ANALYSIS OF BREAST CANCER SCREENING GUIDELINES IN BRAZIL: EFFICACY AND IMPLEMENTATION CHALLENGES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511141602
Bruno Felipe dos Santos¹; Vinícius Eduardo Fernandes da Silva²; Pollyana Almeida dos Santos Abu Hana³; Lavínia Beatriz Fernandes da Silva⁴; Maria de Fátima Ferreira da Silva⁵; Julynne Elissa da Silva Aguiar⁶; Rilley Julianne Albuquerque Felismino⁷; Bianca Moretti⁸; Rikelly Carla Alves Pereira⁹; Carlos Arthur Cardoso Almeida¹⁰
RESUMO
O artigo analisa criticamente as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de mama, destacando sua eficácia teórica e os desafios enfrentados em sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS). O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres no Brasil e a principal causa de mortalidade oncológica feminina. Apesar da existência de protocolos nacionais baseados em evidências científicas e alinhados a padrões internacionais, a efetividade do rastreamento ainda é limitada. A mamografia é o principal método de detecção precoce, recomendado pelo Ministério da Saúde para mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. Entidades como a FEBRASGO e a Sociedade Brasileira de Mastologia defendem rastreamento anual a partir dos 40 anos, especialmente em mulheres com fatores de risco. Contudo, desigualdades regionais, baixa cobertura populacional, falhas na articulação entre níveis de atenção e insuficiência de infraestrutura comprometem a efetividade das ações. Estudos recentes ressaltam que a detecção precoce reduz a mortalidade, mas depende da qualidade dos exames, da adesão populacional e do rápido acesso ao tratamento. Persistem controvérsias quanto aos riscos de sobrediagnóstico e à faixa etária ideal para rastreamento. A análise conclui que, embora o Brasil possua diretrizes bem estruturadas, há necessidade de fortalecer políticas públicas, ampliar a equidade no acesso, investir em tecnologias diagnósticas, capacitação profissional e campanhas educativas, assegurando que o rastreamento do câncer de mama se torne efetivo e acessível a todas as mulheres brasileiras.
Palavras-chave: Câncer de mama. Rastreamento. Mamografia. Políticas públicas. Sistema Único de Saúde.
Abstract
This article critically analyzes the Brazilian guidelines for breast cancer screening, emphasizing their theoretical effectiveness and the challenges faced in their implementation within the Unified Health System (SUS). Breast cancer is the most common malignant neoplasm among women in Brazil and the leading cause of cancer-related deaths. Although national protocols are based on solid scientific evidence and aligned with international standards, the effectiveness of screening remains limited. Mammography is the primary method of early detection, recommended by the Ministry of Health every two years for women aged 50 to 69. Organizations such as FEBRASGO and the Brazilian Society of Mastology advocate annual screening starting at age 40, especially for women with risk factors. However, regional inequalities, low population coverage, weaknesses in care coordination, and insufficient infrastructure undermine the effectiveness of screening policies. Recent studies highlight that early detection reduces mortality, but its success depends on exam quality, population adherence, and timely access to treatment. Controversies persist regarding overdiagnosis risks and the most appropriate screening age range. The analysis concludes that, although Brazil has well-structured guidelines, it is essential to strengthen public policies, expand equitable access, invest in diagnostic technologies, professional training, and educational campaigns, ensuring that breast cancer screening becomes effective and accessible to all Brazilian women.
Keywords: Breast cancer. Screening. Mammography. Public policies. Unified Health System.
1 – INTRODUÇÃO
No Brasil, o câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres, excluindo-se os tumores de pele não melanoma, e é a principal causa de óbitos oncológicos nessa população. As maiores taxas de incidência são observadas nas Regiões Sul e Sudeste. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o triênio 2023-2025, estima-se 73.610 novos casos, com uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres (INCA, 2024).
A detecção precoce pode proporcionar 95% de chances de cura, contribuindo significativamente para a redução da mortalidade. O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento para mulheres assintomáticas, na faixa etária de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal, utilizando-se a mamografia como método principal. Nesse contexto, estratégias de rastreamento populacional, uso de tecnologias avançadas e acesso ao tratamento adequado são fundamentais para o controle da doença.
Contudo, no Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam em ascensão na maioria das regiões, refletindo limitações no acesso ao diagnóstico e tratamento oportuno no Sistema Único de Saúde (SUS) (FEBRASGO, 2023).
Esses desafios evidenciam que a eficácia do rastreamento não depende apenas da disponibilidade de exames, mas também da organização dos serviços de saúde, da adesão da população-alvo e da qualidade dos procedimentos realizados, pois, apesar da diretrizes técnicas bem fundamentadas, a implementação dessa política de saúde pública encontra desafios significativos, sobretudo no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os principais entraves estão as desigualdades regionais no acesso à mamografia, a baixa cobertura populacional, a falta de articulação entre os níveis de atenção e a ausência de sistemas eficazes de monitoramento e avaliação dos programas de rastreamento.
Diante desse cenário, torna-se fundamental analisar as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de mama, buscando compreender não apenas sua eficácia na redução da mortalidade, mas também os obstáculos práticos que dificultam sua aplicação em larga escala. Tal análise contribui para o aprimoramento das políticas públicas de saúde e para a equidade no cuidado à saúde da mulher.
Dessa forma, a pesquisa justifica-se pela relevância de avaliar as diretrizes nacionais para o rastreamento do câncer de mama, com foco em sua eficácia e nos desafios enfrentados para a implementação no Sistema Único de Saúde.
2 – REVISÃO DA LITERATURA
2.1 – Câncer de mama
O câncer de mama é uma neoplasia maligna caracterizada pela proliferação descontrolada de células mamárias, geralmente originadas nos ductos ou lóbulos. Trata-se de uma doença multifatorial que não possui uma única causa, estando associada a uma combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Os fatores de riscos, por sua vez, podem ser classificados em três categorias: não modificáveis, parcialmente modificáveis e modificáveis (INCA, 2022).
O sintoma mais comum relacionado ao câncer de mama é o surgimento de um nódulo indolor, de consistência endurecida e contornos irregulares. No entanto, podem surgir tumores de consistência branda, globosos e bem definidos, que igualmente requerem investigação. Outros sinais clínicos que podem estar associados são: edema cutâneo, semelhante à “casca de laranja”, retração cutânea, dor; inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo e secreção papilar podendo ser transparente, rosada ou avermelhada devido a presença de glóbulos vermelhos, especialmente quando é unilateral e espontânea. Além disso, a presença de linfonodos palpáveis nas axilas, também pode ocorrer e devem ser investigados, pois podem estar relacionados a doenças benignas de mama. O diagnóstico é realizado através de exames de imagens, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, de acordo com o caso clínico. A confirmação diagnóstica é realizada por meio de biópsia, onde se é retirado um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita para análise histopatológica, para a confirmação ou descarte de presença de células neoplásicas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2025).
2.1 Etiologia:
O câncer de mama é uma neoplasia multifatorial, cuja etiologia envolve a interação entre fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Dentre os fatores genéticos, destacam-se as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis por aproximadamente 5% a 10% dos casos de câncer de mama hereditário. Essas mutações comprometem a reparação do DNA, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento da doença (AMB, 2016). Outros genes, como TP53, PTEN e CHEK2, também estão associados à predisposição familiar. Além da predisposição genética, fatores hormonais desempenham papel importante. A exposição prolongada ao estrogênio — decorrente da menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade ou terapia de reposição hormonal — está associada ao aumento do risco (INCA, 2023). Há ainda fatores ambientais e de estilo de vida, como o consumo de álcool, obesidade, sedentarismo e dieta hipercalórica, que contribuem para o desenvolvimento do tumor ( (NATIONAL CANCER INSTITUTE, 2025).
O diagnóstico do câncer de mama é baseado em uma abordagem tripla: exame clínico das mamas, métodos de imagem e avaliação histopatológica. A mamografia é o principal método de rastreamento, capaz de detectar lesões não palpáveis e microcalcificações suspeitas. Complementarmente, ultrassonografia e ressonância magnética podem ser utilizadas, especialmente em mamas densas ou casos inconclusivos. O diagnóstico definitivo é obtido por meio de biópsia, com posterior análise histológica, permitindo determinar o tipo, grau e estadiamento do tumor (FEBRASGO, 2022; SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA, 2023).
O estadiamento segue o sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase), que orienta o tratamento e define o prognóstico. A detecção precoce permanece como o principal determinante de sobrevida, reforçando a importância dos programas de rastreamento e da conscientização populacional (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2023)
2.1.1 – Fatores de riscos não modificáveis: Hereditários e genéticos
O câncer de mama hereditário está associado a mutações genéticas herdadas que comprometem os mecanismos de reparo do DNA nas células mamárias. Essas alterações, transmitidas de geração em geração, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da doença. Os principais genes associados a esse tipo de predisposição são o Breast Cancer 1 (BRCA1) e Breast Cancer 2 (BRCA2) quando sofrem mutações genéticas (Dufloth, 2005). A identificação do risco genético envolve a análise do histórico familiar entre parentes de primeiro grau, como mãe, irmãos, irmãs, filhos e filhas. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama diagnosticados em mulheres brasileiras estão relacionados à hereditariedade.
O gene BRCA1, localizado no braço longo do cromossomo 17 (17q12-q21), é formado por 24 exons codificando uma proteína nuclear de 1.863 aminoácidos que age na regulação do ciclo celular das células epiteliais da glândula mamária. Este gene é herdado em condições autossômicas dominantes, ou seja, possui uma cópia com a variante patogênica, enquanto a outra cópia permanece inalterada, desempenha um encargo essencial na modulação da expressão gênica interagindo com outros genes (como BARD1, BRCA2, CHK1 e RAD51). Pode ser passado de pais para filhos, e quando tem sua funcionalidade dentro dos parâmetros normais, atua como supressor tumoral, participando da regulação da transcrição do DNA mantendo a integridade dos genes. O gene BRCA2 localiza-se no cromossomo 13 (13q12-q13) codificando uma proteína de 3.418 aminoácidos. Possui um papel importante na regulação da transcrição, especialmente durante a cópia e leitura do DNA. As células com BRCA1 e BRCA2 quando estão funcionando normalmente entram em apoptose, ou seja, ocorre a morte celular programada quando detectam erros no DNA. Por outro lado, quando esse genes apresentam algum mutação não é capaz de identificar os erros, não param o ciclo celular, não estimulam o ciclo de reparo e apoptose, fazendo com que os erros no DNA se acumulem provocando uma instabilidade genética levando ao desenvolvimento de possíveis tumores neoplásicos (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA, 2016).
Outro fator de risco não modificável está relacionado à exposição prolongada ao hormônio estrogênio, seja endógeno produzido pelo próprio organismo ou exógeno adquirido através de suplementação medicamentosa. As mulheres estão naturalmente expostas a ação do estrogênio desde a menarca até a chegada da menopausa. Essa exposição por longos anos aumenta o tempo de estímulo sobre o tecido mamário, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Isso ocorre porque esse tipo de câncer é hormônio dependente, ou seja, utiliza o estrogênio como fonte de estímulo para seu crescimento e progressão no organismo (NATIONAL CANCER INSTITUTE, 2024).
2.2.1 Fatores de risco modificáveis e parcialmente modificáveis: conceitos e importância na prevenção
O surgimento do câncer de mama também engloba fatores hormonais e ambientais, passíveis de intervenção, no qual são divididos entre modificáveis e parcialmente modificáveis. Essa distinção é essencial para orientar ações de prevenção e políticas públicas de saúde, tendo em vista as desigualdades sociais emergentes no cenário brasileiro. A tabela a seguir descreve esses fatores segundo a Associação Brasileira de Mastologia.
Tabela 01: Fatores de riscos modificáveis e parcialmente modificáveis para o câncer de mama.
| Parcialmente modificáveis | |
| Fator de risco | Mecanismo Biológico |
| Aleitamento materno insuficiente ou ausente | Redução da exposição a hormônios como estrogênio e prolactina durante a lactação; esvaziamento mamário auxilia na renovação celular |
| Uso de contraceptivos orais | Estímulo hormonal contínuo (estrogênio e/ou progesterona sintéticos) que pode acelerar o crescimento de células mamárias |
| Terapia de reposição hormonal na menopausa | Aumento da exposição ao estrogênio e progesterona, favorecendo proliferação celular mamária |
| Obesidade e sobrepeso (especialmente pós-menopausa) | Aumento da produção de estrogênio pelo tecido adiposo; inflamação crônica e resistência insulínica |
| Modificáveis | |
| Fator de risco | Mecanismo Biológico |
| Obesidade e sobrepeso (especialmente pós-menopausa) | Aumento da produção de estrogênio pelo tecido adiposo; inflamação crônica e resistência insulínica |
| Sedentarismo | Reduz gasto energético e aumenta a gordura corporal |
| Consumo de bebidas alcoólicas | Aumento dos níveis de estrogênio e alterações no metabolismo hepático; produção de acetaldeído, substância carcinogênica. |
| Alimentação inadequada | Dieta rica em gorduras saturadas e ultraprocessados aumenta a inflamação e resistência insulínica, a baixa ingestão de fibras reduz a excreção de estrogênio. |
Fonte: Adaptado da Associação Brasileira de Mastologia (2024).
2.2 Diretrizes nacionais para o rastreamento do câncer de mama
No Brasil, o rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) está aliado ao Programa de Detecção Precoce do Câncer de Mama, as principais recomendações são estabelecidas pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aliada com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
O Ministério da Saúde, adota a mamografia bilateral como principal escolha para o rastreamento do câncer de mama por ter impactos positivos na redução da mortalidade, podendo ser solicitada por médicos e enfermeiros para monitoramento mamário em mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos.
Para mulheres com menos de 50 anos identificadas de alto risco, recomenda-se avaliação individualizada pela equipe médica. Os criterios de risco elevado são: presença de mutações genéticas ou familiares de primeiro grau (materno ou, paterno) com alterações comprovadas dos genes BRCA 1 e BRCA 2, ou com síndromes hereditárias (Li-Fraumeni, Cowden e outras); histórico familiar de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos ou câncer de mama bilateral; familiar de primeiro grau com diagnóstico de câncer de ovário em qualquer faixa etária; familiar homem com resultado clínico de câncer de mama em qualquer idade, pacientes do sexo feminino com histórico de câncer de mama invasor ou hiperplasia ductal ou lobular atípica, atipia epitelial plana ou carcinoma in situ ou que possuem histórico de radiaçãpo torácica antes dos 30 anos (MINISTÉRIO DA SÁUDE, 2025).
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o rastreamento do câncer de mama deve ser realizado, preferencialmente, por mamografia anual em mulheres de 40 a 74 anos. Em mulheres acima de 75 anos, com expectativa de vida superior a sete anos e condições clínicas que permitam tratamento oncológico, recomenda-se a continuidade do acompanhamento mamográfico. Adicionalmente, em pacientes de baixo risco, a tomossíntese mamária associada à mamografia pode ser considerada quando disponível (FEBRASGO, 2023).
Para mulheres em alto risco, as recomendações das três entidades incluem: (i) portadoras de parentesco de primeiro grau com câncer de mama antes da menopausa e risco estimado ≥20% ao longo da vida – iniciar mamografia anual dez anos antes da idade de diagnóstico da parente mais jovem, não antes dos 30 anos; (ii) portadoras de variantes patogênicas do gene BRCA1, ou com parentes de primeiro grau com mutação confirmada – iniciar rastreamento mamográfico a partir da detecção da mutação, não antes dos 35 anos; (iii) portadoras de variantes do gene BRCA2 – iniciar mamografia anual após o diagnóstico, não antes dos 30 anos; (iv) mulheres submetidas a radioterapia torácica antes dos 30 anos – iniciar acompanhamento oito anos após o tratamento, respeitando o limite mínimo de 30 anos de idade; (v) portadoras de síndromes de predisposição hereditária, como Li-Fraumeni e Cowden, ou com parentes de primeiro grau com tais diagnósticos – realizar mamografia anual a partir da confirmação da síndrome, também não antes dos 30 anos; e (vi) mulheres com histórico de lesões precursoras, como hiperplasia ductal ou lobular atípica e carcinoma lobular in situ, que devem iniciar rastreamento anual imediatamente após o diagnóstico dessas alterações (FEBRASGO, 2023).
2.3 Eficácia do rastreamento do câncer de mama no Brasil
A mamografia é reconhecida como o método mais eficaz para a detecção precoce do câncer de mama, uma vez que possibilita a identificação de lesões precursoras antes que se tornem clinicamente palpáveis, contribuindo para redução nas taxas de mortalidade. É importante destacar, que o rastreamento não prolonga a expectativa de vida das mulheres em termos absolutos, mas favorece o diagnóstico precoce, permitindo o início do tratamento oportuno e potencialmente menos invasivo (SANTOS, 2018).
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o rastreamento através da mamografia reduz de 16% a 36% o risco de morte por câncer de mama, desde que tenha acesso adequado ao exame, a correta interpretação dos resultados, estadiamento clínico e tipo histológico do tumor. Esse impacto positivo decorre da capacidade da mamografia em detectar lesões em estágios iniciais, muitas vezes assintomáticas, o que amplia significativamente as chances de tratamento eficaz, possibilitando intervenções menos agressivas e maior sobrevida. Cabe ressaltar que a efetividade do rastreamento está diretamente relacionada à qualidade do exame, à periodicidade de sua realização e à integração com a rede assistencial, garantindo não apenas a detecção precoce, mas também o rápido encaminhamento para diagnóstico definitivo e início do tratamento. Dessa forma, a mamografia consolida-se como ferramenta fundamental nas estratégias de saúde pública voltadas à redução da mortalidade por câncer de mama no Brasil (PAIVA, et al., 2021) .
2.4 Desafios à implementação no SUS
Em 2008, a Lei nº 11.695 instituiu o Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, com o objetivo de ampliar a conscientização acerca da importância do exame. Apesar da consolidação da data no calendário nacional, o acesso à mamografia é restrito em muitas cidades brasileiras, seja pela falta de estrutura das unidades de saúde, pelas extensas filas de espera ou pelos custos associados ao procedimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Brasil dispõe de 6.334 aparelhos mamográficos, o que seria suficiente para atender a população alvo, porém o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza somente 30% do rastreamento (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA, 2024).
Segundo DANTAS et al. (2025), múltiplos fatores podem influenciar negativamente a busca pelo exame de mamografia. Entre eles, destaca-se o desconhecimento sobre a relevância do rastreamento precoce, que compromete a adesão das mulheres às campanhas preventivas. Questões de ordem socioeconômica também exercem forte impacto, uma vez que a baixa renda pode dificultar o deslocamento até os centros de saúde e limitar a priorização do exame diante de outras necessidades básicas. Soma-se a isso o estigma social relacionado ao câncer de mama e o medo do diagnóstico, que muitas vezes resultam na postergação ou até na recusa da realização do exame. Além desses aspectos, há ainda barreiras geográficas significativas, especialmente para populações que residem em áreas de difícil acesso, como comunidades rurais, ribeirinhas e regiões periféricas, onde a oferta de serviços de saúde é escassa e a locomoção até unidades de referência se torna um grande desafio.
3 – METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão de literatura, referente às produções científicas sobre as análises das diretrizes para o rastreamento do câncer de mama no Brasil: eficácia e desafios na implementação.
Tabela 2: Etapas do processo metodológico da pesquisa
| Etapas | Descrição/ Detalhamento |
| 1. Seleção da temática | Escolha do campo de estudo referente à análise das diretrizes e práticas de rastreamento do câncer de mama. |
| 2. Escolha do tema | Definição do foco central da pesquisa, considerando relevância científica e social. |
| 3. Definição dos critérios de inclusão e exclusão | Determinação dos parâmetros que orientam a seleção dos artigos, garantindo coerência e qualidade metodológica. |
| 4. Levantamento de estudos nas bases de dados | Pesquisa realizada nas seguintes bases: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer (INCA), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e Associação Médica Brasileira (AMB). |
| 5. Aplicação dos descritores de busca | Utilização dos descritores em português (DeCS): “Câncer de colo do útero”, “Adesão às Diretrizes”, “Rastreamento”, “Mamografia”, “Neoplasias da Mama” e “Equidade no Acesso |
| 6. Critérios de inclusão e exclusão | Artigos publicados na íntegra em periódicos nacionais e internacionais das áreas de ciências biológicas, biomedicina, saúde e farmácia, no período de 2015 a 2025. Artigos sem texto completo, disponível apenas em resumos ou duplicados entre as |
| bases de dados. | |
| 7. Análise das referências | Leitura e avaliação crítica dos estudos selecionados, identificando resultados e lacunas. |
| 8. Resultados | Consolidação e interpretação dos achados, com base nos critérios metodológicos estabelecidos. |
4 – RESULTADOS E DISCUSSÕES
A amostra foi constituída por quinze artigos científicos selecionados pelos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos e representados no quadro 1.
Quadro 1: Distribuição dos artigos segundo as bases de dados encontrados e selecionados.
| BASE DE DADOS | ENCONTRADOS | SELECIONADOS |
| SCIELO | 10 | 5 |
| BVS | 8 | 4 |
| INCA | 2 | 2 |
| FEBRASGO | 2 | 2 |
| MINISTÉRIO DA SAÚDE | 1 | 1 |
| ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA. | 2 | 2 |
| TOTAL | 25 artigos | 15 artigos |
Fonte: Autor/2025
Quadro 2: Distribuição dos artigos incluídos na revisão: autores, títulos, ano de publicação e principais resultados dos estudos.
| AUTOR | TÍTULO/ANO | RESULTADOS |
| Instituto Nacional do Câncer (INCA) | Controle do câncer de mama no Brasil: Dados e Números (2024) | O relatório apresenta dados atualizados sobre o câncer de mama no Brasil, destacando: Estimativa de casos, mortalidade, faixa etária, detecção precoce, qualidade da mamografia e investigação diagnóstica. |
| Instituto Nacional do Câncer (INCA) | DADOS E NÚMEROS SOBRE CÂNCER DE MAMA Relatório anual (2022) | O relatório apresenta uma atualização anual oferecendo indicadores epidemiológicos com mapeamento por região, e apoio ao planejamento das ações de atenção à saúde da mulher no SUS. |
| FEBRASGO | Desafios do rastreamento do câncer de mama (2023) | Rastreamento organizado; protocolos abreviados; uso de ultrassonografia e ressonância em mamas densas |
| MINISTÉRIO DA SAÚDE | Câncer de mama (2024) | Publicação direcionada ao público com instruções sobre os sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção acerca do câncer de mama. |
| MINISTÉRIO DA SAÚDE | Rastreamento e Diagnóstico (2025) | O Ministério da Saúde do Brasil, por meio das Linhas de Cuidado, estabelece diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama na Atenção Primária à Saúde (APS). |
| DUFLOTH et al., | Análise de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em pacientes brasileiros com carcinoma de mama e história familiar positiva (2005) | O estudo realizado no Brasil investigou mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em pacientes com câncer de mama e histórico familiar positivo. |
| SANTOS | Riscos e benefícios do rastreamento mamográfico no Brasil (2018) | O artigo avaliou os riscos e benefícios do rastreamento mamográfico no Brasil. |
| SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA (SBM) | Câncer de mama: Prevenção, Acolhimento e Cuidado (2021) | O ebook ressalta que alimentação equilibrada, exercícios físicos e moderação no consumo de álcool ajudam na prevenção e tratamento do câncer de mama, enquanto o impacto de anticoncepcionais orais de alta dosagem ainda é incerto. |
| SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA (SBM) | Dia Nacional da Mamografia: Desafios e desigualdades no diagnóstico de câncer de mama no Brasil (2024) | O informativo da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca os desafios e desigualdades no diagnóstico do câncer de mama no Brasil, especialmente no Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro. E |
| SILVA et al., | Integralidade do Cuidado à Mulher com Câncer de Mama: Desafios na Implementação da Linha de Cuidado em um Estado do Nordeste do Brasil (2025) | O estudo analisa os obstáculos enfrentados na aplicação de políticas de saúde integral para mulheres com câncer de mama em um estado nordestino. |
| DANTAS et al., | Equidade no acesso ao rastreamento mamográfico do câncer de mama com intervenção de mamógrafo móvel no estado do Piauí (2025) | O estudo mostra que mamógrafos móveis no Piauí ampliam o acesso ao rastreamento mamográfico, superando barreiras geográficas e socioeconômicas, promovendo equidade e reduzindo desigualdades |
| MIGOWSKI et al., | Diretrizes para detecção precoce do câncer de mama no Brasil. II – Novas recomendações nacionais, principais evidências e controvérsias (2018) | O estudo aborda as diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer de mama recomendam mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos e desencorajam exames em idades fora dessa faixa ou métodos complementares. Para diagnóstico precoce, sugerem conscientização, referência rápida a sinais suspeitos e avaliação centralizada em serviços especializados. |
| RODRIGUES | IDENTIFICAÇÃO DA MULHER COM ALTO RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER DE MAMA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA (2022) | O estudo destaca a importância de identificar mulheres de alto risco (RR ≥ 2,5) para câncer de mama, permitindo rastreamento precoce e estratégias preventivas. Mulheres de alto risco devem realizar mamografia e ressonância magnética regularmente, com ultrassonografia quando indicada, e podem considerar medidas como cirurgia redutora de risco. A detecção precoce promove diagnóstico adequado e melhora o prognóstico da doença. |
| TESSER | Por que reconsiderar a indicação do rastreamento do câncer de mama? (2016) | O artigo discute o rastreamento mamográfico do câncer de mama, destacando critérios baseados em evidências e os danos associados, como sobrediagnóstico e falsos positivos. Conclui-se que os riscos podem superar os benefícios, indicando a necessidade de revisão das recomendações pelas autoridades de saúde brasileiras. |
| DUFFY et al., | Efeito do rastreio mamográfico a partir dos 40 anos na mortalidade por cancro da mama (ensaio UK Age): resultados finais de um ensaio clínico aleatorizado e controlado | O estudo avaliou o impacto do rastreamento mamográfico em mulheres de 40 a 48 anos sobre a mortalidade por câncer de mama, tema ainda debatido na definição da faixa etária ideal. |
A análise dos documentos oficiais, diretrizes e estudos científicos revelou um panorama multifacetado sobre o rastreamento do câncer de mama no Brasil, evidenciando avanços na normatização, mas também importantes desafios de implementação.
Os relatórios do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de 2022 e 2024 destacaram o crescimento da incidência e mortalidade por câncer de mama no país, com diferenças regionais expressivas que refletem desigualdades no acesso ao rastreamento e diagnóstico. Os dados também reforçam a importância da detecção precoce e da qualidade da mamografia, apontando falhas ainda existentes na cobertura populacional e na padronização dos exames.
As diretrizes do Ministério da Saúde (2024; 2025) consolidam a recomendação de mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, integrando o rastreamento às Linhas de Cuidado da Atenção Primária. Entretanto, estudos como o de Migowski et al. (2018) e o de Tesser (2016) evidenciam a necessidade de avaliação crítica dessa estratégia, considerando os riscos de sobrediagnóstico, exposição à radiação e falsos positivos, que podem reduzir os benefícios do rastreamento universal.
A FEBRASGO (2023) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM, 2021; 2024) ressaltaram tanto os benefícios quanto os desafios do rastreamento organizado. Entre os pontos fortes, destacam-se a possibilidade de protocolos abreviados, uso de métodos complementares como ultrassonografia e ressonância em mamas densas e a promoção de hábitos saudáveis como prevenção. Entretanto, persistem desigualdades no acesso aos exames, principalmente em regiões periféricas e menos desenvolvidas.
Estudos de caráter regional reforçam essa realidade. Silva et al. (2025) apontaram dificuldades na integralidade do cuidado em um estado do Nordeste, enquanto Dantas et al. (2025) demonstraram que a adoção de mamógrafos móveis no Piauí favorece maior equidade, reduzindo barreiras geográficas e socioeconômicas.
No que tange à população de alto risco, Rodrigues (2022) e Dufloth et al. (2005) ressaltaram a importância da identificação de mulheres com predisposição genética (mutações em BRCA1/BRCA2) ou risco aumentado, que necessitam de rastreamento diferenciado com uso de mamografia anual, ressonância magnética e até medidas preventivas invasivas. Esse ponto contrasta com as recomendações gerais, indicando a necessidade de estratégias personalizadas.
A avaliação dos riscos e benefícios do rastreamento foi aprofundada por Santos (2018) e pelo estudo internacional de Duffy et al., que investigou o impacto do rastreamento em mulheres de 40 a 48 anos. Embora alguns resultados apontem redução na mortalidade, as evidências permanecem controversas, reforçando a necessidade de mais estudos nacionais para embasar possíveis revisões da faixa etária recomendada.
5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise das diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de mama revela avanços importantes no estabelecimento de protocolos nacionais voltados à detecção precoce da doença, com base em evidências científicas e em conformidade com padrões internacionais. No entanto, a eficácia dessas diretrizes ainda esbarra em diversos desafios, especialmente no que se refere à sua implementação equitativa em todo o território nacional.
Entre os principais obstáculos identificados estão a desigualdade no acesso aos serviços de saúde, a insuficiência de recursos humanos e tecnológicos em regiões mais vulneráveis, a baixa adesão populacional ao rastreamento e a fragmentação dos dados e registros sobre a cobertura e os desfechos do programa. Tais fatores comprometem a efetividade do rastreamento e dificultam o alcance dos objetivos de redução da mortalidade por câncer de mama.
De forma convergente, os documentos analisados mostram que, embora o Brasil possua diretrizes estruturadas para o rastreamento do câncer de mama, persistem lacunas na sua aplicação. Os principais desafios estão relacionados à baixa cobertura populacional, desigualdades regionais, insuficiência de infraestrutura diagnóstica, riscos associados ao rastreamento universal e dificuldade de adesão a estratégias diferenciadas para grupos de risco elevado.
Assim, torna-se essencial o fortalecimento das políticas públicas de saúde, com investimento em infraestrutura, capacitação profissional, campanhas de conscientização e melhoria na gestão da informação. Somente com a superação desses desafios será possível garantir que as diretrizes não apenas existam no papel, mas que se traduzam em ações concretas, acessíveis e eficazes para todas as mulheres brasileiras, contribuindo de forma significativa para o controle do câncer de mama no país.
6 – REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA. BRCA1 e BRCA2. São Paulo: AMB, 2016. Disponível em: https://amb.org.br/wp-content/uploads/2021/08/BRCA1-E-BRCA-2-FINAL-2016.pdf. Acesso em: 05 jun. 2025.
AMB – Associação Médica Brasileira. BRCA1 e BRCA2 em câncer de mama. 2016. Disponível em: https://amb.org.br/wp-content/uploads/2021/08/BRCA1-E-BRCA-2-FINAL-2016.pdf. Acesso em: 05 jun. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de mama. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama. Acesso em: 22 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Rastreamento do câncer de mama na população-alvo. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-ca ncer-de-mama/dados-e-numeros/rastreamento-do-cancer-de-mama-na-populacao-al vo. Acesso em: 09 set. 2025.
FEBRASGO – FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. FPS – Fascículo de Práticas Saudáveis, nº 8 – Setembro 2023. São Paulo: FEBRASGO, 2023. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/FPS—N8—Setembro-2023—portugues-2.pd f. Acesso em: 15 jun. 2025.
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¹ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/1713671403610888
² Mestrando em Ciências Farmacêuticas, Instituto de Ciências Farmacêuticas,
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/0640720694788276
³ Professora Adjunta da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL), Maceió – AL, Brasil.
http://lattes.cnpq.br/1520259176683500
⁴ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/2788724201782446
⁵ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/2214274218287781
⁶ Graduada em Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/9947472458021954
⁷ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/8225173126162648
⁸ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/6016250198093893
⁹ Discente do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas, Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/5402243149369884
¹⁰ Professor Associado do curso de Farmácia, Instituto de Ciências Farmacêuticas,
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió – AL, Brasil. http://lattes.cnpq.br/7010351122476225
