ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: IMPACTOS NA ASSISTÊNCIA  

NURSING PERFORMANCE IN THE FACE OF OBSTETRIC VIOLENCE: IMPACTS NO CARE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510300850


Maria Fernanda Santos Ferreira1
Thays Marques da Silva1
 Orientadora: Karina Brito da Costa Ogliari2
Co-orientadora: Elisângela de Andrade Aoyama3


RESUMO

A violência obstétrica é uma forma de violência institucional que compromete a dignidade, a saúde  física e mental das mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal. Este trabalho teve como objetivo  identificar como o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica pode impactar a qualidade da assistência. Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da  literatura, com abordagem qualitativa com o objetivo de identificar como o conhecimento dos  profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica pode impactar a qualidade da assistência  prestada à mulher durante o parto. Para isso, foram selecionadas as bases de dados indexadas  no Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura  Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), priorizando artigos publicados em  português e inglês, de acesso aberto e gratuito, que abordassem o tema de forma direta. Foram incluídos  artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, que tratassem especificamente do  conhecimento dos enfermeiros sobre a violência obstétrica, sua atuação na prevenção e manejo dessa  prática e os impactos desse conhecimento na qualidade da assistência oferecida à puérpera. Os  resultados demonstraram que a violência obstétrica está fortemente associada à ausência de preparo  técnico, empatia e conhecimento dos enfermeiros sobre práticas humanizadas, resultando em  consequências físicas e emocionais duradouras para as mulheres. O estudo apontou também a  importância da escuta ativa, do respeito à autonomia da parturiente e da implementação de políticas de  educação permanente e protocolos humanizados como formas eficazes de prevenção. Conclui-se que o  fortalecimento do conhecimento dos profissionais de enfermagem e a qualificação da assistência são essenciais para combater a violência obstétrica e promover um cuidado seguro, ético e centrado na  mulher.  

Palavras-chave: Enfermagem; Humanização da assistência; Impactos na saúde; Violência obstétrica. 

ABSTRACT

Obstetric violence is a form of institutional violence that compromises the dignity, physical and mental  health of women during the pregnancy-puerperal cycle. This study aimed to identify how the knowledge  of nursing professionals about obstetric violence can impact the quality of care. This study is an  integrative literature review, with a qualitative approach in order to identify how the knowledge of  nursing professionals about obstetric violence can impact the quality of care provided to women during  childbirth. For this, the databases indexed in the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Virtual  Health Library (BVS), Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), were  selected, prioritizing articles published in Portuguese and English, open and free access, that addressed  the topic directly. Articles published between 2020and 2025 were included, available in full, that dealt  specifically with the knowledge of nurses about obstetric violence, their performance in the prevention  and management of this practice and the impacts of this knowledge on the quality of care offered to the  puerperal. The results showed that obstetric violence is strongly associated with the absence of technical  preparation, empathy and knowledge of nurses about humanized practices, resulting in lasting physical  and emotional consequences for women. The study also pointed out the importance of active listening,  respect for the autonomy of the parturient and the implementation of permanent education policies and  humanized protocols as effective forms of prevention. It is concluded that the strengthening of the  knowledge of nursing professionals and the qualification of care are essential to combat obstetric  violence and promote safe, ethical and women-centered care. 

Keywords: nursing; humanization of assistance; health impacts; obstetric violence.

1. INTRODUÇÃO 

A violência obstétrica é compreendida como toda ação, omissão ou conduta desrespeitosa  praticada contra a mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, capaz de causar danos físicos,  psicológicos, morais ou sexuais. Ela manifesta-se em atitudes que negam a autonomia feminina,  impõem procedimentos sem consentimento, utilizam linguagem agressiva ou desconsideram a  dignidade da parturiente. Trata-se de uma forma de violência institucional e de gênero,  sustentada por relações de poder desiguais e pela naturalização de práticas autoritárias no  cuidado em saúde (Araujo et al., 2024; Sousa et al., 2021). Além de envolver agressões  explícitas, também inclui condutas sutis, como a negação de informações, a restrição de  acompanhante e o desrespeito à privacidade da mulher. Essa conceituação reforça que a  violência obstétrica não se limita ao ato físico, mas abrange todo o contexto assistencial que  priva a mulher de exercer o protagonismo e o direito a um parto humanizado, seguro e  respeitoso (Silva et al., 2024). 

De acordo com estudo de Brancol, Meuccil e Paludo (2024), identificaram que mais da  metade das mulheres entrevistadas (50,9%) relataram ter vivenciado pelo menos uma prática  considerada violenta durante o parto vaginal. Entre as condutas mais recorrentes destacaram-se o exame de toque repetitivo (68,3%), a episiotomia sem consentimento (41,3%) e a manobra  de Kristeller (23,1%), práticas que evidenciam a persistência de um modelo de cuidado  intervencionista e pouco humanizado. Esses resultados revelam que a violência obstétrica ainda  é uma realidade expressiva e preocupante nos serviços de saúde brasileiros. Entretanto  para Costa et al. (2024) ressaltam que, embora diversos estados do país tenham adotado  legislações específicas voltadas à proteção das gestantes, ainda existem desafios significativos  para a efetiva implementação e fiscalização dessas medidas. Assim, observa-se que a violência  obstétrica permanece como uma problemática de alta prevalência e relevância social, exigindo  o fortalecimento da atuação crítica e ética da enfermagem para a promoção de um cuidado  seguro, humanizado e centrado na mulher. 

A enfermagem obstétrica tem um papel importante͏ na promoção do parto humanizado e  na defesa dos direitos femininos.͏͏ Este profissional não faz apenas cuidados técnicos, mas  é o responsável por garantir escuta ativa, acolhimento͏͏ e respeito͏͏ às escolhas  das gestantes, contribuindo muito a experiência positiva no ciclo gravídico puerperal.  Entretanto, ações inadequadas que têm como base um modo biomédico e intervencionista ainda  acontecem no sistema͏͏ de saúde. Muitas vezes seguem pela falta de preparação,  ausência͏͏ de novas regras e desconhecimento sobre a violência obstétrica (Sousa et al., 2021). 

Nesse contexto, este estudo tem como objetivo identificar como o conhecimento͏͏dos  profissionais de enfermagem͏͏ sobre a violência obstétrica͏͏ influencia a qualidade e a  humanização da assistência, com foco no conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre  a violência obstétrica, impactos da violência obstétrica na saúde física e mental da puérpera e  estratégias para reduzir a violência obstétrica na assistência. Diante disso, surge a seguinte͏ questão: identificar como o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a violência  obstétrica pode impactar a qualidade da assistência? Essa questão tenta obter como a  preparação, a informação e a ética dos enfermeiros têm impactado no bom atendimento  obstétrico podendo ser algo que protege ou põe em risco a͏ saúde geral da mulher. A ideia  principal é que o conhecimento dos enfermeiros sobre violência obstétrica é um fator que ajuda  na humanização͏͏do cuidado no parto e na prevenção dos danos͏͏ físicos e͏͏ mentais às puérperas. 

Essa pesquisa se justifica porque a falta de conhecimento, sensibilidade ou habilidade  pode levar a condutas inadequadas, muitas vezes vistas como parte normal do processo de  cuidado, mas que afetam profundamente a saúde da mulher e a confiança nos serviços de  saúde. Diante disso, torna-se urgente fortalecer a formação crítica e ética dos enfermeiros,  promovendo uma assistência segura, empática e centrada na mulher, conforme  destacam (Araujo et al., 2024).

2. METODOLOGIA  

Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa  com o objetivo de identificar como o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a  violência obstétrica pode impactar a qualidade da assistência prestada à mulher durante o parto.  Para isso, foram selecionadas as bases de dados indexadas no Scientific Electronic Library  Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do  Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), priorizando artigos publicados em português e inglês,  de acesso aberto e gratuito, que abordassem o tema de forma direta. Foram incluídos artigos  publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, que tratassem especificamente do  conhecimento dos enfermeiros sobre a violência obstétrica, sua atuação na prevenção e manejo  dessa prática e os impactos desse conhecimento na qualidade da assistência oferecida à puérpera. A seleção dos artigos considerou os descritores identificados nos Descritores em  Ciências da Saúde (DeCS): enfermagem; humanização da assistência; impactos na saúde;  prevenção; violência obstétrica. Foram excluídos trabalhos repetidos entre as bases, teses,  dissertações e estudos que tratassem da percepção das gestantes ou de outros profissionais de  saúde. 

Para guiar a pesquisa, foi aplicado o formato PICO, que permite estruturar de forma  clara͏ a͏ questão͏ central͏ do͏ estudo.͏ PICO͏ é͏ um͏ acrônimo͏ em͏ que͏ a͏ letra͏ “P”͏ significa͏ população alvo,͏ “I”͏ indica͏ o͏ interesse͏ ou͏ intervenção,͏ “C”͏ representa͏ a͏ comparação͏ e͏ “O”͏ refere-se aos resultados ou desfecho (Grupo Anima Educação, 2014). 

Aplicando o formato pico para a definição da pergunta de pesquisa deste trabalho, tem  se: P – enfermeiros que atuam na assistência ao parto; I – falhas na assistência; C – práticas de  assistência humanizada ou adequada frente à violência obstétrica; O – prevenção da violência  obstétrica.͏ Assim,͏ a͏ pergunta͏ de͏ pesquisa͏ foi͏ formulada͏ como:͏ “Identificar͏ como͏ o͏ conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica pode impactar a  qualidade͏da͏assistência?” 

O processo de seleção dos artigos envolveu a leitura dos títulos, resumos e  posteriormente, leitura completa dos textos que atendem aos critérios de inclusão. As bases de dados científicos bem como os achados e a seleção dos artigos constam  demonstrados no fluxograma Figura 1) respectivamente: 

Figura 1: Fluxograma de cruzamentos, resultados na busca de dados disponíveis, adaptados no  diagrama de fluxo PRISMA.

Fonte: Própria autoria (2025)

3. REVISÃO DA LITERATURA 

Neste trabalho será abordado uma revisão integrativa, sobre a atuação da enfermagem  frente a violência obstétrica. Foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: identificar  o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica, impactos da  violência obstétrica na saúde física e mental da puérpera e elaborar estratégias para reduzir a  violência obstétrica na assistência. Antes de apresentar a revisão sobre esses principais aspectos,  é necessário resumir os principais resultados dos 7 artigos que compõem a amostra desta  pesquisa. 

Quadro 1: Distribuição dos artigos incluídos na revisão de acordo com o título, autor/ano,  objetivo, tipo de estudo e resultados em ordem cronológica.

3.1. Conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a violência obstétrica 

O conhecimento dos profissionais da saúde sobre a violência obstétrica é um dos pilares  mais importantes para a garantia de uma assistência ética, humana e͏ concórdia com os direitos  reprodutivos das͏ mulheres. O trabalho do enfermeiro no momento do nascimento deve ser  baseado não apenas em habilidades técnicas, mas também em conhecimentos ético-políticos  que ajudam a identificar e lidar com as diferentes formas de violência que podem aparecer  durante͏ o processo͏͏de parto e nascimento. Porém, como mostram estudos recentes, ainda existe  uma lacuna entre o que dizem as políticas públicas de humanização e a prática do dia a dia nos  serviços͏ de saúde,͏͏que muitas͏͏ vezes se traduzem na tradição de atitudes͏ violentas mesmo por  parte de profissionais bem-intencionados. (Araujo et al., 2024). 

A violência obstétrica é um exemplo de violência institucional e de gênero que aparece  por meio de͏͏ações como gritos humilhações, processo invasivo feito sem permissão, negação  de analgesias, uso de episiotomias sem indicação entre outras condutas. A dificuldade dos  profissionais de enfermagem em reconhecer ações como a violência obstétrica mostra um͏͏baixo  nível de formação na graduação quanto na educação continua. Muitos enfermeiros ainda ligam  a violência obstétrica só a situações de agressão física ou verbalmente, desviando de outras  formas sutis que também causam efeitos significativos na saúde física͏͏mental da mulher (Silva  et al., 2024).  

A falta de clareza conceitual afeta diretamente a qualidade dos cuidados͏͏ oferecidos, pois  não permite que o profissional aja de maneira crítica em relação às ações rotineiras impostas͏͏ por  protocolos͏͏ científicos e͏͏ desumanos. Eles enfatizam que essa limitação é͏͏ consequência da  fraqueza na formação acadêmica, que ainda dá mais importância a um modelo biomédico,  focado no corpo e na doença, ao invés de uma visão total e centralizada no paciente. Em vários  cursos de graduação, tópicos como violência obstétrica͏, humanização do parto͏͏ou direitos  sexuais e reprodutivos são abrangentes͏͏de maneira͏͏ paralela sem o devido aprofundamento ou  tempo necessário para mudanças significativas na postura profissional. (Sousa e͏t͏a͏l., 2021). 

Além disso, a cultura organizacional presente nos serviços de saúde exerce forte  influência na perpetuação de práticas violentas. Profissionais recém-formados, ao ingressarem  nesses espaços, muitas vezes são expostos a condutas desumanizadas já naturalizadas no  cotidiano,͏ sendo͏ orientados͏ a͏ “seguir͏ o͏ fluxo”͏ e͏ a͏ não͏ questionar͏ práticas͏ estabelecidas.͏ Esse͏ cenário favorece a manutenção do silêncio institucional diante de atitudes antiéticas e abusivas.  A ausência de regulamentações eficazes e de espaços voltados para o diálogo e a escuta dentro  das instituições contribui para a continuidade dessas condutas, dificultando a construção de um cuidado verdadeiramente humanizado. Assim, a falta de estímulo à reflexão crítica e à troca de  experiências entre os profissionais impede o desenvolvimento de uma assistência  transformadora e centrada na mulher (Costa et al., 2024). 

Outro ponto a ser considerado é que mesmo͏ quando existe algum͏ conhecimento͏͏ sobre  o͏͏conceito de violência͏͏ obstétrica não é sinal que não irá se͏͏ repetir. Conhecer sobre o assunto  tem que estar alinhado com o͏ desenvolvimento de͏ habilidades sociais como a empatia, a escuta  ativa, a comunicação assertiva e respeito pela autonomia da mulher. Apontam que formação  acadêmica não basta. É muito necessário que profissionais se vejam mudando o͏ sistema͏͏ assumindo um papel͏͏ mais ativo na luta contra práticas violentas e apoiando o cuidado  seguro acolhedor e respeitoso (Silva et al., 2024). 

A͏͏ educação contínua, nesse ponto, aparece como uma͏ ferramenta chave para mudar. Por  meio de oficinas,͏͏ rodas de conversa, cursos, seminários, também análise de casos, dá͏ para  estimular a atualização do conhecimento e a sensibilização da equipe de enfermagem sobre as questões relacionadas com a violência obstétrica. Como ressaltam, estas tarefas educativas  precisam ser contínuas, envolver a todos e usar métodos ativos que incitem o pensamento crítico  e a ética profissional diante das práticas assistenciais (Silva et al., 2͏0͏24).  

A criação de regulamentações institucionais alinhadas aos princípios da humanização  do parto, assim como a implementação de fluxos assistenciais que assegurem o protagonismo  da mulher, constituem estratégias essenciais para prevenir a violência obstétrica. No entanto,  tais medidas somente alcançarão efetividade quando incorporadas à cultura organizacional das  instituições de saúde e apoiadas por todos os profissionais envolvidos no cuidado. Nesse  contexto, o papel do enfermeiro assume relevância central, pois, enquanto educador, cuidador  e gestor, ele participa ativamente do planejamento, execução e avaliação das práticas  assistenciais, garantindo que o cuidado seja pautado no respeito, na ética e na autonomia da  parturiente (Silva et al., 2024). 

Importante destacar ainda que a responsabilidade dos trabalhadores diante de atos de  violência obstétrica não deve ser olhada só͏ como uma punição, mas sim como͏ uma  oportunidade de reflexão, aprendizado e transformação. Enfatizam que o enfrentamento da  violência obstétrica pede um fortalecimento de uma cultura institucional que valoriza a ética  dos direitos humanos respeito a diferença e a autonomia das͏͏usuárias para isso é͏preciso que os  profissionais de enfermagem tenham capacidade não só para identificar as várias formas de  violência, mas também para criar estratégias de cuidado que foquem no vínculo a confiança e  na autonomia͏͏das mulheres͏(Sousa et al.,͏͏2021).

Outro lado importante é ouvir atentamente as parturientes. Muitas mulheres, ao  contarem suas situações nos serviços de saúde, mostram sensações de medo, falta de força,  humilhação e sofrimento que vêm de situações que para os profissionais podem parecer  rotineiras. Essa diferença entre o que os profissionais pensam e͏͏ a vivência das usuárias͏͏ é uma  clara͏͏ necessidade de um cuidado mais sensível e͏͏ personalizado,͏͏ que leva em conta a  individualidade de cada mulher. Ao enfermeiro, ao acolher essas narrativas com atenção e  respeito, ajuda a dar um novo sentido a experiência do parto e a reparar a confiança nas  instituições de saúde (Araujo et al., 2024). 

Diante do exposto, evidencia-se que o fortalecimento do conhecimento dos profissionais  de enfermagem sobre a violência obstétrica constitui uma ação essencial e urgente para  transformar as práticas assistenciais. Investir em uma formação crítica, reflexiva e humanizada  é um passo fundamental para consolidar um modelo de cuidado que valorize a dignidade, os  direitos e a autonomia das mulheres. Conforme destacam a qualificação profissional e a ampliação da consciência ética dos enfermeiros são elementos indispensáveis para romper com  práticas institucionalizadas de violência e promover um ambiente de cuidado pautado no  respeito e na equidade. Assim, a superação da violência obstétrica deve ser compreendida como  um compromisso ético, político e social compartilhado por todos os profissionais envolvidos  na assistência ao parto e nascimento (Araujo et al., 2025). 

Em resumo, entender, notar e lutar contra a violência obstétrica é trabalho de toda a  equipe de enfermagem. Para fazer isso deve haver mais formação desde o princípio, com apoio  à educação contínua, dando lugares para a conversa e a reflexão junto do compromisso com a  prática centrada na mulher. Só assim vamos garantir uma assistência segura, respeitosa e livre  de violência promovendo a saúde integral das parturientes (Silva et al., 2024). 

3.2. Impactos da violência obstétrica na saúde mental e física da puérpera 

A violência obstétrica constitui uma grave violação dos direitos humanos e de gênero,  pois atinge a mulher em um momento de grande vulnerabilidade física e emocional, o parto.  Tal prática deixa marcas profundas que ultrapassam o ambiente hospitalar, repercutindo de  forma duradoura sobre a saúde física, mental e social da puérpera. Seus efeitos não se limitam  à experiência imediata do nascimento, mas interferem na forma como a mulher vivencia a  maternidade, exerce seus direitos reprodutivos e estabelece vínculos afetivos com o bebê, a  família e consigo mesma. A ausência de empatia e o uso de condutas desrespeitosas, como  restrição de acompanhantes, procedimentos realizados sem consentimento e comunicação  autoritária, rompem o princípio da humanização e geram sentimentos de medo, insegurança e desvalorização. Essas atitudes fragilizam o protagonismo feminino e transformam o parto em  uma experiência de dor e submissão, contrariando os princípios de respeito e autonomia que  deveriam nortear o cuidado (Souza et al., 2021).  

A literatura evidencia que tais vivências podem desencadear sérios impactos  psicológicos. Mulheres submetidas a práticas violentas relatam sentimentos de angústia, tristeza  e impotência durante e após o parto, o que pode evoluir para quadros de ansiedade, estresse e  desconfiança em relação aos serviços de saúde. Esses efeitos emocionais, muitas vezes  silenciosos, estão relacionados à falta de acolhimento e de escuta sensível por parte dos  profissionais, que deveriam atuar como mediadores de um cuidado seguro e empático (Araujo  et al., 2025). 

A humanização da assistência e a valorização da escuta ativa representam estratégias  essenciais para minimizar o sofrimento emocional e prevenir traumas decorrentes da violência  obstétrica, fortalecendo a autoestima e a confiança das mulheres no processo de parto e  nascimento (Silva et al., 2024). Além das repercussões psicológicas, as consequências físicas  também se mostram significativas, conforme Brancol, Meucci e Paludo (2024) observaram a  ocorrência de práticas invasivas e dolorosas, como episiotomias sem consentimento, manobra  de Kristeller e exames de toque repetitivos, que frequentemente resultam em traumas perineais,  infecções e dores persistentes. Essas intervenções, quando realizadas sem indicação clínica ou  sem autorização da mulher, representam violações à autonomia corporal e comprometem o  processo de recuperação pós-parto. 

Para Araujo et al. (2024) complementam que o modelo biomédico, ainda dominante em  muitos serviços, contribui para a manutenção dessas práticas, perpetuando um ciclo de violência  institucional que fragiliza o vínculo entre gestante e equipe de saúde. Nesse contexto, o  fortalecimento da atuação do enfermeiro é essencial para romper esse padrão. A existência de  políticas e legislações que garantam a humanização da assistência precisa ser acompanhada de  mudanças culturais e institucionais efetivas, com profissionais preparados para atuar de maneira  ética, empática e respeitosa. Para tanto, a educação permanente e a sensibilização das equipes  de enfermagem são fundamentais, pois permitem que os profissionais reconheçam os sinais de  sofrimento físico e emocional das mulheres, intervenham de forma humanizada e assegurem a  promoção de um parto seguro e digno (Costa et al., 2024). A formação acadêmica crítica e  humanizada do enfermeiro é um elemento-chave para transformar práticas assistenciais e  consolidar uma cultura de respeito e cuidado integral à mulher (Silva et al., 2020).  

Dessa forma, os impactos da violência obstétrica na saúde mental e física da puérpera  evidenciam a urgência de ações que unam o conhecimento técnico, a sensibilidade ética e a responsabilidade social. Promover um cuidado pautado na escuta, no diálogo e na valorização  do protagonismo feminino é essencial para reconstruir a confiança das mulheres nos serviços  de saúde e garantir um parto verdadeiramente humanizado, conforme preconizam (Araujo et  al., 2025; Silva et al., 2024). Outro lado importante é que muitas mulheres não conseguem lidar  com os sintomas físicos e emocionais à experiência violenta que tiveram durante o parto. Isso  acontece porque, muitas vezes, essas práticas são socialmente aceitas e reproduzidas inclusive  pelas próprias mulheres num processo de internalização da violência. A falta de espaços de  escuta e acolhimento podem agravar esse cenário. A mulher retorna ao convívio social e  familiar trazendo dores físicas͏͏e emocionais que são ignoradas ou diminuídas, o que reforçam  o sentimento de isolamento e invalidação de͏͏sua experiência (Sousa et al., 2021). 

Neste cenário, o papel da enfermagem se torna muito importante. Os enfermeiros, por  sua proximidade da parturiente e pela natureza dos cuidados que prestam, têm uma boa chance  de identificar sinais de dor física e emocional, de acolher a mulher de modo humano e de  garantir que seus direitos sejam respeitados. Isso inclui dar informações claras e acessíveis  sobre os procedimentos, permitir a presença de acompanhantes respeitar a privacidade da  mulher, e ouvir as suas necessidades͏͏e sentimentos, e quando necessário͏͏ encaminhá-la para  serviços de apoio͏p͏si͏co͏lógi͏co e jurídico. A͏͏ação da enfermagem͏deve ser baseada em regras  éticas e͏͏legais, com foco no cuidado integral e na autonomia da mulher (Silva et al., 2024). 

A violência obstétrica não deve ser compreendida apenas como um problema individual,  mas como uma manifestação estrutural das desigualdades de gênero, classe, raça e acesso aos  serviços de saúde. Mulheres negras, indígenas, jovens com baixa escolaridade ou em situação  de vulnerabilidade social são as que mais sofrem com práticas desrespeitosas e negligentes durante o parto, refletindo um contexto histórico de exclusão e discriminação institucional. O  enfrentamento dessa realidade requer a implementação efetiva de políticas públicas voltadas à  proteção dos direitos reprodutivos e à promoção de uma assistência humanizada em todas as  regiões do país (Costa et al., 2024). 

Para Araujo et al. (2025) acrescentam que tais ações devem ser acompanhadas por  iniciativas intersetoriais que unam educação profissional, gestão participativa e mobilização  social, a fim de transformar a cultura institucional que ainda naturaliza a violência no cuidado  obstétrico. Nesse sentido, Silva et al. (2024) reforça que o fortalecimento da formação crítica  e ética dos profissionais de saúde é fundamental para garantir equidade, respeito e justiça no  atendimento às mulheres em todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal. 

Portanto os efeitos da violência obstétrica na saúde mental e física da parturiente são  múltiplos e complexos, exigindo um cuidado atento, sensível e dedicado dos profissionais de saúde. É preciso romper com a forma autoritária e tecnicista que ainda existe em muitos serviços  obstétricos, trocando isso por uma assistência focada na mulher que valoriza sua liberdade,  reconheça sua subjetividade e contribua para um parto respeitoso e seguro.͏͏A criação desse  novo modelo exige investimento em treinamento e aprimoramento contínuo, fortalecimento das  redes de apoio psicossocial e͏ implementação de políticas públicas que garantem͏͏os direitos das  mães em todas as fases do ciclo gravídico-puerperal. Só assim será possível ter͏͏certeza que͏ o  nascimento͏ de um filho não se transforme para muitas mulheres uma experiência marcada pela  dor, medo e pela violência͏͏institucionalizada; (Silva et al., 2024). 

3.3. Estratégias para reduzir a violência obstétrica na assistência  

A construção de estratégias efetivas para prevenção da violência obstétrica depende,  sem dúvida, da qualidade, cuidado da enfermagem e da firmação de uma prática centrada na  mulher. Para isso, é muito necessário que os profissionais estejam prontos para identificar sinais  de abuso, agir com base na ética, nos direitos humanos e na escuta ativa, além de proporcionar  um ambiente acolhedor e respeitoso no momento do parto. A prevenção da violência obstétrica  não pode ser vista como uma ação isolada, mas como um  processo contínuo e integrado que exige mudanças culturais, institucionais e formativas  (Silva et al., 2024). 

Essas estratégias devem estar alinhadas as recomendações da Organização Mundial  (OMS) do Ministério da Saúde, que propõem um modelo de cuidado centrado na mulher,  respeitando sua autonomia, escolhas e individualidade. A humanização da assistência  obstétrica será destacada, pois é uma das ferramentas mais eficazes na prevenção da violência, pois contribui diretamente no forte vínculo entre profissional e paciente, o que͏͏favorece a  escuta ativa, empatia e a tomada de decisões compartilhada. Entre as ações práticas da  humanização destacam-se o respeito às escolhas da mulher sobre o local e o tipo de parto, a  valorização de seu protagonismo, a oferta de informações claras sobre os procedimentos  realizados e a garantia da presença de um acompanhante de livre escolha durante todo o  processo (Sousa et al., 2021).  

O fortalecimento do modelo de parto humanizado foi reforçado, o que representa uma  ação concreta para reduzir as práticas abusivas. Essa mudança de paradigma demanda não  apenas a reorganização dos serviços de saúde, mas também o fortalecimento da formação e atuação da equipe de enfermagem, que ocupa papel central no cuidado obstétrico. A  enfermagem, por sua atuação constante e direta com as parturientes, deve assumir a liderança  na implementação de mudanças na cultura institucional, promovendo ambiente mais seguros, inclusivos e respeitosos. Isso͏͏implica na revisão das rotinas e regulações da instituição  na inclusão de temas relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos nas capacitações  e também no͏͏incentivo͏͏para formação crítica e humanizada desde a graduação͏͏ (Araujo et͏ al., 2024). 

Propõe-se uma abordagem sistematizada para o enfrentamento da violência obstétrica,  com a criação de fluxos de denúncias acessíveis, acolhimento imediato das vítimas,  acompanhamento psicológico e social no pós-parto e responsabilização dos autores das  violências. 

A proposta dos autores também inclui a implementação de campanhas  educativas voltadas tanto para profissionais quanto para as usuárias dos serviços de saúde, a  fim de ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres e sensibilizar a sociedade quanto  as formas sutis e explícitas de violência no contexto obstétrico (Silva͏͏et al.,͏͏2024). 

A redução da violência obstétrica na assistência exige a implementação de estratégias  que promovam uma prática profissional mais humanizada e sensível às necessidades das  mulheres. Entre as principais medidas destacam-se a capacitação contínua dos profissionais de  saúde, com enfoque no respeito à autonomia e aos direitos reprodutivos, além da criação de  espaços de escuta e diálogo que fortaleçam o vínculo entre equipe e parturiente. Os autores  ressaltam a importância de inserir a temática da violência obstétrica nos programas de formação  e residência em enfermagem obstétrica, a fim de preparar profissionais críticos e  comprometidos com a transformação das práticas institucionais. Nesse sentido, políticas  públicas que incentivem o cuidado ético, a comunicação empática e o protagonismo feminino  no parto configuram-se como pilares fundamentais para a promoção de uma assistência segura,  digna e livre de violências (Araujo et al.,2025). 

A tabela 1 exibe 8 perguntas realizadas para avaliar o conhecimento das mulheres sobre  diferentes formas de violência obstétrica. Observou-se que, mesmo aquelas que desconheciam  o termo de violência obstétrica, conseguiram identificar e julgar algumas práticas como formas  de violência. As práticas mais reconhecidas foram a violência verbal ou psicológica (69,6%),  uso do fórceps (64,3%) e episiotomia (58,9%). Já o jejum de comida e água (25%) e o enema  (32,1%) foram menos identificados como violência. Além disso, 60,7% não reconhecem como  violência a realização de toques frequentes e a entrada de estudantes sem consentimento. Esses  dados reforçam a necessidade de ampliar o conhecimento e o debate sobre o tema.

Tabela 1 – Distribuição percentual das mulheres, segundo o conhecimento sobre as formas da  violência obstétrica.

Fonte: Lacerda, Mariano e Passos (2021).

4. DISCUSSÃO  

Para Araujo et al. (2024), o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a  violência obstétrica mostrou-se satisfatório, refletindo avanços significativos na formação  acadêmica e no preparo desses profissionais para lidar com a temática. A ampliação das  discussões sobre humanização do parto e direitos das mulheres durante a graduação e na  educação permanente tem fortalecido a capacidade dos enfermeiros de reconhecer e prevenir  situações de violência obstétrica. Nesse contexto, observa-se uma assistência cada vez mais  pautada na ética, no respeito e na defesa da autonomia feminina. No entanto, para Sousa et al.  (2021) reforça que, embora existam desafios inerentes à prática assistencial, a adoção de  estratégias educativas e reflexivas tem contribuído para consolidar uma consciência crítica e  uma atuação mais segura e humanizada por parte da enfermagem. Assim, o conhecimento  adquirido vem sendo aplicado de maneira efetiva na promoção do cuidado, o que demonstra  avanço significativo na qualidade da assistência prestada. Os autores convergem na ideia de  que a consolidação desse conhecimento, associada à sensibilidade ética e à prática humanizada,  é fundamental para garantir um parto seguro e livre de violências. O enfermeiro, ao reconhecer  a importância de sua atuação e ao adotar uma postura centrada na mulher, torna-se um agente  transformador, capaz de influenciar positivamente o ambiente institucional e contribuir para a  redução das práticas desrespeitosas.

Para Sousa et al. (2021) chamam a atenção para as implicações físicas dessa violência,  como lacerações provocadas por episiotomias realizadas sem consentimento, infecções devido  a procedimentos inadequados e complicações no puerpério, o que amplia ainda mais os danos  físicos e emocionais. Já para Silva et al. (2024), os impactos se estendem para a esfera subjetiva  e social, comprometendo a autoestima da mulher, sua percepção de segurança em ambientes de  cuidado e sua confiança nos profissionais de saúde, além de afetar a forma como ela se  reconhece enquanto mãe e sujeito de direitos, evidenciando a complexidade e a gravidade dessa  prática, que não se encerra na sala de parto, mas reverbera por toda a vida da mulher, exigindo  intervenções urgentes e eficazes no âmbito individual, institucional e social. 

Para Araujo et al. (2024), a atuação do enfermeiro é uma das principais estratégias para  reduzir os impactos da violência obstétrica, uma vez que sua proximidade com a gestante desde  o pré-natal possibilita uma escuta ativa, orientações contínuas e o fortalecimento da autonomia  feminina diante das decisões sobre seu corpo e o processo de parto. Já para, Silva et al. (2024)  destacam que o enfermeiro, ao adotar uma postura humanizada e centrada na mulher,  transforma a assistência em um espaço de acolhimento e respeito, no qual a paciente se torna  protagonista do próprio cuidado. Os autores reforçam que a elaboração do plano de parto,  quando conduzida de forma dialogada entre gestante e equipe, representa um instrumento  efetivo de empoderamento e prevenção da violência, pois estabelece previamente as  preferências e limites da mulher, garantindo que sua vontade seja respeitada durante o trabalho  de parto e o nascimento. Enquanto para, Sousa et al. (2021) afirmam que a educação em saúde,  conduzida pelo enfermeiro desde o pré-natal, é fundamental para promover a conscientização  das gestantes quanto aos seus direitos e práticas seguras, contribuindo não apenas para reduzir  a ocorrência de atos violentos, mas também para fortalecer a relação de confiança entre usuária e equipe multiprofissional. Dessa forma, os três autores convergem ao evidenciar que a  orientação constante, a humanização do cuidado e o plano de parto configuram-se como  estratégias fundamentais da enfermagem para prevenir a violência obstétrica e minimizar seus  impactos físicos e emocionais, consolidando o papel do enfermeiro como agente transformador  na promoção de um parto seguro e respeitoso. 

Para Sousa et al. (2021) evidenciam que a adoção de estratégias educativas e humanizadas  pela equipe de enfermagem tem contribuído de forma significativa para a redução das práticas  associadas à violência obstétrica. Os autores destacam que a implementação de ações como  capacitações periódicas, rodas de conversa e orientações contínuas à gestante durante o pré natal e o parto resultam em mudanças comportamentais na equipe e maior sensibilização quanto  à importância do cuidado respeitoso. Enquanto para Araujo et al. (2024) apontam que, ao promover reflexões críticas sobre as práticas obstétricas e valorizar a autonomia feminina, o  enfermeiro torna-se um agente transformador dentro das instituições de saúde, capaz de  influenciar positivamente a cultura assistencial. Já Silva et al. (2024) complementam que a  promoção do parto humanizado e a valorização do protagonismo da mulher favorecem um  ambiente de confiança, diminuindo situações de desrespeito e promovendo melhorias na  qualidade da assistência prestada. Dessa forma, a literatura indica que o fortalecimento da  atuação educativa e ética da enfermagem, aliado à implementação de estratégias de  humanização, não apenas previne, mas também reduz de maneira efetiva a ocorrência de  violência obstétrica, reafirmando o papel central do enfermeiro na transformação da prática  assistencial. 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O estudo permite compreender que o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre  a violência obstétrica representa um importante avanço para a melhoria da qualidade da  assistência e para a consolidação de práticas humanizadas no cuidado à mulher. As evidências  demonstram que os enfermeiros atuam de forma cada vez mais consciente e preparada diante  da temática, aplicando princípios éticos e de empatia que fortalecem a autonomia e o  protagonismo da parturiente. 

A questão-problema, que busca compreender como o conhecimento dos profissionais de  enfermagem sobre a violência obstétrica pode impactar a qualidade da assistência, é respondida  ao demonstrar que o enfermeiro tem papel central na transformação desse cenário. Sua atuação  fundamentada na escuta ativa, no respeito e na humanização do cuidado contribui de maneira  efetiva para prevenir práticas desrespeitosas, reduzir a incidência de violência obstétrica e  garantir partos mais seguros e acolhedores. Conclui-se que o fortalecimento contínuo da  formação profissional e da educação permanente em enfermagem favorece o desenvolvimento  de uma prática baseada no respeito, na dignidade e na defesa dos direitos das mulheres. O estudo  reforça a importância de consolidar políticas institucionais que apoiem a humanização da  assistência e a valorização do enfermeiro como agente transformador no contexto obstétrico.  

REFERÊNCIAS 

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ARAUJO, Elisabeth, et al. A percepção da enfermagem obstetra acerca da violência obstétrica  no cotidiano da assistência materna. Revista Enfermagem Atual in derme, v. 98, n. 4. p. 1- 13, nov. 2024. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2025/01/1586174/2198pt.pdf. Acessado em: 22 de set.  de 2025. 

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GRUPO ANIMA EDUCAÇÃO. Manual revisão bibliográfica sistemática integrativa: a  pesquisa baseada em evidências. Belo Horizonte – MG: Anima Educação Ead, 2014. 

SILVA, Isadora, et al. O enfermeiro como facilitador do parto humanizado e protetor do  direito das mulheres. REVISA, v. 13, n. 2, p. 1092–1109, 2024. Disponível  em: https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/379. Acesso em: 22 de set. de 2025.  

SOUSA, Maria, et al. Violência obstétrica: fatores desencadeantes e medidas preventivas de  enfermagem. Nursing Edição Brasileira. v. 24, n. 279, p. 1-5, ago. 2021. Disponível  em: https://doi.org/10.36489/nursing.2021v24i279p6015-6024. Acesso em: 22 de set. de  2025. 

SILVA, Thalita, et al. Violência obstétrica: a abordagem da temática na formação de  enfermeiros obstétricos. Acta Paul Enferm. p. 1-8, mar. 2020. Disponível  em: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO01466. Acesso em: 22 de set. de 2025.


1Graduado do Curso de Enfermagem, do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. e-mail: nanasferreira123@gmail.com 

1Graduado do Curso de Enfermagem, do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. e-mail: thays.marques230599@gmail.com 

2Mestre em Enfermagem pelo PPGENF/UNB. Especialista em Docência em Enfermagem. Graduada em  Enfermagem. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. e-mail:  karina.ogliari@uniceplac.edu.br 

3Mestra em Engenharia Biomédica. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior e Gestão em Educação Ambiental. Graduada em Ciências Biológicas e Pedagogia. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. Brasilia, Distrito Federal, Brasil. e-mail:  elisangela.aoyama@uniceplac.edu.br