ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS NA PREVENÇÃO E DIMINUIÇÃO DOS PROBLEMAS RELACIONADOS COM MEDICAMENTOS (PRM)

PHARMACIST’S PERFORMANCE IN EMERGENCY AND URGENCY  CARE: PHARMACEUTICAL INTERVENTIONS IN THE PREVENTION AND REDUCTION OF  DRUG-RELATED PROBLEMS (DRPS) 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202507281202


Elizabete Simoni Silvestro1;
Enizabete Aparecida Barbosa da Silva Torres2;
Jacqueline Soares Cavalcante de Paulo3;
Meiry Wéllen da Silva Oliveira4


Resumo 

O farmacêutico avalia as prescrições médicas, observando possíveis interações medicamentosas,  compatibilidades de vias de administração, se a farmacoterapia está adequada ao diagnóstico do  paciente, evitando precocemente os Problemas Relacionados aos Medicamentos (PRM), garantindo ao  paciente um tratamento seguro e eficaz. Este estudo objetivou apresentar dados a respeito da importância  da atuação do farmacêutico na urgência e emergência e as intervenções farmacêuticas na prevenção e  diminuição dos Problemas Relacionados com Medicamentos (PRM). Trata-se de um estudo de revisão  de literatura, retrospectivo de caráter descritivo, realizado a partir da seleção de publicações entre os  anos de 2008 a 2025, desse modo, foram encontradas 150 publicações, sendo selecionadas 80 estudos  através dos critérios propostos no objetivo, por fim, foram selecionados 23 arquivos para a composição  do presente artigo. Pode-se destacar, os estudos de Romero-Ventosa et al. (2016), Mostafa et al. (2020),  
Atey et al. (2021) e Bakey et al. (2021), os quais relataram que houve detecção dos PRM’s, e através  das intervenções farmacêuticas foram significativas na taxa de redução de erros de medicação. Ressalta se no estudo realizado por Lima et al. (2022) houve uma redução de custos de 35% em comparação ao  semestre anterior. Conclui-se, que as intervenções farmacêuticas desempenham um papel essencial na  diminuição de problemas relacionados a medicamentos e erros de medicação no contexto de urgência e  emergência. 

Palavras chaves: Farmacêutico hospitalar. Urgência e Emergência. Medicamentos. Intervenções  farmacêuticas. 

1 INTRODUÇÃO 

A profissão farmacêutica pode ser classificada como uma das mais antigas e brilhantes,  tendo como principal foco a qualidade de vida da população através da assistência farmacêutica  e orientação quanto ao uso racional de medicamentos, dentro da farmácia hospitalar, o  farmacêutico avalia as prescrições médicas, observando possíveis interações medicamentosas,  compatibilidades de vias de administração, se a farmacoterapia está adequada ao diagnóstico  do paciente, avaliando também outros parâmetros, evitando precocemente os Problemas  Relacionados aos Medicamentos (PRM), garantindo ao paciente um tratamento seguro e eficaz.  Destarte, o farmacêutico é um profissional de grande relevância para a sociedade (Fuzari et al., 2021). 

De acordo com Fuzari et al. (2021), a Resolução n° 585, de 29 de agosto de 2013, que  define farmácia clínica como “a área da farmácia voltada à ciência e à prática do uso racional  de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar  a farmacoterapia, promover saúde, bem-estar e prevenir doenças”. 

A Resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) nº 585/2013, regulamenta as  atividades do farmacêutico clínico, que dispõe de um amplo conhecimento em farmacologia,  bioquímica, fisioterapia, farmacotécnica, farmacocinética e farmacodinâmica, entre outras  (Joca; Azambuja, 2022).  

Atuando de maneira ampla e variada, o profissional farmacêutico é responsável por  solucionar problemas no âmbito hospitalar, desempenhando a sua função junto a equipe  multidisciplinar nas tomadas de decisões, realizando avaliação das prescrições médicas, para  uma farmacoterapia eficaz, visando a segurança do paciente (Joca; Azambuja, 2022). 

Conforme Botelho et al. (2017), o farmacêutico hospitalar atua junto a equipe  multidisciplinar, tal atribuição favorece uma farmacoterapia eficaz, promovendo a segurança ao paciente, uma vez que os erros de medicação acontecem na fase de prescrição e  administração do medicamento, nesse sentido, o farmacêutico é o profissional responsável por  realizar a análise dos Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM’s). “O termo PRM’s é  frequentemente utilizado na Farmácia Clínica e podem estar relacionados a Reações Adversas  a Medicamentos (RAM’s), consideradas não evitáveis e que sempre produzem dano ao  paciente, ou Erros de Medicação (EM)” (Botelho et al., 2017). Tais erros podem ser evitados,  podendo ou não causar danos à saúde do paciente.  

Necessário se faz destacar a relevância do profissional farmacêutico, prestando  assistência e minimizando possíveis erros e interações medicamentosas, a presença desse  profissional contribuirá para um melhor custo-eficácia, promovendo por fim, a qualidade de  vida do paciente. Nesse contexto, este estudo objetivou apresentar os recentes dados a respeito  da importância do farmacêutico hospitalar na urgência e emergência e evidenciar as  intervenções farmacêuticas na prevenção e diminuição dos problemas relacionados com  medicamentos (PRM) junto a equipe multidisciplinar. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

2.1 Farmácia clínica e hospitalar no Brasil 

A consolidação da farmácia clínica no Brasil veio por meio da Portaria nº 4.283,  publicada em 2010, pelo Ministério da Saúde que, “Aprova as diretrizes e estratégias para  organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no âmbito dos  hospitais” (Brasil, 2010). A portaria também define farmácia hospitalar como:  

“A unidade clínico-assistencial, técnica e administrativa, onde se processam as  atividades relacionadas à assistência farmacêutica, dirigida exclusivamente por  farmacêutico, compondo a estrutura organizacional do hospital e integrada  funcionalmente com as demais unidades administrativas e de assistência ao paciente  (Brasil, 2010). 

De acordo com Silva e Trevisan (2021), a farmácia hospitalar é o setor responsável pela  garantia do abastecimento, controle, dispensação, acesso, rastreabilidade e uso racional de  medicamentos e produtos hospitalares. Ademais, tem como foco a obtenção de melhores  resultados na relação custo-benefício, e a criação de estratégias de assistência farmacêutica, sendo uma unidade técnico-administrativa, tendo o farmacêutico como o profissional  responsável pela serviços de assistência ao paciente. 

Segundo Melo e Oliveira (2021), o ambiente hospitalar faz parte de um sistema de  integração de saúde, que presta serviços de assistência à saúde, com o objetivo de cura e  prevenção, sendo um ambiente bastante complexo, necessitando de uma equipe  multidisciplinar, visando ao paciente uma terapia segura e eficaz.  

Em suma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve sobre o ambiente  hospitalar:  

Os hospitais devem refletir as necessidades e os valores das comunidades dentro e ao  seu redor, ao mesmo tempo que são resilientes e capazes de manter e ampliar os  serviços em situações de emergência. Hospitais eficazes são concebidos para os seus  utilizadores, com atenção às necessidades de populações especiais, como crianças e  idosos. Um ambiente hospitalar bem projetado maximiza a eficácia da prestação de  cuidados clínicos e melhora o bem-estar dos pacientes e da equipe hospitalar (OMS,  2025). 

Justificando-se sua importância junto à equipe multiprofissional hospitalar, o  profissional farmacêutico clínico atua sob a responsabilidade de identificar o uso de  medicamentos e seu risco-benefício, conferindo prescrições hospitalares antes de sua  dispensação, possibilitando deste modo, maior segurança no uso destes, sendo de vital  importância esta análise anterior a dispensação. O profissional deve atuar de forma mais célere  possível na identificação de possíveis erros de prescrição de emergência, com fito de identifica los e revertê-los em tempo ágil, desta forma ocorre o que se denomina rastreio farmacêutico  clínico. Por todo o exposto é que se pode afirmar a extrema relevância da função do  farmacêutico clínico na emergência hospitalar (França et al., 2023). 

2.2 Funções e atribuições do farmacêutico hospitalar 

A Resolução nº 492 de 26 de novembro de 2008 do Conselho Federal de Farmácia no  exercício de suas atribuições legais, no Art. 3° estabelece as atribuições farmacêuticos “nos  serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde,  o farmacêutico exerce funções clínicas, administrativas e consultivas” (CFF, 2008). Em seu Art.  4° descreve sobre as atribuições do profissional farmacêutico nos âmbitos supracitados,  mormente na farmácia hospitalar. Em síntese de acordo com o artigo 4°, são atribuições do  farmacêutico:

“I. Gestão; 

II. Desenvolvimento de infra-estrutura; 

III. Preparo, distribuição, dispensação e controle de medicamentos e produtos para a  saúde; 

IV. Otimização da terapia medicamentosa; 

V. Informação sobre medicamentos e produtos para a saúde; 

VI. Ensino, educação permanente e pesquisa” (CFF, 2008). 

O termo Farmácia Clínica surgiu em meados do ano de 1960, nos Estados Unidos, é  uma área volvida em otimizar terapias medicamentosas e reduzir os possíveis riscos causados  por medicamentos, os avanços na esfera farmacêutica ao longo dos últimos anos trouxeram  mudanças significativas , tais mudanças foram consolidadas através da resolução nº 585 de 29  de agosto de 2013, essa resolução vem em direção a necessidade da população em receber um  tratamento de qualidade, seguro e eficaz, a resolução também define sobre o local de atuação  do farmacêutico que vai além de farmácias e drogarias, podendo atuar em diferentes  estabelecimentos, como nos hospitais, ambulatórios, unidades de saúde públicas ou  particulares, além de instituições geriátricas ou de atendimento domiciliar (CFF, 2013). 

Dessarte, que o CFF na Resolução Nº 585 de 2013 estabelece sobre a atuação do  farmacêutico Clínico nos dias atuais, o qual “atua no cuidado direto ao paciente, promove o uso  racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde, redefinindo sua prática a partir das  necessidades dos pacientes, família, cuidadores e sociedade” (CFF, 2013). 

O farmacêutico, além de suas atribuições relacionadas aos medicamentos, passa a ter  atividades clínicas voltadas para o paciente, são atribuições do farmacêutico clínico de acordo  com a resolução N° 585 de 2013 (conforme Anexo I). 

A resolução do CFF regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico, deste modo  entende-se que a atuação do farmacêutico no ambiente hospitalar é de suma importância para a  otimização da farmacoterapia, promoção do uso racional de medicamentos, melhoria na  qualidade de vida do paciente, o profissional atua junto a equipe multidisciplinar realizando  análise da terapia farmacológica, utiliza ferramentas de pesquisas, a fim de proporcionar uma  maior atenção farmacêutica ao paciente que se encontra hospitalizado (Silva et al., 2021). 

Deste modo, a resolução supramencionada o farmacêutico deixou de exercer um papel  somente administrativo e de organizador medicamentos e recursos financeiros, passou a  contribuir significativamente junto a equipe para diminuir erros de medicamentos e promover  um bem-estar e melhorias na terapia medicamentosa, a fim de melhorar a qualidade de vida do  paciente no âmbito hospitalar (Silva et al., 2021).

2.3 Seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação 

Segundo Costa et al. (2021), a Assistência Farmacêutica (AF) é imprescindível para a  promoção do uso racional de medicamentos, sendo fundamental na orientação e no rastreio do  uso adequado, iniciando-se na seleção, até a dispensação do medicamento, tendo um papel de  grande relevância na farmacovigilância e na educação da população, orientando quanto aos  riscos da automedicação, da interrupção e da troca da medicação prescrita, pode-se dizer que a  base da assistência medicamentosa é a seleção de medicamentos, visto, que a mesma promove  benefícios farmacoterapêuticos associados ao uso racional de medicamentos.  

Neste sentido, importante se faz descrever sobre o ciclo da AF e suas etapas, visto, que  o ciclo se estabelece como um sistema composto pelas fases de seleção, programação, obtenção,  armazenamento, distribuição e dispensação, com suas interconexões nas atuações no âmbito da atenção à saúde básica (Costa et al., 2021). A seguir, a Tabela 1 detalha essas etapas: 

Tabela 1 – Etapas da Assistência Farmacêutica 

Etapas Descrição  

Fonte: Costa (2023). 

De acordo com Melo et al. (2020), as etapas do ciclo da AF estão de maneira integrada  com profissionais especializados para a seleção de medicamentos seguros, eficazes e custo efetivos, para aquisição da quantidade correta no tempo certo, armazenamento, distribuição e  transporte, assegurando a manutenção da qualidade do produto farmacêutico. Pode-se citar  diversas atribuições do profissional farmacêutico no ciclo de AF, tais como; gerenciamento de  estoques, disponibilização de protocolos e diretrizes de tratamento, prescrição racional  considerando o controle de reações adversas. 

O ciclo da AF envolve uma série de etapas interligadas, que têm como objetivo garantir  a seleção de medicamentos seguros, eficazes e custo-efetivos, além de assegurar que sejam  adquiridos em quantidades adequadas e no momento certo. O processo inclui o armazenamento,  distribuição e transporte, sempre com o foco na manutenção da qualidade do produto  farmacêutico. O farmacêutico desempenha diversas funções essenciais neste ciclo, como o  gerenciamento de estoques, a disponibilização de protocolos e diretrizes de tratamento, e a  promoção da prescrição racional, considerando o controle de reações adversas e a segurança do  paciente. Essas etapas devem ser executadas de forma integrada, com a colaboração de  profissionais especializados, para garantir a eficácia e a segurança do uso dos medicamentos  (Melo et al., 2021). Na figura 1 pode-se observar o Ciclo da Assistência Farmacêutica de  maneira ilustrativa:

Figura 1 – Ciclo da Assistência Farmacêutica. 

Fonte: Costa (2023). 

Destarte, é imprescindível a atuação do profissional farmacêutico, como membro da  equipe multiprofissional, atuando na segurança do paciente, atentando para o ciclo da  assistência farmacêutica, iniciando-se com a seleção do fornecedor, por fim com a dispensação,  além disso exercendo um papel de grande relevância dentro da unidade hospitalar, realizando  análises das prescrições no decorrer do tratamento, podendo identificar possíveis interações,  decidindo com a equipe de enfermagem, os horários conforme a necessidade de cada paciente  (Nardi et al., 2023). 

A atuação do farmacêutico junto a equipe multidisciplinar é fundamental no âmbito  hospitalar, atentando-se a segurança do paciente o profissional farmacêutico é fundamental para  diminuir e até mesmo evitar os Problemas Relacionados a Medicamentos (PRMs), trabalhando em parceria com toda a equipe de saúde, assim, o profissional farmacêutico pode constituir a  relação entre o indivíduo que emprega o fármaco e o médico que o prescreveu (Nielson, 2015). 

2.4 Problemas Relacionados com Medicamentos (PRM) 

Os Problemas Relacionados a Medicamentos são efeitos ou ocorrências abarcando o  tratamento medicamentoso que verdadeira ou potencialmente intervém nos efeitos de saúde  almejados. Tais problemas manifestam-se por meio de divergências , erros de medicação,  Eventos Adversos a Medicamentos (EAM), entre outros. Os PRMs podem ser vistos como um 

desafio de grande importância para a Saúde Pública, no Brasil, de acordo com o Ministério da  Saúde (MS), há uma estimativa entre 1,2 e 3,2 milhões de internações hospitalares de urgência  no Brasil em um período de um ano relacionados a má administração de medicamentos  (Valente et al., 2019). 

Segundo Sousa et al. (2018), o farmacêutico clínico desenvolve diversas funções, é um  profissional de grande importância no ambiente hospitalar, sendo o responsável em avaliar as  prescrições médicas, possíveis interações medicamentosas, posologia adequado observando os  horários, idade e peso do paciente de acordo com o tratamento farmacológico, possíveis  interações entre fármaco-fármaco e fármaco-alimento, vias de administração, e indicação  terapêutica, a fim de buscar a prevenção e a solução de problemas relacionados a fármacos. 

Os PRM’s são considerados como uma das principais causas de evento adversos,  responsável pelo aumento no tempo de internação, morbidade, mortalidade e decréscimo nos  custos hospitalares, podendo ser evitados através da intervenção farmacêutica, o farmacêutico  hospitalar contribui para a segurança no uso dos medicamentos, auxiliando na identificação de  possíveis erros, corrigindo e reduzindo eventuais riscos associados ao tratamento do paciente  (Sousa et al., 2018). 

2.5 Intervenções Farmacêuticas  

Sousa et al. (2018), descrevem sobre a definição da intervenção farmacêutica, de acordo  com o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, é uma prática planejada, documentado e  executada junto ao paciente e aos profissionais de saúde, que tem como objetivo a resolução ou  prevenção de problemas que intervêm ou podem intervir na farmacoterapia, sendo assim é  considerada parte integrante do processo de acompanhamento farmacoterapêutico.  

Essas intervenções são realizadas com o objetivo de prevenir os erros, de modo que  assegure o uso correto dos medicamentos, sendo considerada essencial para uma terapia clínica  eficaz e segura, promovendo o uso racional de medicamentos, por fim diminuindo o tempo de  internação. Diversos estudos científicos evidenciaram a importância do farmacêutico clínico na  redução de PRM’s, melhora no quadro clínico do paciente e custo-efetividade (Sousa et al.,  2018). 

Em síntese, a intervenção farmacêutica contribui para a diminuição para dos problemas  relacionados com medicamentos, podendo transcorrer por comunicação verbal e não verbal,  por meio de palestras educativas em saúde, de outro modo em conjunto com a equipe  multiprofissional, prestando assistência e orientação farmacêutica individualizada, sugerindo uma elaboração de tabelas de horários adequados, panfletos com temas educativos,  pictogramas, cartas aos médicos prescritores, esse é um método de intervenção em saúde que  facilita o diálogo entre o profissional farmacêutico e paciente (Nielson, 2015). 

O profissional farmacêutico é responsável por identificar possíveis PRM’s, realiza  análise farmacêutica, após verificação dos PRM’s, é decisivo na resolução dos mesmos, e  determina as medidas de intervenções que deverão ser realizadas, a partir de um plano  farmacoterapêutico, sendo responsável também por determinar se há ou não uma necessidade  de avaliação do médico prescritor, finalizando o ciclo do atendimento ao paciente, depois de  ser realizada a intervenção, e a mesma promover uma melhora expressiva do problema de saúde  que ocasionou o PRM, nesse sentido pode-se afirmar que houve resolução do PRM, de outro  modo classifica-se como PRM não resolvido (Nielson, 2015). 

Botelho et al. (2017), realizaram uma pesquisa descritiva retrospectiva no qual foram  quantificadas e analisadas as intervenções realizadas pela farmacêutica residente, ao longo da  revisão das prescrições médicas no PAM do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, com o  seguinte resultado; 136 pacientes foram assistidos, cerca de 30,1% requereram ao menos uma  intervenção em um determinado momento da internação no PAM, com um total de 159 PRM’s,  abrangendo 42 fármacos, em 22 dias de trabalho, correspondendo a 7,22 problemas por dia. em  17,1% dos casos julgou-se necessário ajuste da dose, em 5% dos PRM’s o medicamento era  desnecessário, em 6,3% a alternativa terapêutica não era a mais adequada ou prescrição de  medicamento não padronizado no hospital, 48,4% interação entre fármaco/fármaco ou  fármaco/nutriente potencialmente perigosa e 24,2% incompatibilidades ou instabilidade físico química. 

Contudo, o pesquisador conclui que os resultados alcançados na pesquisa sugeriram que  a intervenção farmacêutica no PAM é de suma importância na detecção e prevenção dos  problemas relacionados a medicamentos, podendo ser evitados, colaborando para melhoria na  qualidade do uso de medicamentos e proporcionando uma segurança ao paciente (Botelho et  al., 2017). 

O estudo realizado por Pérez-Moreno et al. (2017), teve como objetivo avaliar a  relevância clínica da intervenção farmacêutica no atendimento ao paciente em emergências,  para determinar a gravidade dos erros detectados, a metodologia realizada foi uma pesquisa  prospectiva observacional em um período de 6 meses sobre a intervenção farmacêutica no  Departamento de Emergência (DE) de um hospital com 400 leitos na Espanha com o objetivo  de registrar as intervenções realizadas pelos farmacêuticos clínicos. O estudo obteve o seguinte  resultado:

Durante o período de observação, os farmacêuticos revisaram o histórico de  farmacoterapia e as prescrições de medicamentos de 2.984 pacientes. Foram  registradas 991 intervenções em 557 pacientes; 67,2% dos erros foram detectados  durante a reconciliação medicamentosa. Os erros de medicação foram considerados  graves em 57,2% dos casos e 64,9% das intervenções farmacêuticas foram  consideradas relevantes. Cerca de 10,9% dos medicamentos envolvidos estão na lista  de Medicamentos de Alto Alerta do ISMP. A gravidade do erro de medicação e a  significância clínica da intervenção farmacêutica foram correlacionadas (Pérez Moreno et al., 2017).  

Os autores concluíram após o estudo que os farmacêuticos clínicos detectaram e atuaram  em um grande número de erros significativos relacionados à medicação. Isso indica que os  serviços de emergência poderão se beneficiar do acompanhamento farmacêutico oferecido  pelos profissionais da área (Pérez-Moreno et al., 2017). 

Os estudos realizados por Botelho et al. (2017) e Pérez-moreno et al. (2017), corroboram a respeito da intervenção positiva do farmacêutico no âmbito hospitalar na  diminuição dos erros de medicação e Problemas Relacionados a Medicamentos, contudo,  entende-se que o profissional farmacêutico é de suma importância na prevenção e diminuição  de tais problemas, atuando junto a equipe multidisciplinar na avaliação da prescrição médica,  promovendo o cuidado, atenção farmacêutica, com o objetivo de promover uma terapia segura  e eficaz ao paciente na urgência e emergência. 

3 METODOLOGIA  

Trata-se de um estudo de revisão sistemática, retrospectivo de caráter descritivo,  realizado a partir da busca de publicações sobre a atuação do farmacêutico na urgência e  emergência e as intervenções farmacêuticas na prevenção e diminuição dos problemas  relacionados com medicamentos (PRM). 

A busca ativa de artigos foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online  (MEDLINE/PUBMED), BIREME e repositórios nacionais no período entre 2008 e 2025. Foi  realizada uma busca pelas associações dos seguintes descritores em ciências da saúde (DECS)  – Farmacêutico hospitalar. Urgência e Emergência. Medicamentos. Intervenções farmacêuticas,  e suas traduções, Hospital pharmacist. Urgency and Emergency. Medicines. Pharmaceutical  interventions.

Adotou-se como critério de inclusão: a) artigos científicos originais, artigos de revisão,  dissertações de mestrado e teses de doutorado que tratassem sobre o tema; b) publicados em  português, inglês ou espanhol; c) produzidos no período entre 2008 e 2024. Foram excluídas  publicações com enfoque comercial e as que não apresentavam relação entre o tema proposto e  com objetivo central da reflexão. 

Os textos selecionados foram organizados conforme o ano de publicação, o (os) autor  (es), o título e o tipo de publicação. Após a seleção, os mesmos foram categorizados por  similaridade de conteúdo/resultados apresentados. 

A pesquisa resultou em 80 publicações, destas foram 30 excluídas, 50 contemplavam as  características propostas, sendo 24 selecionados para a leitura completa e composição da  revisão. Foram selecionados artigos, dissertações de mestrado e teses de doutorado. 

4 RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS 

A fim de fundamentar a pesquisa, foram realizadas buscas em artigos, dissertações de  mestrado e teses de doutorado, sobre os estudos clínicos relacionados às PRM’s e diminuição  de erros de medicação e a importância do farmacêutico hospitalar que atuam na urgência e  emergência, desse modo, a Tabela 2 traz a concepção de 05 autores que foram selecionados  para exemplificar os principais aspectos relacionados ao tema, publicados no período que  compreende anos de 2008 a 2025, e disponibilizados nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online  (MEDLINE/PUBMED), BIREME e repositórios nacionais:  

Tabela 2 – Estudos clínicos sobre PRM’s e diminuição de erros de medicação e a importância do farmacêutico  hospitalar atuando na urgência e emergência (2015-2024). 

Fonte: Autoras do estudo (2025). 

A atuação do farmacêutico hospitalar no contexto de urgência e emergência é  fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento dos pacientes em situações  críticas. Trabalhando de forma integrada com a equipe multidisciplinar, o farmacêutico  desempenha um papel essencial na gestão da farmacoterapia, avaliando as prescrições médicas,  identificando possíveis interações medicamentosas, ajustes de dosagem e incompatibilidades  entre medicamentos. Essa colaboração permite a prevenção dos PRM’s e diminuição de erros de medicação e a minimização de riscos, além de assegurar que os pacientes recebam os  medicamentos adequados de maneira eficiente e segura (Nardi et al., 2023). O estudo realizado por Romero-Ventosa et al. (2016), teve como objetivo quantificar  os problemas relacionados a medicamentos através da implementação de um Programa  Estratégico de Continuidade de Cuidados (Programa e-Conecta-Concilia; e-CC) com foco na  terapia medicamentosa de pacientes dentro de uma Estrutura de Gestão Integrada, com o  objetivo de garantia de eficácia terapêutica, de segurança e de rastreio dos pacientes. O autor  concluiu em seu estudo que a elaboração de um POP de assiduidade de Cuidados entre  farmacêutico possibilitou detectar e resolver o Problema relacionado a medicação e as  discrepâncias na farmacoterapia dos pacientes, com uma taxa de aceitação elevada, sendo  (84,1%) das intervenções. O estudo demonstra a importância do farmacêutico quando se trata  de diminuição de erros de medicação e de PRM’s. O Segundo Consenso de Granada estabeleceu  uma classificação de PRM em seis categorias, que, por sua vez, agrupam-se em três  subcategorias. Vejamos:  

Quadro 1 – Classificação de PRM 

Fonte: Sousa et al. (2018). 

Corroborando com o estudo supracitado, o Estudo Prospectivo pré-pós-intervencionista  de Mostafa et al. (2020), realizado em um hospital de emergência no Cairo, Egito, evidenciou  a que as intervenções farmacêuticas resultaram em uma redução significativa na taxa de erro de  medicação, o estudo concluiu que as ações dos farmacêuticos clínicos voltadas para aumentar  o entendimento dos enfermeiros sobre medicamentos e promover a conscientização acerca de  erros demonstraram ser eficazes na diminuição tanto da frequência quanto da gravidade dos  erros na administração de medicamentos, pode-se afirmar que o farmacêutico possui um papel importante na diminuição de erros de medicação, possibilitando uma segurança e eficácia  terapêutica. 

Atey et al. (2021), realizaram um estudo sistemático, que teve como objetivo “sintetizar  evidências de estudos que examinaram o impacto das intervenções fornecidas por  farmacêuticos no uso de medicamentos de qualidade em adultos que se apresentam no pronto socorro”. Os estudos demonstraram que houve uma redução bastante significativa quanto ao  número de erros de medicação, o estudo concluiu que as evidências demonstram melhor  qualidade no uso de medicamentos, no momento em que o profissional farmacêutico é incluso  nas equipes de atendimento do pronto-socorro, sendo um profissional relevante na equipe  multiprofissional. 

No mesmo ano, um estudo realizado por Bakey et al. (2021), teve como objetivo  “determinar se o envolvimento do farmacêutico reduziu a taxa de erros de medicação na alta de  DOACs em pacientes com TEV de baixo risco”. Após avaliação de 58 pacientes, obteve-se um  resultado significativo quanto a diminuição da taxa de erros de medicação quando um  farmacêutico estava incluído, o estudo concluiu que o envolvimento do farmacêutico no  momento do diagnóstico de tromboembolismo venoso agudo (TEV) durante uma admissão no  departamento de emergência (DE (ED – emergency department)) demostrou uma redução na  taxa de erros de medicação, tal benefício poderia apresentar resultados mais significativos  como: resultados de segurança do paciente, hospitalizações e taxas de readmissão.  

Lima et al. (2022), elaboraram um estudo de intervenção conduzido em uma Unidade  de Pronto Atendimento. O estudo objetivou-se em aclarar o impacto farmacoterapêutico e  farmacoeconômico das atuações farmacêuticas em serviços de urgência e emergência, o  resultado demonstrou que houve uma aceitação de 83% por parte da equipe de assistência. As  intervenções refletiram na farmacoeconomia, levando a uma diminuição de 35% de custos se  comparado com o semestre anterior.  

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O farmacêutico clínico atuando na urgência e emergência é o profissional responsável  pela garantia da segurança e a eficácia terapêutica dos pacientes, exercendo um papel  fundamental na prevenção de problemas relacionados aos medicamentos, interações medicamentosas, reações adversas e erros de medicação, é responsável também pela revisão  dos tratamentos prescritos e se necessário, fazer propostas de ajustes fundamentados nas  condições clínicas, ressaltando os resultados e discussões deste artigo, os autores corroboram  com a atuação deste profissional junto à equipe multidisciplinar, sendo essencial nas tomadas  de decisões, com o objetivo de prevenir complicações e promover a recuperação e segurança  do paciente na urgência e emergência. 

Além disso, o farmacêutico participa de maneira significativa para a diminuição de  custos relacionados à assistência à saúde, através da otimização da farmacoterapia, e prevenção  de interações medicamentosas, reforçando a qualidade do atendimento e a segurança do  paciente, bem como, o bem-estar dos pacientes e a melhora do seu quadro clínico. 

Contudo, conclui-se que o farmacêutico integrado à equipe multidisciplinar na urgência  e emergência, contribui de maneira significativa na redução de erros de medicação, além de  contribuir para a melhora dos resultados clínicos, acelerando a recuperação do paciente e  reduzindo o risco de complicações, bem como, na redução de custos, avaliando sempre o custo benefício. 

REFERÊNCIAS 

ATEY, TM.; PETERSON, GM.; SALAHUDEEN, MS.; BEREZNICKI, LR.; WIMMER, BC.  Impact of pharmacist interventions provided in the emergency department on quality use of  medicines: a systematic review and meta-analysis. Emerg Med J. Feb; 40(2):120-127, 2023.  

BAKEY, KH.; NGUYEN, CN. Impact of a Pharmacist Intervention in the Emergency  Department on the Appropriateness of Direct Oral Anticoagulants Prescribed in Venous  Thromboembolism Patients. J Pharm Pract. Aug; 35(4):599-605, 2022.  

BOTELHO, JA; ROESE, FM. Pharmaceutical interventions in an emergency department. Rev  Bras Farm Hosp Serv Saúde. Vol. 8; 2017. 

BRASIL. Conselho Federal de Farmácia (CRF). Resolução Nº 492 de 26 de novembro de  2008. Regulamenta o exercício profissional nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na  farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, de natureza pública ou privada. 2008.  Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf. Acesso em: 22 jul. 2025. 

BRASIL. Conselho Federal de Farmácia (CRF). Resolução Nº 585 de 29 de agosto de 2013. Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. 2013. Disponível  em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/585.pdf. Acesso em: 28 jun. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010. Aprova as  diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços  de farmácia no âmbito dos hospitais. 2010. Disponível em:  https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_2010.htm. Acesso em: 23  jul. 2025. 

COSTA, BP; TAVARES, DCS; MENEZES, ÍS; ALMEIDA, ACG. PHARMACEUTICAL  PRACTICE IN DRUG SELECTION AND PROGRAMMING IN THE UNIFIED HEALTH  SYSTEM (SUS): Literature review. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 14, p.  e547101422522, 2021.  

COSTA, DLS. AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE GESTÃO DA ASSISTÊNCIA  FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DO MUNICÍPIO DE SOBRAL:  aplicação de um protocolo de indicadores. 2023. 75 f. Dissertação (Mestrado em Saúde da  Família) Universidade Federal do Ceará, Sobral, 2023. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/73775>. Acesso em: 27 jun. 2025. 

FRANÇA, RFA; SAMPAIO, EF; MOREIRA, EMF; ARAÚJO, DIAF. IMPORTÂNCIA DO  FARMACÊUTICO NO USO DE MEDICAMENTOS NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA:  uma revisão de literatura. Revista Coopex., [S. l.], v. 14, n. 3, p. 1984–1997, 2023.  

FUZARI, WMP; SILVA, EGO; CARDOSO, RGB; CUNHA, SRSM; SAITO, DM;  GRETZLER, VS; ZUMACK, TD. Atuação do farmacêutico clínico frente à COVID-19 em um  hospital público da região amazônica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 5, p. e6450,  21 maio 2021.  

JOCA, AT; AZAMBUJA, NMC. Atuação e intervenções do farmacêutico em ambiente  hospitalar. Revista Interfaces: Saúde, Humanas e Tecnologia, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 1290– 1299, 2022.  

MELO, RC; PAUFERRO, MRV. Educação em saúde para a promoção do uso racional de  medicamentos e as contribuições do farmacêutico neste contexto. Brazilian Journal of  Development, [S. l.], v. 6, n. 5, p. 32162–32173, 2020.  

MELO, EL; OLIVEIRA, LS. Farmácia hospitalar e o papel do farmacêutico no âmbito da  assistência farmacêutica. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Brasil, São Paulo, v. 4, n. 8,  p. 287–299, 2021.  

MOSTAFA, LS; SABRI, NA.; EL-ANWAR, AM; SHAHEEN, SM. EVALUATION OF  PHARMACIST-LED EDUCATIONAL INTERVENTIONS TO REDUCE MEDICATION  ERRORS IN EMERGENCY HOSPITALS: a new insight into patient care. J Public Health  (Oxf). Feb 28;42(1):169-174; 2020. 

NARDI, LABR; SANTOS, LRSS; Marques, MJC. AS CONTRIBUIÇÕES DAS VIVÊNCIAS  DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FARMÁCIA CLÍNICA HOSPITALAR: um relato  de experiência. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v.  9, n. 7, p. 463–470, 2023.  

NIELSON, S. E. de O. Impacto da atenção farmacêutica no acompanhamento de pacientes  idosos hipertensos e avaliação dos problemas relacionados a medicamentos. 2015. Tese 

(Doutorado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2015. Disponível  em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/items/4d6bc234-e185-4025-9ab4-f87dc27d32c9. Acesso  em: 15 jul. 2025. 

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). Hospitals. World Health Organization.  2025. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hospitals#tab=tab_1. Acesso em: 25  jun. 2025. 

PÉREZ-MORENO, MA.; RODRÍGUEZ-CAMACHO, JM.; CALDERÓN-HERNANZ, B;  COMAS-DÍAZ. B; TARRADAS-TORRAS, J. Clinical relevance of pharmacist intervention in  an emergency department. Emerg Med J. Aug;34(8):495-501. 2017.  

ROMERO-VENTOSA, EY.; SAMARTÍN-UCHA, M.; MARTÍN-VILA, A.; MARTÍNEZ SÁNCHEZ, ML.; REY GÓMEZ-SERRANILLOS, I.; PINEIRO-CORRALES, G.  Multidisciplinary teams involved: detection of drug-related problems through continuity of  care. Farm Hosp. 2016 Nov 1;40(n06):529-543.  

SILVA, M. E. D. da.; OLIVEIRA, A. E. M. de.; MORAIS, Y. de J. Attributions of the  pharmacist in the hospital scope to promote patient safety: integrative literature review.  Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 13, p. e544101320566, 2021.  

SILVA, R.K.B., & TREVISAN, M. Assistência farmacêutica em unidades hospitalares em  tempos de pandemia – uma revisão integrativa. Pharmaceutical assistance in hospital units in  times of pandemic – an integrative review. Pubsaúde, 7, a180; 2021.  

SOUSA, L. A. O. de.; Fonteles, M. M. de F.; Monteiro, M. P.; Mengue, S. S.; Bertoldi, A. D.;  Pizzol, T. da S. D.; Tavares, N. U. L.; Oliveira, M. A., Luiza, V. L.; Ramos, L. R.; Farias, M.  R., & Arrais, P. S. D. Prevalência e características dos eventos adversos a medicamentos no  Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 4, p. e00040017, 2018.  

VALENTE, F. B. G. Erros de prescrição e de preparo de medicamentos em unidades de  urgência e emergência: prevalência e fatores associados. 2019. Dissertação (Programa de  Pós-Graduação STRICTO SENSU em Atenção à Saúde) – Pontifícia Universidade Católica de  Goiás, Goiânia. Disponível em: http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/handle/tede/4689. Acesso  em: 18 jul. 2025.


ANEXO I – RESOLUÇÃO N° 585 DE 2013: CAPÍTULO I – DAS ATRIBUIÇÕES  CLÍNICAS DO FARMACÊUTICO 

CAPÍTULO I – DAS ATRIBUIÇÕES CLÍNICAS DO FARMACÊUTICO Art. 7º – São atribuições clínicas do farmacêutico relativas ao cuidado à saúde, nos âmbitos  individual e coletivo: 

I – Estabelecer e conduzir uma relação de cuidado centrada no paciente; II – Desenvolver, em colaboração com os demais membros da equipe de saúde, ações para a  promoção, proteção e recuperação da saúde, e a prevenção de doenças e de outros problemas  de saúde; 

III – Participar do planejamento e da avaliação da farmacoterapia, para que o paciente utilize de  forma segura os medicamentos de que necessita, nas doses, frequência, horários, vias de  administração e duração adequados, contribuindo para que o mesmo tenha condições de realizar  o tratamento e alcançar os objetivos terapêuticos; 

IV – Analisar a prescrição de medicamentos quanto aos aspectos legais e técnicos; V – Realizar intervenções farmacêuticas e emitir parecer farmacêutico a outros membros da  equipe de saúde, com o propósito de auxiliar na seleção, adição, substituição, ajuste ou  interrupção da farmacoterapia do paciente; 

VI – Participar e promover discussões de casos clínicos de forma integrada com os demais  membros da equipe de saúde; 

VII – Prover a consulta farmacêutica em consultório farmacêutico ou em outro ambiente  adequado, que garanta a privacidade do atendimento; 

VIII – Fazer a anamnese farmacêutica, bem como verificar sinais e sintomas, com o propósito  de prover cuidado ao paciente; 

IX – Acessar e conhecer as informações constantes no prontuário do paciente; X – Organizar, interpretar e, se necessário, resumir os dados do paciente, a fim de proceder à  avaliação farmacêutica; 

XI – Solicitar exames laboratoriais, no âmbito de sua competência profissional, com a finalidade  de monitorar os resultados da farmacoterapia; 

XII – Avaliar resultados de exames clínico-laboratoriais do paciente, como instrumento para  individualização da farmacoterapia; 

XIII – Monitorar níveis terapêuticos de medicamentos, por meio de dados de farmacocinética  clínica; 

XIV – Determinar parâmetros bioquímicos e fisiológicos do paciente, para fins de  acompanhamento da farmacoterapia e rastreamento em saúde; 

XV – Prevenir, identificar, avaliar e intervir nos incidentes relacionados aos medicamentos e a  outros problemas relacionados à farmacoterapia; 

XVI – Identificar, avaliar e intervir nas interações medicamentosas indesejadas e clinicamente  significantes; 

XVII – Elaborar o plano de cuidado farmacêutico do paciente; 

XVIII – Pactuar com o paciente e, se necessário, com outros profissionais da saúde, as ações de  seu plano de cuidado; 

XIX – Realizar e registrar as intervenções farmacêuticas junto ao paciente, família, cuidadores  e sociedade; 

XX – Avaliar, periodicamente, os resultados das intervenções farmacêuticas realizadas,  construindo indicadores de qualidade dos serviços clínicos prestados; 

XXI – Realizar, no âmbito de sua competência profissional, administração de medicamentos ao  paciente; 

XXII – Orientar e auxiliar pacientes, cuidadores e equipe de saúde quanto à administração de  formas farmacêuticas, fazendo o registro destas ações, quando couber;

XXIII – Fazer a evolução farmacêutica e registrar no prontuário do paciente; XXIV – Elaborar uma lista atualizada e conciliada de medicamentos em uso pelo paciente  durante os processos de admissão, transferência e alta entre os serviços e níveis de atenção à  saúde; 

XXV – Dar suporte ao paciente, aos cuidadores, à família e à comunidade com vistas ao  processo de autocuidado, incluindo o manejo de problemas de saúde autolimitados; XXVI – Prescrever, conforme legislação específica, no âmbito de sua competência profissional; XXVII – Avaliar e acompanhar a adesão dos pacientes ao tratamento, e realizar ações para a sua  promoção; 

XXVIII – Realizar ações de rastreamento em saúde, baseadas em evidências técnico-científicas  e em consonância com as políticas de saúde vigentes.


1Mestre em Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS, 2002.  Graduada em Ciências, Faculdade de Filosofia, Letras (FAFIU), Umuarama – Paraná, 1991. Graduada em  Farmácia, Universidade Paranaense (UNIPAR), Umuarama – 1995. Graduanda em Psicologia, Faculdade de  Educação e Cultura de Cacoal (UNESC), Cacoal – Rondônia – 2025. Especialista em Saúde Pública, Universidade  de Ribeirão Preto (UNAERP), Campo Grande/MS, 2000. Especialista em Análises Clínicas, Faculdade de Ciências  Biomédicas de Cacoal (FACIMED), Cacoal, 2010. Residente do Programa de Residência Multiprofissinal em  Urgência e Emergência – Pronto Socorro, Cacoal, 2025. E-mail: simonisilvestro@hotmail.com;
2Graduada em Tecnologia em Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (FACIMED),  Cacoal – Rondônia, 2010. Especialista em Auditoria, Perícia e Gestão Ambiental, Faculdade de Pimenta Bueno  (FAP), Cacoal/RO, 2012. Especialista em Didática do Ensino Superior, FACIMED, Cacoal/RO, 2013. Especialista  em Controle de Infecção Hospitalar, Faculdade Futura – Votuporanga – São Paulo, 2018. Mestranda do Mestrado  Internacional em Nutrição e Dietética, Fundación Universitária Iberoamericana (FUNINBER), 2025. Graduanda  em Medicina, pela Universidad Amazónica de Pando (UAPE), Puerto Evo Morales, 2025. E-mail:  enizabetemed2024@gmail.com;
3Graduada em Serviço Social, pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Cacoal – Rondônia, 2014.  Graduanda em Tecnologia em Estética e Cosmética, Universidade Cesumar (UNICESUMAR), Comodoro – Mato  Grosso, 2025. E-mail: jcavalcante8@gmail.com;
4Graduada do curso de Farmácia, Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (FACIMED), 2018. Especialista  em farmacologia clínica e prescrição farmacêutica, Centro Universitário (UNIFACIMED), Cacoal, 2021.  Especialista em Farmácia Hospitalar, Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI), 2024. Residente do  Programa de Residência Multiprofissinal em Urgência e Emergência – Pronto Socorro, Cacoal – Rondônia, 2025.  E-mail: meiry_oliveira_farmacia@outlook.com