REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511101357
Arthur de Aguiar Oliveira¹; Isabelly Barcellos Daleprane¹; Karen Tavares Spagnol¹; Heloisa Alves Pereira¹; Ana Clara Portugal de Oliveira¹; Cauã Oliveira Cremasco¹; Aguimar de Matos Bourguignon Filho²; Marina Oliveira Gonçalves Galoza²
RESUMO
A articulação temporomandibular (ATM) caracteriza-se como uma unidade sinovial de elevada complexidade estrutural e funcional, cuja integridade é fundamental para os movimentos mastigatórios, deglutitórios e fonatórios. O objetivo central consistiu em analisar a eficácia dessas terapias no contexto da regeneração tecidual da ATM, buscando compreender seus efeitos clínicos e estruturais, bem como suas limitações metodológicas. A metodologia adotada foi a de revisão narrativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica realizada nas bases PubMed (National Library of Medicine), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Scholar, considerando publicações entre 2021 e 2025, em português e inglês. O processo de busca resultou em 126 estudos, dos quais 24 foram removidos por duplicidade e 69 excluídos por não atenderem aos critérios definidos, restando 33 artigos incluídos na análise final. Os achados evidenciaram redução significativa da dor e melhora funcional com o uso do PRP e do PRF, sendo o primeiro associado a efeitos mais imediatos e o segundo a benefícios mais duradouros. Além disso, foram identificadas evidências de preservação condral e remodelação subcondral em estudos clínicos e experimentais, embora a heterogeneidade dos protocolos e o curto período de acompanhamento limitem a consolidação dos resultados. Em face do apresentado, as terapias com agregados plaquetários configuram-se como estratégias promissoras para o manejo conservador da osteoartrite da ATM, necessitando, contudo, de investigações adicionais, com maior padronização metodológica e seguimento longitudinal, a fim de fortalecer sua aplicabilidade clínica.
Palavras-chave: Articulação temporomandibular; Osteoartrite; Plasma rico em plaquetas; Fibrina rica em plaquetas; Regeneração tecidual.
1. INTRODUÇÃO
A articulação temporomandibular (ATM) é uma estrutura sinovial de natureza complexa, composta por elementos ósseos, ligamentares e cartilaginosos, cuja integridade funcional permite a execução dos movimentos mandibulares responsáveis pela mastigação, pela deglutição e pela emissão da fala (Teixeira; Reher; Reher, 2020).
A dinâmica biomecânica da articulação depende de uma delicada harmonia entre os tecidos moles e duros que a constituem, de modo que qualquer desequilíbrio decorrente de sobrecarga mecânica, inflamações persistentes, processos degenerativos ou traumatismos pode comprometer sua homeostase e ocasionar manifestações clínicas dolorosas ou limitantes para o indivíduo (Sassi; Meirelles; Guimarães, 2017).
Considerando o impacto da osteoartrite como uma das condições degenerativas mais frequentes e incapacitantes do sistema mastigatório, a investigação de abordagens terapêuticas que visem não somente a mitigação dos sintomas, mas também a reparação estrutural, mostra-se como uma necessidade premente da odontologia contemporânea (Li et al., 2025).
Partindo dessa premissa, observa-se que os tratamentos convencionais, como fisioterapia, dispositivos interoclusais e fármacos anti-inflamatórios não esteroidais, embora tragam alívio temporário, apresentam restrições quanto à duração e eficácia sustentada, além de estarem associados a possíveis efeitos adversos. Por conseguinte, alternativas de caráter biológico e minimamente invasivo têm ganhado projeção, sobretudo as terapias com derivados plaquetários, como o plasma rico em plaquetas (PRP) e a fibrina rica em plaquetas (PRF), que concentram fatores de crescimento e proteínas bioativas capazes de induzir processos de reparo e regeneração tecidual (Bai et al., 2023).
Nesse sentido, a literatura científica tem evidenciado que o PRP promove redução significativa da sintomatologia dolorosa e melhora funcional em curto prazo, enquanto o PRF demonstra potencial para estimular a regeneração cartilaginosa e a remodelação óssea em períodos mais extensos, favorecendo uma reabilitação progressiva e sustentada (Xu et al. 2023; Wang et al., 2019).
Considerando o acima exposto, compreende-se que a elevada prevalência das disfunções temporomandibulares de caráter degenerativo, somada às limitações das condutas terapêuticas tradicionais e às consequências deletérias de seu uso crônico, torna imprescindível a investigação de intervenções capazes de aliar biocompatibilidade, segurança e potencial de regeneração tecidual. A problemática que se coloca, portanto, formula-se nos seguintes termos: em que medida os agregados plaquetários autólogos demonstram eficácia como terapias regenerativas no tratamento da osteoartrite da articulação temporomandibular, sobretudo no tocante à regeneração da cartilagem e à remodelação do osso subcondral?
Considerando a vastidão de manifestações clínicas e fisiopatológicas que caracterizam os distúrbios temporomandibulares, tornou-se necessário estabelecer um recorte claro para que a investigação proposta não se disperse em múltiplas direções. Dessa forma, o estudo concentra-se na osteoartrite da articulação temporomandibular, entendida como uma condição degenerativa progressiva que compromete a integridade estrutural da cartilagem articular e do osso subcondral, produzindo repercussões funcionais relevantes para a prática odontológica (Sassi; Meirelles; Guimarães, 2017).
Em face do apresentado, o objetivo geral do presente estudo consiste em analisar a eficácia das terapias baseadas em agregados plaquetários no manejo da osteoartrite da articulação temporomandibular. Como objetivos específicos, propõe se: identificar os mecanismos fisiopatológicos associados à osteoartrite dessa articulação; sistematizar os tipos de agregados plaquetários aplicados em contextos clínicos e experimentais; avaliar os efeitos dos agregados sobre a cartilagem e o osso subcondral; e indicar limitações, potenciais benefícios e perspectivas futuras relacionadas ao emprego dessas terapias na prática odontológica.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 ASPECTOS FISIOPATOLÓGICOS DA OSTEOARTRITE DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
Partindo do pressuposto de que a articulação temporomandibular constitui uma das mais complexas articulações sinoviais do corpo humano – caracterizada por sua dupla função de movimentação rotacional e translacional, além de apresentar um disco articular fibrocartilaginoso responsável pela distribuição equitativa das cargas mastigatórias, compreende-se que a integridade funcional dessa estrutura depende de um delicado equilíbrio entre estímulo mecânico fisiológico e resposta biológica adaptativa. No entanto, alterações neste equilíbrio, resultantes de traumas diretos, microtraumas repetitivos, parafunções ou sobrecarga biomecânica crônica, desencadeiam um processo degenerativo progressivo que compromete os tecidos moles e mineralizados, culminando em uma síndrome articular inflamatória e destrutiva conhecida como osteoartrite (Cardoneanu et al., 2023).
À luz dos estudos histopatológicos contemporâneos, verifica-se que a osteoartrite da ATM não deve ser compreendida como um fenômeno isolado da cartilagem, mas sim como uma afecção que envolve a articulação como um todo, incluindo cartilagem condilar, osso subcondral, disco articular, líquido sinovial e membrana sinovial , sendo marcada por uma resposta inflamatória de baixo grau, mantida por citocinas e mediadores catabólicos que perpetuam um ciclo de destruição tecidual e falência reparativa (Rezus et al., 2023).
Inicialmente, o estímulo mecânico excessivo promove a liberação local de interleucinas inflamatórias, como IL-1β e TNF-α, que, por sua vez, ativam vias intracelulares em condrócitos e sinoviócitos, levando à superexpressão de metaloproteinases de matriz (MMP-1, MMP-3, MMP-9 e MMP-13), à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e à desregulação dos inibidores teciduais de protease (Bratoiu et al., 2023). Tais eventos culminam na degradação irreversível dos componentes da matriz extracelular cartilaginosa, como colágeno tipo II e agrecano, e na indução de apoptose celular,comprometendo severamente a capacidade condrogênica local.
Ademais, o osso subcondral, anteriormente considerado um tecido de suporte inerte, revelou-se um dos protagonistas do processo degenerativo, pois a degeneração condral expõe a superfície óssea a cargas anômalas, desencadeando uma remodelação patológica caracterizada por aumento da reabsorção osteoclástica e falha na neoformação osteoblástica, resultando em esclerose, formação de osteófitos e microfraturas trabeculares (da-Silva et al., 2020). Adicionalmente, a liberação de fatores angiogênicos como VEGF estimula a penetração de vasos na zona calcificada da cartilagem, promovendo neovascularização aberrante e neurogênese ectópica, que se associam à sensibilização periférica e à cronificação da dor (Macovei et al., 2023).
Tendo em vista tais alterações, é possível afirmar que a degeneração condilar se insere em um contexto microambiental de colapso homeostático, em que o aumento de citocinas pró-inflamatórias não é contrabalançado por fatores regenerativos endógenos, e em que os mecanismos de feedback negativo falham em controlar a destruição tecidual. A membrana sinovial, nesse cenário, passa a atuar como fonte contínua de mediadores inflamatórios, agravando o comprometimento do líquido sinovial e reduzindo sua função lubrificante e nutritiva, aspectos que afetam diretamente a viabilidade dos condrócitos remanescentes e a funcionalidade global da articulação (Rezus et al., 2023).
Convém destacar ainda que alterações biomecânicas secundárias à perda de congruência articular e à assimetria condilar repercutem em toda a cadeia neuromuscular envolvida na mastigação, fonação e deglutição, produzindo sintomas referidos em estruturas adjacentes, como região temporal, cervical e auricular, dificultando o diagnóstico diferencial e a delimitação clínica precisa da osteoartrite (da- Silva et al., 2020). Como corolário, a compreensão da ATM como uma unidade funcional integradora de múltiplos sistemas reforça a necessidade de abordagens terapêuticas integrativas, que atuem não apenas nos sintomas, mas nos processos biológicos que sustentam o colapso estrutural e funcional da articulação.
Em face do apresentado, torna-se evidente que a osteoartrite da articulação temporomandibular não constitui um processo puramente degenerativo e mecânico, mas sim uma condição inflamatória, neurovascular e imunomediada, cujo tratamento exige a intervenção sobre alvos moleculares e celulares específicos. Diante disso, justifica-se a crescente incorporação de estratégias biotecnológicas que visem restaurar a integridade tecidual por meio da modulação do microambiente articular, como é o caso dos agregados plaquetários autólogos. A transição paradigmática do tratamento sintomático para a regeneração tecidual tem como ponto de partida a compreensão aprofundada da fisiopatologia articular, que oferece o terreno conceitual necessário para a aplicação de terapias inovadoras fundamentadas na biologia molecular e na engenharia tecidual.
2.2 MECANISMOS BIOLÓGICOS DE REGENERAÇÃO ARTICULAR POR AGREGADOS PLAQUETÁRIOS
À luz das recentes descobertas em biotecnologia aplicada à medicina regenerativa, observa-se que os agregados plaquetários autólogos – principalmente o plasma rico em plaquetas (PRP) e a fibrina rica em plaquetas (PRF) – configuram- se como alternativas promissoras no tratamento das degenerações articulares, incluindo a osteoartrite da articulação temporomandibular, especialmente por concentrarem mediadores bioativos envolvidos em processos de reparo tecidual, modulação da inflamação e regeneração celular (Bai et al., 2023). Segundo Tang et al. (2023), o PRP é preparado por meio da centrifugação do sangue periférico, resultando em uma suspensão com alta concentração de plaquetas ativas, as quais, quando estimuladas, liberam fatores de crescimento como PDGF, TGF-β1, VEGF, IGF-1 e EGF, responsáveis pela indução da quimiotaxia celular, angiogênese fisiológica, síntese de colágeno e proliferação de condrócitos.
De acordo com Liang et al. (2023), a ação dos fatores de crescimento presentes no PRP ocorre por meio da ativação de vias intracelulares como MAPK/ERK, PI3K/Akt e SMAD, que promovem a expressão de genes condrogênicos como SOX9 e COL2A1, fundamentais para o fenótipo condrocitário e para a restauração da matriz extracelular cartilaginosa. Ainda conforme Liang et al. (2023), o ambiente resultante dessa ativação molecular favorece a diferenciação de células-tronco mesenquimais e inibe a apoptose condrocitária induzida por estresse inflamatório – fenômeno amplamente descrito como central na progressão da osteoartrite condilar. Além disso, Bai et al. (2023) ressaltam que o PRP reduz significativamente a expressão de citocinas pró-inflamatórias como IL-1β e TNF-α, ao mesmo tempo em que estimula a liberação de IL-10 e TGF-β1, modulando o microambiente intra-articular de maneira anti-inflamatória e condroprotetora.
Tendo em vista esses efeitos, Macovei et al. (2023) observaram em experimentos clínicos que a infiltração de PRP na articulação temporomandibular de pacientes com osteoartrite promoveu não apenas redução da dor e melhora da amplitude de abertura bucal, mas também evidências radiográficas de preservação condral, sugerindo uma ação regenerativa sustentada. A esse respeito, Rezus et al. (2023) destacam que os fatores angiogênicos e anabólicos veiculados pelo PRP interferem diretamente na integridade do osso subcondral, melhorando a arquitetura trabecular e reduzindo os marcadores de necrose óssea, como TRAP e RANKL. Sob essa perspectiva, Bai et al. (2023) reiteram que os efeitos sistêmicos do PRP também envolvem a supressão da atividade das metaloproteinases (MMPs), como MMP-1, MMP-3 e MMP-13, implicadas na degradação da cartilagem articular.
No que tange à fibrina rica em plaquetas, Melo (2024) explica que o PRF é obtido por centrifugação do sangue sem adição de anticoagulantes, originando uma matriz tridimensional composta por fibrina densa entrelaçada com plaquetas e leucócitos, o que confere liberação lenta e contínua dos mesmos fatores de crescimento presentes no PRP. Conforme descrito por Liang et al. (2023), o PRF permite uma interação mais estável com o tecido lesionado, além de estimular a migração de fibroblastos e de células-tronco da membrana sinovial, facilitando a regeneração das camadas profundas da cartilagem e a remodelação ordenada do osso subcondral. Ainda segundo Bai et al. (2023), a matriz fibrinosa do PRF apresenta propriedades hemostáticas, anti-inflamatórias e de adesão celular que favorecem a revascularização local e a organização dos elementos regenerativos no sítio da lesão.
Sob o prisma da biologia molecular, Tang et al. (2023) apontam que o PRF ativa a via TGF-β/SMAD, essencial para a manutenção do fenótipo condrogênico e para a inibição de mediadores catabólicos, ao passo que reduz a expressão de marcadores inflamatórios como NF-κB, COX-2 e IL-6, criando um ambiente propício à reparação tecidual. Além disso, Bai et al. (2023) documentaram que a aplicação local de PRF aumenta significativamente os níveis de TIMP-1 e TIMP-3, inibidores endógenos de metaloproteinases, os quais são cruciais para o equilíbrio entre síntese e degradação de matriz extracelular em tecidos articulares submetidos a processos degenerativos.
Na perspectiva de aplicações clínicas integradas, Liang et al. (2023) sugerem que tanto o PRP quanto o PRF podem ser combinados com biomateriais osteocondrais ou células-tronco mesenquimais, ampliando os efeitos regenerativos por meio da criação de um microambiente sinérgico, caracterizado por angiogênese ordenada, migração celular direcionada e controle inflamatório eficaz. Macovei et al. (2023), por sua vez, confirmaram que a repetição de ciclos de infiltração intra articular de PRP e PRF em intervalos regulares resulta em efeitos cumulativos sobre a regeneração da cartilagem, sendo observada, inclusive, a reorganização histológica das camadas condrais e a melhora da espessura condilar em exames de imagem de acompanhamento.
Diante do exposto, verifica-se que os agregados plaquetários atuam por meio de múltiplas vias sinérgicas, inflamatória, angiogênica, condrogênica e osteogênica, promovendo um redesenho do microambiente articular degenerado, cuja complexidade exige intervenções que reconstituam a homeostase tecidual perdida. Conforme defendido por Melo (2024), a principal virtude terapêutica dessas biotecnologias reside em sua capacidade de integrar processos regenerativos de forma fisiológica, minimizando os efeitos adversos farmacológicos e oferecendo uma alternativa biologicamente plausível à abordagem convencional baseada em anti- inflamatórios e procedimentos invasivos. Em decorrência disso, a utilização de PRP e PRF na ATM representa um avanço substancial no campo da regeneração articular autóloga, exigindo, contudo, padronizações clínicas e validação por estudos multicêntricos que consolidem sua eficácia em larga escala.
2.3 EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E EXPERIMENTAIS SOBRE O USO DE PRP E PRF NA ATM
Considerando o acima exposto sobre os mecanismos fisiopatológicos da osteoartrite da articulação temporomandibular e os potenciais regenerativos dos agregados plaquetários, observa-se que sua aplicação clínica tem sido objeto de numerosos ensaios experimentais e investigações translacionais, os quais, apesar da heterogeneidade metodológica, apontam convergentemente para benefícios expressivos na modulação inflamatória, na regeneração tecidual e na melhora funcional da ATM (Macovei et al., 2023). Derwich, Mitus-Kenig e Pawlowska (2021), demonstraram que o PRP, quando administrado por infiltração intra articular, promove redução significativa da dor tanto em repouso quanto em movimento, ao passo que os efeitos sobre a amplitude de abertura bucal variam de acordo com o número de aplicações e o tempo de acompanhamento, o que indica a necessidade de padronização nos protocolos clínicos.
Em estudo comparativo com ácido hialurônico e corticosteroides, Macedo de Sousa et al. (2020) constataram que o PRP produziu resultados superiores na redução da dor articular e na melhora da abertura bucal máxima sem dor, especialmente após seis meses de tratamento, evidenciando sua eficácia a longo prazo. Xu et al. (2023), ao realizarem uma meta-análise com 12 ensaios clínicos randomizados, identificaram que o PRF apresenta desempenho superior em tratamentos prolongados, sobretudo na manutenção da função articular, enquanto o PRP oferece alívio mais imediato da dor, sendo particularmente eficaz em quadros agudos de disfunção temporomandibular. Essa diferenciação temporal entre os dois tipos de agregados foi corroborada por Wang et al. (2019), que identificaram a superioridade do PRF na regeneração condral sustentada, resultado atribuído à sua matriz fibrinosa mais densa e à liberação prolongada de fatores bioativos.
Adicionalmente, Cardoneanu et al. (2023) reportaram, em modelos animais, que tanto o PRP quanto o PRF promoveram espessamento da cartilagem, reorganização das fibras de colágeno e normalização da junção osteocondral, com significativa diminuição na expressão de MMP-13 – enzima marcadora da degradação condral – e restauração parcial da arquitetura trabecular do osso subcondral.
Esses achados foram reforçados pelos experimentos de Liang et al. (2023), que demonstraram que a infiltração de PRP induz aumento da expressão de TIMP 1 e TIMP-3, inibidores naturais das metaloproteinases, ao mesmo tempo em que suprime citocinas como IL-1β e TNF-α, criando um microambiente propício à regeneração biológica. Em consonância, o estudo de Varela et al. (2019) ressaltou a capacidade do PRF em estimular a produção de ácido hialurônico pelos sinoviócitos, além de favorecer a vascularização fisiológica da articulação por meio da liberação sustentada de VEGF, IGF-1 e TGF-β1.
No cenário clínico, a análise conduzida por Sikora et al. (2022) evidenciou que a percepção subjetiva dos pacientes sobre dor e função mandibular melhorou significativamente após o uso do PRP, especialmente quando a aplicação foi guiada por ultrassonografia, demonstrando-se eficaz e segura em ambiente ambulatorial. Ainda nesse campo, Bahia (2022) reforçou que a combinação de artrocentese com infiltração de PRP proporcionou melhoras significativas na dor e na abertura bucal em comparação com artrocentese isolada, validando a proposta de que o PRP potencializa os efeitos mecânicos e lubrificantes do procedimento minimamente invasivo. De forma semelhante, Adames, Adam e Brasil (2023) demonstraram que a administração de ácido hialurônico e corticosteroide sob orientação ultrassonográfica também se mostrou eficaz, embora os resultados clínicos obtidos com PRP apresentem maior duração do efeito analgésico e funcional.
Cabe destacar, ainda, os achados de Nowak et al. (2021), que analisaram a eficácia de terapias injetáveis no manejo da dor miofascial associada à ATM, revelando que o PRP contribui significativamente para a melhora da funcionalidade muscular e da mobilidade mandibular. Em consonância, Agarwal et al. (2022) constataram que, na comparação entre PRP e agulhamento seco para pontos gatilho no músculo masseter, o PRP foi superior em termos de redução da dor e satisfação do paciente, reforçando sua aplicabilidade também nos componentes musculares associados às disfunções articulares.
Como corolário, observa-se uma tendência de crescimento no uso combinado de agregados plaquetários com dispositivos intraorais, fisioterapia e medicações adjuvantes, como proposto por Diniz e Feitosa (2019), que defendem uma abordagem multidisciplinar integrada como fator decisivo para o sucesso terapêutico. Além disso, Folgado (2021) destaca a eficácia da associação de PRP e PRF com artrocentese em casos de artrite degenerativa ou deslocamentos discais, com relatos de melhora clínica sustentada em segmentos de até 12 meses. Tais resultados convergem com a análise de Coni, Breda e Veloso (2021), que afirmam que os fatores de crescimento presentes nesses biomateriais promovem regeneração tecidual, mas também potencializam a biossíntese de matriz extracelular e a homeostase intra-articular.
Em face do apresentado, constata-se um deslocamento progressivo do paradigma terapêutico no manejo da osteoartrite da ATM, passando de intervenções essencialmente sintomáticas para abordagens regenerativas com respaldo molecular e histológico. Não obstante os resultados promissores, autores como Derwich, Mitus- Kenig e Pawlowska (2021) reforçam a necessidade urgente de padronização dos protocolos clínicos quanto à concentração, volume e número de aplicações, bem como a necessidade de estudos multicêntricos de longo prazo.
Diante disso, a adoção dos agregados plaquetários, particularmente PRP e PRF, deve ser considerada como estratégia terapêutica promissora e complementar dentro de planos terapêuticos individualizados, sustentados por evidência científica sólida e crescente.
2.4 PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO DE AGREGADOS PLAQUETÁRIOS EM ATM
A ausência de padronização nos protocolos de aplicação dos agregados plaquetários autólogos na articulação temporomandibular (ATM) ainda constitui um grande desafio na literatura (Derwich; Mitus-Kenig; Pawlowska, 2021). As diferenças quanto ao tipo de concentrado (PRP ou PRF), concentração plaquetária, via e volume de administração, número de sessões e uso conjunto com técnicas como a artrocentese dificultam a comparação entre estudos e a elaboração de recomendações clínicas consistentes (Cardoneanu et al., 2023; Xu et al., 2023).
Nesse contexto, diversos autores buscaram sistematizar parâmetros mínimos 11 de preparo e aplicação que garantam segurança e eficácia. Em síntese, a literatura narra três modalidades principais de utilização dos agregados plaquetários na ATM: (a) infiltração intra-articular isolada, (b) artrocentese associada a agregados plaquetários e (c) uso combinado de PRP e PRF em ciclos de tratamento (Macedo de Sousa et al., 2020; Bahia, 2022; Melo, 2024).
Tabela 1 – Principais parâmetros de protocolos clínicos de aplicação de PRP e PRF na ATM

Os estudos clínicos indicam que os agregados plaquetários são seguros e bem tolerados, independentemente do protocolo empregado.
Derwich, Mitus-Kenig e Pawlowska (2021) relataram melhora significativa na dor em repouso e durante a mastigação após duas aplicações intra-articulares de PRP, com intervalo de 21 dias, sem eventos adversos. De modo semelhante, Sikora et al. (2022) observaram aumento da abertura bucal máxima e redução da sensibilidade articular em pacientes submetidos à infiltração de PRP guiada por ultrassonografia.
A associação entre artrocentese e PRP é a modalidade mais frequentemente descrita, sendo considerada por Bahia (2022) e Diniz e Feitosa (2024) uma técnica sinérgica, pois o lavado articular prévio remove detritos inflamatórios, enquanto o PRP age modulando a resposta catabólica e estimula a regeneração. Estudos comparativos indicam que essa associação produz alívio da dor mais rápido e duradouro do que a artrocentese isolada (Cardoneanu et al., 2023).
No caso do PRF, Melo (2024) ressalta que sua matriz fibrinosa densa libera gradualmente fatores de crescimento, gerando resultados mais estáveis em médio e longo prazo. Xu et al. (2023) identificaram que o PRF oferece melhor manutenção funcional após seis meses de acompanhamento, ao passo que o PRP apresenta resposta mais imediata, porém menos prolongada. Tais achados são compatíveis com o comportamento biológico distinto de cada biomaterial, o PRP atua de forma rápida e transitória, enquanto o PRF exerce liberação sustentada de mediadores regenerativos (Liang et al., 2023).
Tabela 2 – Comparação entre PRP e PRF nos resultados clínicos e estruturais

De modo geral, o PRP é mais indicado em fases iniciais ou agudas da osteoartrite, quando a meta terapêutica é a redução rápida da inflamação e da dor, enquanto o PRF demonstra vantagens em estágios crônicos, nos quais se busca regeneração tecidual prolongada (Bai et al., 2023). Entretanto, a falta de consenso sobre o número ideal de aplicações e a ausência de padronização nos métodos de preparo limitam a reprodutibilidade dos resultados (Almpani et al., 2023).
Macovei et al. (2023) e Cardoneanu et al. (2023) recomendam a adoção de protocolos combinados, alternando entre PRP e PRF a cada 21 dias, para aproveitar o pico de liberação imediata do PRP e o efeito sustentado do PRF. A abordagem híbrida apresenta resultados promissores em estudos clínicos controlados e desponta como tendência na odontologia regenerativa.
Os concentrados autólogos de plaquetas empregados na articulação temporomandibular (ATM) dividem-se, em plasma rico em plaquetas (PRP), usualmente obtido em preparação líquida na presença de anticoagulante, e fibrina rica em plaquetas (PRF), produzida sem anticoagulante e caracterizada pela formação de uma matriz tridimensional de fibrina que aprisiona plaquetas e leucócitos. Evoluções técnicas originaram subtipos com diferentes perfis biológicos e de liberação de fatores de crescimento, destacando-se o L-PRF (rico em leucócitos), o A-PRF/A-PRF+ (centrifugação de baixa força g, preservando células e prolongando a liberação de mediadores) e o i-PRF, uma forma líquida injetável que polimeriza in situ após a infiltração intra-articular (Choukroun et al., 2001; Dohan Ehrenfest et al., 2009; Ghanaati et al., 2014; Miron et al., 2017). A escolha entre PRP, PRF sólido (membrana/coágulo) e i-PRF depende da meta terapêutica — alívio mais rápido da dor versus manutenção prolongada dos efeitos regenerativos — e das condições clínicas do paciente (Derwich, Mitus-Kenig, & Pawlowska, 2021; Xu et al., 2023).
O fundamento operacional da preparação é a padronização pelo parâmetro físico força relativa centrífuga (RCF, “g”), e não pelas rotações por minuto (rpm), uma vez que a rpm varia conforme o raio do rotor. Assim, a RCF é calculada pela expressão RCF = 1,118 × 10⁻ × r (cm) × rpm² (Ghanaati et al., 2014). Nos protocolos de PRP, emprega-se comumente uma estratégia em uma ou duas centrifugações: uma fase soft spin (aproximadamente 100–200 g por 10–15 minutos) para separar o plasma com plaquetas, seguida, quando indicado, de hard spin (400–800 g por 5–10 minutos) para concentrá-las em pellet, que é ressuspenso no volume desejado. Utiliza-se anticoagulante (geralmente ACD-A), e o preparo pode ser ativado com cloreto de cálcio imediatamente antes da aplicação, dependendo do protocolo (Dohan Ehrenfest et al., 2009; Bahia, 2022).
Nos protocolos de PRF sólido, o sangue é colhido em tubos sem anticoagulante e centrifugado imediatamente (tempo porta-centrífuga ideal inferior a 2 minutos), com forças em torno de 200–400 g por 8–12 minutos, a depender do conceito (por exemplo, A-PRF+ com menor g e tempo mais curto, preservando células e favorecendo liberação prolongada) (Ghanaati et al., 2014). O i-PRF resulta de centrifugação muito suave e breve (60–120 g por 2–4 minutos, variando conforme o raio do rotor), também sem anticoagulante. A fase líquida rica em fibrina solúvel permanece injetável por alguns minutos e, uma vez na articulação, gelifica espontaneamente, liberando gradualmente fatores de crescimento no microambiente sinovial (Miron et al., 2017; Xu et al., 2023).
Do ponto de vista clínico, a aplicação em ATM deve seguir um planejamento rigoroso de biossegurança e rastreabilidade, com identificação do paciente, assepsia, controle de tubos e parâmetros e conferência do volume preparado. Recomenda-se o uso de baixa força g e baixo volume, dada a reduzida complacência da cavidade articular. A infiltração é usualmente dirigida ao compartimento superior da ATM por via pré-auricular, utilizando marcos anatômicos clássicos sobre a linha cantotragal (ponto de Holmlund-Hellsing), preferencialmente com guiagem ultrassonográfica para aumentar a precisão e reduzir riscos (Holmlund & Hellsing, 1986; Sikora et al., 2022). Empregam-se agulhas finas (23–27 G), posicionadas com o bisel voltado para o espaço superior e com a boca semiaberta. Os volumes relatados variam de 0,5–1,5 mL por articulação para PRP e cerca de 1,0 mL para i-PRF, geralmente em uma a três sessões com intervalos de 15–30 dias (Derwich et al., 2021; Xu et al., 2023).
Quando há indicação de artrocentese, realiza-se previamente a lavagem com solução fisiológica (100–300 mL, dependendo do serviço), removendo mediadores inflamatórios e detritos. Ao término, infiltra-se o PRP ou i-PRF, o que se associa a alívio mais rápido e sustentado da dor e melhora da amplitude mandibular (Bahia, 2022; Diniz & Feitosa, 2024). O PRP pode ser aplicado com ou sem ativação (CaCl₂), enquanto o PRF e o i-PRF não necessitam de ativador, pois polimerizam de modo fisiológico (Choukroun et al., 2001; Miron et al., 2017).
Em termos de segurança, os eventos adversos mais comuns são leves e autolimitados, como dor local, rigidez e discreto edema (Derwich et al., 2021). As contraindicações relativas incluem plaquetopenia relevante, coagulopatias, uso contínuo de anticoagulantes, infecção local, neoplasia ativa no sítio e hipersensibilidade a aditivos, quando empregados ativadores. A gravidez exige avaliação de risco-benefício segundo protocolos institucionais (Sikora et al., 2022). As boas práticas incluem termo de consentimento, técnica asséptica, dupla checagem de lateralidade, registro de parâmetros de centrifugação e lote dos consumíveis, além de orientações de pós-procedimento com gelo intermitente por 24 horas, dieta branda por 48–72 horas e exercícios mandibulares leves (Derwich et al., 2021; Bahia, 2022).
Finalmente, a escolha entre PRP e PRF/i-PRF deve considerar a fisiopatologia e a meta terapêutica. O PRP apresenta resposta clínica mais rápida, especialmente na dor aguda, enquanto o PRF e o i-PRF promovem liberação mais prolongada de fatores regenerativos e efeito mais estável sobre a função articular em médio prazo (Miron et al., 2017; Xu et al., 2023). Alguns autores sugerem protocolos combinados e cíclicos, alternando PRP e i-PRF a cada três semanas, buscando aliar o pico de ação imediata do PRP ao efeito prolongado do i-PRF (Liang et al., 2023; Macovei et al., 2023). Em qualquer abordagem, o sucesso terapêutico depende do cálculo preciso da RCF conforme o raio da centrífuga utilizada e da execução anatômica correta da infiltração intra-articular, fatores diretamente relacionados à eficácia e segurança do tratamento (Ghanaati et al., 2014; Sikora et al., 2022).
3. METODOLOGIA
A presente investigação caracteriza-se como pesquisa de natureza bibliográfica, desenvolvida a partir da reunião, seleção e análise crítica de produções científicas publicadas em periódicos indexados e em repositórios digitais. A opção por este delineamento metodológico fundamenta-se na compreensão de que a revisão narrativa constitui um recurso acadêmico adequado para sintetizar e interpretar os avanços já consolidados na literatura, permitindo, de maneira mais ampla, a identificação de lacunas de conhecimento e a proposição de novas perspectivas de estudo (Creswell, 2007).
Considerando a abrangência dos transtornos temporomandibulares, delimitou-se o escopo desta pesquisa à osteoartrite da articulação temporomandibular (ATM), com ênfase nos mecanismos fisiopatológicos envolvidos e nas estratégias terapêuticas regenerativas mediadas por agregados plaquetários autólogos, especialmente o plasma rico em plaquetas (PRP) e a fibrina rica em plaquetas (PRF).
O recorte temporal adotado compreendeu o período de 2021 a 2025, uma vez que nesse intervalo se observa um aumento expressivo da produção científica internacional e nacional sobre o tema, possibilitando a análise de evidências contemporâneas e metodologicamente atualizadas. Ressalte-se que não se consideraram outras modalidades terapêuticas convencionais, como fisioterapia, uso de dispositivos interoclusais e administração prolongada de anti-inflamatórios não esteroidais, pois o propósito deste trabalho reside na avaliação direcionada dos recursos autólogos e de seus efeitos regenerativos.
A coleta de dados bibliográficos foi realizada por meio de busca em três bases de abrangência internacional e regional: United States National Library of Medicine – National Center for Biotechnology Information (PubMed), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Scholar (Google Acadêmico). Foram utilizados descritores controlados dos vocabulários DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) e MeSH (Medical Subject Headings), tais como: “Platelet-Rich Plasma”, “Platelet-Rich Fibrin”, “Temporomandibular Joint”, “Osteoarthritis”, “Tissue Regeneration”, “Regenerative Medicine”, “Chondrogenesis”, “Joint Disorders” e “Fibrin”. Os termos foram combinados com operadores booleanos “AND” e “OR”, e aspas para expressões compostas, com o emprego de ferramentas de busca avançada para filtrar por idioma, tipo de estudo e disponibilidade de texto completo (Creswell, 2007).
A seleção dos artigos seguiu critérios de inclusão previamente definidos: a) publicações entre 2021 e 2025; b) estudos escritos em língua portuguesa ou inglesa; c) pesquisas empíricas, experimentais ou revisões sistemáticas que abordassem a utilização de PRP ou PRF na regeneração tecidual da ATM; d) trabalhos disponíveis integralmente nas bases escolhidas. Foram excluídos os estudos que discutiam apenas terapias farmacológicas ou fisioterapêuticas tradicionais, sem menção direta às terapias com agregados plaquetários.
A análise dos dados foi conduzida por meio de uma abordagem qualitativa e interpretativa, voltada para a identificação de padrões, recorrências e divergências nos resultados apresentados pelos diferentes autores. Nessa direção, buscou-se compreender a forma pela qual os agregados plaquetários influenciam a modulação inflamatória, a angiogênese e a regeneração da cartilagem e do osso subcondral, bem como avaliar em que medida tais evidências respondem à questão norteadora do estudo: em que medida os agregados plaquetários autólogos apresentam eficácia como terapias regenerativas na osteoartrite da articulação temporomandibular, considerando os efeitos na reparação da cartilagem e na remodelação óssea
O levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados PubMed (National Library of Medicine), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Scholar resultou em um conjunto inicial de 126 publicações indexadas entre os anos de 2021 e 2025, as quais foram submetidas a um processo de triagem por título e resumo, conduzido a partir dos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Após a exclusão de 24 registros duplicados, permaneceram 102 estudos elegíveis para avaliação detalhada. Destes, 69 foram eliminados por não atenderem às exigências delineadas, sobretudo por se concentrarem em abordagens farmacológicas ou fisioterapêuticas que não contemplavam diretamente o uso de agregados plaquetários na regeneração da articulação temporomandibular. Dessa forma, 33 trabalhos foram selecionados e analisados integralmente, compondo a base final desta revisão narrativa, que orientou a construção dos resultados e subsidiou a discussão crítica em conformidade com os objetivos traçados no início da investigação.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 Imagem Anatômica vs. Alterações Osteoartrósicas
Considerando que a articulação temporomandibular constitui uma estrutura sinovial complexa, cuja integridade anatômica e funcional possibilita a execução coordenada de movimentos mastigatórios, deglutitórios e fonatórios, destaca-se que o equilíbrio biomecânico depende de uma interação precisa entre o côndilo mandibular, a fossa mandibular do osso temporal, o disco articular e os tecidos de revestimento cartilaginoso. Na perspectiva de Larheim et al. (2024), a análise pictórica da ATM em exames radiológicos permite evidenciar a distinção entre a morfologia íntegra, caracterizada pela continuidade das superfícies articulares e pela preservação do espaço intercondilar, e a condição patológica da osteoartrite, marcada pela erosão, pelo achatamento condilar e pela remodelação óssea irregular.
A articulação temporomandibular (ATM) apresenta estrutura sinovial altamente refinada, composta pelo côndilo mandibular, fossa mandibular do osso temporal, disco articular e superfícies cartilaginosas, as quais conferem estabilidade biomecânica aos movimentos de abertura, fechamento e lateralidade da mandíbula (Larheim et al., 2024).
Figura 1 – Comparação da ATM normal e ATM com osteoartrite (CBCT).
À esquerda, morfologia anatômica preservada da articulação temporomandibular, com côndilo intacto, fossa mandibular íntegra e espaço articular regular; à direita, alterações sugestivas de osteoartrite – erosão condilar, achatamento da superfície articular e contornos ósseos irregulares (Min et al., 2024).

Na imagem CBCT da esquerda, observa-se a arquitetura condilar preservada, com contornos lisos, relação espacial adequada entre o côndilo e a fossa, e manutenção do espaço interarticular. Essas características indicam integridade funcional, com espaço cartilaginoso adequado e ausência de sinais degenerativos.
Na imagem da direita, o panorama apresenta um contraste marcante, mostrando côndilo manifestamente achatado, erosões condilares evidentes e superfície óssea irregular—indicadores típicos de osteoartrite temporomandibular (Almpani et al., 2023). Tais achados radiológicos costumam acompanhar remodelação óssea adaptativa e desgaste da cartilagem, comprometendo o desempenho articular. A CBCT evidencia com clareza esses padrões degenerativos, corroborando o conhecimento de que o achatamento condilar, a formação de osteófitos e a esclerose subcondral representam estágios evolutivos da patologia (Min et al., 2024; Vasegh et al., 2023).
Considerando o acima exposto, a investigação anatômica da ATM sob o prisma dos métodos de imagem revela que a osteoartrite se manifesta de maneira multifatorial, afetando tanto os elementos ósseos quanto os tecidos cartilaginosos. As alterações degenerativas se apresentam em graus variados de severidade, abrangendo desde pequenas irregularidades na cortical até a formação de osteófitos e cistos subcondrais (Almpani et al. 2023).
Demais disso, análises com tomografia computadorizada de feixe cônico demonstram que pacientes acometidos frequentemente exibem achatamento condilar acompanhado de esclerose subcondral, confirmando que a doença evolui de forma progressiva e compromete a harmonia estrutural da articulação (Min et al., 2024).
Outrossim, a ressonância magnética assume protagonismo na avaliação dos tecidos moles da ATM, permitindo identificar deslocamentos discais, irregularidades na morfologia do disco e alterações do líquido sinovial. Com isso, as sequências tridimensionais inovadoras, como o protocolo FRACTURE1, apresentam acurácia superior para a caracterização precoce da osteoartrite quando comparadas a sequências convencionais, o que reforça a importância da correlação entre achados clínicos e radiológicos (Nozawa et al., 2025). Em consonância, de Souza Tesch, Calcia e de Nordenflycht (2024) ressaltam que a definição de fenótipos estruturais por imagem auxilia na estratificação dos pacientes, fornecendo subsídios relevantes para a prática clínica e para a pesquisa translacional.
Cumpre acrescentar que modalidades alternativas, como a ultrassonografia, embora apresentem limitações de resolução espacial, têm sido estudadas como ferramentas auxiliares para o diagnóstico precoce, revelando alterações degenerativas em contexto clínico com menor custo e maior acessibilidade (Wojciechowska et al., 2024).
Em paralelo, investigações comparativas evidenciam que a acurácia da ultrassonografia varia conforme a experiência do operador, o que indica necessidade de padronização técnica para consolidar sua aplicabilidade clínica (Dumanli et al., 2025). Ressalte-se ainda que modalidades funcionais, como o SPECT/CT, vêm sendo empregadas na avaliação metabólica da articulação, estabelecendo valores padronizados de captação que se correlacionam com maior atividade osteoartrítica e que ampliam a precisão diagnóstica em pacientes sintomáticos (Kim et al., 2024).
Dessarte, a análise integrada das modalidades de imagem permite afirmar que a distinção entre a morfologia articular preservada e as alterações degenerativas próprias da osteoartrite da ATM não pode prescindir da utilização de técnicas avançadas de diagnóstico, entre as quais a CBCT e a ressonância magnética assumem papel central. Como corolário, torna-se evidente que a combinação de métodos estruturais e funcionais amplia a capacidade de compreender a progressão da doença e fundamenta estratégias terapêuticas mais individualizadas (Szcześniak et al., 2024).
4.2 Achados Identificados
Partindo do pressuposto de que a osteoartrite da articulação temporomandibular se configura como uma condição degenerativa marcada por dor persistente, limitação funcional e remodelação óssea progressiva, torna-se imprescindível analisar de que maneira terapias regenerativas, como o plasma rico em plaquetas (PRP) e a fibrina rica em plaquetas (PRF), contribuem para a mitigação dos sintomas clínicos e para a restauração estrutural da articulação.
Os estudos clínicos convergem na direção de uma melhora significativa da sintomatologia dolorosa e da amplitude de abertura bucal após infiltrações intra articulares com agregados plaquetários. Cardoneanu et al. (2023, p. 463, tradução nossa) relatam que “a infiltração com concentrados plaquetários resultou em melhora estatisticamente significativa nos escores de dor e função mandibular, sobretudo em seguimento de curto prazo”, evidenciando que a ação inicial dessas terapias se manifesta de forma rápida, possivelmente devido à modulação de mediadores inflamatórios presentes no líquido sinovial.
Nesse ínterim, Melo (2024) destaca que a aplicação de PRF, em virtude de sua matriz fibrinosa densa, promove liberação gradual e contínua de fatores de crescimento, garantindo efeitos sustentados sobre a função mandibular e favorecendo a recuperação clínica em médio prazo. Dessa forma, observa-se que ambos os biomateriais apresentam impacto positivo sobre a experiência dolorosa, ainda que em temporalidades distintas.
Em relação às alterações histológicas e estruturais, observou-se por meio de estudos pré-clínicos que a aplicação de agregados plaquetários revelou a preservação da cartilagem articular e a indução de remodelação do osso subcondral, processo evidenciado por análises histológicas e exames de imagem. Min et al. (2024) demonstraram, por meio de tomografia computadorizada (figura 1) de feixe cônico (CBCT), que pacientes submetidos ao tratamento apresentaram aumento volumétrico do côndilo mandibular, sugerindo remodelação óssea ativa associada à presença de fatores de crescimento plaquetários que estimulam osteoblastos e condroblastos. A Figura 2 ilustra cortes multi seccionais da ATM, evidenciando alterações anatômicas e permitindo melhor compreensão das remodelações estruturais documentadas
Figura 2 – Visualização multi seccional da ATM por CBCT. Cortes que evidenciam a anatomia óssea da articulação com detalhamento da forma condilar e das superfícies articulares.

De forma complementar, Almpani et al. (2023) observaram que o tratamento com PRP e PRF favoreceu a deposição de colágeno e proteoglicanos, promovendo maior preservação da matriz cartilaginosa e da integridade biomecânica da articulação.
Na análise comparativa, o PRP tem sido associado a respostas clínicas mais imediatas, particularmente no alívio da dor aguda, em razão de sua constituição líquida e da liberação rápida de mediadores bioativos. Em contrapartida, o PRF, estruturado em uma matriz de fibrina, promove liberação mais lenta e duradoura de citocinas e fatores de crescimento, possibilitando uma resposta de caráter estável e com maior potencial de regeneração estrutural. Essa distinção temporal entre os dois biomateriais foi salientada por Melo (2024) e reforçada por Cardoneanu et al. (2023), que apontam para a complementaridade de suas aplicações, dependendo do estágio clínico da osteoartrite. A tabela 1 sintetiza as diferenças entre os dois.
Tabela 3 – Síntese dos achados sobre PRP e PRF na osteoartrite da ATM

Destaca-se que há variabilidade nos protocolos de preparo, concentração plaquetária, número de sessões aplicadas e tempo de seguimento. De acordo com Almpani et al. (2023), tal heterogeneidade metodológica compromete a comparação direta entre estudos e impede a formulação de protocolos clínicos universais.
Considerando o acima exposto, os achados sugerem que PRP e PRF atuam como moduladores biológicos capazes de reduzir inflamação, promover reparo condral e induzir remodelação óssea. A fisiopatologia da osteoartrite da ATM envolve degradação da cartilagem e remodelação subcondral com formação de osteófitos, erosões e cistos (Larheim et al., 2024; Vasegh et al., 2023). Nesse contexto, a aplicação de agregados plaquetários parece interferir no ciclo degenerativo por liberar fatores de crescimento, como PDGF e TGF-β, que estimulam condroblastos e osteoblastos, favorecendo o equilíbrio anabólico da articulação (Cardoneanu et al., 2023).
Todavia, não se pode ignorar que muitos estudos apresentam amostras reduzidas, ausência de grupos comparadores e curto período de acompanhamento, fatores que limitam as conclusões (Almpani et al., 2023; Melo, 2024).
Os achados radiológicos típicos da osteoartrite da ATM incluem achatamento condilar, esclerose subcondral, erosões marginais e osteófitos (Larheim et al., 2024; Szcześniak et al., 2024). As imagens obtidas por CBCT permitem observar remodelação volumétrica do côndilo em indivíduos tratados com PRP (Min et al., 2024), sugerindo potencial de reversão ou estabilização das alterações degenerativas. Já a ressonância magnética evidencia alterações discais e redução da inflamação sinovial após infiltração com PRF (Nozawa et al., 2025).
Figura 3 – Comparativo entre ATM normal e com osteoartrite (CBCT). À esquerda, superfície condilar lisa com preservação do espaço articular; à direita, sinais degenerativos, incluindo achatamento condilar e irregularidades óssea

Os achados típicos da osteoartrite da ATM ainda incluem achatamento condilar, esclerose subcondral, erosões marginais e osteófitos (Larheim et al., 2024; Szcześniak et al., 2024). A Figura 4 apresenta uma sequência de cortes sagitais evidenciando a morfologia normal e as alterações progressivas condilares típicas da osteoartrite, permitindo compreender a evolução do processo degenerativo.
Figura 4 – Série sagital da ATM: morfologia normal versus alterações osteoartrósicas. Sequência óptima para demonstrar alterações morfométricas e estruturais típicas da osteoartrite.

Diante do exposto, é plausível afirmar que PRP e PRF apresentam efeitos clínicos positivos e indícios de regeneração estrutural, ainda que os achados devam ser interpretados com cautela. Em face do apresentado, a heterogeneidade metodológica, a ausência de padronização e os tamanhos amostrais reduzidos reforçam a necessidade de ensaios clínicos randomizados, com protocolos uniformes e seguimento em longo prazo, a fim de consolidar sua utilização na prática clínica.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como propósito analisar a eficácia dos agregados plaquetários autólogos como terapias regenerativas aplicadas à osteoartrite da articulação temporomandibular, delimitando a investigação a estudos publicados entre 2021 e 2025. Os objetivos propostos foram alcançados, permitindo identificar os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença, revisar os diferentes tipos de agregados utilizados, avaliar seus efeitos sobre cartilagem e osso subcondral e apontar vantagens e limitações de sua aplicação clínica.
Os resultados apontaram que tanto o PRP quanto o PRF contribuem para a redução da dor e para a melhora da função mandibular, além de indicarem potencial para induzir remodelação condilar e preservar a cartilagem articular. Observou-se que o PRP tende a apresentar resposta clínica mais imediata, enquanto o PRF demonstra maior durabilidade dos efeitos, embora a variabilidade metodológica dos estudos analisados limite a generalização dos achados.
Em face do apresentado, conclui-se que os agregados plaquetários configuram alternativas terapêuticas promissoras no manejo conservador da osteoartrite da ATM. Contudo, a ausência de protocolos padronizados e de estudos clínicos de longo prazo evidencia a necessidade de investigações adicionais que permitam validar sua aplicação em diferentes contextos clínicos e consolidar sua efetividade como recurso terapêutico.
1O FRACTURE é uma sequência 3D de RM voltada para avaliação detalhada das estruturas ósseas da ATM, permitindo identificar erosões e remodelações associadas à osteoartrite sem necessidade de exposição à radiação ionizante, como ocorre na tomografia computadorizada.
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¹Acadêmico do curso de Odontologia do Centro Universitário Multivix – Vitória
²Docente do curso de odontologia do Centro Universitário Multivix – Vitória
