ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A DOR PATELOFEMORAL E A BIOMECÂNICA DOS MOVIMENTOS EM CORREDORES AMADORES: REVISÃO DE LITERATURA 

ANALYSIS OF THE RELATIONSHIP BETWEEN PATELLOFEMORAL PAIN AND THE BIOMECHANICS OF AMATEUR RUNNERS: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511141424


Antony de Amaral Campos1
Gabriel Feitoza Pontes1
Ytaina Gisela da Cruz Bom Jesus1
Jessica Farias Macedo2


RESUMO 

Introdução: A Síndrome Patelofemoral (SFP), conhecida como “joelho do corredor”, causa  dor na parte anterior do joelho, perto da patela, sendo comum em corredores. Ela é  desencadeada por sobrecarga na articulação do joelho, especialmente em atividades como  correr, subir escadas ou saltar. A condição é mais frequente em corredores amadores,  indivíduos de meia-idade e mulheres, devido a fatores hormonais, sobrecargas, desgaste  articular e alterações biomecânicas. A pesquisa identifica fatores de risco como o aumento do  ângulo de valgo e flexão do joelho, fraqueza muscular no quadril, quadríceps e isquiotibiais,  além da pronação excessiva do tornozelo, que promovem alterações no alinhamento e  distribuição de forças na articulação do joelho. Objetivo: o objetivo deste estudo é identificar  a relação entre a dor patelofemoral e a biomecânica em corredores, buscando compreender  como alterações no movimento influenciam no surgimento desta síndrome. Além disso,  identificar os principais fatores de risco que estão associados ao desenvolvimento da dor  patelofemoral, assim analisar se a presença da dor nesta articulação tem impacto significativo  no desempenho destes atletas corredores. Materiais e Método: O estudo incluiu busca  sistemática em bases de dados como SciELO, PubMed e LILACS, com artigos publicados  entre 2020 e 2025. Resultados: Foram encontrados um total de 63 artigos relacionados ao  tema proposto de dor patelofemoral em corredores, biomecânica e fatores de risco. A maior  lacuna é a falta de subgrupos definidos para guiar a escolha entre intervenções, como  fortalecimento de quadril versus joelho, exigindo validação de critérios clínicos,  biomecânicos e sociais em pesquisa. Conclusão: Conclui-se que a dor patelofemoral em  corredores amadores é uma condição multifatorial, fortemente relacionada a desequilíbrios  biomecânicos, musculares e estruturais. A literatura científica demonstra que o  desalinhamento articular, o aumento do ângulo de valgo do joelho, a fraqueza dos músculos  do quadril e do core, e a pronação excessiva do tornozelo são fatores determinantes no  surgimento e na manutenção dessa síndrome. Esses elementos, quando combinados,  favorecem uma má distribuição das forças sobre a articulação femoropatelar, resultando em  dor e prejuízo funcional. 

Palavras-chave: “Dor patelofemoral”. “Corredores”. “Fatores de risco”. “Incidência “. “Biomecânica” 

ABSTRACT

Introduction: Patellofemoral Pain Syndrome (PFPS), known as “runner’s knee,” causes pain  in the anterior part of the knee, near the patella, and is common among runners. It is triggered  by overload on the knee joint, especially during activities such as running, climbing stairs, or  jumping. The condition is more frequent in recreational runners, middle-aged individuals, and  women, due to hormonal factors, overload, joint wear, and biomechanical alterations.  Research identifies risk factors such as increased knee valgus and flexion angles, muscle  weakness in the hip, quadriceps, and hamstrings, as well as excessive ankle pronation, which  promote changes in alignment and force distribution within the knee joint. Objective: The  aim of this study is to identify the relationship between patellofemoral pain and biomechanics  in runners, seeking to understand how movement alterations influence the onset of this  syndrome. Furthermore, it aims to identify the main risk factors associated with the  development of patellofemoral pain and to analyze whether the presence of pain in this joint  has a significant impact on the performance of these athletes. Materials and Methods: The  study included a systematic search in databases such as SciELO, PubMed, and LILACS, with  articles published between 2020 and 2025. Results: A total of 63 articles related to the  proposed topic of patellofemoral pain in runners, biomechanics, and risk factors were found. Conclusion: It is concluded that patellofemoral pain in recreational runners is a multifactorial  condition, strongly related to biomechanical, muscular, and structural imbalances. Scientific  literature shows that joint misalignment, increased knee valgus angle, weakness of the hip and  core muscles, and excessive ankle pronation are determining factors in the onset and  maintenance of this syndrome. When combined, these elements favor poor force distribution  over the femoropatellar joint, resulting in pain and functional impairment. 

Keywords: “Patellofemoral pain”. “Runners.”. “Risk factors.”. “Incidence”.  “Biomechanical”.

1. INTRODUÇÃO 

A Síndrome Femoropatelar (SFP), popularmente conhecida como “joelho do  corredor”, caracteriza-se por dor na região anterior do joelho, próxima à patela, sendo uma  condição comum em corredores. Sua origem está relacionada à sobrecarga da articulação,  especialmente em atividades que exigem maior esforço do joelho, como correr, subir escadas  ou saltar. A literatura aponta que a SFP é mais frequente em corredores amadores, indivíduos  de meia-idade e mulheres, devido a fatores hormonais, diferenças biomecânicas e sobrecargas  repetitivas. Por isso, compreender os fatores que desencadeiam essa condição é fundamental  para estratégias eficazes de prevenção e tratamento (Willy et al., 2020). 

Nesse contexto, estudos indicam que a SFP representa cerca de 25% de todas as lesões  relacionadas à corrida, sendo a principal causa de dor no joelho, com prevalência variando  entre 15% e 45%. Entre os fatores contribuintes, destaca-se o desequilíbrio muscular,  sobretudo a fraqueza do quadríceps e, em especial, do vasto medial, o que pode comprometer  o alinhamento da patela e gerar dor. Esses desequilíbrios, somados às alterações biomecânicas  presentes durante a corrida, reforçam o papel da mecânica corporal como determinante para o  desenvolvimento da síndrome (Kochar et al., 2024). 

O aumento do valgo máximo do joelho durante a corrida é um dos principais fatores  biomecânicos associados à dor patelofemoral em corredores amadores. Em contrapartida, a  redução desse ângulo pode representar uma adaptação para amenizar os sintomas. Nos  homens, observa-se ainda que a flexão excessiva do joelho se configura como outro aspecto  relevante. Além disso, alterações no pé, como a pronação excessiva e falhas no controle do  arco plantar, também modificam a distribuição das forças sobre o joelho, favorecendo  sobrecarga articular, dor e desconforto (Bump e Lewis, 2023). 

Alterações biomecânicas durante a corrida, como o aumento do ângulo de valgo e de  flexão do joelho, estão diretamente associadas à dor patelofemoral (PFP), sobretudo em  homens, sugerindo diferenças sexuais na biomecânica da corrida. A fraqueza dos músculos do  quadril e quadríceps, somada à pronação excessiva do tornozelo, favorece desalinhamentos e  sobrecarga na articulação femoropatelar. Esses fatores não apenas intensificam a dor, mas  também levam o corredor a adotar padrões compensatórios de movimento, reduzindo sua  eficiência, velocidade e resistência (Yang et al., 2022).  

Sendo assim, este estudo tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os  fatores biomecânicos associados à dor patelofemoral em corredores amadores, visando  prevenção da síndrome e melhoria do desempenho, buscando resultado de alterações multifatoriais na cinemática e estresse da articulação patelofemoral, compreendendo esses  mecanismos e permitindo orientar estratégias de aumento da eficiência durante a corrida. 

2. MATERIAIS E MÉTODO 

Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, conduzido a partir de  pesquisas sistemáticas nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e  LILACS. A estratégia metodológica consistiu na busca estruturada por descritores controlados  e não controlados, utilizando os termos em inglês “incidence”, “risk factor”, “patellofemoral  pain” e “runners”, bem como suas correspondentes traduções para os idiomas português,  inglês e chinês. As buscas foram realizadas no mês de agosto de 2025, seguindo critérios  rigorosos de padronização para assegurar a reprodutibilidade e a abrangência da seleção dos  estudos. 

De acordo com os critérios de inclusão, foram selecionados artigos publicados entre  2020 e 2025, contemplando estudos de revisão de literatura, estudos de caso, meta-análises e  revisões sistemáticas. Foram considerados elegíveis trabalhos envolvendo adultos com  diagnóstico de SDPF, incluindo atletas amadores, independentemente da realização prévia de  tratamento fisioterapêutico para a condição. Adicionalmente, foram incluídas publicações que  abordassem fraqueza muscular dos membros inferiores e alterações biomecânicas associadas  à prática de exercícios recreativos. 

Os critérios de exclusão abrangeram estudos que investigassem modalidades  esportivas distintas da corrida, bem como aqueles que envolvessem intervenções cirúrgicas  em corredores nos períodos pré ou pós-operatório, além de pesquisas sobre patologias não  contempladas nos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Os resultados selecionados  foram sistematizados em tabelas descritivas, com o objetivo de organizar e facilitar a análise  dos principais achados referentes à SDPF, enfatizando evidências sobre a eficácia da  fisioterapia no tratamento dessa condição. 

3. RESULTADOS  

Foram encontrados um total de 63 artigos, sendo eles em: PUBMED (N=34),  LILACS (N=14), BVS (N=15). Realizado uma filtragem desses artigos baseado no título e resumo a fim de verificar se há relação ou não com o tema proposto (N=26). Desses 26 estudos, foi feito novamente meia filtragem de artigos através da leitura na íntegra aplicando  os critérios de inclusão e exclusão que verificou 10 artigos científicos condizentes com o tema  e os critérios impostos. Foram sistematizados em quadros de forma para facilitar a compreensão da Síndrome da Dor Patelofemoral, com ênfase nos achados mais relevantes  acerca da atuação da fisioterapia na abordagem terapêutica dessa condição em corredores  amadores. 

Figura 1- Fluxograma do estudo.

Os seguintes quadros abaixo foram utilizados para sintetizar as principais características dos estudos incluídos nesta pesquisa. Foram analisados 10 artigos que  abordaram sobre a dor patelofemoral em corredores, com diferentes tipos de estudo: ensaios  clínicos, estudos observacionais, transversais e estudo de casos. Cada artigo foi descrito o ano e autor, tipo de estudo, objetivos, metodologia e principais resultados. Essa  sistematização permitiu realizar uma análise comparativa dos métodos e resultados obtidos.

Tabela 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão.

Os estudos analisados totalizaram um total de 653 participantes, sendo 164 mulheres,  82 homens e 407 participantes de gênero não identificados pelos autores. De forma holística,  as pesquisas buscaram entender a biomecânica da corrida e sua relação com a dor  patelofemoral, abordando fatores de risco e diferenças cinemáticas. 

4. DISCUSSÃO 

A dor patelofemoral em corredores amadores está fortemente relacionada a  alterações biomecânicas, especialmente à fraqueza muscular, causando déficits que comprometem o controle e o desempenho físico, o que leva a uma distribuição inadequada  das forças sobre o joelho. Ademais, esse desequilíbrio biomecânico resultante favorece o  aparecimento e a progressão da dor, enquanto o desalinhamento articular aumenta o estresse  na articulação patelofemoral, como consequência, o corredor passa a apresentar queda de  performance e redução da funcionalidade do joelho durante a prática esportiva. 

Souza Júnior et al., (2024) utilizaram o método de árvore de decisão (CART) para  explorar fatores associados à dor patelofemoral em corredores. Os autores investigaram  variáveis biomecânicas, antropométricas e demográficas em uma amostra de atletas com e  sem dor. O modelo identificou padrões de classificação que permitiram distinguir indivíduos  sob maior risco de síndrome. Os autores consideram características de alinhamento e força  muscular determinado entre todos os critérios relevantes, essa abordagem pode ser favorável  ao rastreamento preventivo e intervenção de lesões. Nesta questão, Chaudhari et al., (2020) acrescentam a esta discussão apresentando os efeitos negativos da instabilidade do core na  biomecânica dos membros inferiores. O aumento do pico do momento de flexão do joelho  durante a corrida apoia a indução de instabilidade do core como um fator que impacta o  controle central sobre o alinhamento e o movimento do joelho. Da mesma forma, Fox et al., (2021) observaram que os indivíduos com dor patelofemoral crônica têm muita variabilidade  de movimento no joelho, indicando que este tipo de alteração pode ser um movimento  adaptativo à dor e não um movimento disfuncional. No nível clínico, é essencial diferenciar  os padrões de adaptação para os padrões patológicos, destacando que o treinamento de  estabilidade e controle motor é útil para os corredores com dor patelofemoral crônica.

Portanto, o fortalecimento dos músculos do core não somente é algo a ser considerado como um componente regular dos programas de reabilitação e prevenção de lesões.  Os resultados apresentados por Yang et al., (2022) ressaltam quão fundamental o  treinamento neuromuscular se mostra para evitar lesões nos membros inferiores,  particularmente em esportes de alta demanda física como o futebol e o basquete. O estudo dos  autores demonstrou que programas específicos e supervisionados reduzem significativamente  o risco de lesões, destacando a necessidade de intervenções estruturadas com foco na  estabilidade e no controle motor. 

Nesse contexto, Calazans et al., (2022) ampliam a discussão ao analisar diferenças  biomecânicas entre homens e mulheres na corrida, particularmente em indivíduos com dor  patelofemoral. O estudo identificou maior adução do quadril em corredores, tanto com  quanto sem dor. Isso sugere que esse padrão de movimento pode refletir diferenças  anatômicas e funcionais entre os sexos e não necessariamente uma disfunção. Han et al., (2024) também tiveram impacto sobre o tema de estudo, examinando o quanto o alinhamento  dos membros inferiores afetava o desenvolvimento da dor patelofemoral em corredores do  sexo masculino. Os pesquisadores concluíram que o aumento do ângulo de valgo fisiológico  está ligado ao surgimento da dor, reforçando a hipótese de que fatores estruturais  desempenham papel na etiologia da DFP. Em síntese dos três estudos, fica claro que, tanto na  prevenção quanto no tratamento de lesões no joelho de atletas, é imprescindível avaliar  aspectos neuromusculares, biomecânicos e anatômicos, e elaborar planos de intervenção que  atendam às particularidades de cada corredor. Em destarte, os autores enfatizam que as  abordagens preventivas e terapêuticas devem considerar as características individuais e evitar  generalizações baseadas apenas no sexo biológico. 

Conforme Benca et al., (2020) os achados indicam que as lesões ligadas à corrida  surgem de uma interação bastante complexa entre fatores anatômicos, biomecânicos  e de treinamento. Especificamente, desalinhamentos estruturais nos membros inferiores,  alterações no joelho e na pelve e um histórico de lesões recente ou recorrente de todos foram  comuns entre os corredores com lesões. No entanto, o estudo também encontrou diferenças  significativas entre os corredores lesionados e não lesionados. Além disso, cargas reduzidas  de treino estavam associadas a maior incidência de dor patelofemoral. Assim, a falta de  estímulo adequado compromete a segurança dos corredores, contudo, Kujawa et al., (2020) realizaram um estudo, onde foi examinado o efeito da corrida com sobrecarga adicional de 9  kg em mulheres, a fim de descobrir a resposta mecânica do sistema musculoesquelético  sobrecarregado pela demanda crescente. Como resultado, foi observado que a força do quadríceps, a reação e o estresse da articulação patelofemoral aumentaram entre 5% e 16%  enquanto o ângulo máximo de flexão do joelho também foi maior durante a corrida. No  entanto, variáveis temporais e espaciais, como cadência e comprimento do passo, não  diferiram significativamente. Portanto, convém observar que esses resultados indicam que o  aumento de carga eleva a demanda nas articulações, embora a biomecânica praticamente não  sofra alterações. 

Ao cruzar os achados dos dois estudos, constata-se que tanto a carência quanto o  acúmulo de carga têm o potencial de desequilibrar a mecânica do joelho e de elevar a  predisposição ao dorso patelofemoral. Enquanto Benca et al., 2020 destacaram os riscos do  baixo volume de treino, Kujawa et al,. (2020) provam que mais carga externa cria um impacto  articular. Portanto, o equilíbrio apropriado da carga de treino com limites individuais é  importante para a adaptação dos tecidos, com o intuito de prevenir lesões e potencializar os  resultados dos atletas. 

Finalmente, um relato de caso de Chaitali et al., (2024) reforça a eficácia de uma  abordagem fisioterapêutica combinada, envolvendo fisioterapia de fortalecimento, exercícios  de cadeia cinética fechada, treinamento proprioceptivo e manejo da dor. O caso mostrou  melhora clínica, demonstrando a importância de considerar estes aspectos de maneira  holística. Esses estudos somados levam à conclusão de que a reabilitação de corredores  lesados deve ser abordada de maneira multifatorial, envolvendo controle neuromuscular,  fortalecimento do core, modificação biomecânica e individualização da intervenção. Esses  protocolos facilitam um retorno ao esporte mais eficaz, ao mesmo tempo que diminuem a  probabilidade de a lesão voltar; esse aspecto se revela vital para preservar tanto o desempenho  quanto a saúde musculoesquelética ao longo do tempo. 

5. CONCLUSÃO 

Com base nos resultados analisados, conclui-se que a dor patelofemoral em  corredores amadores é uma condição multifatorial, fortemente relacionada a desequilíbrios  biomecânicos, musculares e estruturais. A literatura científica demonstra que o  desalinhamento articular, o aumento do ângulo de valgo do joelho, a fraqueza dos músculos  do quadril e do core, e a pronação excessiva do tornozelo são fatores determinantes no  surgimento e na manutenção dessa síndrome. Esses elementos, quando combinados, favorecem uma má distribuição das forças sobre a articulação femoropatelar, resultando em  dor e prejuízo funcional. 

Os estudos revisados também apontam que a instabilidade do core e o desequilíbrio  entre carga e descanso influenciam diretamente na sobrecarga articular, aumentando o risco  de lesões. Estratégias de reabilitação, como o treinamento de marcha, o fortalecimento  muscular, o controle neuromuscular e o ajuste de parâmetros biomecânicos, mostraram-se  eficazes na redução da dor e na melhora do desempenho esportivo. 

Observa-se, ainda, que tanto o excesso quanto a carência de carga durante os treinos  podem prejudicar o equilíbrio articular e favorecer o desenvolvimento da dor patelofemoral.  Assim, o manejo clínico deve priorizar o controle progressivo da carga, respeitando os limites  individuais e promovendo a adaptação segura dos tecidos. 

Portanto, a abordagem ideal para prevenção e tratamento dessa síndrome deve ser  multidimensional e individualizada, integrando aspectos biomecânicos, neuromusculares e  funcionais. O fisioterapeuta tem papel essencial nesse processo, atuando não apenas na  reabilitação, mas também na educação e orientação do corredor para manter a performance e  prevenir recorrências. 

REFERÊNCIAS  

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1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE. 

2Jéssica Farias Macedo Especialista em FISIOTERAPIA Traumato-Ortopédica, Docente do Curso de  Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE – Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1365, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000.