ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA ESTADUAL HUMBERTO DE CAMPOS DA ZONAS CENTRO OESTE DE MANAUS/AM 

ALPHABETIZATION AND LITERACY IN THE EARLY GRADES OF ELEMENTARY EDUCATION AT HUMBERTO DE CAMPOS STATE SCHOOL IN THE CENTRAL-WESTERN ZONE OF MANAUS/AM

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202508261423


Nara Lúcia Pereira Maia
José Amauri Siqueira da Silva
Suzana Gusmão Lima


Resumo

Este estudo analisou os processos de alfabetização e letramento nas séries iniciais do ensino fundamental na Escola Estadual Humberto de Campos, em Manaus/AM, evidenciando a alfabetização como fundamento essencial para o domínio da leitura e da escrita. A partir das percepções docentes, constatou-se a relevância de estratégias pedagógicas eficazes e investimentos contínuos na área. O letramento foi abordado sob uma perspectiva ampliada, vinculando-o às práticas sociais e à vivência cotidiana dos alunos. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) revelou dificuldades na articulação entre teoria e prática, refletindo os desafios da aplicação em contextos reais. Embora os benefícios de uma população alfabetizada sejam reconhecidos, persistem preocupações quanto à qualidade da alfabetização atual. As opiniões divergem quanto ao impacto da tecnologia: por um lado, há avanço e inovação; por outro, surgem obstáculos que exigem adaptação constante do sistema educacional. A motivação dos professores diante das adversidades destaca a necessidade de reconhecimento profissional e apoio institucional contínuo. Em síntese, a investigação oferece uma visão crítica e abrangente, reafirmando a importância da reflexão, da inovação pedagógica e da atuação colaborativa para o fortalecimento das práticas de alfabetização e letramento.

Palavras-chave: Alfabetização. Letramento. Ensino Fundamental. Base Nacional Comum Curricular. Tecnologias Educacionais.

Abstract

This study analyzed the processes of literacy and reading development in the early years of elementary education at Humberto de Campos State School, in Manaus/AM, highlighting literacy as the essential foundation for mastering reading and writing. Based on teachers’ perceptions, the importance of effective pedagogical strategies and continuous investment in the field was confirmed. Literacy was approached from a broader perspective, linking it to social practices and students’ everyday experiences. The implementation of the Common National Curriculum Base (BNCC) revealed difficulties in bridging theory and practice, reflecting the challenges of applying it in real contexts. Although the benefits of a literate population are acknowledged, concerns remain regarding the current quality of literacy. Opinions diverge on the impact of technology: on one hand, it fosters progress and innovation; on the other, it presents obstacles that require constant adaptation of the educational system. Teachers’ motivation in the face of adversity underscores the need for ongoing professional recognition and institutional support. In summary, the research offers a critical and comprehensive view, reaffirming the importance of reflection, pedagogical innovation, and collaborative efforts to strengthen literacy practices.

Keywords: Literacy. Reading Development. Elementary Education. Common National Curriculum Base. Educational Technologies.

1  INTRODUÇÃO

A presente pesquisa propõe uma análise crítica sobre a relevância da alfabetização e do letramento nos anos iniciais do ensino fundamental, tomando como campo empírico a Escola Estadual Humberto de Campos, situada na zona Centro-Oeste de Manaus/AM. A investigação parte da concepção de que alfabetizar e letrar são atos pedagógicos distintos, porém complementares, cuja integração eficaz é indispensável à constituição do sujeito enquanto cidadão participativo e crítico. Em um contexto de profundas transformações sociais, culturais e tecnológicas, intensificadas pelas desigualdades educacionais reveladas e ampliadas pela pandemia da Covid-19, torna-se imperativo refletir sobre os impactos desses processos formativos no desenvolvimento discente.

Dados divulgados pela ONG Todos pela Educação, entre 2019 e 2021, evidenciam o agravamento de um cenário alarmante: o número de crianças de 6 a 7 anos que não sabem ler ou escrever cresceu em 66,3%, apontando para o colapso de políticas públicas voltadas à garantia do direito à educação básica de qualidade. Nesse sentido, esta pesquisa objetiva compreender como se efetivam os processos de alfabetização e letramento no ambiente escolar analisado, dialogando com os princípios estabelecidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os desafios enfrentados pelos educadores e as implicações sociais da ausência de competências linguísticas nos primeiros anos escolares.

Ao se debruçar sobre as práticas docentes desenvolvidas na referida instituição, buscase evidenciar os elementos que limitam ou potencializam a formação leitora e escritora dos discentes, considerando, ainda, os condicionantes históricos, pedagógicos e sociais que permeiam a atuação educacional. A delimitação da pesquisa a uma única escola representa uma limitação metodológica reconhecida, porém necessária, diante da viabilidade do estudo. Parte-se, assim, de uma abordagem qualitativa com viés explicativo, a fim de interpretar criticamente os dados e identificar caminhos possíveis para a reconstrução de práticas alfabetizadoras comprometidas com a equidade, a inclusão e a transformação social. Definição Operacional das Variáveis

Quadro 1: Variáveis

VariáveisDimensõesIndicadoresInstrumento
AlfabetizaçãoReferências Bibliográficas; AlunoAutores; BNCC.Livros;
Artigos;
Site;
LetramentoReferências Bibliográficas; AlunoAutores; BNCC.Livros;
Artigos;
Sites;
Ensino Fundamental IReferências Bibliográficas; ProfessorConstituição Federal;
LDB;
BNCC.
Livros; Sites;
Observação;
Questionário;

FONTE: MAIA, Nara Lúcia P. (2022)

Partindo das problemáticas observadas no contexto educacional da Escola Estadual Humberto de Campos, situada na cidade de Manaus/AM, formulam-se as seguintes hipóteses investigativas. A primeira sustenta que a defasagem nos níveis de alfabetização e letramento entre os estudantes dos anos iniciais pode estar diretamente associada à insuficiência de recursos didáticos, à aplicação de metodologias pedagógicas descontextualizadas e às consequências estruturais da pandemia de Covid-19, que interrompeu processos formativos essenciais. A segunda hipótese assume que uma leitura crítica da Base Nacional Comum Curricular permitirá identificar princípios norteadores que reconhecem a alfabetização e o letramento como fundamentos indispensáveis ao exercício da cidadania e à consolidação do direito à aprendizagem. A terceira hipótese considera que tais competências linguísticas extrapolam o domínio da leitura e da escrita, gerando efeitos positivos nas esferas social, cultural e afetiva dos sujeitos em formação. Por fim, considera-se como hipótese a influência determinante de variáveis socioeconômicas – intensificadas no período pandêmico – no agravamento do analfabetismo funcional entre crianças de 6 a 7 anos matriculadas na escola em foco, o que exige a reconfiguração de políticas públicas educacionais voltadas à equidade no acesso e permanência escolar.

2  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

O Ensino Fundamental I representa uma etapa central na formação educacional da criança, compreendendo os cinco primeiros anos do ciclo básico. Conforme Oliveira (2007) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96), é nesse período que se consolidam os fundamentos da leitura, escrita, raciocínio lógico e habilidades sociais. Tratase de um momento em que a criança desenvolve capacidades cognitivas e afetivas essenciais à sua autonomia intelectual e integração social. Teóricos como Piaget, Vygotsky e Freire oferecem subsídios valiosos para a compreensão desse processo: Piaget aponta que as crianças dessa fase já conseguem realizar operações mentais concretas; Vygotsky ressalta a influência decisiva das interações sociais; e Freire reforça o papel da educação como prática da liberdade e construção da cidadania.

O arcabouço legal que regulamenta o Ensino Fundamental I fundamenta-se na LDB, nas Diretrizes Curriculares Nacionais e no Plano Nacional de Educação (PNE – Lei nº 13.005/14), estabelecendo não apenas a obrigatoriedade e duração da etapa, mas também seus propósitos de formação integral, preparação para a cidadania e igualdade de acesso à aprendizagem. Tais normativas priorizam a interdisciplinaridade e a contextualização do conhecimento, articulando os conteúdos escolares a realidades sociais diversas.

O currículo, nesse contexto, é entendido como um instrumento dinâmico de organização das experiências escolares. Compreende áreas como língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia, artes, educação física e, quando possível, línguas estrangeiras, sendo estruturado para promover competências múltiplas. A partir de contribuições de Libâneo e Sacristán, o currículo é concebido como uma prática pedagógica voltada ao desenvolvimento integral do estudante, respeitando sua diversidade e incentivando uma aprendizagem crítica, ativa e participativa. Assim, o Ensino Fundamental I transcende a simples transmissão de conteúdos, promovendo a formação ética, intelectual e social da criança. 

No âmbito do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, Luria (1988) enfatiza que,

nos estágios iniciais da alfabetização, o indivíduo estabelece interações com o material escrito sem compreender plenamente o significado intrínseco da escrita. Em outras palavras, durante o começo desse processo, a escrita ainda não é percebida como uma forma de leitura em si mesma (LURIA, 1988, p. 181).

O processo de alfabetização, conforme Luria (1988), inicia-se com interações simbólicas em que as crianças lidam com a linguagem escrita sem, necessariamente, compreenderem seu significado pleno. Nessa fase inicial, a escrita é manipulada de forma exploratória: repetem-se palavras, identificam-se letras e sílabas, e até se “inventam” termos, evidenciando um esforço ativo de compreensão das regras do sistema gráfico. Com o avanço do processo, a escrita passa a adquirir significado real, sendo associada às experiências concretas e ao cotidiano dos aprendizes, o que reforça sua função comunicativa e cognitiva.

A alfabetização, segundo Mortatti (2011), é um direito fundamental e uma exigência ética que, no contexto brasileiro, deve ser objeto constante de investigação, visando práticas pedagógicas mais eficazes. Paulo Freire, por sua vez, ressignifica a alfabetização como ato de conscientização e emancipação. Para ele, a leitura crítica do mundo antecede a leitura da palavra, o que implica uma abordagem pedagógica atenta ao contexto sociocultural do sujeito. Tal perspectiva compreende a alfabetização como processo transformador, que capacita os indivíduos a interpretar, criticar e modificar sua realidade.

Ainda segundo Mortatti (2011), a alfabetização deve ser compreendida como um instrumento de avanço social e construção da cidadania. Galuch e Sforni (2009) complementam ao afirmar que aprender a escrever envolve aspectos discursivos e práticas sociais, não podendo ser reduzido a uma simples decodificação linguística. Dessa forma, a alfabetização se apresenta como uma prática complexa e multifacetada, essencial à formação crítica, cultural e política dos sujeitos.

Leal, Albuquerque e Morais (2010) conceituam a alfabetização da seguinte maneira:

A alfabetização consiste na ação de alfabetizar, de ensinar crianças, jovens e adultos a ler e escrever. Vista pela ótica do aprendiz, ela consiste no processo de ser alfabetizado, de ser ensinado a ler e escrever […]a alfabetização é o processo de apropriação da escrita alfabética, ou seja, a compreensão por parte dos sujeitos e dos princípios que regem esse sistema notacional. (LEAL, ALBUQUERQUE e MORAIS, 2010, p. 18).

A alfabetização vai além do ensino de habilidades mecânicas de leitura e escrita, sendo um processo complexo e significativo. Segundo Soares (2017), embora a etimologia do termo remeta à aquisição do alfabeto, alfabetizar envolve práticas fundamentadas em teorias que orientam o desenvolvimento das capacidades cognitivas e linguísticas necessárias à leitura e à escrita. Para Schwartz (2012), o conceito evoluiu historicamente: até 1940, bastava declarar saber ler e assinar o nome; a partir de 1950, exigiu-se a leitura e escrita de textos simples. No Brasil, a alfabetização passou por diversas abordagens metodológicas, conforme apontado por Mortatti (2006), desde métodos sintéticos e fônicos até propostas mais analíticas e discursivas.

Ferreiro (2011) ressalta que os métodos de ensino, isoladamente, não garantem a formação de leitores proficientes, pois o conhecimento é reconstruído ativamente pelos sujeitos. Goulart (2001) reforça que a alfabetização exige domínio da codificação e decodificação linguística, mas também compreensão do funcionamento da língua. O Indicador de Alfabetismo Funcional (BRASIL, 2018) classifica a população em níveis, que vão desde o não alfabetizado até o proficiente, revelando deficiências persistentes entre estudantes que concluem a educação básica (Schwartz, 2012).

Ferreiro (2015; 2017) argumenta que a alfabetização ocorre em contextos sociais e não se limita à escola, iniciando antes da educação formal e se estendendo ao longo da vida. Leal, Albuquerque e Morais (2010) apontam a necessidade de integrar alfabetização e letramento, considerando não apenas o domínio do sistema alfabético, mas também o uso funcional e crítico da linguagem.

No cenário atual, a alfabetização enfrenta novos desafios. Como destaca Alves (2020), ela exige competências múltiplas, incluindo leitura e produção em diferentes suportes, especialmente digitais. Prensky (2001) e Kress (2003) observam que a alfabetização digital e multimodal são essenciais frente às novas mídias e formas de comunicação. Moura (2019) e Rodrigues (2019) destacam que o uso de tecnologias no ensino amplia possibilidades pedagógicas, tornando o processo mais interativo e atrativo, mas isso requer planejamento e intencionalidade (Lima, 2018).

Além disso, como Soares (2019) e Halliday (1993) argumentam, é preciso considerar a diversidade linguística e cultural dos alunos. A valorização dos dialetos e das línguas maternas deve ser integrada ao processo de alfabetização, promovendo a inclusão e o respeito à pluralidade. A literatura, segundo Cai (2017), também é um recurso fundamental para enriquecer a experiência leitora e fomentar a diversidade. Para isso, é essencial investir na formação docente, como enfatiza Ramos (2020), capacitando professores para lidar com realidades linguísticas variadas e promover práticas pedagógicas inclusivas.

A trajetória histórica do letramento revela sua evolução vinculada a transformações sociais, culturais e tecnológicas. Chartier (2001) aponta que o letramento sempre esteve associado ao acesso ao conhecimento e ao poder, inicialmente restrito às elites da Antiguidade, que utilizavam a escrita para registros administrativos e religiosos (Harris, 1989). Na Idade Média, a cultura oral predominou, e o letramento ficou circunscrito à classe clerical, influenciado pela tradição oral (Ong, 2002).

A invenção da prensa móvel por Gutenberg no século XV democratizou o acesso ao conhecimento, ampliando o letramento e fomentando o pensamento crítico (Olson, 1994). Com a modernidade, a alfabetização tornou-se fundamental para a cidadania e o mercado de trabalho (Street, 1984). Atualmente, a revolução digital transformou o letramento, exigindo competências para lidar criticamente com informações online, o chamado letramento digital (Barton e Hamilton, 2000).

Esse letramento digital vai além do uso tecnológico, incluindo a avaliação crítica de fontes e a identificação de desinformação, habilidades essenciais para o consumo responsável da informação (Warschauer, 2002). Entretanto, o acesso desigual às tecnologias impõe desafios de inclusão digital, demandando políticas públicas que garantam capacitação e equiparação de oportunidades (Moraes, 2018). A educação deve preparar os estudantes para desenvolverem essas habilidades críticas e atuarem de forma ativa e consciente na era digital (Bawden e Robinson, 2016).

O letramento ultrapassa a simples habilidade de ler e escrever, envolvendo práticas sociais complexas inseridas em contextos culturais específicos (Street, 1984). Barton (2007) enfatiza sua natureza situada, relacionada à interpretação de textos e símbolos variados. Para Gee (2000), letramento implica também a construção de “identidades discursivas”, essenciais para a comunicação e a integração social.

Freire (1970) destaca o letramento como instrumento de empoderamento político e social. Kleiman (2007) complementa ao definir o letramento como a participação ativa em práticas sociais de leitura e escrita, que vão além da decodificação, envolvendo processos coletivos e reflexivos. Ele inclui buscar informações em diferentes gêneros textuais e usar a escrita para orientar a compreensão do mundo.

Assim, o letramento é um processo social que constrói sentidos e identidades, abrangendo também o letramento digital, que envolve a capacidade crítica de usar tecnologias da informação para acessar, avaliar e comunicar (Lea, 2004).

Nas séries iniciais do ensino fundamental, o letramento é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, ultrapassando a decodificação para englobar compreensão crítica e aplicação prática dos textos (Freire, 1987). Cummins (1984) reforça que o letramento envolve usar a linguagem escrita de forma eficaz em variados contextos sociais.

Macedo (2006) destaca a importância do desenvolvimento do pensamento crítico, habilitando os alunos a analisar e questionar informações. Banks (2018) ressalta a necessidade de reconhecer perspectivas culturais diversas, promovendo uma educação para a justiça social. Freire (1970) também enfatiza a aprendizagem em contextos reais, com projetos que aproximem os alunos da comunidade.

O letramento contribui para a formação da identidade e autoestima das crianças (Heath, 1983). Kleiman (2007) destaca a importância de conectar o ensino à realidade dos estudantes para garantir engajamento. A educação culturalmente responsiva valoriza as experiências dos alunos, fortalecendo sua motivação e aprendizado (Villegas e Lucas, 2002).

O letramento crítico, conforme Freire (1970), capacita os alunos a questionar estruturas de poder, promovendo a consciência social e a inclusão. Noguera (2008) enfatiza que políticas educacionais devem apoiar a equidade e o respeito à diversidade para criar ambientes inclusivos.

Nos últimos anos, a alfabetização e o letramento têm apresentado um agravamento, marcado por desigualdades acentuadas no acesso à educação e aos recursos adequados, conforme dados da UNESCO (2019). Em contextos vulneráveis, a exclusão digital e a falta de materiais pedagógicos apropriados limitam o desenvolvimento pleno dessas habilidades (Kozulin, 2010).

Além disso, a cultura digital atual, focada em informações rápidas e fragmentadas, tem reduzido a prática de leituras aprofundadas, afetando a capacidade crítica dos leitores (Carr, 2010). O ensino pautado em resultados imediatos e testes padronizados também contribui para que alunos decodifiquem palavras sem interpretar textos complexos de forma reflexiva.

Assim, o agravamento do letramento reflete desafios significativos: desigualdade no acesso educacional, influência das tecnologias digitais na superficialidade da leitura e carência de estímulo à reflexão crítica.

Frente aos desafios atuais, é essencial implementar estratégias que promovam uma educação inclusiva e eficaz. Entre elas, destaca-se a inclusão digital, garantindo que estudantes desenvolvam competências de letramento digital para participar da cultura contemporânea (Moura, 2017).

Outro ponto crucial é a formação multidisciplinar e adaptativa de educadores, capacitando-os a utilizar estratégias pedagógicas variadas e inovadoras, que atendam às necessidades individuais dos alunos e integrem as demandas da sociedade digital (Machado, 2015; Bull, Garofalo e Harris, 2002).

Ademais, é necessário incentivar a leitura e escrita em contextos reais e variados, ampliando o letramento para além da sala de aula tradicional. Kleiman (2007) reforça que essa abordagem envolve o uso da escrita para buscar informações, orientar-se no mundo e expressar identidades pessoais.

Portanto, a inclusão digital, a formação qualificada de professores e a promoção do letramento em múltiplos ambientes são estratégias fundamentais para melhorar as competências de leitura e escrita diante das transformações sociais e tecnológicas.

3  METODOLOGIA 

A pesquisa foi desenvolvida nas séries iniciais do Ensino Fundamental, com foco nas percepções de professores sobre alfabetização e letramento. O estudo ocorreu na Escola Estadual Humberto de Campos, localizada em Manaus/AM, instituição fundada em 1970 e com trajetória marcada por reformas e mudanças estruturais ao longo dos anos. Atualmente, funciona em prédio reformado desde 2014, com direção da Profª Msc Eliã de Menezes Salgado da Luz.

Os alunos têm entre 6 e 14 anos, muitos com distorção idade-série, dificuldades de aprendizagem e transtornos como TDAH, autismo e deficiência intelectual. Observa-se falta de apoio familiar, afetando rendimento e frequência escolar. A escola realiza intervenções pedagógicas e encaminhamentos ao CAESP, porém enfrenta limitações como ausência de sala de recursos e profissionais especializados. Casos de precocidade comportamental, influenciados pelo uso desregulado de redes sociais, também preocupam a gestão escolar.

A gestão é democrática e participativa, com professores majoritariamente graduados e pós-graduados em áreas como Pedagogia, Psicopedagogia e Gestão Escolar. Muitos profissionais têm longa atuação na escola e vínculos afetivos com a comunidade. A equipe demonstra comprometimento com a aprendizagem e busca constante por atualização. A atual gestora, com experiência em liderança escolar, atua desde 2020, apoiada por pedagogas em ambos os turnos.

Adotou-se abordagem qualitativa, com questionário estruturado como instrumento principal, além de análise documental e revisão bibliográfica para contextualizar os dados obtidos.

Participaram 26 professores das séries iniciais, selecionados por conveniência, representando diferentes perfis e experiências.

Foi utilizado um questionário semiestruturado, elaborado com base nos objetivos da pesquisa e na revisão teórica, abordando temas como alfabetização, BNCC e motivações docentes.

A aplicação do questionário ocorreu presencialmente, com apresentação prévia da pesquisa e garantia de sigilo, promovendo liberdade de expressão nas respostas.

Os dados foram tratados por análise de conteúdo, com categorização temática e uso de estatísticas descritivas para apoiar a interpretação dos resultados.

A pesquisa teve caráter exploratório-descritivo, buscando compreender as vivências e percepções dos professores quanto à alfabetização nas séries iniciais.

A investigação foi de corte transversal, com coleta de dados realizada em novembro de 2023, captando as percepções em um momento específico.

A pesquisa concentrou-se na Escola Estadual Humberto de Campos, na zona CentroOeste de Manaus. Os resultados visam contribuir com práticas pedagógicas e decisões educacionais da própria comunidade escolar, além de subsidiar reflexões locais sobre alfabetização e letramento.

No escopo da investigação voltada à alfabetização e ao letramento nas etapas iniciais do ensino fundamental, foi realizada a aplicação de um questionário junto a docentes atuantes nesse nível de ensino. A intenção central foi captar percepções, vivências e reflexões desses profissionais a respeito de aspectos formativos e práticos relacionados aos processos de ensino da leitura e da escrita. A pluralidade de experiências relatadas pelos respondentes revela um panorama educativo denso e multifacetado, permeado por desafios cotidianos e projeções de transformação pedagógica.

As respostas evidenciam compreensões distintas sobre o papel estruturante da alfabetização e do letramento no desenvolvimento escolar, bem como os efeitos da implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nesse processo. Os depoimentos também destacam a relevância de uma sociedade plenamente letrada, o impacto social dessa condição e os vínculos subjetivos dos próprios educadores com a prática docente. Tais manifestações configuram não apenas uma leitura crítica da realidade escolar, mas também o engajamento dos profissionais com uma educação mais equitativa e significativa.

Para subsidiar a análise sistemática das informações obtidas, as respostas foram organizadas em um quadro síntese que apresenta os principais eixos temáticos identificados nas falas dos participantes. Esse material proporciona um ponto de partida sólido para o aprofundamento dos debates que serão conduzidos na sequência desta investigação.

Quadro 2: Dados coletados

  Pergunta  Temas PrincipaisDestaques das Respostas
Tempo de atuação na área educacionalVariação de experiênciaDe 10 a mais de 30 anos de experiência
Importância da alfabetização nas séries iniciaisBase para aprendizado“A base é tudo para criança”, “Essencial para o desenvolvi- mento da leitura e escrita”
Importância do Letramento nas séries iniciaisHabilidades críticas e compreensão do mundo“Aprimorar habilidades críticas”, “Compreensão de mundo”
Alfabetizar em relação a BNCCBase do currículo e desafio práticos“Base de tudo”, “Muita teoria e pouca prática”
Benefícios de uma sociedade alfabetizadaDesenvolvimento individual e social“Crescimento individual”, “Conscientização social”
Benefícios do letramento para  a sociedadeEscolhas e conscientização“Melhores escolhas”, “Conscientização social”
Visão atual sobre alfabetização e letramentoDesafios e oportunidades“Triste”, “Desvalorizado”, “Impacto da tecnologia”
Motivação para continuar no processo educacionalCompromisso com a educação“Compromisso contínuo”, “De- safios enfrentados”

FONTE: MAIA. Nara Lucia p. (2023)

4  RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A etapa de campo da pesquisa, centrada na escuta de professores atuantes nos anos iniciais do ensino fundamental, revelou contribuições significativas para a compreensão do panorama atual da alfabetização e do letramento. As percepções registradas refletem uma multiplicidade de trajetórias docentes, com experiências que variam de uma década até mais de trinta anos de atuação, o que enriquece o conteúdo analítico da investigação.

As falas evidenciam não apenas a valorização desses processos como pilares da formação básica, mas também os entraves enfrentados cotidianamente na prática pedagógica. Os dados coletados traduzem um olhar atento, crítico e comprometido por parte dos educadores, que reconhecem a alfabetização e o letramento como instrumentos essenciais de inclusão, cidadania e emancipação social. Essa pluralidade de olhares fornece subsídios relevantes para a formulação de estratégias pedagógicas mais alinhadas à realidade vivida nas escolas.

Importância da Alfabetização e Letramento

Quadro 3: A importância da Alfabetização

DocenteResposta
AA alfabetização nas séries iniciais desempenha um papel fundamental no desenvolvimento educacional e cognitivo das crianças. Aprender a ler e escrever de forma eficaz nesse estágio inicial não apenas permite o acesso ao conhecimento e à informação, mas também promove habilidades de comunicação e expressão que são essenciais ao longo da vida. Além disso, a alfabetização nas séries iniciais contribui para o fortalecimento da autoestima e da confiança das crianças, preparando o terrenopara um aprendizado mais eficaz em disciplinas diversas, ajudando a construir a base para seu sucesso acadêmico e social futuro.
BA alfabetização é importante porque se constitui em uma etapa primordial nos anos iniciais do ensino fundamental que integrada ao letramento contribui para a efetuação eficaz do ensino e da aprendizagem  no  qual  têm  por  objetivo  que os  alunos desenvolvam a escrita e a leitura
CEla é importante para consolidar a base do desenvolvimento do educando para as séries posteriores.
DFundamental. É o ponto inicial para o bom desenvolvimento do aluno nas demais séries.
EA importância é de exercer papel fundamental no processo de ensino aprendizagem.
FSem a alfabetização não seria possível as demais séries, assim como a leitura
GMuito relevante para que a criança compreenda a leitura de forma consolidada
HO desenvolvimento pleno, elo, e um grande degrau na caminhada educacional.
IEssencial, para o desenvolvimento da leitura e escrita.
JÉ muito importante para o bom desenvolvimento
KA base é tudo para criança
LMuito importante!!!!!
MMuito importante
NA base de tudo

FONTE: MAIA. Nara Lucia p. (2023)

Os docentes enfatizaram a alfabetização nos anos iniciais como eixo estruturante do processo educativo, considerando-a essencial para a aquisição das competências de leitura e escrita. Tal entendimento converge com a literatura especializada, que aponta essa etapa como determinante para o êxito acadêmico e o desenvolvimento integral do aluno (SNOW; BURNS; GRIFFIN, 1998).

No tocante ao letramento, os participantes ressaltaram seu papel na formação do pensamento crítico e na mediação da relação do sujeito com o mundo, em consonância com Soares (2003), que o compreende como um fenômeno social vinculado ao uso contextualizado da linguagem escrita, tanto em ambientes escolares quanto extraescolares.

Alfabetização, Letramento e BNCC

Quadro 4: A importância do letramento

DocenteResposta
AO letramento nas séries iniciais é igualmente crucial para o desenvolvimento educacional das crianças, pois vai além da simples alfabetização, englobando a compreensão e o uso eficaz da leitura e da escrita em diversos contextos. Ele capacita os alunos a aplicar suas habilidades de leitura e escrita em situações do dia a dia, tornando os participantes ativos na sociedade, ajuda as crianças a interpretar textos, questionar informações, comunicar-se de forma eficaz e pensar criticamente. O letramento aplicado desde cedo, prepara os alunos para uma vida de aprendizado contínuo e os capacitam a enfrentar os desafios do mundo moderno.
BO letramento tem como objetivo a completação da alfabetização no contexto social, desenvolvendo habilidades nos alunos de forma que eles consigam interagir com segurança de se, no seu meio social, trazendo para os alunos os usos sociais da leitura e escrita.
CO letramento torna-se importante para aprimorar o conhecimento de mundo do aluno, desenvolvendo assim a sua capacidade de interpretação.
DO letramento, junto à alfabetização, é o que prepara a criança a interagir no mundo de forma mais autônoma e compreensiva.
EÉ o de ser parte integrante no processo de alfabetização, desenvolvendo ações significativas de aprendizagem da criança.
FLetramento temos desde o nascimento portanto é essencial nas séries iniciais
GDesenvolve ações significativas no processo de aprendizagem sobre a língua.
HLevar ao conhecimento,  ajuda na continuidade do processo educativo.
IO Letramento é a base da compreensão de mundo pela criança.
JÉ onde as crianças iniciam o gosto pela leitura.
KImportante para as práticas sociais futuras.
LMuito importante!
MMuito importante.
NÉ primordial.

FONTE: MAIA. Nara Lucia p. (2023)

As respostas docentes sobre a alfabetização à luz da BNCC oscilaram entre reconhecêla como eixo estruturante do currículo e críticas quanto à excessiva teorização em detrimento da aplicabilidade prática. Essa ambivalência evidencia as dificuldades inerentes à efetivação de políticas educacionais no cotidiano escolar, um desafio recorrente no cenário pedagógico brasileiro (BRASIL, 2017).

No que se refere aos impactos sociais, os professores destacaram a alfabetização e o letramento como pilares para a emancipação individual e a construção de uma sociedade mais consciente e crítica. Tais percepções encontram respaldo na UNESCO (2006), que aponta essas competências como essenciais para o desenvolvimento humano e a participação cidadã.

Ao analisar o panorama atual da alfabetização e do letramento na sociedade, os professores revelaram percepções marcadas por contrastes. Para alguns, o cenário é “triste” e “desvalorizado”, enquanto outros enxergam avanços, especialmente impulsionados pelo uso das tecnologias digitais. Essa dualidade evidencia que se trata de um campo dinâmico, no qual coexistem desafios persistentes e novas oportunidades de atuação (Cope & Kalantzis, 2000).

No que diz respeito à motivação para permanecer no exercício docente, as respostas indicam um comprometimento significativo com o processo educacional, ainda que permeado por adversidades. Tal postura dialoga com a perspectiva de Deci, Vallerand, Pelletier e Ryan (1991), segundo a qual a motivação docente é moldada por fatores internos, como a satisfação pessoal, e externos, como o reconhecimento e as condições de trabalho.

Os achados desta investigação reafirmam a importância atribuída à alfabetização e ao letramento nas séries iniciais, ao mesmo tempo que revelam uma consciência crítica sobre a realidade educacional e um empenho em promover a melhoria contínua do ensino-aprendizagem. Os relatos evidenciam que, para além da aquisição de habilidades básicas, essas competências são entendidas como pilares para a participação cidadã, permitindo a interpretação, análise e produção de informações em diferentes contextos.

Contudo, emergem desafios estruturais e sociais que comprometem esse processo. Entre eles, a ausência de acompanhamento familiar, apontada como fator que retarda o progresso dos alunos, e problemas como salas de aula superlotadas, infraestrutura precária nas escolas públicas e desigualdades socioeconômicas. Essas barreiras reforçam a urgência de investimentos consistentes e de uma atuação conjunta entre poder público, escola e comunidade.

Outra preocupação recorrente refere-se ao impacto da tecnologia. Se, por um lado, as ferramentas digitais podem potencializar a aprendizagem, por outro, seu uso desmedido — especialmente no acesso à internet — pode reduzir o interesse dos estudantes pela leitura, escrita e interpretação. Tal constatação reforça a necessidade de estratégias pedagógicas que integrem a tecnologia de forma construtiva e crítica.

As respostas também revelam divergências quanto ao papel e à motivação dos docentes. Alguns manifestaram cansaço e desânimo diante da cobrança por resultados quantitativos, sem o suporte necessário para assegurar a qualidade do ensino. Outros defenderam uma redefinição do papel do professor, compreendendo que a promoção do aprendizado deve envolver toda a sociedade, valorizando práticas colaborativas e personalizadas.

Entre os posicionamentos mais críticos, destaca-se a queixa sobre a falta de investimentos e de valorização da carreira docente, além da prevalência de abordagens excessivamente teóricas em detrimento de práticas pedagógicas mais efetivas. Ainda assim, um grupo expressivo de educadores reafirmou seu compromisso com a educação como instrumento de transformação social, destacando o incentivo à leitura e a crença na capacidade de a escola gerar mudanças reais na vida dos alunos.

Em síntese, o conjunto de respostas revela um cenário multifacetado: ao mesmo tempo em que persistem obstáculos estruturais e institucionais, mantém-se vivo o engajamento de professores que veem no seu trabalho uma forma de impactar positivamente a sociedade. Nesse contexto, o fortalecimento das políticas públicas, o investimento em infraestrutura e formação continuada, e a construção de uma rede colaborativa entre escola, família e comunidade despontam como elementos indispensáveis para o avanço efetivo da alfabetização e do letramento no Brasil.

5  CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo realizado na Escola Estadual Humberto de Campos, localizada na zona CentroOeste de Manaus/AM, permitiu a identificação de aspectos cruciais acerca dos processos de alfabetização e letramento nos anos iniciais do ensino fundamental. Os dados coletados evidenciaram tanto os avanços quanto as fragilidades que permeiam o cotidiano escolar, oferecendo uma leitura crítica e fundamentada sobre os desafios enfrentados por professores em sua prática pedagógica.

A alfabetização foi apontada pelos docentes como elemento fundacional da trajetória educacional dos discentes, sendo constantemente referida como indispensável à consolidação das competências leitoras e escritoras. Tal percepção corrobora com estudos que reafirmam a relevância dessa etapa inicial como base para o sucesso escolar e para a formação cidadã. Já o letramento foi interpretado como um processo ampliado, voltado à inserção dos alunos em práticas sociais significativas, o que exige abordagens que extrapolem a técnica e favoreçam conexões com a realidade vivida pelos educandos.

Quanto à implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), emergiram dificuldades relacionadas à articulação entre teoria e prática, revelando lacunas na formação continuada dos profissionais e na estruturação de políticas públicas efetivas. Tais entraves sugerem a urgência de estratégias que tornem a BNCC exequível e significativa no contexto real das escolas públicas.

Apesar de reconhecerem os benefícios de uma sociedade plenamente alfabetizada e letrada, os professores expressaram preocupação com a precariedade do cenário atual, marcado por desvalorização institucional e pela fragilização das políticas educacionais. A tecnologia, por sua vez, foi percebida de forma ambígua: ao mesmo tempo em que potencializa recursos pedagógicos, também desafia a preservação da profundidade do processo formativo.

A resiliência dos docentes frente às adversidades reforça a necessidade de investimento contínuo na valorização profissional, sobretudo no que tange a condições dignas de trabalho, formação constante e reconhecimento social. Assim, esta pesquisa contribui para a ampliação do debate sobre a alfabetização e o letramento no Brasil, propondo reflexões que visam fortalecer o compromisso coletivo com uma educação pública de qualidade.

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