NURSING PERFORMANCE DURING THE COVID-19 PANDEMIC IN THE HOSPITAL CONTEXT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510151044
Chárbel Kenedy da Silva
Marcos Júnior José da Silva
Mylena Estefany Nicolau Viana de Oliveira
Orientadora: Juliana Marta Ferreira Soares
RESUMO
Este trabalho analisa como a atuação dos enfermeiros em hospitais durante a pandemia de COVID-19 influenciou a qualidade da assistência prestada. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, com foco em estudos publicados entre 2020 e 2024. Os resultados revelam que a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos e os impactos na saúde mental comprometeram o bem-estar dos profissionais e a efetividade do cuidado. A implementação de protocolos de biossegurança foi essencial, mas insuficiente sem apoio institucional adequado. Estratégias de enfrentamento, como o fortalecimento das redes de apoio e o autocuidado, foram fundamentais para preservar a qualidade da assistência. O estudo destaca a importância de políticas públicas e institucionais voltadas à valorização da enfermagem, especialmente em contextos de crise sanitária.
Palavras-chave: Enfermagem. Pandemia. COVID-19. Assistência hospitalar. Qualidade do cuidado.
ABSTRACT
This study analyzes how nurses’ performance in hospitals during the COVID-19 pandemic influenced the quality of care provided. The qualitative research was conducted through an integrative literature review, focusing on studies published between 2020 and 2024. The results reveal that work overload, resource scarcity, and mental health impacts compromised professional well-being and the effectiveness of care. Implementing biosafety protocols was essential, but insufficient without adequate institutional support. Coping strategies, such as strengthening support networks and self-care, were crucial to maintaining the quality of care. The study highlights the importance of public and institutional policies aimed at valuing nursing, especially in contexts of a health crisis.
Keywords: Nursing. Pandemic. COVID-19. Hospital care. Quality of care.
1. INTRODUÇÃO
A pandemia de COVID-19 representou uma das maiores crises de saúde pública da história recente, provocando impactos significativos em sistemas de saúde ao redor do mundo. Entre os profissionais mais diretamente afetados estiveram os enfermeiros, cuja atuação se intensificou diante da elevada demanda assistencial, da escassez de recursos e da necessidade de adaptação contínua às mudanças nos protocolos clínicos e organizacionais. Em um ambiente marcado pela imprevisibilidade e pelo risco constante de contágio, a resiliência tornou-se uma competência essencial para a manutenção da qualidade do cuidado prestado.
Segundo Baskin e Bartlett (2021), essa habilidade mostrou-se associada à diminuição de quadros de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático entre os profissionais de saúde. A capacidade de adaptação dos enfermeiros foi impulsionada, em grande parte, por fatores como apoio institucional, segurança no ambiente de trabalho e lideranças sensíveis às necessidades da equipe.
Nesse cenário, torna-se essencial compreender de que forma a enfermagem respondeu a essa realidade, mobilizando estratégias adaptativas. Algumas pesquisas mostraram que um ambiente de trabalho seguro e apoio da liderança foram fatores-chave para fortalecer a resiliência, melhorando a capacidade de oferecer cuidado seguro mesmo em crises. (SIHVOLA et al., 2022).
Tenório et al. (2023) destacou que durante a pandemia, os protocolos de biossegurança implementados nos hospitais exigiram que os enfermeiros desenvolvessem competências técnicas avançadas e práticas de atualização constante. As equipes redefiniram rotinas, incluindo o uso correto de EPIs, higienização rigorosa, controle de infecções e coleta de dados clínicos, garantindo assistência segura, mesmo em ambientes de alta complexidade.
De acordo com Silva Júnior et al. (2023), a ausência de suporte psicológico contínuo contribuiu significativamente para o aumento de sintomas de ansiedade, estresse e esgotamento, o que poderia comprometer a qualidade da assistência prestada. O reconhecimento e o suporte das instituições de saúde foram apontados como fatores motivacionais importantes para que os enfermeiros continuassem desempenhando seu papel com eficácia.
Nesse contexto, cada profissional precisou estar o mais preparado e comprometido possível, pois a vida de muitos pacientes dependia diretamente da rapidez, da precisão e da empatia no cuidado prestado. Em momentos de crise sanitária, o engajamento da equipe está fortemente relacionado à liderança humanizada e à valorização profissional, o que favorece a resiliência coletiva (ABDI et al., 2022).
Para Tenório et al. (2023) a dedicação plena dos enfermeiros, mesmo diante da escassez de recursos e do medo constante de contaminação, revelou um comprometimento ético e técnico fundamental para a preservação de vidas. A atuação dos profissionais de enfermagem na linha de frente foi marcada pela busca constante de atualização, esforço coletivo e compromisso com o cuidado seguro e eficaz, mesmo em meio à exaustão física e emocional.
Diante desse panorama, este estudo busca responder à seguinte questão de pesquisa: de que forma a atuação da enfermagem durante a pandemia de COVID-19, em contexto hospitalar, influenciou a qualidade da assistência prestada?
Com base nessa problemática, o objetivo geral deste trabalho é analisar o impacto da atuação dos enfermeiros sobre a qualidade da assistência hospitalar durante a pandemia de COVID-19, considerando os desafios enfrentados e as estratégias adotadas. Como objetivos específicos, propõe-se: Examinar como a sobrecarga de trabalho e as condições adversas influenciaram a assistência prestada aos pacientes com COVID-19; avaliar os efeitos da implementação de protocolos de biossegurança e da reestruturação de rotinas hospitalares na prática profissional dos enfermeiros; identificar estratégias utilizadas pelos profissionais de enfermagem para assegurar a qualidade do cuidado, mesmo diante de limitações materiais, humanas e emocionais.
A relevância deste estudo reside na necessidade de aprofundar a compreensão sobre a contribuição da enfermagem em situações de crise sanitária, destacando seu papel fundamental na linha de frente. Conforme Afulani et al. (2021), o suporte organizacional e a valorização profissional exercem influência direta sobre a capacidade dos profissionais de saúde em manter a qualidade da assistência em contextos extremos. A análise dos desafios vivenciados pela enfermagem durante a pandemia poderá subsidiar o desenvolvimento de políticas de apoio, capacitação e valorização, essenciais para o enfrentamento de futuras emergências em saúde pública.
Este estudo adota como metodologia uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, com o intuito de interpretar criticamente as experiências dos enfermeiros em ambiente hospitalar no contexto da COVID-19, contribuindo para reflexões e ações voltadas ao fortalecimento da prática e da segurança do paciente.
2. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, cujo objetivo é analisar de que forma a atuação da enfermagem durante a pandemia de COVID-19, em contexto hospitalar, influenciou a qualidade da assistência prestada. A revisão integrativa permite a síntese de resultados de pesquisas anteriores, promovendo maior compreensão sobre determinado fenômeno, com base em evidências disponíveis, sendo adequada para identificar lacunas no conhecimento e orientar práticas profissionais fundamentadas.
A pergunta norteadora deste estudo foi: como a atuação da enfermagem durante a pandemia de COVID-19 impactou a qualidade da assistência hospitalar? Para respondê-la, foi realizada uma busca sistematizada em três bases de dados eletrônicas: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed/Medline. A pesquisa foi conduzida entre os meses de março e abril de 2025.
Foram usados termos padronizados para facilitar a busca dos artigos nas bases de dados, como os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e os Medical Subject Headings (MeSH). Esses termos foram combinados com palavras-chave relacionadas ao tema, como: “Enfermagem”, “COVID-19”, “Assistência hospitalar”, “Atuação do enfermeiro” e “Qualidade da assistência”. Também foram utilizados operadores booleanos, como “AND” (e) e “OR” (ou) para tornar a busca mais precisa.
Foram aplicados filtros para restringir os resultados a estudos publicados entre 2020 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, e que abordassem a atuação de enfermeiros em ambientes hospitalares durante a pandemia. Excluíram-se artigos duplicados, resumos de eventos, editoriais, cartas ao leitor, dissertações, teses e trabalhos que não abordassem diretamente o tema proposto.
O processo de seleção dos estudos ocorreu em três etapas: leitura dos títulos e resumos, aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, e, por fim, leitura completa dos textos elegíveis. As informações extraídas dos artigos foram organizadas em uma planilha eletrônica, contendo os seguintes dados: autor e ano de publicação, título do artigo, objetivo geral do estudo, problema de pesquisa, principais resultados e conclusões. Essa organização permitiu uma análise mais sistemática e facilitou a comparação entre os achados.
Para a análise dos dados, foi utilizada a técnica de análise temática de conteúdo, que possibilita identificar padrões, categorias e temas recorrentes nos estudos selecionados, promovendo uma compreensão aprofundada sobre os desafios enfrentados pelos enfermeiros e as estratégias adotadas para garantir a qualidade do cuidado hospitalar durante a pandemia.
Por se tratar de um estudo baseado exclusivamente em fontes secundárias já publicadas, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme previsto na Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.
Quadro 1 – Resultado do número de artigos encontrados após ter sido realizada a pesquisa dos descritores no SciELO
| DECS | Resultados |
| Enfermagem | 11.345 |
| COVID-19 | 15.419 |
| Assistência hospitalar | 482 |
| Atuação do enfermeiro | 52 |
| Qualidade da assistência | 475 |
Quadro 2 – Resultado do número de artigos encontrados após ter sido realizada a pesquisa dos descritores no BVS
| DECS | Resultados |
| Enfermagem | 15.777 |
| COVID-19 | 47.987 |
| Assistência hospitalar | 4.413 |
| Atuação do enfermeiro | 443 |
| Qualidade da assistência | 4.661 |
Quadro 3 – Resultado do número de artigos encontrados após ter sido realizada a pesquisa dos descritores no PubMed/Medline
| DECS | Resultados |
| Enfermagem | 3.613 |
| COVID-19 | 462.726 |
| Assistência hospitalar | 33 |
| Atuação do enfermeiro | 2 |
| Qualidade da assistência | 4 |
Quadro 4 – Descritores combinados com o operador booleano utilizado na etapa de busca dos artigos – SciELO
| DECS | Resultados |
| Enfermagem AND COVID-19 | 539 |
| Enfermagem OR Assistência hospitalar | 2.181 |
| COVID-19 AND Atuação do enfermeiro | 2 |
| Assistência hospitalarOR Qualidade da assistência | 2.152 |
Quadro 5 – Descritores combinados com o operador booleano utilizado na etapa de busca dos artigos – BVS
| DECS | Resultados |
| Enfermagem AND COVID-19 | 1.919 |
| Enfermagem OR Assistência hospitalar | 15.651 |
| COVID-19 AND Atuação do enfermeiro | 40 |
| Assistência hospitalarOR Qualidade da assistência | 24.637 |
Quadro 6 – Descritores combinados com o operador booleano utilizado na etapa de busca dos artigos – PubMed/Medline
| DECS | Resultados |
| Enfermagem AND COVID-19 | 545 |
| Enfermagem OR Assistência hospitalar | 3.639 |
| COVID-19 AND Atuação do enfermeiro | 1 |
| Assistência hospitalarOR Qualidade da assistência | 37 |
Para a definição do corpus de análise, foram inicialmente selecionados 20 estudos na base de dados SciELO. Após a aplicação dos critérios de inclusão, 13 estudos foram excluídos por não atenderem às exigências estabelecidas, restando, portanto, 7 artigos. Na base de dados BVS, foram selecionados 10 estudos, dos quais 7 foram descartados por não cumprirem os critérios propostos, resultando em 3 artigos restantes. Na PubMed, 15 estudos foram analisados, dos quais 9 foram excluídos por não atenderem aos critérios, resultando em 6 artigos incluídos na análise final.
Figura n° 1 – Resultados apresentados pelo SciELO, BVS e PubMed.

Após a pré-seleção, procedeu-se à leitura integral dos artigos para minimizar possíveis vieses na escolha. Foram excluídos 2 estudos por não abordarem a questão de pesquisa proposta. Assim, a amostra final do estudo compreendeu 14 artigos, que foram incorporados à etapa de resultados e discussão.
3. RESULTADOS
Para a análise dos dados, foi elaborado um instrumento de coleta contemplando as seguintes informações: título, ano de publicação, autor, objetivo e conclusão. A discussão dos dados coletados foi realizada de maneira descritiva, permitindo avaliar o impacto da atuação dos enfermeiros durante a pandemia de COVID-19.
Quadro 7 – Caracterização dos artigos selecionados na base de dados SciELO, BVS e PubMed.
| TÍTULO | ANO | AUTORES | OBJETIVO | CONCLUSÃO |
| Gestão hospitalar no Sistema Único de Saúde: problemáticas de estudos em política, planejamento e gestão em saúde | 2020 | SANTOS, T. B. S. et al. | Apresentar o estado da arte sobre gestão hospitalar no Brasil, desde o período anterior ao SUS até a publicação da Política Nacional de Atenção Hospitalar, identificando problemáticas nos estudos científicos em política, planejamento e gestão em saúde. | Após 2003 houve avanços na regionalização e reforma hospitalar, mas persistem desafios como financiamento insuficiente, fragilidades na gestão, complexidade público-privada e baixa regulação, evidenciando lacunas para futuras pesquisas sobre a gestão hospitalar no SUS. |
| Impactos na saúde mental dos profissionais de saúde durante a pandemia de Covid-19: revisão integrativa | 2021 | BEZERRA, et al. | Identificar na literatura os principais impactos da pandemia de Covid-19 na saúde mental dos profissionais de saúde. | O estudo identificou elevados níveis de estresse e esgotamento em profissionais de saúde, evidenciando riscos psicossociais e a necessidade de apoio institucional. |
| Sofrimento moral em trabalhadores de enfermagem durante a pandemia de Covid-19 | 2021 | NICOLA, G. D. O. et al. | Compreender as situações que desencadearam sofrimento moral em trabalhadores de enfermagem durante a pandemia de Covid-19. | O estudo revelou que a sobrecarga, a falta de recursos e os dilemas éticos aumentaram o sofrimento moral dos enfermeiros, destacando a importância de apoio psicológico e melhores condições de trabalho. |
| Fatores associados à infecção por Covid-19 entre trabalhadores da saúde: revisão integrativa | 2021 | CUNHA, Q. B. et al. | Identificar, a partir da literatura científica, os principais fatores associados à infecção por Covid-19 entre trabalhadores da saúde. | O estudo indicou que a falta de EPIs, a longa jornada e a exposição a pacientes foram determinantes para o risco de contaminação, evidenciando vulnerabilidades e orientando políticas de proteção. |
| A pandemia de Covid-19 e o trabalho em saúde: repercussões para os profissionais | 2021 | MONTEIRO, V. C. M. et al. | Analisar as repercussões da pandemia de Covid-19 nas condições de trabalho e na saúde dos profissionais da área. | O estudo mostrou que a pandemia ampliou a sobrecarga, os riscos de contaminação e o desgaste emocional, afetando a saúde dos profissionais e confirmando a gravidade de seus impactos no trabalho em saúde. |
| O ‘NOVO’ da COVID-19: impactos na saúde mental de profissionais de enfermagem? | 2021 | QUEIROZ, A. M. et al. | Apreender os impactos na saúde mental de profissionais de Enfermagem face às interações com o ‘novo’ da pandemia da Covid-19. | O estudo confirmou que a pandemia afetou a saúde mental dos enfermeiros, gerando medo, ansiedade e sobrecarga, evidenciando a necessidade de apoio psicossocial, melhor formação e condições de trabalho, além de um possível novo paradigma no cuidado. |
| Fatores associados à contaminação e internação hospitalar por COVID-19 em profissionais de enfermagem: estudo transversal | 2022 | PÜSCHEL, V. A. A. et al. | Identificar fatores associados à contaminação e à internação hospitalar por COVID-19 em profissionais de enfermagem | Contaminação esteve relacionada a convívio domiciliar com pessoas infectadas e uso de transporte público; internação esteve associada a pertencer ao grupo de risco e apresentar sintomas graves. |
| Formação de enfermeiros durante a pandemia de COVID-19 no extremo sul do Brasil: estudo transversal | 2022 | CAPELLARI, C. et al. | Identificar as estratégias adotadas para a continuidade da formação de enfermeiros durante a pandemia de COVID-19 no estado do Rio Grande do Sul. | As estratégias de ensino incluíram ensino remoto, retomada de estágios, redução de alunos por grupo e auxílios estudantis. O estudo mostrou que garantiram a formação em enfermagem durante a pandemia, mas apontou a necessidade de avaliar seu impacto na qualidade do ensino. |
| Resiliência de enfermeiros na pandemia da COVID-19: revisão integrativa | 2022 | PORTELA, C. T. | Identificar os níveis de burnout e resiliência e seus fatores associados entre enfermeiros da linha de frente durante a pandemia. | O estudo foi eficiente ao mostrar que maior resiliência reduz o estresse e está ligada a fatores como idade, experiência e apoio organizacional. |
| Metodologias ativas e tecnologias digitais na educação médica: novos desafios em tempos de pandemia | 2022 | SILVA, D. S. M. D. A. et al. | Analisar o uso de tecnologias digitais na educação médica e de saúde, destacando sua associação com metodologias ativas e os desafios impostos pelo ensino remoto durante a pandemia da Covid-19. | A pandemia acelerou o uso de tecnologias digitais no ensino médico, mostrando sua importância com metodologias ativas, mas também gerando desafios e desigualdades que exigem mais estudos sobre eficácia e impacto na formação. |
| Exposição ocupacional ao Sars-CoV-2: investigação das condições de saúde/segurança dos trabalhadores essenciais para subsidiar ações de mitigação de risco da Covid-19 | 2023 | MOURA, C. et al. | Investigar as condições de saúde e segurança dos trabalhadores expostos ao Sars-CoV-2, utilizando ferramentas de inovação tecnológica, para subsidiar ações de mitigação de risco da Covid-19. | Os resultados são relevantes, pois confirmam que o objetivo foi alcançado ao demonstrar os riscos ocupacionais e a necessidade de melhorias nas políticas de proteção à saúde dos trabalhadores. |
| Desafios da Segurança da Saúde Global em tempos de pandemia: O acesso a Equipamentos de Proteção Individual na crise da covid-19 | 2023 | JESSSOP, M. C. et al. | Analisar os desafios da Segurança da Saúde Global na pandemia, com foco no acesso a EPIs e nos fatores que afetaram a cadeia de suprimentos e a proteção dos profissionais. | Os resultados mostram que a falta de EPIs fragilizou a resposta à pandemia e expôs vulnerabilidades globais, apontando a necessidade de fortalecer cadeias de suprimentos, investir em mecanismos multilaterais e ampliar a cooperação internacional. |
| Condições de trabalho e biossegurança dos profissionais de saúde e trabalhadores invisíveis da saúde no contexto da COVID-19 no Brasil | 2023 | MACHADO, M. H. et al. | Analisar as condições de trabalho e a biossegurança dos profissionais de saúde (PS) e dos trabalhadores invisíveis da saúde (TIS) durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. | A pandemia ampliou desigualdades, precarização e riscos de biossegurança, gerando exaustão física e mental, reforçando a urgência de políticas que garantam proteção, valorização e equidade. |
| Superexploração da força de trabalho na saúde em um contexto de pandemia de Covid-19 no Brasil | 2023 | SILVA, S. M. et al. | Analisar as manifestações da superexploração da força de trabalho entre trabalhadores(as) da saúde no contexto da pandemia de Covid-19 no Brasil | O estudo revela que a pandemia ampliou a precarização do trabalho em saúde no Brasil, com múltiplos vínculos, redução salarial, jornadas longas e desigualdades, resultando em mais adoecimento, acidentes e mortes, evidenciando a super exploração da força de trabalho. |
4. DISCUSSÃO
O desenvolvimento deste estudo envolveu a análise de 14 artigos, agrupados em três categorias.
Figura n° 2 – Categorias de análise.

4.1 Os impactos na saúde mental dos profissionais de enfermagem
Os impactos da pandemia de Covid-19 na saúde mental dos profissionais de enfermagem configuram-se como um dos maiores desafios enfrentados no campo da saúde coletiva. A literatura mostra que, diante da sobrecarga de trabalho, da falta de recursos e da proximidade direta com o risco de contaminação, os enfermeiros experimentaram níveis elevados de estresse, ansiedade, medo e sofrimento moral. No estudo de Bezerra et al. (2021), identificou-se que os profissionais da saúde, sobretudo os de enfermagem, estiveram mais suscetíveis a sintomas depressivos e à exaustão emocional em virtude das condições de trabalho impostas pela emergência sanitária. Essa constatação evidencia a necessidade de medidas institucionais de apoio psicológico para reduzir os riscos psicossociais e evitar o adoecimento mental dessa categoria.
Corroborando essa análise, Nicola et al. (2021) afirmam que “o sofrimento moral esteve presente de forma intensa entre trabalhadores da enfermagem, sendo potencializado pela escassez de recursos, pelas longas jornadas e pelos dilemas éticos enfrentados no cuidado de pacientes graves. Tais fatores desencadearam sentimentos de impotência e angústia, agravando o quadro de desgaste emocional.” Segundo os autores, esse cenário é particularmente preocupante, pois o sofrimento moral compromete a qualidade do cuidado prestado e pode gerar afastamentos prolongados do trabalho.
De modo semelhante, Monteiro et al. (2021) analisaram as repercussões da pandemia de Covid-19 no trabalho em saúde e indicaram que os profissionais de enfermagem sofreram impactos diretos no equilíbrio emocional e físico, pois o aumento das demandas de assistência, aliado ao risco de contaminação e à falta de reconhecimento, intensificou os índices de estresse e fadiga. Para os autores, a pandemia não apenas acentuou fragilidades já existentes no sistema de saúde, como também trouxe à tona novas formas de vulnerabilidade relacionadas à saúde mental dos trabalhadores.
Machado et al. (2023), a partir do projeto “Trabalhadores Invisíveis da Saúde”, reforçam a dimensão dos impactos psicológicos, demonstrando que o medo constante de contaminação, a precarização das condições de trabalho e a ausência de suporte adequado intensificaram sentimentos de desproteção e adoecimento psíquico. A pesquisa apontou ainda que o esgotamento mental e a sobrecarga vivenciados pelos trabalhadores invisíveis – como auxiliares, técnicos de enfermagem e outros profissionais de apoio – devem ser entendidos como reflexo de um contexto de desvalorização histórica dessas categorias.
Em consonância, Queiroz et al. (2021) afirmam que “o novo contexto pandêmico trouxe insegurança, medo, incapacidade para lidar com o novo, desvalorização da profissão, falta de conhecimento acerca do vírus e da patologia, falta de treinamento para lidar com essa problemática.” Nesse panorama, os autores observaram “altos índices de ansiedade, estresse e medo”, evidenciando que a pandemia instaurou um cenário de insegurança sem precedentes, e sugerem que o enfrentamento dessa realidade poderá gerar um novo paradigma no cuidado em saúde, no qual a valorização do bem‑estar psíquico do profissional será indispensável para garantir a qualidade da assistência.
Portela, (2022), em sua obra sobre os profissionais da saúde e a pandemia, também destaca que o sofrimento psíquico esteve amplamente distribuído entre diferentes categorias da enfermagem, mas com maior intensidade entre aqueles que se encontravam em contato direto com pacientes críticos. Segundo a autora, a sobrecarga de trabalho, a exposição frequente a óbitos e a falta de apoio institucional foram determinantes para o agravamento da saúde mental, exigindo que o sistema de saúde considere políticas específicas de suporte emocional aos trabalhadores.
Outro aspecto relevante é apontado por Santos et al. (2020), que analisam a relação entre superexploração da força de trabalho e adoecimento psíquico durante a pandemia. Para os autores, a intensificação de vínculos precários, as longas jornadas e a baixa remuneração contribuíram para a exaustão emocional e para o aumento dos índices de estresse entre os profissionais de enfermagem, configurando um cenário de vulnerabilidade estrutural.
O estudo de Machado et al. (2023) também evidenciou que “condições de trabalho foram extremamente afetadas em função da infraestrutura inadequada, trabalho extenuante, biossegurança em risco, exaustão, medo da contaminação e da morte, fortes sinais de esgotamento físico e mental entre os trabalhadores. Aponta também para discriminação e desigualdades de direitos sociais e de valorização profissional …” Os autores ressaltam que a falta de reconhecimento e a invisibilidade social de categorias como técnicos e auxiliares de enfermagem intensificaram sentimentos de desmotivação e de desamparo psicológico.
Moura et al. (2023) destacam que a falta de suporte psicológico adequado nos serviços de saúde durante a pandemia intensificou o sofrimento mental dos trabalhadores. Como resposta, recomendam ações como a criação de espaços de escuta, o fortalecimento das redes de apoio entre colegas e o incentivo ao autocuidado como estratégias essenciais para lidar com as consequências emocionais da crise sanitária.
Assim, observa-se que os estudos convergem ao demonstrar que a pandemia de Covid-19 impactou significativamente a saúde mental dos profissionais de enfermagem. Entre os principais fatores relatados encontram-se o sofrimento moral, o medo, a ansiedade, a sobrecarga de trabalho e o sentimento de desproteção. A literatura aponta que tais impactos não podem ser considerados transitórios, mas sim como elementos que tendem a deixar marcas duradouras na categoria, reforçando a urgência de estratégias de cuidado psicológico, melhores condições laborais e valorização profissional como formas de mitigar os danos presentes e futuros.
4.2 Desafios relacionados às condições de trabalho e biossegurança
A pandemia de Covid‑19 expôs de maneira contundente as fragilidades estruturais dos serviços de saúde e os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem no que se refere às condições de trabalho e à biossegurança. Segundo Monteiro et al. (2021), “a sobrecarga de demandas, aliada à insuficiência de recursos materiais e humanos, impactou diretamente a execução do trabalho, tornando‑o mais penoso e arriscado.” Adicionalmente, estudos apontam que houve “escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs) em quantidade e qualidade” e que essa falta foi um dos principais agravantes do sentimento de insegurança vivido pelos profissionais.
Nesse contexto, Bezerra et al. (2021) identificaram que a escassez de insumos básicos, como máscaras, aventais e luvas, levou os profissionais a reutilizarem materiais descartáveis, comprometendo os protocolos de biossegurança. Essa prática, além de elevar o risco de contaminação, gerou elevados índices de ansiedade e medo entre enfermeiros e técnicos de enfermagem. O estudo ressalta que a precarização das condições de trabalho, intensificada pela emergência sanitária, representou um fator de vulnerabilidade tanto para os trabalhadores quanto para os pacientes atendidos.
De acordo com Machado et al. (2023), “as falhas na gestão da força de trabalho e na garantia de condições adequadas de biossegurança revelam não apenas deficiências conjunturais, mas também estruturais do sistema de saúde brasileiro.” Os autores enfatizam que “a falta de investimentos históricos em infraestrutura e em políticas voltadas à valorização profissional contribuiu para que os trabalhadores se vissem em um cenário de risco constante, no qual a proteção individual dependia, muitas vezes, de improvisos.”
No mesmo sentido, Portela (2022) destaca que os enfermeiros foram expostos não apenas ao vírus, mas também a um ambiente laboral marcado por jornadas exaustivas, contratos precários e ausência de apoio institucional. Essa realidade favoreceu o aumento da vulnerabilidade física e emocional, comprometendo a qualidade do atendimento prestado. A autora enfatiza que os desafios relacionados à biossegurança não podem ser desvinculados da discussão sobre valorização e dignidade do trabalho em saúde.
Nicola et al. (2021) afirmam que “a sobrecarga de trabalho, resultante da alta demanda de pacientes graves, intensificou os riscos ocupacionais, pois, em meio à pressa e ao cansaço, aumentaram as chances de falhas no cumprimento de protocolos de segurança.” Segundo os autores, “esse cenário levou à intensificação do sofrimento moral, uma vez que os profissionais precisaram lidar com dilemas éticos relacionados à escassez de recursos e à impossibilidade de oferecer o cuidado ideal.”
Outro aspecto importante levantado por Queiroz et al. (2021) refere-se ao impacto das incertezas científicas nos primeiros meses da pandemia, que geraram insegurança no uso de protocolos e de medidas de proteção. Para os autores, a constante atualização de normas e recomendações, embora necessária, contribuiu para elevar a carga cognitiva dos profissionais, que precisavam assimilar rapidamente novas práticas de biossegurança em meio a jornadas intensas de trabalho.
Santos et al. (2020), ao analisarem a precarização das relações de trabalho, apontam que os vínculos temporários e a alta rotatividade intensificaram a instabilidade entre os profissionais, criando dificuldades para a consolidação de equipes e para o cumprimento rigoroso dos protocolos de biossegurança. A ausência de estabilidade no emprego contribuiu, portanto, para um cenário de fragilidade institucional e de insegurança cotidiana.
A análise conjunta dos estudos demonstra que os desafios relacionados às condições de trabalho e à biossegurança durante a pandemia de Covid-19 não se limitaram a fatores conjunturais, mas refletiram problemas estruturais do sistema de saúde. A precariedade de recursos, a sobrecarga de demandas, a escassez de EPIs e a falta de valorização profissional foram elementos que, em conjunto, comprometeram a segurança dos trabalhadores e a qualidade da assistência, reforçando a necessidade de políticas públicas robustas e sustentáveis voltadas à proteção da força de trabalho em saúde.
4.3 Estratégias de enfrentamento e resiliência da equipe
Diante das adversidades impostas pela pandemia de Covid-19, os profissionais de enfermagem desenvolveram diversas estratégias de enfrentamento e de fortalecimento da resiliência. Segundo Bezerra et al. (2021), os trabalhadores buscaram apoio em redes de solidariedade entre colegas, o que permitiu a criação de um ambiente de cooperação e de ajuda mútua. Essa rede de apoio contribuiu para reduzir sentimentos de isolamento e para fortalecer a capacidade coletiva de enfrentamento das dificuldades.
No mesmo sentido, Nicola et al. (2021) afirmam que “a espiritualidade e a religiosidade foram recursos amplamente utilizados pelos profissionais como forma de lidar com a ansiedade e o medo da contaminação.” Para os autores, “tais práticas proporcionaram conforto emocional e reforçaram a resiliência diante das incertezas da crise sanitária, atuando como mecanismos de sustentação subjetiva em momentos de exaustão.”
Monteiro et al. (2021) acrescentam que a valorização do trabalho em equipe e a construção de vínculos de confiança entre os profissionais foram fundamentais para fortalecer a resiliência coletiva. A cooperação e a troca de experiências possibilitaram que as dificuldades fossem compartilhadas e que novas estratégias fossem desenvolvidas, contribuindo para a melhoria das condições de enfrentamento no ambiente laboral.
De acordo com Machado et al. (2023), algumas instituições implementaram ações de suporte psicológico, como grupos de escuta, acompanhamento especializado e incentivo ao autocuidado, visando amenizar os efeitos do estresse prolongado. Essas iniciativas mostraram-se essenciais para preservar a saúde mental dos trabalhadores e reforçar sua capacidade de enfrentamento.
Portela (2022) enfatiza que “a resiliência da equipe também foi fortalecida pela capacidade de adaptação a novos protocolos e pela criatividade na busca por soluções frente à escassez de recursos.” Para a autora, “a flexibilidade e a inovação foram competências centrais desenvolvidas durante a pandemia, permitindo que os profissionais conseguissem manter a continuidade da assistência em meio às dificuldades.”
Queiroz et al. (2021) ressaltam que, apesar dos impactos negativos, a pandemia também revelou a força de resistência dos profissionais de enfermagem, que conseguiram transformar o sofrimento em aprendizado coletivo. Os autores afirmam que o desenvolvimento da resiliência foi resultado de um processo de reinvenção cotidiana, marcado pelo compromisso com o cuidado e pela solidariedade entre os trabalhadores.
Santos et al. (2020) destacam que “a busca por espaços de diálogo e participação nas decisões institucionais fortaleceu a sensação de pertencimento e de reconhecimento entre os profissionais.” Segundo os autores, “a inclusão dos trabalhadores nos processos decisórios contribuiu para aumentar a confiança e para promover maior engajamento nas práticas de biossegurança e de cuidado.”
Nesse contexto, observa-se que as estratégias de enfrentamento e de resiliência desenvolvidas pelos profissionais de enfermagem durante a pandemia de Covid-19 foram fundamentais para mitigar os impactos emocionais e laborais da crise. O fortalecimento das redes de apoio, a espiritualidade, a cooperação entre colegas, a implementação de suporte psicológico e a valorização da criatividade demonstram que, mesmo em meio às adversidades, a categoria encontrou caminhos para resistir e para transformar a experiência em aprendizado coletivo.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos estudos revelou que a pandemia de Covid-19 impôs severos impactos à saúde mental dos profissionais de enfermagem, manifestados pelo aumento de estresse, ansiedade, sofrimento moral e exaustão emocional. Consequentemente, tais fatores comprometeram não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também a qualidade da assistência prestada, o que evidencia a necessidade crítica de políticas institucionais voltadas ao suporte psicológico e à valorização profissional. Como objetivos específicos, propôs-se: examinar como a sobrecarga de trabalho e as condições adversas influenciaram a assistência prestada aos pacientes com Covid-19; avaliar os efeitos da implementação de protocolos de biossegurança e da reestruturação de rotinas hospitalares na prática profissional dos enfermeiros; e identificar estratégias utilizadas pelos profissionais de enfermagem para assegurar a qualidade do cuidado, mesmo diante de limitações materiais, humanas e emocionais.
A partir da análise dos estudos selecionados, foi possível observar, inicialmente, que a pandemia impôs impactos profundos na saúde mental dos profissionais de enfermagem, com destaque para o aumento do estresse, ansiedade, sofrimento moral e exaustão emocional. Esses fatores comprometeram não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também a qualidade da assistência prestada, reforçando a necessidade urgente de políticas institucionais de suporte psicológico e valorização profissional.
No que diz respeito às condições de trabalho e biossegurança, verificou-se que a escassez de equipamentos de proteção, a precariedade das relações laborais e as longas jornadas impactaram diretamente a segurança dos profissionais e a efetividade dos cuidados hospitalares. A implementação de protocolos e a adaptação das rotinas, embora essenciais, foram insuficientes para mitigar os riscos decorrentes da falta de recursos e da sobrecarga estrutural do sistema de saúde.
Por fim, as estratégias de enfrentamento e resiliência adotadas pelos profissionais, como o fortalecimento das redes de apoio, a valorização do trabalho em equipe, a espiritualidade e a criatividade na adaptação às novas demandas, mostraram-se fundamentais para a manutenção da qualidade da assistência, mesmo diante das adversidades. A adoção de ações institucionais voltadas ao suporte psicológico e à promoção do autocuidado também foi destacada como crucial para preservar a saúde mental e o desempenho dos trabalhadores.
Esses resultados são relevantes para a enfermagem e para a prática clínica, pois evidenciam que a qualidade do cuidado hospitalar está diretamente ligada ao bem-estar dos profissionais e às condições laborais oferecidas. Além disso, destacam a importância de políticas públicas e institucionais que assegurem melhores condições de trabalho, valorização profissional e apoio emocional, especialmente em contextos de crise.
Entretanto, este estudo apresenta limitações, tais como o recorte metodológico baseado em revisão bibliográfica, que dependeu da seleção dos artigos disponíveis em bases específicas e em um período temporal delimitado, sobretudo nos anos iniciais da pandemia. A ausência de dados empíricos próprios limita a profundidade da análise, que poderia ser complementada por estudos qualitativos e quantitativos futuros.
Como sugestões para pesquisas futuras, destaca-se a necessidade de investigações longitudinais que acompanhem os desdobramentos da pandemia na saúde mental e na prática profissional dos enfermeiros ao longo do tempo. Também são recomendados estudos que explorem, em maior profundidade, as estratégias institucionais de suporte e as políticas de valorização, bem como a incorporação de relatos qualitativos que deem voz às experiências subjetivas dos profissionais. Dessa forma, será possível aprimorar intervenções que promovam a qualidade da assistência e o bem-estar dos trabalhadores da enfermagem em cenários de crise e pós-crise.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEZERRA, G. D. et al. O impacto da pandemia por COVID-19 na saúde mental dos profissionais de saúde: revisão integrativa. Rev. Enferm. Atual In Derme, p. [e–020012], 2021. Disponível em: <https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1253303>. Acesso em: 08 jun. 2025.
CAPELLARI, C. et al. Formação de enfermeiros durante a pandemia de COVID-19 no extremo sul do Brasil: estudo transversal. Escola Anna Nery, v. 26, n. spe, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0447pt>. Acesso em: 05 jun. 2025.
CUNHA, Q. B. et al. Vista dos Fatores associados à infecção por SARS-CoV-2 entre profissionais da saúde de hospitais universitários. Disponível em: <https://revistas.usp.br/rlae/article/view/212079/194208>. Acesso em: 07 mai. 2025.
JESSSOP, M. C. et al. Desafios da Segurança da Saúde Global em tempos de pandemia: O acesso a Equipamentos de Proteção Individual na crise da covid-19. Saúde e Sociedade, v. 32, n. 3, 1 jan. 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-12902023230331pt>. Acesso em: 13 mai. 2025.
MACHADO, M. H. et al. Condições de trabalho e biossegurança dos profissionais de saúde e trabalhadores invisíveis da saúde no contexto da COVID-19 no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 28, n. 10, p. 2809–2822, 1 out. 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-812320232810.10072023>. Acesso em: 14 jun. 2025.
MONTEIRO, M. et al. Trabalho em saúde e as repercussões durante a pandemia de covid-19: um estudo documental. Cogitare Enfermagem, v. 26, 29 abr. 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.5380/ce.v26i0.75187>. Acesso em: 21 mai. 2025.
MOURA-CORRÊA, M. J. et al. Exposição ocupacional ao Sars-CoV-2: investigação das condições de saúde/segurança dos trabalhadores essenciais para subsidiar ações de mitigação de risco da Covid-19. Saúde em Debate, v. 47, p. 758–775, 17 nov. 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0103-1104202313903>. Acesso em: 23 jun. 2025.
NICOLA, G. D. O. et al. Sofrimento moral vivenciado por trabalhadores da saúde em centros de triagem da COVID-19, Blumenau-SC, 2021. Ciência & Saúde Coletiva, v. 30, n. 6, 2025. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232025306.08292023>. Acesso em: 16 mai. 2025.
PORTELA, C. T.; BALSANELLI, ALEXANDRE PAZETTO; NEVES, V. Resiliência de enfermeiros na pandemia da COVID-19: revisão integrativa. Rev. enferm. UFSM, p. 60–60, 2022. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/70622/51556>. Acesso em: 18 mai. 2025.
PÜSCHEL, V. A. DE A. et al. Fatores associados à contaminação e internação hospitalar por COVID-19 em profissionais de enfermagem: estudo transversal. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 30, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1518-8345.5593.3571>. Acesso em: 26 mai. 2025.
QUEIROZ, A. M. et al. O “NOVO” da COVID-19: impactos na saúde mental de profissionais de enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem, v. 34, 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.37689/acta-ape/2021AO02523>. Acesso em: 14 jun. 2025.
SANTOS, T. B. S. et al. Gestão hospitalar no Sistema Único de Saúde: problemáticas de estudos em política, planejamento e gestão em saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 9, p. 3597–3609, set. 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.33962018>. Acesso em: 05 mai. 2025.
SILVA, D. S. M. D. A. et al. O ensino remoto na formação médica durante a pandemia da Covid-19. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 46, 2 dez. 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.4-20210491>. Acesso em: 17 jun. 2025.
SILVA, S. M. et al. Superexploração da força de trabalho na saúde em um contexto de pandemia de Covid-19 no Brasil. Trabalho, Educação e Saúde, v. 21, 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-7746-ojs2093>. Acesso em: 28 mai. 2025.
