AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE SINTOMAS DEPRESSIVOS E ANSIOSOS EM ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE DE UMA IES DE PORTO VELHO – RO

ASSESSMENT OF DEPRESSIVE AND ANXIOUS SYMPTOM LEVELS IN HEALTH SCIENCE STUDENTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION IN PORTO VELHO, RO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510202117


Fernanda Teixeira de Paula Costa e Costa1
Natalia Gaienski Figueiredo2
Tatiana Bruno De Oliveira3
Gustavo Serpa Pinheiro4
Regina Márcia Serpa Pinheiro5


RESUMO: Hoje em dia, há uma significativa inquietação na comunidade sobre o crescimento da  quantidade de alunos que apresentam sinais de depressão e ansiedade, especialmente nas  instituições de ensino superior, em razão de diversos motivos, onde se destacam o acúmulo de tarefas  acadêmicas e a exigência de adotar um novo modo de vida. Este estudo avaliou os níveis de sintomas  depressivos e ansiosos em acadêmicos da área da saúde, nas faixas etárias entre 18 a 45 anos da  população acadêmica do curso de Odontologia – Afya Centro Universitário São Lucas RO. Foi utilizado o questionário de acordo com os Inventários de Beck de Depressão e Ansiedade, sobre a  autopercepção da saúde mental e emocional. Do total da amostra, 62% eram do gênero feminino e  38% do gênero masculino 94% com idade entre 18 a 30 anos e 6% de 31 a 45 anos. Em relação aos  sintomas de ansiedade, 52% tinham ausência de ansiedade ou grau mínimo, 21% grau leve, 21%  grau moderado e 6% grau grave. Dos que apresentaram sintomas de depressão, 56% apresentaram  ausência de depressão ou sintomas depressivos mínimos, 29% grau leve de sintomas, 10%% grau  moderado e 5%, grau severo. Diante dos dados, pode-se observar que o ambiente universitário apesar  de ser um período de vivência de novas oportunidades e experiências, traz consigo uma elevada  carga de estresse e novas responsabilidades, sendo um período de grande vulnerabilidade para o  desenvolvimento dos transtornos de ansiedade e depressão, podendo impactar na rotina do  estudante.  

Palavras chave: Qualidade de vida. Transtornos de ansiedade. Depressão 

ABSTRACT: Nowadays, there is significant concern in the community about the growing number of  students showing signs of depression and anxiety, especially in higher education institutions, for a  variety of reasons, notably the accumulation of academic tasks and the requirement to adopt a new way  of life. This study evaluated the levels of depressive and anxious symptoms in health professionals aged  18 to 45 years from the academic population of the Dentistry course at Afya Centro Universitário São  Lucas RO. The questionnaire was used in accordance with the Beck Depression and Anxiety Inventories  on self-perception of mental and emotional health. Of the total sample, 62% were female and 38% were  male, 94% were aged between 18 and 30 years, and 6% were aged between 31 and 45 years.  Regarding anxiety symptoms, 52% had no anxiety or minimal anxiety, 21% had mild anxiety, 21% had  moderate anxiety, and 6% had severe anxiety. Of those who presented symptoms of depression, 56%  had no depression or minimal depressive symptoms, 29% had mild symptoms, 10% had moderate  symptoms, and 5% had severe symptoms. Given the data, it can be observed that the university  environment, despite being a period of new opportunities and experiences, brings with it a high level of  stress and new responsibilities, making it a period of great vulnerability for the development of anxiety  and depression disorders, which can impact students’ routines. 

Keywords: Quality of life. Anxiety disorders. Depression

INTRODUÇÃO 

Os universitários vivenciam experiências inerentes à vida acadêmica, que  envolve as exigências da sociedade, de ser eficaz, adaptar-se às pressões, ser  “destaque” e ainda a adaptar-se às mudanças do cotidiano, provas e trabalhos, carga  de estudos e transformações na forma de estudar (Lelis et al., 2020). 

No início do curso, sentimentos como medo e insegurança costumam ser  comuns entre os alunos e gradativamente diminuem à medida que o curso avança.  No entanto, alguns estudantes não conseguem se adaptar às situações que vivenciam  na universidade, e os sintomas posteriormente evoluem para ansiedade ou depressão  severa. Além da autoexigência, da alta carga horária e do número de disciplinas, os  fatores estressantes mais importantes na universidade incluem a incerteza de entrada  no mercado de trabalho, a pressão da sociedade e da instituição de ensino (Murph et  al., 2019). 

De acordo com Leão et al., (2018), a ansiedade é definida como um conjunto  de sentimentos como medo, angústia, insegurança e preocupação, que prejudicam  de forma considerável a qualidade de vida em todas as idades, já a depressão é um  transtorno de causa multifatorial, nenhum fato isolado será capaz de desenvolver e  manter o problema. 

É possível identificar alguns fatores de risco para o desenvolvimento depressivo  como histórico familiar, experiências negativas no cotidiano, afetividades negativas,  transtornos subjacentes, condições médicas crônicas e questões relacionadas à personalidade, nada disso é garantia de que a depressão ocorrerá, mas são fatos que  podem ser identificados como predisposições que quando somadas a outros fatores  poderão ser determinantes. (Fernandes et al. 2018; Leão et al., 2018). 

Moura et al., (2023) em seu estudo revelaram que o aparecimento da  ansiedade é devido a elevada cobrança a que os acadêmicos da área da saúde estão  sujeitos desde a graduação, assim como a grande carga horária e a competitividade  de terem notas melhores que os colegas. 

Cassiano (2021), Silva (2021) e Pereira (2021) concordam que o universitário  se encontra em um mundo de necessidades e responsabilidades, que muitas vezes  marca o início da vida adulta. Para muitos, isso significa estar longe de sua cidade de  origem, amigos próximos, ou até mesmo de seu núcleo familiar, fazendo com que o  curso de graduação se torne mais difícil de se adaptar. Quando o universitário se vê em um ambiente que impõe requisitos de ensino não experimentados na fase de  aprendizagem e educação anterior, o ensino médio, inúmeros são os estudantes  apreensivos com a mudança. A necessidade de construir laços sociais, dar conta da  demanda que lhe é proposta, acarreta muitos conflitos pessoais e acadêmicos. 

Koiama (2021) relata que os transtornos ansiosos se manifestam como sendo  uma reação emocional, que vê o futuro como algo incerto ou que não se sente  completamente apto à lidar com dada situação. Situações de incerteza e  imprevisibilidade manifestam-se como sendo seus principais gatilhos. O primeiro sinal  que é o sentimento de ansiedade sobre o que poderá ou irá acontecer, na maioria das  vezes esse sentimento é acompanhado de pessimismo. 

Chaikoski et al., (2023), afirmam que tanto a ansiedade quanto a depressão  são transtornos mentais capazes de afetar de maneira drástica a qualidade da vida  do indivíduo, pois têm como características principais: isolamento social e o abandono  do prazer na prática de atividades que a pessoa sempre se identificou em realizar. 

Os sintomas trazidos pela ansiedade quase sempre se manifestam de  diferentes formas e as suas consequências são capazes de afetar a qualidade de vida  de um indivíduo. Sabe-se que os distúrbios do sono podem ser um fator ansiogênico,  porém essa relação entre ansiedade e sono pode ser bilateral, ou seja, os problemas  com sono, como a insônia, também pode aparecer como um marcador dos transtornos  ansiosos. A ansiedade também pode ser uma porta de entrada para o  desenvolvimento de outras doenças, como por exemplo depressão (Mofatteh, 2020). 

Os transtornos de depressão e ansiedade podem trazer alguns impactos na  vida e no cotidiano de um estudante universitário, ela pode se manifestar por meio de  sintomas físicos, afetar a capacidade de concentração, de relacionamento, além de  aumentar a sensação de medo e insegurança, entre outros. Como resultado, ao longo  da fase acadêmica, o aumento no consumo de álcool e outras substâncias e a  diminuição no desempenho acadêmico foram os principais problemas identificados  em relação aos acadêmicos. Os transtornos de ansiedade podem aumentar o consumo  e uso abusivo de álcool e drogas e os efeitos induzidos por eles podem trazer  consequências para o estudante (Beneton, et al., 2021). 

Outra condição muito comum entre os estudantes é o estresse. Pode ser  definida como a resposta natural do corpo que ocorre em situações perigosas ou  ameaçadoras e provoca alterações físicas e emocionais. Esta é uma reação muito  comum entre eles devido às inúmeras demandas que a vida acadêmica traz (Balone, 2020). 

Pena et al., (2021) salientaram as implicâncias que os transtornos emocionais  causam no desempenho dos acadêmicos, indicando a necessidade de medidas de  diagnósticos precoces, a fim de evitar a evolução da doença, trabalhando também na  difusão de informações que visem à busca de meios adequados para garantir uma  melhoria na saúde mental dos indivíduos envolvidos. 

Cirino et al., (2025) concluíram que os elevados níveis de ansiedade  identificados nos anos finais do curso destacam a necessidade de intervenções preventivas já no início da graduação, facilitando a adaptação acadêmica e emocional  dos alunos. 

Sabe-se que o Brasil é um dos países com o maior índice de prevalência de  transtorno de ansiedade, haja vista que a patologia tem atingido cerca de 18,6 milhões  de pessoas, o que equivale a 9,3% da população brasileira. (OPAS, 2023). 

Já no contexto das universidades, brasileiras, a prevalência combinada de  transtornos de ansiedade é de 37,75%, um número aproximado, mas que apresenta se como uma porcentagem muito significativa quando se leva em conta o quantitativo  de estudantes regularmente matriculados nas universidades do Brasil (Demenech et  al., 2021). 

Nesta pesquisa, foi avaliada a condição mental e emocional de adultos nas  faixas etárias entre 18 a 45 anos da população acadêmica de diversos semestres do  curso de Odontologia – Afya Centro Universitário São Lucas RO, para verificar em que medida os usuários entendem que esses problemas afetam sua qualidade de vida. 

METODOLOGIA  

A realização deste estudo esteve vinculada à aprovação do Comitê de Ética em  Pesquisa Afya Centro Universitário São Lucas RO, sob o parecer nº 7.226.239 de 14  de novembro de 2024. 

Para este levantamento foram utilizadas as faixas etárias de 18 a 45 anos, alunos  de ambos os gêneros regularmente matriculados no curso de Odontologia – Afya  Centro Universitário São Lucas RO. Foi aplicado à população participante do estudo,  um questionário nas salas de aula e/ou recepção das clínicas do Centro Universitário,  especificamente com acadêmicos do curso de odontologia, com o objetivo de avaliar a presença e gravidade dos sintomas depressivos e de ansiedade, após explicação  do objetivo, da garantia de confidencialidade dos dados e da possibilidade de  desistência em qualquer etapa da pesquisa. Após aos usuários, foi solicitada  assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).  

O questionário utilizado para determinação de indícios de depressão foi o  Inventário de Depressão de Beck (BDI) e o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI).  O BDI é composto por diversos itens que buscam identificar sintomas  depressivos como desesperança, irritabilidade, culpa ou sentimentos de estar sendo  punido, fadiga, perda de peso e diminuição da libido. É um instrumento estruturado,  composto de 21 categorias de sintomas e atitudes, que descrevem manifestações  comportamentais cognitivas afetivas e somáticas da depressão. São elas: humor,  pessimismo, sentimentos de fracasso, insatisfação, sentimentos de culpa,  sentimentos de punição, autodepreciação, auto-acusação, desejo de autopunição,  crises de choro, irritabilidade, isolamento social, indecisão, inibição no trabalho,  distúrbios do sono, fatigabilidade, perda de apetite, perda de peso, preocupação  somática e perda da libido.Cada categoria contém quatro ou cinco alternativas que  expressam níveis de gravidade dos sintomas depressivos. A pontuação para cada  categoria, varia de zero a três, sendo zero a ausência dos sintomas depressivos e três  a presença dos sintomas mais intensos. Na dependência da pontuação total, os  escores de até 9 pontos significam ausência de depressão ou sintomas depressivos  mínimos; de 10 a 18 pontos, depressão leve a moderada; de 19 a 29 pontos,  depressão moderada a grave; e, de 30 a 63 pontos, depressão severa. Valores  maiores indicam maior severidade dos sintomas depressivos.  

O BAI é uma escala de autorrelato que busca mensurar a intensidade de  sintomas de ansiedade, trata-se de uma escala de auto-relato, para levantamento da  intensidade dos sintomas depressivos, composta por 21 itens. A escala consiste de  21 itens descrevendo sintomas comuns em quadros de ansiedade. Ao responder  foi perguntado o quanto ele ou ela foram incomodados por cada sintoma, durante a  semana que passou, dentro de uma escala de 4 pontos, variando de 0 (não a todas)  a 3 (severamente). Os itens somados resultam em escore total que pode variar de 0  a 63. Interpretação dos resultados: 0 a 10 pontos: dentro do limite mínimo (ansiedade  mínima), de 11 a 19 pontos (ansiedade leve), de 20 a 30 pontos (ansiedade moderada) e de 31 a 63 pontos (ansiedade grave). 

Os dados relativos às respostas ao questionário foram quantificados e  apresentados em tabelas, utilizando o programa de computador Microsoft® Excel®, o  que permitiu uma análise textual detalhada e uma comparação com outros estudos  científicos semelhantes. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Com base em informações coletadas foram avaliados os Níveis de Sintomas  Depressivos e Ansiosos em Acadêmicos da área da saúde do Centro Universitário  São Lucas Afya Porto Velho – RO. 

Para este levantamento foi utilizada uma amostra composta por 100  estudantes, com as faixas etárias de 18 a 45 anos, alunos de ambos os gêneros  regularmente matriculados no curso de Odontologia – Afya Centro Universitário São  Lucas RO, sendo 62% do gênero feminino e 38% do gênero masculino e 94% na faixa  etária de 18 a 30 anos e 6% de 31 a 45 anos (Tabela 1).  

Tabela 1 – Distribuição dos participantes por Gênero e Idade

Fonte: Dados da pesquisa

Estes dados estão de acordo com o trabalho de Moura et al., (2023), onde  53,8% são do gênero feminino, 46,2% gênero masculino, 92,8% estavam na faixa  etária de 18 a 30 anos e 7,2% de 31 a 40 anos.

Dados semelhantes foram encontrados nos estudos de Pena et al., (2021), de  uma amostra total 263 indivíduos, 175 (67%) do gênero feminino e somente 88 (33%)  do gênero masculino com uma idade média de 20 anos 

Cirino et al., (2025) evidenciou em seus trabalhos com uma amostra composta  por 362 estudantes do curso de Odontologia de uma universidade pública do interior  paulista, uma média de idade de 21,1 anos (variação de 16 a 32 anos) e predomínio  do sexo feminino (75,1%; n=272). Observou-se um padrão consistente entre os estudos que apontam maior participação feminina. 

Segundo Moura et al., (2023), a saúde mental dos estudantes universitários,  especialmente os da área da saúde, é considerada uma grave preocupação, pois atua  como um fator desencadeante de outros problemas relacionados à saúde física. Às  vezes, leva-se em consideração o caráter estressante do ambiente acadêmico, que  pode dar origem a diversos problemas emocionais. 

Cirino et al., (2025), ressaltam que ao ingressar na universidade é um processo  difícil para o estudante, que enfrenta diversas mudanças, o que representa um  momento de grande estresse psicológico. Ao longo da faculdade, o estudante enfrenta  várias situações de demandas, crises, inseguranças e adaptações, que muitas vezes  são desafiadoras e podem levar ao sofrimento e ao adoecimento mental. Nas últimas  décadas, tem-se observado um crescimento na prevalência de transtornos mentais,  como ansiedade e depressão, entre a população em geral. 

Tabela 2 – Distribuição segundo Grau de Ansiedade de acordo com o questionário

Fonte: Dados da pesquisa

O número total de indivíduos com sintomas de ansiedade mínima representou 52% (Tabela 2) da amostra total, sendo 30% representados pelo gênero feminino e apenas 22% representado pelo masculino. Indivíduos com grau de ansiedade leve e  moderada representou 21% respectivamente, somente 6% apresentaram grau de ansiedade grave. 

Para Leão et al., (2018), a ansiedade esteve mais associada ao gênero  feminino e entre os estudantes que apresentaram relacionamento insatisfatório com  familiares, amigos e colegas. 

Moura et al., (2023) em seu estudo, em relação à distribuição dos sintomas de  ansiedade segundo o questionário Beck, verificou que 55,5% afirmaram a presença  desse sintoma minimamente ou, até mesmo, ausente, seguido de 19,1% que  apresentaram levemente, 13,66% com sintoma de forma moderada, enquanto 11,9%  sintoma grave, dados estes semelhantes aos encontrados nesta pesquisa, assim  como os obtidos por Leão et al., (2018), onde o grau de ansiedade mostrou que 172  (36,1%) são ansiosos, desses, 107 (62,2%) na forma leve, 48 (27,9%) na moderada  e 17 (9,9%) na grave. 

Nos estudos de Cirino et al., (2025) observou-se os seguintes resultados na  população estudada, para Grau de ansiedade Leve 5,0%, Moderado 53,3% e Severo  41,7%, e Pena et al., (2021), também relataram em sua pesquisa que a ansiedade  em nível moderado e alto foi diagnosticada entre 62,9% e 32,2% dos alunos,  respectivamente, dados estes diferentes do presente estudo. 

Os estudantes que apresentam transtorno de ansiedade social também  apresentam dificuldades em criar relações sociais dentro do ambiente universitário. A  dificuldade de ir falar com estranhos é outra situação comum em que os estudantes  sentem mais a fobia social. Principalmente com a fácil disposição das redes sociais  como forma de comunicação atualmente, os estudantes com fobia social mostraram  preferir utilizar esse meio como forma de interação social ao invés do contato pessoal.  A consequência de tudo isso é que o universitário passa a não dispor de bem-estar e  ainda uma baixa qualidade de sono, por consequência, isso afeta diretamente a sua  saúde mental, sendo capaz de favorecer o desenvolvimento ou potencializar os  sintomas de ansiedade (Koiama, 2021).

Tabela 3 – Distribuição segundo Grau de Depressão de acordo com o questionário

Fonte: Dados da pesquisa

O número total de indivíduos com sintomas de depressão grau mínima  representou 56% (Tabela 3) da amostra total, sendo 30% representados pelo gênero  feminino e apenas 26% representado pelo masculino. Indivíduos com grau de  depressão leve a moderada representou 29% (21% gênero feminino e 8% masculino) grau moderado a grave representou 10% respectivamente, somente 5%  apresentaram grau de depressão severa. Neste estudo, o gênero feminino (62%)  exibiu uma maior incidência de sintomas depressivos que o gênero masculino (38%).  

Silva (2021) afirmou que este fenômeno pode ser interpretado por mudanças  de humor resultantes das variações hormonais que as mulheres sofrem, além da  presença de elementos sociais, como a pressão para desempenhar diversas funções,  como a maternidade, exigências no lar e no trabalho.  

Dados semelhantes foram encontrados em alguns estudos como na pesquisa  de Pena et al., (2021), onde mais da metade dos alunos (55,2%) apresentou sintomas  de depressão, sendo 3,6% deles em nível grave e nos de Chaikoski et al., (2023),  onde foram analisados 333 alunos, sendo 171 de Medicina e 162 de Odontologia.  Desses, 51,5% e 63,3% apresentaram sintomas depressivos, respectivamente. 

Leão et al., (2018) em sua pesquisa com estudantes universitários da área da  saúde no Nordeste do Brasil, estimaram que a prevalências de depressão, em uma  amostra de 476 universitários da área da saúde, foi de 28,6%. 

Cirino et al., (2025), enfatiza que a ansiedade e depressão entre estudantes  universitários da área da saúde pode ser definida como uma crise silenciosa, visto que  a prevalência de ansiedade e depressão tem sido consistentemente alta entre  estudantes universitários, e essa realidade se intensifica de forma preocupante  quando observamos a área da saúde. 

CONCLUSÃO 

Embora o ambiente universitário seja um período de novas oportunidades e  experiências, ele também traz uma alta carga de estresse e novas responsabilidades,  tornando-se um momento de grande vulnerabilidade para o desenvolvimento de  transtornos de ansiedade e depressão. Isso afeta significativamente os estudantes  universitários, especialmente aqueles da área da saúde.  

É fundamental destacar o impacto que os transtornos emocionais têm no  desempenho dos estudantes, o que evidencia a necessidade de implementar  diagnósticos precoces para prevenir a progressão da doença. Além disso, é essencial  promover a disseminação de informações que incentivem a busca por estratégias  eficazes para melhorar a saúde mental dos indivíduos afetados. 

Assim, é essencial que as instituições de ensino superior implementem  programas de assistência e divulguem informações sobre eles para reduzir o  sofrimento psicológico que os alunos enfrentam. 

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1Cirurgião-Dentista – CRO-RO: 5170 – Fernanda Teixeira de Paula Costa e Costa E-mail: nandacostaecosta86@gmail.com
2Acadêmica do Curso de Odontologia – Afya Centro Universitário São Lucas RO.  E-mail: natalia.gaienski11@gmail.com
3Acadêmica do Curso de Odontologia – Afya Centro Universitário São Lucas RO.  E-mail: tatianabrunooliveira2001@gmail.com
4Acadêmico do Curso de Medicina – Faculdade Metropolitana de Rondônia.  E-mail: gustavoserpapinheiro@gmail.com
5Orientadora e Professora Mestre do Curso de Odontologia – Afya Centro  Universitário São Lucas RO. E-mail: regina.pinheiro@saolucas.edu.br.

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