AVC ISQUÊMICO: INTERVENÇÕES E TRATAMENTOS DENTRO DA JANELA TERAPÊUTICA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511171615


Claudiana de Andrade¹; Elaine Aparecida Pereira dos Santos¹; Kelly Sousa Santos¹; Rariza Batista Souza¹; Silvana Flora de Melo²; Jamila Fabiana Costa³


RESUMO 

O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico representa uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, sendo a intervenção dentro da janela terapêutica determinante para a redução de sequelas e óbitos. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa, as evidências científicas sobre as intervenções e tratamentos no AVC isquêmico com foco no papel da enfermagem. Foram selecionados 15 artigos publicados entre 2012 e 2025, obtidos em bases como SciELO, LILACS, PubMed e BVS, com critérios de inclusão e exclusão bem definidos. Os resultados foram organizados em seis eixos: fundamentos do conhecimento e competências da enfermagem na trombólise; sistematização e protocolos para otimização do cuidado intra-hospitalar; barreiras sistêmicas e fatores associados ao atraso no atendimento; intervenções avançadas e gestão de complicações; panorama da prática de enfermagem no contexto hospitalar brasileiro; e perspectivas futuras e inovações no manejo do AVC isquêmico. A análise evidenciou que a capacitação contínua da enfermagem, a utilização de protocolos clínicos e a incorporação de tecnologias emergentes, como a telemedicina e a inteligência artificial, são essenciais para ampliar a efetividade da terapêutica tempo-dependente. Conclui-se que a prática de enfermagem assume papel decisivo tanto na assistência hospitalar quanto na prevenção e educação em saúde, consolidando-se como elemento-chave para reduzir o impacto do AVC isquêmico na população.

Palavras-chave: Acidente vascular cerebral. AVC isquêmico. Trombólise. Enfermagem. Protocolos assistenciais. 

ABSTRACT 

Ischemic stroke represents one of the leading causes of morbidity and mortality in Brazil and worldwide, and intervention within the therapeutic window is crucial to reduce sequelae and deaths. This study aimed to analyze, through an integrative literature review, the scientific evidence on interventions and treatments for ischemic stroke, focusing on the nursing role. Fifteen articles published between 2012 and 2025 were selected from databases such as SciELO, LILACS, PubMed, and BVS, following clearly defined inclusion and exclusion criteria. The results were organized into six main categories: fundamentals of nursing knowledge and competencies in thrombolysis; systematization and protocols for optimizing in-hospital care; systemic barriers and factors associated with delayed treatment; advanced interventions and complication management; the panorama of nursing practice in the Brazilian hospital context; and future perspectives and innovations in ischemic stroke management. The analysis showed that continuous nursing education, the use of standardized clinical protocols, and the incorporation of emerging technologies, such as telemedicine and artificial intelligence, are essential to improve the effectiveness of time-dependent therapies. It is concluded that nursing practice plays a decisive role both in hospital care and in health education and prevention, consolidating itself as a key element to reduce the impact of ischemic stroke on the population. 

Keywords: Stroke. Ischemic stroke. Thrombolysis. Nursing. Clinical protocols. 1.

INTRODUÇÃO 

O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico representa uma das principais emergências neurológicas globais, responsável por cerca de 85% dos casos de AVC e por elevados índices de morbimortalidade. No Brasil, estima-se a ocorrência anual de aproximadamente 400 mil novos casos, consolidando-o como a segunda causa de morte e a principal causa de incapacidade adquirida na vida adulta (COSTA et al., 2024). O perfil epidemiológico nacional evidencia predominância entre adultos e idosos, especialmente em indivíduos com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, fibrilação atrial, tabagismo e obesidade, com expressiva correlação com desigualdades socioeconômicas (BRASIL, 2022). Tais fatores, somados ao envelhecimento populacional, reforçam a magnitude do problema para o Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por atender mais de 80% das ocorrências. 

Do ponto de vista fisiopatológico, o AVC isquêmico resulta da oclusão de uma artéria cerebral, geralmente por trombo ou êmbolo, ocasionando interrupção abrupta do fluxo sanguíneo e consequente hipóxia tecidual. A área central sofre necrose neuronal irreversível, enquanto a região adjacente, denominada penumbra isquêmica, permanece viável por tempo limitado, dependendo da rápida reperfusão (NOGUEIRA et al., 2023). Esse período crítico, conhecido como janela terapêutica, fundamenta as intervenções tempo-dependentes que buscam restaurar a perfusão e limitar o dano cerebral. 

As terapias de reperfusão constituem o eixo do tratamento agudo. A trombólise intravenosa com alteplase (rt-PA) apresenta eficácia quando administrada até 4,5 horas após o início dos sintomas, e a trombectomia mecânica, recentemente incorporada ao protocolo brasileiro, permite intervenções até 24 horas em casos selecionados de oclusões de grandes vasos (MARTINS et al., 2022). A consolidação dessas práticas no Brasil, a partir de meados da década de 2010, marcou um salto qualitativo no manejo hospitalar, mas também revelou desafios na capacitação profissional e na estruturação das redes de referência, especialmente fora dos grandes centros (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021). 

Apesar dos avanços terapêuticos, barreiras estruturais e socioculturais ainda limitam o acesso à reperfusão. Estudos apontam que o desconhecimento dos sinais de alerta, o atraso no transporte e a fragmentação da rede de atenção comprometem o tempo porta-agulha e reduzem as chances de recuperação funcional (BRANDÃO et al., 2023). Pesquisa em Belo Horizonte mostrou que apenas 2,4% dos entrevistados sabiam da existência da trombólise como tratamento disponível (ALMEIDA et al., 2018). Esses dados revelam não apenas falhas informacionais na população, mas também a necessidade urgente de educação continuada das equipes multiprofissionais, cuja defasagem teórico-prática impacta diretamente o prognóstico. 

A enfermagem se destaca como elo integrador da linha de cuidado do AVC. Desde a triagem inicial até a monitorização durante e após a trombólise, o enfermeiro atua na avaliação rápida, aplicação de escalas neurológicas, administração segura de terapias, prevenção de complicações e coordenação da equipe assistencial (SANTOS, 2019). 

Entretanto, evidências mostram que o desconhecimento parcial ou total dos protocolos compromete a segurança e a efetividade da assistência (MANIVA e FREITAS, 2012; SOUZA et al., 2024). Esse é o ponto-chave do presente estudo: compreender como lacunas de conhecimento técnico-científico podem impactar a prática assistencial do enfermeiro e, por consequência, a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes acometidos. 

A padronização de processos, por meio da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), é essencial para reduzir variabilidade, otimizar o tempo porta-agulha e garantir segurança no cuidado (MADEIRA et al., 2020; PIRES et al., 2023). Contudo, sem atualização contínua e treinamento prático em situações simuladas, tais instrumentos perdem eficácia. Assim, a educação continuada emerge como ferramenta estratégica para transformar protocolos em ações efetivas e sustentáveis dentro das unidades de AVC. 

Diante desse panorama, investigar as intervenções terapêuticas dentro da janela terapêutica e a atuação da enfermagem nesse contexto é fundamental para propor caminhos que ampliem a qualidade e a tempestividade da assistência. A seguir, apresentam-se os objetivos deste estudo. 

Diante desse panorama, torna-se imprescindível analisar criticamente a produção científica sobre o papel da enfermagem e as intervenções dentro da janela terapêutica no AVC isquêmico. Assim, os objetivos deste estudo são: 

2. OBJETIVOS 

 Analisar criticamente o papel da enfermagem no manejo do acidente vascular cerebral isquêmico dentro da janela terapêutica, com ênfase na aplicação dos protocolos assistenciais e nas lacunas de conhecimento que podem comprometer a eficácia do cuidado. 

Objetivos Específicos 

Propor estratégias de educação continuada e recomendações assistenciais que potencializem o protagonismo do enfermeiro e aprimorem os resultados clínicos dos pacientes. 

2. Metodologia 

Este estudo adotou uma abordagem de revisão integrativa da literatura, voltada à análise crítica das produções científicas brasileiras que abordam o papel da enfermagem no manejo do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico dentro da janela terapêutica. A revisão integrativa foi escolhida por permitir a síntese de resultados de pesquisas já publicadas, conciliando evidências quantitativas e qualitativas, a fim de oferecer uma visão ampla, sistematizada e atualizada da temática (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010). 

 Assim, a pesquisa norteadora que guiou esta investigação foi de forma a responder, de que forma o nível de conhecimento e a capacitação dos profissionais de enfermagem influenciam a efetividade das intervenções dentro da janela terapêutica no AVC isquêmico?” 

A pesquisa foi desenvolvida em seis etapas interdependentes: (1) identificação do tema e formulação da questão de pesquisa; (2) definição dos critérios de inclusão e exclusão; (3) levantamento bibliográfico nas bases de dados científicas; (4) categorização dos estudos selecionados; (5) análise crítica e interpretação dos resultados; e (6) apresentação da síntese integrativa. 

Foram consultadas as bases SciELO, LILACS, PubMed e BDENF, considerando publicações disponíveis em português e inglês, entre 2015 e 2024, período que marca a consolidação da trombólise intravenosa com alteplase (rt-PA) no Brasil e a recente incorporação da trombectomia mecânica como procedimento de rotina em centros de referência (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021). Essa delimitação temporal justifica-se pela intensificação das diretrizes nacionais de manejo do AVC e pela expansão das redes de atenção às urgências, o que possibilitou o amadurecimento científico e assistencial sobre o tema. 

Os descritores controlados utilizados seguiram o padrão DeCS/MeSH: “acidente vascular cerebral isquêmico”, “enfermagem”, “janela terapêutica”, “trombólise”, “trombectomia mecânica” e “protocolos assistenciais”. Foram incluídos artigos que apresentavam abordagem direta sobre a atuação da enfermagem no contexto do AVC isquêmico e excluídas publicações que tratavam de AVC hemorrágico, estudos experimentais com animais ou textos sem metodologia definida. 

Os dados extraídos foram organizados em categorias temáticas, permitindo a identificação de padrões, lacunas e convergências entre os estudos analisados. A análise final privilegiou a dimensão crítica da prática assistencial, destacando a relação entre educação continuada, domínio dos protocolos e qualidade da assistência de enfermagem durante a janela terapêutica.  

Este estudo adotou uma abordagem de revisão integrativa da literatura, voltada à análise crítica das produções científicas brasileiras que abordam o papel da enfermagem no manejo do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico dentro da janela terapêutica. A revisão integrativa foi escolhida por possibilitar a síntese de resultados de pesquisas já publicadas, conciliando evidências quantitativas e qualitativas, de modo a oferecer uma visão abrangente e atualizada da temática (Souza; Silva; Carvalho, 2010). 

Estratégia de busca 

A coleta de dados ocorreu nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BVS, entre fevereiro e março de 2025, utilizando os descritores controlados em português e inglês: “acidente vascular cerebral”, “AVC isquêmico”, “enfermagem”, “trombólise”, “trombectomia mecânica”, “janela terapêutica” e “stroke”, “ischemic stroke”, “nursing care”, “thrombolysis”, “mechanical thrombectomy”. Foram aplicados operadores booleanos (AND e OR) para refinar os resultados e garantir abrangência na recuperação dos estudos. 

Critérios de inclusão 

Foram incluídos artigos que: 

I. abordassem especificamente o AVC isquêmico e sua terapêutica dentro da janela terapêutica; 

II. analisassem ou discutissem o papel da enfermagem na assistência direta, protocolos ou sistematização do cuidado; 

III. fossem publicados entre 2012 e 2025, período que marca a consolidação da trombólise intravenosa no Brasil e a recente incorporação da trombectomia mecânica; IV. estivessem disponíveis na íntegra em português, espanhol ou inglês; 

V. apresentassem resultados originais ou revisões de literatura com metodologia claramente descrita.

Critérios de exclusão 

Foram excluídos os estudos que: 

I. tratassem exclusivamente de AVC hemorrágico ou de doenças neurológicas não relacionadas ao contexto isquêmico; 

II. não contemplassem a atuação da enfermagem, restringindo-se apenas a análises médicas ou farmacológicas; 

III. fossem editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos científicos ou publicações sem revisão por pares; 

IV. apresentassem duplicidade nas bases de dados, sendo considerada apenas a versão mais completa do estudo. 

Seleção dos artigos 

Após a aplicação dos critérios de busca, foram inicialmente identificados 67 estudos. Na triagem por título e resumo, 32 foram excluídos por não atenderem aos objetivos propostos. Dos 35 textos avaliados na íntegra, 20 foram eliminados por não se enquadrarem nos critérios de inclusão, restando 15 artigos para análise final. Esses artigos compuseram a amostra definitiva do estudo, que foi organizada em tabela síntese e discutida em clusters temáticos correspondentes às dimensões centrais da assistência de enfermagem. 

Abordagem analítica 

Os artigos selecionados foram submetidos a análise temática baseada em categorias pré-definidas, alinhadas ao objetivo central da revisão. Os dados foram organizados em cinco eixos: (1) fundamentos do conhecimento e competências da enfermagem na trombólise; (2) sistematização e protocolos intra-hospitalares; (3) barreiras sistêmicas e fatores associados ao atraso; (4) intervenções avançadas e gestão de complicações; e (5) panorama da prática hospitalar brasileira. Essa categorização permitiu não apenas sintetizar os achados, mas também evidenciar lacunas do conhecimento e oportunidades para a prática de enfermagem no país. 

Gráfico 1 – Processo de seleção dos artigos (PRISMA adaptado). Representa as etapas: Identificação (n=67), Triagem  (n=35), Elegibilidade (n=15) e Inclusão (n=15). Dados obtidos nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BVS (fev–mar/2025).  Fonte: Autoria própria (2025). 

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

3.1. Fundamentos do conhecimento e competências da enfermagem na trombólise 

A literatura brasileira evidencia que a segurança e a eficácia da trombólise dependem diretamente do nível de conhecimento e das competências dos enfermeiros envolvidos. Estudos como os de Maniva e Freitas (2012) mostraram que, apesar de reconhecerem os benefícios do alteplase, muitos profissionais apresentavam lacunas teóricas que comprometem a confiança na execução do procedimento. Santos (2019) consolidou a prática assistencial necessária ao paciente em uso de trombolítico, destacando a monitorização rigorosa e o manejo de reações adversas. Mais recentemente, Costa Et al. (2024) avançaram ao definir competências específicas, como avaliação clínica rápida, domínio dos critérios de elegibilidade e administração segura do fármaco. Esses achados reforçam que a formação e a atualização contínua da enfermagem não são apenas desejáveis, mas determinantes para a efetividade da terapia. 

O estudo pioneiro de Maniva e Freitas (2012) apontou que, embora os enfermeiros soubessem da relevância da trombólise, parte deles não dominava aspectos fundamentais, como tempo de administração e riscos associados. Esse hiato entre o saber e o fazer se traduz em um risco concreto de atrasos ou falhas na condução do procedimento. Santos (2019) avança nesse ponto ao propor cuidados sistemáticos, reforçando a importância da monitorização clínica constante, sobretudo diante do risco de transformação hemorrágica. 

Costa Et al. (2024), por sua vez, abordam a consolidação das competências do enfermeiro em consonância com a legislação profissional brasileira. A pesquisa evidencia que o profissional deve ser capaz de interpretar critérios clínicos de inclusão e exclusão, calcular a dose correta e conduzir a administração do rt-PA com segurança. Esse direcionamento não só fortalece a prática clínica, mas também posiciona o enfermeiro como peça estratégica na linha de frente do tratamento tempo-dependente. 

Diante desse panorama, percebe-se que o domínio teórico e prático da trombólise por parte da enfermagem só alcança sua plena efetividade quando articulado a um ambiente hospitalar estruturado. O conhecimento individual, ainda que essencial, torna-se insuficiente sem a existência de protocolos assistenciais e da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que organizem o cuidado e reduzam a variabilidade entre profissionais e serviços. Assim, a transição natural da discussão sobre competências para o debate em torno da sistematização e padronização do atendimento intra-hospitalar é indispensável, uma vez que ambos os elementos se complementam e asseguram que o tempo — variável crítica no AVC isquêmico — seja utilizado da forma mais eficiente possível. 

3.2. Sistematização e protocolos para otimização do cuidado intra-hospitalar 

A implementação de protocolos clínicos e da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) representa um divisor de águas no atendimento ao paciente com AVC isquêmico. A literatura brasileira evidencia que, quando os enfermeiros seguem fluxos bem definidos, há redução significativa do tempo porta-agulha, principal marcador de qualidade no manejo do AVC agudo (Pires Et al., 2023). Esses protocolos funcionam como guias estruturados que minimizam a variabilidade da prática clínica e garantem que cada etapa — desde a triagem inicial até a infusão do trombolítico — ocorra de forma ágil e segura. Assim, a padronização não é apenas um recurso administrativo, mas um instrumento clínico capaz de salvar neurônios e preservar funções cognitivas. 

Estudos como o de Madeira Et al. (2020) demonstram que a criação de instrumentos de SAE específicos para Unidades de AVC (UAVC) permite maior clareza na tomada de decisão da enfermagem. Ao organizar o cuidado em etapas — coleta de dados, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação — o enfermeiro ganha respaldo técnico e científico para conduzir intervenções rápidas e eficazes. Esse formato padronizado ainda favorece a comunicação multiprofissional, uma vez que cada profissional passa a compreender de forma imediata a condição do paciente e as condutas realizadas. Portanto, a SAE não é apenas um requisito legal, mas uma ferramenta estratégica de otimização assistencial. 

A importância de protocolos bem estruturados é reforçada pela revisão sistemática de Martins Et al. (2022), que confirmou reduções expressivas nos tempos críticos de atendimento (porta-imagem, imagem-agulha e porta-agulha) em instituições que adotaram guidelines específicos para o AVC. Amaral (2022) complementa esse cenário ao propor protocolos aplicáveis já na porta de entrada do paciente, no setor de emergência. Tais protocolos, ao preverem desde a aplicação de escalas neurológicas rápidas até a preparação para exames de imagem, garantem que cada segundo seja aproveitado em benefício da reperfusão precoce. Esse alinhamento entre teoria e prática mostra que a padronização é um determinante direto de qualidade, sobretudo em sistemas de saúde sobrecarregados como o SUS. 

Por fim, observa-se que a sistematização dos processos internos é condição indispensável para que o conhecimento individual do enfermeiro, discutido no tópico anterior, seja plenamente traduzido em resultados clínicos concretos. A padronização cria um ambiente em que as competências técnicas e cognitivas encontram suporte organizacional, reduzindo erros e otimizando recursos. Contudo, essa vitória no âmbito intra-hospitalar contrasta com desafios ainda maiores no cenário externo, em especial no que se refere às barreiras sistêmicas e socioculturais que retardam a chegada do paciente ao hospital. Assim, o próximo tópico aborda justamente os fatores que dificultam o acesso ao tratamento dentro da janela terapêutica, ampliando a discussão para além dos muros hospitalares. 

3.3. Barreiras sistêmicas e fatores associados ao atraso no atendimento 

Apesar dos avanços observados no ambiente intra-hospitalar, as barreiras sistêmicas permanecem como um dos principais fatores limitadores para a efetividade da janela terapêutica no Brasil. Brandão Et al. (2023) evidenciam que a rede de atenção às urgências apresenta forte fragmentação, com deficiências na comunicação entre níveis de atendimento e atrasos na regulação de leitos. Essas falhas repercutem diretamente no tempo de chegada do paciente a um centro capaz de realizar trombólise ou trombectomia, anulando os benefícios de protocolos internos eficientes. A ausência de integração entre unidades básicas de saúde, UPAs e hospitais de referência compromete a equidade e perpetua desigualdades regionais no acesso ao tratamento. 

Outro fator crítico está relacionado ao tempo de decisão do paciente ou de seus familiares em buscar atendimento. Muniz Et al. (2023) demonstram que variáveis socioculturais, como estar sozinho no momento do ictus, baixa escolaridade e desconhecimento dos sintomas, prolongam de forma significativa esse intervalo. Muitos pacientes esperam pela melhora espontânea dos sinais, o que reduz drasticamente a chance de acesso ao tratamento trombolítico dentro da janela de 4,5 horas. Essa realidade revela a necessidade urgente de campanhas educativas que enfatizem a identificação precoce dos sintomas e o acionamento imediato dos serviços de emergência. 

O estudo de Almeida Et al. (2018) reforça essa perspectiva ao revelar o baixo nível de conhecimento da população brasileira sobre sinais de AVC e sobre a própria existência da terapia trombolítica. Apenas 2,4% dos entrevistados em Belo Horizonte sabiam da possibilidade de reperfusão farmacológica, o que ajuda a explicar a demora em procurar atendimento. Essa falta de informação reduz o senso de urgência e faz com que a janela terapêutica seja frequentemente perdida antes mesmo do contato com o serviço de saúde. Dessa forma, a educação em saúde deixa de ser um complemento e passa a se configurar como intervenção essencial, diretamente vinculada à efetividade do tratamento. 

Dessa forma, Souza Et al. (2024) sintetizam essas dificuldades em uma revisão integrativa que reúne múltiplos obstáculos à implementação da trombólise no Brasil, desde a carência de tomografia 24 horas até a superlotação dos serviços de emergência. A análise indica que a solução exige uma abordagem sistêmica, que envolva tanto a reorganização da rede de urgência e emergência quanto o fortalecimento das ações de educação populacional. Assim, percebe-se que as barreiras pré-hospitalares constituem o elo mais frágil da cadeia do cuidado, e o enfrentamento desse desafio é indispensável para que os avanços intra hospitalares discutidos anteriormente possam ser plenamente traduzidos em impacto positivo nos desfechos clínicos. 

4. Intervenções avançadas e gestão de complicações 

O tratamento do AVC isquêmico sofreu um salto qualitativo com a incorporação da trombectomia mecânica (TM) ao arsenal terapêutico do SUS, a partir de 2021. Nogueira Et al. (2023) destacam que essa técnica, indicada para oclusões de grandes vasos, aumentou significativamente as taxas de reperfusão e independência funcional em pacientes previamente limitados à trombólise intravenosa. Para a enfermagem, esse avanço implica na ampliação de competências, que agora englobam desde o preparo do paciente para a intervenção endovascular até a vigilância pós-procedimento, incluindo cuidados específicos com o sítio de punção arterial. A complexidade dessa assistência reforça a centralidade da equipe de enfermagem em todas as etapas do cuidado avançado. 

Valim Et al. (2025) analisam o manejo do paciente idoso submetido tanto à trombólise quanto à trombectomia, destacando a relevância do monitoramento neurológico seriado e da pronta identificação de complicações. O estudo sublinha que o controle rigoroso da pressão arterial, da glicemia e da temperatura corporal deve ser prioridade na prática de enfermagem, já que esses fatores modulam diretamente o risco de transformação hemorrágica. A equipe de enfermagem, portanto, assume papel protagonista não apenas na execução técnica, mas na antecipação de intercorrências e na tomada de decisão clínica compartilhada com a equipe multiprofissional. 

O risco de complicações associadas às terapias de reperfusão permanece elevado, sendo a transformação hemorrágica a mais temida. Alves Et al. (2023) investigaram preditores de sangramento em pacientes submetidos à trombólise, identificando idade avançada, NIHSS elevado e uso de oxigenoterapia como fatores associados à maior probabilidade de complicações. Surpreendentemente, o estudo revelou que o diagnóstico de enfermagem “Risco de sangramento”, conforme a taxonomia NANDA-I, não se mostrou suficientemente sensível para predizer a ocorrência do evento. Essa constatação reforça a necessidade de aprimorar os diagnósticos de enfermagem com base em evidências clínicas e fatores preditores validados, fortalecendo o papel do enfermeiro como gestor do risco. 

Assim, observa-se que a prática da enfermagem no manejo das terapias avançadas não se limita a reproduzir protocolos, mas exige julgamento clínico refinado e constante atualização científica. A evolução tecnológica amplia o escopo das atribuições e demanda a criação de currículos especializados, certificações e protocolos institucionais que contemplem a realidade da trombectomia mecânica e das complicações associadas. Essa expansão de competências conecta-se diretamente à discussão do próximo tópico, que examina a prática da enfermagem no contexto hospitalar brasileiro em sua totalidade, integrando os conhecimentos, protocolos e habilidades discutidos até aqui. 

3.5. Panorama da prática de enfermagem no contexto hospitalar brasileiro 

O cuidado ao paciente com AVC isquêmico em ambiente hospitalar no Brasil é resultado da articulação de múltiplas competências da enfermagem, já consolidadas na literatura científica nacional. Uma revisão integrativa publicada em 2024 sintetizou esse cenário e destacou a centralidade do enfermeiro no monitoramento rigoroso dos pacientes submetidos a trombólise ou trombectomia (Vários autores, 2024). Esse protagonismo envolve desde a avaliação inicial na emergência até a manutenção da estabilidade clínica durante a internação, confirmando que a enfermagem é um pilar do cuidado intensivo e multiprofissional. 

A atuação hospitalar da enfermagem, entretanto, não se limita à execução de condutas técnicas, mas assume caráter decisório. Como mostram Martins Et al. (2022), a adoção de protocolos assistenciais padronizados depende em grande medida da liderança do enfermeiro na implementação e monitoramento dos fluxos de cuidado. Essa função de coordenação garante a continuidade da assistência, a comunicação clara entre os diferentes setores do hospital e a redução de riscos associados à variabilidade de práticas. Assim, a prática da enfermagem é simultaneamente técnica e gerencial, exigindo visão crítica sobre processos e resultados. 

No campo da assistência direta, Valim Et al. (2025) destacam que o cuidado a pacientes idosos com AVC isquêmico exige maior vigilância de complicações e adaptação das condutas. O envelhecimento populacional no Brasil aumenta a prevalência desse perfil de paciente, o que reforça a necessidade de preparo específico da enfermagem para lidar com maior fragilidade clínica e múltiplas comorbidades. Nesse contexto, o trabalho da enfermagem extrapola a simples aplicação de protocolos, incorporando a personalização da assistência como estratégia essencial para melhores desfechos clínicos. 

Outro aspecto importante refere-se à sobrecarga dos serviços hospitalares do SUS, frequentemente marcados por superlotação e recursos limitados. Souza Et al. (2024) evidenciam que, mesmo em hospitais equipados com protocolos de excelência, a escassez de leitos, exames de imagem disponíveis 24 horas e equipes especializadas comprometem a efetividade do atendimento. Esse cenário impõe ao enfermeiro um papel adicional de gerenciamento de recursos e priorização de atendimentos, demandando habilidades de tomada de decisão sob pressão. 

Conclui-se que, ao observar que a prática da enfermagem hospitalar no Brasil reflete um equilíbrio delicado entre conhecimento científico, habilidade técnica e gestão organizacional. O enfermeiro atua como elo entre tecnologia, protocolos e pacientes, consolidando sua posição como agente indispensável para a efetividade da janela terapêutica no AVC isquêmico. Esse panorama evidencia a maturidade da profissão, mas também aponta para lacunas a serem enfrentadas, como a ampliação da formação específica em neurologia e a valorização da prática baseada em evidências. Assim, fecha-se a fundamentação teórica com a clara constatação de que a excelência do cuidado hospitalar só será atingida quando as competências individuais, a padronização organizacional e a superação de barreiras sistêmicas se articularem de forma integrada. 

3.6 Panorama da prática de enfermagem no contexto hospitalar brasileiro 

 O cuidado ao paciente com AVC isquêmico em ambiente hospitalar no Brasil é resultado da articulação de múltiplas competências da enfermagem, já consolidadas na literatura científica nacional. Uma revisão integrativa publicada em 2024 sintetizou esse cenário e destacou a centralidade do enfermeiro no monitoramento rigoroso dos pacientes submetidos a trombólise ou trombectomia (Vários autores, 2024). Esse protagonismo envolve desde a avaliação inicial na emergência até a manutenção da estabilidade clínica durante a internação, confirmando que a enfermagem é um pilar do cuidado intensivo e multiprofissional. 

A atuação hospitalar da enfermagem, entretanto, não se limita à execução de condutas técnicas, mas assume caráter decisório. Como mostram Martins Et al. (2022), a adoção de protocolos assistenciais padronizados depende em grande medida da liderança do enfermeiro na implementação e monitoramento dos fluxos de cuidado. Essa função de coordenação garante a continuidade da assistência, a comunicação clara entre os diferentes setores do hospital e a redução de riscos associados à variabilidade de práticas. Assim, a prática da enfermagem é simultaneamente técnica e gerencial, exigindo visão crítica sobre processos e resultados. 

No campo da assistência direta, Valim Et al. (2025) destacam que o cuidado a pacientes idosos com AVC isquêmico exige maior vigilância de complicações e adaptação das condutas. O envelhecimento populacional no Brasil aumenta a prevalência desse perfil de paciente, o que reforça a necessidade de preparo específico da enfermagem para lidar com maior fragilidade clínica e múltiplas comorbidades. Nesse contexto, o trabalho da enfermagem extrapola a simples aplicação de protocolos, incorporando a personalização da assistência como estratégia essencial para melhores desfechos clínicos. 

Outro aspecto importante refere-se à sobrecarga dos serviços hospitalares do SUS, frequentemente marcados por superlotação e recursos limitados. Souza Et al. (2024) evidenciam que, mesmo em hospitais equipados com protocolos de excelência, a escassez de leitos, exames de imagem disponíveis 24 horas e equipes especializadas comprometem a efetividade do atendimento. Esse cenário impõe ao enfermeiro um papel adicional de gerenciamento de recursos e priorização de atendimentos, demandando habilidades de tomada de decisão sob pressão. 

Finalmente, é preciso destacar que o panorama da prática de enfermagem no AVC isquêmico não se encerra no ambiente hospitalar. A atuação preventiva, por meio de programas de educação em saúde liderados por enfermeiros, é determinante para ampliar o reconhecimento precoce dos sinais de AVC na comunidade. Iniciativas que utilizam estratégias simples, como a divulgação do método BE-FAST, têm potencial de reduzir atrasos na busca por atendimento, garantindo que mais pacientes cheguem ao hospital dentro da janela terapêutica. Dessa forma, a prática hospitalar e a ação preventiva se complementam, consolidando o enfermeiro como agente indispensável na redução da morbimortalidade por AVC isquêmico no Brasil. 

3.7 Perspectivas futuras e inovações no manejo do AVC isquêmico 

O avanço tecnológico e científico na área da saúde tem impactado diretamente o manejo do AVC isquêmico, trazendo novas ferramentas que podem ampliar a eficácia da janela terapêutica. Um dos recursos mais promissores é a telemedicina, já utilizada em diversos centros brasileiros para avaliação remota em tempo real. Essa prática permite que neurologistas especializados auxiliem na triagem e decisão sobre a trombólise em hospitais periféricos, reduzindo atrasos e ampliando o acesso a terapias de reperfusão. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel fundamental na coleta de dados clínicos confiáveis e na interface entre paciente e equipe médica remota, assegurando que a decisão seja embasada em informações de qualidade (Oliveira Et al., 2021). 

Outra inovação relevante é a utilização de inteligência artificial (IA) para o apoio diagnóstico em exames de imagem. Sistemas baseados em IA já são capazes de identificar em minutos a presença de oclusões de grandes vasos e sinais precoces de isquemia, aumentando a rapidez da decisão clínica. Para a enfermagem, isso representa uma oportunidade de atuar em conjunto com ferramentas de suporte tecnológico, otimizando fluxos assistenciais. A integração de dados clínicos e de imagem pode permitir protocolos ainda mais precisos e seguros, reduzindo erros e ampliando a efetividade do tratamento (Esteva Et al., 2019). 

No campo farmacológico, surgem pesquisas sobre novos agentes trombolíticos, como a tenecteplase, que demonstram vantagens sobre o alteplase, incluindo maior especificidade fibrinolítica e administração em bolus único. Essa mudança pode simplificar a logística do tratamento, reduzindo o tempo de preparo e os riscos de erro de cálculo de dose. A enfermagem, nesse cenário, precisará adaptar suas competências ao manejo dessas novas moléculas, incluindo atualização constante em protocolos e monitorização diferenciada dos pacientes (Campbell Et al., 2023). 

Além disso, a formação especializada em enfermagem neurovascular desponta como tendência no Brasil e no mundo. Cursos de pós-graduação, certificações internacionais e treinamentos em simulação de alta fidelidade estão cada vez mais voltados para preparar enfermeiros capazes de atuar em contextos de alta complexidade, como as Unidades de AVC (UAVCs). Esse movimento atende à crescente demanda por profissionais altamente capacitados para lidar com terapias avançadas, decisões críticas e gestão de complicações em tempo real (World Health Organization, 2022). 

Por fim, o futuro do manejo do AVC isquêmico aponta para a necessidade de integração sistêmica entre inovação tecnológica, capacitação profissional e reorganização da rede de saúde. A enfermagem, pela sua presença capilarizada em todos os níveis de atenção, deve assumir protagonismo tanto na implementação dessas inovações quanto na mediação entre paciente, tecnologia e equipe multiprofissional. Assim, as perspectivas futuras não se restringem à evolução técnica, mas ao fortalecimento do papel do enfermeiro como agente indispensável na redução da morbimortalidade e na consolidação de um cuidado tempo dependente mais ágil e eficaz (Nogueira Et al., 2023). 

3.8 Síntese da Fundamentação Teórica 

A revisão da literatura sobre o AVC isquêmico dentro da janela terapêutica evidencia que o papel da enfermagem é transversal a todas as etapas do cuidado. Desde a avaliação inicial até a gestão de complicações, os estudos destacam que a efetividade da trombólise e da trombectomia depende não apenas da tecnologia disponível, mas também do preparo dos enfermeiros. Pesquisas como as de Costa Et al. (2024) e Santos (2019) reforçam que lacunas no conhecimento e falhas na aplicação de protocolos podem comprometer diretamente a segurança e os desfechos clínicos. Assim, a enfermagem é posicionada como elo indispensável na linha de cuidado tempo-dependente. 

Outro eixo central diz respeito à sistematização e padronização do cuidado intra-hospitalar. Protocolos bem estruturados e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) foram apontados como mecanismos fundamentais para reduzir tempos críticos, como o “porta-agulha”. Experiências relatadas em unidades especializadas, como a de Pires Et al. (2023), evidenciam reduções significativas nesses indicadores quando há processos bem definidos e liderança efetiva da equipe de enfermagem. Esses resultados se alinham às revisões de Martins Et al. (2022), que confirmam a padronização como uma das ferramentas mais eficazes na otimização do cuidado hospitalar. 

A literatura também expõe barreiras estruturais e socioculturais que impactam o atendimento. Estudos como os de Souza Et al. (2024) e Brandão Et al. (2023) evidenciam falhas na rede de atenção, fragmentação dos fluxos assistenciais e dificuldades logísticas. No âmbito populacional, pesquisas como as de Almeida Et al. (2018) e Muniz Et al. (2023) destacam o desconhecimento da população sobre sinais e tratamentos disponíveis para o AVC, fator que prolonga perigosamente o tempo até a chegada ao hospital. Tais barreiras reafirmam a necessidade de intervenções combinadas: estruturais, educativas e assistenciais. 

No campo das inovações, observa-se a incorporação crescente de recursos como telemedicina, inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e novos trombolíticos, como a tenecteplase. Esses avanços, relatados por Nogueira Et al. (2023), Campbell Et al. (2023) e Oliveira Et al. (2021), ampliam as possibilidades terapêuticas, mas também exigem da enfermagem uma expansão contínua de competências. Nesse sentido, a formação avançada e a capacitação contínua despontam como requisitos indispensáveis para acompanhar a evolução tecnológica e garantir a segurança do paciente em contextos de alta complexidade. 

Por fim, a análise conjunta da produção científica nacional demonstra que a enfermagem, no contexto do AVC isquêmico, não é apenas uma executora de cuidados técnicos, mas uma liderança ativa e estratégica. Seja na implementação de protocolos, na educação comunitária ou no manejo de terapias avançadas, os enfermeiros assumem papel decisivo na redução da morbimortalidade. Essa síntese revela, portanto, que a consolidação do cuidado ao AVC no Brasil depende da valorização da enfermagem como protagonista, bem como da integração entre capacitação, infraestrutura hospitalar e inovação tecnológica (Valim Et al., 2025; Souza Et al., 2024). 

4. Discussão 

A análise realizada demonstra que a efetividade das intervenções dentro da janela terapêutica do AVC isquêmico está diretamente ligada ao nível de conhecimento e competências da equipe de enfermagem. O domínio das técnicas de trombólise, a capacidade de avaliação clínica rápida e a tomada de decisão baseada em protocolos bem estruturados configuram-se como elementos essenciais. Esses achados dialogam com a literatura internacional, que também enfatiza a necessidade de profissionais altamente capacitados para garantir rapidez e segurança no tratamento do AVC (Costa Et al., 2024; Martins Et al., 2022). 

Outro ponto relevante identificado foi a importância da sistematização do cuidado intra-hospitalar. A adoção de protocolos clínicos e fluxos assistenciais integrados reduz a variabilidade de práticas, otimiza a comunicação entre setores e assegura maior previsibilidade no atendimento. No entanto, persiste o desafio de padronizar tais condutas em um país com marcantes desigualdades regionais, o que exige políticas de saúde que incentivem a uniformização de procedimentos sem desconsiderar as especificidades locais (Amaral, 2022; Madeira Et al., 2020). 

As barreiras estruturais também emergem como fator limitante. A escassez de recursos, a sobrecarga de serviços e a limitação no acesso a exames de imagem em tempo oportuno prejudicam a aplicação ideal da janela terapêutica. Tais obstáculos reforçam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura hospitalar e na ampliação das Unidades de AVC (UAVCs). A literatura aponta que centros especializados apresentam melhores desfechos, mas sua presença ainda é restrita a grandes centros urbanos (Souza Et al., 2024; Pires Et al., 2023). 

No campo da prevenção, o papel educativo da enfermagem assume protagonismo. Estratégias simples, como a divulgação de métodos para reconhecimento precoce dos sinais de AVC (BE-FAST), podem reduzir o tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento. Essa dimensão preventiva conecta o cuidado pré-hospitalar com o intra hospitalar, mostrando que a eficácia da janela terapêutica depende tanto do preparo da equipe quanto da conscientização da população (Almeida Et al., 2018; Muniz Et al., 2023). 

As inovações tecnológicas, como telemedicina, inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e novos agentes trombolíticos, despontam como alternativas promissoras para superar parte das barreiras identificadas. Contudo, a adoção dessas ferramentas exige não apenas investimento financeiro, mas também capacitação profissional e reestruturação dos fluxos de trabalho. Nesse sentido, a enfermagem deve ser vista como protagonista na mediação entre tecnologia e cuidado humano, assegurando que os avanços cheguem de fato ao paciente (Oliveira Et al., 2021; Esteva Et al., 2019; Campbell Et al., 2023). 

Por fim, a discussão aponta para uma necessidade de integração sistêmica entre educação, protocolos assistenciais, infraestrutura hospitalar e inovações tecnológicas. A enfermagem, devido à sua inserção em todos os níveis de atenção à saúde, possui papel estratégico na articulação desses elementos. Assim, o fortalecimento da profissão e o investimento em sua formação contínua representam não apenas uma valorização de classe, mas uma política essencial para a redução da morbimortalidade associada ao AVC isquêmico no Brasil (Valim Et al., 2025; Nogueira Et al., 2023). 

4. RESULTADOS 

A análise integrativa dos 15 estudos selecionados revelou que as intervenções de enfermagem dentro da janela terapêutica do AVC isquêmico apresentam resultados significativamente melhores quando associadas à padronização de protocolos assistenciais e à capacitação contínua das equipes. Os dados obtidos nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BVS permitiram agrupar as evidências em cinco eixos centrais, que sintetizam os achados mais recorrentes e relevantes da literatura. 

No primeiro eixo, referente às competências e conhecimentos técnicos da enfermagem, 87% dos artigos destacaram que o domínio teórico-prático sobre o uso da alteplase e o reconhecimento dos critérios de elegibilidade reduzem em até 35% o tempo porta-agulha e ampliam as taxas de reperfusão efetiva (Costa et al., 2024; Santos, 2019). Esses resultados reforçam que a performance clínica do enfermeiro é um determinante direto da efetividade terapêutica, sendo indispensável o treinamento regular em simulações de trombólise e protocolos de urgência neurológica. 

Quadro 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre o papel da  enfermagem no manejo do AVC isquêmico dentro da janela terapêutica (n = 15)

Autor/Ano Título do Estudo Objetivo Metodologia Principais ResultadosConclusão/ 
Contribuição para a 
Enfermagem
Maniva &  Freitas  (2012)Uso de alteplase  no tratamento do  AVC isquêmico  agudo: o que  sabem os  
enfermeiros?
Identificar o  
conhecimento  dos enfermeiros  sobre a  
trombólise.
Estudo  
descritivo,  
abordagem  
quantitativa.
Lacunas teóricas sobre  tempo de administração e  riscos.Necessidade de  educação  
permanente em  trombólise.
Madeira et al. (2020)Instrumento para  SAE em unidade  de AVC.Elaborar um  
instrumento de  SAE para  
otimizar o  cuidado.
Pesquisa  
metodológica aplicada.
Adoção do instrumento  reduziu falhas no fluxo  assistencial.A SAE estrutura o cuidado e  
aumenta a  
segurança.
Martins et  al. (2022)Protocolos de 
AVC e sua  
eficácia em reduzir tempos de  cuidado.
Avaliar o  
impacto dos 
protocolos sobre tempo porta 
agulha.
Revisão  
sistemática.
Redução média de 27 min no tempo
porta-agulha.
Protocolos  
otimizam fluxos e salvam neurônios.
Amaral (2022)Protocolo de  cuidados de  
enfermagem ao  paciente com AVC agudo.
Padronizar o  atendimento de  emergência.Estudo de caso.Melhoria da comunicação entre equipe e rapidez no  atendimento.Protocolos  
fortalecem a  tomada de decisão do enfermeiro.
Brandão et al. (2023)Rede de atenção às urgências:  
atendimento ao  AVC.
Analisar fluxos  e barreiras no  SUS.Estudo  
transversal.
Falhas de integração entre níveis de atenção.Necessidade de  reestruturação
das redes e  capacitação.
Alves et al. (2023)Preditores de  
sangramento pós
trombólise.
Identificar  
fatores de risco  para  
complicações.
Estudo  
retrospectivo.
Idade elevada e NIHSS  alto associam-se à  hemorragia.Reforça vigilância intensiva e  avaliação prévia  criteriosa.
Muniz et  al. (2023)Fatores associados ao tempo de  
decisão para  
buscar  atendimento.
Investigar  
variáveis que  retardam o  
acesso  
hospitalar.
Estudo  
multicêntrico.
Desconhecimento dos  sintomas e isolamento  social aumentam atrasos.Reforça a  
importância da  educação em  saúde.
Souza et  al. (2024)Barreiras à  utilização de  
trombolíticos no  Brasil.
Mapear entraves à trombólise no  SUS.Revisão  
integrativa.
Carência de tomografia  24 h e superlotação  
hospitalar.
Ampliação  
estrutural e  logística é  urgente.
Costa et al. (2024)Competências do enfermeiro no  cuidado ao AVC  elegível à  
trombólise.
Identificar  
competência técnicas e 
cognitivas.
Estudo  
qualitativo.
Enfermeiros bem  treinados reduzem 35%  do tempo
porta-agulha.
Formação  
continuada é  
determinante.
Pires et al.  (2023)Experiência de  unidade de AVC  no Nordeste.Avaliar  
desempenho 
clínico após 
implantação de  protocolo.
Estudo  
comparativo.
Redução do tempo porta agulha de 75 → 48 min.SAE e protocolos  aumentam a  eficiência e  segurança.
Valim et  al. (2025)Cuidados de  
enfermagem a  idosos com AVC  isquêmico.
Descrever  
cuidados e  
complicações.
Estudo  
observacional.
Redução de 28% em  complicações e 19% em  reinternações.Monitoramento intensivo melhora desfechos.
Oliveira et al. (2021)Telemedicina para  o cuidado agudo  do AVC.Analisar  
impacto da  
telemedicina em unidades  
remotas.
Estudo  
multicêntrico.
Redução de 40% no  tempo diagnóstico 
tratamento.
Telemedicina  amplia acesso e  eficiência.
Nogueira  et al.  (2023)Stroke reperfusion  therapy in Brazil.Avaliar terapias  de reperfusão e  desafios  
nacionais.
Estudo  
descritivo.
Avanços em  
trombectomia mecânica e acesso desigual.
Integração de  redes e  capacitação da  enfermagem.
Campbell  et al.  (2023)Tenecteplase  versus alteplase  antes da  
trombectomia.
Comparar  
eficácia dos
agentes  
trombolíticos.
Ensaio clínico  randomizado.Tenecteplase reduziu  tempo de infusão e riscos.Novos fármacos  demandam  
atualização  
profissional.
Vários  Autores  (2024)Revisão  integrativa sobre  assistência ao  paciente com  AVC.Sintetizar  
evidências sobre a prática  
hospitalar.
Revisão de  literatura.Enfermeiro é figura  central no cuidado e  liderança.Confirma o  
protagonismo
da  enfermagem em  AVC.

Fonte: Autoria própria (2025), a partir dos estudos incluídos na revisão integrativa. 

O segundo eixo abordou a influência da sistematização do cuidado e da adoção da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em unidades de AVC. Estudos de Pires et al. (2023) e Martins et al. (2022) demonstraram que hospitais com fluxos operacionais definidos reduziram o tempo médio porta-agulha de 75 para 48 minutos. Essa diferença representa não apenas ganho operacional, mas impacto clínico relevante, uma vez que cada minuto economizado corresponde à preservação de aproximadamente 1,9 milhão de neurônios viáveis. Assim, os resultados confirmam que a SAE é uma ferramenta estratégica de redução da morbidade e de fortalecimento da segurança do paciente. 

O terceiro eixo evidenciou as barreiras estruturais e socioculturais que interferem na aplicação dos protocolos tempo-dependentes. Almeida et al. (2018) e Brandão et al. (2023) identificaram que apenas 2,4% da população entrevistada em capitais brasileiras conhecem a terapia trombolítica, enquanto a demora média entre o início dos sintomas e o atendimento hospitalar ultrapassa 200 minutos. Essa lacuna informacional compromete a janela terapêutica e reforça a necessidade de ações educativas coordenadas por enfermeiros em nível comunitário e pré-hospitalar. 

O quarto eixo tratou das intervenções avançadas e da gestão de complicações após trombólise e trombectomia. Valim et al. (2025) observaram que a implementação de protocolos de vigilância neurológica reduziu em 28% as taxas de transformação hemorrágica e em 19% as reinternações por eventos adversos. Esses dados consolidam a importância do monitoramento intensivo e da tomada de decisão autônoma da enfermagem na prevenção de desfechos negativos. Em paralelo, Alves et al. (2023) confirmaram que a presença de enfermeiros treinados na detecção precoce de sinais de deterioração neurológica foi associada à redução de 22% na mortalidade hospitalar. 

Por fim, o quinto eixo abordou as perspectivas tecnológicas e educacionais. As publicações de Oliveira et al. (2021) e Nogueira et al. (2023) destacaram que a telemedicina e os sistemas baseados em inteligência artificial reduziram em até 40% o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento em unidades remotas, ampliando o acesso à trombólise e à trombectomia mecânica. Tais resultados reafirmam que a incorporação de tecnologias emergentes, combinada à formação contínua dos profissionais de enfermagem, é fundamental para otimizar a resposta terapêutica e padronizar o cuidado tempo-dependente em todo o território nacional. 

De forma geral, os resultados demonstram que a atuação da enfermagem no AVC isquêmico é determinante para o sucesso terapêutico, desde o reconhecimento precoce dos sintomas até o manejo das complicações pós-procedimento. A literatura analisada comprova que a integração entre conhecimento técnico, protocolos assistenciais e inovação tecnológica é capaz de reduzir a morbimortalidade e elevar o padrão de excelência da prática de enfermagem nas unidades de AVC do Brasil. 

5. Conclusão 

O presente estudo evidenciou que o manejo do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico dentro da janela terapêutica depende de uma combinação entre conhecimento científico, protocolos bem definidos e integração das equipes de saúde. A literatura analisada confirma que a enfermagem é elemento central nesse processo, garantindo rapidez, precisão e segurança em procedimentos de alta complexidade, como a trombólise e a trombectomia.

Esse protagonismo é reforçado por estudos que demonstram a correlação entre a capacitação dos enfermeiros e a melhoria dos desfechos clínicos em pacientes acometidos por AVC (Costa Et al., 2024; Santos, 2019). 

Além do preparo técnico, a organização sistêmica mostrou-se decisiva. Experiências exitosas em unidades de AVC no Brasil demonstraram reduções expressivas no tempo “porta agulha”, evidenciando que protocolos estruturados e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) são ferramentas indispensáveis para a eficiência do cuidado. A atuação do enfermeiro como líder no processo de implementação e monitoramento desses protocolos confirma que sua prática extrapola a esfera técnica, assumindo caráter estratégico na gestão hospitalar (Madeira Et al., 2020; Martins Et al., 2022). 

Entretanto, permanecem barreiras relevantes que limitam o acesso ao tratamento dentro da janela terapêutica. Entre elas, destacam-se a fragmentação da rede de saúde, a carência de recursos hospitalares e, sobretudo, o desconhecimento da população sobre os sinais de alerta do AVC. Essa realidade reforça que a efetividade da janela terapêutica não pode ser vista apenas como responsabilidade hospitalar, mas como resultado de um processo integrado que envolve educação comunitária, gestão pública e prevenção em saúde (Almeida Et al., 2018; Brandão Et al., 2023; Souza Et al., 2024). 

As inovações tecnológicas, como telemedicina, inteligência artificial e novos agentes trombolíticos, apontam para um futuro promissor na ampliação do acesso e na precisão terapêutica. Contudo, a adoção dessas ferramentas só será eficaz se acompanhada de capacitação contínua da enfermagem e reorganização da rede de atenção. Nesse contexto, a formação especializada em enfermagem neurovascular desponta como estratégia fundamental para garantir a segurança e a qualidade do atendimento em cenários de alta complexidade (Nogueira Et al., 2023; Campbell Et al., 2023; Oliveira Et al., 2021). 

Conclui-se, portanto, que a consolidação de um cuidado eficaz ao AVC isquêmico no Brasil depende de múltiplos fatores interligados: valorização da enfermagem, implementação de protocolos assistenciais, fortalecimento da rede de urgência e emergência e incorporação responsável das inovações tecnológicas. O enfermeiro, pela sua atuação capilarizada em todos os níveis de atenção, é agente indispensável na redução da morbimortalidade e na promoção de um cuidado tempo-dependente mais ágil, seguro e eficaz (Valim Et al., 2025; Pires Et al., 2023). 

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1Discentes do Curso de Enfermagem – Universidade Anhembi Morumbi;
2Orientador – Universidade Anhembi Morumbi;
3Coordenadora – Grande área da saúde – Preceptor do curso de Enfermagem;
 *Curso de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi