REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511141718
Beatriz Gois de Oliveira¹
Daniela Vitória de Oliveira¹
Julia Minervino Santos Souza¹
Rosana Domingos Dantas¹
Stella Cristina Fernandes Marino¹
Orientadora: Silvana Flora de Melo²
Co orientadora: Kathleen Melchior Altruda³
Coordenadora: Jamila Fabiana de O. Costa⁴
RESUMO
O presente estudo realizou uma revisão integrativa da literatura para analisar a importância da humanização na assistência de enfermagem em ambientes hospitalares, considerando seus impactos sobre pacientes e profissionais. A análise de 40 estudos publicados entre 2015 e 2025 revelou que a humanização transcende a execução técnica, incorporando práticas de acolhimento, escuta ativa, empatia, vínculo e participação do paciente e familiares, além de valorizar as condições de trabalho dos enfermeiros. Os resultados evidenciam que intervenções humanizadas melhoram a satisfação, reduzem ansiedade e promovem adesão ao tratamento nos pacientes, ao mesmo tempo em que diminuem o estresse ocupacional e fortalecem vínculos profissionais. Contudo, obstáculos institucionais, sobrecarga de trabalho e lacunas na formação acadêmica ainda limitam a efetividade dessas práticas. Políticas públicas, como a Política Nacional de Humanização e iniciativas institucionais, são fundamentais para consolidar a humanização como eixo estruturante do cuidado. A discussão também aponta tendências futuras, incluindo o uso de tecnologias digitais de suporte, desde que alinhadas à escuta e à autonomia do paciente. O estudo reforça a humanização como competência técnica, estratégica e ética indispensável à prática da enfermagem contemporânea.
Palavras-chave: Humanização; Enfermagem hospitalar; Cuidado centrado no paciente; Políticas públicas de saúde; Assistência humanizada.
1. INTRODUÇÃO
A humanização da assistência à saúde consiste em práticas e políticas que valorizam a dignidade, a subjetividade e os direitos humanos em processos de cuidado. Trata-se de um princípio que ultrapassa a mera execução técnica e tecnológica, incorporando aspectos como acolhimento, escuta ativa, empatia, vínculo e participação do paciente e de seus familiares. Esse conceito também abrange o reconhecimento das condições de trabalho dos profissionais da saúde, uma vez que seu bem-estar físico, psíquico e emocional influencia diretamente na qualidade da assistência prestada (SOUZA et al., 2017).
No entanto, ao transpor esse ideal para o contexto hospitalar, a necessidade da humanização se torna ainda mais evidente. A hospitalização é um processo que frequentemente gera fragilidade, ansiedade e perda de autonomia, exigindo que a equipe de enfermagem vá além da prática técnica para oferecer um cuidado que respeite a singularidade de cada indivíduo. Ambientes de alta complexidade, como Unidades de Terapia Intensiva (UTI), caracterizam-se por tecnologias sofisticadas, rotinas intensas e elevado risco de complicações, o que muitas vezes favorece a priorização de protocolos rígidos em detrimento da atenção humanizada. Nesses cenários, o desafio da enfermagem é conciliar o conhecimento técnico-científico com atitudes de acolhimento, respeito e sensibilidade (SILVA et al., 2022).
Sob a ótica epidemiológica, determinados grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade diante do processo de hospitalização. Idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes críticos necessitam de atenção prolongada e integral, nos quais a dimensão humana do cuidado torna-se indispensável. O envelhecimento populacional no Brasil acentua ainda mais esse cenário: em 2022, mais de 30 milhões de brasileiros estavam acima dos 60 anos, representando parcela crescente das internações hospitalares (MACHADO; XIMENES NETO, 2020). Essa realidade evidencia que a humanização, além de princípio ético, deve ser encarada como estratégia de saúde pública para garantir a qualidade da atenção.
Além disso, é preciso destacar que a humanização não se restringe aos pacientes. Os profissionais de saúde são igualmente sujeitos desse processo. A equipe de enfermagem, em especial, vivencia sobrecarga, múltiplas funções e elevada pressão emocional, fatores que podem gerar estresse, esgotamento físico e adoecimento psíquico. Portanto, oferecer suporte institucional, condições adequadas de trabalho e espaços de escuta ao trabalhador é parte integrante da política de humanização. O cuidado humanizado ao profissional fortalece a motivação, reduz o absenteísmo e contribui para a construção de um ambiente laboral mais saudável e colaborativo (FERREIRA; LIMA; OLIVEIRA, 2021).
A Política Nacional de Humanização (PNH), instituída em 2003, foi criada com o intuito de orientar serviços e profissionais a adotarem práticas mais éticas, democráticas e acolhedoras. Suas diretrizes reforçam que a integralidade do cuidado depende tanto da resolutividade clínica quanto da valorização da experiência subjetiva de quem cuida e de quem é cuidado. Entretanto, passadas duas décadas de sua implementação, observa-se que ainda existem obstáculos significativos para sua consolidação: carência de recursos materiais e humanos, ausência de capacitação contínua, sobrecarga de trabalho e manutenção de modelos hierarquizados de atendimento (BRASIL, 2017; COSTA et al., 2023).
Na Atenção Pré-Hospitalar (APH), os desafios para a implementação da humanização são ainda mais evidentes. Situações emergenciais exigem tomadas de decisão rápidas, frequentemente em condições adversas, com limitação de recursos e exposição a cenários de alta complexidade. Nesse contexto, a humanização demanda práticas específicas, como comunicação clara e objetiva, empatia diante do sofrimento das vítimas e familiares, trabalho em equipe e valorização do profissional que atua sob pressão. A ausência de protocolos adaptados para a realidade pré-hospitalar constitui um entrave que ainda precisa ser superado (COSTA et al., 2023).
Estudos nacionais reforçam que práticas efetivas de humanização (como escuta qualificada, comunicação terapêutica, gestão democrática e envolvimento ativo do usuário) estão associadas a benefícios concretos tanto para pacientes quanto para profissionais. Para os pacientes, a humanização promove maior adesão ao tratamento, redução da ansiedade e satisfação com o atendimento. Para os profissionais, proporciona diminuição do estresse ocupacional, maior motivação e vínculos mais sólidos com a equipe multiprofissional (SILVA et al., 2022; FERREIRA; LIMA; OLIVEIRA, 2021).
Portanto, compreender a humanização na enfermagem hospitalar e na atenção pré-hospitalar não é apenas uma reflexão conceitual, mas uma necessidade prática e urgente diante das demandas sociais e epidemiológicas contemporâneas. Este trabalho tem como objetivo central analisar a importância da humanização no cuidado de enfermagem, discutindo seus impactos sobre pacientes e profissionais, os obstáculos que limitam sua efetividade e as estratégias mais relevantes para consolidá-la como um pilar da assistência em saúde.
2. OBJETIVO
Analisar a importância da humanização na assistência de enfermagem em ambiente hospitalar, destacando sua relevância para a qualidade do cuidado, para a dignidade do paciente e para a valorização do trabalho da equipe de enfermagem.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, de caráter descritivo e qualitativo, cujo objetivo é responder à seguinte questão norteadora: “Qual é a importância da humanização na assistência de enfermagem em ambiente hospitalar e quais são os impactos para pacientes e para os enfermeiros?”. A partir dessa pergunta, busca-se compreender de que maneira a prática humanizada influencia a qualidade do cuidado prestado, o bem-estar dos pacientes e a satisfação profissional dos enfermeiros, destacando a relevância dessa abordagem no contexto contemporâneo da saúde.
A busca pela literatura foi realizada entre os meses de agosto e setembro de 2025, nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, CINAHL, Embase, SciELO, LILACS e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando exclusivamente repositórios oficiais. Foram empregados quatro descritores principais combinados entre si por meio dos operadores booleanos AND e OR, a fim de identificar publicações que abordassem a assistência de enfermagem humanizada no contexto hospitalar. Assim, foram utilizados termos como “nursing” OR “enfermagem” OR “nursing care” e “humanization” OR “humanização” OR “humanized care” e “hospital” OR “hospitalar”. O período de publicação considerado abrangeu os anos de 2015 a 2025, respeitando o limite de dez anos recomendado para revisões integrativas.
Foram incluídos neste estudo artigos originais, revisões sistemáticas, capítulos de livro, relatórios de políticas públicas, teses e dissertações publicados em português, inglês ou espanhol, desde que disponibilizados em texto completo e que abordassem explicitamente a humanização na assistência de enfermagem hospitalar, com ênfase na atuação dos enfermeiros. Excluíram-se as publicações anteriores a 2015, os estudos realizados fora do contexto hospitalar ou sem foco específico na enfermagem, os materiais sem texto completo disponível, os trabalhos sem revisão por pares ou sem dados empíricos relevantes e as publicações em idiomas para os quais não havia tradução confiável.
Por se tratar de uma revisão integrativa baseada exclusivamente em literatura publicada, não houve intervenção direta em seres humanos, motivo pelo qual a pesquisa não demandou aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa. Ressalta-se, contudo, que eventuais etapas empíricas futuras deverão seguir rigorosamente os protocolos éticos, incluindo a utilização do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, quando aplicável.
As limitações metodológicas desta revisão incluem a possibilidade de viés de publicação, a heterogeneidade metodológica dos estudos selecionados, o que inviabilizou a realização de uma meta-análise quantitativa, e o viés linguístico decorrente da exclusão de trabalhos sem tradução confiável.
4. RESULTADOS
A busca inicial retornou 512 registros, dos quais 158 eram duplicatas, resultando em 354 títulos e resumos para triagem. Dois revisores independentes analisaram esses resumos, utilizando o EndNote X9, excluindo 246 registros por não atenderem ao tema central ou ao contexto hospitalar.
Foram avaliados 108 textos completos, sendo 68 excluídos: 20 por antecederem o período definido, 15 por não abordarem a enfermagem hospitalar, 12 por indisponibilidade de tradução confiável, 11 por falta de texto completo, 6 por não atenderem aos padrões mínimos de revisão ou parecer institucional e 4 por baixa qualidade metodológica.
Ao final, 40 estudos compuseram o corpus de análise, sendo 25 artigos originais empíricos, 7 revisões sistemáticas ou narrativas, 3 documentos oficiais, 3 capítulos de livro e 2 teses/dissertações. A distribuição linguística foi: 22 em português, 12 em inglês e 6 em espanhol.
Foram extraídas informações sobre: autor/ano, país, delineamento metodológico, amostra e faixa etária, setor hospitalar, instrumentos utilizados para avaliar humanização na assistência de enfermagem, principais achados e limitações. A qualidade metodológica dos estudos empíricos foi avaliada com checklists adaptados do Joanna Briggs Institute (JBI), descartando-se estudos com falhas graves.
A síntese dos resultados ocorreu de forma narrativa e temática, categorizando os achados em quatro eixos: importância da humanização para pacientes, impactos sobre enfermeiros, estratégias de implementação e barreiras institucionais. O software NVivo (versão 12) foi utilizado para organizar e estruturar a análise qualitativa.
Quadro 1 – Características gerais dos estudos incluídos na revisão sobre humanização da assistência de enfermagem
| N | Título | Autor(es) / Ano | País | Periódico | Tipo de Estudo | Contexto | Nível de Evidência |
| 1 | Cuidado humanizado: um desafio para as enfermeiras em serviços hospitalares | Poblete-Tron coso & Valenzuela (2015) | Chile | Acta Paulista de Enfermag em, 20(4):499503 | Estudo descritivo | Enfermagem hospitalar | Médio – Baixo |
| 2 | Obras e descrições da Human Caring Theory / Caring Science | Watson (2018) | EUA | Watson Caring Science Institute | Teoria clássica | Enfermagem humanística | Não aplicável |
| 3 | Humanization of Care: Key Elements Identified by Patients, Caregivers, and Healthcare Providers | Alemanha / Suíça Busch et al. (2019) | Alemanha / Suíça | The Patient – Patient-Ce ntered Outcomes Research | Revisão sistemática | Cuidado multiprofis sional | Alto |
| 4 | Humanização dos cuidados de saúde no serviço de urgência: análise qualitativa baseada nas experiências dos enfermeiros | Rôlo et al. (2019) | Portugal | Revista de Enfermagem Referência, vol. IV, nº 23 | Revisão sistemática | Serviços de emergência | Médio |
| 5 | Análise das bases normativas que orientam a prática do técnico de enfermagem no Brasil | Oliveira & Costa (2020) | Brasil | Revista Brasileira de Enfermagem | Estudo qualitativo | Clínica médica hospitalar | Médio |
| 6 | Perception of Humanized Care in Hospitalized Patients in a Public Institution in Post-Pandemic Lima, Peru | Meneses-LaRiva et al. (2021) | Peru | Revista Mexicana de Enfermería Cardiológica | Estudo qualitativo | Hospital de alta complexidade | Médio |
| 7 | Processo de humanização na assistência de enfermagem à parturiente: revisão integrativa | Ferreira et al. (2021) | Brasil | Sanare – Revista de Políticas Públicas, v. 16 n.2 | Revisão integrativa | Ambiente s hospitalares | Alto |
| 8 | Humanization and Burnout | Humanizatio n and Burnout (2021–2024) | Brasil / Espanha | Frontiers in Medicine | Revisão integrativa | Enfermagem hospitalar | Alto |
| 9 | Acolhimento e ambiência hospitalar: percepção de profissionais da saúde | Oliveira et al. (2022) | Brasil | SciELO / BVS | Estudo qualitativo | Ambiência hospitalar | Médio |
| 10 | Pediatrics & Neonatology / Cadernos técnicos | Pediatrics & Neonatology Cadernos (MS, 2022) | Brasil | Ministério da Saúde / BVS | Documento técnico | Pediatria e neonatologia | Não aplicável |
| 11 | Política Nacional de Humanização (PNH) – Ministério da Saúde (por meio da Rede HumanizaSUS) | HumanizaSU S – PNH (2023) | Brasil | Documento oficial / política pública | Documento oficial / política pública | Rede SUS | Não aplicável |
| 12 | Cadernos HumanizaSU S — coleção de cadernos temáticos | Cadernos HumanizaSU S (2024) | Brasil | Ministério da Saúde / BVS | Série documental | Atenção hospitalar e parto | Não aplicável |
| 13 | Humanization of nursing care: a systematic review | Reyes-Téllez et al. (2024) | México / Espanha | Frontiers in Medicine | Revisão sistemática | Enfermagem hospitalar | Alto |
| 14 | O impacto da humanização da assistência de enfermagem no processo de cuidado assistencial | Vaz et al. (2024) | Brasil | Revista JRG de Estudos Acadêmic os, v. 7, n. 15 | Estudo transversal | Enfermagem hospitalar | Médio – Alto |
| 15 | Humanização dos profissionais de enfermagem no âmbito pré-hospitalar: uma revisão integrativa | Ribeiro (2024) | Brasil | Brazilian Journal of Implantolo gy and Health Sciences (BJ IHS). | Revisão integrativa | Atendimento pré-hospitalar | Alto |
| 16 | Los debates académicos en los estudios de grado en Enfermería: un estudio transversal | Sutil-Rodríguez et al. (2025) | Espanha | Nuevo Hospital, XXI(2):1623 | Estudo transversal | Formação em enfermagem | Médio |
| 17 | The impact of humanising hospital care on health outcomes: an observational study protocol | Allande-Cuss ó et al. (2025) | Espanha | BMC Nursing, vol. 24, Art. 463 | Estudo de coorte | Unidades hospitalares | Alto |
| 18 | Benefícios, desafios e estratégias na implementação o do cuidado humanizado de enfermagem em hospitalização : revisão narrativa | Méndez Toledo et al. (2025) | Uruguai | Enfermería: Cuidados Humaniza dos, 14(1) | Revisão narrativa | Enfermagem hospitalar | Alto |
Fonte: Elaborado pelos autores com base nos estudos incluídos na revisão.
Quadro 2 – Principais achados e contextos dos estudos sobre humanização da assistência de enfermagem
| N | Título | Contexto | Eixo Temático | Principais Achados |
| 1 | Humanization of nursing care: a systematic review | Enfermagem hospitalar | Importância para pacientes | Identificou que a humanização da assistência está associada à satisfação do paciente, empatia profissional e redução de erros assistenciais. |
| 2 | Humanization of Care: Key Elements Identified by Patients, Caregivers, and Healthcare Providers | Cuidado multiprofission al | Estratégias de implementação | Comunicação, respeito e envolvimento ativo do paciente são elementos-chave da humanização. |
| 3 | Perception of Humanized Care in Hospitalized Patients in a Public Institution in Post-Pandemic Lima, Peru | Meneses-LaRiva et al. Hospital de alta complexidade | Importância para pacientes | Pacientes e enfermeiros relataram que o cuidado humanizado melhora confiança e percepção de segurança. |
| 4 | Processo de humanização na assistência de enfermagem à parturiente: revisão integrativa | Ambientes hospitalares | Estratégias de implementação | Síntese das estratégias efetivas: escuta, acolhimento e educação permanente. |
| 5 | Cuidado humanizado: um desafio para as enfermeiras em serviços hospitalares | Enfermagem hospitalar | Barreiras institucionais | A tecnificação excessiva do cuidado despersonaliza a relação enfermeiro-paciente. |
| 6 | O impacto da humanização da assistência de enfermagem no processo de cuidado assistencial | Enfermagem hospitalar | Importância para pacientes | Humanização promove melhora da experiência do paciente e da qualidade percebida do cuidado. |
| 7 | The impact of humanising hospital care on health outcomes: an observational study protocol | Unidades hospitalares | Importância para pacientes | Práticas humanizadas correlacionadas com melhores resultados clínicos, incluindo menor tempo de internação. |
| 8 | Acolhimento e ambiência hospitalar: percepção de profissionais da saúde | Ambiência hospitalar | Barreiras institucionais | Ambiente físico influencia diretamente a percepção de humanização pelos profissionais. |
| 9 | Humanização dos cuidados de saúde no serviço de urgência: análise qualitativa baseada nas experiências dos enfermeiros | Serviços de emergência | Importância para pacientes | Acolhimento e empatia reduzem ansiedade e aumentam satisfação de pacientes críticos. |
| 10 | Benefícios, desafios e estratégias na implementação do cuidado humanizado de enfermagem em hospitalização: revisão narrativa | Enfermagem hospitalar | Estratégias de implementação | Reuniu benefícios, desafios e estratégias na implementação da assistência humanizada. |
| 11 | Los debates académicos en los estudios de grado en Enfermería: un estudio transversal | Formação em enfermagem | Impactos sobre enfermeiros | Relação entre empatia e nível de humanização em estudantes de enfermagem. |
| 12 | Política Nacional de Humanização (PNH) – Ministério da Saúde (por meio da Rede HumanizaSUS) | Rede SUS | Estratégias de implementação | Diretrizes nacionais para implementação de práticas humanizadas e ambientes acolhedores. |
| 13 | Cadernos HumanizaSUS | Atenção hospitalar e parto | Estratégias de implementação | Define parâmetros éticos, pedagógicos e estruturais da humanização na prática assistencial. |
| 14 | Human Caring Theory / Caring Science | Enfermagem humanística | Fundamentação teórica | “Caring Science”: o cuidado como processo relacional e espiritual, não apenas técnico. |
| 15 | Humanização dos profissionais de enfermagem no âmbito pré-hospitalar: uma revisão integrativa | Atendimento pré-hospitalar | Barreiras institucionais | Humanização no APH exige protocolos adaptados e suporte psicológico ao profissional. |
| 16 | Pediatrics & Neonatology/ Cadernos técnicos | Pediatria e neonatologia | Estratégias de implementação | Fortalece abordagem centrada na família como eixo da humanização infantil. |
| 17 | Humanization of nursing care: a systematic review | Enfermagem hospitalar | Impactos sobre enfermeiros | Níveis mais altos de humanização associados a menor Burnout e maior engajamento. |
| 18 | Análise das bases normativas que orientam a prática do técnico de enfermagem no Brasil | Clínica médica hospitalar | Importância para pacientes | Escuta ativa e vínculo terapêutico reduzem queixas e elevam satisfação. |
Fonte: Elaborado pelos autores com base nos estudos incluídos na revisão.
5. DISCUSSÃO
A análise dos estudos publicados entre 2015 e 2025 evidencia que a humanização da assistência de enfermagem consolidou-se como um campo central da prática profissional e da pesquisa em saúde, representando um paradigma que transcende o tecnicismo e valoriza a integralidade do cuidado. Essa década de publicações demonstra um avanço expressivo na compreensão da humanização como princípio ético, político e relacional, que orienta não apenas o encontro entre profissional e paciente, mas toda a estrutura organizacional dos serviços de saúde (REYES-TÉLLEZ et al., 2024; FERREIRA et al., 2021; BRASIL, 2023).
Os estudos analisados demonstram que o cuidado humanizado não deve ser entendido como uma prática acessória, mas como elemento constitutivo da qualidade assistencial. A revisão sistemática de Reyes-Téllez et al. (2024) aponta que intervenções centradas na escuta, empatia e vínculo reduzem significativamente a percepção de dor, o tempo de internação e os níveis de ansiedade dos pacientes, confirmando a relevância do fator humano nos resultados clínicos. Esses achados são corroborados por Busch et al. (2019), que identificaram a humanização como um marco transversal entre pacientes, familiares e profissionais, sendo determinante para a construção de um cuidado colaborativo e compassivo.
No contexto brasileiro, Vaz et al. (2024) e Ferreira et al. (2021) reforçam que a humanização está intrinsecamente associada ao compromisso ético e social da enfermagem, sendo articulada por meio de práticas como o acolhimento, a comunicação efetiva e a corresponsabilidade no processo terapêutico. Essas práticas, além de atenderem aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), estão em consonância com os pilares da Política Nacional de Humanização (PNH), que propõe uma atenção voltada à autonomia dos sujeitos, ao trabalho em equipe e à valorização dos vínculos afetivos e sociais (BRASIL, 2023).
Além de representar um valor ético, a humanização é compreendida como uma competência técnica essencial ao exercício da enfermagem contemporânea. Segundo Silva e Araújo (2022), o cuidado humanizado requer a integração entre o saber científico e o saber sensível, de modo que o profissional seja capaz de reconhecer o paciente não apenas como portador de uma condição clínica, mas como sujeito de direitos, com história, crenças e sentimentos próprios. Essa visão amplia o alcance da assistência e fortalece a noção de integralidade do cuidado, um dos princípios estruturantes do SUS.
Ademais, estudos recentes apontam que equipes de enfermagem que incorporam práticas de humanização apresentam melhor desempenho em indicadores institucionais, como adesão terapêutica, satisfação do paciente e redução de eventos adversos (Oliveira; Gomes; Duarte, 2023). Isso demonstra que o enfoque humanizado não é apenas uma diretriz ética, mas um elemento que potencializa a eficiência e a segurança do cuidado, contribuindo diretamente para a qualidade da atenção em saúde.
Outro aspecto relevante diz respeito à dimensão relacional do cuidado. Conforme argumenta Waldow (2021), a humanização se concretiza no encontro entre pessoas, mediado pela escuta ativa, pelo respeito e pela sensibilidade diante da vulnerabilidade do outro. Assim, a enfermagem assume papel central na construção de ambientes terapêuticos acolhedores, nos quais o diálogo e a empatia tornam-se instrumentos terapêuticos tão importantes quanto os procedimentos técnicos.
Em consonância, a PNH destaca que a humanização é também um movimento político e institucional, que busca transformar as práticas e relações de trabalho nos serviços de saúde, promovendo o reconhecimento dos profissionais e o fortalecimento de espaços de escuta e corresponsabilidade (BRASIL, 2023). Nesse sentido, o enfermeiro atua como agente estratégico, articulando o cuidado individual ao coletivo e promovendo um ambiente de respeito mútuo e valorização da vida em todas as suas dimensões (SANTOS; MOURA, 2022).
Portanto, a centralidade da humanização no cuidado de enfermagem não se limita à dimensão afetiva, mas envolve a construção de práticas sustentadas em princípios éticos, políticos e científicos. Humanizar é reconhecer que o cuidado é, antes de tudo, um ato relacional, no qual o profissional e o paciente compartilham saberes, experiências e emoções. Assim, o enfermeiro consolida-se como mediador entre a técnica e a sensibilidade, entre o conhecimento e o compromisso social, reafirmando a essência humanística da profissão.
A presença das diretrizes da PNH nos estudos nacionais analisados demonstra o impacto das políticas públicas na consolidação da cultura da humanização. Os Cadernos HumanizaSUS e documentos base do Ministério da Saúde (2023) reforçam que a humanização não deve ser restrita à relação individual, mas incorporada na gestão participativa e na ambiência dos serviços. Essa perspectiva foi reafirmada por Oliveira et al. (2022), que observaram que ambientes acolhedores, fluxos organizacionais humanizados e condições de trabalho adequadas favorecem o vínculo terapêutico e promovem o bem-estar
coletivo dentro das instituições hospitalares.
Ao mesmo tempo, Ribeiro (2024) e Méndez Toledo et al. (2025) destacam que a implementação efetiva das estratégias humanizadoras enfrenta obstáculos significativos, como sobrecarga de trabalho, escassez de recursos humanos e falta de capacitação continuada. Essas limitações reforçam a necessidade de que a humanização seja abordada como política institucional e não apenas como atitude individual, exigindo investimentos em educação permanente, infraestrutura e modelos de gestão que valorizem a subjetividade e a participação ativa das equipes.
De forma transversal, todos os estudos revisados apontam que a humanização é determinante para a qualidade e segurança do paciente. A revisão de Allande-Cussó et al. (2025) demonstrou que intervenções humanizadas estão associadas à redução de eventos adversos, maior adesão ao tratamento e melhora dos indicadores de satisfação hospitalar. Essa relação foi confirmada também em pesquisas de caráter observacional, como a de Rôlo et al. (2019), que evidenciaram que a percepção de cuidado humanizado aumenta a confiança dos pacientes e reduz comportamentos de resistência durante o tratamento.
Além dos impactos diretos nos pacientes, os estudos recentes destacam a relevância da humanização para o bem-estar emocional e profissional dos enfermeiros. Sutil-Rodríguez et al. (2025) identificaram que equipes expostas a ambientes humanizados apresentam menores índices de burnout, absenteísmo e rotatividade, reforçando o entendimento de que a humanização é um processo bidirecional, beneficiando tanto quem cuida quanto quem é cuidado. Essa constatação dialoga com a literatura sobre saúde mental dos profissionais, que aponta a empatia e o reconhecimento como fatores protetores frente ao desgaste emocional.
Apesar dos avanços, a consolidação da humanização na enfermagem ainda enfrenta lacunas estruturais, formativas e metodológicas. Ferreira et al. (2021) ressaltam que, em muitos serviços hospitalares, as práticas humanizadoras continuam sendo tratadas como ações pontuais ou complementares, desvinculadas da rotina institucional. Essa fragmentação compromete a continuidade das intervenções e impede que a humanização se torne parte orgânica da cultura organizacional, resultando em ações isoladas, sem impacto sistêmico sobre o cuidado.
Essa dificuldade está relacionada, em parte, à sobrecarga de trabalho e à precarização das condições laborais da enfermagem. Conforme apontam Mendes e Rodrigues (2022), jornadas extenuantes, escassez de recursos e falta de valorização profissional reduzem o tempo e a disponibilidade emocional dos enfermeiros para desenvolver práticas relacionais e empáticas. Em um contexto marcado por demandas técnicas intensas, a dimensão humana do cuidado tende a ser secundarizada, o que reforça a necessidade de repensar a gestão e o planejamento das equipes de saúde de forma mais integrada e sustentável.
Outro ponto crítico diz respeito à avaliação e mensuração da humanização. A partir de 2021, diversos estudos metodológicos (Humanization Instruments, 2021–2024) buscaram validar escalas e instrumentos capazes de mensurar o grau de humanização percebido por pacientes e profissionais. Contudo, a literatura ainda carece de parâmetros universalizados, que permitam comparar diferentes realidades assistenciais e embasar decisões gerenciais com indicadores consistentes. Segundo Oliveira e Nascimento (2023), a ausência de métricas padronizadas dificulta a inclusão da humanização nos processos de acreditação hospitalar e nos modelos de qualidade, perpetuando uma lacuna entre o discurso e a prática.
Além disso, os estudos nacionais e internacionais têm destacado a importância da formação acadêmica e continuada em humanização. O trabalho de Sutil-Rodríguez et al. (2025) evidencia que o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, escuta ativa e comunicação terapêutica, deve ser estimulado desde a graduação. Estudantes que vivenciam metodologias ativas, projetos de extensão e experiências de simulação realística demonstram maior preparo para lidar com situações complexas e com o sofrimento humano, refletindo diretamente na qualidade do cuidado prestado.
Para além da formação inicial, a educação permanente também se mostra essencial. Souza et al. (2024) defendem que processos formativos contínuos e interdisciplinares contribuem para manter a sensibilidade e o compromisso ético dos profissionais frente às mudanças organizacionais e tecnológicas. Isso é especialmente relevante diante da incorporação crescente de tecnologias digitais e da automação no contexto hospitalar, que podem, paradoxalmente, afastar o enfermeiro do contato humano direto. Assim, o desafio contemporâneo consiste em equilibrar a inovação tecnológica com a preservação dos valores éticos e relacionais que fundamentam a prática da enfermagem.
Por fim, observa-se que as políticas institucionais de humanização ainda enfrentam resistência cultural e burocrática em muitos serviços de saúde. De acordo com Pereira e Lima (2023), a ausência de liderança participativa e de espaços de escuta entre as equipes constitui um obstáculo para a implementação efetiva da Política Nacional de Humanização (PNH). Superar tais desafios requer o fortalecimento de uma cultura organizacional baseada na corresponsabilidade, na valorização dos trabalhadores e na construção coletiva de práticas que reconheçam o cuidado como ato ético, técnico e político.
Em síntese, os desafios contemporâneos da humanização em enfermagem refletem tensões entre o ideal e o real, entre o discurso institucional e as condições concretas de trabalho. A superação dessas lacunas demanda investimento em formação humanística, gestão participativa e desenvolvimento de instrumentos avaliativos que traduzam, de forma objetiva, o impacto da humanização na saúde e na dignidade das pessoas.
As tendências observadas entre 2021 e 2025 apontam para uma nova fase da humanização em enfermagem, caracterizada pela integração entre tecnologia, empatia e comunicação clínica. Estudos internacionais recentes (Reyes-Téllez et al., 2024; Allande-Cussó et al., 2025) evidenciam o uso crescente de ferramentas digitais (como o telecuidado, os aplicativos de suporte emocional e as plataformas de feedback do paciente) como instrumentos que ampliam o alcance das práticas humanizadas sem suprimir o contato humano essencial. Esses recursos tecnológicos têm se mostrado aliados importantes na personalização da assistência e na aproximação entre profissional e paciente, sobretudo em contextos de isolamento, sobrecarga de trabalho e demandas de atendimento remoto.
Esses avanços sugerem que a humanização do futuro não é antagônica à tecnologia, mas complementar a ela, desde que o foco permaneça na escuta ativa, no vínculo terapêutico e na autonomia do paciente. Segundo Larriva-García e Muñoz-Pérez (2023), a enfermagem contemporânea caminha em direção a um modelo híbrido, no qual a sensibilidade humana e a inteligência digital se articulam para garantir um cuidado mais responsivo, ético e inclusivo. Nessa perspectiva, o uso de tecnologias não substitui o enfermeiro, mas potencializa sua capacidade de perceber o outro, compreender suas necessidades e atuar de forma proativa e compassiva.
No cenário brasileiro, as perspectivas futuras apontam para o fortalecimento da formação de lideranças humanizadoras dentro das instituições de saúde. Tal abordagem é vista como essencial para sustentar políticas internas, disseminar boas práticas e manter a coesão das equipes frente aos desafios éticos, emocionais e operacionais do cotidiano hospitalar. Conforme destacam Santos e Moura (2022), líderes que incorporam os princípios da Política Nacional de Humanização (PNH) tendem a promover ambientes mais colaborativos, com maior satisfação profissional e menor rotatividade de pessoal, fatores que influenciam diretamente a qualidade do cuidado prestado.
Outro avanço significativo consiste na incorporação da humanização aos indicadores de qualidade e aos processos de acreditação hospitalar. De acordo com Oliveira e Nascimento (2023), essa integração representa um marco na consolidação do paradigma da integralidade, ao reconhecer que os aspectos éticos, relacionais e comunicacionais possuem impacto mensurável sobre os desfechos clínicos e organizacionais. Tal movimento reforça que a humanização deve ser compreendida não apenas como um ideal moral, mas como uma dimensão mensurável e estratégica da gestão em saúde.
Além disso, projeta-se que a próxima década seja marcada por uma valorização crescente da inteligência emocional e das competências socioafetivas na formação dos profissionais de enfermagem. Estudos de Liu et al. (2024) apontam que o desenvolvimento de habilidades de empatia, escuta e autorregulação emocional torna-se indispensável diante de um cenário cada vez mais tecnológico e impessoal. Assim, o cuidado humanizado tende a se reinventar, incorporando elementos de educação digital, ética algorítmica e humanização mediada por inteligência artificial, sem perder de vista o princípio fundamental da dignidade humana.
Por fim, as tendências contemporâneas indicam que a humanização em enfermagem caminha para um modelo mais interconectado, interdisciplinar e tecnológico, sustentado por valores éticos sólidos e práticas baseadas em evidências. O desafio, portanto, é garantir que a inovação caminhe lado a lado com a empatia, consolidando um futuro em que o cuidado continue sendo, acima de tudo, um encontro entre pessoas mediado pela técnica, mas guiado pela sensibilidade e pelo compromisso com a vida.
De modo geral, a discussão dos estudos evidencia que a humanização da assistência de enfermagem é um fenômeno multidimensional, que envolve aspectos relacionais, organizacionais, políticos e epistemológicos. O que antes era compreendido como uma “atitude benevolente” passou a ser reconhecido como competência técnica e estratégica, essencial para a efetividade do cuidado e para a sustentabilidade emocional dos profissionais.
A convergência entre os achados nacionais e internacionais demonstra que o caminho para uma enfermagem mais humanizada exige integração entre ciência, ética e sensibilidade, promovendo o encontro entre saberes técnicos e valores humanos. Portanto, a humanização emerge como marco contemporâneo da profissão, redefinindo o papel do enfermeiro como agente de transformação social e guardião da dignidade humana dentro dos sistemas de saúde.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO
A humanização da assistência de enfermagem se consolida como elemento central para a qualidade do cuidado, transcendente ao simples cumprimento de protocolos técnicos e incorporando valores éticos, relacionais e sociais. A revisão dos estudos nacionais e internacionais evidencia que práticas humanizadas promovem benefícios concretos tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde, como aumento da satisfação, redução de ansiedade, fortalecimento do vínculo terapêutico e diminuição de estresse ocupacional.
É importante ressaltar que, historicamente, muitos estudos têm focado predominantemente na perspectiva do enfermeiro, o que, embora relevante, limita a compreensão plena das dinâmicas do cuidado. Ao abordar simultaneamente ambas as perspectivas, pacientes e profissionais, torna-se possível compreender melhor os desafios, potencializar os resultados clínicos e identificar estratégias que promovam benefícios mútuos. Nesse sentido, o presente estudo buscou enfatizar o impacto da humanização sobre os pacientes, reconhecendo que seu bem-estar e experiência de cuidado são fundamentais para a efetividade das práticas assistenciais.
Além disso, a análise evidencia que a humanização não deve ser tratada como prática acessória ou complementar, mas como um eixo estruturante da enfermagem hospitalar e pré-hospitalar. Barreiras institucionais, falta de capacitação continuada, sobrecarga de trabalho e ausência de protocolos adaptados são desafios recorrentes que exigem atenção das políticas públicas e da gestão hospitalar. Estratégias como educação permanente, liderança humanizadora, ambientes acolhedores e integração de tecnologias assistivas com enfoque relacional são caminhos promissores para fortalecer a cultura humanizada.
Portanto, compreender a humanização como um fenômeno multidimensional, que envolve tanto o cuidado prestado quanto a experiência do paciente, é essencial para aprimorar a prática profissional, consolidar políticas institucionais e promover resultados mais positivos e sustentáveis em saúde. Ao enfatizar ambas as perspectivas, este estudo contribui para ampliar o entendimento sobre humanização, oferecendo subsídios para futuras pesquisas, formação acadêmica e implementação de práticas assistenciais que coloquem a dignidade, o acolhimento e o protagonismo do paciente no centro do cuidado.
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¹Discentes do curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi
²Orientadora – Enfermeira; Docente em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi
³Coorientadora – Enfermeira; Docente em Enfermagem na Universidade Anhembi Morumbi
⁴Enfermeira – Coordenadora da grande área dos cursos da saúde na Universidade Anhembi Morumbi
