REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch102025131326
Larisse Pires Marques¹
Regiane Nunes Bezerra Soares²
Marcos Vinícios Ferreira dos Santos³
Resumo
Introdução: O traumatismo crânioencefálico (TCE) é uma condição clínica de alta complexidade, responsável por elevados índices de morbidade e mortalidade, especialmente em adultos jovens. Diante das múltiplas repercussões físicas, neurológicas e emocionais que o TCE pode causar, a atuação da enfermagem torna-se essencial para garantir uma assistência qualificada, humanizada e baseada em evidências.
Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de busca eletrônica nas bases SciELO, LILACS, BDENF, PubMed e Google Scholar. Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente a atuação da enfermagem no cuidado ao paciente com TCE. Os dados foram organizados em categorias temáticas e analisados qualitativamente.
Resultados e Discussão: Os estudos selecionados evidenciaram que o enfermeiro desempenha papel central na assistência ao paciente com TCE, desde o atendimento pré-hospitalar até o cuidado intensivo. As principais intervenções envolvem estabilização das funções vitais, aplicação da Escala de Coma de Glasgow, monitoramento neurológico, uso de tecnologias digitais, cuidados com higiene, comunicação alternativa e suporte à família. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a abordagem humanizada foram destacadas como pilares para a qualidade do cuidado.
Conclusão: Conclui-se que o enfermeiro é um agente fundamental na recuperação do paciente com TCE, sendo necessário que esteja capacitado tecnicamente, atualizado cientificamente e preparado para atuar com liderança e agilidade. A escassez de estudos específicos sobre o tema reforça a importância de novas pesquisas que ampliem o conhecimento e fortaleçam a prática profissional na área
I. INTRODUÇÃO
O traumatismo crânioencefálico (TCE) permanece como uma das principais causas de morbidade e mortalidade em escala global, sobretudo entre adultos jovens. De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde (DATASUS, 2024) e da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2022), o TCE figura entre os agravos mais incidentes em contextos de urgência e emergência, com impacto significativo sobre os sistemas de saúde (BRASIL, 2023; WHO, 2022). Essa condição clínica, frequentemente associada a acidentes automobilísticos, quedas e agressões neurológicas relevantes, ocasiona alterações, comprometendo funções vitais como consciência, mobilidade e comunicação (MAAS et. al.., 2017).
O manejo adequado exige intervenções rápidas e precisas, nas quais a equipe de enfermagem desempenha papel central. A atuação do enfermeiro abrange desde o atendimento pré-hospitalar até o cuidado intensivo em unidades especializadas, envolvendo estabilização clínica e suporte emocional ao paciente e familiares (SILVA; OLIVEIRA, 2020). A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) constitui ferramenta essencial para assegurar qualidade, segurança e individualização do cuidado (COFEN, 2018).
Apesar dos avanços na prática assistencial, observa-se uma lacuna científica quanto à avaliação sistemática da efetividade das intervenções de enfermagem TCE, especialmente em pacientes no que se refere à padronização de protocolos e ao impacto dessas ações nos desfechos clínicos (RODRIGUES; SANTOS, 2021).
Este trabalho tem como objetivo analisar o papel da enfermagem na assistência ao paciente vítima de TCE, destacando intervenções prioritárias, protocolos utilizados, desafios enfrentados e a necessidade de capacitação contínua dos profissionais. A relevância da temática decorre da elevada incidência do TCE na prática hospitalar e da insuficiência de estudos que aprofundem o conhecimento técnico-científico sobre o cuidado especializado, contribuindo para a qualificação da assistência e para a promoção da saúde dos pacientes acometidos por essa condição (PEREIRA; COSTA, 2019).
II. METODOLOGIA
Este trabalho configura-se como uma revisão integrativa da literatura, cujo objetivo é reunir, analisar e sintetizar evidências científicas acerca da atuação da enfermagem na assistência ao paciente vítima de traumatismo crânioencefálico (TCE). A revisão integrativa, enquanto metodologia, possibilita a incorporação de resultados de pesquisas à prática a incorporação clínica, favorecendo uma compreensão ampla e crítica sobre o tema (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010).
A pesquisa foi orientada pela seguinte questão norteadora, estruturada no modelo PEO: População (pacientes com TCE); Exposição (intervenções de enfermagem); Outcome (qualidade da assistência e desfechos clínicos). Assim, definiu-se a pergunta: Qual o papel da enfermagem na assistência ao paciente com traumatismo crânioencefálico, considerando intervenções clínicas, humanização, monitoramento e uso de tecnologias? (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008).
A estratégia de busca utilizou descritores controlados dos vocabulários DeCS e MeSH, combinados por operadores booleanos: (“Traumatismos Craniocerebrais” OR “Traumatic Brain Injury”) AND (“Enfermagem” OR “Nursing Care”) AND (“Assistência” OR “Care”). A busca foi realizada nas bases SciELO, LILACS, BDENF, PubMed e Google Scholar. Foram identificados 356 artigos no total: 92 na SciELO, 74 na LILACS, 65 na BDENF, 85 na PubMed e 40 no Google Scholar. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 73 artigos foram selecionados para análise final, compondo a amostra desta revisão integrativa. O processo de seleção seguiu as recomendações do PRISMA 2020.
Os critérios de inclusão foram: artigos publicados entre 2006 e 2023; disponíveis em português, inglês ou espanhol; que abordassem diretamente a atuação da enfermagem no cuidado ao paciente com TCE; com acesso ao texto completo e que apresentassem relevância clínica e científica para o tema.. Foram excluídos estudos duplicados, trabalhos que não tratavam da prática de enfermagem, pesquisas centradas exclusivamente em aspectos médicos ou cirúrgicos sem interface com a enfermagem, além de resumos, editoriais, cartas ao editor e artigos sem revisão por pares (WHITTEMORE; KNAFL, 2005).
A análise dos dados seguiu a técnica de análise temática de Bardin (2016), sendo as categorias emergentes organizadas conforme similaridade de conteúdo e relevância clínica. As categorias foram definidas a partir da leitura crítica dos textos completos, agrupando evidências relacionadas às intervenções clínicas, humanização do cuidado, monitoramento e uso de tecnologias. Essa abordagem qualitativa permitiu identificar padrões de atuação, lacunas na assistência e contribuições relevantes para a prática profissional da enfermagem (RODRIGUES; SANTOS, 2021).
III. BREVES APONTAMENTOS SOBRE O TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO
O Traumatismo Crânioencefálico (TCE) tem se tornado cada vez mais frequente na sociedade contemporânea. Segundo Barbosa et. al.. (2006), essa condição clínica, frequentemente resultante de acidentes e atos violentos, está diretamente relacionada ao avanço tecnológico e ao comportamento humano moderno.
O impacto do TCE na saúde pública é significativo, influenciando diretamente os índices de morbidade e mortalidade hospitalar. Estima-se que entre 15% e 20% dos óbitos em indivíduos com idade entre 5 e 35 anos estejam associados ao TCE, sendo responsável por aproximadamente 1% das mortes em adultos. Gentile et. al.. (2011) apontam que cerca de 60% dos sobreviventes de TCE apresentam sequelas importantes, como déficits cognitivos e motores, gerando consequências emocionais e socioeconômicas tanto para os pacientes quanto para seus familiares. Esses dados são corroborados por Freitas, Ribeiro e Jorge (2007), que destacam o TCE como uma das principais causas de internações hospitalares.
De acordo com Vale et. al.. (2016), o trauma é definido como um evento lesivo decorrente da ação de forças físicas sobre o organismo. Historicamente, tais ocorrências eram denominadas “acidentes”, porém esse termo tem sido substituído por “colisões entre veículos automotores”, especialmente nos serviços de saúde, por sugerir uma conotação de aleatoriedade ou destino inevitável, o que não condiz com a abordagem preventiva e técnica da área.
O TCE configura-se como um grave problema de saúde pública e socioeconômica em escala global. É uma das principais causas de mortalidade entre adultos jovens, e a incapacidade permanente é comum entre os sobreviventes. Os déficits neurocognitivos mais comuns incluem dificuldades de atenção, prejuízo na formação de associações visuoespaciais, comprometimento motor e transtornos psicológicos. Andrew e Menon (2013) relatam que entre 30% e 70% dos sobreviventes desenvolvem quadros depressivos, além de apresentarem impulsividade exacerbada, julgamento comprometido e comportamentos agressivos, o que pode afetar negativamente as relações interpessoais, a reintegração social e profissional, além de demandar maior tempo de internação ou acompanhamento em instituições de saúde.
Nos países em desenvolvimento e emergentes, os dados epidemiológicos sobre TCE ainda são escassos. A ausência de sistemas eficientes de registro e vigilância dificulta a mensuração precisa da incidência. Em regiões como América Latina e África
Subsaariana, a taxa de TCE decorrente de acidentes com veículos motorizados é significativamente elevada, em grande parte devido à precariedade dos sistemas de transporte e infraestrutura viária. A maioria dessas lesões é classificada como leve, embora as definições tradicionais de TCE leve, moderado e grave sejam insuficientes para estudos epidemiológicos. Classificar um TCE como leve não exclui a possibilidade de sequelas duradouras e incapacitantes. Por isso, a avaliação da magnitude dos déficits deve ser realizada preferencialmente por meio de estudos populacionais, conforme sugerem Diaz-Arrastia e Kenney (2015).
Santos et. al.. (2013) definem o TCE como lesões que acometem estruturas cranianas e encefálicas, com duração variável, geralmente iniciando-se no momento do impacto. Essas lesões podem desencadear desde processos inflamatórios até danos neurológicos mais complexos. O trauma ocorre quando as camadas externas são transpassadas, resultando em fraturas cranianas e comprometimento do tecido encefálico. As lesões cranioencefálicas são classificadas em primárias, que ocorrem no momento do trauma, e secundárias, que se desenvolvem posteriormente, agravando o quadro clínico.
Familiares de indivíduos que sofreram traumatismo crânioencefálico (TCE) moderado a grave frequentemente relatam alterações significativas na personalidade e no comportamento da vítima, como atitudes socialmente inadequadas, infantilidade, egocentrismo, entre outras mudanças. Tais transformações contribuem para prejuízos nas funções sociais, como perda do emprego, rompimento de vínculos afetivos e redução das redes de apoio, tornando-se barreiras importantes à reabilitação. Esses impactos psicossociais tendem a se agravar quando associados às limitações físicas e cognitivas decorrentes do trauma.
Embora diversos fatores possam influenciar o comprometimento psicossocial após o TCE, os déficits na capacidade de reconhecer emoções se destacam por afetarem diretamente a habilidade de compreender os estados mentais alheios (ROSENBERG et. al.., 2015). As sequelas cognitivas são determinadas por variáveis como a gravidade do trauma, presença de complicações, lesões associadas em outras regiões do corpo e a cronicidade da condição. Aspectos individuais, como idade, estado mental prévio, histórico de lesões cerebrais e fatores genéticos, também influenciam o prognóstico. Além disso, a qualidade da assistência prestada na fase pós-aguda é determinante para a recuperação cognitiva.
Déficits cognitivos são comuns após o TCE e contribuem significativamente para a limitação funcional. Os lobos frontais e seus circuitos associados são particularmente vulneráveis a lesões traumáticas, o que torna a disfunção executiva uma das principais sequelas. Essa disfunção compromete habilidades essenciais para o desempenho profissional, relações interpessoais e atividades cotidianas. A avaliação neuropsicológica permite identificar os pontos fortes e fracos do paciente, sendo a reabilitação cognitiva uma abordagem terapêutica eficaz para indivíduos com déficits decorrentes do TCE (RABINOWITZ; LEVIN, 2014).
No contexto da emergência, uma abordagem humanizada e eficiente é essencial para o acolhimento inicial do paciente com TCE. O profissional de enfermagem assume papel central nesse cuidado, sendo responsável por ações que vão desde a triagem até o acompanhamento contínuo. Nascimento et. al.. (2008) destacam que a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), enquanto ferramenta organizacional, oferece suporte para o desenvolvimento de práticas interdisciplinares, humanizadas e eficazes. No entanto, observa-se que o cuidado ainda é frequentemente centrado na patologia, em detrimento da valorização do paciente como sujeito ativo no processo assistencial.
A abertura para novas metodologias e práticas de cuidado permite superar a visão reducionista do saber institucionalizado, promovendo uma abordagem integrativa entre saúde e doença. Na maioria dos casos, pacientes com TCE necessitam de cuidados intensivos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A medicina intensiva evoluiu significativamente nas últimas décadas, com avanços em estrutura, processos e resultados. As intervenções tornaram-se menos invasivas, o cuidado mais centrado no paciente, e houve ampliação dos serviços para além dos limites físicos da UTI, além de maior colaboração internacional entre profissionais da área (VINCENT, 2013).
O atendimento ao paciente crítico é um dos setores da saúde que mais cresce em número de casos e relevância nos sistemas de saúde dos países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, os cuidados intensivos ainda enfrentam desafios como financiamento, capacitação profissional e aquisição de equipamentos adequados. Nesse cenário, destaca-se a importância da atuação da enfermagem na reabilitação e monitoramento dos pacientes com TCE.
A tomada de decisão rápida e precisa é fundamental para identificar e tratar lesões potencialmente fatais. O destino do paciente traumatizado pode envolver transferência para centros especializados, realização de procedimentos cirúrgicos emergenciais e suporte intensivo em UTI. A complexidade clínica desses pacientes exige cuidados específicos, refletindo diretamente na carga de trabalho da equipe de enfermagem. Isso demanda estratégias que garantam o uso eficiente dos recursos humanos, número adequado de profissionais e assistência segura e qualificada.
Nas UTIs neurológicas, uma das principais atribuições da enfermagem é a monitorização hemodinâmica, com ênfase no controle da pressão intracraniana e da perfusão cerebral (NOGUEIRA et. al.., 2015). Moura et. al.. (2014) ressaltam que o enfermeiro se destaca por sua capacidade de organizar e prestar cuidados que minimizam riscos, sendo responsável pela triagem inicial, diagnóstico, encaminhamentos, gestão da demanda e coordenação da equipe multiprofissional.
Nascimento et. al.. (2008) reforçam que a SAE confere ao enfermeiro autonomia e respaldo técnico por meio do registro de diagnósticos e intervenções, permitindo continuidade e integração entre os profissionais da saúde. Além disso, promove maior aproximação entre enfermeiro, paciente e equipe, sendo essencial para um cuidado humanizado e eficaz.
VI. RESULTADOS E DISCUSSOES
A presente seção apresenta os resultados obtidos a partir da análise dos principais estudos que fundamentam a assistência de enfermagem ao paciente com traumatismo crânioencefálico (TCE). Os autores selecionados contribuíram significativamente para a compreensão das práticas clínicas, intervenções emergenciais, uso de tecnologias, humanização do cuidado e monitoramento neurológico.
A sistematização dessas evidências permitiu identificar padrões de atuação, lacunas na assistência e estratégias que favorecem a recuperação do paciente, bem como o suporte à família. A seguir, são discutidos os achados com base nessa literatura especializada.
Quadro 1 – Principais Estudos Utilizados na Fundamentação dos Resultados
| Autores | Ano | Contribuição do estudo |
| Carvalho, T. V. | 2018 | Destaca a importância da capacitação técnica e gerencial do enfermeiro no cuidado ao paciente com TCE. |
| Vieira de Carvalho, T. | 2018 | Ressalta a relevância da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e da humanização no cuidado. |
| Ferreira; Almeida; Lima | 2019 | Evidenciam práticas de enfermagem na avaliação inicial do paciente com TCE e prevenção de complicações. |
| Damkliang et. al.. | 2019 | Propõem pacote de cuidados de enfermagem baseado em evidências para pacientes com TCE grave em emergência. |
| Guiguer; Ramos Pinto; Luiz | 2020 | Apontam a liderança do enfermeiro como essencial para coordenação da equipe em cenários críticos. |
| Mendes Oliveira et. al.. | 2020 | Identificam intervenções clínicas e psicossociais aplicadas a pacientes e familiares vítimas de TCE. |
| Costa; Miranda; Sousa | 2021 | Reforçam medidas preventivas, protocolos de cuidado e suporte familiar em pacientes com TCE. |
| Oliveira; Soares; Galvão | 2021 | Discutem desafios da prática de enfermagem em urgência e emergência e necessidade de protocolos atualizados. |
| Soares; Pires Galvão | 2021 | Evidenciam a importância da humanização e abordagem holística no cuidado ao paciente com TCE. |
| Rodrigues; Santos | 2021 | Destacam desafios na padronização de protocolos de enfermagem e impacto nos desfechos clínicos. |
| Santos; Amestoy; Silva | 2022 | Reforçam a necessidade de constante capacitação e liderança em ambientes críticos. |
| WHO – World Health Organization | 2022 | Aponta dados epidemiológicos recentes sobre causas externas relacionadas ao TCE. |
| Page et. al.. | 2021 | Apresentam o PRISMA 2020 como guia metodológico para transparência na seleção de estudos. |
| Bardin, L. | 2016 | Fundamenta a técnica de análise de conteúdo utilizada na categorização temática. |
| Souza; Silva; Carvalho | 2010 | Definem a revisão integrativa como metodologia para síntese de evidências em saúde. |
| Whittemore; Knafl | 2005 | Referência clássica sobre metodologia de revisão integrativa. |
Fonte: Autores, 2025.
Ao longo das últimas décadas, o trauma consolidou-se como uma das principais causas de mortalidade na população geral, gerando impactos significativos nos gastos públicos com saúde. O traumatismo crânioencefálico (TCE) figura entre os principais responsáveis por óbitos, além de provocar sequelas físicas e neurológicas incapacitantes. Esses efeitos são agravados não apenas pela burocracia nos serviços hospitalares, mas também pela assistência inadequada prestada por profissionais da saúde (CARVALHO, 2018; OLIVEIRA; SOARES; GALVÃO, 2021).”
O suporte profissional oferecido por equipes multidisciplinares é essencial tanto para o paciente quanto para seus familiares. Estudos recentes demonstram que o apoio efetivo dos profissionais de saúde contribui para a redução das demandas familiares não atendidas. Muitas famílias necessitam de intervenção especializada para lidar com o sofrimento emocional e aceitar as mudanças permanentes no estado funcional, nutrindo a expectativa de um retorno breve do paciente à normalidade (MENDES OLIVEIRA et al., 2020; COSTA; MIRANDA; SOUSA, 2021).”
Nesse contexto, a atuação da equipe de enfermagem é fundamental para promover uma recuperação mais eficaz. O trabalho conjunto, pautado no princípio da humanização, é indispensável para garantir um cuidado integral ao paciente. A competência técnica e emocional da equipe reflete diretamente no bem-estar do indivíduo, sendo a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) uma ferramenta essencial para organizar e qualificar esse processo. É importante ressaltar que a assistência, por si só, já representa um ato de humanização, e o paciente deve ser tratado como sujeito único, de forma holística e individualizada (VIEIRA DE CARVALHO, 2018; SOARES; PIRES GALVÃO, 2021).
Além das demandas fisiológicas, a enfermagem desempenha papel crucial na promoção do equilíbrio familiar, oferecendo suporte emocional educativas nos programas e inserindo ações de reabilitação voltados para pacientes e familiares acometidos pelo TCE (MENDES OLIVEIRA et. al.., 2020). Estudos internacionais recentes evidenciam que cuidados de enfermagem consistentes e baseados em evidências reduzem variações desnecessárias e diminuem o risco de lesões cerebrais secundárias, decorrentes de intervenções inadequadas ou ausentes. A implementação de protocolos fundamentados em evidências, adaptados ao contexto da enfermagem de emergência, tem potencial para melhorar significativamente o prognóstico de pacientes com TCE grave (DAMKLIANG et. al.., 2019; WHO, 2022).
Com o aumento da incidência de lesões cerebrais traumáticas em escala global, torna-se imperativo que os profissionais de enfermagem estejam capacitados para reconhecer e aplicar as melhores intervenções. Dada a relevância da atuação do enfermeiro nesse cenário, é necessário investir na formação e capacitação contínua desses profissionais para o atendimento especializado a pacientes com TCE (OYESANYA; BROWN; TURKSTRA, 2017).
O enfermeiro, como integrante da equipe de enfermagem, é um profissional essencial na prestação de cuidados ao paciente vítima de trauma. Sua atuação é indispensável durante todo o processo assistencial, exigindo domínio técnico, sensibilidade humana e capacidade de liderança. Para isso, é fundamental que esse profissional aprofunde seus conhecimentos na área e desenvolva habilidades gerenciais, seguindo protocolos e diretrizes estabelecidos por programas educativos voltados à atuação em contextos de urgência e emergência (SANTOS; AMESTOYA; SILVA, 2022).
A liderança do enfermeiro é determinante para a condução eficaz da equipe de enfermagem, especialmente em ambientes que demandam decisões rápidas e assistência coordenada. O exercício da profissão requer constante atualização científica e capacitação técnica, pois o cuidado ao paciente com TCE envolve uma multiplicidade de saberes, tomada de decisão ágil, desempenho clínico eficaz e humanização em todas as etapas do atendimento (GUIGUER; RAMOS PINTO; LUIZ, 2020).”
O elevado índice de mortalidade entre pacientes acometidos por traumatismo crânioencefálico (TCE) demanda a implementação de estratégias eficazes que contribuam para a reversão desse cenário. Diversos estudos recentes sugerem a adoção de medidas preventivas voltadas aos fatores causadores, como acidentes automobilísticos, agressões e quedas. Entre essas ações, destacam-se a obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção individual e a realização de campanhas educativas voltadas ao trânsito, considerado um dos principais ambientes de ocorrência do TCE (WHO, 2022; COSTA; MIRANDA; SOUSA, 2021).
É importante ressaltar que mais da metade dos óbitos no próprio local do trauma, sem tempo por TCE ocorrem hábil para a realização de manobras de reanimação. Por isso, a abordagem inicial, incluindo a coleta da história clínica, o exame físico geral e a avaliação neurológica, é fundamental para a estratificação do risco de lesões neurocirúrgicas. Quando conduzidas de forma ágil e sistematizada, essas etapas podem trazer benefícios significativos à vítima, reduzindo complicações (FERREIRA; ALMEIDA; LIMA, 2019).
Tecnologias Digitais, Humanização e Avaliação Neurológica no Atendimento ao TCE A investigação sobre o mecanismo do acidente é igualmente relevante, pois a cinemática do trauma permite prever os tipos de lesões e a gravidade à qual o paciente está exposto (CACIANO et. al.., 2019). O exame físico deve ser realizado de maneira rápida e objetiva, considerando que pacientes com TCE frequentemente apresentam múltiplos traumas. Dessa forma, é essencial identificar e tratar precocemente condições
como hipóxia, hipotensão e lesões instáveis da coluna vertebral. A estabilização das funções vitais é uma prioridade, sendo necessário prevenir e intervir em casos de hipotensão e hipóxia, pois acredita-se que apenas dez minutos de exposição a esses fatores podem resultar em lesões cerebrais secundárias e piora do prognóstico (REZER; PEREIRA; FAUSTINO, 2020).
Nesse contexto, as ações do enfermeiro durante o atendimento de urgência devem priorizar a anamnese como elemento central para a organização do cuidado e definição das condutas clínicas (MARINHO et. al.., 2019). O atendimento inicial às vítimas de TCE, realizado pelo enfermeiro, segue protocolos que envolvem a avaliação primária, garantindo a permeabilidade das vias aéreas, estabilização da coluna cervical, administração de oxigênio para ventilação adequada, monitoramento da circulação e aplicação precoce da Escala de Coma de Glasgow (ECG). Em seguida, realiza-se a avaliação secundária, que inclui a análise da resposta pupilar, aferição dos sinais vitais, exame físico da cabeça e coluna, além da repetição seriada da ECG (OLIVEIRA; PEREIRA; FREITAS, 2014).
Para que o atendimento seja eficaz, é imprescindível que as unidades de saúde estejam devidamente estruturadas, disponham de equipamentos adequados, recursos humanos capacitados e agilidade nos processos assistenciais (PULHRN; WESTMORELAND; McMAHON, 2016).
Dada a gravidade e complexidade do traumatismo crânioencefálico (TCE), seu tratamento exige intervenções rápidas e direcionadas, que aumentem as chances de sobrevida e minimizem as consequências neurológicas e funcionais decorrentes do trauma (COSTA; MIRANDA; SOUSA, 2021). A atuação do enfermeiro, tanto no contexto pré-hospitalar quanto intra-hospitalar, demanda conhecimento científico atualizado, agilidade na execução dos procedimentos, experiência prática, capacidade de lidar com situações de estresse, tomada de decisões imediatas, definição de prioridades e trabalho colaborativo com a equipe multiprofissional (VIEIRA DE CARVALHO, 2018; SANTOS; SILVA, 2022).
Estudos recentes identificaram diversas intervenções de enfermagem aplicadas a pacientes vítimas de TCE, entre elas: auxílio e orientação nos cuidados de higiene corporal e bucal; aplicação de coxins em proeminências ósseas para conforto; oferta de alimentação equilibrada; manutenção da técnica asséptica em procedimentos invasivos; e recursos alternativos de comunicação, como pranchas ilustrativas e dispositivos digitais (MENDES OLIVEIRA et. al.., ações relevantes 2020).
Outras incluem a monitorização contínua dos sinais vitais, estímulo à movimentação ativa no leito e à deambulação assistida, encaminhamento para acompanhamento psicológico, controle térmico com cobertores e compressas, incentivo à ingestão hídrica e orientação sobre mobilização e uso de dispositivos de apoio (COSTA; MIRANDA; SOUSA, 2021).
A monitorização clínica representa um aspecto crítico no cuidado ao paciente com TCE, pois permite a identificação precoce de alterações fisiológicas que, se não reconhecidas a tempo, podem comprometer a eficácia das intervenções e agravar o quadro clínico. A detecção oportuna de sinais de deterioração é essencial para a tomada de decisões rápidas e assertivas, garantindo maior segurança e qualidade na assistência prestada (FERREIRA; ALMEIDA; LIMA, 2019).
Estudos em unidades de terapia intensiva especializadas em neurociência evidenciam que enfermeiros oferecem uma ampla gama de intervenções ao cuidar de pacientes com TCE. As análises quantitativas e qualitativas indicam que grande parte do tempo de assistência é dedicada ao monitoramento da pressão intracraniana e da pressão de perfusão cerebral, além de intervenções psicossociais e estratégias para manutenção de um ambiente terapêutico adequado (GUIGUER; RAMOS PINTO; LUIZ, 2020).
Damkliang et. al.. (2019) propuseram um pacote de cuidados de enfermagem baseado em evidências para pacientes com TCE em situação de emergência, composto por sete elementos fundamentais como o estabelecimento de via aérea segura com proteção da coluna cervical; manutenção da oxigenação e ventilação adequadas; preservação da circulação e equilíbrio hidroeletrolítico; avaliação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) e da reatividade pupilar; garantia do fluxo venoso cerebral; controle da dor e agitação; e agilidade na realização de tomografia computadorizada de urgência.
Os avanços nas tecnologias de neuro monitoramento têm aprimorado significativamente o cuidado de enfermagem à beira do leito. Essas inovações permitem um monitoramento multifacetado, não apenas para detectar problemas à medida que surgem, mas também para antecipá-los, possibilitando intervenções mais oportunas. A equipe de enfermagem desempenha papel central nesse processo, reconhecendo que o cuidado a pacientes com lesões cerebrais complexas exige vigilância constante de múltiplos parâmetros, com o objetivo de prevenir lesões secundárias (WHO, 2022).
V. CONCLUSÃO
A elaboração deste trabalho contribuiu significativamente para o aprimoramento acadêmico, ao evidenciar a importância da reflexão crítica sobre a assistência prestada pelos profissionais de enfermagem aos pacientes vítimas de traumatismo crânioencefálico (TCE). Diante da complexidade clínica desses casos, torna-se imprescindível que a assistência seja sistematizada, eficaz e humanizada, considerando o paciente em sua totalidade — especialmente aqueles que se encontram inconscientes, com hematomas, edemas e múltiplas lesões, exigindo cuidados especializados.
O papel da enfermagem é essencial para a recuperação do paciente, sendo necessário que o cuidado seja pautado na colaboração interdisciplinar e na humanização. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um instrumento fundamental nesse processo, permitindo que o indivíduo seja tratado de forma singular, integral e holística. O envolvimento ativo do enfermeiro, do paciente e de seus familiares fortalece o vínculo de confiança, promovendo acolhimento e resolução de problemas de maneira mais objetiva. Além disso, é indispensável a implementação de medidas educativas e orientações para os responsáveis após a alta hospitalar.
Conclui-se que o enfermeiro desempenha um papel estratégico e indispensável na assistência ao paciente com TCE, devendo estar capacitado para realizar a coleta da história clínica, exame físico e intervenções imediatas voltadas à preservação da vida. Para isso, é necessário aliar conhecimento teórico à liderança, iniciativa, habilidades assistenciais e competências pedagógicas. O raciocínio clínico rápido é essencial, visto que o enfermeiro coordena a equipe de enfermagem e integra o núcleo de atendimento emergencial.
Dessa forma, é evidente que o atendimento qualificado e oportuno prestado pelo enfermeiro ao paciente com TCE contribui diretamente para a redução de sequelas e para a prevenção de agravamentos. Esse profissional deve possuir domínio prático e teórico atualizado, capaz de realizar avaliações rápidas e precisas, fundamentadas em protocolos específicos, com o objetivo de garantir cuidados seguros e eficazes.
Entretanto, observa-se uma escassez de estudos científicos voltados à temática do TCE, apesar de sua recorrência na prática hospitalar. Assim, torna-se urgente o incentivo à produção de pesquisas que abordem o atendimento de enfermagem ao paciente com traumatismo cranioencefálico. Espera-se que esta revisão contribua para o avanço do conhecimento na área, promovendo melhorias na prática assistencial e oferecendo suporte qualificado às famílias dos pacientes.
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¹(Faculdade de Redenção- FESAR, Brazil)
²(Faculdade de Redenção- FESAR, Brazil)
³(Faculdade de Redenção- FESAR, Brazil)
