REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511101649
Isadora de Sousa Lima
Liggya Dielle de Sousa dos Santos
Ludinara Kelly Gomes da Silva
Raissa Vitória Eloi Nascimento
Vitória Sales de Araújo
Orientador: Prof. Me. Eduardo Henrique Barros Ferreira
RESUMO
Introdução: teve como objetivo compreender o envelhecimento como um processo natural que trouxe diversas mudanças biológicas ao corpo humano, especialmente no sistema musculoesquelético. Com o passar dos anos, ocorrem reduções progressivas da massa muscular, houve perda de densidade óssea, aconteceram alterações nas articulações e diminuiu a flexibilidade. Objetivo: Demonstrar a importância da fisioterapia no contexto das alterações decorrentes do processo de envelhecimento, destacando seu papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento das disfunções musculoesqueléticas relacionadas à idade. Métodos: Pesquisa de caráter exploratório, na qual foram analisados artigos publicados nos últimos 5 anos, com preferência em português científicos obtidos no Google Acadêmico, SciELO e em revistas especializadas. Resultados: Foram encontrados 200 artigos, onde foram selecionados 70 artigos para leitura e escolhido 10 artigos. Conclusão: O treinamento resistido e os exercícios terapêuticos foram eficazes na melhora da força muscular, do equilíbrio e da mobilidade, além de reduzirem dores musculoesqueléticas e prevenirem quedas. Também se observou que a atuação fisioterapêutica contribuiu significativamente para a manutenção da independência funcional e para o bem-estar geral dos idosos.
Palavras-chaves: Envelhecimento, Musculoesquelético, Idoso, Fisioterapia.
ABSTRACT
Introduction: The aim was to understand aging as a natural process that brings about several biological changes to the human body, especially in the musculoskeletal system. Over the years, there is a progressive reduction in muscle mass, loss of bone density, changes in joints, and decreased flexibility. Objective: Demonstrate the importance of physiotherapy in the context of changes resulting from the aging process, highlighting its fundamental role in both the prevention and treatment of agerelated musculoskeletal disorders. Methods: Exploratory research, in which articles published in the last 5 years were analyzed, preferably in scientific Portuguese, obtained from Google Scholar, SciELO and specialized journals. Results: 200 articles were found, of which 70 articles were selected for reading and 10 articles were chosen. Conclusion: Resistance training and therapeutic exercises were effective in improving muscle strength, balance, and mobility, in addition to reducing musculoskeletal pain and preventing falls. It was also observed that physical therapy significantly contributed to maintaining functional independence and the overall wellbeing of older adults.
Keywords: Aging, elderly, Musculoskeletal. Physiotherapy.
1 INTRODUÇÃO
O envelhecimento é um processo que acontece durante as fases da vida de forma gradual , continuo com alterações naturais que consiste em um processo fisiológico, biológico, progressivo e irreversível que afetam os sistemas musculoesqueléticos causando alterações significativas na perca de índice de massa, peso corporal diminuição da densidade óssea e redução da vulnerabilidade onde a força muscular é comprometida causando enrijecimento dos tendões ocasionando possíveis torções e luxações por conta da perda da elasticidade. As alterações fisiológicas no envelhecimento muscular, leva o indivíduo ter consequências como diminuição da capacidade de movimentação, problemas de coordenação motora, perda de massa muscular, risco de quedas e lesões especialmente em idosos (Dos Santos, Pedro Rafael Dourado et al., 2021).
Segundo Guerra et al., (2021) o envelhecimento promove diversos declínios na capacidade funcional dos indivíduos, sendo que, a prática regular de atividade física orientada se apresenta como uma ferramenta terapêutica importante para promover a saúde dele. O processo de envelhecimento pode desencadear no indivíduo sedentário uma associação com as alterações biológicas, a diminuição gradual do seu desempenho físico que acaba alcançando todos os seus sistemas e tornando-o cada vez mais dependente de outras pessoas diante das mudanças fisiológicas que ocorrem ao longo deste (Silva, 2021). Sarcopenia perda gradativa da massa do músculo esquelético e da força, que ocorre com o avanço da idade.
Eventualmente com o maior risco de mortalidade. A inatividade é parte dos mecanismos subjacentes e por tanto é visto como fatores importantes para reverter à condição. Os sintomas podem ser sutis a princípio, mas ao longo da vida com o avanço da condição torna-se mais evidentes, com isso o idoso terá menor qualidade em sua contração muscular, menor força, menor coordenação dos movimentos e consequentemente maior probabilidade de sofrer acidentes domésticos. Durante o processo do envelhecimento ocorrem simultaneamente diversas alterações como a perca da densidade óssea que acomete indivíduos com mais de 70 anos, levando-o adquirir possivelmente uma doença crônica como por exemplo osteoporose, uma doença degenerativa, progressiva caracterizada pela diminuição da massa óssea causando o enfraquecimento a integridade óssea, resultando numa fragilidade e possíveis fraturas.
A relação entre sarcopenia e a osteoporose é explicado pela perca do tecido muscular e tecido ósseo que estão interligados desde as primeiras fases da vida. Fatores de risco pode contribuir osteoporose como tabagismo sedentarismo estresse obesidade, e consumo excessivo de álcool. As principais doenças que podem levar à sarcopenia são doenças crônicas como insuficiência renal crônica pois a presença de toxinas no sangue devido à função renal comprometida pode causar danos aos músculos, levando à perda de massa muscular. (Souza, 2020). A osteoporose é mais provável de ocorrer em pessoas que têm baixa ingestão de cálcio. A falta de cálcio ao longo da vida desempenha um papel no desenvolvimento da osteoporose. A baixa ingestão de cálcio contribui para a diminuição da densidade óssea, perda óssea precoce e aumento do risco de fraturas.
Na fase idosa geralmente traz mudanças de apetite que podem fazer com que os idosos pulem refeições ou comam alimentos não saudáveis. Embora o idoso possa não ter vontade de comer ou talvez prefira refeições doces ou salgadas, obter uma nutrição adequada proporciona benefícios importantes para o bem-estar. Falta de proteínas na dieta e a incapacidade do corpo de sintetizar proteínas também contribuem para deterioração muscular. (Castro, Larissa Alvarado et al., 2022). A população vem envelhecendo tornado uma realidade no Brasil. Diante disso pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que comprovam que no ano de 1960 o mesmo ocupava 16° lugar e atualmente chegando a 6° posição em 2025, comprovando que a faixa etária de 80 anos será de maior crescimento.
O fisioterapeuta exerce para um envelhecimento seguro, com menos riscos de queda, por meio de exercícios físicos ajudando a das articulações, proporcionando maior independência para realizar as atividades de vida diária, com inclusão de exercícios resistidos, trabalhando melhoria da qualidade idosos com sarcopenia promovendo promoção e manutenção da força muscular, equilíbrio e na minimização das quedas e fraturas em idosos.
Consumir bastante água adequadamente para as células musculares ficarem hidratadas. (Teixeira et al, 2019). Objetivo da pesquisa bibliográfica, é conhecer o processo de envelhecimento e identificar os principais tratamentos fisioterapêuticos no aumento da capacidade funcional ao longo da vida. Por meio da fisioterapia é possível reintegrar, identificando as etapas do processo de envelhecimento, investigar as principais técnicas que auxiliam na atenção ao idoso e relacionar a fisioterapia na qualidade de vida do idoso.
Este trabalho busca explorar a importância do envelhecimento fisiológico, atuação da fisioterapia visando um envelhecimento ativo e saudável, sobre a sarcopenia e pesquisar por qual motivo a população idosa tem maior índice de adquirir alterações muscular e consequências da fragilidade óssea, gerando futuras patologias.
2 METODOLOGIA
A abordagem metodológica escolhida fundamentou-se em uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, que buscou compreender o impacto das alterações fisiológicas do sistema musculoesquelético com a atuação da fisioterapia. Foram coletados trabalhos científicos provenientes do Google Acadêmico, SciELO e revistas científicas. A análise da pesquisa exploratória é um tipo de investigação que busca aprofundamento no conhecimento sobre o presente tema abordado permitindo ao estudante pesquisador compreender, formular hipóteses e questões para futuros estudos. De acordo com Gil (2019) este tipo de pesquisa tem como propósito tornar o problema mais explícito e facilitar sua construção, também seguindo com Losch, Rambo e Ferreira (2022) ressaltam que possibilita explorar fenômenos complexos e pouco conhecidos contribuindo para o avanço do conhecimento científico em áreas onde há escassez de estudos consolidados.
Artigos publicados nos últimos 5 anos, com preferência em português e dentro da temática proposta, foram reunidos. O objetivo dessa pesquisa foi discutir, investigar e compreender as consequências e modificações estruturais e funcionais no sistema musculoesquelético, que impactaram negativamente as atividades diárias. Foram excluídos artigos que não apresentaram a ideia central em estudos claros direcionados para o envelhecimento e para a fisioterapia. Os materiais foram examinados por meio da leitura crítica e separados conforme os achados, com foco na perda de força muscular, osteoporose, mobilidade reduzida e sarcopenia, incluindo os protocolos específicos da fisioterapia.
Foi realizada com base no referencial teórico, com ênfase no tema proposto. Foram usados para a pesquisa os descritores: envelhecimento, alterações musculoesqueléticas e fisioterapia. Foram encontrados 200 artigos, onde foram selecionados 70 destes para leitura e assim escolhidos 10 oriundos do tema deste trabalho. A finalidade foi realizar um levantamento das informações mais relevantes dentro do contexto, tendo como público-alvo o idoso. Foram incluídos no estudo artigos que abordaram as mudanças no envelhecimento biológico e biomecânico do sistema musculoesquelético, com a atuação preventiva da fisioterapia.
Conclui-se que os resultados dessa pesquisa evidenciassem as alterações musculoesqueléticas em diferentes situações, no envelhecimento biológico. Além disso, destacou-se o papel importante da fisioterapia, que auxiliou na promoção da saúde e na melhoria da funcionalidade. Para realização deste estudo foram reunidos um grupo de 5 pessoas do curso Bacharelado em fisioterapia que através de reuniões e rodas de conversas usaram como métodos a pesquisa exploratória científica com o tema voltado e de foco nas alterações do envelhecimento do público idoso. Destaca-se nesse trabalho a utilização de dados e pesquisas mais avançadas e amplas que favoreceu o entendimento de diferentes saberes e assim portanto a compreensão sobre o tema.
3 RESULTADOS
Quadro 1. Extração de dados
| Autore s/ Ano | Tipo de Estudo | Características da Amostra | Tipos de Intervenção | Principais Variáveis Analisadas | Resultados Significativos |
| Chen N et al. (2021) | Revisão Sistemática | 14 estudos incluídos, totalizando 561 idosos saudáveis com sarcopenia, com idades entre 65,8 e 82,8 anos; homens e mulheres. | Treinamento resistido com diferentes modalidades: Pesos livres, elásticos, máquinas, peso corporal, entre outras intensidades, frequência de 1 a 3 vezes por semana, duração entre 8 e 36 semanas. | Composição corporal (massa muscular esquelética, massa magra, gordura corporal), força muscular (força de preensão manual, força de extensão de joelho) desempenho muscular (velocidade de marcha, teste ´levantar e andar`) | O treinamento resistido melhorou significativa mente: Massa de gordura corporal, força de preensão manual, força de extensão de joelho, velocidade de marcha. Sem efeito significativo sobre a massa muscular apendicular e massa magra das pernas. |
| Soraya et al. (2022) | Estudo de corte prospectivo, não randomizado. | 210 participantes (60-75 anos) com dor cervical e lombar não específica crônica. | Grupo de fisioterapia geriátrica (5 semanas): sessões individualiza das (20´ de massagem + 40´ de exercício terapêutico) + programa de educação terapêutica + exercícios domiciliares. Grupo de exercícios terapêuticos padrão (3 semanas): exercícios terapêuticos padronizado s em grupo + exercícios domiciliares. | Intensidade de dor musculoesque lética (escala visual analógica – VAS). Qualidade de vida relacionada à saúde. Dados sociodemográficos e antropométricos. | Ambas as intervenções da fisioterapia mostraram efeito positivo na redução da dor inespecífica Grupo de fisioterapia geriátrica apresentou maior redução na dor em comparação ao Grupo de exercícios terapêuticos padrão. |
| Custodio et al. (2023) | Revisão integrativa da literatura (pesquisa bibliográfica) | A importância da fisioterapia preventiva para saúde do idoso | Manter qualidade de vida, reduzir riscos de complicações do envelhecimento como sarcopenia, quedas, perda da mobilidade. | Independênci a nas atividades de vida diária, autonomia nas tarefas do dia a dia, Melhorar a força muscular e mobilidade nos membros inferiores e superiores. Equilíbrio e riscos de quedas. Reduzir riscos de comorbidades , hipertensão, osteoporose e diabetes. | Melhora da capacidade funcional, apresentou maior independência na vida diária do idoso, redução da sarcopenia (perda de massa muscular). Treinos de equilíbrio e coordenação, diminuiu acidentes domésticos, redução do risco de doenças cardiovasculares. |
| Pedrosa (2019) | É um estudo experimental laboratorial com abordagem quantitativa, na área antropologia/ciências, com análise variáveis como idade, sexo, massa óssea, densidade mineral ósseo e prevenção | Resto de amostra ósseo humano, idade, sexo (feminino/ masculino) densidade mineral óssea, massa óssea, grau de prevenção dos ossos. | Ossos humanos escolhidos com variação em idade à morte, sexo, densidade mineral e estado de preservação . Avaliação da massa óssea, | Idade à morte, sexo, densidade mineral óssea, massa óssea, prevenção óssea, parâmetros espectroscópicos. | A idade e a osteoporose mostraram impacto direto sobre os índices de cristalinidade e conteúdo mineral, refletindo alterações estruturais progressivas. |
| Viana et al. ,2022 | Estudo quase experimental (sem grupo controle), com intervenção supervisionada de treinamento resistido progressivo. | Total: 18 idosas sarcopênicas. Idade média: 75,1 ± 3,7 anos. Sexo: Feminino. Condição clínica: Diagnóstico de sarcopenia – EWGSOP). Idosas comunitárias Principais comorbidades: Catarata, hipertensão, osteoartrite e as quedas. | Programa de treinamento resistido progressivo (PRT): Exercícios: Fortalecimento de membros inferiores (principalmente quadris e joelhos) com caneleiras. sessão: alongamento, exercícios resistidos. | Variáveis relacionadas à sarcopenia e fragilidade: Massa muscular – DXA , HGS) (Walking Speed – WS) Critérios de fragilidade de Perda de peso não intencional Fadiga/exaustão Fraqueza Lentidão Baixo nível de atividade física | O treinamento resistido progressivo reduziu a fragilidade e aumentou a massa muscular, sendo recomendado na prática clínica para idosas sarcopênicas. |
| Nunes et Al., 2021 | Estudo correlacional, transversal (de corte transversal) Abordagem: Quantitativa | Número total de participantes:234 idosos da comunidade Idade média: 69,37 anos Sexo: 68,3% mulheres (n=151) Etnia: 73,8% brancos Estado civil: 61,1% casados Prevalência de sarcopenia: 24,9% (n=55) Quedas no último ano: 33% (n=73) | Não houve intervenção experimental.O estudo é observacional Questionário sociodemogr áfico e de saúde; Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15); Cognitive Examination Revised (ACE-R); (IPAQ versão longa); Questionário SF-36 (qualidade de vida); Avaliação de massa (Handgrip Strength); (DXA); Teste (gait speed). | Variável dependente: Presença ou ausência de sarcopenia (segundo o EWGSOP2). Variáveis independente os (fatores associados): Idade; IMC (baixo peso Nível de atividade física; Quedas no último ano; Número de doenças e medicamentos. | O estudo reforça a importância da prevenção, promoção da atividade física e intervenções precoces para reduzir o risco dessa condição na população idosa |
DXA – Densitometria de dupla energia
HGS – Handgrip Strength: Avaliação de massa muscular e força com: Dinamometria manual IPAQ – Questionário Internacional de Atividade Física
| Alvarez bustos, Alexandro et al. 2022 | Revisão de escopo | Analisados 126 estudos com pessoas idosas, sobre inclusão digital e uso de tecnologia. | Não houve intervenção, revisão do caráter descritivo e exploratório. | Acesso e uso, fatores de inclusão e exclusão motivações do uso da internet. | Desigualdades de acesso, baixa confiança tecnológica, limitações cognitivas e falta de suporte familiar. |
5. DISCUSSÃO
Os resultados encontrados nessa pesquisa demonstram que as alterações musculoesqueléticas são multifatoriais e progressivas, um ponto relevante no artigo é a influência dos fatores psicológicos biológicos e sociais de acordo com Guedes et al (2022) e Ceccon R.F et al (2021) que aborda sobre as características sócio demográficas dos idosos dependentes com cuidado familiares ou informais não aborda diretamente as alterações, mas estão ligadas consequências e a perda de autonomia.
Os fatores relacionados à sarcopenia em idosos estão associados como descrito por Nunes et al (2021) com baixa massa corporal, inatividade e o sedentarismo. Além de abranger sobre as sarcopenia o presente estudo fala sobre os fatores de riscos músicos esqueléticos funcionais e ainda evidencia a fisioterapia assim como o Custódio et al (2023) que destaca a fisioterapia preventiva principalmente no processo de envelhecimento para manter a capacidade funcional, independência, força muscular tanto em grupos quanto individualmente como Chen et al (2021) que tem estudo com relação direta com o nosso tema por citar e falar sobre a importância da fisioterapia de forma que ela vá criar estratégias de promoção de funcionalidade de vida e qualidade.
Ao analisar os artigos Soraya et al e Viana et al (2022), observa – se que ambos abordam o treinamento resistido como uma estratégia eficaz para melhorar o condicionamento da composição corporal, e serve como fisioterapia preventiva e terapêutica, sendo também capaz de reverter. Já Pedrosa (2019) aponta a fisioterapia aquática como uma contribuição significativamente para a melhora nas funções motoras e equilíbrio, dores crônicas, relaxamento muscular, facilidade em realizar movimentos e desempenho das atividades de vida diária AVDs.
O artigo de Álvarez – Bustos, Alejandro et al (2022) aborda o tema proposto focando na inclusão digital de pessoas idosas, relação entre o uso da tecnologia, bem estar psicológico / social. Embora o artigo não tenha relação direta com as alterações musculoesqueléticas tem uma possível relação secundária a respeito da autonomia e funcionalidade dos idosos. Segundo o estudo a inclusão melhora a independência, a vida social o que contribuí indiretamente na saúde, pois idosos ativos tendem a manter hábitos saudáveis, e ajuda a fisioterapia uma vez que a manutenção da funcionalidade e da autonomia do idoso é um dos objetivos. Migueles, Jairo H et al (2021) demonstrou que o envelhecimento está associado às mudanças musculares e a força, fixando dados sobre a sarcopenia e a perda de massa. Ainda aborda sobre a atuação da fisioterapia tanto na prevenção quanto na reabilitação. Apesar das dimensões distintas sobre o envelhecimento, a interpretação dos autores concorrem ao adotarem as ideias de que os fatores social, físico e cognitivo interferem na qualidade de vida. Portanto, ambos reforçam o enfoque interdisciplinar da fisioterapia para contribuição da manutenção na vida dos idosos na sociedade.
Segundo Pontes FGA et al (2025) evidências foram levadas em pautas ressaltando que o processo de envelhecimento do corpo humano está relacionado de forma geral no organismo onde destacamos alterações ao longo do período da vida, Dentro inclusive a senescência processo de envelhecimento natural das células quanto dos tecidos, havendo mudanças fisiológicas, biológicas e funcionais que afetam o bem-estar. De acordo com Pereira o AWB et al ( 2020) e Custodio, DCL et al, (2023) o sono, alteração no campo visual , no olfato e no paladar entram também nos processos fisiológicos assim como o Lorz Lr, et al., (2019) cita a pele como uma barreira de proteção formada pela epiderme e a derme que despenha várias funções dentre elas está a temperatura corporal , o autor Lubov Je, et al., (2021) trata ainda sobre a diminuição do colágeno com o passar dos anos , devido a exposição as raios solares , perda da elasticidade e a atrofia dos órgão como o pulmão , vasos sanguíneos e a pele .
Almeida e Pereira (2020) apresentam uma série de mudanças no sistema musculoesquelético, como a atrofia muscular, fraqueza, diminuição da capacidade coordenativa, rigidez. ele complementa dizendo que a perda da massa muscular pode acontecer de forma qualitativa ou quantitativa levando a hipotrofia que seria a redução do tamanho celular e a hipoplasia redução no número de células. Já no sistema respiratório segundo Oliveira et al (2020) e Mendes e Lima (2020) são descritas comprometendo a capacidade funcional , diminuição da função pulmonar , além de reduzir as forças da parede torácica ,das pressões expiratórias e inspiratórias .Com o avanço da idade tendem a ter fragilidades fisiológicas e imunológicas que são ocasionadas pelas doenças respiratórias .Dando continuidade agora Lakatta (2020) explana sobre sistema cardiovascular juntamente com Chica (2021) falando que a aterosclerose é uma condição relacionada ao envelhecimento disfunção endotelial, ocasionada pela hipertensão arterial , glicemia e os níveis de colesterol alto. Ligado ao aumento da idade, mais que faz parte do ciclo de mudanças naturais. Para complementar o sistema neurológico passa por duas alterações fisiológicas como as modificações na função neural e estrutura conforme diminuição do volume cerebral, alteração dos níveis de neurotransmissores Cochar – Soares et al (2021).
Coelho Lsz et al (2022) e De Santana Domingos et al (2022) desenvolve que esse processo a senilidade leva a incapacidade, danificação da qualidade de vida, isolamento social. Por se tratar de manifestações de patologias que de forma gradual causam uma caída no funcionamento dos sistemas. O osso fica envelhecido, menos denso e frágeis, tem diminuição da massa óssea predisposto a adquirir osteoporose e patologias futuras como artrite degenerativa artrose e osteoartrite (AO) prejudica causando osteofitos, derrame articular e a qualidade Garbink et al (2020) e Santos OS. et al (2021). Risco de doenças pulmonares em idosos cita Barnes pj (2020) e Rodriguez – Roein et al (2021) como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pneumonia e apneia obstrutiva do sono, sem dizer nas inúmeras alterações na superfície alveolar havendo uma diminuição dos números dos capilares funcionais e aumento do espaço alveolar prejudicando assim a difusão do oxigênio para o sangue.
Sobre o sistema cardiovascular Sousa DBG et al (2021) e Silva GT Duque MMA (2020) citam as alterações no processo de senescência para o estado de senilidade é ligada aos hábitos de vida como, tabagismo, hipertensão arterial, hiperlipidemia e dislipidemia ocasionam patologias cardiovasculares por exemplo a aterosclerogenese desencadeada por lesão endoteliais. Por fim as doenças senis degenerativas tais como doença de Parkinson onde há morte de neurônio dopaminérgicos da substância negra, doença de Alzheimer afetando a parte cognitiva, distúrbios comportamentais dentre outros Pontes et al (2021).
5. CONCLUSÃO
O envelhecimento, é um processo natural e inevitável, onde provoca diversas transformações fisiológicas, especialmente no sistema musculoesquelético, onde resulta em perda da massa muscular, redução da densidade óssea, diminuição da flexibilidade e tem maior risco de quedas e fraturas. A análise bibliográfica realizada nesse estudo, comprovou que essas alterações podem comprometer a funcionalidade e a autonomia do idoso, assim, tornando indispensável a intervenção da fisioterapia.
Os estudos analisados demostraram que a fisioterapia, desempenha um papel fundamental na prevenção, e no tratamento dessas disfunções musculoesqueléticas, que são decorrentes do envelhecimento. As práticas utilizadas na fisioterapia, como os treinamentos resistidos, os exercícios terapêuticos e as orientações posturais, mostraram eficazes na melhora da força muscular, da mobilidade, no equilíbrio e na redução de dores crônicas, assim, contribuindo para a independência funcional do idoso, para assim realizar suas atividades de vida diária.
Além disso, observou-se a importância de outros cuidados, além da fisioterapia, como ter nutrição adequada, estímulo à atividade física regular e educação em saúde, assim formando uma medida multidisciplinar voltada para a promoção do envelhecimento ativo e saudável. A fisioterapia é uma ferramenta essencial na promoção da saúde do idoso, e também na prevenção de incapacidade funcional, permitindo que o idoso consiga sua autonomia e qualidade de vida por mais tempo.
Portanto, conclui-se que, embora o envelhecimento seja um processo irreversível, a intervenção da fisioterapia pode minimizar os efeitos sobre o sistema musculoesquelético, que promove não apenas a reabilitação física, mas também promove um bem-estar global ao idoso, assim devolvendo ao idoso a sua funcionalidade e autonomia, para realização de suas atividades de vida diária.
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