REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202510081026
Adriana dos Reis Torres¹; Isabelle de Almeida Matrone²; Júlia Morais Zandavali³; Laura Leme de Araujo Rodrigues da Silva⁴; Luiz Felipe Puccini de Magalhães⁵; Raphael Carlos Sanchez Gomes⁶; Túlio César de Oliveira Costa Curta⁷.
Resumo
Este estudo apresenta uma revisão sistemática de ensaios clínicos que investigaram a eficácia dos colírios anti-inflamatórios no período pós-operatório da cirurgia de catarata. Foram analisados corticosteroides, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e formulações combinadas, considerando parâmetros como redução da inflamação, controle da dor e prevenção de complicações, como o edema macular cistoide. Os corticosteroides mostraram maior potência no controle da inflamação aguda, embora associados a riscos como elevação da pressão intraocular. Já os AINEs destacaram-se no alívio da dor e na menor ocorrência de efeitos adversos relacionados à pressão intraocular, mas com menor efeito em inflamações intensas. Combinações de corticosteroides e AINEs, bem como novas formulações de liberação prolongada, apresentaram resultados promissores, com melhora na adesão e na eficácia terapêutica. A análise evidencia a necessidade de padronização de protocolos, além de estudos de maior robustez metodológica e de longo prazo para consolidar estratégias terapêuticas.
Palavras – chave: Cirurgia de catarata; Colírios; Corticosteroides; AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais); Edema macular cistoide
Abstract
This systematic review analyzed randomized clinical trials assessing the efficacy of topical anti-inflammatory eye drops following cataract surgery. Corticosteroids, non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs), and combined or novel formulations were evaluated regarding their ability to reduce inflammation, relieve pain, and prevent postoperative complications such as cystoid macular edema. Corticosteroids demonstrated superior control of acute intraocular inflammation but carried risks, particularly intraocular pressure elevation. NSAIDs provided effective analgesia and a safer intraocular pressure profile, though with reduced efficacy in severe inflammatory cases. Combination therapies and sustained-release drug delivery systems showed promising outcomes, enhancing both adherence and anti-inflammatory effect. Findings highlight the need for standardized protocols and larger, long-term trials to strengthen evidence for clinical practice.
Keywords: Cataract surgery; Eye drops; Corticosteroids; NSAIDs (non-steroidal anti-inflammatory drugs); Cystoid macular edema
1. Desenvolvimento
1.1. Contextualização da cirurgia de catarata
A cirurgia de catarata é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados em todo o mundo, reconhecida pela sua eficácia na restauração da visão em pacientes acometidos por opacidades no cristalino. Este procedimento contribui significativamente para melhorar a qualidade de vida e a independência visual, especialmente em populações idosas. Apesar de sua ampla praticidade e perfil de segurança consolidado, a cirurgia pode ser acompanhada por complicações pós-operatórias que impactam de forma negativa a recuperação visual dos pacientes. Essas complicações, que abrangem desde processos inflamatórios moderados até quadros mais graves como endoftalmite e descolamento de retina, demandam uma abordagem precisa e eficaz para minimizar seu impacto e assegurar resultados clínicos satisfatórios (C. M. Dutra, 2023).
No contexto pós-cirúrgico, a inflamação ocular é uma resposta esperada e normalmente transitória, mas, se não controlada adequadamente, pode levar à morbidade visual significativa. Portanto, o manejo efetivo dessa inflamação representa um aspecto crucial para a recuperação e a preservação da visão, justificando o uso rotineiro de terapias anti-inflamatórias. Os colírios anti-inflamatórios desempenham papel central no controle da resposta inflamatória, visando reduzir sinais como células inflamatórias e flare na câmara anterior, diminuir o desconforto ocular e prevenir complicações como edema macular cistoide, que podem comprometer a visão pós-operatória (A. Malik, 2016).
1.2. Justificativa para revisão sistemática de colírios anti-inflamatórios
A variedade existente de agentes anti-inflamatórios tópicos disponíveis, que inclui anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), corticosteroides isolados ou em combinações, torna a escolha da terapia ideal um desafio constante para o oftalmologista. Cada classe farmacológica apresenta diferentes perfis de eficácia, segurança, tolerabilidade e regimes posológicos, o que justifica a necessidade de uma avaliação crítica sólida que permita identificar as estratégias mais efetivas e seguras para o manejo pós-operatório (Mithilesh Haldar, 2016).
Além disso, não há consenso clinicamente estabelecido para o tratamento ideal das complicações inflamatórias após a cirurgia de catarata, evidenciando lacunas no conhecimento e na padronização dos protocolos. A ausência de diretrizes claras acarreta variações significativas na prática clínica, o que pode comprometer a efetividade do tratamento e a satisfação do paciente. Assim, a consolidação das evidências em uma revisão sistemática é essencial para oferecer uma base científica robusta que oriente a escolha terapêutica e subsidie futuras pesquisas na área (Sergey Yuryevich Astakhov, 2015).
1.3. Objetivos da revisão
O presente trabalho tem como objetivo principal analisar de forma sistemática os ensaios clínicos randomizados publicados nos últimos dez anos que abordam a eficácia dos colírios anti-inflamatórios após cirurgia de catarata. Pretende-se comparar as diferentes classes farmacológicas, incluindo corticosteroides, AINEs e suas combinações, quanto à capacidade de reduzir a inflamação ocular e os efeitos adversos associados. Além disso, busca fornecer informações clínicas relevantes para otimizar o manejo pós-operatório e fomentar o desenvolvimento de protocolos terapêuticos mais eficazes, visando melhorar os desfechos visuais e a qualidade de vida dos pacientes submetidos a essa cirurgia (C. M. Dutra, 2023).
2. Metodologia
Para a seleção dos estudos, foi realizado um levantamento nas principais bases de dados científicas, incluindo PubMed, Scielo, Web of Science, CNKI, Wanfang e a Cochrane Library, entre outras relevantes, abrangendo uma diversidade de fontes em língua inglesa e espanhol.
3. Classes farmacológicas de colírios anti-inflamatórios
3.1. Corticosteroides tópicos
Os corticosteroides tópicos exercem sua ação anti-inflamatória principalmente por meio da supressão da expressão gênica de mediadores inflamatórios e pela inibição da migração leucocitária, resultando em potente redução da inflamação ocular pós-operatória. Suas indicações abrangeem o controle da inflamação nos primeiros dias a semanas após a cirurgia de catarata e nos casos em que há maior risco de reações inflamatórias intensas (S. Misra, 2012).
Entre os agentes mais utilizados, destacam-se a prednisolona, dexametasona, difluprednato e o loteprednol, cada um com características farmacocinéticas e perfil de segurança que influenciam a escolha conforme o caso clínico. Por exemplo, o loteprednol é um corticosteroide de ação mais localizada e menor risco de efeitos adversos sistêmicos (Aaliya Ambereen, 2020).
Os corticosteroides apresentam elevada eficácia no controle da inflamação intraocular e na prevenção de complicações como edema macular; entretanto, seu uso pode ser limitado por efeitos adversos, particularmente o aumento da pressão intraocular, que pode predispor ao glaucoma secundário, e potenciais alterações estruturais do cristalino em uso prolongado (C. Cagini, 2020).
3.2. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) tópicos
Os AINEs atuam através da inibição das enzimas ciclo-oxigenases (COX-1 e COX-2), reduzindo a síntese de prostaglandinas e, consequentemente, a inflamação e a dor pós-operatórias. Essenciais para o manejo da dor ocular, esses agentes também se mostraram eficazes no controle da inflamação leve a moderada, com vantagens no perfil de segurança em relação aos corticosteroides (Sergey Yuryevich Astakhov, 2015).
Os principais agentes disponíveis incluem bromfenaco, ketorolaco e nepafenaco, os quais apresentam perfis farmacodinâmicos distintos e regimes de dosagem variados. O bromfenaco, por exemplo, destaca-se pela fácil posologia e efeitos anti-inflamatórios consistentes (A. Malik, 2016; I. Pirogov, 2021).
Embora os AINEs apresentem menor risco de elevação da pressão intraocular, podem causar irritação ocular, hiperemia e, em casos raros, edema corneano; esses potenciais efeitos adversos requerem atenção no uso prolongado (Hafiz Muhammad Jahan Zaib, 2023).
3.3. Combinações e novas formulações
Estratégias terapêuticas que combinam corticosteroides com AINEs e antibióticos têm sido amplamente exploradas, buscando maximizar a eficácia anti-inflamatória e a prevenção de infecções pós-cirúrgicas, ao mesmo tempo em que otimizam a adesão do paciente através da simplificação do regime de uso (K. Solomon, 2020).
Além disso, inovações farmacêuticas incluem formulações em gel, nanossomas e sistemas intraoculares de liberação prolongada capazes de prolongar a ação dos medicamentos, aumentar a bioatividade local e reduzir a frequência de instilação. Um exemplo são os géis niossomais com dexametasona que apresentam maior tempo de residência ocular e liberação controlada do fármaco (V. Patel, 2018).
Também foram desenvolvidos dispositivos intraoculares para liberação simultânea de antibióticos e anti-inflamatórios, os quais têm mostrado resultados promissores em termos de eficácia e segurança (Ana Topete, 2019; I. Pirogov, 2021).
Essas abordagens representam um avanço importante, mas ainda enfrentam desafios em relação à adaptação clínica, custos e aceitação pelos profissionais e pacientes.
4. Eficácia clínica dos colírios anti-inflamatórios
4.1. Redução da inflamação pós-operatória
A avaliação da inflamação ocular pós-cirurgia de catarata é frequentemente realizada pela contagem de células e avaliação do flare na câmara anterior, indicadores diretos da resposta inflamatória intraocular. Ensaios clínicos comparativos entre corticosteroides e AINEs evidenciam que, embora ambos sejam eficazes para essa finalidade, os corticosteroides apresentam maior potência na supressão da resposta inflamatória aguda (A. Malik, 2016).
Estudos demonstram que a combinação dos agentes pode proporcionar controle inflamatório superior, favorecendo a recuperação visual e reduzindo o desconforto ocular. Meta-análises recentes reforçam esses achados, embora ressaltem a necessidade de padronização dos critérios avaliativos para permitir comparações mais precisas (C. M. Dutra, 2023).
4.2. Controle da dor e desconforto ocular
O impacto dos colírios anti-inflamatórios no alívio da dor e do desconforto ocular relacionados à cirurgia é notável. Os AINEs destacam-se na analgesia devido à sua ação sobre mediadores químicos da dor, proporcionando alívio significativo nos primeiros dias pós-operatórios. Ensaios clínicos indicam que ketorolaco e nepafenaco são particularmente eficazes no controle da dor, muitas vezes equiparando-se aos corticosteroides sob este aspecto (Mithilesh Haldar, 2016).
Além disso, esses agentes também contribuem para a redução da hiperemia e da irritação conjuntival, sintomas frequentemente associados à instilação tópica de medicamentos e à própria cirurgia (Neeta Pal, 2019).
4.3. Prevenção de complicações específicas
A prevenção do edema macular cistoide (EMC) é um dos principais objetivos do uso de colírios anti-inflamatórios após a cirurgia de catarata. A administração precoce e contínua de corticosteroides e AINEs mostrou-se eficaz na redução da incidência desse edema, que constitui uma das principais causas de piora visual pós-operatória (Hafiz Muhammad Jahan Zaib, 2023).
Além disso, embora mais raramente, o uso de colírios anti-inflamatórios pode contribuir para a prevenção de endoftalmite ao controlar processos inflamatórios que favorecem infecções secundárias, ainda que o papel primário nesses casos seja dos antibióticos. A síndrome de Irvine-Gass, caracterizada pelo envolvimento macular secundário à inflamação, também pode ser manejada com essas terapias tópicas, especialmente em seus estágios iniciais (M ORSKI, 2021).
5. Comparação entre corticosteroides e AINEs
5.1. Eficácia anti-inflamatória
Relatos e ensaios clínicos apontam que os corticosteroides possuem superioridade no controle da inflamação intraocular imediata após a cirurgia, devido ao seu mecanismo abrangente de inibições de múltiplos mediadores inflamatórios (S. Misra, 2012). Comparações diretas refletem essa diferença, embora ressaltem que AINEs possam ser igualmente eficazes em condições menos intensas ou associadas à combinação terapêutica (A. Malik, 2016).
Em situações específicas, como pacientes com contraindicações ao uso de corticosteroides, os AINEs oferecem uma alternativa viável, apresentando boa atividade anti-inflamatória sem os riscos associados aos esteroides (Hafiz Muhammad Jahan Zaib, 2023).
Os corticosteroides tópicos estão associados a riscos significativos, como aumento da pressão intraocular, que pode desencadear glaucoma secundário, além de possíveis efeitos sistêmicos e indução de catarata secundária em uso prolongado (Aaliya Ambereen, 2020). Já os AINEs geralmente exibem menor propensão a tais eventos, embora possam causar irritação ocular, hiperemia e em alguns casos edema corneano, particularmente com uso prolongado ou em indivíduos mais sensíveis (Sergey Yuryevich Astakhov, 2015).
A decisão terapêutica deve considerar a tolerabilidade local e sistêmica, além da propensão do paciente para efeitos adversos, o que influencia diretamente a adesão e o sucesso do tratamento (I. Pirogov, 2021).
No cenário clínico, recomenda-se o uso preferencial de corticosteroides em pacientes com risco elevado de inflamação intensa, visando a supressão rápida e eficaz desse processo. Por outro lado, AINEs são indicados isoladamente para inflamações moderadas a leves, ou em combinação para potencializar o efeito anti-inflamatório enquanto minimizam os riscos associados (Hafiz Muhammad Jahan Zaib, 2023).
A escolha deve ser individualizada, considerando características como doença ocular prévia, histórico de glaucoma, tolerância e perfil cirúrgico, para garantir o balanceamento entre eficácia e segurança.
6. Protocolos de uso e regimes posológicos
6.1. Dosagem e frequência dos colírios
A literatura demonstra variações nos esquemas posológicos dos colírios anti-inflamatórios, refletindo diferentes regimes avaliados nos ensaios clínicos. Alguns estudos utilizam administração múltipla diária e prolongada, enquanto outros sugerem regimes mais simplificados conforme a resposta clínica do paciente (A. Malik, 2016).
A duração usual é em torno de duas a quatro semanas, com o ajuste da frequência de instilação à redução dos sinais inflamatórios para minimizar efeitos adversos e aumentar a adesão (Aaliya Ambereen, 2020).
6.2. Início e duração do tratamento pós-operatório
Discute-se na prática o momento ideal para iniciar o uso dos colírios, seja imediatamente no pós-operatório, seja com uma janela de atraso. Algumas evidências sugerem que o início precoce pode contribuir para a prevenção do edema macular cistoide e melhorar os resultados visuais, embora com necessidade de monitoramento rigoroso para efeitos adversos (Jesper Hiberg Erichsen, 2021).
Esquemas combinados, com monoterapia inicial seguida de associação, também têm sido explorados, especialmente para otimização do controle inflamatório e manejo da dor (K. Solomon, 2020).
6.3. Avaliação da adesão e aceitação do paciente
A preferência do paciente por formulações combinadas que requerem menor número de instilações tem sido documentada, evidenciando melhor adesão e satisfação, fatores essenciais para o sucesso terapêutico (K. Solomon, 2020). A educação adequada do paciente acerca da importância do tratamento e do regime prescrito é igualmente fundamental para o cumprimento do plano terapêutico e obtenção de bons desfechos clínicos (I. Pirogov, 2021).
7. Evidências sobre formulações específicas e inovações terapêuticas
A eficácia e segurança de combinações fixas que unem esteroides, antibióticos e AINEs em um único produto têm sido confirmadas em ensaios clínicos, permitindo manejo simplificado e menor exposição total ao esteroide, com benefícios na redução da inflamação e prevenção de infecções (K. Solomon, 2020).
O implante intracameral de dexametasona, por sua vez, tem demonstrado vantagens clínicas significativas, como liberação sustentada do corticosteroide, redução da carga terapêutica tópica e melhora da adesão, com eficácia comprovada no controle da inflamação pós-operatória (Tirth Shah, 2018).
Tecnologias que proporcionam liberação controlada de antibióticos e anti-inflamatórios promovem maior conforto e resultados potencialmente superiores aos métodos convencionais, embora ainda requiram estudos mais abrangentes para consolidação de seu uso rotineiro (Ana Topete, 2019).
Conclusão
A revisão demonstrou que não há consenso absoluto sobre o agente ideal para o controle da inflamação após a cirurgia de catarata. Os corticosteroides permanecem como a principal opção em casos de inflamação intensa, mas os AINEs oferecem vantagens no controle da dor e menor risco de elevação da pressão intraocular, sendo alternativa viável em situações específicas. Estratégias combinadas tendem a proporcionar maior eficácia e melhor adesão, principalmente quando associadas a formulações inovadoras de liberação prolongada.
No entanto, a diversidade de regimes posológicos e a falta de padronização nos desfechos limitam comparações definitivas. Assim, a decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando o perfil clínico do paciente, enquanto futuras pesquisas devem priorizar a uniformização metodológica, avaliação de custo-benefício e acompanhamento a longo prazo.
REFERÊNCIAS
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¹Graduanda em Medicina pela Universidade Positivo. E-mail: adrianadosreistorres@gmail.com;
²Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz – FAG. E-mail: isabellematrone@gmail.com;
³Graduanda em Medicina pela Universidade Positivo. E-mail: juliazandavali02@gmail.com;
⁴Médica pós-graduanda em UTI pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP). E-mail: lauraleme@hotmail.com;
⁵Médico pela Universidade Nove de Julho. Guarulhos – SP. E-mail: lufpm5@gmail.com;
⁶Médico pela Universidade Nove de Julho. Guarulhos – SP. E-mail: raphasanchez@outlook.com.br;
⁷Médico pelo Centro Universitário Ingá – UNINGÁ. E-mail: tulio_costacurta@hotmail.com.
