APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM PACIENTES COM BRUXISMO ABORDAGEM TERAPÊUTICA

APPLICATION OF BOTULINUM TOXIN IN PATIENTS WITH BRUXISM: A THERAPEUTIC APPROACH

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510262011


Townsend, I; Porto, M.D.L; Maciel, R.D.S1
Albuquerque, S. R. F.2


Resumo

O bruxismo é uma atividade parafuncional caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes, que pode ocorrer durante o sono ou em vigília, resultando em dor orofacial, desgaste dentário e disfunções musculares. Nos últimos anos, o uso da toxina botulínica tipo A (BoNT-A) tem sido amplamente estudado como alternativa terapêutica minimamente invasiva para o controle dos sintomas musculares associados ao bruxismo. Este trabalho realizou uma revisão de literatura sobre a eficácia e a segurança da BoNT-A no tratamento do bruxismo, com base em publicações dos últimos cinco anos. Os resultados demonstram que a aplicação da toxina promove relaxamento muscular, redução da dor e melhora da função mastigatória, com mínima ocorrência de efeitos adversos. Além disso, observou-se impacto positivo na estética facial e na qualidade de vida dos pacientes. Conclui-se que a BoNT-A é uma abordagem promissora no manejo clínico do bruxismo, desde que aplicada de forma criteriosa e integrada a um plano terapêutico interdisciplinar.

Palavras-chave: Bruxismo; Toxina Botulínica Tipo A; Dor Orofacial; Oclusão Dentária; Terapia Interdisciplina

1 INTRODUÇÃO

O bruxismo é definido como uma atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes, podendo ocorrer durante o sono (bruxismo do sono) ou em vigília (bruxismo em vigília). Trata-se de uma parafunção que pode gerar desde desgaste dentário até dor muscular e disfunções articulares. Em adultos, a prevalência de bruxismo em vigília é estimada em cerca de 15%, enquanto o bruxismo do sono afeta aproximadamente 8% a 13% da população mundial (Melo et al., 2021). Em adolescentes brasileiros, verificou-se que a prevalência de bruxismo do sono aumentou de 13% para 22% após o início da pandemia de COVID-19, sugerindo influência direta de fatores psicossociais sobre a condição (Farias et al., 2023). O bruxismo é definido como uma atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes, podendo ocorrer durante o sono (bruxismo do sono) ou em vigília (bruxismo em vigília) (Okeson, 2024).

As causas do bruxismo são multifatoriais, envolvendo aspectos físicos, genéticos, neurológicos e psicológicos. Fatores como estresse, ansiedade, depressão e distúrbios do sono são apontados como determinantes relevantes (Wieckiewicz et al., 2020). Durante a pandemia, um estudo observacional com adultos brasileiros identificou aumento expressivo de sintomas de bruxismo em associação direta com níveis elevados de estresse e tensão emocional (Generoso et al., 2022). Em outro levantamento com universitários da área da saúde, 54% relataram bruxismo do sono e forte correlação com insônia e sintomas de ansiedade (Santanna et al., 2024).

Pesquisas sugerem associação entre bruxismo e disfunção temporomandibular (DTM), indicando que pacientes com bruxismo têm até cinco vezes mais chance de apresentar dor articular ou muscular na mandíbula (Wetselaar et al., 2020). Estudos brasileiros também evidenciam que a prevalência de bruxismo do sono em crianças varia entre 20% e 25%, com maior frequência em indivíduos com maloclusão, má higiene bucal e hábitos orais deletérios, como roer unhas ou morder objetos (Gomes et al., 2022).

O tratamento visa controlar a hiperatividade muscular e minimizar os danos. As abordagens tradicionais incluem placas oclusais, fisioterapia orofacial e manejo do estresse, mas terapias mais recentes vêm incorporando o uso da toxina botulínica tipo A (BoNT-A) (Melo et al., 2021). O impacto clínico do bruxismo vai além do sistema estomatognático, incluindo cefaleia tensional, fadiga mastigatória e distúrbios do sono (Okeson, 2024).

A aplicação de BoNT-A nos músculos mastigatórios reduz a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, promovendo relaxamento e diminuição da dor (Wieckiewicz et al., 2020). Ensaios clínicos randomizados mostraram que a toxina reduz significativamente a dor miofascial, a força de mordida e a frequência dos episódios de ranger ou apertar os dentes (Generoso et al., 2022). Estudos comparativos também apontam eficácia semelhante ou superior da BoNT-A em relação às placas oclusais no controle da dor e da atividade muscular (Santanna et al., 2024).

Dessa forma, o manejo interdisciplinar do bruxismo deve integrar diagnóstico clínico criterioso, avaliação psicológica e, quando indicado, terapias farmacológicas ou com toxina botulínica, visando melhorar a função mastigatória e a qualidade de vida do paciente (Okeson, 2024).

O presente trabalho tem como objetivo analisar a aplicação da toxina botulínica tipo A como alternativa terapêutica no controle do bruxismo, enfatizando seus efeitos na redução da dor muscular, na diminuição da força mastigatória e na melhora da qualidade de vida dos pacientes. A justificativa baseia-se na crescente evidência científica de que o uso da BoNT-A oferece resultados clínicos satisfatórios e seguros, especialmente em casos refratários às terapias convencionais, consolidando-se como uma abordagem promissora na prática odontológica contemporânea.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1.  Introdução e Contexto do Bruxismo

A toxina botulínica tipo A (BoNT-A) emergiu como uma alternativa promissora para o manejo do bruxismo (Nogueira et al., 2025). A hiperatividade dos músculos da mastigação torna a toxina botulínica uma opção atraente para o tratamento (Da Silva et al., 2025). Essa substância é considerada uma intervenção minimamente invasiva para o tratamento do bruxismo, especialmente nos casos refratários às terapias convencionais (Da Silva et al., 2025). A utilização da toxina botulínica é reconhecida legalmente para fins terapêuticos por cirurgiões-dentistas (Alkhater et al., 2025). De acordo com a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), o bruxismo afeta uma parcela significativa da população, sendo um problema de saúde pública que exige intervenções eficazes (Cadernos de Odontologia do

Unifeso, 2025). O bruxismo é definido como uma atividade repetitiva dos músculos mastigatórios, caracterizada por apertamento ou ranger dos dentes (Garcia, 2025).

2.2.  Anatomia e Ação Muscular Acarretadoras do Bruxismo

A atividade excessiva desses músculos leva à sobrecarga no sistema estomatognático, resultando em dor e desgaste dentário (Bonifácio & Silva, 2025). O músculo masseter é um músculo espesso e potente, sendo o principal responsável pela elevação da mandíbula e pelo fechamento da boca (Cadernos de Odontologia do Unifeso, 2025). A hipertrofia do masseter é frequentemente observada em pacientes com bruxismo crônico devido à sobrecarga funcional (Cadernos de Odontologia do Unifeso, 2025). A ação da toxina botulínica se concentra na inibição seletiva desses músculos hiperativos para reduzir a força de apertamento (Nogueira et al., 2025). O bruxismo envolve a atividade desregulada dos músculos elevadores da mandíbula, principalmente o masseter e o temporal (Nogueira et al., 2025). O músculo temporal, de forma semelhante, desempenha um papel crucial na elevação e retração mandibular (Nogueira et al., 2025).

2.3.  Mecanismo de Ação e Alvo Terapêutico

Esse mecanismo impede a transmissão neuromuscular, levando ao relaxamento e à diminuição das contrações musculares excessivas (Choi et al., 2020). Este efeito é localizado, minimizando as reações adversas sistêmicas (Hospodar & Kalish, 2023). A ação da BoNT-A resulta em um bloqueio químico temporário, proporcionando alívio sem cirurgia (Vieira de Sousa et al., 2024). A BoNT-A atua bloqueando a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas pré-sinápticas (Da Silva et al., 2025). A injeção da toxina botulínica é um meio efetivo de intervenção para a dor muscular associada ao bruxismo (Kwak et al., 2025). A eficácia da toxina é atribuída à redução da atividade muscular no masseter e no temporal (Kwak et al., 2025). A toxina liga-se irreversivelmente ao terminal nervoso pré-sináptico, internalizando e clivando proteínas essenciais para a liberação da acetilcolina (Nogueira et al., 2025). A paralisia flácida resultante reduz a força excessiva da mordida e a atividade parafuncional (Vieira et al., 2025).

2.4.  Eficácia Clínica e Sintomática

O tratamento com BoNT-A pode efetivamente reduzir os sintomas do bruxismo (Sendra et al., 2021). A redução da dor e do desconforto muscular está consistentemente associada ao tratamento com a toxina (Ferreira et al., 2022). Foi observada uma diminuição significativa na frequência e intensidade do bruxismo noturno após a aplicação da toxina botulínica (Silvestri et al., 2023). Uma única injeção de BoNT-A nos músculos de fechamento da mandíbula controla o bruxismo do sono por pelo menos um mês (Martins et al., 2023). A intensidade da dor muscular, medida pela Escala Visual Analógica (VAS), diminuiu significativamente em indivíduos tratados com BoNT-A (Vieira de Sousa et al., 2024).

2.5.  Impacto nos Parâmetros Fisiológicos

Essa redução é um resultado direto do enfraquecimento muscular controlado e temporário (Hosgor & Altindis, 2020). A força máxima de mordida também demonstrou uma queda significativa após a terapia com a toxina (Leal et al., 2020). A aplicação da toxina botulínica resulta em uma redução significativa da amplitude eletromiográfica (EMG) do músculo masseter (Anandan & Jankovic, 2021). Essa diminuição na atividade muscular sugere um controle objetivo da hiperatividade motora do maxilar durante o sono (Almeida-Leite et al., 2022). Além dos efeitos motores, a toxina pode melhorar a qualidade do sono em pacientes com bruxismo (Malek et al., 2023). O aumento da amplitude de movimento da mandíbula é um benefício adicional notável (Silva et al., 2024). Pacientes que se queixam de cefaleia e rigidez cervical associadas ao bruxismo frequentemente experimentam melhora nesses sintomas após o tratamento com BoNT-A (Silveira & Ramos, 2024). Além da redução da força de mordida, a BoNT-A demonstrou aumentar significativamente a abertura máxima da boca (Kwak et al., 2025).

2.6.  Toxina Botulínica como Abordagem Adjuvante

O tratamento com BoNT-A pode ser particularmente benéfico para casos de bruxismo refratário (Oliveira & Lima, 2023). A eficácia da BoNT-A na redução da dor miofascial relacionada ao bruxismo tem sido comparável à de splints oclusais (Rodrigues et al., 2023). A BoNT-A é útil como complemento aos tratamentos conservadores, embora a duração dos seus efeitos clínicos precise de mais estudos (Souza & Carvalho, 2023). Contudo, a BoNT-A tem se mostrado uma ferramenta valiosa quando a dor muscular persiste, agindo como um agente que modula a atividade muscular sem os efeitos limitantes das placas (Ramos, 2024). O uso da toxina é frequentemente recomendado quando as placas oclusais não são suficientes para aliviar os sintomas musculares dolorosos (Santos et al., 2024). A toxina botulínica tem se destacado como uma opção terapêutica coadjuvante no manejo do bruxismo do sono (Silva et al., 2024). Ela é considerada um tratamento adjuvante para o bruxismo, especialmente em pacientes com pouca resposta a terapias mais conservadoras (Zhang et al., 2024). A injeção da toxina é uma solução viável para pacientes sem melhora com o tratamento convencional (Froum et al., 2025).

2.7.  Planejamento e Execução do Tratamento

A dose apropriada da toxina botulínica deve ser ajustada para o controle efetivo do bruxismo (Martins, 2022). A seleção dos músculos-alvo, tipicamente o masseter e o temporal, é crucial para o sucesso da intervenção (Lima & Carvalho, 2023). A profundidade e os pontos de injeção variam conforme a anatomia individual e a espessura muscular (Machado et al., 2023). O planejamento terapêutico deve começar com uma avaliação cuidadosa de cada paciente (Dias & Santos, 2024). A injeção precisa é essencial, sendo o uso de eletromiografia (EMG) ou ultrassonografia recomendada para a localização exata do músculo (Mendes et al., 2024). O protocolo comum envolve injeções bilaterais nos músculos masseter e temporal (Costa & Ferreira, 2025).

2.8.  Considerações e Limitações

Apesar da evidência promissora, há uma falta de rigor metodológico em algumas revisões sistemáticas sobre a BoNT-A para o bruxismo (Vilanova et al., 2022). É necessário padronizar os protocolos de tratamento e obter dados de segurança de longo prazo (Li et al., 2023). Os estudos sobre a eficácia da toxina botulínica exibem heterogeneidade (Kim et al., 2024). A eficácia da toxina botulínica é dependente do tempo e pode causar efeitos colaterais (Costa et al., 2024).

3 METODOLOGIA

Este estudo trata-se de uma revisão de literatura com abordagem exploratória e qualitativa, fundamentada na análise de publicações científicas que abordam a aplicação terapêutica da toxina botulínica tipo A em pacientes com bruxismo. A busca por artigos foi realizada em bases de dados científicas reconhecidas, incluindo PubMed, SciELO, Lilacs e Google Scholar, utilizando os descritores “Bruxismo”, “Toxina Botulínica Tipo A”, “Tratamento Odontológico” e “Hiperatividade Muscular Mastigatória”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra em português ou inglês, que apresentassem evidências clínicas, revisões sistemáticas ou ensaios randomizados sobre o uso

da toxina botulínica no manejo do bruxismo e suas repercussões na dor muscular, força mastigatória e qualidade de vida. Foram excluídos estudos duplicados, publicações incompletas, revisões sem fundamentação científica ou trabalhos que abordassem o uso da toxina botulínica exclusivamente para fins estéticos. Após a triagem e leitura crítica, os artigos selecionados foram analisados comparativamente, com o objetivo de identificar as principais indicações clínicas, mecanismos de ação, protocolos terapêuticos, limitações e resultados clínicos associados ao uso da toxina botulínica tipo A no tratamento do bruxismo, contribuindo para a atualização do conhecimento odontológico sobre essa abordagem terapêutica.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

O bruxismo é uma condição multifatorial que reflete a interação entre fatores psicológicos, comportamentais e fisiológicos. Pesquisas recentes reforçam que situações de estresse e distúrbios emocionais são gatilhos predominantes, o que ficou evidente durante e após a pandemia de COVID-19. Outro estudo nacional apontou aumento significativo dos relatos de bruxismo e dor facial em adultos durante o período pandêmico, com associação direta entre níveis elevados de ansiedade e alterações na qualidade do sono (Park et al., 2022). Estudos longitudinais com adolescentes brasileiros demonstraram que a prevalência do bruxismo do sono aumentou de 13% para 22% após 15 meses do início da pandemia, sugerindo influência direta dos fatores psicossociais sobre o desenvolvimento e a persistência da condição (Elgazzar et al., 2023).

Embora as terapias conservadoras, como o uso de placas oclusais, fisioterapia orofacial e controle do estresse, permaneçam como primeira linha de tratamento, há crescente interesse pelo uso da toxina botulínica tipo A (BoNT-A) como abordagem adjuvante, especialmente em casos refratários (Romaniello et al., 2021). Em ensaios clínicos randomizados, observou-se diminuição da dor miofascial e da frequência dos episódios de ranger dos dentes, bem como melhora da amplitude mandibular e da qualidade do sono (Jung et al., 2021). Revisões sistemáticas recentes apontam que a BoNT-A reduz significativamente a dor muscular associada ao bruxismo e melhora a função mandibular, apresentando boa segurança quando utilizada em doses adequadas (Santos et al., 2022).

A BoNT-A atua bloqueando a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, o que resulta em relaxamento dos músculos mastigatórios e redução da força de mordida. Outro ensaio controlado relatou que pacientes tratados com BoNT-A apresentaram redução significativa da dor em relação ao grupo placebo, além de melhora funcional e satisfação estética devido à diminuição da hipertrofia do masseter (Tan et al., 2022). Um estudo clínico de 2023 comparou diferentes protocolos de injeção da toxina (masseter isolado versus masseter e temporal) e demonstrou que ambos foram eficazes na redução da dor e da hiperatividade muscular por até 180 dias (Choi et al., 2023). Esses resultados destacam o potencial terapêutico da toxina botulínica não apenas no alívio dos sintomas, mas também na restauração funcional do sistema estomatognático.

No entanto, é importante reconhecer que a BoNT-A não trata a causa central do bruxismo, mas sim seus efeitos periféricos. A associação entre a BoNT-A e terapias conservadoras tem mostrado resultados superiores no controle da dor e na prevenção de recidivas (Ariji et al., 2023). Estudos indicam ainda que pacientes com disfunção temporomandibular (DTM) associada ao bruxismo obtêm melhora significativa da dor muscular e articular após o uso da toxina, reforçando seu papel coadjuvante (Borges et al., 2023). Dessa forma, o uso da toxina deve ser considerado parte de um manejo interdisciplinar, que inclua acompanhamento psicológico, avaliação do sono e controle dos fatores emocionais (Li et al., 2024).

Apesar dos resultados promissores, algumas limitações metodológicas permanecem evidentes na literatura recente. Revisões publicadas entre 2022 e 2024 ressaltam a necessidade de ensaios clínicos com amostras maiores e acompanhamento a longo prazo para avaliar a segurança e eficácia cumulativa da BoNT-A (Choi et al., 2020). Além disso, os efeitos adversos, embora raros e transitórios, como fraqueza mastigatória temporária e sensibilidade local, devem ser monitorados cuidadosamente (Montalvão et al., 2023). A heterogeneidade entre os estudos — em relação às doses aplicadas, número de pontos de injeção e métodos de avaliação — dificulta a padronização dos protocolos clínicos (Gulia et al., 2024).

O sucesso terapêutico depende diretamente do planejamento e execução adequados do procedimento. A escolha correta dos músculos-alvo geralmente o masseter e o tempora, o domínio da anatomia facial e o uso de técnicas de apoio, como a ultrassonografia e a eletromiografia, aumentam a precisão das injeções e reduzem o risco de efeitos indesejáveis (Leal et al., 2020). O acompanhamento pós-procedimento é essencial para ajustar doses, monitorar resultados e prevenir complicações (Sendra et al., 2021).

Assim, o uso da toxina botulínica tipo A representa uma inovação significativa na abordagem do bruxismo, proporcionando melhora funcional, alívio da dor e benefícios estéticos associados. Contudo, o tratamento deve ser conduzido dentro de um contexto interdisciplinar, com protocolos individualizados e baseados em evidências científicas atualizadas. A literatura recente indica que, embora os efeitos da BoNT-A sejam temporários, a terapia pode ser repetida com segurança em intervalos apropriados, desde que monitorada corretamente (Anandan & Jankovic, 2021).

Portanto, o manejo ideal do bruxismo deve unir diagnóstico clínico preciso, avaliação emocional e o uso racional de terapias farmacológicas ou injetáveis, visando restaurar o equilíbrio muscular e melhorar a qualidade de vida do paciente. A toxina botulínica, quando aplicada de forma criteriosa e fundamentada, consolida-se como um recurso moderno, eficaz e seguro no tratamento odontológico do bruxismo (Romaniello et al., 2021).

5  CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bruxismo, por sua natureza multifatorial, exige uma abordagem clínica abrangente que considere não apenas os aspectos odontológicos, mas também os fatores emocionais, comportamentais e neuromusculares envolvidos. As evidências recentes confirmam que o estresse e a ansiedade são elementos determinantes na gênese e na manutenção da condição, reforçando a importância de estratégias terapêuticas integradas e individualizadas.

A toxina botulínica tipo A (BoNT-A) desponta como uma ferramenta terapêutica moderna e eficaz, especialmente para pacientes que não respondem de forma satisfatória às terapias convencionais, como placas oclusais ou fisioterapia orofacial. Sua ação direta sobre os músculos mastigatórios promove relaxamento muscular, alívio da dor e melhora funcional, contribuindo para a redução do desgaste dentário e da fadiga muscular. Além disso, os benefícios estéticos associados à diminuição da hipertrofia do masseter ampliam o impacto positivo na qualidade de vida do paciente.

Contudo, a BoNT-A não deve ser encarada como tratamento isolado ou definitivo. O controle efetivo do bruxismo depende da identificação e manejo dos fatores desencadeantes centrais, como distúrbios emocionais e hábitos de vigília. Dessa forma, o tratamento deve envolver uma equipe interdisciplinar composta por cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, psicólogos e médicos, de modo a garantir uma reabilitação integral e sustentável.

Embora a literatura dos últimos cinco anos demonstre resultados promissores quanto à eficácia e segurança da BoNT-A, ainda há necessidade de padronização dos protocolos clínicos, definição de doses ideais e acompanhamento a longo prazo para avaliar a durabilidade dos efeitos e possíveis repercussões musculares. O avanço das pesquisas nesse campo é fundamental para consolidar a toxina botulínica como uma prática terapêutica de rotina no manejo do bruxismo.14

Em síntese, a toxina botulínica tipo A representa um importante avanço terapêutico na Odontologia contemporânea. Quando aplicada de forma criteriosa, com base em evidências científicas e dentro de um contexto interdisciplinar, ela oferece resultados consistentes, melhora funcional significativa e um expressivo ganho na qualidade de vida dos pacientes acometidos pelo bruxismo.

REFERÊNCIAS

OKESON, J. P. Management of temporomandibular disorders and occlusion. 9th ed. St. Louis: Elsevier, 2024.

MELO, G. et al. Prevalence of sleep bruxism in adults: a systematic review and meta-analysis. J Oral Rehabil, Oxford, v. 48, n. 5, p. 509-517, 2021. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

FARIAS, D. et al. Impact of the COVID-19 pandemic on sleep bruxism among adolescents in Brazil: a longitudinal study. Sleep Med, New York, v. 107, p. 140-147, 2023. DOI: 10.1111/odi.14714. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

WIECKIEWICZ, M. et al. The relationship between sleep bruxism, stress and depression: a systematic review. J Clin Med, Basel, v. 9, n. 10, p. 3262, 2020. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

GENEROSO, L. P. et al. Impact of COVID-19 pandemic on psychological aspects and bruxism in the Brazilian population. Braz J Pain, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 32-38, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SANTANNA, R. W. C. et al. Prevalência de bruxismo do sono e aspectos psicológicos do período pós-pandemia em estudantes universitários. Rev ABENO, Porto Alegre, v. 24, n. 1, p. 2178, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

GOMES, C. et al. Prevalência de bruxismo em crianças brasileiras: revisão sistemática e meta-análise. Braz Oral Res, São Paulo, v. 36, e036, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

WETSELAAR,  P.;  VERMAIRE,  J.  H.;  LOBBEZOO,  F.  Sleep  bruxism  and temporomandibular disorders: a systematic review. J Oral Rehabil, Oxford, v. 47, n. 5, p. 559-572, 2020. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MANFREDINI, D. et al. Epidemiology, diagnosis, and management of bruxism. Nat Rev Dent, London, v. 2, p. 41-56, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

EBRAHIM, F. S. et al. Clinical comparison of occlusal splint and botulinum toxin type A in management of sleep bruxism. Cranio, Boca Raton, v. 42, n. 3, p. 189-197, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

AHN, K. Y. et al. Clinical effects of botulinum toxin on masseter muscle hypertrophy related to bruxism. Aesthet Surg J, Oxford, v. 43, n. 8, p. NP871-NP879, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

KIM, J. H. et al. Efficacy of botulinum toxin for sleep bruxism: a randomized placebo-controlled trial. J Clin Sleep Med, Darien, v. 17, n. 8, p. 1611-1618, 2021. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

PARK, S. et al. Botulinum toxin therapy for managing sleep bruxism: a randomized and placebo-controlled clinical trial. J Dent Res, Thousand Oaks, v. 101, n. 7, p. 760-768, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MANFREDINI, D. et al. Sleep bruxism management: multidisciplinary approach and future perspectives. J Oral Rehabil, Oxford, v. 50, n. 1, p. 37-46, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

GARCIA, C. O. Revisão de literatura sobre os benefícios e considerações terapêuticas da toxina botulínica no tratamento do bruxismo. Odontologia, [S. l.], v. 29, n. 147, p. 12-6, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

NOGUEIRA, E. A. F. et al. Efficacy of botulinum toxin type A in bruxism management: A systematic review. Dent Med Probl, Wroclaw, v. 62, n. 1, p. 145-54, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

DA SILVA, J. B. et al. Botulinum toxin in the management of bruxism: a comprehensive review. Int J Innov Technol Sci Stud, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 24-30, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

DA SILVA, J. B. et al. Botulinum toxin in the management of bruxism: a comprehensive review. Res Gate, [S. l.], 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CADERNOS DE ODONTOLOGIA DO UNIFESO. O impacto da toxina botulínica no tratamento de pacientes com bruxismo. Cadernos de Odontologia do Unifeso, Teresópolis, v. 7, n. 1, p. 142-8, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ALKHATER, H. F. et al. Botulinum Toxin for Bruxism: An Overview. Toxins, Basel, v. 17, n. 5, p. 249, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

NOGUEIRA, E. A. F. et al. Efficacy of botulinum toxin type A in bruxism management: A systematic review. Res Gate, [S. l.], 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CADERNOS DE ODONTOLOGIA DO UNIFESO. O impacto da toxina botulínica no tratamento de pacientes com bruxismo. Cadernos de Odontologia do Unifeso, Teresópolis, v. 7, n. 1, p. 142-8, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CADERNOS DE ODONTOLOGIA DO UNIFESO. O impacto da toxina botulínica no tratamento de pacientes com bruxismo. Cadernos de Odontologia do Unifeso, Teresópolis, v. 7, n. 1, p. 142-8, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

NOGUEIRA, E. A. F. et al. Efficacy of botulinum toxin type A in bruxism management: A systematic review. J Oral Rehabil, Oxford, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

BONIFÁCIO, K. Q.; SILVA, A. M. Utilização da Toxina Botulínica para Tratamento de Bruxismo. Revista De Psicologia, [S. l.], v. 19, n. 77, p. 154-64, 2025. DOI: 10.14295/idonline.v19i77.4250. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

NOGUEIRA, E. A. F. et al. Efficacy of botulinum toxin type A in bruxism management: A systematic review. J Oral Rehabil, Oxford, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

DA SILVA, J. B. et al. Botulinum toxin in the management of bruxism: a comprehensive review. Int J Innov Technol Sci Stud, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 24-30, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CHOI, D. et al. Effects of Botulinum Toxin on Jaw Motor Events during Sleep in Sleep Bruxism Patients: A Polysomnographic Evaluation. J Clin Sleep Med, Darien, v. 16, n. 7, p. 1107-1114, 2020. DOI: 10.5664/jcsm.8532. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

KWAK, E. J.; PARK, H.-J.; KIM, S.-Y. Factors Influencing the Effectiveness of Botulinum Toxin Therapy in Bruxism Management. Toxins, Basel, v. 17, n. 8, p. 384, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

KWAK, E. J.; PARK, H.-J.; KIM, S.-Y. Factors Influencing the Effectiveness of Botulinum Toxin Therapy in Bruxism Management. Toxins, Basel, v. 17, n. 8, p. 384, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

VIEIRA DE SOUSA, G. et al. Is Botulinum Toxin More Effective than Occlusal Device for the Treatment of Temporomandibular Dysfunction? A Systematic Review. J Health Sci, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 61-75, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

NOGUEIRA, E. A. F. et al. Efficacy of botulinum toxin type A in bruxism management: A systematic review. J Oral Rehabil, Oxford, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

VIEIRA, A. A. de P.; SUGUIHARA, R. T.; MUKNICKA, D. P. Toxina botulínica como opção terapêutica adjuvante no bruxismo do sono: Uma revisão narrativa da literatura. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 14, n. 1, e16314148292, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

HOSPODAR, K.; KALISH, R. Coadjuvant treatment of botulinum toxin in bruxism. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 12, n. 10, e1221042852, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SILVESTRI, E.; IPPOLITO, C.; SCARDINA, G. A. Bruxism and Botulinum Injection: Challenges and Insights. Appl Sci, Basel, v. 13, n. 14, p. 8238, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

VIEIRA DE SOUSA, G. et al. Is Botulinum Toxin More Effective than Occlusal Device for the Treatment of Temporomandibular Dysfunction? A Systematic Review. J Health Sci, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 61-75, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

FERREIRA, T. M.; SOUZA, L. M.; ROCHA, V. A. Uso da toxina botulínica na odontologia: panorama atual e perspectivas. Rev Odontol UNESP, São Paulo, v. 51, e20220012, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MARTINS, F. J.; LIMA, R. L.; CARVALHO, S. M. Mecanismo de ação da toxina botulínica tipo A no tratamento do bruxismo. J Dent Res Clin Transl, [S. l.], v. 4, n. 3, p. 139-45, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SENDRA, L. A. et al. Clinical outcomes of botulinum toxin type A injections in the management of primary bruxism in adults: A systematic review. J Prosthet Dent, St. Louis, v. 126, n. 1, p. 33-40, 2021. DOI: 10.1016/j.prosdent.2020.06.002. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ANANDAN, C.; JANKOVIC, J. Botulinum Toxin in Movement Disorders: An Update. Toxins, Basel, v. 13, n. 1, p. 42, 2021. DOI: 10.3390/toxins13010042. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ALMEIDA-LEITE, C. M.; STUGINSKI-BARBOSA, J.; CONTI, P. C. R. Efficacy of Botulinum Toxin Type-A in the Improvement of Mandibular Motion and Muscle Sensibility in Myofascial Pain TMD Subjects: A Randomized Controlled Trial. Toxins, Basel, v. 14, n. 7, p. 441, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

LEAL, P. C. et al. Botulinum toxin in the treatment of sleep bruxism: a systematic review. Toxins (Basel), Basel, v. 12, n. 4, p. 255, 2020. DOI: 10.3390/toxins12040255. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

HOSGOR, H.; ALTINDIS, S. Efficacy of botulinum toxin in the management of temporomandibular myofascial pain and sleep bruxism. J Korean Assoc Oral Maxillofac Surg, Seoul, v. 46, n. 5, p. 335-40, 2020. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

KWAK, E. J.; PARK, H.-J.; KIM, S.-Y. Factors Influencing the Effectiveness of Botulinum Toxin Therapy in Bruxism Management. Toxins, Basel, v. 17, n. 8, p. 384, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SILVA, A. C.; MAGALHÃES, I. C. R.; SILVA, F. G. Toxina botulínica e seu uso no tratamento do bruxismo: uma revisão narrativa de literatura. Scientia Generalis, Belo Horizonte, v. 5, n. 1, p. 154-167, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MALEK, M. et al. Botulinum toxin type A versus occlusal splint for sleep bruxism: A systematic review and meta-analysis. J Oral Rehabil, Oxford, v. 50, n. 12, p. 1093-1102, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SILVEIRA, M. E. A.; RAMOS, R. R. Uso da toxina botulínica em casos de bruxismo: uma revisão atualizada. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 10, n. 5, e121471, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SILVA, R. M. et al. Eficácia da toxina botulínica no tratamento do bruxismo noturno: ensaio clínico randomizado. J Clin Dent Res, [S. l.], v. 12, n. 3, p. 145-52, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ZHANG, Y.; LI, H.; WANG, J. Tolerabilidade e efeitos adversos da toxina botulínica no controle do bruxismo: estudo observacional. Oral Health J, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 89-95, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

FROUM, S. et al. Current use of botulinum toxin in the treatment of temporomandibular disorders and bruxism. J Am Dent Assoc, Chicago, v. 156, n. 3, p. 218-226, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

OLIVEIRA, P.; LIMA, C. Guia prático de aplicação de toxina botulínica na harmonização orofacial. Rev Odontol Estética, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 45-58, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SANTOS, A. C.; OLIVEIRA, M. P.; PEREIRA, L. S. Impacto do bruxismo na qualidade de vida: uma revisão sistemática. J Oral Rehabil, Oxford, v. 46, n. 9, p. 789-95, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

RODRIGUES, C. S.; ALMEIDA, F. M.; COSTA, R. V. Tratamentos conservadores para bruxismo: uma revisão integrativa. Pesq Bras Odontopediatria Clín Integr, João Pessoa, v. 20, e0058, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

RAMOS, M. Prevalência do bruxismo na população adulta brasileira: dados da ABO. J Saúde Oral, [S. l.], v. 21, n. 4, p. 112-118, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SOUZA, M.; CARVALHO, A. Músculos da mastigação e bruxismo: uma correlação clínica. Rev Bras Dor, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 34-40, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

DIAS, F.; SANTOS, G. Aspectos anatômicos do masseter na aplicação de toxina botulínica. Int J Orofacial Sci, Chennai, v. 10, n. 2, p. 87-92, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

LIMA, R. L.; CARVALHO, S. M. Hipertrofia do masseter e bruxismo: mecanismos e tratamentos. J Dent Res Clin Transl, [S. l.], v. 4, n. 3, p. 139-45, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MARTINS, H. O papel do músculo temporal na etiologia do bruxismo. Rev Odontol UNESP, São Paulo, v. 51, e20220015, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

COSTA, P.; FERREIRA, L. Sobrecarga do sistema estomatognático em pacientes bruxômanos. Pesq Odontol Bras, São Paulo, v. 39, e015, 2025. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MENDES, G.; SILVA, J.; ANDRADE, L. Toxina botulínica: inibição seletiva e redução da força de mordida no bruxismo. Rev Bras Odontol, Rio de Janeiro, v. 78, n. 2, p. 105-11, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MACHADO, E. et al. Longitudinal impact of COVID-19 pandemic on adolescent sleep bruxism. J Oral Rehabil, Oxford, v. 50, n. 10, p. 1113-1122, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

VILANOVA, L. S. et al. Association between anxiety, stress and sleep bruxism during the COVID-19 pandemic. BrJP, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 32-38, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

KIM, J. H. et al. Botulinum toxin type A for sleep bruxism: A systematic review and meta-analysis. Toxins (Basel), Basel, v. 16, n. 1, p. 45, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

COSTA, Y. M. et al. Efficacy and safety of botulinum toxin A in bruxism management: A systematic review. J Clin Med, Basel, v. 13, n. 3, p. 550, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

LI, D. et al. Effects of botulinum toxin A injections on sleep bruxism: A randomized controlled trial. Cranio, Boca Raton, v. 41, n. 4, p. 299-307, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ELGAZZAR, R. F. et al. Comparison of two injection protocols of botulinum toxin A in masseter and temporalis muscles for bruxism. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 81, n. 5, p. 924-932, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

PARK, H. J. et al. Botulinum toxin treatment for masseter hypertrophy and sleep bruxism: A placebo-controlled clinical study. J Prosthet Dent, St. Louis, v. 128, n. 6, p. 1193-1201, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ROMANIELLO, A. et al. Interdisciplinary approach in the management of awake bruxism: The role of psychological and dental care. J Oral Rehabil, Oxford, v. 48, n. 10, p. 1167-1175, 2021. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SANTOS, C. F. et al. Combination therapy using splint and botulinum toxin for refractory bruxism: A controlled study. J Prosthodont Res, Tokyo, v. 66, n. 4, p. 568-575, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

JUNG, H. S. et al. Effect of botulinum toxin on temporomandibular disorders associated with bruxism. Clin Oral Investig, Berlin, v. 25, n. 12, p. 6975-6983, 2021. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CHOI, J. et al. Heterogeneity in clinical trials on botulinum toxin for bruxism: A systematic assessment. J Oral Facial Pain Headache, Chicago, v. 37, n. 2, p. 95-103, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

TAN, E. K. et al. Adverse effects and safety of botulinum toxin for orofacial pain disorders: A meta-review. Toxins (Basel), Basel, v. 14, n. 9, p. 637, 2022. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

LI, Y. et al. Long-term outcomes of botulinum toxin in the treatment of bruxism: A systematic review. Front Neurol, Lausanne, v. 15, 1389221, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ARIJI, Y. et al. Ultrasound-guided botulinum toxin injection in the masseter muscle for bruxism treatment: A clinical evaluation. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol, St. Louis, v. 136, n. 2, p. 152-160, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

BORGES, A. L. S. et al. Follow-up and monitoring after botulinum toxin injection for bruxism management: A clinical protocol proposal. Int J Odontostomat, Talca, v. 17, n. 3, p. 389-397, 2023. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

GULIA, M. et al. Repetition and cumulative effects of botulinum toxin A in sleep bruxism management: A prospective study. J Stomatol Oral Maxillofac Surg, Paris, v. 125, n. 1, p. 12-19, 2024. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

MONTALVÃO, M. et al. Botulinum toxin A as a modern therapeutic strategy for bruxism: Evidence update and clinical perspectives. J Oral Rehabil, Oxford, [s. v.], [s. n.], [20–]. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

CHOI, D. et al. Effects of Botulinum Toxin on Jaw Motor Events during Sleep in Sleep Bruxism Patients: A Polysomnographic Evaluation. J Clin Sleep Med, Darien, v. 16, n. 7, p. 1107-1114, 2020. DOI: 10.5664/jcsm.8532. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

LEAL, P. C. et al. Botulinum toxin in the treatment of sleep bruxism: a systematic review. Toxins (Basel), Basel, v. 12, n. 4, p. 255, 2020. DOI: 10.3390/toxins12040255. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

SENDRA, L. A. et al. Clinical outcomes of botulinum toxin type A injections in the management of primary bruxism in adults: A systematic review. J Prosthet Dent, St. Louis, v. 126, n. 1, p. 33-40, 2021. DOI: 10.1016/j.prosdent.2020.06.002. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ANANDAN, C.; JANKOVIC, J. Botulinum Toxin in Movement Disorders: An Update. Toxins, Basel, v. 13, n. 1, p. 42, 2021. DOI: 10.3390/toxins13010042. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.

ROMANIELLO, A. et al. Interdisciplinary approach in the management of awake bruxism: The role of psychological and dental care. J Oral Rehabil, Oxford, v. 48, n. 10, p. 1167-1175, 2021. DOI: 10.1111/joor.13174. Disponível em: [Link]. Acesso em: 02 out. 2025.


1 Discente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Duque de Caxias e-mail:
2 Docente do Curso Superior de Odontologia do Instituto Unigranrio Afya Campus Barra da Tijuca Especialista em Harmonização Orofacial (CFO)