PHYSIOTHERAPEUTIC ASSISTANCE IN LABOR
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510112300
Layana Cavalcante de Assis1
Edna Maria Pereira de Oliveira2
Francisco Felício da Silva Junior3
Hozana Silveira de Aviz Oliveira4
Rita de Cássia Batista da Silva5
Wellinton da Silva e Silva6
Resumo
Introdução: A assistência fisioterapêutica no trabalho de parto é uma prática fundamental para o cuidado humanizado da gestante, pois oferece estratégias não farmacológicas para alívio da dor, redução da ansiedade e promoção do bem-estar. O fisioterapeuta atua com exercícios respiratórios, técnicas de relaxamento, mobilidade pélvica, uso de bolas suíças, massagens e banhos mornos, recursos que favorecem a evolução fisiológica do parto e proporcionam maior autonomia à parturiente. Além de auxiliar no controle da dor, essas práticas contribuem para a diminuição do tempo de trabalho de parto, estimulam a descida fetal e reduzem a necessidade de intervenções médicas invasivas. Outro aspecto importante é a preservação do assoalho pélvico, que, por meio de orientações posturais e exercícios adequados, previne disfunções urinárias e prolapsos no pós-parto. Dessa forma, a fisioterapia representa um recurso essencial para a saúde física e emocional da gestante, garantindo um processo de parturição mais seguro, natural e humanizado. Objetivo: Avaliar e compreender a assistência fisioterapêutica no trabalho parturiente. Metodologia: Revisão bibliográfica, das bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Public Medicine (PubMed), e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), adotados critérios de inclusão nos artigos publicados no intervalo temporal dos últimos cinco (6) anos – de 2019 a 2025. Resultados e conclusão: A assistência fisioterapêutica no trabalho de parto evidencia-se como uma prática essencial para a promoção de partos humanizados, seguros e eficazes.
Palavras-chaves: Assistência, Fisioterapia, Parto humanizado.
1. INTRODUÇÃO
A assistência fisioterapêutica no trabalho de parto tem se consolidado como uma prática essencial dentro do contexto da saúde da mulher, especialmente no que se refere à valorização do parto humanizado e à redução das intervenções desnecessárias, onde muitas vezes até pode ser levado à morte. A presença do fisioterapeuta durante o processo parturitivo contribui para oferecer à gestante maior segurança, autonomia e conforto, respeitando seu protagonismo no momento do nascimento. Esse profissional atua de forma integrada à equipe multiprofissional de saúde, implementando estratégias que favorecem tanto o bem-estar físico quanto o emocional da parturiente, além de auxiliar no bom andamento do trabalho de parto. (Afonso;2024).
A fisioterapia obstétrica emprega diferentes recursos não farmacológicos que se mostram eficazes para o controle da dor, para a diminuição da ansiedade e para a progressão adequada do trabalho de parto. Entre as técnicas mais utilizadas destacam-se os exercícios respiratórios, que promovem relaxamento e melhor oxigenação materno-fetal; a mobilidade pélvica, que favorece o encaixe do feto e a dilatação do colo uterino; a adoção de posturas facilitadoras, que contribuem para a descida fetal; e o uso de massagens, alongamentos e métodos de analgesia não invasivos. Essas práticas têm como objetivo não apenas aliviar sintomas desconfortáveis, mas também criar condições mais favoráveis para um parto fisiológico e menos traumático. (Dos Santos et al.,2025)
Outro aspecto relevante da atuação fisioterapêutica é a prevenção de complicações, como as lesões perineais, que podem comprometer a qualidade de vida da mulher no pós-parto. Técnicas que promovem a flexibilidade muscular e o preparo do assoalho pélvico demonstram benefícios significativos nesse sentido. Além disso, a orientação da parturiente e de seu acompanhante possibilita uma vivência mais participativa e consciente, fortalecendo vínculos familiares e reduzindo medos e inseguranças frequentemente presentes no processo de parto. ( Santos,2024).
A assistência fisioterapêutica também pode auxiliar as mulheres a se prepararem tomando consciência da necessidade de manter a calma e relaxamento durante o trabalho de parto. Para isso, os fisioterapeutas podem usar métodos não farmacológicos de alívio da dor e técnicas que permitem o fortalecimento e consciência corporal para relaxá-las e reduzir a dor. (Da Silva ;2024).
Nesse contexto, a inserção da fisioterapia no trabalho de parto representa não apenas um suporte técnico e científico, mas também uma estratégia humanizada de cuidado, centrada na mulher e em suas necessidades. Ao oferecer meios de controle da dor, de autonomia e de respeito às escolhas maternas, a fisioterapia contribui para que o nascimento seja vivido de forma mais positiva, segura e acolhedora. Dessa maneira, sua atuação evidencia a importância de integrar saberes multiprofissionais em prol da saúde integral da mãe e do bebê. (Costa et al;2024).
Justifica-se a importância da assistência fisioterapêutica no trabalho de parto está relacionada ao seu papel fundamental na promoção de um processo de nascimento mais humanizado, seguro e participativo. O parto, por ser um evento fisiológico e ao mesmo tempo complexo, exige cuidados que ultrapassam o aspecto médico, abrangendo dimensões físicas, emocionais e sociais da mulher. Nesse sentido, a fisioterapia contribui de forma significativa, pois oferece recursos que favorecem a redução da dor, auxiliam na progressão do trabalho de parto e promovem o protagonismo da gestante. Técnicas como exercícios respiratórios, mobilização pélvica, adoção de posturas facilitadoras, massagens e alongamentos tornam o processo menos desgastante, melhorando a experiência da parturiente e fortalecendo o vínculo materno-fetal.(Vieira et al;2024)
Apesar dos avanços na área da saúde materna e da crescente valorização do parto humanizado, ainda existem barreiras significativas para a implementação da assistência fisioterapêutica no trabalho de parto. Um dos principais problemas é a falta de reconhecimento e integração do fisioterapeuta nas equipes multiprofissionais de obstetrícia, o que limita a atuação desse profissional em muitos serviços de saúde. Em grande parte das maternidades, o processo de parto ainda é conduzido com ênfase em intervenções médicas e farmacológicas, o que pode levar à excessiva medicalização e à perda do protagonismo da gestante. (Araújo;2025).
Outro aspecto relevante da problemática está relacionado à desinformação das próprias gestantes e de seus familiares sobre os benefícios da fisioterapia durante o trabalho de parto. Muitas mulheres desconhecem os métodos não farmacológicos de alívio da dor e a importância das técnicas que favorecem a progressão natural do parto. Isso gera insegurança, ansiedade e maior aceitação de procedimentos invasivos que poderiam ser evitados .( Afonso;2024).
Por fim, o objetivo desta pesquisa é promover a compreensão sobre a importância da assistência fisioterapêutica no trabalho de parto, destacando suas contribuições para o alívio da dor, a progressão do parto, a humanização da assistência à mulher e a prevenção de complicações obstétricas.(Dos Santos;2025).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 HISTÓRICO DA FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA
A fisioterapia obstétrica constitui uma área de atuação que busca promover a saúde da mulher no ciclo gravídico-puerperal, atuando desde a preparação para o parto até a recuperação no pós-parto. Historicamente, o parto sempre foi um evento natural conduzido por parteiras, em um ambiente doméstico e pouco intervencionista. Com o avanço da medicina no século XX e a institucionalização do parto hospitalar, houve um processo de intensa medicalização, o que afastou a mulher do protagonismo no momento do nascimento .Nesse contexto, a fisioterapia obstétrica surge como uma alternativa para resgatar práticas de cuidado centradas na parturiente, promovendo não apenas segurança clínica, mas também bem-estar físico e emocional. (Santos; Souza, 2020).
A inserção da fisioterapia na área da saúde da mulher ocorreu inicialmente na Europa e nos Estados Unidos, onde técnicas respiratórias, de relaxamento e de mobilidade corporal passaram a ser utilizadas para auxiliar gestantes durante o trabalho de parto . No Brasil, a fisioterapia obstétrica consolidou-se a partir da década de 1980, paralelamente à criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), que representou um marco nas políticas públicas voltadas para esse público (BRASIL, 1984). Esse programa abriu espaço para práticas multiprofissionais que buscavam não apenas tratar doenças, mas também promover saúde e qualidade de vida. (Rodrigues et al., 2019).
Posteriormente, a criação da Rede Cegonha em 2011 reforçou a valorização do parto humanizado e a inserção de profissionais como o fisioterapeuta nas equipes de atenção obstétrica . Com isso, foi possível expandir o uso de métodos não farmacológicos de alívio da dor, como exercícios pélvicos, massagens e técnicas de respiração, práticas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2018) como estratégias eficazes para favorecer a evolução do parto e reduzir intervenções desnecessárias. (Brasil, 2011).
Atualmente, a fisioterapia obstétrica é considerada uma especialidade consolidada e baseada em evidências científicas, com contribuições que vão desde a redução da dor e da ansiedade até a prevenção de complicações, como lacerações perineais. A atuação do fisioterapeuta possibilita maior protagonismo feminino, fortalece o vínculo materno-fetal e favorece experiências de parto mais positivas e seguras. Dessa forma, o histórico dessa área demonstra uma evolução contínua, que a transformou de uma prática complementar em um recurso essencial para a humanização da assistência ao parto. (Almeida,2021).
2.2 RECURSOS FISIOTERAPÊUTICOS NO TRABALHO DE PARTO
A fisioterapia obstétrica utiliza diversos recursos e técnicas voltadas para promover o conforto, o alívio da dor e a progressão adequada do trabalho de parto, sempre de maneira não invasiva e baseada em evidências científicas. Entre os principais recursos utilizados destacam-se os exercícios respiratórios, que ajudam a controlar a ansiedade, melhorar a oxigenação materno-fetal e proporcionar relaxamento muscular, favorecendo a evolução do parto A respiração adequada é fundamental para reduzir a dor e aumentar a percepção de controle da gestante sobre o processo de nascimento. (Pereira; Almeida, 2021).
Outro recurso essencial é a mobilidade pélvica, que inclui movimentos de inclinação pélvica, círculos de quadril e exercícios em bola suíça. Essas práticas auxiliam no posicionamento correto do feto, favorecem a dilatação do colo uterino e contribuem para a redução da dor lombar, permitindo que a parturiente encontre posturas confortáveis durante as diferentes fases do trabalho de parto . A adoção de posturas facilitadoras, como a posição de cócoras, de quatro apoios ou a posição deitada lateral, também desempenha papel importante na progressão do parto, pois utiliza a força da gravidade e amplia o diâmetro pélvico, facilitando a descida fetal (De Sousa et al,2021).
A massoterapia e o uso de técnicas de relaxamento constituem métodos eficazes para aliviar tensões musculares, reduzir dores lombares e promover sensação de bem-estar. Além disso, técnicas de alongamento e mobilização ativa dos membros inferiores e da região lombopélvica ajudam a prevenir fadiga e melhorar a circulação sanguínea. A preparação do assoalho pélvico, por meio de exercícios de fortalecimento e alongamento, tem se mostrado eficaz na prevenção de lacerações perineais e na redução de complicações pós-parto (Tavares et al,2023).
Outro recurso bastante utilizado é a hidroterapia, que permite à gestante movimentar-se com menor esforço, aliviar dores e reduzir o estresse durante o trabalho de parto. A utilização de calor local, compressas quentes ou frias também contribui para o conforto e diminuição da dor. Esses métodos não apenas promovem benefícios fisiológicos, mas também fortalecem a autonomia da gestante, estimulando o protagonismo no processo de nascimento (González et al,2025).
Dessa forma, os recursos fisioterapêuticos no trabalho de parto configuram um conjunto de estratégias que unem conforto, segurança e humanização. A atuação do fisioterapeuta, utilizando técnicas específicas e adaptadas às necessidades da mulher, contribui para um parto mais positivo, seguro e eficiente, refletindo diretamente na experiência materna e na qualidade do atendimento obstétrico (Dos Santos,2025).
2.3 BENEFÍCIOS DA FISIOTERAPIA OBSTÉTRICA
A fisioterapia obstétrica é uma área essencial da saúde da mulher, atuando na gestação, parto e puerpério, com foco na prevenção de disfunções, promoção da qualidade de vida e no protagonismo da parturiente. Durante a gestação, a mulher vivencia diversas mudanças fisiológicas, hormonais e emocionais que podem gerar desconfortos musculoesqueléticos, como lombalgia, dores pélvicas e alterações posturais. Nesse sentido, a fisioterapia contribui para a redução de dores, melhora da postura, fortalecimento muscular e equilíbrio corporal (Gomes,2025).
Além disso, o acompanhamento fisioterapêutico prepara a gestante para o trabalho de parto, utilizando exercícios respiratórios, de relaxamento, mobilidade pélvica e métodos de analgesia não farmacológica, o que possibilita maior segurança e conforto durante o processo de parturição. Pesquisas evidenciam que a fisioterapia pode reduzir a duração do trabalho de parto e minimizar a necessidade de intervenções médicas, como cesarianas e uso de ocitocina (Silvestre et al,2025).
Outro aspecto relevante é a atenção ao assoalho pélvico. O fortalecimento dessa região previne e trata disfunções urinárias, prolapsos e alterações sexuais, proporcionando maior controle e consciência corporal. Do ponto de vista circulatório, os exercícios fisioterapêuticos também favorecem a circulação sanguínea, auxiliando no controle de edemas, varizes e na prevenção de complicações como trombose venosa profunda (Affonso, 2024).
No período puerperal, a fisioterapia desempenha papel fundamental na reabilitação, auxiliando na recuperação da força abdominal, no fortalecimento do assoalho pélvico e na readaptação funcional da mulher às atividades de vida diária. Além dos benefícios físicos, há efeitos psicológicos positivos, pois, a atuação fisioterapêutica reduz sintomas de ansiedade, promove autoconfiança e fortalece o vínculo mãe-bebê. Portanto, a fisioterapia obstétrica deve ser entendida como prática preventiva, educativa e terapêutica, capaz de promover saúde integral, autonomia e bem-estar à mulher, sendo um recurso indispensável no cuidado humanizado à gestante (Costa,2022).
3. METODOLOGIA
Esta pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura. O critério de pesquisa empregado consistiu na coleta de artigos científicos das bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Public Medicine (PubMed), e BDENF.
Nessas bases foram utilizados os descritores “parto” (birth), “fisioterapia” (physiotherapy) e “grávidas“ (pregnant women), os quais foram retirados do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH), e serão utilizados booleanos “AND” e “OR” entre eles para melhor filtração dos achados.
Foram adotados critérios de inclusão nos artigos publicados no intervalo temporal dos últimos cinco (6) anos – de 2019 a 2025 (Totalizando uma média de dezesseis artigos), sendo redigidos em português e inglês. Obras incluídas como: estudos transversais e longitudinais que abordam: as contribuições da fisioterapia pélvica para o parto vaginal, assistência fisioterapêutica no trabalho de parto, atenção fisioterapêutica no trabalho de parto e parto dentre outros.
Os critérios de exclusão englobaram aqueles artigos que não estavam completos, que não somaram para uma boa perspectiva de resultado esperado para o tema abordado ou que não abordaram o tema, como por exemplo temáticas de violência obstétrica, fisioterapia pós-parto, dentre outros. Além do fluxograma abaixo, que utilizou o programa PRISMA, que incluiu um checklist com uma média de itens que devem estar presentes na introdução, métodos, resultados e discussão da revisão sistemática. Isso contribui para a padronização das publicações, facilitando a comparação entre estudos e a reprodutibilidade científica (Galvão, Tiguman, e Sarkis-Onofre, 2022; Marques et al., 2025).

Fonte: Galvão, Tiguman e Sarkis-Onofre (2022)
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A assistência fisioterapêutica no trabalho de parto tem demonstrado efeitos positivos em diversos estudos como o de Pereira e Almeida (2021), que vem evidenciando melhorias significativas no conforto, na segurança e na experiência da gestante durante o parto. Técnicas como exercícios respiratórios, mobilidade pélvica, posturas facilitadoras, massagem, alongamentos e hidroterapia contribuem para o alívio da dor e da ansiedade, fatores que impactam diretamente no bem-estar físico e emocional da mulher . O uso de métodos não farmacológicos permite que a gestante mantenha maior autonomia e protagonismo, favorecendo decisões conscientes ao longo do processo do parto.
A aplicação de exercícios de mobilidade pélvica e posturas facilitadoras Segundo Rodrigues et al (2019) promove o correto posicionamento do feto, melhora a dilatação do colo uterino e facilita a descida do bebê, resultando em uma progressão mais eficiente do trabalho de parto. Esses efeitos contribuem para a redução da duração do parto, diminuindo a necessidade de intervenções médicas invasivas, como analgesia farmacológica excessiva e cesariana desnecessária, alinhando a prática aos princípios do parto humanizado.
Além disso, a fisioterapia obstétrica exerce papel fundamental na prevenção de complicações perineais e musculoesqueléticas, segundo Silvestre et al (2025), exercícios específicos de fortalecimento e alongamento do assoalho pélvico reduzem o risco de lacerações e promovem melhor recuperação pós-parto, enquanto técnicas de massagem, alongamento e hidroterapia aliviam desconfortos lombares e fadiga muscular . O suporte fisioterapêutico também está relacionado à melhora da circulação sanguínea e ao controle de edemas, fatores importantes para o conforto físico da gestante durante as fases ativas do trabalho de parto.
Do ponto de vista emocional, Santos e Sousa (2020), mostram que a presença do fisioterapeuta contribui para reduzir a ansiedade, fortalecer a confiança da gestante em seu corpo e proporcionar maior sensação de controle sobre o parto. A participação de acompanhantes, quando orientada pelo fisioterapeuta, reforça vínculos familiares e cria um ambiente acolhedor, fortalecendo o protagonismo da mulher no processo de nascimento.
Apesar dos benefícios comprovados, existem desafios para a implementação da fisioterapia obstétrica em larga escala. De acordo com Vieira (2024), Barreiras institucionais, escassez de protocolos padronizados, resistência cultural e limitação de profissionais capacitados dificultam a universalização dessa prática. Superar essas dificuldades é essencial para consolidar a fisioterapia como componente indispensável do cuidado humanizado à gestante .
Em síntese, os resultados demonstram que a fisioterapia obstétrica melhora a experiência do parto, promovendo benefícios físicos, emocionais e sociais. Sua atuação favorece o parto fisiológico, reduz complicações, diminui a dor e a ansiedade, e fortalece o protagonismo da gestante. Além disso, de acordo com Gomes (2024), evidencia a importância da integração do fisioterapeuta à equipe multiprofissional, consolidando sua função como elemento estratégico na promoção da saúde materna e infantil. Dessa forma, a assistência fisioterapêutica contribui para partos mais seguros, humanizados e satisfatórios, alinhando práticas clínicas à recomendação de evidências científicas nacionais e internacionais.
5. CONCLUSÃO
A assistência fisioterapêutica no trabalho de parto evidencia-se como uma prática essencial para a promoção de partos humanizados, seguros e eficazes. A atuação do fisioterapeuta, aliada à equipe multiprofissional, proporciona à gestante benefícios significativos que abrangem aspectos físicos, emocionais e psicológicos, garantindo maior conforto, alívio da dor, redução do estresse e fortalecimento do protagonismo feminino durante o processo de nascimento .Técnicas como exercícios respiratórios, mobilidade pélvica, posturas facilitadoras, massoterapia, alongamentos e hidroterapia contribuem para a progressão adequada do trabalho de parto, diminuindo a duração do processo e a necessidade de intervenções invasivas, além de prevenir complicações perineais e musculoesqueléticas e de parto.
Importante destacar também o impacto da fisioterapia obstétrica na experiência emocional da gestante, como foi dito orientação contínua do fisioterapeuta, aliada à participação de acompanhantes, favorece a redução da ansiedade, aumenta a confiança da mulher em seu corpo e promove um ambiente acolhedor, sem medo, fortalecendo vínculos familiares e o vínculo materno-fetal. Esses resultados reforçam a importância de práticas centradas na mulher, respeitando suas necessidades e escolhas, e garantindo protagonismo durante o parto.
Apesar dos benefícios comprovados, a inserção da fisioterapia obstétrica ainda enfrenta desafios, como a falta de protocolos padronizados, a resistência cultural e a limitação de profissionais qualificados. A superação desses obstáculos é fundamental para ampliar o acesso a essa prática e consolidá-la como componente indispensável do cuidado humanizado à gestante . A criação de políticas públicas específicas, capacitação de profissionais e sensibilização da sociedade sobre a importância da fisioterapia obstétrica são medidas necessárias para garantir a efetividade e a abrangência dessa atuação.
Portanto, a fisioterapia obstétrica não apenas favorece o parto fisiológico e seguro, mas também promove bem-estar emocional e fortalece a autonomia da gestante sobre seus limites, contribuindo para experiências de parto mais positivas e humanizadas. Sua integração às práticas obstétricas evidencia a relevância de um cuidado multidimensional, centrado na mulher, que une ciência, técnica e humanização, refletindo diretamente na saúde materna e infantil. Dessa forma, o trabalho reafirma que a atuação do fisioterapeuta é estratégica e indispensável no contexto do trabalho de parto, promovendo benefícios imediatos e duradouros para mãe e bebê.
REFERÊNCIAS
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1Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: layanaassis8915@gmail.com
2Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: – edna14.oliveira@gmail.com
3Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: feliciojr30@gmail.com
4Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: hozana3200@gmail.com
5Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: Cassiabatista14@icloud.com
6Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro universitário UNUPLAN Campus Bragança-Pa. E-mail: fisiowellinton@gmail.com
