ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA AUTOMEDICAÇÃO NA TERCEIRA IDADE EM POPULAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO NORTE DO ESTADO DA BAHIA, NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS (2015-2025)

EPIDEMIOLOGICAL ANALYSIS OF SELF-MEDICATION IN THE ELDERLY POPULATION IN MUNICIPALITIES OF NORTHERN BAHIA STATE OVER THE PAST TEN YEARS (2015-2025)

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511252250


Arlita Neves De Oliveira1; Carla Danielle Da Paixão Almeida1; Luany Gonçalves Silva2; Naiara Luci Passos Moreira1; Ronifabio Rodrigues Coelho Junior2; Jorge Messias Leal do Nascimento3; Emanuela Lima dos Santos4; Lilian Filadelfia dos Santos Leal5


Resumo 

A automedicação é um importante problema de saúde pública, entre idosos, por estar associada a  intoxicações, diagnósticos equivocados, complicações clínicas e resistência antimicrobiana, sendo  influenciada por fatores sociais, econômicos e de acesso aos serviços de saúde, além da ampla  disponibilidade de medicamentos sem prescrição, principalmente em indivíduos idosos. Assim, o estudo  teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da automedicação em idosos nos 28 municípios da  Macrorregião Norte da Bahia, entre 2015 e 2025. Trata-se de um estudo qualiquantitativo, baseado em  dados secundários do TabNet/DataSUS, organizados segundo variáveis sociodemográficas, clínicas e  de acesso aos serviços de saúde, complementado por análise qualitativa da literatura sobre a atuação  multiprofissional na prevenção da automedicação. Foram identificadas cinco notificações (n = 5; 100%)  de intoxicação exógena associada à automedicação medicamentosa, distribuídas em quatro municípios:  Juazeiro, Abaré, Curaçá e Paulo Afonso. Todos os casos ocorreram em idosos, com predomínio das faixas de 65–79 anos (n = 4; 80%) e do sexo feminino (n = 3; 60%). As exposições foram  majoritariamente agudas (n = 4; 80%), com evolução favorável (n = 3; 60%), sem internações ou óbitos.  Conclui-se que, embora os registros indiquem perfil leve e autolimitado, o número reduzido de  notificações sugere subnotificação expressiva, possivelmente relacionada à não identificação ou  ausência de registro de casos leves. A carência de campos sobre atuação limita a análise assistencial,  evidenciando a necessidade de ações integradas para prevenir a automedicação e promover o uso  racional de medicamentos entre idosos. 

Palavras-chave: Medicação; Idosos; Perfil epidemiológico; Saúde pública. 

1. INTRODUÇÃO 

Os medicamentos representam bens sociais amplamente utilizados pela população,  sendo seu consumo influenciado por uma multiplicidade de fatores. Entre esses fatores,  destacam-se o aumento da expectativa de vida, a maior prevalência de doenças crônicas, o  surgimento de novas e antigas doenças transmissíveis, além de transtornos relacionados ao  humor e enfermidades resultantes da degradação ambiental e mudanças climáticas. Ademais, o  investimento financeiro significativo por parte do governo para assegurar o acesso universal  aos serviços de saúde tem ampliado a disponibilidade desses recursos (Arrais et al., 2016).  

Embora os benefícios dos medicamentos sejam inegáveis, a prática da automedicação  tem se revelado um fenômeno global em ascensão, especialmente em comunidades com acesso  limitado a serviços de saúde (Arrais et al., 2016; Baracaldo-Santamaría et al., 2022; Vargas et  al., 2022; Mendoza et al., 2025).  

A facilidade de aquisição de medicamentos sem prescrição e a falta de informações  adequadas contribuem para esse comportamento, gerando riscos à saúde pública, como  intoxicações, reações adversas e, particularmente, o aumento preocupante da resistência  antimicrobiana. É demonstrado que a automedicação está associada a uma série de problemas  de saúde pública, com uma variedade causal, mascarando doenças subjacentes e ao aumento da  morbidade, não havendo consenso sobre sua definição (Baracaldo-Santamaría et al., 2022). 

A ausência de um consenso conceitual sobre a definição de automedicação, conforme  indicado pela literatura, representa um desafio adicional para a formulação de políticas de  controle eficazes (Baracaldo-Santamaría et al., 2022). As razões que impulsionam essa prática  são múltiplas, variando desde a dificuldade de acesso a serviços de saúde até a influência da  desinformação disseminada por mídias e redes sociais (Vargas et al., 2022).  

A facilidade de acesso a medicamentos em farmácias, muitas vezes sem a necessidade  de receita, associada a campanhas publicitárias amplamente difundidas, intensifica o problema. 

A automedicação inadequada pode levar a terapias errôneas, diagnósticos perdidos, atrasos no  tratamento correto e complicações associadas à resistência antimicrobiana, conforme observado  em estudos realizados em outros contextos globais (Rathod et al., 2023).  

A busca por soluções rápidas e econômicas para problemas de saúde comuns torna essa  prática atrativa para muitos indivíduos. Nessa perspectiva, a Internet pode apresentar uma  influência ambígua, pois ao mesmo tempo que facilita o acesso à informação, levanta  preocupações sobre a qualidade e a segurança das orientações seguidas pelos usuários (Ansari,  2018).  

O fenômeno da automedicação, portanto, é alimentado não apenas por fatores  econômicos e sociais, mas também pela fácil disseminação de informações não especializadas,  muitas vezes inadequadas, que induzem os indivíduos a seguir práticas médicas sem orientação  profissional (Santos et al., 2019). 

O baixo nível de literacia em saúde da população, aliado à prática frequente de  desrespeitar a obrigatoriedade da prescrição, agrava o problema da automedicação,  especialmente nos países desenvolvidos, onde a oferta de medicamentos de venda livre tem  aumentado. Nesse contexto, os profissionais de saúde, em particular enfermeiros e  farmacêuticos, são preponderantes na educação da comunidade (Amaral et al., 2019). 

A atuação desses profissionais deve focar na conscientização dos indivíduos para a  prática responsável da automedicação, oferecendo orientações técnicas embasadas e  promovendo a consulta a profissionais habilitados (Amaral et al., 2019). A literatura enfatiza,  ainda, a relevância da atuação multiprofissional como estratégia promissora para a prevenção e  controle da automedicação, destacando que a integração entre diferentes áreas da saúde permite  o desenvolvimento de campanhas educativas e intervenções mais abrangentes e eficazes  (Oliveira et al., 2020).  

Além das ações educativas, é preciso reconhecer as limitações estruturais que  comprometem a vigilância e o controle da automedicação. Apesar do consenso sobre seus  riscos, sobretudo entre idosos, persistem lacunas quanto à ocorrência e à efetividade das  estratégias de prevenção. Em municípios interioranos, a fragilidade dos sistemas de informação  dificulta medir o real impacto do problema, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância  e o uso racional de medicamentos. 

Nesse sentido, este estudo parte da seguinte questão norteadora: quais são as  características epidemiológicas da automedicação entre idosos em 28 municípios do norte  baiano. Considera-se a hipótese de que a automedicação nessa população, no contexto interiorano é influenciada por fatores sociais e relacionados ao acesso aos serviços de saúde,  podendo ser mitigada pela integração de diferentes profissionais da saúde.  Assim, o estudo teve como objetivo geral caracterizar o perfil epidemiológico da  automedicação em idosos nessas cidades, a partir de dados secundários do DataSUS/TabNet  (2015-2025).  

2. METODOLOGIA  

Trata-se de uma abordagem transversal, de natureza descritiva (Estrela, 2018), que combina análise de dados secundários e pesquisa com enfoque qualitativo. A investigação abrangeu  os 28 municípios que compõem a macrorregião Norte da Bahia, definidos com base em critérios  populacionais e de referência regional. A delimitação territorial seguiu a classificação oficial  disponibilizada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB)  (http://www1.saude.ba.gov.br/mapa_bahia/result_macroch.asp?MACRO=NORTE) (Tabela  1), contemplando o período de 2015 a 2025. O estudo tem como objetivo descrever o perfil  epidemiológico da população idosa no tocante à prática da automedicação. 

Tabela 1 – Municípios que compõem a macrorregião Norte da Bahia.

Fonte: SESAB (2025).

Na avaliação quantitativa, serão utilizados dados secundários do Sistema Único de Saúde (DataSUS/TabNet) e de registros institucionais de domínio público, a fim de caracterizar o  perfil epidemiológico da população idosa quanto à prática da automedicação. As variáveis ana lisadas incluem sexo, faixa etária, causas associadas e uso de medicamentos. 

2.1 Local do Estudo 

O estudo foi conduzido com levantamento dos 28 municípios que integram a macrorregião Norte do estado da Bahia, definidos a partir de critérios populacionais e de referência regional, de modo a representar a totalidade dessa área geográfica. Esses territórios apresentam  características interioranas em termos socioeconômicos e de infraestrutura em saúde, fatores  que podem influenciar diretamente o acesso da população idosa aos serviços disponíveis e,  consequentemente, suas práticas de automedicação. 

Entre eles, Juazeiro se destaca por constituir sede de uma região de saúde composta por  dez municípios, funcionando como pólo de referência para atendimentos de média e alta complexidade (Nunes et al., 2022). Apesar de não dispor de um sistema de saúde plenamente resolutivo, o município tem empreendido esforços na organização da rede assistencial, estruturada  em níveis de atenção primária, secundária e terciária, buscando assegurar maior efetividade e  integralidade no cuidado à população (Pitangueira e Paiva, 2017). A inclusão dos demais municípios permite ampliar a compreensão da realidade regional, evidenciando diferentes contextos de vulnerabilidade e estratégias adotadas na prevenção e controle da automedicação em  idosos.

2.2 População do Estudo 

A população deste estudo foi composta por pessoas idosas, com idade igual ou superior  a 60 anos, residentes nos municípios 28 municípios da macrorregião Norte do estado da Bahia.  A escolha desse grupo justifica-se por sua maior vulnerabilidade clínica e social frente às consequências do uso inadequado de fármacos. De forma complementar, será realizada uma análise  de literatura científica sobre a automedicação e a atuação multiprofissional na prevenção e controle da automedicação em idosos. Esse eixo não constitui uma população de estudo em si, mas  tem como finalidade contribuir na interpretação dos resultados obtidos no DataSUS, permitindo  relacionar os achados epidemiológicos a evidências já descritas em diferentes contextos e, assim, proporcionar respostas mais consistentes e integradas ao problema investigado. 

2.3 Amostra e Critérios de Elegibilidade 

A amostra do estudo foi composta por dados agregados extraídos do sistema Data SUS/TabNet (http://tabnet.datasus.gov.br/), referentes ao período de 2015 a 2025. Sendo incluídos registros de indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, residentes nos municípios da macrorregião Norte do estado da Bahia, com notificações relacionadas à automedicação, como intoxicações, reações adversas, uso inadequado de medicamentos, aspectos clínicos e  desfechos das notificações. Registros incompletos, duplicados ou inconsistentes serão excluídos da análise. 

2.4 Estratégia de Operacionalização  

A operacionalização da pesquisa foi conduzida por meio de etapas como o levantamento  sistemático de dados secundários junto ao sistema TabNet/DataSUS, considerando o período  de 2015 a 2025. Além disso, as variáveis selecionadas serão organizadas por sexo, faixa etária  e causas e seguindo uma proposta de busca similar a utilizada por Almeida et al., (2024) com  a seguinte rota de processos: “Epidemiológicas e Morbidade” >> “Doenças e Agravos de Notificação – 2007 em diante (SINAN)” >> “Intoxicação exógena” >> “Agente tóxico” >> “Me dicamento” >> “Circunstância” >> “Automedicação”. Realizou-se a análise descritiva, incluindo frequências absolutas (n=) e relativas (%) a fim de caracterizar o perfil da população idosa  e os padrões associados à automedicação. 

2.5 Organização e análise de dados 

Os dados quantitativos foram organizados e analisados através de planilhas no Microsoft Excel, com tabelas e gráficos descritivos. Os materiais bibliográficos foram utilizados  como embasamento.  

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

3.1 Análise espacial, temporal e perfil etário-sexual das notificações de intoxicação por automedicação

Foram registradas cinco (n=5) notificações de intoxicação exógena associadas à automedicação na macrorregião Norte da Bahia, no período de 2015 a 2025, de acordo com os  registros do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). As notificações estiveram distribuídas em apenas quatro municípios dentre os 28 avaliados, sendo eles Juazeiro (n =  2; 40%), Abaré (n = 1; 20%), Curaçá (n = 1; 20%) e Paulo Afonso (n = 1; 20%).  

Não foram identificadas notificações em outros municípios da macrorregião, muito menos registros de internação hospitalar ou óbito relacionados ao agravo. Esse conjunto inicial de  dados evidencia uma baixa representatividade de notificações formais e possível dispersão irregular do registro do evento na rede de vigilância toxicológica regional. 

A distribuição espacial dos registros concentrou-se em municípios de médio e grande  porte, com maior capacidade instalada de atenção à saúde e vigilância epidemiológica. Juazeiro,  por ser referência macrorregional em saúde e sediar serviços de média e alta complexidade, foi  o município com maior número de notificações (40%; n=2). Abaré, Curaçá e Paulo Afonso  contribuíram, cada um, com 20% (n=1) dos registros, caracterizando um padrão de ocorrência  isolado (Figura 1).

Figura 1 – Distribuição municipal de casos de intoxicação exógena relacionados à automedicação (2015–2025).

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

Apesar do número absoluto reduzido, o padrão identificado sugere persistência e dispersão esporádica das notificações, indicativo de subcaptação e baixa sensibilidade do sistema  de vigilância toxicológica regional. Embora estudos recentes apontem volume expressivo de  notificações medicamentosas no estado da Bahia, autores destacam fragilidades operacionais e  subnotificação como limitações estruturais do SINAN, o que compromete a representatividade  dos dados (Nepomuceno et al., 2025). 

De modo semelhante, análises longitudinais realizadas na região Nordeste indicam que  a dependência de critérios essencialmente clínicos para confirmação dos casos e falhas no processo de registro contribuem para a subestimação da ocorrência de intoxicações, principalmente  em municípios de pequeno porte e com menor capacidade técnica de vigilância (Lima Filho et  al., 2022).  

Nesse sentido, o reduzido número de dados observados pode refletir não a ausência do  evento, mas limitações no fluxo de detecção e notificação, reforçando a necessidade de fortalecimento das práticas de vigilância toxicológica e padronização dos registros nos serviços de  saúde. 

Temporalmente, as notificações se apresentaram de forma esporádica, mas contínua, com  um caso em cada um dos anos de 2015, 2019, 2021, 2023 e 2025, representando 20% do total  em cada ano (Figura 2A). A análise conjunta entre município e ano evidencia a natureza dis persa das notificações, como Curaçá que registrou o caso mais antigo (2015), seguido por Abaré  (2019), Juazeiro (2021 e 2025) e Paulo Afonso (2023) (Figura 2B). Esse padrão evidencia a manutenção da ocorrência ao longo do tempo, mas sem regularidade de notificação, refletindo  provável falha de vigilância ativa. 

Figura 2 – A) Distribuição temporal das notificações de intoxicação exógena por automedicação na  macrorregião Norte da Bahia (2015–2025). B) Evolução anual das notificações de intoxicação exógena  por automedicação na macrorregião Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

Estudos nacionais indicam variações regionais importantes na incidência de intoxicações exógenas, nas quais os medicamentos figuram como o agente tóxico mais prevalente. 

Em análise de 1.480.551 notificações no Brasil, Gemaque et al. (2025) observaram que  o ano de 2015 apresentou o menor número de registros (6,27 %), enquanto 2023 concentrou o  maior volume (13,72 %), evidenciando crescimento nas notificações recentes. De modo semelhante, Nepomuceno et al. (2025) reportaram 24.932 casos de intoxicação medicamentosa na  Bahia, com maior frequência também nos anos de 2023, 2022 e 2019, o que demonstra aumento  recente da detecção no estado. 

No entanto, a escassez de registros locais e a dispersão temporal observada neste estudo  podem estar associadas a ausência de notificações em determinados anos, fenômeno descrito  em séries históricas de idosos e em outras bases secundárias, onde a subnotificação limita a  identificação de padrões temporais consistentes (Silva, W et al., 2021). 

A distribuição dos registros observada neste estudo, caracterizada por poucos casos anuais e ocorrência isolada em diversos municípios baianos, é compatível com o que tem sido  relatado em investigações regionais sobre automedicação e intoxicações medicamentosas.  

Pesquisas conduzidas em contextos estaduais, como no Piauí, também apontam a presença de séries anuais esparsas e flutuações acentuadas entre os anos, o que reforça o caráter  episódico, porém persistente, das notificações relacionadas à automedicação (Santana, Sousa e  Araújo, 2023; Xavier et al., 2023) 

Essa limitação é comparável à observada em outros agravos de notificação compulsória,  nos quais a baixa frequência anual compromete a análise de tendências e a compreensão da  evolução epidemiológica (Onyebuchi, 2022; Shen et al., 2025; Silva et al., 2017; Xavier et al.,  2023).  

Assim, embora as notificações demonstrem ocorrência contínua e não eventual, a natureza reduzida e a irregularidade dos registros reforçam a hipótese de subnotificação, que limita  a consolidação de um perfil epidemiológico mais representativo para a automedicação na macrorregião Norte da Bahia. 

Todos os casos corresponderam a indivíduos idosos (≥60 anos). Houve um caso (20%)  na faixa de 60–64 anos, dois casos (40%) entre 65–69 anos, e dois casos (40%) entre 70–79  anos. Não foram registrados casos em indivíduos com 80 anos ou mais. Essa distribuição concentra 80% dos registros entre 65 e 79 anos, revelando que a automedicação medicamentosa  afeta majoritariamente idosos em menores faixas etárias. A análise por município mostra que  o caso de Abaré ocorreu na faixa de 60–64 anos (n = 1; 20%), os casos de Curaçá e Paulo  Afonso entre 65–69 anos (n = 2; 40%), e ambos os casos de Juazeiro na faixa de 70–79 anos (n  = 2; 40%) (Figura 3).

Figura 3 – Faixa etária dos casos de intoxicação por automedicação segundo município de notificação  – Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

O aumento contínuo do consumo de medicamentos entre os idosos é amplamente associado à maior prevalência de doenças crônicas e a um modelo de atenção à saúde fortemente  medicalizado, que privilegia o fármaco como principal instrumento terapêutico (Rocha, Santos  e Damacena, 2024). Entretanto, as implicações desse consumo, principalmente quando ocorre  de forma autônoma, devem ser avaliadas quanto ao risco e ao benefício, considerando o potencial de interações medicamentosas e de intoxicações acidentais (Gusmão et al., 2019). 

Em perspectiva nacional, Gemaque et al. (2025) observaram que a faixa etária de 80  anos ou mais apresentou a menor proporção de intoxicações medicamentosas (0,53 %) em todas  as regiões do país.  

A região Sudeste concentrou o maior número de notificações (312.817 casos entre 20– 39 anos e 2.989 entre 80+), seguida pela região Nordeste, com 128.350 casos entre 20–39 anos  e 1.677 entre 80+. Esses dados indicam que, no Nordeste, as intoxicações medicamentosas em  idosos são proporcionalmente menos frequentes em comparação às demais regiões, o que se  alinha ao padrão observado neste estudo, onde não houve registros acima de 80 anos. 

De forma complementar, Muniz et al. (2019) identificaram associação significativa entre a prática de automedicação e as faixas etárias de 60–69 anos (p = 0,046) e 80–89 anos (p =  0,040), o que sugere que, embora o comportamento seja mais prevalente entre idosos mais jovens, permanece presente nas idades mais avançadas.  

Assim, o perfil etário identificado nesta amostra, com predomínio entre 65 e 79 anos,  reflete o padrão nacional e regional de vulnerabilidade farmacológica em idosos, reforçando a  importância de estratégias de educação em saúde e farmacovigilância para esse grupo populacional. 

Quanto ao sexo, observou-se predomínio do sexo feminino (n = 3; 60%), em compara ção com o masculino (n = 2; 40%). Os casos femininos ocorreram em Abaré, Curaçá e Paulo  Afonso, um em cada município, enquanto Juazeiro concentrou os dois casos masculinos (Figura  4).  

Figura 4 – Perfil por sexo das notificações de intoxicação exógena associadas à automedicação – Ma crorregião Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

Ainda que a amostra seja reduzida, este resultado revela um padrão de leve predominância feminina, compatível com o perfil descrito na literatura sobre o uso ampliado de medicamentos entre idosas, grupo que tende a apresentar maior exposição ao uso continuado de  fármacos e à prática de automedicação.  

Em estudo realizado em Alagoas, Lisboa et al. (2023) identificaram predominância do  sexo feminino em 63,03 % dos 10.228 casos notificados de intoxicação exógena, proporção superior à observada neste estudo. Padrão semelhante foi descrito por Goulart et al. (2023), que  também evidenciaram maior incidência de intoxicações medicamentosas entre mulheres. Essa diferença entre os sexos tem sido atribuída a aspectos socioculturais e comportamentais, visto que as mulheres tendem a buscar mais frequentemente cuidados de saúde e uso  medicamentoso, tanto sob prescrição quanto de forma autônoma (Domingues et al., 2017). Estudos de base populacional reforçam essa tendência: a prevalência de automedicação  varia entre 30 % e 90 %, com associação positiva com o sexo feminino (Silva, B. et al., 2021).  Entre idosos, esse comportamento é ainda mais acentuado. Jesus e Salazar (2022) apontam que  as mulheres representam cerca de 75 % dos idosos que se automedicam, o que confirma a maior  vulnerabilidade feminina ao uso não supervisionado de fármacos (Jesus e Salazar, 2022). Assim, o predomínio feminino observado neste estudo é coerente com as evidências  epidemiológicas nacionais e reforça a necessidade de ações educativas voltadas à automedicação consciente, direcionadas a mulheres idosas, principal grupo de risco para intoxicações medicamentosas. 

3.2 Aspectos clínicos e desfechos das notificações de intoxicação exógena por automedicação 

A classificação final dos casos indicou dois registros (40%) de intoxicação confirmada,  um (20%) classificado como exposição sem intoxicação, um (20%) como reação adversa, e um  (20%) como ignorado/branco. Os municípios de Abaré e Curaçá apresentaram exclusivamente  casos confirmados de intoxicação, enquanto Juazeiro concentrou os registros de exposição e  reação adversa, e Paulo Afonso registrou o único caso sem definição final (Figura 5). 

Figura 5 – Classificação final dos casos de intoxicação por automedicação segundo município de notificação – Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

A predominância de casos confirmados, seguida por registros de exposição e reação  adversa, é coerente com o perfil nacional das intoxicações exógenas associadas à automedicação, nas quais os medicamentos figuram entre os principais agentes etiológicos. Em Pernambuco, Leão e Júnior (2020) e Lima Filho et al. (2022) observaram proporção semelhante, 61%  de casos confirmados e 22% classificados como exposição sem intoxicação, resultados próximos aos verificados neste estudo.  

De forma análoga, na Paraíba, entre 2007 e 2017, Silva, W. et al. (2021) identificaram  219 casos de intoxicação exógena em idosos, majoritariamente relacionados ao uso terapêutico  inadequado e à automedicação, sendo parte expressiva dos registros de evolução leve ou sem  manifestação clínica, o que justifica a presença de notificações categorizadas apenas como “exposição”. 

Esses achados reforçam que a automedicação representa uma importante causa de intoxicações medicamentosas, frequentemente subestimada pela ausência de evolução clínica  grave, mas ainda assim indicativa de uso inadequado de fármacos. A ampla exposição da população à propaganda de medicamentos, sem orientação sobre riscos ou interações, contribui  para o uso indevido e a banalização do consumo (Bortolon et al., 2008).  

Como ressaltam Gama e Secoli (2017) a automedicação pode resultar em efeitos adversos, interações medicamentosas graves e comprometimento do diagnóstico, agravados por erros  de dosagem e reações alérgicas (Castro, Santos e Rodrigues, 2007)

Entre os idosos, esses riscos tornam-se mais expressivos, uma vez que o uso simultâneo  de múltiplos fármacos e a autogestão do tratamento aumentam a probabilidade de intoxicação.  Silva Neto, Sousa e Lima (2023), entre os anos de 2012 e 2022, identificaram elevado número  de casos de intoxicação medicamentosa em idosos entre 60 e 64 anos, do sexo feminino e autodeclarados pardos, perfil demográfico semelhante ao observado na presente amostra. A presença de casos classificados como “ignorado/branco” no presente estudo é consistente com achados de Silva, W. et al. (2021) que destacam incompletudes em campos de classificação final e evolução nas fichas de intoxicação, especialmente em registros de idosos.  Ademais, o TabNet/SINAN inclui explicitamente a categoria “Ign/Branco” em suas variáveis de classificação final, e análises estratificadas por idade mostram frequências não nulas  desse campo em diversas faixas etárias, corroborando a ocorrência de lacunas no preenchimento.  

Sob a ótica metodológica, é definida a incompletude como a presença de campos em  branco ou ignorados, indicando que parte da variabilidade entre municípios pode refletir diferenças na qualidade da informação e na investigação dos casos, e não necessariamente variação  real na ocorrência de intoxicações (Mendes et al., 2023).  

Em relação ao tipo de exposição, predominaram as exposições agudas (80%; n=4),  sendo duas únicas (40%) e duas repetidas (40%), além de um caso crônico (20%). As exposições agudas únicas foram observadas em Juazeiro (n = 1; 20%) e Paulo Afonso (n = 1; 20%); as agudas repetidas, em Juazeiro (n = 1; 20%) e Abaré (n = 1; 20%); e a crônica, em Curaçá (n  = 1; 20%).  

Essa configuração sugere que a maior parte das notificações esteve associada a episódios pontuais de automedicação, ainda que um caso tenha indicado repetição ou uso continuado,  e outro o caráter crônico da exposição (Figura 6). 

Figura 6 – Tipos de exposição identificados nas notificações de automedicação por município – Norte  da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

O predomínio de exposições agudas é compatível com estudos nacionais de intoxicações  medicamentosas notificadas ao SINAN, nos quais 82,7 % dos casos envolveram exposição  aguda única, enquanto os casos de repetição e cronicidade foram pouco frequentes (Santana et  al., 2019).  

Em contexto semelhante, Santos et al. (2013), ao analisarem intoxicações em idosos em  Campina Grande (2009–2012), também observaram maior prevalência de episódios agudos em  indivíduos ≥ 60 anos, sugerindo que as notificações por automedicação tendem a refletir situações isoladas de uso inadequado, mais do que exposições de longo prazo. 

Apesar disso, o registro de um caso crônico neste estudo é relevante, pois indica que  parte das intoxicações pode decorrer de uso contínuo e cumulativo de medicamentos, situação  comum em idosos com múltiplas comorbidades e sob regimes terapêuticos prolongados (Garcia  et al., 2018; Silva e Silva, 2022). Essa observação reforça a importância de vigilância farmacológica contínua para identificar padrões de consumo repetitivo e prevenir efeitos tóxicos sub clínicos (Oliveira e Silva, 2023). 

A intoxicação aguda por medicamentos é reconhecida como um agravo de elevada frequência nos serviços de urgência e emergência, estando associada a aumento dos custos em  saúde, danos físicos e psicológicos, sequelas irreversíveis e óbitos, o que a caracteriza como  problema de saúde pública global (Rodrigues, 2022; Sales et al., 2017).  

Além disso, as interações medicamentosas em idosos representam fator agravante, uma  vez que alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento aumentam a susceptibilidade aos  efeitos adversos dos fármacos (Bortolon et al., 2008). Assim, a predominância de exposições  agudas e a ocorrência de um caso crônico reforçam a necessidade de ações educativas e monitoramento da automedicação em idosos, quanto ao uso repetido ou contínuo de fármacos potencialmente tóxicos. 

O critério clínico (n = 3; 60%) foi o principal método de confirmação dos casos, enquanto dois registros (n = 2; 40%) foram classificados como ignorado/branco. As confirmações  clínicas ocorreram em Abaré (n = 1; 20%), Curaçá (n = 1; 20%) e Juazeiro (n = 1; 20%), enquanto os casos ignorados foram registrados em Juazeiro (n = 1; 20%) e Paulo Afonso (n = 1;  20%). Portanto, 60% (n = 3) das notificações foram validadas apenas com base na avaliação  clínica, sem registro de confirmação laboratorial (Figura 7). 

Esse padrão reforça que a maioria dos registros foi validada sem exames laboratoriais  ou complementares, o que pode ser compatível com o perfil de casos leves, de diagnóstico  clínico imediato, possivelmente tratados em serviços ambulatoriais ou unidades básicas. 

Figura 7 – Critério de confirmação dos casos de intoxicação exógena por automedicação segundo município de notificação – Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

Esse achado é compatível com o padrão observado em estudos regionais sobre intoxicações exógenas, nos quais o critério clínico predomina como base de confirmação. Na análise  conduzida por Lima Filho et al. (2022), abrangendo intoxicações na região Nordeste entre 2012 e 2021, 67,48 % dos casos foram confirmados clinicamente, refletindo a adoção de critérios  clínico-epidemiológicos em detrimento da confirmação laboratorial.  

O mesmo estudo evidenciou que apenas 23,96 % das investigações incluíram exames  laboratoriais complementares, e a maioria dos pacientes evoluiu para cura sem sequelas, o que  reforça o predomínio de casos de baixa gravidade também verificado no presente trabalho  (Lima Filho et al., 2022). 

De modo semelhante, Nepomuceno et al. (2025), em levantamento estadual sobre intoxicações medicamentosas na Bahia (2015–2024), registraram 24.932 notificações, das quais  55,2 % foram confirmadas clinicamente, 26,5 % por critério clínico-epidemiológico e apenas  2,9 % por critério laboratorial. Esses resultados demonstram que, mesmo em bases amplas de  vigilância, a validação dos casos depende majoritariamente da avaliação clínica e da disponibilidade de informações no momento da notificação, o que pode explicar variações entre municípios e a ocorrência de registros “ignorados/brancos” no presente estudo. 

Em conjunto, os achados reforçam que a dependência de critérios clínicos para confirmação de intoxicações é uma prática recorrente no contexto do Sistema de Vigilância Toxicológica (Magalhães e Caldas, 2019), como em regiões com menor capacidade laboratorial, e que  a incompletude dos registros deve ser interpretada como indicador de limitações estruturais do  processo de notificação, e não necessariamente como ausência de investigação. 

Quanto à evolução, três casos (n = 3; 60%) apresentaram cura sem sequelas, um (n = 1;  20%) foi classificado como perda de seguimento, e um (n = 1; 20%) como ignorado/branco. A  cura sem sequelas foi registrada em Abaré (n = 1; 20%), Curaçá (n = 1; 20%) e Juazeiro (n = 1;  20%); a perda de seguimento, em Juazeiro (n = 1; 20%); e o registro ignorado, em Paulo Afonso  (n = 1; 20%) (Figura 8).  

Nenhuma das notificações analisadas evoluiu para óbito, caracterizando um perfil clínico predominantemente benigno, compatível com intoxicações leves ou moderadas resolvidas  de forma espontânea ou ambulatorial. 

Figura 8 – Evolução clínica dos casos de intoxicação exógena por automedicação segundo município  de notificação – Macrorregião Norte da Bahia (2015–2025)

Fonte: Base de dados TabNet elaborado pelos autores (2025).

Um dos motivos de maior desfecho do quadro com cura sem sequela prevalecer  está associada a fatores como tempo de acesso ao atendimento, tipo e quantidade do agente  ingerido e intervenção precoce nos serviços de urgência e emergência (Viana et al., 2024). Segundo Viana et al. (2024), o tratamento rápido reduz substancialmente o risco de agravamento  e sequelas. O mesmo também varia conforme o agente, a forma e a quantidade que  foram responsáveis pela intoxicação, esse contexto interfere no desfecho da evolução do  paciente (Rodrigues et al., 2021). 

Resultados semelhantes foram reportados por Paula, Bochner e Montilla, (2012), ao  analisarem hospitalizações de idosos por intoxicação ou efeitos adversos de medicamentos no  Brasil entre 2004 e 2008. Os autores observaram que a maioria dos pacientes evoluiu sem óbito  e sem sequelas graves, padrão comparável ao encontrado neste estudo, em que as notificações  de reação adversa corresponderam a 20 % dos casos e apresentaram caráter reversível. 

Apesar da natureza predominantemente leve dos casos registrados (cura sem sequela e  ausência de óbitos) observou-se que a plataforma quanto a dados do SINAN não dispõe de  campos específicos que permitam identificar a participação de equipes multiprofissionais no  acompanhamento ou prevenção das intoxicações registradas. Essa limitação impede avaliar a  influência de práticas integradas de educação em saúde, farmacovigilância e acompanhamento  clínico de idosos na ocorrência dos eventos. 

A literatura reforça que a atuação multiprofissional é essencial na prevenção das intoxicações e complicações associadas à automedicação em idosos. Profissionais da enfermagem e  da farmácia estão centralizados na orientação sobre o uso racional de medicamentos, identificação precoce de interações e descarte seguro (Alves, Santos e Santos, 2025; Polidoro e Alves  Filho, 2022; Rocha, Santos e Damacena, 2024; Santos e Queiroz, 2022).  

Além disso, a integração com serviço social e psicologia é estratégica para abordar aspectos comportamentais e socioeconômicos que favorecem o uso inadequado de fármacos,  como isolamento social, baixo letramento em saúde e percepção de autossuficiência (Bakhtiar  et al., 2017; Maddigan et al., 2003; Oliveira et al., 2018). 

A fácil aquisição de medicamentos, associada à ampla disponibilidade nas residências  e à diversidade de produtos farmacológicos no mercado, contribui para o uso indiscriminado e  toxicológico, intensificando o risco de intoxicações (Oliveira e Suchara, 2014). Embora a magnitude dos casos observados na macrorregião Norte da Bahia seja reduzida, sua persistência ao  longo do tempo evidencia que o evento permanece sub captado, sobretudo em municípios com  maior capacidade de notificação, como Juazeiro e Paulo Afonso, que concentraram casos de  múltiplos perfis clínicos e de exposição. 

Além disso, destaca-se que a notificação sistemática das intoxicações exógenas pelos  serviços de saúde e sua análise epidemiológica continuada são fundamentais para aprimorar o  processo de vigilância. Conforme Mathias, Guidoni e Girotto (2019), a padronização e o fortalecimento das notificações permitem criar estratégias de controle e protocolos assistenciais adequados, promovendo respostas clínicas mais eficazes e seguras aos pacientes intoxicados (Ma thias, Guidoni e Girotto, 2019).  

4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O estudo evidenciou ocorrência reduzida de notificações de intoxicação por  automedicação em idosos na macrorregião Norte da Bahia entre 2015 e 2025, concentradas em  poucos municípios e anos. Predominaram casos agudos, de confirmação clínica e evolução leve,  sem registro de óbito, sugerindo eventos isolados e de baixa gravidade. A presença de campos  ignorados e a ausência de confirmação indicam fragilidades no registro e possível  subnotificação no sistema de vigilância. 

Esses achados reforçam que a automedicação em idosos é um evento persistente, porém  pouco documentado, exigindo aprimoramento da notificação e maior integração entre os níveis  de atenção à saúde. A ampliação das ações de farmacovigilância, educação em saúde e capacitação das equipes de atenção básica pode contribuir para prevenir novas ocorrências e  qualificar o uso seguro de medicamentos nesse grupo etário. 

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1Discente do curso superior de Farmácia da Faculdade UNIFTC Juazeiro-BA. e-mail: carladanielledapaixao@gmail.com
2Discente do curso superior de Enfermagem da Faculdade UNIFTC Juazeiro-BA
3Docente dos Cursos Superior da Faculdade UNIFTC Juazeiro-BA. e-mail: jorge.nascimento@ftc.edu.br
4Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade UNIFTC Juazeiro-BA. e-mail: emanuela.santos2@ftc.edu.br
5Docente do Curso Superior de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED Juazeiro-BA. e-mail: lilian.f.leal@gmail.com