ATUAÇÃO DA EQUIPE DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NA PREVENÇÃO E MANEJO DA POLINEUROPATIA DO DOENTE CRÍTICO

PERFORMANCE OF THE INTENSIVE CARE UNIT TEAM IN THE PREVENTION AND MANAGEMENT OF CRITICAL ILLNESS POLYNEUROPATHY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512241408


Renivaldo Batista Dias1
Ana Claudia Souza Rodrigues2
Pedro Henrique Moura Teixeira3
Gilmara Andrade da Silva4
Luan Martins de Souza5
Rafael Mesquita Guedes6
Maria Amelia da Mata Almeida7
Rebeca Leite Ferreira8
Jorleane Pereira da Silva Barros9
Natalia da Costa Maciel10
Andrelina Lúcia de Paiva11
Maria Inês Martins de Araújo12


Resumo

INTRODUÇÃO: A polineuropatia do doente crítico é uma complicação frequente em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), especialmente aqueles submetidos à ventilação mecânica prolongada, sepse e imobilização. Essa condição está associada a fraqueza muscular adquirida, atraso no desmame ventilatório, aumento do tempo de internação e prejuízos funcionais após a alta. OBJETIVO: Descrever a importância da atuação da equipe multiprofissional da UTI na prevenção e no manejo da polineuropatia do doente crítico. METODOLOGIA:  Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE e SciELO, utilizando descritores do DeCS e MeSH combinados por operadores booleanos AND e OR. Os descritores utilizados incluíram “polineuropatias”, “unidade de terapia intensiva”, “equipe multiprofissional” e “cuidados intensivos”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Excluíram-se estudos duplicados. RESULTADO E DISCUSSÃO: Os estudos analisados evidenciaram que estratégias multiprofissionais, como mobilização precoce, controle rigoroso de sedação, manejo adequado da glicemia, suporte nutricional individualizado e uso racional de medicamentos, reduzem a incidência e a gravidade da polineuropatia do doente crítico. Destacou-se o papel do enfermeiro na vigilância clínica e prevenção de complicações, do fisioterapeuta na reabilitação funcional, do médico na condução terapêutica, do nutricionista na adequação do aporte nutricional e do farmacêutico na otimização da farmacoterapia. A integração entre os diferentes profissionais favorece uma abordagem mais abrangente e contínua do paciente crítico, permitindo intervenções precoces e individualizadas. A comunicação efetiva da equipe e a adoção de protocolos assistenciais mostraram impacto positivo na redução de incapacidades funcionais e no tempo de internação em UTI. CONCLUSÃO: Conclui-se que a atuação articulada da equipe multiprofissional da UTI é fundamental para a prevenção e o manejo da polineuropatia do doente crítico. A adoção de práticas baseadas em evidências e o trabalho colaborativo contribuem para a melhoria da qualidade do cuidado intensivo e para melhores desfechos clínicos e funcionais dos pacientes.

Palavras-chave: Cuidados intensivos. Equipe multiprofissional. Unidade de terapia intensiva. Polineuropatias

Abstract

INTRODUCTION: Critical illness polyneuropathy is a frequent complication in patients admitted to the Intensive Care Unit (ICU), especially those undergoing prolonged mechanical ventilation, sepsis, and immobilization. This condition is associated with acquired muscle weakness, delayed weaning from mechanical ventilation, increased length of stay, and functional impairments after discharge. OBJECTIVE: To describe the importance of the ICU multidisciplinary team’s role in the prevention and management of critical illness polyneuropathy. METHODOLOGY: This is an integrative literature review. The search was conducted in the LILACS, MEDLINE, and SciELO databases, using DeCS and MeSH descriptors combined with Boolean operators AND and OR. The descriptors used included “polyneuropathies,” “intensive care unit,” “multidisciplinary team,” and “intensive care.” Articles published between 2020 and 2024, in Portuguese, English, and Spanish, and available in full text were included. Duplicate studies were excluded. RESULTS AND DISCUSSION: The studies analyzed showed that multidisciplinary strategies, such as early mobilization, rigorous sedation control, adequate glycemic management, individualized nutritional support, and rational use of medications, reduce the incidence and severity of critical illness polyneuropathy. The role of the nurse in clinical monitoring and prevention of complications, the physiotherapist in functional rehabilitation, the physician in therapeutic management, the nutritionist in adjusting nutritional intake, and the pharmacist in optimizing pharmacotherapy were highlighted. Integration among different professionals favors a more comprehensive and continuous approach to the critically ill patient, allowing for early and individualized interventions. Effective team communication and the adoption of care protocols showed a positive impact on reducing functional disabilities and length of stay in the ICU. CONCLUSION: It is concluded that the coordinated action of the multidisciplinary ICU team is fundamental for the prevention and management of critical illness polyneuropathy. The adoption of evidence-based practices and collaborative work contribute to improving the quality of intensive care and to better clinical and functional outcomes for patients.

Keywords: Intensive care. Multidisciplinary team. Intensive care unit. Polyneuropathies.

1. INTRODUÇÃO

A Unidade de Terapia Intensiva é caracterizada como um ambiente de cuidado altamente especializado voltado ao atendimento de pacientes em estado crítico que demandam monitorização contínua e intervenções complexas, nesse cenário os avanços tecnológicos e terapêuticos têm contribuído para o aumento da sobrevida, contudo esse progresso também tem evidenciado complicações adquiridas durante a internação prolongada, as quais impactam diretamente o processo de recuperação funcional, o tempo de hospitalização e a qualidade de vida após a alta, tornando necessário um cuidado que considere não apenas a estabilização clínica imediata, mas também as repercussões funcionais a médio e longo prazo (Affeldt et al., 2021).

Entre as principais complicações neuromusculares observadas em pacientes críticos destaca-se a polineuropatia do doente crítico, condição frequentemente associada à permanência prolongada na UTI e ao uso de terapias intensivas, caracterizando-se por fraqueza muscular generalizada e comprometimento sensitivo-motor, essa síndrome surge como consequência de alterações inflamatórias e metabólicas sistêmicas próprias do estado crítico, interferindo de forma significativa na capacidade funcional do paciente e dificultando sua evolução clínica (Soares et al., 2024).

A polineuropatia do doente crítico está intimamente relacionada a fatores como sepse, disfunção de múltiplos órgãos e necessidade prolongada de ventilação mecânica, esses elementos desencadeiam respostas inflamatórias exacerbadas que afetam o sistema nervoso periférico e a musculatura esquelética, além disso a imobilidade prolongada no leito contribui de forma expressiva para a perda acelerada de massa muscular, intensificando a fraqueza e retardando a recuperação funcional do paciente crítico (Rodrigues et al., 2025).

O comprometimento neuromuscular decorrente dessa condição reflete-se diretamente no processo de desmame da ventilação mecânica, uma vez que a fraqueza muscular também afeta a musculatura respiratória, dificultando a manutenção da respiração espontânea, consequentemente há prolongamento do suporte ventilatório, aumento do risco de complicações respiratórias e elevação do tempo de permanência na UTI, o que impacta negativamente os desfechos clínicos e os custos hospitalares (Chagas et al., 2024).

Os efeitos da polineuropatia do doente crítico não se limitam ao período de internação hospitalar, estendendo-se frequentemente após a alta da UTI, muitos pacientes evoluem com limitações funcionais persistentes que comprometem a realização das atividades de vida diária, exigindo longos períodos de reabilitação e acompanhamento multiprofissional, além disso essas limitações interferem na autonomia e na reintegração social e laboral, ampliando o impacto dessa condição para além do ambiente hospitalar (Chagas et al., 2024).

Diante desse contexto a prevenção da polineuropatia do doente crítico torna-se um objetivo prioritário na assistência intensiva, sendo fundamental a identificação precoce dos fatores de risco e o monitoramento contínuo da função neuromuscular, a adoção de estratégias preventivas permite reduzir a incidência e a gravidade dessa complicação, contribuindo para uma evolução clínica mais favorável e para a preservação da funcionalidade do paciente crítico (Soares et al., 2024).

A equipe de enfermagem desempenha papel central na prevenção dessa condição por estar diretamente envolvida no cuidado contínuo ao paciente, realizando mudanças de decúbito, estimulando a mobilização precoce e manejando adequadamente a sedação, a observação atenta de sinais iniciais de fraqueza muscular possibilita intervenções oportunas e comunicação efetiva com a equipe multiprofissional, fortalecendo a prevenção e o manejo precoce da polineuropatia (Santos et al., 2024).

A atuação da fisioterapia na UTI é igualmente indispensável, especialmente por meio da mobilização precoce e da realização de exercícios passivos e ativos mesmo em pacientes sob ventilação mecânica, essas intervenções contribuem para a preservação da força muscular e para a manutenção da função neuromuscular, além de favorecerem o desmame ventilatório e a redução do tempo de internação, impactando positivamente os desfechos funcionais (Kundsin et al., 2024).

O manejo clínico adequado também exerce influência significativa na prevenção da polineuropatia do doente crítico, destacando-se o controle rigoroso da sepse, da glicemia e da resposta inflamatória sistêmica, bem como o uso criterioso de sedativos, corticosteroides e bloqueadores neuromusculares, essas condutas exigem avaliação constante e tomada de decisão baseada em evidências, visando minimizar danos neuromusculares e favorecer a recuperação do paciente (Pires et al., 2024). 

Dessa forma a atuação integrada da equipe multiprofissional da UTI mostra-se essencial para a prevenção e o manejo eficaz da polineuropatia do doente crítico, a articulação entre enfermagem, fisioterapia e equipe médica possibilita a implementação de estratégias assistenciais mais seguras e eficazes, contribuindo para a redução de complicações, melhora da funcionalidade e promoção de melhor qualidade de vida após a alta hospitalar.

Este artigo justifica-se pela relevância da polineuropatia do doente crítico como complicação frequente em pacientes internados em UTI, associada ao prolongamento da internação e ao comprometimento da recuperação funcional. Assim, ao reunir e analisar evidências científicas sobre a atuação conjunta de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos, este estudo busca contribuir para a qualificação do cuidado intensivo, subsidiando estratégias de prevenção e manejo mais eficazes e promovendo melhores desfechos clínicos e funcionais aos pacientes críticos.

2. METODOLOGIA 

Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme o modelo metodológico proposto em seis etapas: (1) identificação do tema e formulação da questão norteadora; (2) definição dos critérios de inclusão e exclusão; (3) categorização dos estudos e definição das informações a serem extraídas; (4) avaliação crítica dos estudos incluídos; (5) interpretação dos resultados; e (6) apresentação da revisão com síntese do conhecimento, conforme descrito por Sousa et al. (2018). Essa abordagem permite a análise ampla, sistemática e crítica da produção científica relacionada à atuação da equipe multiprofissional da UTI na prevenção e manejo da polineuropatia do doente crítico, possibilitando a integração de evidências relevantes para a prática clínica.

A questão norteadora foi elaborada com base na estratégia PICo, indicada para estudos qualitativos, em que P refere-se à população ou problema de interesse, I ao fenômeno de interesse e Co ao contexto (Araújo, 2020). Assim, definiu-se a seguinte pergunta de pesquisa: “Qual é a importância da atuação da equipe multiprofissional da UTI na prevenção e no manejo da polineuropatia do doente crítico?” Essa questão orientou todas as etapas da revisão, garantindo alinhamento entre os estudos selecionados e o objetivo proposto.

A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE (via Biblioteca Virtual em Saúde – BVS) e SciELO. Foram utilizados Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e termos do Medical Subject Headings (MeSH), combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. Os descritores empregados incluíram: “polineuropatias”, “unidade de terapia intensiva”, “equipe multiprofissional”, “cuidados intensivos”. A pesquisa contemplou artigos publicados entre os anos de 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e com acesso gratuito.

Foram incluídos estudos que abordassem a prevenção, identificação ou manejo da polineuropatia do doente crítico no contexto da UTI, com ênfase na atuação de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. Excluíram-se artigos duplicados, literatura cinzenta, como teses, dissertações e resumos de eventos científicos, bem como estudos que não apresentavam relação direta com o tema. A seleção ocorreu em duas etapas, inicialmente por meio da leitura de títulos e resumos e, posteriormente, pela análise do texto completo dos estudos elegíveis.

A extração dos dados contemplou informações como objetivo dos estudos, perfil dos pacientes, estratégias assistenciais multiprofissionais, intervenções preventivas e terapêuticas, além dos principais resultados relacionados aos desfechos clínicos e funcionais. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, permitindo a identificação de padrões, convergências e lacunas na literatura. A síntese dos achados possibilitou uma compreensão ampliada sobre a importância da atuação integrada da equipe da UTI na prevenção e no manejo da polineuropatia do doente crítico, contribuindo para o aprimoramento da prática assistencial e para o fortalecimento do cuidado multiprofissional em terapia intensiva.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A atuação conjunta da equipe multiprofissional da UTI mostrou-se fundamental para a prevenção e o manejo da polineuropatia do doente crítico, uma vez que o cuidado integrado possibilitou a identificação precoce de fatores de risco e a implementação de intervenções coordenadas ao longo da internação, favorecendo a redução da gravidade das alterações neuromusculares e contribuindo para melhores desfechos clínicos e funcionais nos pacientes críticos (Moreira et al., 2020).

A enfermagem destacou-se como eixo central desse cuidado, considerando sua presença contínua junto ao paciente e sua responsabilidade na vigilância clínica ininterrupta, permitindo a identificação precoce de sinais de fraqueza muscular, redução da mobilidade e alterações neurológicas, além da execução sistemática de mudanças de decúbito e estímulo à mobilização conforme as condições clínicas individuais (Santos et al., 2024).

O manejo adequado da sedação pela equipe de enfermagem, em articulação com a equipe médica, contribuiu para reduzir períodos prolongados de inconsciência e imobilidade, favorecendo maior interação do paciente com o ambiente e participação precoce nas estratégias de reabilitação, o que impactou positivamente na preservação da função neuromuscular durante a internação em terapia intensiva (Santos et al., 2024).

A mobilização precoce mostrou-se uma das principais estratégias preventivas, sendo conduzida de forma integrada entre enfermagem e fisioterapia, mesmo em pacientes sob ventilação mecânica, demonstrando que intervenções progressivas e seguras são capazes de minimizar os efeitos deletérios da imobilidade prolongada e reduzir a progressão das alterações neuromusculares associadas ao estado crítico (Ribeiro et al., 2021).

A atuação da fisioterapia respiratória e motora foi essencial tanto na manutenção da força muscular periférica quanto no suporte ao desmame da ventilação mecânica, uma vez que a preservação da musculatura respiratória favoreceu a retomada da respiração espontânea, reduzindo o tempo de dependência ventilatória e as complicações associadas ao suporte invasivo prolongado (Kundsin et al., 2024). 

O controle clínico rigoroso realizado pela equipe médica teve papel determinante na prevenção da disfunção neuromuscular, especialmente por meio do manejo adequado da sepse, da instabilidade hemodinâmica e das disfunções orgânicas, fatores diretamente relacionados ao desenvolvimento e agravamento da polineuropatia em pacientes criticamente enfermos (Paula et al., 2023).

A avaliação criteriosa da indicação, da dose e da duração do uso de sedativos, corticosteroides e bloqueadores neuromusculares mostrou-se essencial para minimizar efeitos adversos sobre o sistema neuromuscular, permitindo um equilíbrio entre o conforto do paciente e a preservação da funcionalidade, favorecendo a implementação de estratégias de mobilização precoce (Alves, 2023). 

No contexto nutricional, a atuação do nutricionista revelou-se decisiva para a manutenção do estado nutricional adequado, considerando que o déficit energético e proteico contribui significativamente para a perda de massa muscular e o agravamento da fraqueza em pacientes críticos submetidos à internação prolongada em UTI (Alves et al., 2023).

A implementação precoce de terapias nutricionais individualizadas contribuiu para a redução da sarcopenia associada à imobilidade, além de potencializar os efeitos das intervenções fisioterapêuticas, evidenciando que a nutrição adequada é componente indispensável no manejo integrado da disfunção neuromuscular no ambiente intensivo (Alves et al., 2023).

A atuação do farmacêutico clínico destacou-se na avaliação contínua da farmacoterapia, especialmente no uso racional de sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares, contribuindo para a redução de interações medicamentosas, efeitos adversos e doses excessivas que poderiam intensificar a fraqueza muscular (Costa et al., 2025).

A revisão sistemática das prescrições medicamentosas permitiu ajustes alinhados às condições clínicas do paciente e às estratégias de reabilitação propostas pela equipe multiprofissional, favorecendo maior segurança terapêutica e contribuindo para a preservação da função neuromuscular durante o período crítico da internação (Costa et al., 2025).

A comunicação efetiva entre enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos mostrou-se elemento central para o alinhamento das condutas assistenciais, permitindo a construção de planos de cuidado integrados e dinâmicos, ajustados de acordo com a evolução clínica e funcional de cada paciente (Andrade et al., 2023).

A utilização de protocolos assistenciais baseados em evidências científicas fortaleceu a padronização das práticas relacionadas à mobilização precoce, manejo da sedação, suporte nutricional e farmacoterapia, promovendo maior consistência nas intervenções e maior segurança ao paciente crítico (Andrade et al., 2023).

A avaliação contínua da evolução funcional ao longo da internação permitiu intervenções precoces diante de sinais de piora neuromuscular, possibilitando ajustes oportunos no plano terapêutico e reduzindo o impacto da polineuropatia sobre a recuperação e a autonomia funcional após a fase aguda (Machado et al., 2023). 

Dessa forma, evidencia-se que a atuação integrada da equipe multiprofissional da UTI, com participação ativa de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos, é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz da polineuropatia do doente crítico, contribuindo para melhores desfechos clínicos, redução de complicações e promoção da recuperação funcional e da qualidade de vida dos pacientes após a alta hospitalar (Santos et al., 2025).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As evidências apresentadas demonstram que a atuação integrada da equipe multiprofissional da UTI é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz da polineuropatia do doente crítico, uma vez que intervenções coordenadas e precoces permitem a identificação oportuna de fatores de risco, a redução da imobilidade prolongada e o controle adequado das condições clínicas associadas, favorecendo a preservação da função neuromuscular e melhores desfechos clínicos e funcionais nos pacientes criticamente enfermos.

Conclui-se que a participação articulada de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos potencializa a qualidade da assistência em terapia intensiva, ao promover cuidado contínuo, seguro e centrado na funcionalidade do paciente, contribuindo para a redução de complicações, do tempo de internação e das sequelas neuromusculares, além de favorecer a recuperação e a qualidade de vida após a alta hospitalar.

REFERÊNCIAS

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1Bacharel em Fisioterapia – Faculdade Unibras Juazeiro Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0151-1059.
2Bacharela em Farmácia – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2931-3134.
3Bacharel em Medicina, Residência em Dermatologia – Universidade Federal do Rio de Janeiro Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9621-514X.
4Bacharela em Nutrição – Centro Universitário Estácio de Sergipe Orcid: https://orcid.org/0009-007-6745-943X.
5Bacharel em Enfermagem – Universidade Estadual de Montes ClarosOrcid :https://orcid.org/0009-0006-8109-7132.
6Bacharel em Enfermagem, mestrando em Saúde Coletiva – Universidade de Brasília. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-9897-5486.
7Bacharela em Fisioterapia, Pós-graduação em Fisioterapia em Terapia Intensiva – Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA)Orcid: https://orcid.org/0009-0005-3067-9848.
8Graduanda em Medicina – FITS Goiana.
9Graduanda em Medicina – Universidade CEUMA.
10Bacharela em Farmácia – Universidade da Amazônia (UNAMA).
11Graduanda em Medicina – Faculdades Aparício Carvalho (FIMCA).
12Bacharela em Enfermagem – Universidade Estadual do Piauí (UESPI)Orcid: https://orcid.org/0009-0009-3840-6405.