ATENDIMENTO AS TENTATIVAS DE SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: DESAFIOS E FATORES ASSOCIADOS

ASSISTANCE TO SUICIDE ATTEMPTS IN ADOLESCENCE IN EMERGENCY SERVICES: CHALLENGES AND ASSOCIATED FACTORS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511292223


Daniele Monteiro Nunes
Fernanda Silva Araújo
Samara Rodrigues Campos


Resumo

O suicídio é uma das principais causas de morte entre adolescentes, e os serviços de urgência têm papel essencial no acolhimento após tentativas. No entanto, o atendimento costuma focar apenas no aspecto físico, sem considerar o emocional. Esta pesquisa busca entender os fatores que levam adolescentes ao suicídio e como a rede de apoio pode ajudar na prevenção, promovendo um cuidado mais humano e integral. A adolescência, dos 10 aos 19 anos, é um período de grandes mudanças e vulnerabilidades. O apoio familiar e social é essencial para o equilíbrio emocional e prevenção de problemas como ansiedade e suicídio. O estudo é uma revisão integrativa qualitativa que analisou pesquisas entre 2012 e 2025 para compreender os fatores que levam adolescentes ao suicídio, identificando padrões e desafios sobre o tema. O suicídio na adolescência é influenciado por fatores pessoais, familiares e sociais, com destaque para a baixa autoestima e a insatisfação corporal, especialmente entre meninas. O apoio familiar, escolar e comunitário é essencial, mas ainda faltam protocolos eficazes nos serviços de saúde. A prevenção exige ações integradas que promovam a saúde mental dos jovens. As tentativas de suicídio entre adolescentes exigem cuidado integrado, com escuta empática e acompanhamento contínuo. Serviços como UBS, CAPS, UPA, SAMU e CVV são essenciais, mas ainda faltam pesquisas e políticas que padronizem o atendimento e fortaleçam a prevenção.

Palavras-chave: Adolescência. Profissionais da Saúde. Suicídio. Urgência e Emergência

1. INTRODUÇÃO

Estima-se que aproximadamente 703.000 pessoas morram por suicídio anualmente em todo o mundo, correspondendo a uma média de 80 suicídios por 100.000 habitantes. Entre adolescentes, esse dado é ainda mais preocupante, pois o suicídio está entre as principais causas de morte entre jovens de 15 a 19 anos. A Organização Pan-Americana da Saúde (2021) aponta que uma em cada 100 mortes ocorre por suicídio, ressaltando a necessidade de ampliar os cuidados em saúde mental. Nesse cenário, os serviços de urgência e emergência assumem papel central, visto que frequentemente representam a porta de entrada para adolescentes em crise após uma tentativa de suicídio (Fogaça et al., 2023; Nações Unidas no Brasil, 2016; Organização Pan-Americana da Saúde, 2021).

Entretanto, ainda existe lacunas nas pesquisas quanto à forma como os adolescentes em tentativa de suicídio são acolhidos nos serviços de urgência. Muitas vezes, os atendimentos se concentram apenas na estabilização clínica imediata, desconsiderando os aspectos emocionais e sociais que envolvem esse público. A ausência de protocolos específicos voltados para adolescentes e a fragmentação do cuidado entre setores pediátricos e adultos reforçam limitações que comprometem a continuidade do acompanhamento e a prevenção de novas crises (Souza et al., 2023).

A relevância desta pesquisa se apoia na necessidade em compreender como esses atendimentos podem ser aprimorados a partir de uma abordagem que considere as particularidades da adolescência. Esse período da vida é marcado por intensas transformações psicológicas, sociais e emocionais, o que torna os adolescentes especialmente vulneráveis a situações de sofrimento. Investigar como os atendimentos de urgência são conduzidos e de que forma podem contribuir para reduzir reincidências é essencial para garantir cuidado integral, humanizado e efetivo. Dessa forma, a pesquisa busca responder a demandas reais desse público em situação de vulnerabilidade.

O presente trabalho procura responder: qual os fatores que levam os adolescentes a tentarem suicídio? Como a rede de apoio contribui para prevenção das tentativas de suicídio? Essas questões orientam a investigação, permitindo compreender o fenômeno de maneira mais ampla e voltada às necessidades dos adolescentes em situação de risco.

Dessa forma, o objetivo deste estudo é compreender de forma aprofundada os fatores que levam adolescentes a considerar ou tentar o suicídio, analisando as principais fragilidades presentes nos atendimentos em serviços de urgência e emergência, bem como identificar estratégias que possam contribuir para a prevenção de novos episódios. Assim, espera-se fortalecer práticas de cuidado que priorizem a vida e promovam a saúde mental dos adolescentes.

2. METODOLOGIA 

Este estudo trata-se de uma revisão integrativa de caráter qualitativo, realizada entre fevereiro e dezembro de 2025. Esse tipo de revisão, segundo o autor O’BRIEN et al. (2014), caracteriza-se por reunir, organizar e analisar criticamente estudos já publicados, de modo a sintetizar evidências disponíveis sobre determinada temática. Diferentemente das revisões sistemáticas estritamente quantitativas, a revisão integrativa de caráter qualitativo busca compreender significados, contextos e experiências relatadas nos estudos, permitindo uma análise interpretativa que integra resultados diversos em categorias temáticas. Trata-se, portanto, de um método que favorece a construção de novos olhares sobre fenômenos complexos, como as tentativas de suicídio na adolescência, a partir da combinação de múltiplas perspectivas e contextos.

O objetivo foi compreender de forma aprofundada os fatores que levam adolescentes a considerar ou tentar o suicídio. A escolha pela revisão integrativa justificou-se pela necessidade de reunir, analisar e sintetizar criticamente as evidências disponíveis sobre a temática, possibilitando uma compreensão ampla e qualitativa dos fatores associados às tentativas de suicídio em adolescentes na faixa etária de 15 a 19 anos.

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMed) e Elton B. Stephens Company (EBSCO), utilizando descritores controlados e não controlados relacionados às tentativas de suicídio na adolescência. Para refinar os resultados e garantir maior precisão na recuperação dos estudos, foi empregado o operador booleano AND, que possibilitou combinar termos e identificar artigos que abordassem simultaneamente os temas de interesse. Entre as principais estratégias utilizadas, destacaram-se combinações como: Adolescence and Suicide and Emergency and Urgent Care; Health Professionals; Adolescence and Emergency and Urgent Care and Suicide; Nursing and Suicide and Adolescencts; Adolescence and Emergency and Urgent Care and Health Professionals and Suicide.

Após a aplicação dessas estratégias procedeu-se à leitura de títulos e resumos, seguido da análise dos textos completos, considerando os critérios de inclusão previamente estabelecidos. Os critérios de inclusão compreenderam artigos científicos completos, disponíveis na íntegra, publicados entre 2012 e 2025, estudos de revisão e publicações em português, inglês, espanhol e turco. Foram excluídos teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso, monografias, livros e capítulos de livros, além de estudos que não abordassem diretamente a temática, artigos indisponíveis para acesso integral e publicações duplicadas ou com temáticas similares.

O processo de seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: leitura inicial de títulos e resumos, seguida da leitura completa dos textos que atenderam aos critérios previamente definidos. A análise final dos artigos foi conduzida de forma descritiva e crítica, permitindo identificar padrões, desafios e contribuições relacionados aos fatores que levam adolescentes a considerar ou tentar o suicídio. Após esse processo, um total de 18 artigos compôs a amostra final utilizada na presente revisão.

Também foram consultados sites oficiais, como os da Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde e Centro de Valorização da Vida (CVV). Para a construção da estratégia de busca.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Discussão dos achados com base na caracterização entre os estudos

A busca nas bases de dados resultou na identificação de 508 estudos, dos quais 485 estavam indexados na PubMed, 1 na SciELO, 11 na BVS/LILACS e 11 na EBSCO.

A análise dos estudos presentes no quadro 1 revela que o predomínio do sexo feminino nas tentativas de suicídio é um dos achados mais recorrentes na literatura. Diversos artigos convergem ao indicar que meninas apresentam maiores índices de ideação, planejamento e tentativa, demonstrando maior vulnerabilidade emocional e exposição a fatores como autocobrança, insatisfação corporal e experiências de violência simbólica ou psicológica. Essa predominância aparece tanto em pesquisas epidemiológicas quanto qualitativas, reforçando que o gênero é um determinante significativo na compreensão do comportamento suicida durante a adolescência.

Outro fator amplamente repetido entre os estudos é o uso da intoxicação medicamentosa como método predominante nas tentativas de suicídio. Pesquisas realizadas em serviços de urgência, hospitais regionais e estudos documentais apontam que essa forma de tentativa é a mais comum por ser acessível dentro do ambiente doméstico, além de exigir pouca preparação e apresentar menor letalidade imediata. Embora alguns trabalhos mencionem outros métodos, como uso de objetos perfurocortantes ou enforcamento, a intoxicação por medicamentos permanece como a escolha mais frequente entre adolescentes, evidenciando a necessidade de estratégias preventivas relacionadas ao controle e vigilância do acesso a substâncias farmacológicas.

Quadro 1 – Caracterização dos estudos selecionados (n=18).

ESTUDOSRESULTADOS
Alves; cadete, 2015
Verificar o registro e o número de casos de tentativa de suicídio entre crianças e adolescentes atendidos no pronto-atendimento de Matozinhos (MG), analisando como os profissionais de saúde registram e classificam esses casos. 
O estudo identificou subnotificação intensa, registros incompletos e classificações inadequadas das tentativas de suicídio. Dos 73.000 prontuários analisados, poucos casos foram registrados corretamente com o CID X60–X84; a maioria era registrada “por extenso” (ex.: tentativa de morte), ou com outros CIDs, prejudicando diagnóstico, encaminhamento e prevenção. Conclui-se que práticas profissionais fragmentadas, ausência de acolhimento integral e falhas na rede de cuidado comprometem a identificação e o manejo adequado das tentativas de suicídio infanto-juvenil. 

Avanci et al., 2024 — Mapear e analisar a produção científica nacional e internacional sobre iniciativas e programas de prevenção do comportamento suicida na adolescência baseados em habilidades socioemocionais.


A maioria das iniciativas é internacional; prevalece foco no suicídio (poucas abordam autolesão). Poucas estratégias são testadas e validadas. Elementos-chave: percepção, reconhecimento, compreensão, expressão e regulação das emoções, motivação e empatia. Escolas são protagonistas, e a saúde deve atuar de forma colaborativa. Há necessidade de planos nacionais e locais de prevenção com articulação intersetorial.

Çetinkaya; Gözen., 2016 O objetivo do estudo foi revisar o suicídio na adolescência, identificar fatores de risco biopsicossociais, socioculturais e ambientais, além de analisar os métodos de suicídio mais utilizados por adolescentes e descrever as abordagens de enfermagem na prevenção.

O estudo aponta que o suicídio é uma das principais causas de morte na adolescência e tem aumentado globalmente. Os principais fatores de risco incluem sintomas depressivos, abuso de substâncias, conflitos familiares, violência, baixo rendimento escolar, impulsividade e desesperança. Destaca também que enfermeiros têm papel essencial na identificação precoce dos riscos, na comunicação terapêutica, no suporte emocional, na orientação familiar e na aplicação de programas escolares de prevenção.
Claumann et al., 2018 – Objetivo: Estimar a prevalência de pensamentos e comportamentos suicidas e analisar sua associação com a insatisfação corporal em adolescentes. O sexo feminino apresentou maiores prevalências de ideação, planejamento e tentativa de suicídio. Adolescentes insatisfeitos com o corpo — tanto pela magreza quanto pelo excesso de peso — tiveram maior chance de ideação e planejamento suicida, independentemente de sexo, idade, IMC e maturação sexual. Não houve associação entre insatisfação corporal e tentativa de suicídio. A insatisfação com o corpo mostrou-se fator relevante de vulnerabilidade emocional. 
De Sousa et al., 2020 Conhecer como a equipe multiprofissional desenvolve a assistência à saúde nos casos de ideação suicida infantojuvenil na Atenção Primária e Secundária do município de Santarém-PA. A assistência apresenta grandes limites operacionais e organizacionais, incluindo falta de preparo dos profissionais, ausência de estrutura adequada, fragilidade da Rede de Atenção Psicossocial, dificuldade de manejo de pacientes em crise, carência de recursos, inexistência de CAPSi e pouca articulação entre os níveis de atenção. As falas revelam forte presença da palavra “não”, indicando ausência de suporte, protocolos e condições para um atendimento eficaz. 
Escobar et al., 2024 – Analisar como profissionais de uma rede intersetorial desenvolvem ações de cuidado aos adolescentes com comportamentos suicidas e autolesivos. O cuidado é marcado por duas estratégias centrais: acolhimento (escuta, vínculo, humanização) e ações preventivas, porém realizadas de forma pontual e insuficiente, principalmente em escolas e grupos da atenção básica. A rede apresenta fragilidades, como escassez de políticas infantojuvenis, falta de serviços especializados (poucos CAPSi, filas para psicoterapia/psiquiatria) e dificuldades na intersetorialidade, resultando em um cuidado fragmentado e insuficiente. 
Fogaça et al., 2023 – Identificar e caracterizar os atendimentos a adolescentes admitidos em um departamento de urgência e emergência por tentativa de suicídio.Identificaram-se 88 atendimentos, majoritariamente em meninas, expostas a múltiplos fatores de risco. A intoxicação exógena por medicamentos foi o principal método utilizado, ocorrendo principalmente no domicílio e em dias úteis. Houve repercussões clínicas importantes, com necessidade de intervenções (lavagem gástrica, hidratação, carvão ativado) e internações. Observou-se baixa notificação (26%) e predominância de abordagem focada na clínica e medicalização, com pouca atenção ao acolhimento e à saúde mental.

Fontão et al., 2020 – Caracterizar o perfil dos adolescentes atendidos por tentativa de suicídio em um hospital público, descrevendo fatores sociodemográficos, métodos utilizados e circunstâncias associadas.

O estudo identificou que a maioria das tentativas de suicídio ocorreu entre meninas adolescentes, com destaque para métodos como intoxicação medicamentosa. As tentativas aconteceram principalmente no domicílio. Fatores como conflitos familiares, sofrimento emocional, impulsividade e histórico prévio de tentativa foram recorrentes. Houve necessidade frequente de intervenções clínicas emergenciais, e observou-se fragilidade na continuidade do cuidado após a alta, indicando falhas na articulação da rede de atenção.

Gros et al., 2012 – Explorar e identificar intervenções de enfermagem consideradas benéficas por adolescentes em risco de suicídio durante a hospitalização psiquiátrica.


Adolescentes valorizam intervenções de enfermagem baseadas em apoio humano, individualizado e relacional. Destacam conexão emocional, escuta ativa sem julgamentos, conversas cotidianas, demonstrações de interesse, confiança, explicações claras e participação nas decisões. A criação de um ambiente físico e social acolhedor (luz, ar fresco, atividades, saída ao ar livre) também é percebida como fundamental. O cuidado colaborativo, centrado nos pontos fortes do jovem e na construção de esperança, favorece a recuperação.
Oliveira et al., 2020 – Caracterizar as tentativas de suicídio entre adolescentes e jovens em um município brasileiro. A maioria dos casos ocorreu entre jovens de 22 a 25 anos, mulheres, brancas, estudantes, solteiras, residentes na zona urbana. As tentativas ocorreram principalmente no próprio domicílio, à noite, e o método predominante foi o envenenamento, principalmente por medicamentos. O perfil encontrado é semelhante ao de adultos, indicando a necessidade de estratégias de prevenção mais efetivas voltadas a adolescentes e jovens. 

Oliveira et al., 2022 – Analisar as imagens veiculadas nas campanhas de prevenção do suicídio realizadas por órgãos representativos da saúde de países da América Latina, utilizando abordagem qualitativa com base na análise de imagens.


Foram analisados 6 cartazes de campanhas de prevenção ao suicídio, dos quais emergiram 9 subtemas, que se articularam em torno de um tema central: prevenção do suicídio como conhecimento difundido. As imagens apresentaram elementos visuais simbólicos, linguísticos e de diálogo que contribuem para a construção de sentidos destinados à prevenção do suicídio na adolescência.
Oliveira; Bessa; Teles, 2024 – comparar o desempenho de modelos BERT e LLMs (Bard, Bing/GPT-4, ChatGPT-3.5) na detecção de ideação suicida em textos não clínicos em português brasileiro.O Bing/GPT-4 apresentou o melhor desempenho (98% em todas as métricas), superando BERT e ChatGPT-3.5. Os modelos baseados em BERT também tiveram alta performance, enquanto o Bard apresentou os piores resultados. O estudo confirma que IA pode identificar com alta precisão textos com ideação suicida. 
Santana et al., 2021 – Compreender a atuação da enfermagem diante da tentativa de suicídio na adolescência e seus fatores sociais determinantes, a partir da literatura científica.A revisão mostrou que o suicídio na adolescência é um problema crescente e multicausal, relacionado a vulnerabilidades psicológicas, conflitos familiares, violência, bullying e desigualdades socioeconômicas. Identificou-se despreparo dos profissionais de enfermagem para lidar com adolescentes em crise suicida, baixa capacidade de acolhimento, presença de mitos sobre suicídio, pouca assistência às famílias e falhas na notificação. O estudo destaca a necessidade de capacitação profissional, acolhimento empático, escuta qualificada, fortalecimento da rede de apoio e elaboração de políticas preventivas na atenção básica e nos serviços de emergência. 

Simões et al., 2022 – conhecer as relações da rede de apoio social do adolescente com comportamento suicida.

Os adolescentes apresentaram fragilidades nas relações intrafamiliares, especialmente na comunicação, porém houve fortalecimento dos vínculos após intervenções do CAPSi. A rede de apoio com amigos e escola mostrou-se frágil, marcada por isolamento, bullying, preconceito e dificuldade de socialização. Professores foram vistos como mais acolhedores que colegas. A falta de apoio consistente aumenta a vulnerabilidade emocional e o risco de comportamento suicida.
Simões et al., 2022 – Identificar os motivos atribuídos às tentativas de suicídio na percepção dos adolescentesOs adolescentes atribuíram as tentativas de suicídio a múltiplos fatores, principalmente: conflitos familiares, perdas afetivas, violência física e psicológica, abuso sexual, dificuldades de adaptação, problemas de autoimagem e sentimentos de não pertencimento. Também relataram identificar o suicídio como forma de “acabar com o sofrimento”. A ingestão de grandes quantidades de medicamentos foi o método mais utilizado nas tentativas.
Souza DM et al., 2024 – Identificar o perfil dos atendimentos às tentativas de suicídio por adolescentes em um pronto-socorro e seus fatores associados. Houve predominância de intoxicações medicamentosas (84,6%), associadas ao sexo feminino e ao uso contínuo de psicotrópicos. Intoxicações por veneno foram associadas à ausência de uso de psicotrópicos e ao atendimento em sala de emergência. Meninos se associaram mais a intoxicação por álcool e drogas, ferimentos por arma branca e precipitação. A maioria das tentativas ocorreu em casa, em dias úteis, com transporte ao serviço feito pela família. Observou-se baixa notificação (28,5%). O perfil identificado pode ajudar a estruturar estratégias de prevenção, acolhimento e cuidado pós-tentativa
Souza et al., 2023 – Compreender as percepções da equipe multiprofissional de um departamento de urgência e emergência sobre o cuidado prestado a crianças e adolescentes após tentativa de suicídio. Os profissionais percebem o cuidado de forma biomédica e reducionista, marcado por estigma, julgamento e despreparo. A tentativa de suicídio é frequentemente interpretada como “chamar atenção”, minimizando o sofrimento mental. Há falta de acolhimento, limitações estruturais, ausência de preparo emocional e técnico, e tendência a focar apenas na estabilização física. Estratégias de melhoria são mencionadas, mas ainda vistas como mudanças que dependem tanto de fatores pessoais quanto institucionais. 
Zeng et al., 2024 – Sintetizar evidências de revisões sistemáticas e meta-análises sobre fatores de risco e fatores protetores relacionados a suicidabilidade e automutilação em adolescentes (10–24 anos), identificando quais exposições têm maior impacto populacional. O estudo encontrou que bullying/vitimização é o fator ambiental com maior impacto na suicidabilidade adolescente. Outros fortes fatores de risco incluem distúrbios do sono, absenteísmo escolar, uso de antidepressivos, transtornos mentais, histórico prévio de suicidabilidade/autolesão e populações vulneráveis (como LGBTQIA+). Como fatores protetores, destacam-se conectividade escolar, relacionamentos de apoio e ambientes seguros. O estudo recomenda que escolas e serviços de saúde priorizem estratégias focadas em conexão, prevenção do bullying e identificação precoce de fatores de risco. 
Fonte: Autoria própria, a partir dos dados dos 18 artigos incluídos na revisão.

Por fim, os conflitos familiares e a fragilidade das redes de apoio social constituem outro aspecto fortemente presente nos estudos analisados. A literatura aponta que relações familiares disfuncionais, ausência de diálogo, negligência, violência e vínculos afetivos fragilizados aumentam de forma significativa a vulnerabilidade do adolescente ao comportamento suicida. Além da família, a rede de apoio formada por escola, amigos e comunidade também é apontada como insuficiente ou ineficaz para acolher o sofrimento emocional, ampliando o risco. Em contrapartida, os estudos destacam que adolescentes com redes estruturadas, comunicação aberta e suporte afetivo apresentam maior proteção. Assim, a soma das evidências demonstra que a qualidade das relações sociais, especialmente familiares, atua como um fator central na compreensão e prevenção do comportamento suicida na adolescência.

Compreendendo o suicídio entre adolescentes

A adolescência se inicia aos 10 anos até aos 19 anos, 11 meses e 29 dias, sendo assim, é de suma importância que os profissionais de saúde acompanhem os adolescentes neste período, pois considerando os fatores ambientais, culturais e individuais que podem afetar e influenciar os adolescentes no período de desenvolvimento da puberdade (Brasil A, 2025).

A adolescência constitui uma fase decisiva do desenvolvimento humano, marcada por intensas transformações biológicas, psicológicas e sociais. A saúde mental, por sua vez, pode ser compreendida como um estado de bem-estar que possibilita ao indivíduo utilizar suas capacidades para enfrentar os desafios da vida, desenvolver-se plenamente e contribuir com o meio em que vive. Durante esse período, o adolescente começa a construir gradualmente sua maturidade, fortalecendo vínculos interpessoais, refletindo sobre escolhas profissionais e consolidando sua identidade pessoal. Essa etapa impõe diversas exigências e desafios, exigindo do jovem o enfrentamento de novos papéis sociais e situações até então desconhecidas. Nesse contexto de mudanças e descobertas, é natural que o adolescente busque adaptar-se às novas realidades, recorrendo aos recursos internos e às habilidades sociais adquiridas ao longo da infância e do início da juventude para compreender e lidar com as demandas próprias dessa fase (Simões et al., 2022; Brasil B, 2025).

Marcada por profundas transformações físicas, intensificação dos impulsos sexuais, necessidade crescente de autonomia e dificuldades nas relações familiares, diante dessas mudanças, muitos adolescentes encontram obstáculos em seu processo de adaptação, o que pode resultar no desenvolvimento de quadros de ansiedade, estresse e outros problemas de ordem psicossocial. Quando não conseguem elaborar estratégias para lidar com tais fatores, é possível que adotem comportamentos de risco, como a TS ou o suicídio, o que evidencia a complexidade e a vulnerabilidade que caracterizam esse momento do desenvolvimento humano (Çetinkaya; Gözen, 2016).

As tentativas de suicídio têm se tornado cada vez mais frequentes nos atendimentos de urgência, refletindo o aumento contínuo dos índices de comportamento suicida entre adolescentes nos últimos anos (Oliveira et al., 2020).

Motivos atribuídos a tentativa de suicidio na adolescência

Os resultados evidenciam que o comportamento suicida entre adolescentes é um fenômeno multifatorial, influenciado por aspectos individuais, familiares, sociais e culturais. Essa constatação reforça a adolescência é uma fase de intensas transformações e vulnerabilidades emocionais, em que fatores como conflitos familiares, baixa autoestima e dificuldades de socialização podem desencadear sofrimento psíquico e condutas autodestrutivas (Simões et al.,2022; Zeng et al., 2024)

A insatisfação com a imagem corporal foi destacada como um dos principais fatores de risco para a ideação suicida, reforçando que a percepção negativa do corpo durante a puberdade pode gerar sentimentos de inadequação e isolamento, favorecendo a depressão e pensamentos suicidas. Tais achados ressaltam a necessidade de intervenções voltadas à valorização da autoestima e à promoção de uma relação saudável com o corpo (Claumann et al., 2018; Oliveira et al., 2020)

Evidenciou que as adolescentes do sexo feminino apresentam maiores prevalências de ideação (16,0%), planejamento (12,1%) e tentativa de suicídio (6,8%) quando comparadas aos adolescentes do sexo masculino prevalências de ideação (11,6%), planejamento (9,0%) e tentativa de suicídio (4,2%). Essa diferença pode estar relacionada a fatores emocionais e sociais que afetam mais intensamente o sexo feminino, como maior sensibilidade a conflitos interpessoais, níveis elevados de ansiedade e depressão, além da pressão estética e da autocobrança em relação ao corpo e à aparência. 

O artigo destaca que tais aspectos contribuem para tornar as adolescentes mais vulneráveis a pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente quando há insatisfação com a imagem corporal, seja pela percepção de magreza excessiva ou de excesso de peso; conforme demonstrado no Gráfico 1 abaixo. 

Fonte: Realizado pelas autoras dados de Claumann et al., 2018. (adaptado).

Dessa forma, o sexo feminino demonstra ser mais propenso a esse tipo de sofrimento psicológico durante a adolescência, reforçando a importância de estratégias preventivas voltadas a essa população.

Estima-se que as tentativas de suicídio ocorram em número pelo menos dez vezes maior que os suicídios, mas esses dados ainda são pouco confiáveis devido à subnotificação. Neste estudo, apenas 26,1% dos casos foram registrados, mesmo com a notificação sendo obrigatória desde 2010. Nos serviços hospitalares, o uso de diferentes códigos, como intoxicações e acidentes muitas vezes não revela a intenção suicida, distorcendo as estatísticas. Além disso, a classificação de mortes como acidentes pode ocultar a verdadeira intenção, já que no Brasil se registra apenas a lesão que causou o óbito, e não seu propósito (Fogaça et al., 2023). 

Rede de apoio

O apoio social e afetivo exerce influência decisiva no desenvolvimento do adolescente, refletindo-se na qualidade de suas relações, na forma como é orientado e nas estratégias que utiliza para estabelecer vínculos saudáveis. O suporte oferecido pela família e pela comunidade tem papel protetor essencial, especialmente diante de situações adversas ou experiências traumáticas que possam comprometer o equilíbrio emocional. Esses vínculos atuam como fatores de proteção importantes, fortalecendo a capacidade do adolescente de enfrentar dificuldades e promovendo uma base emocional mais estável. Além de favorecer o crescimento pessoal, o apoio social contribui para prevenir riscos psicossociais, como o surgimento de transtornos mentais, alterações comportamentais e dificuldades cognitivas e afetivas, que se tornam mais evidentes em contextos de vulnerabilidade (Simões et al., 2022).

Outro aspecto relevante refere-se à rede de apoio, composta por família, escola e comunidade. Os vínculos afetivos e sociais sólidos exercem papel protetivo, funcionando como mediadores no enfrentamento de crises emocionais. O ambiente escolar, quando estruturado para promover escuta e acolhimento, também contribui para a redução da violência e do sofrimento psíquico (Avanci et al., 2024; Simões et al., 2022; De Sousa et al., 2020)

Os serviços de urgência e emergência apresentam papel crucial na detecção e intervenção imediata, porém carecem de protocolos integrados e de articulação com outros níveis de atenção, o que dificulta a continuidade do cuidado. Essa fragilidade reflete a fragmentação das políticas públicas voltadas à saúde mental infantojuvenil (Fogaça et al., 2023).

O Centro de Valorização da Vida (CVV), é um grupo nacional, sendo independente e não possui nenhum tipo de vínculo com entidades religiosas, políticos ou empresariais. Desde 1962, o CVV oferece uma rede de apoio emocional e de prevenção do suicídio de forma gratuita, sendo um dos seus principais objetivos oferecer um atendimento sigiloso e sem julgamentos. O atendimento oferecido pelo CVV está disponível 24 horas por dia pelo telefone 188, sendo a ligação de forma gratuita, além de chat, e-mail e, em alguns locais, oferecem até atendimento presencial (CVV, 2023; Brasil C, 2022).

Por fim, a campanha Setembro Amarelo e as ações do CVV configuram estratégias fundamentais para ampliar a conscientização sobre o tema e incentivar a busca por ajuda. Essas iniciativas contribuem para a desmistificação do suicídio e para o fortalecimento das redes de apoio social e emocional (Brasil C, 2022; CVV, 2023).

De modo geral, os resultados da presente pesquisa reforçam que a prevenção do suicídio na adolescência exige uma abordagem intersetorial, envolvendo família, escola, serviços de saúde e políticas públicas. O reconhecimento precoce dos sinais de risco e o fortalecimento dos fatores protetivos são fundamentais para reduzir as taxas de tentativa e promover o bem-estar psicológico dos jovens.

4. CONCLUSÃO

No que se refere aos profissionais de saúde, os estudos analisados reforçam a importância de uma abordagem empática e humanizada no atendimento a adolescentes em sofrimento. Destacando que a escuta ativa e o acolhimento sem julgamento são fundamentais para a construção de vínculo terapêutico. Contudo, ainda se observam lacunas na formação e na estrutura dos serviços, o que limita a eficácia das ações preventivas (Oliveira et al., 2020; Souza et al., 2023).

As tentativas de suicídio entre adolescentes exigem estratégias de cuidado integradas, com foco na escuta empática, no fortalecimento de vínculos e no encaminhamento para acompanhamento contínuo. Serviços como UBS, CAPS, UPA, SAMU e CVV são fundamentais nesse processo. Não foi realizada uma investigação aprofundada, o que evidencia a necessidade de estudos mais robustos que permitam compreender de forma sistemática as fragilidades existentes nos serviços de atenção à saúde mental. Apesar dos avanços, ainda faltam pesquisas que padronizem o atendimento, reforçando a importância de novas investigações e de políticas públicas voltadas à prevenção e ao cuidado.


REFERÊNCIAS

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ÇETİNKAYA, H.; GÖZEN, D. Adolescent suicide, risk factors and nursing approach. The Journal of Pediatric Research, v. 3, n. 3, p. 133–138, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.4274/jpr.96268. Acesso em: 2 Mar. 2025. 

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