FIBROMYALGIA DRUG THERAPY ANALYSIS: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510162142
Gustavo Alves de Oliveira*1, Alanno Franco Santos2, Henrique Martins Proto3, Pedro Henrique de Oliveira4, João Pedro Francis Galvão5, Rogério Pacheco Rodrigues6, Débora Vieira7
RESUMO
Introdução: Fibromialgia é uma doença caracterizada por dor generalizada, de caráter crônico, geralmente associada à fadiga, distúrbios do sono, disfunções cognitivas e depressão. Assim, é fundamental entender como o tratamento medicamentoso pode auxiliar no curso da doença e compreender melhor a eficácia, além de melhorar a qualidade de vida dos portadores de fibromialgia. Objetivo: Identificar quais os tratamentos medicamentosos mais eficazes para a doença e entender como o tratamento afeta os indivíduos, e quais intervenções têm sido mais eficientes e com menos efeitos colaterais. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura integrativa, compilando e analisando um total de 5 revisões sistemáticas, selecionados através do PRISMA, entre os anos de 2020 e 2025, sobre fibromialgia, analisando tratamento medicamentoso. Resultados: 5 revisões sistemáticas foram utilizadas na qual uma era sobre o uso de medicamentos em geral, com foco em várias linhas de ação contra fibromialgia, um sobre o uso de relaxantes musculares para o uso de dores crônicas, um sobre o uso de canabinóides para o tratamento de dores crônicas e 2 falam sobre o uso de Naltrexona, em baixas doses para o tratamento de dores crônicas e fibromialgia. Conclusão: Duloxetina, milnaciprano, pregabalina e derivados do CBD e THC provêm alívio de dor moderada para uma porção de pacientes. THC é o que traz resultados ao maior número de pacientes. Relaxantes musculares não trazem efeito, segundo estudos, e Naltrexona necessita de estudos mais robustos para concluir positivamente a favor de melhorar a FM.
Palavras-chaves: Fibromialgia, tratamento medicamentoso, dor crônica.
ABSTRACT
Introduction: Fibromyalgia is defined as a chronic general pain disease, commonly associated with fatigue, sleeping troubles, cognitive dysfunctions and depression. To learn how drug therapies can help throughout the disease and comprehend efficacy, further the improvement in life quality for people with fibromyalgia. Aim: Identify which treatments are more effective for illness and understand how the treatment affects people, and which interventions have been more effective. Methods: This is a bibliographic review of integrative literature, with the aim of compiling and analyzing a total of 5 systematic reviews, selected through PRISMA, between 2020 and 2025, about fibromyalgia, analyzing drug therapies. Results: 5 systematic reviews were used which one was about the use of drugs in general seeing a bunch of actions against fibromyalgia, one about the use of muscle relaxants for chronic pain, one about the use of cannabinoids for treating chronic pain and 2 are about the use of low-dose Naltrexone for treating chronic pain and fibromyalgia. Conclusion: Duloxetin, milnacipran, pregabalin and CBD and THC derivatives gives moderate pain relief for part of pacients. THC brings more results in higher number of pacients. Muscle relaxants doesn’t bring any good effects, and low-dose naltrexone needs more good studies to conclude positively in favor of FM.
Keywords: Fibromyalgia, drug treatment, chronic pain.
INTRODUÇÃO
A fibromialgia (FM) é uma doença caracterizada por dor generalizada. A dor é crônica e pode ou não estar associada à rigidez articular. Geralmente, associa-se à fadiga, distúrbios do sono, disfunções cognitivas e depressão. A FM está associada a uma série de anormalidades bioquímicas, metabólicas, imunorreguladoras e genéticas, além disso, há evidências de alterações funcionais e químicas no processamento de dor por parte do cérebro.1
No contexto brasileiro, ainda não existem muitos dados epidemiológicos específicos da doença, porém acredita-se, com base em reconhecimento de dor crônica em pacientes entrevistados, que cerca de 2% da população brasileira sofra de dores crônicas características de FM. Existe predominância no sexo feminino, representando 5 mulheres doentes para cada 1 homem doente.2
Ao analisar a variedade de estudos englobando a fibromialgia, percebe-se um grande escopo de pesquisas de tratamentos sendo realizados, inclusive em caráter de teste. Desse modo, nota-se uma dúvida presente, inclusive na comunidade científica, sobre qual o tratamento mais eficaz e como melhorar a qualidade de vida dos portadores de fibromialgia. A fibromialgia é um mistério, pois apesar de se reconhecer diversos mecanismos envolvidos na fisiopatologia, não se identifica uma causa específica na maioria dos pacientes ou, muitas vezes, similaridade entre os casos e a causa da comorbidade.1
A análise dos tratamentos da atualidade e seus usos no sistema público de saúde são importantes para entender a sua eficácia, o prognóstico da doença e melhorar qualidade de vida dos portadores de fibromialgia em acompanhamento e, ainda, elucidar os tratamentos mais eficazes entre faixas etárias e sexos.
Considerando o contexto da fibromialgia, seu diagnóstico e tratamento, há uma ampla gama de possibilidades para o tratamento. Adicionalmente, há uma variedade de respostas individuais, de acordo com cada tratamento e as especificidades envolvidas na vida e na realidade de cada pessoa com a comorbidade.3 Assim, cria-se a problemática de qual é o tratamento farmacoterápico mais adequado para essa condição.
A fibromialgia tem um impacto aumentado na qualidade de vida das pessoas, afetando suas capacidades físicas, assim como aspectos emocionais e sociais de maneira mais acentuada, principalmente dado o atual estado crônico e incurável da FM.1,4 Supõe-se que a classe socioeconômica que mais utiliza o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) seja composta por pessoas de baixa renda. Isso poderá afetar de forma limitante as opções de tratamento farmacoterápicos disponíveis para os enfermos deste estrato social.
Considera-se ainda que há classes de medicamentos com melhor funcionalidade para a fibromialgia, ou seja, que geram maior alívio para o doente consoante a diferentes fatores, tais como faixa etária e sexo. Logo, supõe-se que os medicamentos mais funcionais não são os mesmos para todos os grupos de pacientes com FM, havendo variação entre os fatores previamente mencionados, que deve ser estudada.5
Há muitos estudos atuais sobre fibromialgia, e grande parte deles propõe tratamentos diferenciados para tentar obter um controle efetivo para a doença e assim entender quais medicamentos estão tendo melhor resposta no tratamento em determinada região e melhorar a qualidade de vida da população envolvida.6 Isso porque, desta forma, pode-se evitar o uso de medicações com baixa aprovação e qualificar o uso de medicações com melhores respostas para aqueles indivíduos em determinadas faixas etárias ou determinado sexo.7
Este trabalho tem o objetivo de identificar quais os tratamentos mais eficazes para FM. Ainda, analisar os tratamentos medicamentosos mais eficientes, de maneira a entender como o tratamento afeta os indivíduos, quais adaptações com as principais medicações. Para isso será revisada a literatura científica de forma a identificar as evidências disponíveis para ter uma melhor compreensão sobre quais medicamentos possuem os melhores resultados.
MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, realizada com o objetivo de fazer uma análise crítica sobre estudos de Fibromialgia, tais quais, seus Tratamentos Medicamentosos. Sobre a temática, foram analisados os trabalhos que abordam os diagnósticos dessa condição, assim como as intervenções medicamentosas.
A revisão dos descritores para realização da pesquisa foi feita por meio dos descritores (DeCS), onde foram pesquisados os termos em português como “Fibromialgia” e “Tratamento Medicamentoso” onde os resultados foram os descritores em inglês como “Fibromyalgia” e “Drug Therapy”.
Foi utilizada a base de dados PubMed para a execução dessa revisão, fornecendo os descritores para a seleção correta de fontes. Foi pesquisado “Fibromyalgia” AND “Drug Therapy”, onde foram encontrados 2213 resultados até o presente momento. A data de publicação dos artigos foi a partir de 2020 e restringindo-se ao ano de 2025. Dessa forma, garantiu-se a atualidade e relevância dos artigos.
Depois disso foi realizada a filtragem de resultados por ano, limitando aos últimos 5 anos de publicação, onde foram reduzidos a 467 estudos. Logo em seguida, foi adicionada filtragem de disponibilidade de texto completo de maneira gratuita, o que reduziu a 243 resultados.
Em sequência, foi adicionada uma filtragem baseada no tipo de artigo, focando especificamente em revisões sistemáticas, que possuem maior relevância científica, e assim, restaram 18 estudos. Dessa forma, foram desconsiderados estudos relacionados somente à alimentação, suplementação de vitaminas, falta de relação medicamentosa ou sem relação com o tema, por meio da leitura dos resumos, restando 5 artigos.
RESULTADOS
O fluxograma (Figura 1), mostra todas as maneiras que foram realizadas as buscas para encontrar as revisões sistemáticas.

Figura 1. Fluxograma PRISMA. (Autoria: Própria, 2025)
Os estudos analisados foram devidamente tabulados (Tabela 1), sendo possível identificar o título do artigo, tal qual o autor principal e o ano da publicação. Além disso, os trabalhos foram ordenados cronologicamente, do mais recente ao menos recente. Nenhum dos trabalhos categorizam, diretamente, os pacientes por sexo e idade.
Tabela 1. Trabalhos utilizados para o artigo. (Autoria: Própria, 2025)

Moore e colegas8 analisaram 21 artigos, onde sete eram sobre antidepressivos incluindo Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS) e Inibidores Seletivos de Recaptação de Noradrenalina (ISRN), nove de anticonvulsivantes, um sobre antipsicóticos, um sobre canabinoides, um sobre o uso de oxicodona, um de Antiinflamatórios Não Esteroidais (AINEs) e um sobre combinação de terapias.
Oldfield et al.9 estudaram sobre o uso de relaxantes musculares para dores crônicas. Foram incluídos 30 ensaios clínicos randomizados (ECR) e 14 estudos de coorte, compondo um total de 2482 participantes. Desses, somente 11 são direcionados a Fibromialgia, sendo 7 ECR e 4 estudos de coorte, considerando 391 pacientes. Além disso, 5 estudos foram sobre uso de ciclobenzaprina, 3 utilizando tizanidina é um estudo de cada, envolvendo clormezazona, eperisona e carisoprodol.
Bell e colegas10 analisaram 19 revisões sistemáticas sendo todas para o controle de dores crônicas e condições adjacentes, onde 1 é a análise de canabinoides (CBD) para dores e outros 2 eram sobre pessoas usando cannabis medicinal independente da indicação. Quinze (15) desses estudos exploraram tanto cannabis sintética quanto a planta, 3, só utilizando a planta e óleos extraídos da planta, enquanto 1 utilizou somente a planta.
Dois estudos11,12 investigam o uso de naltrexona em doses baixas para o tratamento de FM. Aitcheson et al. encontraram 21 trabalhos, sendo 11 artigos de revisão, 5 estudos clínicos, 2 relatos de caso, 2 protocolos e 1 pesquisa biomédica primária. Um dos tópicos analisados foi a dosagem, a frequência além de efeitos do tratamento e a intensidade. Além disso, também foi adicionado os efeitos colaterais.11
Soin e colegas12 incluíram 29 estudos para análise qualitativa, sendo 11 ensaios clínicos prospectivos, 10 relatos de caso, 3 revisões sistemáticas, 2 estudos retrospectivos. Nesses estudos, avaliaram-se os efeitos da medicação em condições induzidas para o tratamento de dores crônicas em síndromes de dor, doenças neurológicas e transtornos reumatológicos. A principal e mais comum doença citada foi a FM.
Em todos os estudos, foram encontrados resultados sobre o uso de medicações para o tratamento de dores crônicas e, principalmente, fibromialgia. Diversas classes de medicamentos foram analisadas (Tabela 2) para demonstrar quais efeitos benéficos esses medicamentos trazem aos pacientes de FM, além dos sintomas adicionais causados e efeitos colaterais.
Tabela 2. Resultados encontrados sobre quais medicamentos foram usados em cada estudo. (Autoria: Própria, 2025)

Examinando os registros fornecidos, foram analisados diversos fármacos com dosagens variadas, (Tabela 3) com a intenção primária de tratamento da dor, principal sintoma queixa dos pacientes. Além desse, foram analisados sintomas e efeitos colaterais registrados (Tabela 4), relacionando as medicações com os determinados desfechos.
Tabela 3. Medicamentos utilizados com suas classes e dosagens administradas. SR significa Sem Registro. (Autoria: Própria, 2025)

Tabela 4. Todos os sintomas e efeitos adversos registrados nas cinco revisões sistemáticas (Autoria: Própria, 2025)


DISCUSSÃO
Moore e colegas8 relatam o uso de alguns medicamentos para o tratamento de FM, como carbamazepina, clonazepam, oxicodona, ISRS, entre outros. No entanto, esses não foram considerados confiáveis por terem dados insuficientes para tirar conclusões, ou possuíam viés. Dessa maneira, encontraram, principalmente, dados para quatro principais medicamentos que foram considerados confiáveis.
O uso de mirtizapina foi registrado com doses diárias entre 15 e 45mg e com duração de sete a treze semanas. Os resultados para a redução de dor não foram significativos, porém houve uma pequena melhora em problemas de sono relatados pelos pacientes, sem melhoras em quaisquer outros sintomas. A literatura corrobora com os autores com relação aos efeitos adversos do uso do fármaco em geral.8,13
O uso de duloxetina (60 e 120mg diárias) obteve resultados significativos para a melhora de dor em geral e dores ao dormir, quando os medicamentos foram utilizados até 12 semanas. No entanto, os registros mostram que o uso da duloxetina só gerou melhoras significativas em sintomas mentais, como fadiga, depressão, ansiedade, com a dose diária de 120mg, sendo o melhor avanço em problemas com o sono. 8,14,15
Milnaciprano, um ISRN, teve registro de administração em 2 doses, com 100 e 200mg diárias e teve registros envolvendo efeitos colaterais, sendo o mais comum náuseas. Houve melhoras significativas, em ambas as doses, nos níveis de fadiga, ansiedade e diminuição da depressão, além de melhora na qualidade de vida em geral. Como ISRNs apresentam efeitos colaterais demasiados, os principais foram náuseas, sonolência, tontura, e constipação.3,8,15
A pregabalina, um anticonvulsivante, foi utilizada em doses diárias de 300, 450 e 600mg e possuiu os melhores resultados para o começo de tratamento. Ela foi capaz de reduzir os níveis de dores (moderadas a fortes) em pelo menos um paciente entre dez por pelo menos 12 semanas. Houve a presença de efeitos adversos comuns como sonolência, tontura e ganho de peso.8 Estudos apontam que o uso de pregabalina tem benefícios iniciais em quatro a seis semanas e pode ser continuado até seis meses de tratamento.16,17
Todos os medicamentos do tipo relaxante muscular não apresentaram melhoras significativas quando usados individualmente para o tratamento de FM. A combinação de ciclobenzaprina com amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, registrou melhora, porém o grupo placebo também obteve melhora semelhante. E houve registros de efeitos colaterais comuns incluindo até 98% dos pacientes.3,5,9
Os estudos com CBD foram realizados para dores crônicas em geral, porém há um total de seis estudos relatando o tratamento de FM com CBD e THC. As melhorias significativas no manejo da dor, em cada um desses estudos, ocorreram principalmente com o uso de THC sublingual. Cerca de dois terços dos pacientes tiveram boa resposta com o tratamento para FM.10,18
Ambos os estudos que fazem o tratamento com doses baixas de naltrexona, um antagonista opióide puro, mesmo que com falta de estudos robustos, mostram que os ensaios clínicos iniciais, usando a medicação em pacientes com FM, mostraram uma melhora nos sintomas-padrão como dor, fadiga, distúrbios do sono. Efeitos colaterais apareceram, principalmente gastrointestinais por conta dos receptores opioides no trato gastrointestinal.11,12,19
CONCLUSÃO
Há evidências consideráveis de que duloxetina, milnaciprano, pregabalina e derivados do CBD e THC provêm alívio de dor moderada para uma porção de pacientes. THC é o que traz resultados ao maior número de pacientes. Mirtizipina e relaxantes musculares, de maneira individual não possuem comprovação para a solução de dores crônicas, e causam mais efeitos adversos nos pacientes com FM. Naltrexona, por mais que sejam indícios iniciais, mostra uma melhora nos quadros de dor e sintomas adjuntos como sonolência e fadiga. Assim, pregabalina, ISRNs e derivados do CBD e THC são os mais indicados, baseados nas revisões. Mais estudos devem ser feitos para aprofundar em quais casos devem se usar quais tipos de medicação.
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1Discente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0009-0007-0668-5329. http://lattes.cnpq.br/1350920682040639
2Discente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0009-0000-0885-9985. http://lattes.cnpq.br/5455799195429222
3Discente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0009-0001-9742-8454. https://lattes.cnpq.br/5439491478404125
4Discente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0009-0004-0706-1188. http://lattes.cnpq.br/8194232199468772
5Docente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0009-0008-1941-156X. http://lattes.cnpq.br/7879841098333356
6Docente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3742-8188. http://lattes.cnpq.br/2257826494280397
7Docente do curso de Medicina da Faculdade ZARNS, Itumbiara, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0956-2523. http://lattes.cnpq.br/5835180584555110
*Autor correspondente. E-mail: gustavo.aoliveira@aluno.faculdadezarns.com.br
