. When an injury occurs in this ligament, it can be classified in different ways depending on the severity of the damage. Objective: Thus, the present study aims to analyze how kinesiotherapy combined with electrotherapy in the postoperative period of ACL surgery assists in the functional recovery of soccer players until their return to sports. Materials and Methods: This is an integrative review, using the databases: PubMed, Bireme, and SciELO. Results: Six studies were included in the review, making it possible to affirm that the effectiveness of rehabilitation protocols will depend on their structure and constant monitoring, potentially leading to excellent results and the complete restoration of the patient to their activity level. Conclusion: Electrotherapy acted in the early prevention of atrophy and muscle inhibition, especially when applied during the first month postoperatively. It was also observed that at the cellular level, electrotherapy was responsible for reducing the atrophy of fast-twitch muscle fibers and preserving the contractility of slow-twitch fibers, being important in preventing the loss of fast-twitch fibers. It was further observed that the combination of electrical stimulation with sit-to-stand exercises was responsible for providing greater strength to the knee extensors.

Keywords: Physiotherapy. Therapeutic Movements. Rehabilitation. Low Voltage Electrical Currents. Ligament Injury.

1 INTRODUÇÃO

O joelho é uma articulação estabilizada por ligamentos, músculos e pela articulação. Trata-se de uma articulação sinovial, composta pela união de três ossos dentro da cápsula articular: a tíbia, o fêmur e a patela. Esses ossos formam duas articulações: femorotibial e femoropatelar. Além disso, existem quatro ligamentos que conectam o fêmur à tíbia: dois laterais (ligamento colateral medial e lateral) e dois intra-articulares (ligamentos cruzado anterior e posterior) (Rodrigues; Rosa, 2022).

Um exemplo de lesão comum na articulação do joelho é a ruptura do ligamento cruzado anterior (RLCA). Esse tipo de lesão pode ocorrer em diversas situações, como acidentes domésticos, acidentes de trabalho, práticas esportivas, obesidade, entre outras, sendo que sua incidência é maior no contexto esportivo. A lesão geralmente acontece quando o atleta faz uma freada brusca enquanto está em movimento a uma determinada velocidade, desacelerando com o pé fixo no chão e uma leve rotação medial da tíbia. Isso pode causar uma sobrecarga excessiva no ligamento cruzado anterior, que não consegue suportar o impacto, podendo resultar em seu rompimento total ou parcial (Alves et al., 2021).

Para compreender melhor as causas e os impactos dessa lesão, é importante entender a anatomia e a função do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). A literatura diz que o LCA é considerado o principal e mais importante ligamento do joelho, sendo responsável pela estabilidade da articulação, agilidade e desaceleração, rotação e envio de comandos (são os mecanorreceptores que atuam como sensores do LCA), informando ao sistema nervoso central para avisar ao cérebro o grau de flexão/movimento da articulação, para que a tíbia não se mova para frente do fêmur. Tem como característica uma faixa de tecido fibroso e robusto, tem a função de unir os ossos, com um comprimento de aproximadamente 38 mm e uma espessura de 11 mm, com variações em sua extensão, sendo maior na extremidade mais distal. É composto por bandas formadas por fibras de colágeno, multifasciculares e paralelas, originadas na parte lateral do fêmur e inseridas na tíbia, formando um leve cruzamento entre elas (Justino; Lima, 2024).

Considerando a importância do LCA para a estabilidade do joelho, quando ocorre a lesão nesse ligamento, ela pode ser definida em maneiras diferentes, dependendo da gravidade do dano, sendo elas: Grau 1, onde existe um estiramento rápido, mantendo ainda a instabilidade da articulação. Grau 2, quando ocorre uma ruptura moderada apresentando dores e causando limitações funcionais parciais e Grau 3 quando existe a ruptura total do ligamento causando a instabilidade da articulação, dores, edema, e perdas de funções (Santos; Ferreira, 2022).

Independentemente do grau da lesão, as consequências podem ser significativas tanto a curto quanto a longo prazo, afetando a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. Para muitas pessoas, o joelho lesionado pelo LCA não volta à mesma funcionalidade de antes da lesão. É comum relatos de dor no joelho, limitações nas atividades recreativas e uma queda na qualidade de vida. Além disso, alguns indivíduos não retornam às práticas esportivas e adotam um estilo de vida mais sedentário, sendo o medo de uma nova lesão um dos fatores que contribuíram para essa decisão. Outro problema é a alta taxa de reincidência de lesões, o que está associado a prejuízos resultados a longo prazo. Esses fatores, em conjunto, podem prejudicar a qualidade de vida das pessoas que eram muito ativas antes da ruptura da LCA e que dependem dessa atividade para manter uma vida plena e satisfatória (Filbay; Grindem, 2019).

Desse modo, o presente estudo visa analisar de que forma a cinesioterapia associada a eletroterapia no pós-operatório de LCA auxilia a recuperação funcional de atletas de futebol até o retorno esportivo.

2 MATERIAIS E MÉTODO

Trata-se de uma revisão integrativa, que proporciona uma busca de artigos e materiais pertinente a construção detalhada deste estudo. As bases de dados consultadas foram: Pubmed, Bireme e Scielo. Na qual foram utilizadas as palavras chaves em português e inglês: “fisioterapia; movimentos terapêuticos; reabilitação; correntes elétricas de baixa voltagem; lesão de ligamento”, no período de busca compreendendo o mês de setembro de 2025.

Salientando que o presente estudo não necessitou de aprovação do Comitê de Ética por se tratar de uma revisão integrativa de literatura, onde foram usados dados de pesquisas publicadas anteriormente.

Como critérios de inclusão, o estudo apresentou as seguintes considerações: artigos publicados nos últimos 10 (dez) anos, ou seja, no período compreendendo os anos de 2015 a 2025, que abordassem como a cinesioterapia associada a eletroterapia no pós-operatório de LCA auxilia a recuperação funcional de atletas de futebol até o retorno esportivo.

Os critérios de exclusão foram: artigos não disponíveis na íntegra; em duplicidade e publicados em idiomas diferentes de português e inglês.

3 RESULTADOS 

Como resultados, após a busca realizada nas bases de dados, o presente estudo apresentou os dados que estão sistematizados conforme Figura 1 e trazem um fluxograma indicando os artigos selecionados para inclusão. Foram encontrados 19 artigos nas bases de dados Pubmed, Scielo e Bireme, e distribuídos da seguinte forma: Pubmed: 8 artigos, Scielo: 9 artigos e Bireme: 2 artigos.

Posteriormente foram excluídos 4 artigos fora do contexto da pesquisa, já que não apresentavam dados relacionados a cinesioterapia associada a eletroterapia no pós-operatório de LCA especificamente relacionado à recuperação funcional de atletas de futebol, 2 artigos em duplicidade e 7 artigos fora do período de busca de 10 anos, compreendendo o período de 2015 a 2025, totalizando 13 artigos excluídos. Restaram assim, 8 artigos apresentando as características elegíveis para inclusão no presente estudo.

Figura 1 – Fluxograma de seleção de artigos para inclusão no estudo.

Fonte: Os autores (2025).

O resultado da pesquisa foi disponibilizado no Quadro 1 e suas informações e resultados expostos na discussão deste artigo.

Quadro 1 – Características dos artigos incluídos no estudo.

AUTORANOOBJETIVOMETODOLOGIARESULTADOS
Caruana et al.2020Avaliar as mudanças nos fatores de risco biomecânicos para lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) após a participação em um programa de treinamento de força pélvica e central (PCST) em jogadoras de equipe.Ensaio clínico randomizado controlado para o qual um total de 29 jogadoras de futebol foram recrutadas de um clube de futebol e divididas em dois grupos, a saber, grupo experimental (GE, N. = 18; idade média [DP], 17,8 [2,0 anos], peso 64,0 [6,6] kg e altura 1,7 [0,0] m) e grupo controle (controle, N. = 11; idade média [DP], 16,2 [1,2] anos, peso 61,6 [7,3] kg e altura 1,7 [0,0] m). O GE participou de um programa PCST de 8 semanas durante a temporada (duas vezes por semana). As participantes do GC realizaram seu treinamento normal sem fortalecimento adicional da pelve e do core. O ângulo de projeção do plano frontal do joelho (FPPA) pré e pós-intervenção, os ângulos de flexão máxima do quadril, joelho e tornozelo e a altura do salto foram coletados durante saltos de queda bilaterais e unilaterais.O PCST resultou em melhorias nos fatores de risco de lesão do LCA e no desempenho do salto vertical, sugerindo que o fortalecimento dessa parte do corpo garante não apenas a prevenção de lesões, mas também aumenta o desempenho do salto.
Rogalski et al.
2025Avaliar os efeitos de um programa de treinamento de força unilateral de 10 semanas na mecânica da MDC e nos fatores de risco para lesões do ligamento cruzado anterior (LCA).Onze jogadoras de futebol participaram de um estudo pré e pós-intervenção. A mecânica do movimento foi avaliada usando o Cutting Movement Assessment Score (CMAS) em ângulos de 45°, 75° e 90°. O programa de treinamento incluiu exercícios unilaterais de fortalecimento dos membros inferiores, projetados para aumentar o controle neuromuscular e reduzir os fatores de risco biomecânicos. Os perfis de risco foram analisados antes e depois da intervenção. As análises estatísticas incluíram testes t pareados e cálculos do tamanho do efeito.Melhorias significativas nas pontuações do CMAS foram observadas em todos os ângulos de COD ( p < 0,05), com o maior efeito em 90° (d de Cohen = 2,1). A porcentagem de jogadores de alto risco diminuiu de 82% para 0%, enquanto a proporção de jogadores de baixo risco aumentou de 36% para 73%. A melhora no alinhamento do joelho, no posicionamento dos pés e na estabilidade do tronco foram os principais fatores que contribuíram para as melhorias observadas nos movimentos.
Franco et al.2015Comparar a eficácia da corrente da corrente russa aplicada junto ao protocolo de tratamento fisioterapêutico no pós cirúrgico do ligamento cruzado anterior para melhor evolução no desenvolvimento motor.Foram selecionados 2 indivíduos, estes foram submetidos a avaliação física e eletromiográfica antes do tratamento fisioterapêutico conforme estipulado por Coheen e Abdala (2005)Foi obtido um aumento na ativação dos músculos reto femoral e vasto medial de 13,53% no pós operatório imediato para 30 dias no indivíduo que utilizou a corrente russa em seu protocolo de tratamento.
Da Silva et al.2015Desenvolver e aplicar um protocolo de reabilitação para pós-operatório de reconstrução dos ligamentos cruzados e registrar a evolução por meio de avaliações periódicas com questionários de função validados.O paciente foi submetido a avaliações pré e pós-operatória, e posteriormente a avaliações periódicas tendo em média um intervalo de um mês. Durante as avaliações foram coletados dados subjetivos e objetivos. Os dados subjetivos foram adquiridos com o uso de questionários de capacidade funcional do joelho (Lysholm e IKDC (International Knee Documentation Committee)), enquanto que os dados objetivos através do uso de: goniômetro (amplitude de movimento), fita métrica (perimetria), Artrômetro KT1000TM, Dinamometria Isocinética (REV-9000®) e Análise de Marcha e Corrida.O protocolo foi efetivo para melhorar a capacidade funcional, força e retorno seguro ao esporte.
Labanca et al.2018Avaliar a eficácia de um protocolo de treinamento de 6 semanas envolvendo estimulação elétrica neuromuscular do músculo quadríceps sobreposto a exercícios repetidos de sentar, levantar e sentar.73 pacientes ACLR (Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior) foram alocados aleatoriamente em um dos três grupos de tratamento: EENM (Estimulação Elétrica Neoromuscular) sobreposta em STSTS, apenas STSTS ou nenhum tratamento adicional à reabilitação padrão. A força isométrica máxima dos músculos extensores e flexores do joelho foi medida em 60 e 180 dias após a cirurgia.Os participantes NMES + STSTS apresentaram maior força muscular dos extensores do joelho. Os participantes do grupo de tratamento apenas com STSTS mostraram maior simetria na carga da extremidade inferior em comparação com os do grupo NAT 60 dias após a cirurgia.
Michael e Timothy2020Avaliar se o uso precoce da Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES) no período pós-operatório imediato poderia preservar o tamanho da fibra muscular e a contratilidade do quadríceps em nível celular (fibras musculares individuais) após a reconstrução do LCA.Estudo realizado com 21 pacientes (9 homens/12 mulheres) completaram o ensaio. Intervenção: Os pacientes foram randomizados para receber NMES (estimulação real) ou NMES-Sham (estimulação simulada) no quadríceps do membro lesionado.O uso precoce da NMES demonstrou mitigar as adaptações negativas iniciais do músculo esquelético após a reconstrução do LCA, especificamente: Reduzindo a atrofia da fibra muscular nas fibras de contração rápida (MHC II).Preservando a potência de saída (contratilidade) nas fibras de contração lenta (MHC I).

O estudo de Caruana et al. (2020) confirma a hipótese levantada sobre o treinamento de forma unilateral, destacando que a ênfase unilateral é fundamental, pois a maioria das lesões do ligamento cruzado anterior, em não contato, acontecem durante movimentos unilaterais de corte, pouso ou desaceleração. O treinamento unilateral parece abordar de forma mais eficaz os desequilíbrios de força e controle neuromuscular entre os membros, que são fatores de risco conhecidos.

Os autores enfatizam ainda, a redução do grupo de alto risco de 82% para 0% em 10 semanas. A eliminação completa do grupo de alto risco é um resultado significativo, sugerindo que o programa de intervenção foi extremamente eficaz em corrigir os déficits biomecânicos mais perigosos, como o valgo dinâmico do joelho, que é um forte preditor de lesão do ligamento cruzado anterior. A validação por meio da ferramenta CMAS, clinicamente relevante, credibiliza o programa.

O trabalho apresenta como conclusão do estudo que as intervenções de treinamento individualizadas influenciam diretamente nas estratégias de prevenção de lesões, trazendo um afastamento de programas de prevenção genéricos (como muitos programas tradicionais de aquecimento) para programas mais direcionados e individualizados que visam déficits biomecânicos específicos (alinhamento do joelho, estabilidade do tronco e posicionamento do pé), utilizando exercícios unilaterais como seu principal método.

O trabalho de Caruana et al. (2020) oferece evidências de que a inclusão de práticas fisioterapêuticas focadas em treinamento de força unilateral podem ser uma estratégia altamente eficaz e eficiente para aprimorar a mecânica e reduzir o risco de lesão do ligamento cruzado anterior em atletas de futebol feminino.

Nos estudos de Rogalski et al. (2025), os resultados trazem a comprovação que a inclusão de exercícios de fortalecimento pélvico e core em programas de prevenção de lesões são extremamente eficazes, principalmente no futebol feminino.

De acordo com os autores, quando ocorre a redução do Ângulo de Projeção no Plano Frontal (FPPA), ocorre simultaneamente o fortalecimento do core e da pelve, o que teve como resultado o melhor alinhamento do joelho no processo de pouso dinâmico, ajudando as atletas a terem menos falhas no joelho sob estresse.

Outra observação dos autores se dá com relação ao aumento dos picos de flexão do quadril e do joelho, demonstrando uma mudança estratégica de movimentação. As atletas enquadradas no Grupo de Estudos, foram as que utilizaram mais a musculatura na absorção de impacto. Essa mecânica de “pouso suave” protege o ligamento cruzado anterior ao reduzir as forças de cisalhamento e as cargas de impacto excessivas.

Observou-se ainda que, incluir exercícios de fortalecimento pélvico e core nos programas de prevenção de lesões, são de grande eficácia, sobretudo no futebol.

Ressaltando ainda o aumento dos picos de flexão do quadril e joelho, evidenciando uma mudança estratégica de movimentação. As atletas do grupo de estudos utilizaram mais suas musculaturas para absorção de impacto. Nesse contexto, a mecânica de “pouso suave” protegeu o ligamento cruzado anterior, pois reduziu forças de cisalhamento e as cargas de impacto excessivas.

Como conclusão, o programa se mostrou altamente viável, uma vez que devido sua intervenção ter ocorrido no período de oito semanas, apenas duas vezes na semana, apresentou uma eficácia considerável, ainda ressaltando que este pode ser facilmente integrado às rotinas de treinamento das equipes futebolísticas, sendo uma ferramenta fundamental para a prática dos fisioterapeutas e preparadores físicos.

No estudo de Franco et al. (2015) é importante destacar o aumento de 13,53% referente a ativação muscular do reto femoral e vasto medial oblíquo, sendo este um resultado clinicamente relevante, principalmente no que se refere ao tempo (primeiro mês do pós-operatório). Outro ponto citado faz referência à fraqueza e a inibição muscular (artrogênica), sendo esses grandes desafios na reabilitação pós-operatória de ligamento cruzado anterior. Nesse contexto, a corrente russa se apresenta como uma forma de estimulação elétrica neuromuscular (EENM), sendo utilizada para recrutar mais unidades motoras, prevenindo ou revertendo a atrofia muscular rapidamente.

Como resultado, o estudo sugeriu que a corrente russa se apresentou de forma eficaz no combate a inibição muscular inicial, o que é de extrema importância para restaurar o controle motor e prevenir complicações funcionais de longo prazo.

Nessa perspectiva, é importante destacar que o músculo vasto medial oblíquo (VMO) é de extrema importância na estabilidade da patela e a extensão terminal do joelho e o resultado da aplicação da corrente russa pode ser notado ao ativá-lo precocemente na reabilitação.

Um ponto importante a ser destacado é a intervenção precoce da corrente russa (período do primeiro mês de pós-operatório), reforçando que a corrente russa é uma ferramenta eficaz na fase inicial da reabilitação, onde a contração voluntária completa é difícil ou dolorosa. Porém, a pesquisa não avalia se esse benefício se mantém ou se torna mais evidente nas demais fases da reabilitação.

Concluindo que os resultados do estudo de caso apontam que a inclusão da corrente russa em um protocolo de fisioterapia pós-operatória de ligamento cruzado anterior, pode trazer benefícios consideráveis no que tange à ativação de músculos importantes do quadríceps (reto femoral e vasto medial oblíquo) durante o primeiro mês de reabilitação, auxiliando na superação da inibição muscular inicial e otimizando o processo de recuperação.

O estudo de Da Silva et al. (2015) detalha a aplicação e a evolução de um protocolo de reabilitação em um paciente submetido à reconstrução combinada dos ligamentos cruzado anterior (LCA) e posterior (LCP), uma lesão considerada rara, enfatizando que a reabilitação para lesões desse porte deve seguir protocolos mais conservadores e ser direcionada pela lesão mais grave (no caso o LCP), priorizando a proteção contra a translação posterior da tíbia.

Destacou-se no estudo a mudança na pontuação do questionário Lysholm (de 39 para 94), sendo essa a principal evidência de sucesso do protocolo, reforçando a importância da utilização de escalas de avaliação validadas e instrumentos objetivos para avaliar e monitorar a eficácia de um tratamento fisioterapêutico.

A pesquisa reforça que, mesmo em casos de lesões raras e graves, um protocolo de reabilitação bem planejado e monitorado por critérios objetivos (funcionais e de força) pode levar a um resultado de excelência e ao restabelecimento do paciente ao seu nível de atividade

No estudo de Labanca et al. (2018), observa-se que o treinamento de força tradicional (VOL) em indivíduos saudáveis já se mostra altamente eficaz, e que a teoria por trás do NMES+ baseia-se na permissa de que o estímulo elétrico ativa unidades motoras que o indivíduo não consegue recrutar voluntariamente. No entanto, os autores sugerem que, em um músculo saudável, a capacidade de recrutamento voluntário já é suficientemente elevada e, nesse caso, a superimposição do estímulo elétrico (NMES+) não consegue desbloquear um reservatório significativo de unidades motoras para produzir ganhos de força superiores ao longo do tempo.

O estudo ainda evidencia que os ganhos de força catalogados nos grupos, apontam que a principal adaptação decorre da sobrecarga mecânica (a força de contração total) e devido ao volume de treinamento.

É importante destacar, ainda, que o estudo em questão reforça a ideia de que o NMES+ (Estimulação Elétrica Neuromuscular) é uma técnica eficaz, mas a sua superioridade sobre o treinamento voluntário isolado parece ser altamente dependente da condição do indivíduo. Em pessoas saudáveis, o ganho marginal não justifica a complexidade e o custo adicionais do método, enquanto em contextos de reabilitação, ele é uma ferramenta essencial para superar a inibição muscular e o déficit de ativação.

No estudo de Michael e Timothy (2020) foi evidenciado que o uso precoce da Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES) foi responsável pela redução da atrofia da fibra muscular nas fibras de contração rápida (MHC II) e colaborou com a preservação da potência de saída (contratilidade) nas fibras, tendo como ponto mais significativo o efeito protetor da NMES nas fibras musculares individuais, uma vez que as fibras de tipo II (rápidas) são as mais suscetíveis à atrofia por desuso e lesão.

O estudo sugere que a capacidade da NMES de reduzir essa atrofia nas fibras de MHC II tem importância estratégica, pois a perda dessas fibras está diretamente ligada à diminuição de força e potência, que é um marcador de mau prognóstico após a LCA-R. Da mesma forma, preservar a contratilidade das fibras de MHC I (lentas) é importante para manter a funcionalidade básica.

Concluíram que a aplicação da NMES precoce como uma estratégia eficaz em nível celular é essencial para amenizar o rápido declínio da qualidade muscular pós-operatória de LCA. Porém, também aponta que a simples preservação celular inicial não é suficiente por si só para garantir melhores resultados de força em 6 meses, ressaltando a complexidade da recuperação funcional e a necessidade de otimizar todo o protocolo de reabilitação.

4 DISCUSSÃO

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) apresenta alta incidência no esporte, principalmente no futebol, sendo considerada um evento adverso relevante no que tange ao desenvolvimento de programas de prevenção e de terapias para o seu tratamento. Tal ruptura leva a instabilidade da articulação, dor, edema e perda de função, e em determinados casos resulta na atrofia e fraqueza do quadríceps.

Desta forma, esta revisão integrativa teve como objetivo analisar como a cinesioterapia associada à eletroterapia no pós-operatório de LCA contribui para a recuperação funcional e o retorno esportivo de atletas de futebol, onde os estudos que foram incluídos nesta revisão demonstram que a combinação dessas duas modalidades se mostra de extrema importância na atuação em diferentes níveis e fases da reabilitação, que vão desde a biologia celular até a correção biomecânica complexa.

Com relação ao combate à inibição muscular, é importante evidenciar que esta representa um dos maiores desafios no pós-operatório de LCA. Na análise dos estudos apresentados, o papel da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM), como a Corrente Russa, precisamente na fase aguda da reabilitação se mostrou uma conduta importante para a amenização desse déficit.

De acordo com o estudo de Franco et al. (2015) houve um aumento de 13,53% na ativação muscular do reto femoral e do vasto medial oblíquo (VMO) já no primeiro mês de pós-operatório, após a aplicação da Corrente Russa. Sendo este resultado considerado clinicamente relevante, já que a EENM atua recrutando mais unidades motoras, prevenindo ou revertendo a atrofia muscular rapidamente. O estudo ainda destacou que a ativação precoce do vasto medial oblíquo é importante para a estabilidade da patela e na extensão terminal do joelho, e assim a EENM foi eficaz na primeira parte do processo de recuperação, quando a contração voluntária completa é difícil ou dolorosa.

No estudo capitaneado por Michael e Timothy (2020), os autores demonstram que em nível celular, o uso precoce da EENM foi capaz de amenizar as condições negativas iniciais, agindo como uma espécie de “socorro” muscular. A Neuromuscular Electrical Stimulation (NMES) foi responsável pela redução da atrofia da fibra muscular nas fibras de contração rápida (MHC II). Essas fibras, quando não preservadas, associam-se à diminuição de força e potência. A NMES também é responsável pela preservação da potência de saída (contratilidade) nas fibras de contração lenta (MHC I).

O trabalho de Labanca et al. (2018), surge para comprovar que a associação entre a eletroterapia e cinesioterapia foi responsável pelo aumento da força muscular dos extensores do joelho em participantes que utilizaram EENM sobreposta a exercícios de sentar e levantar.

Sendo esta uma importante técnica de reabilitação para superar a inibição muscular e o déficit de ativação, justificando sua superioridade sobre o treinamento voluntário isolado em pacientes lesionados.

Os resultados ainda dão conta da importância da cinesioterapia, com foco em treinamento de força e controle neuromuscular, como a modalidade central (exercícios de fortalecimento de pelve e core, trata-se do conjunto de músculos centrais) para garantir a funcionalidade plena e, principalmente, a segurança no retorno esportivo, combatendo o alto índice de reincidência de lesões. Destacando ainda que os programas de reabilitação devem ser individualizados e focar em déficits biomecânicos específicos.

De acordo com o trabalho de Rogalski et al. (2025), a maioria das lesões do LCA, em não contato, acontece durante movimentos unilaterais, como corte, pouso ou desaceleração. Neste estudo, os autores acompanharam e observaram um programa de treinamento de força unilateral de 10 semanas que obteve como resultado melhorias significativas na mecânica da Mudança de Direção (MDC/COD), com a porcentagem de jogadores de alto risco caindo de 82% para 0%. Essa conduta teve influência diretamente no alinhamento do joelho, o posicionamento dos pés e a estabilidade do tronco, sendo responsável pela correção de déficits biomecânicos perigosos, como o valgo dinâmico.

Outro ponto que merece destaque é a estabilidade central (core e pelve), sendo esta fundamental nesse processo.

Nesse sentido, Caruana et al. (2020) demonstraram que a inclusão de exercícios de fortalecimento pélvico e core (PCST) resultou em melhorias no Ângulo de Projeção no Plano Frontal do Joelho (FPPA). Esses exercícios colaboram para um melhor alinhamento do joelho durante o pouso dinâmico, promovendo uma mecânica de “pouso suave” que protege o LCA ao reduzir as forças de cisalhamento e as cargas de impacto excessivas.

Sobre a eficácia dos protocolos de reabilitação, é importante destacar que esta dependerá de sua estrutura e do monitoramento constante. Da Silva et al. (2015), em seu trabalho, tece considerações que reforçam que um protocolo bem planejado e monitorado por critérios objetivos, como questionários validados (Lysholm e IKDC) e instrumentos objetivos (dinamometria), pode levar a um resultado de excelência e ao restabelecimento completo do paciente ao seu nível de atividade. Confirmando seu posicionamento a partir da observação da intervenção apresentada, onde a mudança na pontuação do questionário Lysholm (de 39 para 94) foi a principal evidência do sucesso no seu estudo de caso.

Porém, observou-se uma limitação no estudo de Michael e Timothy (2020), relatando que mesmo a EENM aplicada de forma precoce tenha apresentado-se eficaz em nível celular, isso não garante por si só melhores resultados de força em 6 meses. Ressaltando que a recuperação funcional completa é complexa, o que exige a elaboração e otimização de um protocolo de reabilitação robusto e não apenas de intervenções isoladas de forma precoce.

O presente artigo ainda apresenta algumas limitações metodológicas dos estudos levantados para compô-lo, como por exemplo, a heterogeneidade dos protocolos aplicados, pois é relatada uma variação significativa de dosagem e aplicação da eletroterapia, o que dificulta o processo de comparação e o estabelecimento de um padrão para o desenvolvimento de um protocolo eficaz para reabilitação do LCA. Outro ponto a ser considerado é a falta de padronização na junção dos protocolos de cinesioterapia e EENM, o que também impede a avaliação da eficácia da combinação, especificamente no quesito “aumento de força”.

Outra limitação a ser apontada, são os números de amostras reduzidos. Os grupos de participantes são pequenos, e quando ocorre essa aplicação em uma amostra relativamente pequena fica estatisticamente inviável na detecção de diferenças significativas.

Uma observação importante com relação às limitações, é que por se tratar de revisão integrativa, esta para sua elaboração, depende de outras publicações que representem a realidade do tema a ser tratado, atrelando geralmente, àqueles que apresentam resultados positivos, pois, academicamente, tem-se a propensão de divulgação apenas de resultados positivos, descartando-se àqueles que apresentam resultados negativos ou ainda inconclusivos.

5 CONCLUSÃO

A presente revisão integrativa buscou analisar a eficácia da cinesioterapia associada à eletroterapia no pós-operatório de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior colaborando para a recuperação funcional de atletas de futebol e o seu retorno esportivo.

Os resultados levantados pela pesquisa demonstram que a associação da cinesioterapia com a eletroterapia (em especial a Estimulação Elétrica Neuromuscular – EENM/Corrente Russa) é uma estratégia eficaz e importante na diminuição dos principais déficits que impedem a recuperação completa de atletas após a LCA.

Dentre os principais pontos, a pesquisa destacou o combate precoce da atrofia e da inibição muscular, principalmente ao ser aplicada ainda no primeiro mês de pós-operatório. Foi ainda observado que em nível celular, a eletroterapia foi responsável por reduzir a atrofia das fibras musculares de contração rápida e de preservar a contratilidade das fibras de contração lenta, sendo importante na prevenção da perda de fibras de contração rápida, diretamente ligadas à diminuição de força e potência.

Outro ponto observado foi que a associação da estimulação elétrica com os exercícios de sentar e levantar foram responsáveis por proporcionar maior força dos extensores do joelho evidenciando assim o papel da eletroterapia associada ao cinesioterapia em recrutar as unidades motoras que o paciente não consegue ativar voluntariamente.

Ressaltando ainda que, a aplicação de protocolos bem definidos e supervisionados combinando exercícios e métodos eficazes de avaliação são fundamentais para a melhora da capacidade funcional e a garantia de um retorno segura o esporte.

É importante destacar que mesmo a preservação celular inicial pela eletroterapia não de garantia isoladamente da força total em 6 meses. Sua inclusão na fase de reabilitação e a combinação de protocolos de cinesioterapia, visando a força e controle neuromuscular, se convertem em uma abordagem mais completa e otimizam uma recuperação muscular desde o nível celular, além de corrigir os fatores de risco biomecânicos, sendo de extrema importância para o restabelecimento total e o retorno esportivo seguro de atletas de futebol.

REFERÊNCIAS

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1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE
2Doutorado em Reabilitação e Desempenho Funcional, Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE e do Curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas Itacoatiara.