ANALYSIS OF ELECTROCARDIOGRAPHIC FINDINGS IN PROFESSIONAL SOCCER ATHLETES FROM THE METROPOLITAN REGION OF BELO HORIZONTE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202508202135
Rafael Cunha Silva Araújo1;
Gustavo Henrique Dornela de Souza1;
Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso2;
Roberto Zambelli de Almeida Pinto2;
Leandro Goursand Penna2
RESUMO
O eletrocardiograma é indicado no Brasil na avaliação pré-participação esportiva, visando prevenir morte súbita em atletas. Porém, poucos estudos focam em achados eletrocardiográficos de atletas brasileiros. Objetivo: Analisar achados eletrocardiográficos em atletas de futebol masculino, segundo os critérios internacionais de 2017. Métodos: Estudo transversal com atletas de um clube em Belo Horizonte. ECGs foram realizados com coleta de dados demográficos e esportivos. Resultados: Foram identificados 66 achados esperados para o coração do atleta em 32 participantes, prevalentes no sub-17 (54%). Discussão: Resultados indicam predominância de achados normais, com maior prevalência em negros. A inversão de onda T, principal alteração anormal, reforça a importância do rastreamento precoce para prevenir cardiomiopatias graves. Esses dados enfatizam a necessidade de diferenciar alterações fisiológicas de sinais de risco. Conclusão: Os achados são consistentes com a literatura, destacando a relevância de análises criteriosas em atletas.
Palavras-Chave: Futebol. Atleta. Sistema Cardiovascular. Eletrocardiograma. Anormalidades Cardiovasculares.
INTRODUÇÃO
O futebol é o esporte mais popular no Brasil e possui uma conexão única com a cultura nacional, fato reconhecido internacionalmente.1 Ao redor do mundo são mais de 400 milhões de praticantes, sendo que somente na Confederação Brasileira de Futebol, em 2022, participavam 1276 clubes.2 Dessa maneira, estudar a prevalência de patologias associadas a essa prática esportiva se mostra de grande relevância para a saúde pública.
Uma das condições que mais chamam atenção no futebol é a morte súbita de origem cardiovascular, devido a seu caráter súbito e por acometer atletas jovens, que são associados pelo imaginário popular a um bom status de saúde.3 A exemplo disso, rememora-se o falecimento de um jogador de futebol, durante uma partida do Campeonato Brasileiro de 2004, que promoveu várias discussões acerca do tema no país.4
Em busca da resposta para esse tipo de acontecimento, é possível observar que a literatura associa a morte súbita cardíaca (MSC) no futebol a diferentes gatilhos, como alterações genéticas, estruturais, congênitas ou adquiridas.5 O futebol sendo uma atividade física com grande componente aeróbico é capaz de induzir alterações morfológicas e funcionais no coração,6 que por vezes se confundem com as patológicas. Aquelas, por sua vez, resultam em achados eletrocardiográficos específicos que dificultam a identificação de patologias cardíacas potencialmente fatais durante o exercício.
Como prevenção desse desfecho, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a European Society of Cardiology (ESC) começaram a preconizar a realização do eletrocardiograma de 12 derivações (ECG-12) pré participação esportiva para todos os atletas, embasando-se na experiência italiana que reduziu de forma significativa a morte súbita de origem cardiovascular com a aplicação do exame.7 Dessa maneira, é extremamente importante que, ao analisar o ECG-12 de praticantes de atividade física, o médico saiba diferenciar os achados que anunciam risco de vida ao atleta dos que não anunciam. Com isso, aplicar critérios específicos para a análise de ECG-12 em atletas é essencial para aumentar a sensibilidade e especificidade do teste.8
Além do tipo de atividade física desempenhada pelo atleta, outros elementos podem influenciar o traçado eletrocardiográfico, como a etnia e a idade do indivíduo.9 Como exemplo, é possível observar que indivíduos de origem africana comumente apresentam mais alterações ao ECG-12, pois possuem fatores genéticos que os predispõe a uma maior espessura de parede e tamanho das câmaras cardíacas.10 Sendo assim, em um país com grande diversidade de povos, como o Brasil, é esperado encontrar alterações eletrocardiográficas específicas do território, mas que ainda são desconhecidas pela literatura pela falta de estudos.
O objetivo do estudo é catalogar os achados eletrocardiográficos em atletas de futebol masculino, do sub-17 ao sub-20 de um time profissional da região metropolitana de Belo Horizonte, classificando os achados eletrocardiográficos segundo o critério internacional de 2017.11
MÉTODO
Análise populacional
Neste estudo observacional transversal todos os participantes são atletas de um clube de futebol de elite de Belo Horizonte, atuantes nas categorias de base Sub-17 e Sub-20, com idades variando entre 16 e 18 anos (Tabela 1). Foram excluídos atletas que tinham doenças cardiovasculares conhecidas, aqueles que não eram de nacionalidade brasileira, ou os que não assinaram o formulário sobre o perfil epidemiológico individual.
No momento da coleta dos dados dos participantes, esses estavam no período de pré-temporada de 2024, período no qual os clubes realizam rotineiramente exames médicos para assegurar a participação dos atletas durante a prática esportiva. São realizadas entrevistas e exames físicos, bem como a aplicação obrigatória de um ECG-12 como forma de rastreio de doenças cardiovasculares. Além disso, foi aplicado um questionário eletrônico aos atletas para avaliação do perfil epidemiológico e esportivo.
Todos os atletas e responsáveis assinaram um termo de consentimento para a participação na pesquisa e os dados foram mantidos em sigilo e divulgados de forma agregada, assegurando o anonimato dos participantes. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.
Eletrocardiograma 12 derivações de repouso
Os exames de ECG foram realizados em aparelhos calibrados de acordo com as normas NBR 15493 e RDC Nº 02, garantindo padronização de amplitude (1 mV) e velocidade de registro (25 mm/s). Os exames foram conduzidos com os atletas em posição supina, após um período de 5 minutos de repouso, seguindo o posicionamento padrão dos eletrodos e posteriormente enviados aos pesquisadores para análise.
Tendo em vista os achados eletrocardiográficos dos atletas participantes do estudos, eles foram descritos quanto a alterações nas seguintes variáveis: onda P, intervalo PR, complexo QRS, eixo cardíaco, ritmo cardíaco, frequência cardíaca, critérios de sobrecarga ventricular esquerda (SVE) e repolarização precoce, presença de inversão de onda T e de hemibloqueio.
Elevações no segmento ST foram considerados significantes quando >=0,1 mV e em >=2 derivações contíguas. Padrão de repolarização precoce foi considerado como elevação do segmento ST com elevação do ponto J >=0,1 mV e em >=2 derivações contíguas. Hipertrofia ventricular esquerda eletrocardiográfica foi definida segundo o critério de voltagem de Sokolow-Lyon.12
Os resultados dos ECGs foram classificados de acordo com o Critério Internacional de 2017,11 sendo divididos em achados ausentes, normais, suspeitos e anormais. Os laudos dos exames foram elaborados por dois pesquisadores de forma independente, e, em caso de discordância, um terceiro avaliador revisou e emitiu o laudo final. Os dados coletados foram organizados em planilhas eletrônicas protegidas por senha e de acesso restrito à equipe de pesquisa de modo a proteger a privacidade dos participantes.
RESULTADOS
Neste estudo foram incluídos ao todo 32 atletas pertencentes a um mesmo clube de futebol da região metropolitana de Belo Horizonte, todos brasileiros. Destes, 15 são da categoria Sub 20 (48%) e 17 da categoria sub 17 (52%), com média de idade de 17 anos. Inicialmente tínhamos a intenção de analisar 26 atletas sub 17, entretanto, 9 não responderam ao questionário.
A partir da aplicação do questionário para caracterização da amostra obtemos: 19 (59%) atletas se consideram “Não negro” (Branco, Pardo, Amarelo) e 13 (41%) como “Negro”. Em relação ao tempo de treinamento de futebol competitivo em anos, temos: 1-3 anos, 4-7 anos, 8-7 anos, sendo respectivamente um (3,1%), 17 (53%) e 14 (44%). Todos os atletas treinavam pelo menos 8 horas por semana. A Tabela 1 resume as características demográficas dos participantes da pesquisa.
A partir da análise dos dados, conclui-se que 30 exames eletrocardiográficos constavam alterações esperadas para o coração do atleta (93%), considerados normais e 2 apresentavam achados anormais (6%), um em cada categoria, pela presença de inversões em onda T, sendo um em DIII e AvF e outro em DIII e AvL; ambos foram submetidos à propedêutica complementar com ecocardiograma transtorácico, o qual descartou alterações estruturais potencialmente comprometedora. Nenhum atleta apresentou alterações “borderline” (Tabela 4).
Dentre os achados encontrados a bradicardia sinusal, definida por uma frequência cardíaca <60bpm foi a mais prevalente, ocorrendo em 18 atletas (56%), sendo 7 na categoria sub 17 (39%) e 11 dentre os sub 20 (61%). 15 atletas apresentaram repolarização precoce (46%), sendo o segundo achado mais prevalente – 10 entre os sub 17 (66%) e 5 entre os sub 20 (33%). A presença de ritmo atrial juncional foi evidenciado em um total de 4 indivíduos (12,5%); 3 no sub 17 (75%) x 1 no sub 20 (25%). Apenas 2 atletas apresentaram bloqueio atrioventricular de primeiro grau (6%), sendo um de cada categoria. Pelo critério de Sokolow Lyon, 7 atletas preencheram critérios para sobrecarga ventricular esquerda (21%), no qual 4 estavam dentre os sub 17 (57%) e 3 no sub 20 (43%). Hemibloqueio de ramo direito foi evidenciado entre 8 participantes (12,5%) – 2 no sub 17 (25%) e 6 no sub 20 (75%). A inversão de T em V1-V4 esteve presente em 11 atletas – 8 (72%) x 3 (28%) nas categorias sub 17 e sub 20, respectivamente (Tabela 5).
Diante desses dados obteve-se 66 achados eletrocardiográficos fisiológicos e esperados para o coração do atleta dentre os 32 participantes, 36 (54%) dos quais foram encontrados entre os atletas da categoria sub 17 e 30 (46%) entre os da categoria sub 20 (Tabela 4).
Tabela 1 – Respostas questionário de História Pessoal

Tabela 2 – Achados Eletrocardiográficos

Tabela 3 – Classificação dos Achados segundo critérios internacionais

Tabela 4 – Achados no Eletrocardiograma

Tabela 5 – Continuação Achados no Eletrocardiograma

DISCUSSÃO
O presente estudo foi composto por uma população homogeneamente distribuída em idade e etnia de jogadores de futebol de um clube de elite de Belo Horizonte. Em relação ao objeto de estudo, a principal alteração de alarme encontrada foi a inversão de onda T em paredes inferiores e laterais. Apesar disso, a maioria dos participantes apresentaram achados normais para o “coração do atleta” – principalmente a bradicardia sinusal, o que reflete a capacidade desse esporte em induzir adaptações fisiológicas no corpo dos praticantes, que devem ser reconhecidas pelos profissionais da saúde.
Como postulado anteriormente, os achados eletrocardiográficos encontrados nos atletas podem ser classificados, segundo o Critério Internacional de 2017, em 3 grupos: normais, limítrofes e anormais. Neste presente estudo, buscamos relatar a prevalência absoluta dessas alterações a partir da análise do eletrocardiograma da população envolvida. Apesar de coletados, não foram feitas correlações estatísticas entre essas informações e os dados do perfil epidemiológico dos participantes da pesquisa.
Entretanto, ainda sim, é possível fazer uma estimativa de quais são as alterações mais comuns encontradas no meio esportivo, dentro de um grupo populacional miscigenado, na qual 13 atletas são negros (41%) e 19 são “não negros” (59%), divididos entre brancos, pardos e amarelos.
Em um estudo transversal o qual buscou relatar a prevalência de achados eletrocardiográficos em atletas de futebol brasileiros com idade entre 15-35 anos, foram encontrados ao todo 3% de exames alterados e que exigiram investigação complementar.7 Comparativamente aos 6% encontrados em nosso estudo, tal diferença pode ser explicada pelo maior espaço amostral do primeiro trabalho, no qual envolveu mais de 6000 atletas, bem como pela maior proporcionalidade de negros no nosso estudo (26.5% x 41%), descritos na literatura por apresentarem mais achados anormais que atletas não negros.13
Como foi descrito previamente por Carravetta e colaboradores,14 a idade também influencia diretamente os parâmetros eletrocardiográficos dos indivíduos, tornando-se mais prevalentes à medida que o atleta envelhece. Tal achado pode ser comprovado pelo mesmo estudo previamente mencionado na qual evidenciou uma prevalência significativamente maior entre os participantes mais velhos, assim como por um estudo envolvendo 519 atletas da Associação Americana de Basquetebol, que mostrou que indivíduos mais velhos (27-39 anos X 18-22 anos) tiveram uma prevalência significativamente maior de anormalidades no ECG (23% vs 9%; OR: 2.9; 95% CI, 1.6 – 5.4; p<0.001) (19). Contudo, nosso estudo apresentou uma proporção praticamente similar entre as categorias sub-17 e sub-20, com ligeira tendência ao primeiro, mas que pode ser explicado, para além da diferença do tamanho amostral dos estudos, pela proximidade da média de idade entre os dois grupos.
Portanto, em termos absolutos, mais achados foram encontrados entre os atletas mais jovens, o que é um resultado contrário ao que inicialmente foi esperado pelos autores.
A análise dos dados relativos ao perfil epidemiológico dos atletas não foi objeto de análise, de modo que este estudo fica limitado ao correlacionar a prevalência dos achados eletrocardiográficos do atleta em relação a características étnicas e esportivas individuais
Em relação aos achados alterados, similarmente ao que foi encontrado neste estudo, outro autor também descreveu a inversão de onda T em parede lateral e inferior como o achado anormal mais prevalente em um grupo de atletas de futebol Ganês.6 Esse parâmetro é a principal alteração encontrada em indivíduos portadores de cardiomiopatia hipertrófica (CMH); entidade que deve afastar o atleta da prática esportiva intensa pelo risco de morte súbita. Calor e colaboradores,15 encontraram uma prevalência de 90% e 9% de inversão de onda T em atletas com CMH e saudáveis, respectivamente (maioria negros), indicando a necessidade ainda maior de afastar esse diagnóstico entre os indivíduos com esse achado.
CONCLUSÃO
A utilização do ECG em repouso como parte da avaliação pré-participação é fundamental para a triagem e prevenção de desfechos fatais. Os achados presentes nos eletrocardiogramas dos atletas são compatíveis com os descritos na literatura internacional. O debate dos achados mais frequentes é fundamental para aumentar a eficácia das análises.
REFERÊNCIAS
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1Discente do Curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG
2Docente do Curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG
E-mail: rafaelcunhasilvaaraujo@gmail.com
