ACCIDENTS AND COMPLICATIONS IN DENTAL SURGERY: A CASE STUDY IN CLINICAL PRACTICE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511100956
Alana Oliveira Andrade
Débora Vitoria Neves dos Santos
Iranilds Moreira Santos Oliveira
Laura Lima Monteiro
Samara Batista Dias
Barbara Nicolodi Soares Silva
RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrência de acidentes e complicações durante o atendimento cirúrgico odontológico em ambiente clínico universitário, bem como identificar a percepção dos discentes acerca do planejamento, preparo técnico e condutas frente às intercorrências. Trata-se de um estudo de caráter descritivo, quantitativo e transversal, realizado com 87 alunos do curso de Odontologia da Faculdade SulAmérica, em Luís Eduardo Magalhães – BA. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado e analisados estatisticamente, sendo os resultados apresentados em gráficos e discutidos à luz da literatura científica recente. Verificou-se que a maioria dos estudantes solicita radiografia panorâmica como exame de rotina pré-operatória (87%) e considera-se preparada para o planejamento cirúrgico (93%). Contudo, mais da metade (55%) relatou já ter enfrentado algum acidente ou complicação, sendo a falha anestésica o evento mais prevalente (46%). Observou-se ainda que 83% já vivenciaram falha anestésica e 92% afirmaram sentir apenas segurança parcial para manejar intercorrências. As complicações pós-operatórias mais citadas foram dificuldade de cicatrização, edema e dor intensa. Conclui-se que, embora os acadêmicos apresentem consciência sobre o planejamento e a orientação ao paciente, há necessidade de maior ênfase no treinamento prático, na supervisão docente e na abordagem preventiva para reduzir acidentes e complicações em ambiente clínico universitário.
Palavras-chave: Odontologia. Cirurgia oral. Complicações. Acidentes. Ensino superior.
1. INTRODUÇÃO
A cirurgia odontológica constitui uma das áreas mais complexas da odontologia, caracterizando-se por procedimentos invasivos que envolvem intervenções nos tecidos moles e duros da cavidade bucal e estruturas adjacentes. Por sua natureza, demanda do cirurgião dentista não apenas habilidade técnica e precisão manual, mas também um vasto conhecimento anatômico, fisiológico e patológico, além de capacidade de antecipar e manejar possíveis complicações que possam surgir ao longo do ato operatório ou no período pós operatório (VIANA et al., 2025; DA CUNHA, DE SOUZA & REIS, 2024).
A complexidade das cirurgias orais, somada à grande variabilidade anatômica individual, à presença de condições sistêmicas e às especificidades de cada caso clínico, impõe desafios significativos à prática diária, exigindo constante atualização científica e domínio de protocolos preventivos e corretivos eficazes (FERNANDES, DE OLIVEIRA & BRAGA, 2023).
Com os avanços tecnológicos e o aprimoramento dos métodos diagnósticos e terapêuticos, houve significativa redução na incidência de acidentes e complicações durante os procedimentos cirúrgicos odontológicos. No entanto, esses eventos ainda se configuram como realidades clínicas importantes e frequentemente imprevisíveis, capazes de comprometer não apenas o sucesso do tratamento, mas também a integridade funcional e emocional do paciente. Entre os principais acidentes intraoperatórios relatados na literatura destacam-se a fratura de instrumentos dentro dos tecidos, perfurações acidentais de estruturas anatômicas nobres, deslocamento de raízes dentárias ou dentes inteiros para espaços anatômicos como o seio maxilar, a fossa infratemporal ou o espaço submandibular, além da ocorrência de hemorragias inesperadas de difícil controle (GUIMARÃES et al., 2023; PIZZOLATTO et al., 2023).
Essas intercorrências podem ter origem multifatorial, estando comumente associadas à complexidade do caso, à limitação do acesso cirúrgico, à deficiência na visualização do campo operatório, ao uso inadequado de instrumentos rotatórios ou à aplicação de força excessiva em áreas de difícil acesso anatômico. Além disso, a falta de planejamento adequado, a realização de procedimentos sem exames de imagem detalhados e a inexperiência do profissional também figuram como fatores determinantes para a ocorrência desses eventos adversos (CASTRO et al., 2022; BAZARIN E OLIVEIRA, 2018). Nesse sentido, a avaliação criteriosa do paciente, o conhecimento das variações anatômicas individuais e a elaboração de um plano cirúrgico minucioso e baseado em evidências são pilares fundamentais para minimizar os riscos e otimizar os resultados clínicos (PEREIRA, 2021).
Paralelamente aos acidentes intraoperatórios, as complicações que se manifestam no pós-operatório imediato ou tardio também merecem atenção redobrada. Dentre as mais comuns, destacam-se infecções locais, dor intensa e prolongada, edema exacerbado, sangramentos persistentes, trismo, parestesia de estruturas inervadas e dificuldades no processo de cicatrização tecidual (MORAES et al., 2019). Essas complicações podem ser influenciadas por fatores intrínsecos, como a resposta imunológica e inflamatória do paciente, presença de doenças sistêmicas (como diabetes mellitus, hipertensão e distúrbios de coagulação), uso de medicamentos que interferem na cicatrização ou na hemostasia, bem como por fatores extrínsecos, como falhas na técnica cirúrgica, infecção cruzada e não adesão do paciente às orientações pós-operatórias (VIANA et al., 2025).
A hemorragia, por exemplo, constitui uma das complicações mais temidas e pode se manifestar tanto durante a cirurgia quanto após sua conclusão. Em casos extremos, pode evoluir para situações de urgência médica, como choque hipovolêmico, especialmente em pacientes com distúrbios hemorrágicos não diagnosticados previamente. O domínio das técnicas de hemostasia local, o uso de agentes hemostáticos e a correta avaliação pré operatória da condição sistêmica do paciente são essenciais para o controle eficiente desse tipo de complicação (DOS SANTOS et al., 2023; FERNANDES, DE OLIVEIRA & BRAGA, 2023). Da mesma forma, as infecções pós-operatórias, quando não manejadas de forma adequada, podem evoluir para condições mais graves, como celulite facial, abscessos profundos e até osteomielite, com risco de disseminação sistêmica. O rigor na adoção de medidas de biossegurança, a prescrição criteriosa de antibióticos e a educação do paciente quanto aos cuidados domiciliares são indispensáveis para a prevenção dessas ocorrências (PIZZOLATTO et al., 2023).
Outro ponto de destaque diz respeito às lesões de nervos periféricos, especialmente o nervo alveolar inferior, o nervo lingual e o nervo mentual. Tais estruturas estão particularmente vulneráveis em procedimentos como extrações de terceiros molares inferiores, cirurgias ortognáticas e instalação de implantes na região posterior da mandíbula. A lesão dessas estruturas pode acarretar parestesia, disestesia ou até anestesia permanente de áreas inervadas, impactando significativamente a sensibilidade oral e a qualidade de vida do paciente (CASTRO et al., 2022). Para reduzir esse risco, a utilização de exames de imagem de alta definição, como a tomografia computadorizada de feixe cônico, associada a softwares de planejamento cirúrgico, tem sido amplamente recomendada.
A análise detalhada das intercorrências cirúrgicas em odontologia evidência, portanto, a necessidade de uma abordagem sistemática, que contemple o diagnóstico pré-operatório minucioso, o planejamento detalhado baseado em dados clínicos e radiográficos, e a execução de técnicas cirúrgicas seguras e baseadas em protocolos atualizados. A adoção de estratégias preventivas, o acompanhamento rigoroso no pós-operatório e a capacitação contínua dos profissionais são medidas indispensáveis para a redução das taxas de complicações e para o aprimoramento da qualidade da assistência prestada.
Por fim, destaca-se o papel cada vez mais relevante da atuação multidisciplinar na prevenção e no manejo de acidentes e complicações cirúrgicas. A integração entre diferentes especialidades odontológicas, como cirurgia bucomaxilofacial, periodontia, implantodontia e radiologia, bem como a colaboração com profissionais da área médica, contribuem para uma abordagem mais ampla, segura e centrada nas necessidades do paciente. Assim, o presente estudo de caso tem como objetivo analisar criticamente os principais acidentes e complicações em cirurgia odontológica, discutindo suas causas, consequências clínicas, estratégias preventivas e condutas terapêuticas recomendadas, com vistas à promoção de uma prática mais segura, eficaz e comprometida com os princípios da excelência clínica e do cuidado humanizado.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
A cirurgia odontológica, enquanto área essencial da odontologia contemporânea, abrange intervenções nos tecidos moles e duros da cavidade bucal, sendo frequentemente realizada em diversas especialidades, como cirurgia bucomaxilofacial, periodontia, implantodontia e endodontia. Apesar de ser considerada por muitos profissionais como uma prática rotineira, exige preparo técnico rigoroso, embasamento teórico aprofundado, habilidades psicomotoras refinadas e, sobretudo, uma postura ética e humanizada frente às variáveis clínicas que podem surgir (CAMPOS et al., 2021; LIMA et al., 2023).
A evolução tecnológica tem oferecido suporte significativo à prática cirúrgica, com destaque para a introdução da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), que permite uma visualização tridimensional precisa das estruturas anatômicas, possibilitando um planejamento cirúrgico mais seguro e personalizado. Conforme relatado por Silva et al. (2023), a TCFC é particularmente útil na análise da relação entre raízes dentárias e o canal mandibular, o que é fundamental para reduzir o risco de lesões nervosas durante exodontias de terceiros molares inferiores.
Além disso, a odontologia digital, por meio da integração de softwares de planejamento, scanners intraorais e guias cirúrgicos personalizados, tem elevado os níveis de precisão e previsibilidade nos procedimentos cirúrgicos. No entanto, a adoção dessas tecnologias deve estar aliada à capacitação contínua dos profissionais, visto que o manuseio inadequado dos recursos digitais pode gerar erros diagnósticos ou planos cirúrgicos falhos (FERREIRA et al., 2022).
A compreensão anatômica individualizada também se mostra imprescindível. As variações anatômicas – como a bifurcação do nervo alveolar inferior, a posição do seio maxilar ou o formato da mandíbula – são fatores que influenciam diretamente na conduta cirúrgica. Estudos como o de Andrade et al. (2021) demonstram que a negligência em reconhecer tais particularidades pode levar a complicações como perfuração do seio maxilar, parestesias ou hemorragias intraoperatórias.
No campo da anamnese e avaliação sistêmica, a literatura ressalta a importância de uma abordagem integral do paciente. Condições como a diabetes mellitus descompensada, coagulopatias, doenças autoimunes e uso crônico de medicamentos imunossupressores ou anticoagulantes tornam o paciente mais vulnerável a complicações infecciosas, sangramentos prolongados e falhas no reparo tecidual. Segundo Torres et al. (2020), é essencial que o cirurgião-dentista estabeleça um protocolo de avaliação pré-operatória que contemple a saúde geral, hábitos de vida, estado psicológico e fatores de risco específicos.
A bioética, nesse contexto, assume um papel central, principalmente no que diz respeito à autonomia do paciente, ao consentimento informado e à tomada de decisão compartilhada. O cirurgião deve fornecer informações claras e acessíveis sobre os riscos, benefícios e alternativas terapêuticas, respeitando o direito do paciente de participar ativamente de seu tratamento (REZENDE et al., 2022). O consentimento não deve ser visto apenas como um documento burocrático, mas como parte de uma relação de confiança que valoriza a dignidade humana.
No que se refere à execução técnica, complicações como fraturas ósseas, exposição de raízes adjacentes, deslocamento de dentes para espaços anatômicos profundos, lacerações de mucosa e fraturas de instrumentos cirúrgicos continuam sendo reportadas na literatura. Esses eventos estão frequentemente relacionados a falhas na técnica operatória, como uso inadequado da força, escolha incorreta de instrumentos ou ausência de visibilidade adequada do campo operatório (MOURA et al., 2022). A atualização constante em técnicas minimamente invasivas, além de treinamentos em simuladores ou laboratórios de práticas, pode contribuir para reduzir a incidência dessas intercorrências.
As complicações pós-operatórias também são de grande relevância clínica. A alveolite seca, por exemplo, é uma das complicações mais comuns após exodontias e está associada a fatores como tabagismo, higiene oral deficiente, trauma cirúrgico e interrupção precoce do coágulo sanguíneo (BARBOSA et al., 2021). Já as infecções secundárias podem evoluir para abscessos, celulites cervicofaciais ou até infecções sistêmicas, exigindo condutas rápidas e eficazes. O controle da dor, do edema e da cicatrização está diretamente relacionado à orientação pós-operatória eficiente, ao uso criterioso de medicamentos e ao acompanhamento clínico rigoroso.
Nesse sentido, a adesão do paciente às orientações pós-operatórias é um fator crítico. A literatura sugere que, quando as recomendações são transmitidas de forma didática, utilizando recursos como vídeos explicativos ou infográficos, há maior compreensão por parte do paciente, reduzindo as chances de complicações (ALMEIDA & NASCIMENTO, 2020). A relação entre profissional e paciente deve ser baseada em comunicação clara, empatia e disponibilidade para sanar dúvidas durante todo o processo cirúrgico.
Além disso, o preparo emocional do paciente tem ganhado destaque como fator que influencia tanto na experiência do procedimento quanto na recuperação. Ansiedade, medo e estresse podem afetar negativamente a resposta imunológica, alterar parâmetros cardiovasculares e até influenciar na percepção da dor. Estratégias como a musicoterapia, o uso de aromaterapia ou mesmo a aplicação de técnicas de respiração guiada são recursos que têm sido incorporados em clínicas com abordagem mais humanizada (SANTOS & LOPES, 2022).
Por fim, deve-se considerar o papel da odontologia baseada em evidências (OBE) no aprimoramento da conduta clínica. A OBE promove a tomada de decisões clínicas baseadas na integração entre a melhor evidência científica disponível, a experiência clínica do profissional e os valores do paciente (GUERRA et al., 2021). A análise crítica de artigos científicos, a participação em cursos de atualização e a incorporação de protocolos clínicos baseados em evidências são fundamentais para garantir segurança, previsibilidade e excelência nos tratamentos cirúrgicos.
3. METODOLOGIA
TIPO DE ESTUDO
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, configurando-se como um estudo de caso clínico. O objetivo é analisar, sob a perspectiva prática, a ocorrência de acidentes e complicações durante procedimentos cirúrgicos odontológicos, abordando os fatores etiológicos envolvidos, as condutas clínicas adotadas e os desfechos observados.
CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE PESQUISA
A presente pesquisa será desenvolvida na Clínica-Escola de Odontologia da Faculdade Sulamérica, localizada na Rua da Paraná, 299 – Centro, Luís Eduardo Magalhães/BA. Este ambiente constitui um espaço acadêmico destinado à prática supervisionada dos estudantes do curso de Odontologia, oferecendo atendimentos à comunidade em diversas especialidades odontológicas, sob a orientação de professores e preceptores qualificados.
A Clínica-Escola apresenta uma estrutura adequada para a realização de procedimentos cirúrgicos ambulatoriais e é equipada com consultórios, centro de esterilização, sala de raio-X e área de triagem, o que proporciona condições técnicas e pedagógicas favoráveis à observação e análise de casos clínicos. A escolha deste campo de pesquisa justifica-se pela variedade de atendimentos realizados, que possibilita a identificação e documentação de acidentes e complicações cirúrgicas reais no contexto da prática clínica odontológica.
Além disso, por tratar-se de um ambiente de ensino-aprendizagem, a Clínica-Escola permite a articulação entre teoria e prática, sendo um local estratégico para a investigação de condutas adotadas diante de intercorrências operatórias e para a discussão de estratégias de prevenção e manejo baseadas em evidências científicas.
POPULAÇÃO E AMOSTRA
A população deste estudo foi composta por pacientes atendidos na Clínica-Escola de Odontologia da Faculdade Sulamérica, submetidos a procedimentos cirúrgicos odontológicos no período de fevereiro a agosto de 2025. Esses atendimentos são realizados por acadêmicos do curso de Odontologia, sob supervisão de docentes habilitados, abrangendo diferentes complexidades clínicas.
A amostra foi intencional e não probabilística, definida com base em critérios específicos de inclusão e exclusão, considerando-se a natureza qualitativa e descritiva do estudo. Serão analisados um ou mais casos clínicos que tenham apresentado acidentes ou complicações cirúrgicas relevantes, devidamente documentados e acompanhados durante o atendimento na clínica, com registros completos em prontuário. Por se tratar de um estudo com análise retrospectiva de dados e com garantia de anonimato das informações coletadas, não será necessária a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme previsto nas diretrizes éticas para pesquisas envolvendo seres humanos.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Serão incluídos neste estudo os prontuários e registros clínicos de pacientes atendidos na Clínica-Escola de Odontologia da Faculdade Sulamérica, que tenham sido submetidos a procedimentos cirúrgicos odontológicos e que apresentaram algum tipo de acidente ou complicação clínica intraoperatória ou pós-operatória, devidamente documentada no prontuário.
Os critérios específicos de inclusão são:
• Pacientes atendidos no período compreendido entre Fevereiro a Agosto de 2025;
• Procedimentos cirúrgicos realizados por discentes, sob supervisão docente, no ambiente da clínica-escola;
• Registros clínicos completos, contendo anamnese, plano de tratamento, descrição do procedimento, evolução do caso e condutas adotadas;
• Casos em que tenham ocorrido intercorrências clínicas como hemorragias, parestesias, infecções, fratura de instrumentos, deslocamento dentário, entre outras complicações cirúrgicas relevantes;
A inclusão desses casos visa permitir uma análise crítica sobre os fatores envolvidos nas complicações cirúrgicas, contribuindo para o aprimoramento das práticas clínicas e acadêmicas.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Serão excluídos deste estudo os casos que não atendam aos requisitos definidos nos critérios de inclusão ou que apresentem limitações que comprometam a qualidade da análise. Especificamente, serão excluídos:
• Prontuários clínicos incompletos, com informações insuficientes sobre o procedimento cirúrgico, evolução do caso ou condutas adotadas;
• Casos em que não tenha sido registrada nenhuma intercorrência clínica relevante durante ou após a cirurgia odontológica;
• Procedimentos realizados fora da clínica-escola de odontologia da faculdade sulamérica;
• Pacientes cuja condição clínica ou sistêmica não esteja adequadamente descrita, impedindo uma avaliação confiável do contexto das complicações;
• Prontuários de pacientes menores de 18 anos sem o consentimento formal dos responsáveis legais.
Esses critérios visam garantir a fidedignidade dos dados analisados, assegurando que as conclusões do estudo sejam baseadas em informações consistentes, éticas e metodologicamente válidas.
INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
Para a realização deste estudo de caso, os dados serão coletados por meio da análise documental dos prontuários clínicos dos pacientes atendidos na clínica-escola de odontologia da faculdade Sulamérica, complementada, quando necessário, por entrevistas breves com os cirurgiões dentistas supervisores ou discentes envolvidos no atendimento, respeitando os princípios éticos da pesquisa em saúde.
Será utilizado um roteiro semiestruturado de coleta, elaborado pelos pesquisadores, contendo os seguintes itens:
• Identificação do paciente (dados anonimizados);
• Histórico médico e odontológico;
• Procedimento cirúrgico realizado;
• Intercorrências ocorridas durante ou após o procedimento;
• Condutas adotadas para o manejo da complicação;
• Evolução clínica do caso;
• Uso de exames complementares;
• Adesão do paciente às orientações pós-operatórias.
Os dados obtidos serão registrados em planilhas organizadas e analisados de forma qualitativa e descritiva, com base na literatura científica atual, buscando-se compreender os fatores envolvidos na ocorrência de acidentes e complicações, bem como a eficácia das medidas adotadas para sua resolução.
Todos os registros utilizados respeitarão os princípios de sigilo e confidencialidade, conforme preconizado pela resolução nº 510/2016 do conselho nacional de saúde, sendo os dados utilizados exclusivamente para fins acadêmicos.
GRÁFICOS
Gráfico 1 – Em qual período você está atualmente?

Gráfico 2 – Você realiza planejamento prévio antes das cirurgias (como exodontias)?

Gráfico 3 – Quais exames você costuma solicitar ou consultar antes da cirurgia?

Gráfico 4 – Você já identificou risco potencial de complicações durante o planejamento prévio?

Gráfico 5 – Você considera que recebeu preparo suficiente para realizar um bom planejamento pré-cirúrgico?

Gráfico 6 – Já enfrentou algum acidente ou complicação durante uma cirurgia odontológica?

Gráfico 7 – Se sim, qual(is) ocorreu(ram)? Pode marcar mais de uma opção)

Gráfico 8 – Você já observou ou vivenciou falha anestésica durante um procedimento cirúrgico?

Gráfico 9 – Na sua experiência, quais foram as principais causas da falha anestésica? (pode marcar mais de uma)

Gráfico 10 – Já presenciou ou suspeitou de intoxicação por excesso de anestésico local?

Gráfico 11 – Você conhece as manifestações clínicas da intoxicação anestésica?

Gráfico 12 – Já teve um caso em que a dor ou ansiedade do paciente dificultou o controle do sangramento durante a cirurgia?

Gráfico 13 – Em sua opinião, quais medidas ajudam a prevenir complicações relacionadas à anestesia? (pode marcar mais de uma)

Gráfico 14 – Como você lidou com o acidente durante o procedimento?

Gráfico 14 – Você sente segurança para manejar intercorrências durante o ato cirúrgico?

Gráfico 15 – Como você costuma lidar com pacientes ansiosos antes e durante o procedimento cirúrgico? (pode marcar mais de uma opção)

Gráfico 16 – Já acompanhou algum caso com complicações no pós-operatório?

Gráfico 17 – Quais as complicações pós-operatórias que você observou? (pode marcar mais de uma opção)

Gráfico 18 – Você costuma orientar o paciente adequadamente sobre os cuidados pós-operatórios?

Gráfico 19 – Considera que o sucesso da cirurgia depende diretamente da adesão do paciente às orientações pós operatórias?

Gráfico 20 – O que você acredita que ajudaria a reduzir acidentes e complicações nas cirurgias realizadas por alunos da clínica?

PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DOS DADOS
A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa e descritiva, com o objetivo de interpretar criticamente os aspectos clínicos, técnicos e contextuais relacionados aos acidentes e complicações ocorridos durante procedimentos cirúrgicos odontológicos.
Após a coleta, os dados foram organizados em categorias temáticas previamente definidas com base nos objetivos da pesquisa e na literatura científica, tais como: tipo de procedimento realizado, natureza da intercorrência, fatores contribuintes, condutas adotadas, resposta clínica do paciente e desfecho do caso.
A interpretação seguirá os princípios da análise de conteúdo, conforme proposto por Bardin (2016), permitindo a identificação de padrões, semelhanças, divergências e singularidades nos relatos dos casos selecionados. Esta abordagem possibilita uma compreensão aprofundada da realidade clínica observada, respeitando a complexidade dos fenômenos envolvidos.
Os achados serão confrontados com evidências científicas recentes, a fim de discutir sua relevância para a prática odontológica e propor recomendações fundamentadas em protocolos atualizados. Sempre que pertinente, os dados poderão ser apresentados em quadros, tabelas e descrições narrativas, facilitando a visualização e a compreensão dos resultados.
A triangulação das informações obtidas por diferentes fontes (prontuários, observação direta e entrevistas complementares) visa garantir maior confiabilidade à análise, contribuindo para a validade dos resultados e para a construção de reflexões críticas sobre a segurança do paciente em contextos de ensino e prática clínica.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
O presente estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de acidentes e complicações durante o atendimento cirúrgico odontológico em ambiente clínico universitário, analisando a percepção, o preparo e as condutas dos acadêmicos da Faculdade SulAmérica, em Luís Eduardo Magalhães – BA. Os resultados apresentados a seguir refletem uma amostra de 87 estudantes de Odontologia, cujas respostas foram organizadas em eixos temáticos que abrangem o planejamento pré-operatório, intercorrências transoperatórias, manejo anestésico, complicações pós-operatórias e percepção de preparo profissional.
Planejamento pré-operatório e percepção de preparo
Dos 87 participantes, 76 (87%) relataram solicitar ou consultar radiografias panorâmicas antes das cirurgias, enquanto apenas 11 (13%) optaram pela radiografia periapical. Esses resultados indicam uma tendência dos alunos em priorizar o exame panorâmico como ferramenta de planejamento. A literatura destaca que a radiografia panorâmica oferece uma visão global das estruturas ósseas, permitindo avaliar possíveis anomalias, relações anatômicas e riscos de complicações (VIANA et al., 2025). No entanto, a escolha do exame deve estar condicionada ao tipo de procedimento e ao dente envolvido, visto que o exame periapical, embora mais restrito, oferece maior precisão em detalhes radiculares e periapicais (ARAÚJO et al., 2025).
Em relação à identificação de riscos potenciais de complicações, apenas 14 (16%) dos respondentes afirmaram já ter identificado situações de risco durante o planejamento prévio, enquanto 73 (84%) declararam não o fazer. Tal achado sugere que a etapa de análise crítica dos fatores de risco ainda é pouco explorada pelos alunos. Segundo Guimarães (2023), a fase de planejamento é determinante para o sucesso cirúrgico e deve envolver uma avaliação criteriosa de condições sistêmicas, anatômicas e técnicas. A falta de percepção de risco pode refletir uma lacuna no ensino da odontologia cirúrgica, evidenciando a necessidade de maior integração entre teoria e prática clínica.
Além disso, 81 (93%) dos estudantes consideraram que receberam preparo suficiente para realizar um bom planejamento pré-cirúrgico, e 6 (7%) responderam “em parte”. A aparente confiança dos discentes, contrastada com a baixa identificação de riscos, pode representar uma percepção de preparo mais subjetiva do que técnica. De acordo com Cunha et al. (2024), a autoconfiança excessiva sem embasamento prático é um fator que pode aumentar a incidência de erros operatórios em ambientes de ensino, especialmente quando não acompanhada por supervisão intensiva.
Ocorrência de acidentes e complicações transoperatórias
Quando questionados sobre experiências com acidentes ou complicações intraoperatórias, 48 (55%) afirmaram já ter enfrentado tais situações, enquanto 39 (45%) relataram nunca ter passado por isso. Esse percentual de mais da metade da amostra evidencia que, mesmo em ambientes supervisionados, intercorrências são frequentes, refletindo a natureza desafiadora da prática cirúrgica e a curva de aprendizado envolvida.
Entre os tipos de complicações mais relatadas, destacaram-se: falha anestésica (40 casos), fratura dental (16), fratura de restauração (4), deslocamento de dente ou raiz (4), hemorragia inesperada (3), fratura óssea (2), perfuração de estruturas anatômicas (2) e lesão nervosa (2). A predominância da falha anestésica corrobora estudos como o de Mattos e Corrêa (2014), que associaram intercorrências em exodontias ao domínio técnico insuficiente e ao uso incorreto de técnicas anestésicas. O aprendizado de anestesia local ainda se mostra como uma das áreas de maior dificuldade entre graduandos, conforme reforçado por Ferreira et al. (2021), que destacam a importância de simulações e treinamento repetitivo para o desenvolvimento de segurança técnica.
Falhas anestésicas e conhecimento sobre intoxicação
O levantamento revelou que 72 (83%) dos alunos já observaram ou vivenciaram falha anestésica, enquanto 14 (16%) não tiveram essa experiência e 1 (1%) não respondeu. Ao analisar as principais causas percebidas, os participantes atribuíram as falhas à técnica inadequada (46), ansiedade do paciente 4.3 Falhas anestésicas e conhecimento sobre intoxicação.
O levantamento revelou que 72 (83%) dos alunos já observaram ou vivenciaram falha anestésica, enquanto 14 (16%) não tiveram essa experiência e 1 (1%) não respondeu. Ao analisar as principais causas percebidas, os participantes atribuíram as falhas à técnica inadequada (46), ansiedade do paciente (15), quantidade insuficiente de anestésico (13), anatomia desfavorável (12), baixa qualidade do anestésico (4) e outros fatores menores. Esses resultados demonstram que a origem das falhas é multifatorial e envolve tanto aspectos técnicos quanto comportamentais.
Em consonância, Guimarães (2023) salienta que a ansiedade do paciente pode alterar o limiar de dor e a resposta fisiológica ao anestésico, comprometendo a eficácia. Do ponto de vista técnico, Viana et al. (2025) reforçam que o conhecimento anatômico e a escolha adequada da técnica de bloqueio são determinantes para evitar falhas. Esses dados indicam que o processo formativo deve combinar domínio anatômico, preparo emocional do operador e atenção às particularidades individuais do paciente.
Além disso, quanto ao conhecimento sobre intoxicação por anestésicos, apenas 26 (30%) afirmaram conhecer as manifestações clínicas, 46 (53%) declararam conhecer “em parte”, e 14 (16%) afirmaram desconhecê-las. Esse resultado reforça a necessidade de maior ênfase no ensino dos sinais de toxicidade sistêmica por anestésicos locais, uma condição potencialmente grave, embora rara, em ambiente odontológico (CUNHA et al., 2024). Segundo Souza et al. (2022), o manejo de emergências médicas em odontologia é um dos tópicos menos dominados entre estudantes, mesmo sendo exigência ética e legal no exercício clínico.
Controle emocional, ansiedade e intercorrências intraoperatórias
Sobre a influência da ansiedade e dor do paciente no controle do sangramento durante a cirurgia, 27 (31%) afirmaram que já enfrentaram dificuldade em controlar o sangramento em virtude do estado emocional do paciente, enquanto 60 (69%) não observaram tal situação. Esse resultado é compatível com a literatura, que aponta que a liberação de adrenalina endógena em situações de ansiedade intensa pode aumentar o fluxo sanguíneo e dificultar a hemostasia (GUIMARÃES, 2023).
A forma mais frequente de manejo da ansiedade relatada foi “conversar para acalmar o paciente” (25 respostas), seguida de explicação detalhada do procedimento (12) e técnicas de relaxamento (9), enquanto apenas 1 participante relatou uso de medicação ansiolítica sob autorização. Esses achados demonstram que os alunos compreendem a importância da comunicação e empatia, pilares fundamentais no relacionamento clínico-terapêutico (ALMEIDA et al., 2022). Ainda assim, a ausência de técnicas estruturadas de controle de ansiedade, como musicoterapia ou respiração guiada, sugere que o ensino ainda se concentra mais nos aspectos técnicos do que nos psicológicos.
Complicações pós-operatórias e adesão do paciente
Em relação à ocorrência de complicações no pós-operatório, 73 (84%) dos estudantes afirmaram já ter acompanhado casos de complicações, enquanto 14 (16%) não vivenciaram tais eventos. As complicações mais relatadas foram dificuldade de cicatrização (30), edema (26), dor intensa (10), infecção (13), edema exacerbado (7), parestesia (4) e alveolite (2).
Esses resultados reforçam a literatura que reconhece a dor e o edema como complicações mais comuns após exodontias, especialmente quando há trauma tecidual excessivo, contaminação ou falhas na orientação pós-operatória (CUNHA et al., 2024). Em contrapartida, complicações mais graves, como parestesia e alveolite, apresentaram baixa incidência, o que pode refletir supervisão docente adequada e seleção criteriosa de casos clínicos na clínica-escola.
No tocante às orientações pós-operatórias, 86 (99%) afirmaram orientar sempre o paciente, e apenas 1 (1%) respondeu “às vezes”. Esse índice é positivo, pois demonstra que a maioria reconhece a relevância da comunicação pós-cirúrgica. Contudo, quando indagados sobre o impacto da adesão do paciente no sucesso da cirurgia, 65 (75%) responderam “sim”, 20 (23%) “em parte” e 2 (2%) “não”. A diferença entre orientar e garantir a adesão revela a necessidade de estratégias mais eficazes de acompanhamento e reforço educativo, como o uso de lembretes digitais, fichas ilustradas e retorno precoce, medidas que têm mostrado eficácia na literatura recente (COSTA et al., 2023).
Propostas de melhoria e autocrítica dos discentes
Ao serem questionados sobre medidas que ajudariam a reduzir acidentes e complicações, as respostas concentraram-se em mais treinamento prático (44), discussão de casos clínicos (30), supervisão mais próxima (30) e revisão de protocolos (20). Um participante acrescentou que “todas as alternativas sempre serão válidas para melhoria dos atendimentos”, reforçando a visão integrativa da formação odontológica.
Os resultados confirmam que os próprios discentes reconhecem as limitações do processo formativo e apontam caminhos concretos para aperfeiçoamento. Segundo Viana et al. (2025), a combinação de treinamento prático supervisionado, discussão interdisciplinar e revisão sistemática de protocolos é fundamental para consolidar competências clínicas e reduzir erros operatórios.
Esses achados também refletem a importância da cultura de segurança do paciente no ensino odontológico. Mattos e Corrêa (2014) enfatizam que o ambiente de aprendizado deve promover a reflexão sobre erros como oportunidade de crescimento, e não punição. Assim, é possível fortalecer o senso crítico e a responsabilidade técnica do futuro cirurgião-dentista.
De modo geral, os resultados deste estudo demonstram que os alunos apresentam boa percepção sobre a importância do planejamento, das orientações pós-operatórias e do relacionamento com o paciente, porém ainda revelam limitações no reconhecimento de riscos, no manejo anestésico e na segurança frente a intercorrências. A predominância de respostas “parcialmente seguro” (92%) ao lidar com complicações mostra que o domínio técnico ainda está em processo de consolidação.
A integração entre teoria, prática e supervisão se mostra, portanto, o eixo central para o aprimoramento do ensino clínico. A ampliação das práticas simuladas, o incentivo à discussão de casos e o reforço da anatomia aplicada à cirurgia são estratégias que podem reduzir significativamente os índices de acidentes e complicações observados neste estudo.
Tais resultados corroboram o que a literatura recente defende: o sucesso da cirurgia odontológica está diretamente relacionado ao planejamento adequado, ao domínio técnico, à supervisão qualificada e à adesão do paciente às recomendações pós-operatórias (CUNHA et al., 2024; GUIMARÃES, 2023; VIANA et al., 2025)
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a ocorrência de acidentes e complicações durante o atendimento cirúrgico odontológico em ambiente clínico universitário, bem como analisar o nível de preparo, percepção de risco e condutas adotadas pelos alunos da Faculdade SulAmérica, em Luís Eduardo Magalhães – BA.
Os resultados obtidos evidenciaram que, embora a maioria dos discentes demonstre segurança no planejamento pré-operatório e reconheça a importância da orientação pós cirúrgica, ainda há deficiências importantes no reconhecimento de riscos, no manejo anestésico e na segurança frente a intercorrências. A falha anestésica foi o evento mais frequentemente relatado, refletindo a necessidade de fortalecimento da formação prática e teórica em técnicas anestésicas, anatomia aplicada e farmacologia clínica.
Também se observou que a autoconfiança declarada no preparo pré-cirúrgico não corresponde proporcionalmente à capacidade de identificar riscos potenciais. Esse descompasso reforça a importância de metodologias ativas de ensino, que estimulem o raciocínio clínico, a análise crítica de casos e o desenvolvimento de habilidades para tomada de decisão em situações adversas.
No âmbito do manejo emocional e da relação com o paciente, constatou-se que os estudantes valorizam o diálogo e a explicação detalhada como estratégias de controle da ansiedade, mas há pouca utilização de técnicas estruturadas de relaxamento ou apoio psicológico. Tal achado sugere a necessidade de uma formação mais humanizada, voltada não apenas à técnica, mas também ao acolhimento e à comunicação terapêutica.
As complicações pós-operatórias mais observadas indicam que, mesmo com supervisão docente, o aprendizado clínico envolve riscos inerentes à execução de procedimentos invasivos. Contudo, a quase totalidade dos participantes afirmou realizar orientações pós-operatórias adequadas, demonstrando consciência da importância da adesão do paciente para o sucesso do tratamento.
De modo geral, o estudo revelou que os principais desafios enfrentados pelos alunos estão relacionados à transição entre o conhecimento teórico e a prática clínica, o que exige estratégias pedagógicas mais integradas, ampliação do treinamento supervisionado e revisão contínua dos protocolos cirúrgicos. A maioria dos participantes reconheceu que o aumento da prática supervisionada, a discussão de casos clínicos e a revisão dos protocolos são medidas fundamentais para reduzir acidentes e complicações.
Recomenda-se que futuras pesquisas ampliem a amostra, incluindo diferentes instituições de ensino, e realizem acompanhamento longitudinal das práticas clínicas, a fim de identificar a evolução da segurança operatória ao longo da formação. A adoção de protocolos padronizados, simuladores realísticos e discussões interdisciplinares poderá contribuir de forma significativa para o aprimoramento do ensino cirúrgico odontológico e para a formação de profissionais mais seguros, críticos e humanizados.
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