SKIN CANCER: PREVENTIVE MEASURES AND EPIDEMIOLOGICAL PROFILE IN THE NORTHEAST REGION OF BRAZIL
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508191435
Lara Giovanna de Andrade Tavares1
Petrúcia Ribeiro de Medeiros1
Amanda Duarte Silva1
Natália Isabel Cezar Gama1
Sonia Gomes da Cunha Barboza1
Caroline Sampaio Souto1
Beatriz Rodrigues Ferraz1
Marcelo do Nascimento Araújo2
Resumo
Introdução: A grande incidência nos casos de câncer de pele vem atingindo cada vez mais uma faixa etária mais jovem. Algumas regiões do Brasil recebem grande quantidade de radiação solar durante o ano, que implica em muitos trabalhadores rurais a grande exposição solar. Objetivo: Promover medidas preventivas e educativas sobre os riscos da exposição prolongada ao sol e análise de dados epidemiológicos na região. Metodologia: Esse trabalho foi desenvolvido baseado em artigos com resultados sobre a região nordeste do Brasil, por uma pesquisa qualitativa descritiva observacional, sobre câncer de pele não-melanoma e melanoma. Baseado pelo painel de oncologia disponível em editoras do ministério da saúde, DATASUS, bases de dados oficiais, como o Instituto Nacional do câncer (INCA), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e artigos científicos indexados nas bases SciELO Brasil, PUBMED e BVS publicados nos últimos cinco anos. Resultados: Foi possível observar como o câncer se desenvolve, grupos de risco e sua incidência, 40% dos artigos, relatam várias medidas preventivas; outros quatros artigos é possível observar que o índice epidemiológico foi encontrado em cidades situadas no nordeste brasileiro; 20% deles relatam as possíveis causas do câncer de pele. Conclusão: O câncer de pele é um problema de saúde pública, e pode ter diagnóstico precoce e cuidados preventivos. Faz-se necessário ações como educação em saúde, para reduzir gastos desnecessários e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Palavras-chave: Radiação UV. Promoção de Saúde. Fotoproteção. Prevenção.
Abstract
Introduction: The high incidence of skin cancer cases is increasingly affecting a younger age group. Some regions of Brazil receive a large amount of solar radiation throughout the year, which leads to significant sun exposure for many rural workers. Objective: To promote preventive and educational measures regarding the risks of prolonged sun exposure and to analyze epidemiological data in the region. Methodology: This work was developed based on articles with results about the northeastern region of Brazil, through a descriptive observational qualitative research on non-melanoma skin cancer and melanoma. Based on the oncology panel available in publications from the Ministry of Health, DATASUS, official databases, such as the National Cancer Institute (INCA), the Brazilian Society of Dermatology (SBD), and scientific articles indexed in the SciELO Brazil, PUBMED, and BVS databases published in the last five years. Results: It was possible to observe how cancer develops, risk groups, and its incidence; 40% of the articles report various preventive measures; in four other articles, it can be observed that the epidemiological index was found in cities located in the northeastern region of Brazil; 20% of them report the possible causes of skin cancer. Conclusion: Skin cancer is a public health problem, and it can have early diagnosis and preventive care. It is necessary to take actions such as health education to reduce unnecessary expenses and improve the quality of life of people.
Keywords: UV radiation. Health Promotion. Photoprotection. Prevention.
1. INTRODUÇÃO
O termo câncer abrange diversas doenças malignas caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, incluindo o câncer de pele, que se divide em melanoma e não melanoma. O melanoma origina-se nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, e é o tipo mais agressivo devido ao seu alto potencial metastático. Já o câncer de pele não melanoma é o mais prevalente, englobando o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC). O CBC cresce lentamente, tem baixa taxa de metástase e está associado à exposição solar crônica, enquanto o CEC pode invadir tecidos profundos e, em alguns casos, disseminar-se para outras regiões do organismo (INCA, 2019). Os casos de câncer de pele têm aumentado, afetando faixas etárias cada vez mais jovens. Essa patologia pode ser desencadeada por fatores genéticos, ambientais e hábitos de vida.
As características sociais e clínicas das pessoas com câncer de pele, servem de alerta à população, principalmente para as regiões que possuem maior densidade de trabalhadores expostos à radiação solar, principal fator de risco para esse tipo de neoplasia. Além dessa exposição, há necessidade de maiores cuidados, sobretudo, pessoas de pele clara, com fototipo cutâneo Fitzpatrick I e II, visto que possuem risco mais elevado para desenvolver o câncer de pele na fase adulta devido ao efeito cumulativo da radiação e a menor proteção natural, gerada pela quantidade de melanócitos (Oliveira et al. 2023).
A região Nordeste do Brasil possui clima semiárido, resultando em altas taxas de radiação solar durante o ano, o que impacta principalmente a agricultura e expõe trabalhadores rurais e jovens a riscos de saúde (Gomes & Zanella, 2023). Muitos trabalhadores não têm conhecimento suficiente sobre os danos da exposição solar e não adotam medidas preventivas adequadas. Medeiros, Silva e Vinícius (2023) evidenciaram a baixa percepção de trabalhadores rurais quanto aos riscos associados à exposição solar prolongada, como o desenvolvimento de câncer de pele e outras enfermidades relacionadas à radiação ultravioleta. O estudo apontou falhas recorrentes no uso de medidas protetivas, como a aplicação de protetor solar, vestimentas adequadas e a realização de pausas em locais sombreados. Diante desse cenário, os autores ressaltam a urgência na implementação de programas educativos e de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e prevenção dos danos causados pela exposição solar no semiárido nordestino.
Em 2020, o Estado do Paraná registrou 781 casos confirmados de melanoma, número que apresentou uma leve redução em 2021, com 724 casos. Para o ano de 2022, a previsão inicial era de 540 novos casos, mas esse valor foi superado ainda em outubro, com 572 diagnósticos confirmados (INCA, 2022). É previsto no Brasil, até o final de 2022 um total de 185,6 mil casos de câncer de pele. Todos esses valores estimam 80,12 para cada 100 mil homens e 86,65 a cada 100 mil mulheres (INCA, 2022). Dados do INCA também demonstram que os tipos de cânceres que mais acometem homens são: próstata com 30%, pele não melanoma 27,1%, cólon e reto 9,2%, Traqueia, Brônquio e Pulmão 7,5%. Já em mulheres será: mama com 30,1%, pele não melanoma 29,5% cólon e reto 9,7%, colo do útero 7,5%, Traqueia, Brônquio e Pulmão 6,0% dentre os principais (INCA, 2020).
Tantos fatores genéticos quanto ambientais estão envolvidos na patogênese do câncer de pele. Seu principal agente causal é a radiação ultravioleta (UV), que irão causar mutações, estresse oxidativo, imunossupressão e inflamação nas células -acontecimentos que propicia uma cascata de fotocarcinogênese (Andrade, et. al 2022).
Assim, o objetivo desse estudo é discorrer sobre a importância das medidas preventivas e educativas sobre os riscos da exposição prolongada ao sol e análise de dados epidemiológicos na região nordeste do Brasil.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 O Câncer
No Brasil, o câncer é uma das principais causas de morte. Grave problema na saúde pública, sendo o responsável pelo aumento de morbidade e mortalidade. Isso afeta a qualidade e expectativa de vida da população. Uma doença que intriga a todos que estão em busca de uma cura. O câncer ocorre quando as células da pele se multiplicam sem controle, dado a um conjunto de patologias que podem atingir órgãos e tecidos do corpo. Cada tipo de câncer corresponde aos tipos de células do nosso corpo (INCA, 2020).
Após a identificação da população de risco ao câncer de pele e a determinação de comportamentos inadequados que facilitem seu aparecimento, nota-se que a elaboração de medidas sanitárias de prevenção primária na população, por meio do aumento de campanhas de detecção, promoção de programas educacionais em meio a sociedade, atuam de modo a melhorar a saúde pública, diminuindo, por conseguinte, morbidade populacional e diagnosticando de forma precoce as lesões suspeitas (Oliveira et al., 2023).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforça a importância da prevenção de cânceres com a mudança de hábitos de vida, aliada a maior rapidez no diagnóstico e tratamento precoce. Percebe-se um aumento de casos de câncer, principalmente ao envolver questões socioeconômicas mais baixas e hábitos pouco saudáveis: sedentarismo, alimentação prejudicial, tabagismo, etilismo, exposição à radiação ultravioleta (exposição ao sol e dispositivos de bronzeamento artificial), pouco uso ou uso inadequado de medidas de proteção solar; exposição ocupacional à radiação ionizante (World Health Organization, 2025)
2.2 Carcinogênese
O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e, acontece de forma lenta, pode levar vários anos para que uma célula cancerosa se prolifere e se torne um tumor visível, pois trata-se de uma doença silenciosa. As causas mais comuns incluem a radiação solar, a radiação ionizante e a radiação não ionizante. O câncer irá surgir de uma mutação genética, em genes especiais, chamados proto-oncogenes que toda célula possui, porém, normalmente inativas, essas mutações ocorrem e a partir disso a célula receberá todas suas instruções erradas para realizar suas atividades. Ao ativar o proto-oncogenes eles passam a ser oncogenes, uma célula danificada que será cancerosa (INCA,2021).
O processo de carcinogênese é composto por três etapas distintas: a iniciação, a promoção e a progressão. A iniciação é a primeira etapa do processo cancerígeno, na qual células normais de um determinado órgão ou tecido são convertidas em células com potencial para se tornarem um tumor. No estágio da promoção a célula que foi potencializada será transformada em maligna lentamente, mas que para isso ocorra é necessária uma exposição prolongada ao agente causador. Pode ocorrer uma interrupção nesse estágio, caso ocorra a suspensão desse agente causador. A terceira e última etapa é a progressão que será a multiplicação descontrolada que ocorre de forma irreversível em células iniciadas. A doença já está situada e em constante evolução e logo iniciaram os primeiros sinais e sintomas da doença (INCA,2021).
Figura 1. Processo de formação do câncer

Fonte: (INCA, 2021)
2.3 Câncer de pele
O Câncer de pele se apresenta sob a forma de duas variantes: melanoma e não melanoma. O melanoma surge nos melanócitos (onde é produzido a melanina) é o câncer de pior prognóstico e que ocorre mais mortalidade, o melanoma se apresenta em forma de pinta, sinal ou mancha e acomete mais pessoas de pele clara. O tipo mais frequente de câncer de pele na população brasileira, o não melanoma, sob a forma de carcinoma basocelular em células basais da epiderme, ou carcinoma epidermóide, em células escamosas, formadas na superfície da pele fazendo um total de 70% e 25% dos casos, respectivamente. O câncer de pele é responsável por, aproximadamente 1/5 dos casos novos de câncer, porém, como são diagnosticados de forma rápida, o índice de cura é elevado (INCA, 2021).
2.4 Diagnóstico laboratorial (marcadores tumorais)
Existem dois tipos principais de marcadores tumorais utilizados no tratamento do câncer: os marcadores tumorais circulantes e os marcadores de tecido tumoral. Os primeiros podem ser encontrados no sangue, urina, fezes e outros fluidos corporais, sendo úteis para avaliar o prognóstico, identificar doença residual, monitorar a resposta ao tratamento e acompanhar a progressão ou resistência do tumor. No entanto, níveis elevados desses marcadores não são suficientes para diagnosticar o câncer de forma isolada, sendo necessário associá-los a exames como biópsias e imagens. Durante e após o tratamento, as alterações nesses níveis podem indicar eficácia terapêutica ou possível recidiva. Já os marcadores de tecido tumoral, normalmente identificados nas amostras obtidas por biópsia, são fundamentais para o diagnóstico e classificação do tumor, além de auxiliarem na definição do prognóstico e na escolha da melhor abordagem terapêutica. Em alguns casos, esses marcadores também indicam o estágio da doença e, aliados à terapia-alvo e exames complementares, contribuem para determinar a eficácia de tratamentos específicos (Freitas et al., 2024).
2.5 Medidas preventivas
Medidas de educação em saúde e ações clínicas (diagnóstico e abordagem precoce) são necessárias para desenvolver uma intervenção com à população (Queiroz, 2022).
Existem três meios de prevenção: a primária, para prevenir a ocorrência da enfermidade; a secundária, que é o diagnóstico rápido por meio de rastreamento; e a terciária, que previne maiores complicações e morte. É importante notificar a população sobre a importância da fotoproteção para o câncer de pele. A prática de medidas preventivas como uso de protetor solar, camisas de manga longa, calças compridas, chapéu com abas, uso de óculos escuros, sombrinha, e evitar a prática de exercícios físicos nos horários entre 10 horas e 16 horas (INCA, 2021).
Alterações na pele, como manchas, pintas, feridas que não cicatrizam e caroços persistentes, podem indicar problemas dermatológicos que exigem avaliação médica. Pessoas com histórico de doenças cutâneas ou exposição a substâncias irritantes também devem procurar um dermatologista. A dermatoscopia é uma ferramenta essencial para o diagnóstico precoce do câncer de pele, permitindo a visualização de estruturas não visíveis a olho nu e aumentando a precisão diagnóstica (Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2021).
A fotoproteção é entendida como um “conjunto de medidas direcionadas a reduzir à exposição ao sol e a prevenir o desenvolvimento do dano actínico e crônico”. Diversas formas de medidas preventivas como a educação em fotoproteção, proteção através de locais cobertos ou através do uso de roupas ou acessórios e fotoprotetores tópicos (PESSOA et al., 2020).
2.6 O Nordeste brasileiro como região favorável ao desenvolvimento do câncer de pele.
A região Nordeste é localizada em uma área de baixa latitude, seu clima sofre pouca variação nas temperaturas ao longo do ano, tanto durante o dia quanto à noite. Com clima equatorial, tropical semiárido, tropical continental e tropical litorâneo, o mesmo passa por secas severas. Altos índices pluviométricos e temperaturas elevadas o ano todo e com médias termais entre 25 ºC e 27 ºC. O clima tropical semiárido é o que mais predomina no Nordeste e, além disso, fica próximo à linha do equador, recebendo assim, maior incidência desses raios durante o ano (BONFIM, 2023).
O Nordeste brasileiro destaca-se por atividades econômicas como turismo, comércio, produção de petróleo, sal marinho no Rio Grande do Norte, o polo industrial de Camaçari (BA), a produção de cacau (mais de 60% da produção nacional) e a pecuária, com criação de ovinos e bovinos. Também se destacam cidades como Garanhuns e Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), além da produção irrigada de frutas no Vale do São Francisco. A região é responsável por 91% da produção de caprinos no Brasil e se destaca na produção de algodão e extrativismo vegetal, com carnaúba e babaçu (IBGE, 2022). Contudo, a intensa exposição ao sol, característica de atividades como a agricultura e a pecuária, é um fator de risco para o câncer de pele, pois a radiação ultravioleta (UV) pode causar danos e aumentar a incidência de melanoma e carcinoma basocelular, o que torna essencial a adoção de medidas preventivas, como o uso de protetor solar (IBGE, 2022).
Figura 2. Diagnósticos de câncer divididos por Estado no Nordeste do Brasil de 2015 a 2019.
Fonte: Painel de oncologia, DATASUS, 2015-2019.
Pesquisa realizada no período de 2018 a 2023 mostram que a região com o maior percentual de casos, é o Sudeste, com 39% dos casos de todo o País. O Norte contabiliza o menor número de casos. O Nordeste somou 60.466 casos neste período, sendo também mais incidente o número de casos em pessoas do sexo masculino e nas autodeclaradas brancas. Além disso, notou-se um aumento de 57% nos casos entre os anos de 2020 e 2023 (Guimarães, 2024).
Figura 3. Diagnósticos de melanoma maligno da pele e outras neoplasias malignas por Estado no período de 2013 a 2021.
Fonte: Painel de oncologia Brasil, 2021.
O câncer de pele afeta com mais frequência indivíduos com pele clara acima dos 40 anos e a principal causa associada ao desenvolvimento dos diferentes tipos de câncer de pele é a exposição à radiação ultravioleta (UV), que provoca danos cumulativos ao DNA das células cutâneas. No caso específico do melanoma, destaca-se também o papel das fontes artificiais de radiação UV, como câmaras de bronzeamento e lâmpadas solares, além da exposição a compostos tóxicos como os bifenilos policlorados (Wild; Weiderpass; Stewart, 2020).
Conforme observado na Figura 3, embora o melanoma seja o tipo menos comum de câncer de pele no Brasil, ele apresenta maior incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em comparação com o Nordeste. Em 2020, estimava-se a ocorrência de aproximadamente 325 mil novos casos de melanoma no país, sendo 175 mil entre os homens (com uma taxa de 3,80 por 100 mil) e 151 mil entre as mulheres (3,00 por 100 mil) (INCA, 2022b). Esse cenário está intimamente ligado à predominância de fatores de risco na população local, como o maior percentual de indivíduos com fototipos claros, resultado da intensa imigração europeia para a região (Da Rosa; Vicópulos; Guedes, 2025).
3. METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e observacional, voltada para a análise do câncer de pele, tanto do tipo não melanoma quanto melanoma, com foco na região Nordeste do Brasil.
Para a realização do estudo, foram utilizados dados secundários obtidos por meio de consultas a plataformas oficiais como o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o DATASUS, o painel de Oncologia do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), além de artigos científicos indexados nas bases SciELO Brasil, PUBMED, BVS e outros periódicos científicos nacionais e internacionais publicados nos últimos cinco anos (2020–2025). Também foram incluídas informações complementares oriundas de publicações institucionais como do IBGE e da Embrapa, a fim de enriquecer o panorama socioambiental do semiárido nordestino, região de alta incidência solar.
As palavras-chave utilizadas para a busca dos materiais foram: “Câncer”, “Câncer de Pele”, “Radiação Ultravioleta”, “Promoção da Saúde”, “Fotoproteção” e “Prevenção”. A estratégia de busca considerou o uso de operadores booleanos (“AND”, “OR”) para combinação de termos, garantindo maior abrangência e especificidade dos resultados.
Os critérios de inclusão abrangeram artigos científicos e documentos técnicos relacionados ao câncer de pele, estudos epidemiológicos sobre a incidência da doença no Nordeste brasileiro, fatores genéticos e ambientais associados, bem como textos que abordassem estratégias de promoção e prevenção da saúde. Foram excluídos da análise textos publicados há mais de cinco anos, estudos fora do escopo temático, materiais que apresentassem metodologia inconsistente ou ausência de dados relevantes nos resultados e conclusão.
Ao todo, foram utilizados 10 estudos científicos para a realização desta pesquisa, conforme destacados no Quadro 1 deste trabalho.
Por se tratar de uma pesquisa baseada em fontes de domínio público e sem envolvimento direto de seres humanos, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme estabelece a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (Brasil, 2012).
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
4.1 Abordagem do método
Foram selecionados dezenove estudos para análise crítica, e após critérios de exclusão, foram escolhidos dez artigos, expostos no quadro 1. No trabalho, foram avaliados artigos e pesquisas referentes ao uso de fotoproteção na prevenção do fotoenvelhecimento e câncer, e foi possível observar, em grupos, como o câncer se desenvolve, assim como grupos de risco e sua incidência na região nordeste do Brasil.
Regiões como o Vale do São Francisco apresentam alta incidência solar em comparação a outras regiões do país, e a agricultura, principal atividade econômica local, expõe continuamente os trabalhadores rurais aos raios solares ao longo de todo o ano, o que aumenta os riscos à saúde, especialmente devido à intensidade da radiação solar, com picos em meses como outubro (Embrapa Semiárido, 2021).

Figura 4 – Fluxograma representando as etapas para cada critério de seleção dos trabalhos utilizados no embasamento teórico dos resultados e discussão.
4.2 Abordagem do tema
Os artigos trazem como principais fatores: mudança nos hábitos de vida, por trabalho ou lazer; envelhecimento populacional; rarefação da camada de ozônio; residir em país tropical; como também: cor da pele, olhos e cabelos claros; presença de sardas; história pessoal ou antecedentes familiares de câncer de pele.
Quatro dos 10 artigos citados no quadro 1 relatam várias medidas preventivas, entre elas, o uso de roupas adequadas e o uso de filtros solares. Segundo Bizello et al. (2023), existem três níveis de programas de prevenção: a primária, que previne sobre riscos de determinada enfermidade, a secundária, que consiste no diagnóstico precoce, e a terciária que previne deformidades, recidivas e morte.
Para outros 4 artigos citados no quadro 1, é possível observar que o índice epidemiológico foi encontrado em cidades situadas no nordeste brasileiro, afirmando assim, que os episódios de neoplasia maligna da pele apresentam números relevantes, sobretudo na região Nordeste e que é mais frequente entre os homens e acredita-se que este fato está relacionado com os hábitos de vida. Dois deles relatam as possíveis causas do câncer de pele. A elevada radiação solar e a desinformação populacional dificultam a adoção de práticas de fotoproteção (Silva et al., 2021).
A prevenção primária do câncer de pele é crucial e pode ser alcançada por meio de estratégias educativas voltadas à redução da exposição solar. A atuação do enfermeiro na atenção básica, tanto com a comunidade quanto com os profissionais, é essencial para a promoção de hábitos saudáveis e proteção solar. A equipe multiprofissional deve estar atenta à identificação precoce dos casos, proporcionando tratamento imediato, qualidade de vida e redução da mortalidade (Santos et al., 2021).
Nos ambientes de trabalho com exposição solar, é responsabilidade dos empregadores fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, como chapéu, óculos escuros, camisa de manga longa, boné e protetor solar. Além disso, devem ser realizadas ações educativas sobre o uso correto desses EPIs e a importância da fotoproteção, especialmente para aqueles expostos ao sol entre 10:00 e 16:00. Por outro lado, é fundamental que os trabalhadores adotem medidas preventivas, como a realização de autoexames, o uso de hidratantes após exposição solar e a conscientização sobre a importância de evitar substâncias que possam aumentar a sensibilidade da pele (Orellana Aguilar et al., 2020).
Quadro 1– Autores, objetivo e conclusão dos artigos selecionados
| Autor/ ano | Objetivo | Conclusão |
| De Queiroz Andrade. (2022) | Fornecer informações de qualidade à população e estimular o aprendizado, cooperação e comunicação nos estudantes envolvidos. | A educação em saúde é uma das principais ferramentas utilizadas como forma de disseminação do conhecimento, tornando-os fonte de conhecimento em suas comunidades, criando uma rede de educação e autonomia do indivíduo no seu cuidado em saúde. Ações de extensão como esta são de suma importância para estreitar vínculos entre o conhecimento acadêmico e as comunidades, permitindo uma troca de saberes e um retorno à população local. |
| Victor, Yasmine Araújo (2021) | Realizar uma análise epidemiológica dos últimos cinco anos no Maranhão, no Nordeste e no Brasil sobre o câncer de pele não-melanoma, através de estudo observacional analítico transversal, quali-quantitativo. | O câncer de pele é o mais incidente e prevalente no Brasil, principalmente na população igual e maior que 70 anos, sendo o Rio Grande do Sul o estado mais acometido do Brasil e o Rio Grande do Norte, o do Nordeste. É mais prevalente na população feminina. |
Bizello et al., (2023) | Identificar os tipos mais comuns da doença, os fatores de risco envolvidos e as formas eficazes de diagnóstico precoce. Além disso, pretende destacar medidas preventivas essenciais para a redução da incidência do câncer de pele, especialmente por meio da conscientização sobre a exposição solar segura e do incentivo a hábitos de fotoproteção. | A exposição excessiva à radiação ultravioleta sem proteção adequada é um dos principais fatores de risco, tornando essencial a adoção de medidas preventivas, como o uso de protetor solar, roupas apropriadas e a limitação da exposição ao sol nos horários de maior intensidade. Além disso, a conscientização populacional e as campanhas educativas são indispensáveis para incentivar o diagnóstico precoce, possibilitando um tratamento mais eficaz e reduzindo complicações. Profissionais da saúde desempenham um papel crucial no processo de prevenção ao orientar e sensibilizar a população sobre a importância da prevenção primária e secundária do câncer de pele. |
| Silva et al. (2021) | Estimar a prevalência do uso de fotoproteção entre feirantes e analisar sua associação com fatores sociodemográficos, fototipo e fatores de risco para neoplasias cutâneas. | Revelou que 50% dos feirantes não utilizavam fotoproteção solar. Além disso, identificou-se uma associação significativa entre o uso de fotoproteção e as variáveis cor dos olhos (p = 0,039), tempo de exposição ao sol (p = 0,000), horário de exposição (p = 0,057) e assistência médica (p = 0,005). Especificamente, feirantes com olhos escuros, que se expunham ao sol por mais de três horas diárias, durante todo o dia, e que não procuravam assistência médica apresentaram menor uso de fotoproteção. |
| Marinho (2020) | Descrever e comparar a epidemiologia da neoplasia maligna da pele conforme o sexo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. | Através dos dados obtidos neste estudo pode-se afirmar que os episódios de neoplasia maligna da pele apresentam números relevantes, sobretudo na região Nordeste. foi possível observar que esta afecção é mais frequente entre os homens e acredita-se que este fato está relacionado com os hábitos de vida deste sexo. |
| Orellana Aguilar et al., (2020) | Determinar características de risco e proteção relacionadas à exposição solar em vendedores ambulantes de Cochabamba. | Apesar do conhecimento sobre os riscos da radiação UV, a maioria dos comerciantes não utiliza protetor solar regularmente, o que evidencia a necessidade de estratégias de educação em saúde e medidas preventivas para reduzir a incidência de câncer de pele nesse grupo populacional |
| Júnior (2020) | Descrever a experiência de universitários no desenvolvimento de duas ações de conscientização sobre o câncer da pele. | O questionário elaborado permite fácil coleta de informações e a interação com os banhistas contribuiu para conscientizar sobre a importância de medidas de prevenção do câncer da pele e avaliar o grau de conhecimento das pessoas, norteando o desenvolvimento de futuras campanhas. |
| Oliveira et al., (2021) | Verificar medidas preventivas de câncer de pele adotadas por mototaxistas do município de Mombaça. | Evidenciou-se a necessidade de educação em saúde com a finalidade de proporcionar conhecimento sobre o câncer de pele e as medidas de prevenção visando o manejo de complicações na pele pelos mototaxistas |
| Mota, Chinalia e Silva (2021) | Investigar o panorama de patentes nacionais e internacionais relacionadas a cosméticos com ação fotoprotetora e antioxidante contendo extratos vegetais, com foco específico em frutos ricos em compostos fenólicos — abiu, goiaba, rambutã e uva —, a fim de avaliar a inovação e o potencial de uso desses frutos em formulações cosméticas. | A busca por patentes revelou nenhuma patente registrada, tanto no Brasil quanto no exterior, que envolva os frutos abiu, goiaba, rambutã ou uva em formulações cosméticas com ação fotoprotetora e antioxidante. Contudo, estudos científicos indicam o potencial desses frutos para esse tipo de aplicação. Assim, a produção de cosméticos naturais com essas propriedades representa uma oportunidade promissora para o setor industrial brasileiro, aproveitando a biodiversidade nacional e podendo gerar impactos científicos e econômicos significativos. |
| Nii et al., (2020) | Avaliar a quantidade e a homogeneidade da aplicação de filtro solar na face de pacientes brasileiros que já foram diagnosticados e tratados para câncer da pele, a fim de verificar se estão se protegendo adequadamente da radiação solar. | Apesar de já terem enfrentado câncer da pele, muitos pacientes ainda aplicam o filtro solar de forma insuficiente ou irregular, especialmente em áreas críticas como orelhas, ao redor dos olhos e nariz. Essa aplicação inadequada dá uma falsa sensação de proteção e pode aumentar o risco de novos cânceres de pele. |
Fonte: Autoria própria, 2025.
Na tabela 1 é possível perceber um aumento por faixa etária em 2019, 2020 e 2021 como também uma diminuição em cada ano 2020-2021. Ouve só em 2019 um quantitativo total de 69.754 casos notificados.
Tabela 1. Quantidade de casos de câncer de pele notificados por idade e ano no Brasil.

Fonte: Painel Oncologia (adaptado)
Foram afetados principalmente a população acima de 60 anos, isso abala especialmente todos responsáveis pelo combate e prevenção ao câncer de pele. No decorrer de 2020, observa-se 17.227 diagnósticos a menos, uma queda nessas taxas de 24,7% em confrontação a 2019. No geral, isso significa um atraso nos tratamentos ou casos ainda nem identificados, o que impossibilita uma possível cura a esses pacientes (painel de oncologia).
Além de tudo isso, foram anos de pandemia (COVID-19), certamente muitos deixaram de ir a unidades de saúde por medo de contrair a doença, já que para muitos o coronavírus se encontrava nas unidades hospitalares, além de tudo isso, algumas unidades reduziram a quantidade de atendimentos. De acordo com a pesquisa da SBD, 52.527 diagnósticos foram de melanoma maligno da pele, mais outras neoplasias malignas em 2020, em todo o país. Esses valores vão reduzindo a cada ano, coincidindo com os anos de pandemia. Em 2021, os dados são ainda menores comparados a anos anteriores a pandemia (SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2025).
Em relação à mortalidade por câncer de pele (melanoma) e outras neoplasias malignas, ao longo de 12 anos, no Brasil, foram registrados um total de 46.534 mortes, 2020 teve 4.481 registros, e 2019 com 4.594, dados esses extraídos do Painel Oncologia Brasil.
Esses dados servem para obtermos conhecimento sobre a atual situação do câncer de pele no Brasil, e vermos o quanto os números vêm crescendo de pessoas diagnosticadas com o mesmo. É de grande importância o uso dos fotoprotetores (uso de camisetas, bonés e guarda-sol) e a propagação da informação, assim pode-se enfatizar a orientação dos hábitos corretos para população, trazendo a educação em saúde que pode ser vista no quadro 2.
Quadro 2– Medidas preventivas e educativas sobre os riscos da exposição prolongada ao sol.
| Autor/ ano | Medidas preventivas e educativas |
| De Queiroz (2022) | Medidas de educação em saúde, preventivas e de detecção de casos e assistência aos indivíduos acometidos com câncer de pele. Assim, as pessoas devem ser sensibilizadas a conhecer seu corpo e estar atentas a quaisquer alterações em sua pele. Diante de lesões suspeitas, um especialista deve ser procurado para confirmação do diagnóstico e tratamento. Orientações sobre proteção e cuidados com a pele para prevenir o surgimento dessas lesões malignas. Uso cotidiano de filtros solares. Uso de chapéus e roupas que visem proteger as partes do corpo comumente foto-expostas, tais como camisas de mangas compridas e o uso de calças. |
| Victor (2021) | O câncer de pele é altamente prevenível fazendo uso de filtro solar com fator de proteção igual ou maior a 30, as instituições governamentais poderiam democratizar o acesso a esses produtos na atenção primária de maneira ampla e gratuita onde o cuidado com a população é iniciado. |
Bizello et al., (2023) | Medidas preventivas contra o câncer de pele incluem o uso regular de protetor solar, a evitação da exposição solar em horários de pico (entre 10h e 16h), a utilização de roupas protetoras, chapéus e óculos de sol, e a adoção de hábitos de fotoproteção desde a infância. Além disso, a importância de consultas dermatológicas regulares para detecção precoce de lesões suspeitas. No âmbito educativo, é necessário campanhas de conscientização promovidas por profissionais de saúde, que alertem sobre os riscos da radiação ultravioleta e incentivem a autoavaliação da pele para identificação precoce de sinais suspeitos da doença. |
| Santos et al. (2021) | Aborda a importância da fotoproteção na atenção básica, enfatizando o uso de protetor solar, roupas e acessórios adequados, além de destacar a educação em saúde para conscientizar sobre os riscos da exposição solar excessiva, como o câncer de pele. Profissionais da saúde desempenham papel crucial na disseminação dessas práticas preventivas. |
| Marinho (2020) | Utilização constante de fotoprotetores, forma mais efetiva de proteção conhecida. |
| Pedro et al. (2020) | Foca em promover a conscientização sobre os riscos da exposição solar inadequada, além de ensinar práticas para a proteção contra os danos causados pela radiação ultravioleta (UV). O estudo enfatiza a necessidade de estratégias de educação em saúde, com o objetivo de melhorar o comportamento de proteção solar entre a população. |
| Júnior (2020) | Campanhas de conscientização sobre o tema causam impacto da infância à idade adulta nos hábitos de exposição à radiação ultravioleta (UV) e também na incidência do câncer de pele. |
| Oliveira et al. (2021) | Há um foco na fotoeducação, que busca conscientizar os mototaxistas sobre os riscos da exposição solar e a importância do uso de fotoprotetores, como protetor solar, roupas adequadas e acessórios. Essa ação visa prevenir o câncer de pele e promover hábitos saudáveis relacionados à exposição ao sol. |
| Nii et al., (2020) | O artigo destaca que a fotoproteção deve incluir, além do uso de protetor solar, a educação sobre aplicação correta (quantidade e uniformidade), o uso de barreiras físicas (roupas, chapéus e óculos) e orientações sobre exposição solar segura, especialmente para idosos e ex-pacientes de câncer de pele. |
Fonte: Autoria própria, 2025.
O uso de fotoprotetores e educação em saúde ganha ênfase nos artigos citados. Medidas de educação em saúde, equipamentos adequados de EPI’s, vestimentas, chapéus, cuidado dobrado com certos horários, sombras, uso de óculos, campanhas e muitas outras, as formas de prevenção são imensas. Por isso, a busca pelas medidas de educação é tão importante, para que essas pessoas saibam da importância de cada item citado no referido quadro. A prevenção do fotoenvelhecimento e a adoção de medidas de fotoproteção são fundamentais não apenas para manter a saúde da pele, mas também para reduzir o risco de câncer cutâneo, cuja incidência tem aumentado globalmente. A exposição solar excessiva, especialmente sem proteção adequada, está diretamente associada ao desenvolvimento de neoplasias cutâneas, incluindo os carcinomas basocelular e espinocelular, e o melanoma (Orellana Aguilar et al., 2020).
Apesar da ampla exposição solar em profissões como a de feirantes e ambulantes, o uso de protetor solar e outras formas de proteção, como roupas adequadas, chapéus e óculos escuros, ainda é insuficiente, sendo agravado pela falta de acesso à assistência médica e pelo desconhecimento dos riscos associados (Silva et al., 2021; Santos et al., 2021). Mesmo entre pacientes já diagnosticados com câncer de pele, a aplicação do protetor é frequentemente inadequada, com falhas na cobertura de áreas vulneráveis como orelhas e região periocular, comprometendo sua eficácia (Nii et al., 2020). Diante disso, torna-se imprescindível a promoção de campanhas de educação em saúde que incentivem o uso correto e diário do protetor solar com fator de proteção adequado, em conjunto com barreiras físicas, além do estímulo ao desenvolvimento de formulações mais seguras e sustentáveis, como aquelas que utilizam extratos vegetais com propriedades antioxidantes e fotoprotetoras (Mota; Chinalia; Silva, 2021).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base no conteúdo apresentado é possível afirmar que o índice de câncer de pele é bem alto em pacientes com idade superior a 60 anos, pois apresentaram número maior de casos, comparado aos jovens adultos, no entanto, deve-se ter uma atenção especial nesses jovens para manter esses números baixos, o caminho é a prevenção e muitos ainda desconhecem a importância das medidas preventivas e a radiação solar ainda é a principal medida contra o câncer de pele.
Esta pesquisa mostra que o câncer de pele é um problema de saúde pública, e pode ter diagnóstico precoce e cuidados preventivos. Faz-se necessário ações de educação em saúde, como programas educacionais que podem ser aplicados nas escolas, para que as crianças aprendam desde cedo sobre a importância de tais medidas preventivas, para que haja uma diminuição de gastos públicos e melhoria na qualidade de vida das pessoas. O câncer de pele é uma doença de desenvolvimento a longo prazo, por isso os cuidados devem começar desde cedo.
O tema também pode ser abordado pelo PSF (programa de saúde da família), tentando trazer as pessoas e mostrar formas de prevenção, cuidado e diagnóstico precoce, especialmente em idosos. Este estudo revela maior carência em relação ao conhecimento sobre o câncer de pele e sua importância; falta de investimento em relação a saúde do trabalhador e da população.
Sugere-se novas pesquisas sobre o tema para atualização constante da população para que estejam cientes da importância da fotoproteção e o que a falta dela pode causar.
Espera-se que este estudo seja de incentivo para a realização de novos estudos, de forma a envolver principalmente profissões que há uma grande exposição solar e profissionais de saúde na promoção da qualidade de vida, como um dos requisitos, e o aumento da produtividade e redução de custos.
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1Discente do Curso de Medicina da Faculdade de Petrolina – FACAPE e-mail: ouvidoria@facape.br
2Docente do Curso de Medicina da Faculdade de Petrolina – FACAPE e-mail: marceloaraujobio@hotmail.com
