ANÁLISE DOS HÁBITOS QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO POR CANDIDÍASE VULVOVAGINAL E SEUS IMPACTOS NA VIDA COTIDIANA DE MULHERES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511141829


Alaíne Sttefany Martins do Carmo¹
Stephany Justine Gomes Sanchez²
Mariana Delfino Rodrigues³


RESUMO 

INTRODUÇÃO: A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum entre mulheres em idade reprodutiva, sendo causada principalmente pela Candida albicans. OBJETIVO: Analisar os hábitos comportamentais, higiênicos e alimentares que contribuem para a predisposição à candidíase vulvovaginal, bem como compreender os impactos físicos, emocionais e sociais que a condição provoca no cotidiano das mulheres. MÉTODOS: Foram selecionados artigos publicados entre 2022 e 2025, em bases de dados como SciELO, PubMed e LILACS, utilizando descritores como “candidíase vulvovaginal”, “hábitos de vida” e “qualidade de vida”. RESULTADOS: Os estudos apontaram que fatores como o uso frequente de roupas apertadas e sintéticas, má higiene íntima, uso indiscriminado de antibióticos, estresse, dietas ricas em açúcares e o uso prolongado de anticoncepcionais orais são hábitos que favorecem o desenvolvimento da infecção. Os impactos relatados pelas mulheres vão desde desconforto físico, como prurido, ardência e corrimento, até prejuízos emocionais, como ansiedade, vergonha e baixa autoestima. Também se observou interferência nas relações interpessoais, sobretudo sexuais e afetivas, e na produtividade no trabalho ou estudos, demonstrando o caráter multifatorial e multidimensional da infecção. CONCLUSÃO: Conclui-se que a candidíase vulvovaginal, embora comum, afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres. A educação em saúde, a orientação adequada sobre hábitos de prevenção e o tratamento precoce são essenciais para minimizar suas recorrências e impactos. 

PALAVRAS-CHAVE: Candidíase vulvovaginal, infecção, hábitos, mulheres. 

ABSTRACT 

INTRODUCTION: Vulvovaginal candidiasis is a common fungal infection among women of reproductive age, and is mainly caused by Candida albicans. OBJECTIVE: To analyze the behavioral, hygienic and dietary habits that contribute to the predisposition to vulvovaginal candidiasis, as well as to understand the physical, emotional and social impacts that the condition causes in women’s daily lives. METHODS: Articles published between [insert initial year] and [insert final year] were selected in databases such as SciELO, PubMed and LILACS, using descriptors such as “vulvovaginal candidiasis”, “lifestyle habits” and “quality of life”. RESULTS: The studies indicated that factors such as frequent use of tight and synthetic clothing, poor intimate hygiene, indiscriminate use of antibiotics, stress, diets rich in sugars and prolonged use of oral contraceptives are habits that favor the development of the infection. The impacts reported by women range from physical discomfort, such as itching, burning and discharge, to emotional harm, such as anxiety, shame and low self-esteem. Interference in interpersonal relationships, especially sexual and emotional relationships, and in productivity at work or school were also observed, demonstrating the multifactorial and multidimensional nature of the infection. CONCLUSION: It is concluded that vulvovaginal candidiasis, although common, significantly affects women’s quality of life. Health education, adequate guidance on prevention habits and early treatment are essential to minimize its recurrences and impacts. 

KEYWORDS: Vulvovaginal candidiasis, infection, habits, women. 

1. INTRODUÇÃO 

Os primeiros registros das infecções por fungos de leveduras datam do século V a.C, onde, os relatos antigos indicam uma correlação clínica entre a candidíase e os fungos. A contar desse momento, a Candida albicans é caracterizada como o principal fator etiológico de candidíase e de outras doenças que afetam a membrana mucosa. (Czechowicz et al., 2022) A candidíase se caracteriza como uma infecção fúngica originada pelo C. Albicans, fungo de caráter oportunista polimórfico. (Jeanmonod et al., 2024) Esse tipo de leveduras são frequentemente patógenos situacionistas geralmente isolados de áreas como mucosas dos indivíduos saudáveis. (Alves et al., 2022)

A candidíase se caracteriza como uma infecção fúngica originada pelo C. Albicans, fungo de caráter oportunista polimórfico. (Jeanmonod et al., 2024) Esse tipo de leveduras são frequentemente patógenos situacionistas geralmente isolados de áreas como mucosas dos indivíduos saudáveis. (Alves et al., 2022)

A C.albicans é microorganismo componente da flora fisiológica, no entanto algumas variações do indivíduo pode o microorganismo se tornar patogênico. Causando uma diversidade de doenças que incluem desde candidíase invasiva grave, sistêmica e com risco de vida até doenças da mucosa, como candidíase orofaríngea (OPC) em indivíduos imunocomprometidos e candidíase vulvovaginal (CVV) em mulheres sem estado imunológico comprometido. (Valentine et al., 2025) 

A descrição feita pela OMS classificou e qualificou os agentes fúngicos com base em critérios que incluíram taxas de mortalidade, incidência, resistência antifúngica e dificuldades de tratamento. Candida albicans foi uma das quatro espécies de fungos categorizadas como predileção e caráter crítico. (Valentine et al., 2025) 

Sinais comuns da CVV não cessam ao aumento do pH vaginal acima de 4,5, caracterizando eritema de mucosa vaginal, prurido vulvar e corrimento grumoso. (Chen et al., 2023) Outros sintomas menos comuns incluem dificuldade ao urinar e dor durante a relação sexual. (Czechowicz et al., 2022) 

Pressupostos demonstram que pelo menos 75% das mulheres apresentam CVV uma vez durante seus anos reprodutivos, onde, entre 5% e 9% das mulheres sofrem de CVV recorrente (CVRV), sendo diagnosticada como quatro ou mais infecções sintomáticas por ano. (Valentine et al., 2025) 

Os fatores de risco para predisposição da infecção como gravidez, uso de contraceptivos orais de alta dosagem, diabetes mellitus descompensada, uso de corticóides, imunossupressores, antibióticos além de elevada taxa de estrogênio também correlacionam com a recidiva da doença que, conforme a característica e modo de vida do indivíduo afetado, levam, na maioria das vezes, a um prejuízo na qualidade de vida. (Alves et al., 2022) 

O diagnóstico de candidíase vulvovaginal se baseia na vulvovaginite sintomática com isolamento simultâneo de Candida spp. de material clínico ou esfregaço vaginal na inexistência de qualquer etiologia.(Czechowicz et al., 2022) 

2. OBJETIVO 

Analisar os hábitos comportamentais, de higiene e estilo de vida que influenciam a infecção por candidíase vulvovaginal, bem como os impactos físicos, emocionais e sociais dessa condição na vida cotidiana de mulheres, por meio de uma revisão integrativa da literatura científica. 

3. MÉTODOS 

Realizou-se uma revisão integrativa da literatura científica, seguindo abordagem qualitativa. As bases de dados consultadas incluíram SciELO, PubMed, National Library of Medicine, LILACS e Google Scholar. Foram utilizados descritores em português e inglês como “candidíase vulvovaginal”, “fatores de risco Cândida”, “quality of life vulvovaginal candidiasis”, e sinônimos. 

Selecionaram-se artigos originais e revisões sistemáticas publicados entre 2018 e 2025, em português ou inglês, contendo dados sobre fatores comportamentais associados à CVV ou sobre impactos da CVV na qualidade de vida de mulheres jovens. 

Além disso, buscou-se literatura cinzenta relevante, incluindo diretrizes ou relatórios de saúde (por exemplo, Ministério da Saúde, WHO). Foram excluídos estudos com populações fora da faixa etária de interesse ou com foco em candidíase sistêmica. 

Os resultados dos estudos identificados foram organizados conforme os tópicos solicitados. Em caso de carência de dados específicos, também se consideraram achados gerais sobre CVV desde que aplicáveis ao público-alvo. 

4. RESULTADOS 

A análise evidenciou diversos fatores de risco associados à candidíase vulvovaginal (CVV), como gravidez, imunossupressão, uso prolongado de antibióticos, contraceptivos orais, higiene íntima inadequada e predisposição genética. 

Gestantes, mulheres com HIV/AIDS ou diabetes apresentam maior prevalência devido às alterações hormonais e à imunossupressão. Adolescentes e mulheres na pós-menopausa também são grupos vulneráveis, assim como consta no QUADRO 1. 

As condições socioeconômicas desfavoráveis, como baixa renda e escolaridade, elevam o risco por dificultarem o acesso à informação e à higiene adequada. Nesse contexto, ações preventivas, como o acompanhamento pré-natal, o controle de doenças crônicas e a orientação quanto ao uso correto de antibióticos e métodos contraceptivos, são essenciais para reduzir a incidência da CVV. 

Além dos sintomas físicos, a candidíase vulvovaginal afeta significativamente a saúde emocional e psicológica das mulheres. O desconforto persistente e a recorrência da infecção podem provocar estresse, ansiedade e queda na autoestima. A interferência nas atividades rotineiras — como o trabalho, a prática de exercícios e a vida sexual — compromete diretamente a qualidade de vida das mulheres que convivem com essa condição.

Quadro 1 – Fatores de risco, grupos vulneráveis, impactos e estratégias preventivas relacionadas à candidíase vulvovaginal (CVV)

Fonte: elaborado pela autora com base em Jeanmonod et al. (2025), Alves et al. (2022), Luz et al. (2022), Gigi et al. (2023), Machado et al. (2019), Pereira et al. (2020), Costa et al. (2021), entre outros

5. DISCUSSÃO 

Agente Etiológico da Candidíase Vulvovaginal

A candidíase vulvovaginal (CVV) é causada predominantemente por Candida albicans, levedura comensal da microbiota vaginal, oral e gastrointestinal que, em condições de desequilíbrio local ou sistêmico, pode assumir comportamento patogênico (Valentine et al., 2025; Bmc Women’s Health, 2023).

Candida albicans apresenta dimorfismo celular, alternando entre a forma de levedura (blastoconídios) e a forma filamentosa (hifas/pseudo hifas), conforme exposto na FIGURA 1. Caracterizando uma transição essencial para sua adesão aos tecidos e invasão epitelial (Liu et al., 2011; Min et al., 2019).

FIGURA 1: Apresentação do dimorfismo da Candida Albicans entre levedura e forma filamentosa.

Fonte: Autoras, 2025.

Além disso, Candida secreta enzimas hidrolíticas, como proteinases (Sap) e fosfolipases, que degradam as barreiras teciduais e contribuem para evasão da resposta imune (Min et al., 2019; Szymanski et al., 2018). 

Outro traço virulento importante é a formação de biofilmes resistentes na mucosa vaginal, o que dificulta a eficácia dos antifúngicos e favorece recidivas clínicas (Valentine et al., 2025; Mdpi, 2023). 

Importância clínica caracteriza que, a persistência e recorrência da CVV estão diretamente relacionadas aos mecanismos de virulência de Candida, que incluem invasão tecidual, biofilmes resistentes e capacidade de modular a resposta imune local. Esses fatores elevam o desconforto, o impacto sexual e emocional, além de prejudicar a qualidade de vida — especialmente em mulheres com episódios recorrentes (Valentine et al., 2025; Szymanski et al., 2018).

Gravidez 

A gravidez é um importante fator de risco para o desenvolvimento da candidíase vulvovaginal (CVV) devido às profundas alterações hormonais e imunológicas que ocorrem durante esse período. O aumento dos níveis de estrogênio estimula a deposição de glicogênio nas células epiteliais da mucosa vaginal, fornecendo um substrato nutritivo abundante para a proliferação de Candida spp. (Gigi et al., 2023). 

Além disso, a imunomodulação fisiológica da gestação provoca uma supressão relativa da imunidade celular, que visa proteger o feto da rejeição, mas acaba reduzindo a capacidade do organismo em responder adequadamente a infecções fúngicas, aumentando assim a suscetibilidade das gestantes à CVV (Gigi et al., 2023; Valentine et al., 2025). 

A microbiota vaginal desempenha papel fundamental na regulação da colonização por Candida, sobretudo pela produção de ácido lático, que modula a interação hospedeiro-patógeno, ajudando a controlar a proliferação do fungo. Entretanto, durante a gravidez, as mudanças na composição da microbiota podem alterar essa dinâmica e favorecer o crescimento fúngico (Rosati et al., 2025; Valentine et al., 2025). 

A presença de candidíase durante a gestação está associada a desfechos perinatais adversos, como parto prematuro e baixo peso ao nascer, evidenciando a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para minimizar riscos tanto para a mãe quanto para o recém-nascido (Gigi et al., 2023). 

Uso Prolongado de Antibióticos 

O uso prolongado ou repetido de antibióticos é um fator de risco relevante para a candidíase vulvovaginal, pois esses medicamentos, ao agirem contra as bactérias patogênicas, também impactam negativamente a microbiota vaginal saudável. (Machado et al., 2019; Lima et al., 2021). 

A redução da população de lactobacilos, que são essenciais para a manutenção do pH vaginal ácido e para a produção de substâncias antimicrobianas, cria um ambiente propício para a proliferação de Candida. Assim, a supressão da flora bacteriana benéfica provoca um desequilíbrio no ecossistema vaginal, que favorece o crescimento excessivo do fungo, tornando o organismo mais suscetível à infecção. (Machado et al., 2019; Lima et al., 2021). 

Além disso, a alteração do pH vaginal decorrente do uso contínuo de antibióticos pode dificultar a recuperação da microbiota normal, aumentando a incidência de recidivas e infecções persistentes (Souza et al., 2020). 

Mulheres submetidas a tratamentos antibióticos prolongados ou frequentes apresentam, portanto, maior predisposição para o desenvolvimento da candidíase vulvovaginal, especialmente quando outros fatores de risco concomitantes estão presentes (Machado et al., 2019; Souza et al., 2020). 

Contraceptivos Orais 

O uso de contraceptivos orais combinados, que contêm estrogênio e progesterona, está associado a um aumento da incidência de candidíase vulvovaginal devido às alterações hormonais que provocam no ambiente vaginal. O estrogênio estimula o acúmulo de glicogênio nas células epiteliais, criando uma fonte de energia abundante para Candida, o que favorece sua adesão e multiplicação (Pereira et al., 2020; Rocha et al., 2022). Essas alterações também podem modificar a resposta imunológica local, diminuindo a capacidade de defesa contra fungos oportunistas. 

Estudos indicam que usuárias de contraceptivos orais apresentam maior risco de episódios recorrentes de candidíase, possivelmente relacionados à maior virulência do fungo sob influência hormonal (Silva et al., 2019). 

Além disso, o uso desses medicamentos pode alterar a microbiota vaginal, diminuindo a diversidade bacteriana protetora e contribuindo para o desequilíbrio do ecossistema vaginal (Pereira et al., 2020; Rocha et al., 2022). 

Higiene Íntima Inadequada 

Práticas inadequadas de higiene íntima são reconhecidas como fatores importantes no desenvolvimento da candidíase vulvovaginal. O uso frequente de duchas vaginais, sabonetes perfumados ou com pH inadequado pode alterar o equilíbrio natural da microbiota vaginal e o pH fisiológico, criando um ambiente que favorece o crescimento de Candida (Costa et al., 2021; Almeida et al., 2020). A remoção excessiva da flora bacteriana benéfica fragiliza a barreira protetora da mucosa, facilitando a colonização fúngica. 

Além disso, o uso de roupas apertadas, sintéticas ou de baixa respirabilidade pode aumentar a umidade e o calor na região genital, condições que também estimulam a proliferação do fungo (Almeida et al., 2020; Costa et al., 2021). Dessa forma, hábitos inadequados de higiene e vestuário contribuem significativamente para o aumento da incidência de candidíase, especialmente em mulheres que apresentam outros fatores predisponentes. 

Predisposição Individual 

A predisposição individual é um conjunto complexo de fatores que influenciam a susceptibilidade à candidíase vulvovaginal, incluindo componentes genéticos, hormonais e metabólicos. Polimorfismos genéticos que afetam a resposta imune e a composição da microbiota vaginal podem modificar a capacidade do organismo de controlar o crescimento de Candida (Ferreira et al., 2019; Santos et al., 2021). Mulheres que possuem essas variações genéticas apresentam maior risco de infecções recorrentes e dificuldade para a resolução dos episódios de candidíase. 

Além disso, condições crônicas como o diabetes mellitus são altamente associadas à CVV, devido à maior concentração de glicose nos tecidos vaginais, que serve de substrato para o fungo (Silva et al., 2020). O desequilíbrio metabólico e imunológico presente no diabetes contribui para a persistência e severidade da infecção (Ferreira et al., 2019; Santos et al., 2021). Dessa forma, a predisposição individual envolve uma interação complexa entre fatores genéticos, hormonais e metabólicos que determinam a vulnerabilidade à candidíase vulvovaginal. 

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A candidíase vulvovaginal, embora frequente, na prática clínica, representa e segue representando um desafio devido à sua alta preponderância, às recorrências frequentes e à complexidade de como ela interage com o ecossistema vaginal. 

As evidências observadas realçam que o diagnóstico e o tratamento não devem se limitar apenas à identificação da Candida spp., mas certeiramente levar em conta o equilíbrio da microbiota local, a resposta imunológica e fatores que podem predispor a doença do paciente, de modo que, o uso precoce de medidas terapêuticas que incluem antibióticos, identificação de alterações hormonais, controle da diabetes mellitus e imunossupressão se fazem necessários no diagnóstico e melhor prognóstico. 

A presença do fungo do gênero Candida albicans prossegue como sendo a mais comum, porém, podemos perceber um aumento na participação de outras espécies não-albicans, como C. glabrata. 

Essas espécies não-albicans costumam estar relacionadas a sintomas menos intensos, porém apresentam maior resistência aos tratamentos tradicionais. Com os avanços na pesquisa, ficou cristalino o papel dos fatores de virulência, como a formação de biofilme e a produção de enzimas que degradam tecidos, além de como a microbiota vaginal influencia nesse quadro clínico. 

Essas descobertas reforçam a importância do desenvolvimento e aprimoramento de estratégias no tratamento, e que incluam além de simplesmente eliminar o fungo, um foco a mais na restauração do equilíbrio natural da microbiota vaginal. 

Apesar de os azólicos permanecerem como a primeira linha terapêutica, amplia-se o interesse por abordagens de caracteres complementares, como o uso de probióticos com alto potencial na redução das recidivas, embora ainda careçam de maior resistência científica para incorporação plena às diretrizes clínicas. A identificação de grupos populacionais mais fragilizados, como gestantes, portadoras de comorbidades crônicas e usuárias frequentes de contraceptivos hormonais, abre o leque para que se encaixem medidas preventivas individualizadas. 

Diante da análise dos hábitos comportamentais, higiênicos e alimentares que favorecem a predisposição à candidíase vulvovaginal, torna-se evidente a importância da conscientização e da adoção de práticas saudáveis como a realização de exercícios físicos, alimentação e uso de roupas adequadas para uma melhor prevenção e controle da condição. 

Além dos sintomas físicos, a candidíase vulvovaginal impacta significativamente no bem-estar emocional e social das mulheres, comprometendo sua autoestima, vida sexual e qualidade de vida. Portanto, a educação em saúde e o acompanhamento clínico individualizado são fundamentais para reduzir a recorrência e os impactos psicossociais da candidíase vulvovaginal. 

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