ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES EM PÓS-TRATAMENTO DE CÂNCER DE MAMA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510051120


Autores: Ana Clara Souza de Brito;
Arce Andrei Costa da Silva
Orientador: Prof. Dr. Porthos Da Costa Castelo Branco
Coorientador: Profa Esp. Paula Adriana dos Santos de Fontes


RESUMO

A alta incidência do câncer de mama e as sequelas físicas e emocionais decorrentes de seu tratamento reforçam a necessidade de estratégias de reabilitação integral. Este estudo analisou os efeitos da atividade física (AF) sobre a qualidade de vida, nas dimensões física e emocional, de mulheres em fase de pós-tratamento de câncer de mama. Adotou-se a metodologia de revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e análise narrativa, com a seleção de 16 artigos de alta relevância publicados entre os anos de 2020 e 2025, a partir de bases de dados como SciELO e PUBMED. A análise demonstrou que a inclusão do exercício físico evidenciando benefícios físicos reportados mensuráveis, como a restauração da funcionalidade, a recuperação de força e a redução de limitações como a fadiga oncológica. Quanto aos impactos emocionais, a prática regular se mostra um potente recurso para a diminuição da ansiedade e da depressão, e para o fortalecimento do bem-estar psicológico e social. Conclui-se que as evidências fornecem base sólida para recomendar a AF supervisionada como um recurso essencial no cuidado completo e duradouro das sobreviventes, embora se aponte a necessidade de investimento em políticas públicas para ampliar o acesso a programas estruturados.

PALAVRAS-CHAVE: “Atividade física; Qualidade de vida; Exercício físico; Câncer de mama; Aspectos Emocionais e psicológicos.”

ABSTRACT

The high incidence of breast cancer and the physical and emotional consequences of its treatment reinforce the need for comprehensive rehabilitation strategies. This study analyzed the effects of physical activity (PA) on the physical and emotional quality of life of women post-breast cancer treatment. A literature review methodology was adopted, with a qualitative approach and narrative analysis, selecting 16 highly relevant articles published between 2020 and 2025 from databases such as SciELO and PUBMED. The analysis demonstrated that the inclusion of physical exercise is a safe and effective strategy, promoting measurable physical benefits, such as the restoration of functionality, strength recovery, and the reduction of limitations such as cancer fatigue. Regarding the emotional impact, regular exercise has proven to be a powerful resource for reducing anxiety and depression and strengthening psychological and social well-being. It is concluded that the evidence provides a solid basis for recommending supervised PA as an essential resource in the complete and lasting care of survivors, although it highlights the need for investment in public policies to expand access to structured programs.

Keywords: Physical activity; Quality of life; Physical exercise; Breast câncer; Emotional and psychological aspects.

1. INTRODUÇÃO

O câncer de mama constitui a neoplasia de maior incidência entre mulheres e figura como uma das principais causas de mortalidade feminina, tanto no Brasil quanto no cenário mundial. Trata-se de uma patologia resultante da proliferação desordenada de células mamárias anormais, com potencial de disseminação para outros órgãos. A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025) registrou, em 2022, cerca de 2,3 milhões de novos casos e aproximadamente 670 mil óbitos, correspondendo a 24,5% de todos os diagnósticos de neoplasias em mulheres. Estimativas recentes indicam que esses números podem alcançar 3,3 milhões de diagnósticos anuais e mais de 1,1 milhão de mortes nos próximos anos, revelando a magnitude do problema de saúde pública. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2023) destaca o câncer de mama como a principal causa de morte oncológica feminina, com índices crescentes em todas as regiões, atingindo taxas mais elevadas no Sudeste e no Sul do país.

Embora os avanços no diagnóstico precoce e nos tratamentos tenham elevado a taxa de sobrevida, muitas mulheres convivem com sequelas físicas e emocionais que comprometem a qualidade de vida. Entre as consequências mais frequentes estão fadiga, dores persistentes, limitações funcionais, alterações da imagem corporal e distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão (Pospiecha et al., 2024). Tais impactos reforçam a necessidade de estratégias de reabilitação que ultrapassem a dimensão biomédica, alcançando aspectos emocionais, sociais e psicológicos do processo de recuperação.

Nesse contexto, a prática regular de atividade física tem sido apontada pela literatura científica como uma intervenção não farmacológica eficaz para o enfrentamento das sequelas do câncer de mama. Estudos demonstram benefícios do exercício físico aeróbico, de força e de flexibilidade, tanto na funcionalidade quanto no equilíbrio psicológico, favorecendo autoestima, bem-estar, reintegração social e autonomia das mulheres em pós-tratamento (Campos et al., 2022; Oliveira, 2021). Tais evidências indicam que a atividade física contribui não apenas para a reabilitação física, mas também para o fortalecimento da saúde mental e da qualidade de vida global.

Diante desse panorama, emerge a questão norteadora deste estudo: quais evidências científicas demonstram a contribuição da prática de atividade física para a qualidade de vida, nos aspectos físicos e emocionais, de mulheres que concluíram o tratamento do câncer de mama? A resposta a essa problemática é relevante, uma vez que a população de sobreviventes de câncer enfrenta desafios associados ao risco de recidiva, ao surgimento de comorbidades crônicas e aos efeitos adversos persistentes.

A pertinência acadêmica da presente investigação reside na ampliação do diálogo entre a Educação Física e a oncologia, evidenciando o papel do exercício físico como estratégia complementar na reabilitação e na promoção de saúde. No âmbito social, o estudo colabora para que mulheres sobreviventes tenham acesso a informações que valorizam a prática de atividades físicas como parte de um cuidado integral e humanizado. Justifica-se, portanto, a realização desta revisão de literatura pela necessidade de sistematizar e analisar criticamente os conhecimentos já produzidos, oferecendo uma visão integrada dos benefícios do exercício físico nesse grupo populacional.

Assim, o objetivo geral do trabalho é analisar, a partir de estudos já publicados, os efeitos da atividade física sobre a qualidade de vida de mulheres em fase de pós-tratamento de câncer de mama, considerando dimensões físicas e emocionais. De forma específica, busca-se: (1) levantar os principais efeitos da atividade física sobre a funcionalidade e a redução de limitações físicas; (2) examinar as evidências sobre o impacto da prática de exercícios na autoestima, no bem-estar psicológico e no enfrentamento emocional; (3) identificar os tipos e modalidades de exercícios mais utilizados nesse público, considerando intensidade, frequência, duração e contexto; e (4) discutir as recomendações encontradas na literatura para consolidar a atividade física como recurso essencial na reabilitação oncológica.

Em termos de estrutura, o artigo está organizado da seguinte maneira: inicialmente, apresenta-se a introdução, seguida pela exposição do campo teórico que sustenta a análise. Posteriormente, descreve-se a metodologia adotada na pesquisa e, na sequência, são discutidos os resultados obtidos a partir da revisão narrativa. Por fim, apresentam-se as conclusões, nas quais se evidenciam as principais contribuições, as lacunas identificadas e as recomendações destinadas tanto à prática profissional quanto às futuras investigações acadêmicas.

2. REVISÃO DA LITERATURA

A atividade física é fundamental para a saúde da mulher, especialmente no contexto do câncer de mama, a neoplasia mais incidente e uma das principais causas de morbidade e mortalidade. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a doença traz impactos físicos, psicológicos e sociais significativos. Nesse cenário, o exercício físico surge como uma ferramenta essencial, tanto na prevenção quanto no enfrentamento da doença, promovendo o bem-estar geral e a recuperação.

O câncer de mama afeta a qualidade de vida das pacientes, causando mudanças físicas, emocionais e sociais que vão além do diagnóstico. Sintomas como a fadiga oncológica, dores e limitações de movimento são comuns e debilitantes. Além disso, a ansiedade, a depressão e a perda de autoestima são desafios emocionais que se somam aos impactos físicos, reforçando a importância de intervenções que ofereçam suporte integral para a mulher em tratamento.

Por fim, a prática de exercícios no pós-tratamento se mostra crucial para a reabilitação. Modalidades como treinamento resistido, exercícios aeróbicos e alongamentos ajudam a recuperar a força, a mobilidade e a composição corporal. Esses programas, quando supervisionados, contribuem para a melhoria do perfil metabólico, redução da fadiga e fortalecimento imunológico. Além disso, os exercícios em grupo promovem benefícios psicológicos, como a redução do isolamento social e o aumento da motivação, consolidando a atividade física como um recurso vital para a recuperação e a qualidade de vida.

2.1 Atividade física e saúde da mulher

Entre os diferentes problemas de saúde que afetam a população feminina, o câncer de mama ocupa lugar de destaque, sendo reconhecido como a neoplasia mais incidente em nível nacional e global. Essa condição, além de sua elevada taxa de ocorrência, representa importante causa de morbidade e mortalidade, o que reforça sua relevância científica e social. Apesar das inovações obtidas nas últimas décadas em relação ao diagnóstico precoce e às possibilidades terapêuticas, os impactos da doença permanecem amplos, atingindo dimensões físicas, psicológicas e sociais.  Desse modo, enfrentar esse momento como parte de um processo natural exige a recuperação emocional e psicológica da mulher no que diz respeito ao processo de diagnóstico da doença. (Sousa; Costa; Santos, 2024). 

O diagnóstico do câncer de mama representa um marco na vida da mulher. Além das alterações físicas decorrentes da doença e do tratamento, surgem sentimentos como medo, ansiedade, tristeza e até depressão, que interferem na qualidade de vida e no enfrentamento da doença. Estudos apontam que exercícios em grupo parecem auxiliar na superação da falta de motivação para se exercitar e que praticar exercício com outras pessoas com câncer promove sensação de conforto e pertencimento, de forma que o apoio de colegas funciona como importante elemento de motivação. (Souza et al., 2023).

No campo fisiológico, a atividade física exerce papel relevante tanto na prevenção quanto no controle do câncer de mama. Estudos demonstram que mulheres fisicamente ativas evidencia menor risco de desenvolver a doença, devido à regulação hormonal, ao controle do peso corporal e o ajuste do sistema imunológico. Estima-se que a prática regular pode reduzir em até 30% o risco de ocorrência da neoplasia (Silva et al., 2022).

Durante o tratamento oncológico, especialmente em protocolos que envolvem quimioterapia e radioterapia, a atividade física tem sido associada como recurso auxiliar. Exercícios aeróbicos e resistidos têm mostrado benefícios na redução da fadiga, melhora da força muscular, preservação da função cardiorrespiratória e estímulo à resposta imunológica. Além disso, os estudos observam que os benefícios para os pacientes oncológicos em tratamento da mama são importantes para a qualidade de vida funcional e global (Santa Rita et al., 2024).

Outro ponto fundamental é a melhora na composição corporal. Estudos com mulheres em programas de exercícios supervisionados revelam redução do índice de massa corporal e da circunferência da cintura, indicadores relacionados ao prognóstico clínico e à prevenção de recidivas. No controle oncológico, a melhora depende também de cuidados como a alimentação adequada e a prática de EF que se tornam essenciais para a recuperação e manutenção da saúde, prevenindo a recidiva da doença e o desenvolvimento de outros tipos de câncer (Aguiar et al., 2023).

O fortalecimento do sistema imunológico também merece destaque. Exercícios de intensidade moderada estimulam a atividade de células de defesa, tornando o organismo mais apto a responder às agressões tumorais. Em contrapartida, o sedentarismo e o excesso de atividade vigorosa podem enfraquecer a resposta imune, mostrando a necessidade de programas bem estruturados e adaptados às condições individuais (Silva et al., 2022).

No pós-tratamento, muitas mulheres relatam persistência de fadiga crônica, dores, alterações cognitivas e dificuldades emocionais. A atividade física surge como estratégia não farmacológica eficaz para amenizar esses sintomas. A implementação de programas de exercício físico demonstra maior eficácia na redução da fadiga oncológica, sendo seus efeitos potencializados de acordo com a duração e a regularidade da prática. Além disso, esses programas contribuem significativamente para a melhora da qualidade de vida e do bem-estar psicológico, auxiliando na diminuição dos sintomas de depressão e ansiedade em mulheres sobreviventes (Santa Rita et al., 2024; Souza et al., 2023).

A área psicológica é igualmente relevante. Exercitar-se em grupo, por exemplo, possibilita trocas de experiências, promove acolhimento e fortalece vínculos sociais. Essa interação contribui para o controle emocional, reduz sentimentos de isolamento e amplia a esperança no processo de recuperação. Além disso, o prazer associado ao movimento corporal torna o exercício não apenas terapêutico, mas também um momento de lazer e bem-estar (Souza et al., 2023).

Instituições como o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reconhecem oficialmente a importância da atividade física tanto na prevenção quanto no cuidado pós-tratamento. O órgão desenvolve estratégias de capacitação profissional e políticas públicas para ampliar o acesso das mulheres a programas de exercícios, reforçando o papel dessa prática na saúde coletiva e na redução de novos casos (Carvalho; Malhão; Moreira, 2025).

É importante ressaltar que a prescrição de exercícios deve ser individualizada, considerando fatores como estágio da doença, efeitos colaterais dos tratamentos, condições físicas prévias e preferências pessoais. A integração entre médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física é fundamental para garantir segurança e eficácia. Diversos estudos apontam que a prática de exercício físico (EF) há indicativos de efeitos positivos e possuem efeitos potenciais para reduzir os eventos adversos da terapia anticâncer, demonstrando ainda papel no bem-estar físico, mental e social, levando a um impacto significativo no prognóstico e na sobrevida do câncer de mama.  (Aguiar et al., 2023).

Outro aspecto a destacar é que os ganhos obtidos com a atividade física são dependentes da continuidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana ou 75 minutos de intensidade vigorosa. Entre mulheres idosas, a resposta imune em indivíduos idosos já se evidencia declínio natural, o que pode contribuir à maior vulnerabilidade frente a agentes exógenos, tal condição pode justificar o aumento da incidência de neoplasias nessa população (SILVA et al., 2022).

Portanto, a prática de atividade física deve ser compreendida como parte integrante do cuidado em saúde da mulher com câncer de mama. Ela contribui não apenas para a prevenção, mas também para o enfrentamento da doença e para a reabilitação no pós-tratamento. Ao atuar de forma conjunta nos aspectos físicos, emocionais e sociais, o exercício se consolida como ferramenta de promoção da qualidade de vida e de resgate da identidade feminina diante de um dos maiores desafios de saúde pública.

2.2 Impactos do câncer de mama na qualidade de vida

O câncer de mama é uma das doenças que mais afetam a vida das mulheres, não apenas pela gravidade do diagnóstico, mas também pelos efeitos que causa em diferentes aspectos do dia a dia. A doença traz consigo mudanças físicas, emocionais e sociais, que começam quando o diagnóstico é confirmado e podem se estender mesmo após o fim do tratamento. Desde o início, sentimentos de medo, angústia e insegurança afetam o bem-estar psicológico e dificultam a adaptação à doença (Silva, 2025).

Durante o tratamento quimioterápico, surgem sintomas que comprometem de forma direta a saúde e a qualidade de vida. A queda no bem-estar físico, a limitação nas atividades sociais e os efeitos adversos da medicação (como fadiga, náuseas, dor e perda de apetite). Esses efeitos impactam diretamente na qualidade de vida quando esta é modificada por limitações na dimensão física, psicológica, social e espiritual (Nóbrega, 2024).

Entre todos os sintomas, a fadiga merece destaque por ser um dos mais debilitantes. Ela vai além do simples cansaço, afetando a disposição para as atividades mais básicas, o convívio social e até a capacidade de trabalhar. É considerada um dos principais fatores para a piora na qualidade de vida das pacientes com câncer de mama (Santa Rita et al., 2024; Oliveira, 2021).

No que diz respeito às limitações físicas enfrentadas pelas mulheres em tratamento de câncer de mama, observa-se que alterações musculoesqueléticas são recorrentes. Em pacientes com câncer observasse-se redução de massa muscular e piora da funcionalidade devido à perda da massa muscular e uma piora na qualidade de vida, isso pode estar relacionado a faixa etária avançada que pode levar a uma hipotrofia muscular conjugado a inatividade física (Souza et al., 2023; Oliveira, 2021).

Além disso, no período pós-operatório, surgem queixas frequentes relacionadas à dor e à restrição de movimento na região dos ombros. No pós-operatório, a dor e a limitação de movimento dos ombros são frequentes. Ensaios clínicos indicam que programas de treinamento para pacientes submetidos à cirurgia de câncer de mama podem reduzir a dor e melhorar a recuperação funcional, especialmente no aumento da ADM do ombro (Félix et al., 2024).

No campo emocional, também se destacam consequências relevantes do câncer de mama e de seu tratamento. Ansiedade e alterações na autoimagem surgem com frequência, afetando a autoestima, a adesão ao tratamento e a vida social. Esses fatores ampliam a vulnerabilidade psicológica e reduzem o bem-estar geral (Silva, 2025; Green et al., 2019).

Outro ponto importante refere-se às mudanças alimentares que ocorrem durante a quimioterapia. As alterações alimentares, comuns durante a quimioterapia, afetam a nutrição e o prazer em se alimentar, contribuindo para a queda da qualidade de vida. Alterações no paladar, boca seca e perda de apetite são frequentemente relatadas (Silva, 2025; De Vries et al., 2017).

É preciso destacar o impacto social que acompanha a trajetória do câncer de mama no campo social, o afastamento do trabalho e a redução da participação em atividades cotidianas agravam a vulnerabilidade socioeconômica. Essa ruptura nos vínculos sociais reforça o isolamento e diminui a percepção positiva da vida (Nóbrega, 2024).

Apesar desses impactos, intervenções como programas de exercícios físicos supervisionados demonstram benefícios claros, reduzindo fadiga, recuperando força muscular e melhorando a autoestima. Essas ações favorecem não só a saúde física, mas também a reintegração social e emocional (Santa Rita et al., 2024; Souza et al., 2023).

Dentro dos meios de cuidado integral às mulheres com câncer de mama, destaca-se a importância das ações conjuntas no processo de reabilitação. Atividades coletivas, como grupos de reabilitação, são apontadas como estratégias que fortalecem vínculos sociais, diminuem o isolamento e resgatam a sensação de pertencimento, contribuindo positivamente para a qualidade de vida (Barrientos Nóbrega, 2024).

Além das atividades coletivas, outras formas de suporte também se mostram indispensáveis. O suporte nutricional e psicológico também é fundamental, pois atenua sintomas físicos e emocionais, previne a desnutrição e auxilia na adaptação às mudanças impostas pela doença (Al-Rudayni et al., 2020; De Cicco et al., 2019).

2.3 Exercícios aplicados no pós-tratamento de câncer de mama

Nesse contexto, estudos recentes têm evidenciado o papel dos exercícios físicos como recursos eficazes tanto para a reabilitação funcional quanto para a prevenção de complicações, ressaltando a importância de programas de atividade física sistematizados. Sobreviventes frequentemente enfrentam efeitos como fadiga, perda de força, alterações metabólicas e limitações de mobilidade, que podem ser minimizadas por programas estruturados de atividade física (Paixão et al., 2023; Oliveira, 2021).

Ao se falar de atividade física, o treinamento resistido é uma das modalidades mais indicadas. Estudos demonstraram ganhos significativos de força máxima e resistência muscular após 12 semanas de intervenção, além de melhora da composição corporal, com aumento de massa magra e redução do percentual de gordura (Paixão et al., 2023). Tais resultados reforçam o papel do exercício resistido na recuperação funcional das pacientes.

Além da força, o treinamento resistido tem sido associada impacto positivo sobre indicadores metabólicos. Estudos apontam redução de colesterol, melhora no perfil lipídico e alterações benéficas em indicadores da análise do sangue, fatores que contribuem para maior proteção cardiovascular em mulheres pós-tratamento (Paixão et al., 2023).

Do mesmo modo, exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta ergométrica e hidroginástica, também tem sido associadam benefícios consistentes no período de reabilitação. Essas modalidades favorecem a melhora cardiorrespiratória, auxiliam no controle do peso corporal e aumentam a capacidade funcional para atividades do cotidiano (Santa Rita et al., 2024).

O treinamento combinado, que une exercícios resistidos e aeróbicos, tem mostrado maior eficácia na redução da fadiga oncológica, um dos sintomas mais persistentes no pós-tratamento. Essa abordagem amplia a tolerância ao esforço físico e melhora a energia disponível para as atividades diárias (Santa Rita et al., 2024; Souza et al., 2023).

Exercícios de alongamento e mobilidade são fundamentais, especialmente após mastectomia ou cirurgias conservadoras. Estudos apontam que exercícios sem restrição precoce de amplitude de movimento no ombro são seguros e contribuem para prevenir rigidez, restaurar a mobilidade e reduzir dores articulares (Félix et al., 2024).

Modalidades coletivas também se destacam. Grupos de mulheres pós-tratamento mostram que o exercício em ambiente social aumenta a adesão, além de proporcionar benefícios físicos como melhora da resistência e da coordenação motora (Barrientos Nóbrega, 2024).

Outra abordagem relevante é o treinamento resistido não linear, que alterna cargas, repetições e intervalos ao longo das semanas. Essa metodologia tem se mostrado eficaz em promover ganhos de força e resistência muscular, além de melhorar marcadores bioquímicos e antropométricos em sobreviventes (Paixão et al., 2023).

A literatura reforça que a prescrição deve ser personalizada. Idade, histórico clínico, tipo de cirurgia, efeitos colaterais do tratamento e nível prévio de atividade física são fatores determinantes na escolha do tipo de exercício, intensidade e progressão (Silva, 2025; Oliveira, 2021).

Sendo assim, os exercícios aplicados no pós-tratamento de câncer de mama incluem treinamento resistido, aeróbico, combinado, alongamento e modalidades coletivas, todos com eficácia comprovada em melhorar força, mobilidade, composição corporal, metabolismo e sintomas persistentes. A prática supervisionada e adaptada consolida-se como ferramenta essencial de reabilitação, garantindo segurança e promovendo qualidade de vida para as mulheres sobreviventes (Paixão et al., 2023; Santa Rita et al., 2024).

2.4 Benefícios físicos da prática de exercícios no pós-tratamento

A prática de exercícios físicos no pós-tratamento do câncer de mama tem sido bastante recomendada como recurso de reabilitação devido aos benefícios alinhados com o corpo. As mulheres que enfrentam o tratamento oncológico vivenciam perda de força, alterações metabólicas, fadiga e redução da mobilidade, condições que podem ser significativamente minimizadas pela atividade física estruturada (Paixão et al., 2023; Oliveira, 2021).

Entre as diferentes modalidades de exercício, o treinamento resistido é uma das mais investigadas na literatura e tem sido associado a resultados consistentes. Em um protocolo de 12 semanas com sobreviventes de câncer de mama, observou-se aumento expressivo da força máxima e da resistência muscular, associado à redução do percentual de gordura corporal e ao aumento da massa magra (Paixão et al., 2023). Esses ganhos representam um passo fundamental para a retomada da funcionalidade.

Além da melhora na composição corporal, o exercício resistido também promove benefícios metabólicos. Houve mudanças desejáveis no perfil lipídico, com redução do colesterol total e das frações LDL e triglicerídeos, além do aumento do HDL, indicadores importantes para a prevenção de doenças cardiovasculares, que são uma das principais causas de mortalidade em sobreviventes de câncer (Paixão et al., 2023).

No entanto, os efeitos benéficos da atividade física não se limitam ao exercício resistido. Práticas aeróbicas, como caminhada, corrida leve e bicicleta ergométrica, também demonstram eficácia no fortalecimento cardiorrespiratório. Essa melhora aumenta a tolerância ao esforço, facilita o desempenho em atividades da vida diária e contribui para a redução da fadiga, um dos sintomas mais incapacitantes do pós-tratamento (Santa Rita et al., 2024).

Os exercícios físicos também favorecem diretamente na recuperação da amplitude de movimento e da mobilidade dos ombros, frequentemente comprometidas por cirurgias conservadoras ou mastectomia. Programas que incluíram alongamentos e exercícios específicos para membros superiores mostraram melhora significativa da flexibilidade e prevenção da rigidez articular (Félix et al., 2024).

A prática de exercícios supervisionados também se mostra eficaz na prevenção e no controle do linfedema, uma das complicações mais comuns após o tratamento cirúrgico. Protocolos de exercícios supervisionados que incluem movimentos de membros superiores, resistência leve e atividades aeróbicas auxiliam no retorno venoso e linfático, reduzindo o inchaço e melhorando a funcionalidade do braço (Oliveira, 2021; Silva et al., 2022).

A prática regular também exerce efeito positivo sobre a fadiga oncológica. Intervenções que combinaram treinamento aeróbico e resistido mostraram diminuição significativa desse sintoma, aumentando a energia e permitindo que as pacientes retomem suas rotinas com mais disposição (Santa Rita et al., 2024; Souza et al., 2023).

Os exercícios aplicados no pós-tratamento causam ainda melhorias no equilíbrio e na coordenação motora. Estudos destacam que mulheres em reabilitação oncológica que praticaram atividades físicas supervisionadas tem sido associada a maior estabilidade postural, o que reduz o risco de quedas e aumenta a autonomia (Silva, 2025; Barrientos Nóbrega, 2024).

Em estudo de Paixão et al. (2023), o treinamento resistido induziu mudanças relevantes, como redução na contagem de plaquetas e eritrócitos, além de melhorias na estabilidade de membrana eritrocitária, fatores que favorecem o funcionamento adequado do organismo e reduzem riscos associados ao tratamento.

Outro aspecto importante é a melhora no condicionamento muscular global, que possibilita maior independência funcional. Com a prática regular, tarefas diárias como subir escadas, carregar objetos e realizar atividades domésticas tornam-se menos cansativas e mais seguras (Souza et al., 2023; Barrientos Nóbrega, 2024).

Diante desse conjunto de evidências, torna-se possível afirmar que os exercícios físicos no pós-tratamento do câncer de mama promovem uma série de benefícios que abrangem desde o fortalecimento muscular, melhora da composição corporal e perfil metabólico até a recuperação da mobilidade, fortalecimento imunológico e redução da fadiga. Esses efeitos consolidam o exercício supervisionado como ferramenta essencial de reabilitação e promoção da saúde (Paixão et al., 2023; Santa Rita et al., 2024).

2.5 Aspectos emocionais e psicológicos relacionados à atividade física

O câncer de mama, além de afetar a saúde física da mulher, gera repercussões profundas na esfera emocional e psicológica, que permanecem mesmo após o tratamento. Alterações na autoimagem, medo de recidiva, ansiedade e depressão estão entre os impactos mais frequentes. Nesse contexto, a atividade física tem se mostrado uma aliada importante para atenuar tais efeitos e favorecer a recuperação global (Sousa; Costa; Santos, 2024; Silva, 2025).

Estudos apontam que a prática regular de exercícios promove melhora significativa no humor, auxiliando na redução de sintomas depressivos e ansiosos. Esse efeito é explicado, em parte, pela liberação de neurotransmissores como endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar (Souza et al., 2023). Além disso, a percepção de progresso físico contribui para a elevação da autoestima e autoconfiança.

A atividade física tem sido associada ao melhor enfrentamento do estresse causado pelo diagnóstico e pelo tratamento. Pesquisas relatam que mulheres que aderem a programas de exercícios há indicativos de  maior resiliência emocional, desenvolvendo estratégias mais positivas para lidar com os desafios impostos pela doença (Barrientos Nóbrega, 2024).

Outro aspecto relevante é a relação entre exercício e fadiga emocional. A fadiga é um dos sintomas mais relatados pelas pacientes oncológicas, e programas de exercício supervisionado demonstraram eficácia na sua redução, o que contribui diretamente para a diminuição da irritabilidade e da sensação de esgotamento mental (Santa Rita et al., 2024; Félix et al., 2024).

As atividades coletivas apresentam papel importante no bem-estar psicológico. Exercícios em grupo possibilitam a criação de vínculos sociais, favorecem a troca de experiências e proporcionam sensação de pertencimento. Isso reduz o isolamento social e aumenta a motivação para manter hábitos saudáveis (Silva, 2025; Souza et al., 2023).

Além disso, a atividade física auxilia na aceitação das mudanças corporais decorrentes de cirurgias e tratamentos. Exercícios que promovem melhora funcional ajudam a resgatar a sensação de controle sobre o corpo, reduzindo sentimentos de inferioridade e promovendo maior autoaceitação (Oliveira, 2021; Barrientos Nóbrega, 2024).

A literatura também destaca que a prática de exercícios melhora a qualidade do sono, o que reflete na estabilidade emocional e na redução de quadros de ansiedade. O descanso adequado proporciona maior equilíbrio psicológico, contribuindo para o enfrentamento das adversidades (Silva et al., 2022; Souza et al., 2023).

Por fim, o engajamento em atividades físicas está relacionado ao fortalecimento da esperança e à diminuição do medo da recidiva, sentimentos comuns entre sobreviventes de câncer de mama. Ao perceber melhorias físicas e emocionais, as pacientes se sentem mais otimistas em relação ao futuro (Carvalho; Malhão; Moreira, 2025).

A espiritualidade e a motivação pessoal também podem ser estimuladas pela prática regular de exercícios. Estudos apontam que mulheres fisicamente ativas desenvolvem maior senso de propósito, o que facilita a elaboração de novas metas e perspectivas para a vida (Barrientos Nóbrega, 2024; Silva, 2025).

É importante destacar que a adesão aos programas de exercícios depende de fatores emocionais. Mulheres que recebem apoio psicológico e social demonstram maior comprometimento com a atividade física, o que amplia os efeitos positivos sobre o bem-estar (Santa Rita et al., 2024; Souza et al., 2023).

Assim, a prática de exercícios físicos deve ser compreendida não apenas como ferramenta de reabilitação física, mas como recurso essencial para a saúde emocional e psicológica de mulheres em pós-tratamento de câncer de mama. Ao reduzir sintomas como ansiedade, depressão, estresse e fadiga, a atividade física contribui para uma vida mais equilibrada e satisfatória (Sousa; Costa; Santos, 2024; Silva, 2025).

3. METODOLOGIA DO ESTUDO

O presente artigo configura-se como uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e análise narrativa, caracterizada por ser uma pesquisa de natureza bibliográfica que permite uma análise da produção científica relacionada ao tema investigado, seguindo etapas padronizadas (pergunta, busca, seleção, extração, síntese), distintas de uma revisão sistemática. O estudo foi desenvolvido a partir de materiais já publicados, contemplando artigos científicos e periódicos nacionais e internacionais. Foram selecionados 59 artigos publicados entre os anos de 2020 e 2025, todos relacionados ao tema em questão, porém do total foram utilizados somete 16 artigos que ao serem analisados tinham mais relevância em relação ao tema.

Fonte: Autoria dos pesquisadores, 2025.

A abordagem dessa revisão foi executada a partir de uma pesquisa em bancos de dados de valor científico. As buscas foram realizadas em bases e repositórios como a Biblioteca Eletrônica Científica Online (SciELO), National Library of Madicine (PupMed), Instituto Nacional de Câncer (INCA), Organização Mundial da Saúde (OMS), Google Acadêmico (Google Scholar) e na Revista Eletrônica Acervo Científico. Os critérios de inclusão adotados compreenderam os artigos publicados dentro do que tem sido associado em relevância ao tema investigado. Sendo aceitos artigos nos idiomas português e inglês correlacionada ao tema: “atividade física” OR “exercício físico” AND “câncer de mama” AND (“qualidade de vida” OR “aspectos emocionais” OR “aspectos psicológicos”) “physical activity” OR exercise AND “breast cancer” AND (“quality of life” OR emotional OR psychological)

Como critérios de exclusão, foram desconsiderados os estudos que não se enquadraram no objeto de análise ou que se encontravam fora do período delimitado. A seleção do material foi conduzida por meio da leitura criteriosa dos títulos e resumos, possibilitando a verificação da pertinência das publicações e a identificação das categorias e fundamentos alinhados aos objetivos da pesquisa.

4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E DISCUSSÃO DO ESTUDO

O Quadro 1, análise dos resultados do estudo é essencial para a síntese comparativa dos estudos selecionados, tem sido associado de forma clara as características metodológicas — autores, objetivo e tipo de estudo — e os principais resultados de cada trabalho. Esta organização busca atender aos objetivos específicos da presente revisão, focada em examinar os benefícios da Atividade Física (AF) na qualidade de vida de mulheres em pós-tratamento de câncer de mama. A análise completa dos dados obtidos abrange pontos importantes, como a melhora na qualidade de vida de todas, a relação entre AF e a saúde feminina, os impactos do câncer de mama na qualidade de vida, os exercícios especificamente aplicados no pós-tratamento, os benefícios físicos diretos da prática de exercícios e os aspectos emocionais e psicológicos associados à atividade física. A organização dos dados no Quadro 1, portanto, permite uma visão abrangente e evidencia a relevância dessa prática no contexto da pós-reabilitação e bem-estar.

Quadro 1. Análise dos resultados dos estudos

TÍTULO DO ARTIGOAUTOR/ANOTIPO DE ESTUDOACHADOS
Autoestima em tempos difíceis: o impacto do tratamento do câncer de mama nas mulheresPospiecha et al., 2024O estudo, que é uma revisão integrativa da literatura, revisou 19 artigos científicos publicados entre 2012 e 2024 para analisar a importância do autocuidado no tratamento e prognóstico de mulheres com câncer de mama.O estudo reforça que o autocuidado desempenha um papel insubstituível tanto no tratamento físico quanto no emocional: As intervenções terapêuticas e estratégias de autocuidado são essenciais para ajudar as mulheres a enfrentarem as consequências da doença
O impacto do diagnóstico de câncer de mama no estado emocional e psicológico das mulheresSousa et al., 2024Trata-se de uma revisão literária realizada nas bases de dados biblioteca virtual em saúde (BVS), Scholar Google, Scientific Eletronic Libray Online (Scielo) e ministério da saúde, sendo selecionadas 37 publicações na língua portuguesa. As buscas abrangem o período de 2019 a 2023.Foi evidenciado que as reações psicoemocionais mais comuns diante do diagnóstico de câncer de mama são o transtorno de ansiedade e depressão, o medo, a angústia e a tristeza. Por conseguinte, as estratégias de apoio mais comuns e eficazes, são a religiosidade e a rede de apoio social.
Influência da atividade física na resposta imunológica de mulheres com câncer de mama: revisão integrativaSilva et al., 2022Revisão integrativa da literatura na base dados PubMed das produções dos últimos 10 anos. As Palavras-chave utilizadas foram: “atividade física”, “resposta imune”, “câncer de mama”. No espaço de tempo delimitado para a realização deste estudo (2010-2020).Foi registrado que prática de atividade física, proporciona melhora dos mecanismos imunológicos e com isso favorece melhores respostas à doença da mama
Exercício físico para o tratamento do câncer: evidências científicas e o contexto brasileiroDeminice 2022Esta revisão de literatura tem o objetivo de apresentar as principais evidências científicas sobre uso do exercício físico nas diversas fases do tratamento do câncer e as mais recentes contribuições para o desenvolvimento da prescrição do exercício físico em pacientes oncológicos, além de discutir os principais desafios e perspectivas futuras para a área de exercício físico em oncologia, considerando o contexto brasileiro.O exercício físico é capaz de prevenir o aparecimento de diversos tipos de câncer, aumentar a sobrevida e a qualidade de vida, além de amenizar os efeitos adversos da doença e seu tratamento.
Adaptação muscular ao exercício físico em pacientes pós-tratamento de câncer de mama: uma revisão sistemáticaOliveira 2021Este trabalho trata-se de uma revisão sistemática, sendo que os artigos foram selecionados a partir da metodologia PICO.Ao todo foram coletados 32 artigos sendo no BVsalud:11, Pubmed 19 e Scielo 2, sendo que foram excluídos 2 por ser artigos de revisão, e 8 artigos por não estarem de acordo com a metodologia proposta (exercício aeróbico ou resistido).
Os Benefícios dos exercícios físicos no câncer de mamaCampos et al., 2022O texto faz referência a diferentes estudos, revisões sistemáticas e metanálises (como a de 31 estudos prospectivos, outra com 63 estudos e mais de 5.700 mulheres, além de ensaios clínicos), mas não tem sido associada um número único e fechado de artigos incluídos. Ou seja, trata-se de uma revisão narrativa, que compila várias evidências já publicadas.Exercício físico tem sido associada benefícios na prevenção do câncer de mama, com redução do risco entre 10% e 25% em mulheres ativas. Durante o tratamento, melhora sintomas como dor, fadiga, ansiedade, depressão, além de contribuir para manter a capacidade cardiorrespiratória e força muscular.
Investigação sobre avaliação física, exercício físico e câncer de mama: dos aspectos epistemológicos à compreensãoAguiar et al., 2023Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, quase-experimental. A amostra foi composta por 37 mulheres diagnosticadas com câncer de mama participantes do Projeto de Extensão VIDA, idade de 37 a 80 anos. Os dados obtidos foram analisados com auxílio do software Statistical Package for the Social Science (SPSS®).O exercício físico é um importante aliado na diminuição e manutenção do IMC e CC, e que a compreensão das participantes quanto a importância da avaliação física se dá principalmente pela experimentação.
Efeitos do exercício físico em pacientes com câncer de mama em tratamento quimioterápicoNóbrega et al., 2025Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada na questão PICO: “O exercício físico provoca efeitos benéficos em pacientes com câncer de mama em tratamento quimioterápico?”. A metodologia seguiu seis etapas, com busca nas bases BVS, PubMed, Science Direct, EBSCO Host e CAPES, utilizando os descritores “Breast Neoplasms”, “Exercise” e “Drug Therapy”.Foram encontrados 11 artigos na pesquisa, em que a maioria possuía Qualis A1 e eram provenientes dos Estados Unidos. Nos estudos, 45,45% foram feitos com mais de 150 participantes e os pacientes do grupo intervenção apresentam aumento significativo da força em membros superiores e inferiores, maior tolerância ao esforço e melhora da resistência cardiorrespiratória.
O exercício físico na reabilitação pós câncer de mamaBarrientos Nóbrega, 2024Propiciar a reabilitação integral, buscando melhora física, emocional, social e espiritual de mulheres após o tratamento do câncer de mama, através da estruturação de um programa de treinamento físico com remo (modalidade olímpica) em uma parceria entre o Serviço de Fisiatria e Reabilitação.O exercício na modalidade de remo tem potencial de reduzir os efeitos adversos relacionados ao tratamento, melhora o condicionamento cardiovascular e saúde muscular, auxilia no manejo de ansiedade, sintomas depressivos, reduz fadiga e reduz risco de desenvolvimento de doenças metabólicas.
Influência da atividade física na resposta imunológica de mulheres com câncer de mama: revisão integrativaSilva et al., 2022Revisão integrativa da literatura na base dados PubMed das produções dos últimos 10 anos. As Palavras-chave utilizadas foram: “atividade física”, “resposta imune”, “câncer de mama”. No espaço de tempo delimitado para a realização deste estudo (2010-2020) foram encontradas e analisadas 5 publicações. Em 2014, 2016, 2018 e 2019, foram publicados 5 artigos.Pode-se verificar que a prática de atividade física, proporciona melhora dos mecanismos imunológicos e com isso favorece melhores respostas à doença da mama
Efetividade dos exercícios sem restrição de amplitude de movimento de ombro no pós-operatório de câncer de mama: revisão sistemática da literaturaFélix et al., 2024Revisão de ensaios clínicos randomizados que avaliou os efeitos de um programa de exercícios sobre a amplitude de movimento, força muscular, função de membros superiores e seroma no braço e mama homolateral à cirurgia de câncer de mama em participantes do sexo feminino.Foram encontrados 284 estudos nas bases de dados, dos quais cinco foram incluídos nesta revisão. Três artigos avaliaram a amplitude de movimento, dois, a incidência de seroma, outros dois, a função de membros superiores e um artigo, a força de membros superiores.
Efeito do exercício físico na redução da fadiga oncológica em sobreviventes de câncer de mamaSanta Rita et al., 2024Estudo realizado através de uma busca nas bases de dados Medline/PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library. A questão de pesquisa e a estratégia utilizadas foram baseadas no modelo PICO. Foram incluídos estudos de ensaio clínico, meta análise, ensaio controlado randomizado, artigos, livros e documentos, publicados nos idiomas inglês, espanhol e português, nos últimos 5 anos.A fadiga associada ao câncer é um fenômeno multifatorial. Dessa forma, torna-se essencial a introdução precoce e planejada do exercício físico no contexto dos diagnósticos de câncer de mama, visando a prevenção e diminuição da fadiga oncológica.
O câncer como desafio de saúde pública e o Instituto Nacional de Câncer promovendo a atividade física no Brasil como Ação de Prevenção e ControleCarvalho et al. 2025Trata-se de um editorial, não de uma revisão sistemática ou estudo original. Quantidade de artigos utilizados na composição: O texto não é uma revisão formal, mas utiliza referências de apoio (cerca de 20 documentos, incluindo leis, diretrizes nacionais, posicionamentos institucionais, publicações científicas e relatórios internacionais).Contribui para o manejo de sintomas durante e após o tratamento (ex.: fadiga e aspectos psicossociais). Deve ser integrada às políticas públicas de saúde no Brasil, especialmente no SUS. O INCA promove capacitação de profissionais, materiais técnicos, campanhas educativas e defende a criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS (PNPCAF). Ressalta a necessidade de considerar aspectos sociais, culturais, econômicos e individuais para ampliar o acesso e a adesão à prática de atividade física.
Qualidade de vida, estado emocional e hábitos alimentares em mulheres com câncer de mama: uma análise comparativa e longitudinalSilva 2025Estudo observacional, com dois delineamentos Transversal comparativo e Longitudinal. Quantidade de artigos utilizados na composição O trabalho não é uma revisão, mas uma pesquisa original. A amostra foi composta por 48 mulheres (30 adultas e 18 idosas) antes da quimioterapia.A quimioterapia impacta negativamente a qualidade de vida e o estado emocional, além de modificar hábitos alimentares, reforçando a necessidade de suporte multidisciplinar (psicológico, nutricional e social) para mulheres em tratamento de câncer de mama.
A saúde mental das mulheres acometidas pelo câncer de mamaSilva 2025Tipo de Estudo/Metodologia Pesquisa bibliográfica e documental, de caráter qualitativa e exploratória Metodologia Quantidade de Artigos Utilizados Foram selecionados 19 artigos sobre o tema para a composição final do estudo e discussão (além de livros, documentos oficiais, portarias, resoluções e outros materiais documentais) .O artigo conclui que, apesar das discussões tratarem sobre a qualidade de vida das mulheres com câncer de mama, não foram identificados nessa pesquisa. Estudos específicos sobre as principais doenças como depressão, ansiedade e outras. Os artigos revisados focam em temas associados como: qualidade de vida, esperança, religiosidade e sequelas causadas pela mastectomia.
Efeitos do treinamento resistido sobre indicadores de saúde de sobreviventes de câncer de mamaPaixão et al., 2023Estudo primário, intervencional e experimental, com delineamento de 12 semanas de treinamento resistido não linear (ensaio de intervenção). Não se trata de revisão sistemática ou integrativa, mas de um estudo experimental próprio. Foram analisadas 22 mulheres sobreviventes de câncer de mama (participantes do estudo).Ganhos significativos de força máxima e resistência de força em todos os exercícios avaliados. Redução do percentual de gordura corporal e aumento da massa magra. Melhora do perfil lipídico: aumento do HDL-C e redução de colesterol total, LDL, VLDL, triglicerídeos e das razões t-C/HDL-C e LDL/HDL-C. Redução de eritrócitos, hemoglobina e plaquetas (embora ainda dentro dos valores de referência). Nenhuma alteração significativa nos parâmetros de estabilidade da membrana eritrocitária.
Movimentando-se em direção ao bem-estar físico e mental após o câncer de mamaSouza et al., 2023Estudo descritivo, de natureza qualitativa, baseado em entrevistas semiestruturadas analisadas por meio de análise temática. Quantidade de artigos utilizados na composição: O estudo não é uma revisão sistemática; ele analisou relatos de 6 mulheres em recuperação do câncer de mama que praticavam exercícios físicos regularmenteO exercício físico se mostrou uma estratégia potente de promoção da saúde física e mental. Ele contribuiu para regulação emocional, sensação de prazer e bem-estar, melhora do humor, redução de sintomas depressivos e ansiosos, fortalecimento da autoestima, ampliação de vínculos sociais e afetivos por meio de práticas coletivas. Em síntese, o estudo concluiu que a prática regular de exercícios auxilia tanto na recuperação física quanto na saúde mental de mulheres após o câncer de mama, além de favorecer a socialização e a construção de novos significados para a vida

Fonte: Dados da Pesquisa, 2025.

Especificamente sobre o tratamento, a alteração da imagem corporal após procedimentos cirúrgicos tem um impacto direto e significativo na autoestima das mulheres, e o estudo pontua que o suporte emocional é crucial para que as pacientes consigam gerenciar as mudanças em sua percepção de feminilidade e identidade (Pospiecha et al., 2024).

O impacto do diagnóstico de câncer de mama é profundamente discutido, sendo as reações psicoemocionais mais comuns, como ansiedade, depressão e medo, amplamente reconhecidas, o que reforça a urgência de estratégias de apoio eficazes, sendo a religiosidade e a rede social citadas como as mais benéficas para o enfrentamento da doença (Sousa et al., 2024).

Outra evidência crucial é a que relaciona a atividade física com a resposta imunológica, em que o exercício é sugerido como um fator de influência positiva no sistema imune de mulheres em tratamento, contribuindo para o prognóstico geral e para a capacidade do organismo de lidar com o estresse da terapia (Silva et al., 2022).

No âmbito da reabilitação física, o consenso na literatura aponta para a ruptura do antigo paradigma de repouso absoluto, posicionando o exercício físico como uma ferramenta segura e de baixo custo que deve ser integrada em todas as fases do tratamento, desde a prevenção até a sobrevivência, com o objetivo de aumentar a sobrevida e mitigar os efeitos adversos (Deminice, 2022).

Em relação aos benefícios fisiológicos do treinamento, um estudo sobre a adaptação muscular em pacientes pós-tratamento confirma que programas de exercício são eficazes na recuperação e melhora da capacidade física e da força muscular das sobreviventes (Oliveira, 2021).

Por fim, a consolidação dos benefícios físicos e psicológicos do exercício é resumida no estudo que abrange sua aplicação em todas as fases da doença – prevenção, tratamento e pós-tratamento –, reconhecendo-o como uma estratégia completa de combate ao sedentarismo e de melhora do prognóstico geral (Campos et al., 2021).

O monitoramento dessas mudanças é ratificado por um trabalho de intervenção que, ao aplicar um programa sistematizado de exercício, reforça a importância de avaliações físicas padronizadas para quantificar os benefícios na composição corporal, como IMC e dobras cutâneas, em pacientes oncológicas (Aguiar et al., 2023).

A eficácia do exercício é comprovada em diferentes contextos do tratamento, com um estudo de revisão integrativa demonstrando que, mesmo durante a quimioterapia, a intervenção com exercício é segura e eficaz, promovendo aumento significativo da força de membros, melhora na tolerância ao esforço e na resistência cardiorrespiratória (Nóbrega, Oliveira, 2025).

O panorama da reabilitação pós-câncer é fortalecido pela discussão do Projeto de Extensão União Rosa, que evidencia a efetividade de programas de exercício integrados no contexto hospitalar para a melhoria da função física, das medidas antropométricas e da qualidade de vida (Nóbrega, 2025).

Outra evidência crucial é a que relaciona a atividade física com a resposta imunológica, em que o exercício é sugerido como um fator de influência positiva no sistema imune de mulheres em tratamento, contribuindo para o prognóstico geral e para a capacidade do organismo de lidar com o estresse da terapia (Silva et al., 2022).

Na reabilitação pós-cirúrgica, o estudo sobre a efetividade dos exercícios de ombro aponta que a introdução precoce de cinesioterapia, mesmo sem restrição de amplitude de movimento, é segura e fundamental para a recuperação da função do membro superior e para a prevenção de complicações como o seroma, divergindo de práticas antigas que recomendavam imobilização (Félix et al., 2024).

Um dos sintomas mais críticos, a fadiga oncológica, é diretamente abordada, e a revisão sistemática ratifica o exercício físico como a intervenção não farmacológica mais potente para a redução desse sintoma, resultando em melhoria da funcionalidade e da qualidade de vida das sobreviventes (Santa Rita et al., 2024).

Em linha com essa postura, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) tem reforçado, por meio de posicionamentos institucionais, a importância da atividade física como uma política de saúde pública estratégica para o controle do câncer no Brasil, reconhecendo que a prática melhora o estado psicossocial e reduz sintomas como a fadiga (Carvalho et al., 2025).

A avaliação da qualidade de vida, estado emocional e hábitos alimentares em pacientes oncológicas reforça a natureza dinâmica desses indicadores, exigindo monitoramento longitudinal para que as intervenções de saúde sejam adaptadas às necessidades mutáveis da mulher durante e após o tratamento (Silva, 2025).

Adicionalmente, o treinamento resistido especificamente demonstrou ganhos significativos em força e resistência muscular, bem como alterações benéficas na composição corporal, como a diminuição da gordura e o aumento da massa magra, e melhorias nos perfis lipídico e glicêmico das pacientes (Paixão et al., 2023).

De forma qualitativa, a prática regular do exercício também é compreendida pelas sobreviventes não apenas pelos seus ganhos físicos, mas pela sua capacidade de promover o bem-estar mental, o senso de empoderamento e a resiliência durante a recuperação da doença (Souza et al., 2023).

Em tese, a análise dos resultados ratifica a necessidade de um cuidado integral no tratamento e reabilitação do câncer de mama, que transcende o foco oncológico. As evidências demonstram que a incorporação do exercício físico é crucial e segura em todas as fases da doença, atuando como a principal estratégia não farmacológica para mitigar sintomas como a fadiga, recuperar a função física e promover o bem-estar psicológico. Adicionalmente, o suporte emocional e psicossocial mostra-se indispensável para auxiliar as pacientes no enfrentamento das alterações de imagem corporal e na manutenção da qualidade de vida. Desta forma, o consenso aponta para a importância da mudança de paradigma, reconhecendo o exercício físico e o suporte mental essencial para a melhoria do prognóstico.

5. CONCLUSÃO

A presente revisão de literatura cumpriu seu objetivo ao analisar a contribuição da atividade física (AF) na qualidade de vida de mulheres em pós-tratamento de câncer de mama, considerando as dimensões físicas e emocionais. O levantamento sistemático das evidências científicas demonstrou, de forma indiscutível, que a inclusão do exercício físico é uma estratégia não farmacológica segura e altamente eficaz, consolidando um novo paradigma na reabilitação oncológica. Os resultados destacam que o cuidado precisa ser completo, indo além dos remédios, e incluir a prática de exercícios como algo fundamental para a boa recuperação e o bem-estar duradouro das mulheres.

No que diz respeito aos benefícios físicos, o estudo confirmou que a prática regular de exercícios, com ênfase no treinamento resistido e nas modalidades aeróbicas, promove ganhos significativos e mensuráveis. Há evidências sólidas que comprovam a recuperação da força e da resistência muscular, a melhora da composição corporal, com redução da gordura e aumento da massa magra, e a otimização dos perfis metabólico e lipídico. Além disso, a atividade física precoce e supervisionada se mostrou fundamental para a restauração da amplitude de movimento do ombro após as cirurgias e para a redução de complicações persistentes, como a fadiga oncológica.

Em relação aos aspectos emocionais e psicológicos, a revisão confirmou que o exercício é um potente recurso para o enfrentamento dos impactos emocionais decorrentes do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama. A prática regular contribui de modo essencial para a redução dos sintomas de ansiedade e depressão, para a elevação da autoestima e para a superação da fadiga mental, fatores cruciais para a reintegração social. As atividades coletivas foram destacadas como um meio eficaz para o fortalecimento de vínculos, o compartilhamento de experiências e o resgate do senso de pertencimento e esperança, vitais para a saúde mental.

Apesar da clareza dos benefícios, a pesquisa revelou a necessidade de maior integração e de políticas públicas que consolidem a atividade física como parte essencial do tratamento oncológico no Brasil. Embora instituições como o INCA já reconheçam formalmente essa relevância, o acesso a programas de exercícios estruturados e supervisionados ainda é um desafio a ser superado em grande escala no Sistema Único de Saúde (SUS). Recomenda-se investir na capacitação profissional e em diretrizes clínicas de prescrição individualizada.

Concluindo, as evidências compiladas fornecem base científica para recomendar a atividade física supervisionada como uma ferramenta de primeira linha na reabilitação de mulheres em pós-tratamento de câncer de mama, abrangendo a tríade de saúde física, emocional e social. Sugere-se que futuras investigações busquem aprofundar os conhecimentos sobre a adaptação e adesão a longo prazo aos programas de exercício, identificando as estratégias mais eficazes para a manutenção da prática e a prevenção de ressurgimentos. Dessa forma, será possível maximizar o impacto positivo do exercício na sobrevida e na qualidade de vida plena dessas mulheres.

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