REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202509071424
Márcio Richarles dos Santos Pontes1
Magno Prado Gama Prates2
Josué da Costa Silva3
Katia Regina Conrad Lourenço4
Resumo
Embora existam uma legislação de inclusão, sujeitos surdos ainda não têm seus direitos culturais, linguísticos, político-sociais e educacionais efetivamente garantidos. Esta pesquisa tem por hipótese que esse problema ocorre devido à escassez de pesquisas científicas a respeito do que significa “Ser Surdo” e “Cultura Surda”; mas principalmente pela carência de pesquisadores Surdos aprofundando essas temáticas. O desconhecimento de tais concepções ocasiona outras problemáticas, como a negação da cultura e da identidade deste povo; desconhecimento do olhar epistemológico da surdez; e reconhecimento de suas territorialidades, etc. Esta pesquisa tem como objetivo, analisar o lugar do surdo na sociedade, por meio de experiências de vida e a visão do povo surdo, com base nos estudos de Strobel (2008), no âmbito dos Estudos Culturais e da Geografia Cultural, conforme os estudos de Claval (2009). Como objetivos específicos, este estudo pretende identificar as conquistas do povo surdo, perante uma sociedade majoritariamente ouvinte, e compreender o processo de territorialidade em meio às diferenças de cultura, identidade e língua. A metodologia utilizada é a pesquisa qualitativa, usando como instrumentos de coleta de dados a entrevista com oito participantes surdos, Para refletir e (tentar) construir tal concepção, foram discutidos e analisados, nos dados da pesquisa, conceitos de artefatos culturais do povo surdo e sócio-territoriais – território, territorialidade, espaço e lugar. Na análise de dados, foi observado que o lugar pode ser considerado um artefato cultural do povo surdo, uma vez que é se constitui em um espaço em que o sujeito surdo se sente confortável ou acolhido (TUAN, 1983). Além disso, os dados mostram que os participantes surdos constituíram suas territorialidades, ou seja, estabeleceram seu lugar na sociedade e colocaram a sua marca, por meio da apropriação de artefatos culturais do povo surdo: língua de sinais, família, política, vida social e lugar.
Palavras-chave: Cultura Surda; Povo Surdo; Artefatos Culturais do Povo Surdo. Territorialidades; Lugar.
Abstract
Although there is inclusion legislation, deaf subjects still do not have their cultural, linguistic, political, social and educational rights effectively guaranteed. This research hypothesizes that this problem occurs due to the lack of scientific research on what it means to “Be Deaf” and “Deaf Culture”; but mainly due to the lack of Deaf researchers delving into these themes. Ignorance of such conceptions causes other problems, such as the denial of the culture and identity of these people; lack of knowledge of the epistemological view of deafness; and recognition of their territorialities, etc. This research aims to analyze the place of the deaf in society, through life experiences and the vision of the deaf people, based on the studies of Strobel (2008), within the scope of Cultural Studies and Cultural Geography, according to the studies by Claval (2009). As specific objectives, this study intends to identify the conquests of the deaf people, in a mostly hearing society, and to understand the process of territoriality in the midst of differences in culture, identity and language. The methodology used is qualitative research, using interviews with eight deaf participants as data collection instruments. socio-territorial – territory, territoriality, space and place. In the data analysis, it was observed that the place can be considered a cultural artifact of the deaf people, since it is constituted in a space where the deaf subject feels comfortable or welcomed (TUAN, 1983). In addition, the data show that the deaf participants constituted their territorialities, that is, they established their place in society and placed their mark, through the appropriation of cultural artifacts of the deaf people: sign language, family, politics, social life and place.
Keywords: Deaf Culture; Deaf People; Cultural Artifacts of the Deaf People; Territorialities; Place.
Introdução
Essa pesquisa tem como objetivo geral analisar o lugar do surdo na sociedade, por meio de experiências de vida e a visão do povo surdo. Como objetivos específicos, este estudo pretende identificar as conquistas do povo surdo, perante uma sociedade majoritariamente ouvinte, e compreender o processo de territorialidade em meio às diferenças de cultura, identidade e língua.
Esses objetivos foram motivados, inicialmente, devido ao fato de ser surdo numa família de ouvintes. Apesar de ter chegado até aqui mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia UNIR, os desafios foram gigantescos, ao começar pela minha família e depois os outros espaços na sociedade. O fato de apenas eu ser surdo, tendo pais e outros familiares ouvintes, ocasionou muita dificuldade na comunicação e na interação social, pois não tinha um lugar em que poderia me expressar e ser compreendido de forma natural por meio de minha língua. Quando era criança, ficava com muita curiosidade para entender o que minha família conversava tanto por meio da oralização. Só fui ter conhecimento e desenvolver uma conversa e encontrar o meu lugar na sociedade quando fui para escola bilíngue. Lembro-me dessa época que no período da manhã na escola era maravilhoso, pois adquire informação e meu conhecimento aumentava, mas à tarde e à noite ficava em casa vendo televisão sem muita compreensão.
Embora a minha família fosse o meu espaço de maior convivência, não se constituía como um lugar para mim, surdo, uma vez que não me sentia confortável devido à dificuldade de compreensão e interação. Assim, a territorialidade para mim, concedida a atribuição de significância afetiva de uma pessoa a um lugar, foi constituída somente quando tive acesso à cultura surda por meio da interação social com a comunidade surda.
Inicialmente, o meu sonho para minha carreira profissional era ser advogado, porém mediante as dificuldades para ser ter acessibilidade de comunicação optei por ser professor de Geografia, pensando ser um caminho mais “fácil” com desafios, porém na certeza que após minhas formações teria como trabalhar. Hoje eu acredito sim que os surdos têm que reivindicar por seu lugar na sociedade. Quando um surdo se posiciona e consegue acessibilidade ele é o precursor na conquista do seu lugar abrindo oportunidade de expansão geográfica, facilitando para os demais surdos que desejam seguir o mesmo caminho.
Devido à minha formação em Geografia, optei por realizar as discussões sobre o lugar do surdo na sociedade, na perspectiva da Geografia Cultural, por considerar que as pessoas se constituem na interação social, em ambientes sociais em que elas se encontram na vida diária (GIDDENS, 1987). A Geografia Cultural estuda as espacialidades e o que advém delas (o território, a territorialidade, o espaço, o lugar, as paisagens) e a apropriação simbólica do mundo e busca compreender dimensão da interação humana com a natureza e seu papel de ordenação do espaço (COSGROVE, 2003). Segundo Claval (2009), sobre a evolução dos estudos da Geografia Cultural, ao longo de um século:
O resultado dessa evolução é a substituição dos conceitos de território (na França, na Itália, no Brasil) e de lugar (na Inglaterra e nos Estados Unidos) por essa região. O espaço jamais aparece como um suporte neutro na vida dos indivíduos e dos grupos. Ele resulta da ação humana que mudou a realidade natural e criou paisagens humanas e humanizadas. Os lugares e as paisagens fazem parte da memória coletiva. (CLAVAL, 2009 p. 23)
Hoje, com a globalização, há risco na formação de identidades, por meio da cultura que destaca as relações entre identidades e território que segundo Claval (2009) se refere às interessantes perspectivas de ação. A Geografia Cultural aparece como um guia de orientação para a imaginação e a inventividade do observador que relata o estudo seja mais importante do que nas Geografias do passado.
A partir da perspectiva da Geografia Cultural sobre território, territorialidade, espaço e lugar, este trabalho vai analisar sujeitos surdos, em sua individualidade, trabalhando com os oito artefatos culturais de Strobel (2008). Por meio da análise dos artefatos culturais e da compreensão sobre cultura surda, comunidade e povo surdo, nesta pesquisa, foi possível relacionar com as categorias sócio-territoriais, seguindo a imaginação geográfica descrita por Claval (2009, p. ) como “atenção dada ao corpo como fonte de todas as experiências espaciais dos indivíduos”.
O valor sentimental atribuído aos lugares vem das lembranças geradas no passado, isso é de forte influência para a construção do cenário analisado. E estudando as informações escala local dos artefatos: experiência visual, desenvolvimento linguístico, família, literatura surda, vida social e esporte, artes visuais, políticas e materiais. Para Strobel (2008), isso influencia a construção da identidade individual e coletiva que segundo o estudo territorial, gerando essa consciência, o processo desenvolvimento desse conceito é de extrema relevância para a compreensão do surdo e a transformação do seu espaço em um lugar.
Esta pesquisa se insere no paradigma interpretativista de investigação com o uso de abordagem metodológica qualitativa, com produção de dados a partir de entrevistas em vídeo, com oito participantes surdos, em Libras, traduzidas e transcritas por meio de tradução equivalente. A escolha dessa metodologia ocorreu pois busca-se identificar e compreender as ações e sentidos dos indivíduos em seu contexto social, interpretando-os segundo a perspectiva dos próprios sujeitos que participam da situação, numa interação direta com o pesquisador, que partilha de problemas sociais semelhantes.
Além disso, as análises dos dados da pesquisa não vão se basear em representatividade numérica, generalizações estatísticas e relações lineares de causa e efeito, mas sim nos sentidos que os participantes vão atribuir aos artefatos culturais surdos, ao espaço e ao lugar, na constituição de sua territorialidade. Os participantes escolhidos, além de serem surdos, também são parte de grupo sociais minoritários, – negros, empreendedor, LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Transsexuais e Transgêneros, Queer, Assexual, Panssexual, Não- Binário e outros) –acredito que é possível esboçar, dentro dos estudos geográficos, um diálogo entre estes grupos e a cultura surda.
Atualmente, há vários pesquisadores abordando a temática do povo surdo, da cultura surda e da Língua Brasileira de sinais nos campos de estudo culturais e da educação, como os estudados neste trabalho, Strobel (2008), Lourenço (2017) e Perlin (2003). No entanto, há poucos, infelizmente, que tem se debruçado nos estudos de territorialidade do povo surdo.
Um dos estudos sobre o tema é a tese de doutorado de Claudionor Borges da Silva, apresentada no Programa de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2014, intitulada: Corredores do Silêncio: territórios e territorialidades de resistência da cultura surda. Nesta tese, o autor apresenta indicativos metodológicos para a análise dessas territorialidades, com enfoque na Libras, como elemento fundamental para a constituição das comunidades surdas. Esse trabalho se difere da minha pesquisa, pois o autor se utilizou de fonte secundária, ou seja, de depoimentos extraídos em trabalhos de Strobel (2008) e Costa (2007) e focou no artefato cultural língua de sinais, como componente para a constituição de territorialidade do povo surdo.
Outro trabalho mais recente é o artigo acadêmico de Patrícia dos Dias et al, intitulado A abordagem da cultura na geografia e a comunidade surda: uma aproximação temática (2021). Neste artigo, os autores, professores de programas de pós-graduação em várias universidades do Brasil, analisam as contribuições dos geógrafos Carl Ortwin Sauer e Paul Claval para o estudo da cultura na Ciência Geográfica reflete sobre as possibilidades de abordagem dos Surdos na Geografia. Para isso, eles fazem um levantamento bibliográfico, para identificação de pesquisadores contemporâneos que já produzem reflexões sobre o tema, ainda pouco explorado pelos geógrafos brasileiros.
No âmbito dos Estudos Culturais, há o artigo acadêmico de Cláudio Henrique Nunes Mourão e Bruna da Silva Branco (2021), intitulado Os surdos narrando seu território: uma breve incursão. Neste artigo, é feita análise de dados de pessoas que narram a história e a cultura do povo surdo, a partir da questão norteadora: “existe povo sem território?”. Os autores se baseiam em alguns autores que pesquisam e conceituam território e territorialidade para somar com suas perspectivas. Os dados coletados foram extraídos da dissertação de Cláudio Mourão “Território” e da prosa poética em Libras “Território” de Rimar Segala.
E, por fim, o livro de Adriano de Oliveira Gianotto, Heitor Romero Marques e Priscila Keila de Mendonça Fernandes, no âmbito da Educação, intitulado Libras e o desenvolvimento local em contextos de territorialidades (2017). Neste trabalho, os autores problematizam as representações culturais e produções dos professores surdos e professores ouvintes inseridos nas instituições de ensino do fundamental ao superior em Campo Grande no Estado de Mato Grosso do Sul. Dentre os pontos analisados pelos autores, há um capítulo dedicado a discutir sobre desenvolvimento local e sua relação com o ensino de Libras, no qual abordam os conceitos de “território e territorialidade”, “lugar” e “comunidade e solidariedade”.
Este trabalho está organizado em três capítulos: 1. Cultura Surda; 2. Caminhos metodológicos; e Análise de Dados: Territorialidades Surdas. No primeiro capítulo, são discutidas as bases teóricas deste trabalho e este é subdividido em quatro partes: 1.1. Artefatos culturais do povo surdo; 1.2. Territorialidade: o lugar como artefato cultural do povo surdo; 1.3. Povo surdo ou Comunidade surda; 1.3 Acessibilidade e comunicação. Os conceitos discutidos neste capítulo se constituem, em grande parte, em categorias de análise no capítulo 3.
No segundo capítulo, apresento as escolhas metodológicas desta pesquisa. Para isso, apresento o paradigma de pesquisa e abordagem metodológica, contexto de pesquisa, procedimentos e participantes.
No terceiro capítulo, realizo a discussão de dados, explicando e interpretando as entrevistas dos participantes, considerando os conceitos analisados no capítulo 1. Assim, neste capítulo busco observar se os objetivos geral e específicos foram alcançados.
A seguir, discuto os conceitos relacionados à cultura surda e territorialidades.
Considerações Finais
Concluo essa pesquisa relatando que, nós como sujeito surdo, segundo Strobel (2008), precisamos nos relacionar com outros surdos para criar a nossa identidade surda e encontrar o nosso lugar na sociedade. Esse processo é possível dentro das associações de surdo, mas também com a cultura surda sendo propagada em todos os lugares da sociedade. A aquisição da Libras é de grande influência para esse processo, pois é por meio da comunicação que nos relacionamos e adquirimos novas informações.
A Lei 10.436/2002 nos deu o direito de expressar, por meio da Libras, que a comunicação é muito importante para a construção da territorialidade. O que não podemos misturar é que nós surdos temos uma cultura própria, diferente dos ouvintes. O surdo só vai encontrar sua real identidade, por meio da interação com a cultura surda, somente dessa forma ele será capaz transformar os espaços em seu lugar na sociedade e constituir suas territorialidades. Falo isso com base nos relatos expressos nas entrevistas, das minhas amizades e principalmente por viver esse processo. Fui muito mais feliz quando conheci a cultura surda e desenvolvi minha identidade surda.
Nós surdos não podemos parar na primeira barreira, precisamos conquistar nosso lugar. Pode ser que seja necessário enfrentar muitos obstáculos, para então adquirir o nosso lugar por direito, mas o que não podemos fazer é parar. A sociedade precisa entender, compreender e respeitar os nossos direitos, independentemente, se somos a minorias e se escolhemos fazer parte de outros grupos, que também minorias, como são os casos dos participantes LGBTQIAPN+, negros, cadeirantes, implantados.
Nossa cultura não pode ser tratada de forma negligente e invisibilizada pelo Poder Público e pela sociedade, como se não tivesse nenhum valor. Nós, surdos, somos capazes de compreender, não é preciso oralizar para sermos aceitos. Precisamos que todos entendam isso, inclusive nossas famílias, pois a partir do momento que nasce um surdo vai ser preciso fazer adaptações que que exigem compreensões e concessões. Todos nós, enquanto sociedade, precisamos para desenvolver a interação saudável
E apesar da cultura do ouvinte ser diferente do surdo é possível ter amizades entre eles e até mesmo construções de relacionamentos. É preciso um processo de adaptação por meio da comunicação utilizando a Libras e assim, é possível ter boas interações. Outro exemplo das interações entre surdos e ouvinte acontece por meio dos filhos, tenho dois, e ambos são ouvintes e eles compreendem todos meus comandos como pai. É possível viver bem com os ouvintes desde que a comunicação seja desenvolvida por meio da língua de sinais.
Trazendo para realidade escolar, os professores ouvintes precisam compreender que o português não é a primeira língua do surdo e que a compreensão por leitura não será sempre entendida. Se o ouvinte tem dificuldade em se expressar por meio da escrita, mesmo ouvindo, imagina o desafio que enfrentamos nesse processo de leitura e escrita.
Por fim, nós surdos só queremos respeito, ter o nosso lugar garantido nessa sociedade, em todos os espaços, por meio da nossa cultura surda, e preservar nossa identidade e diversidade.
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1Pessoa Surda. Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR (2023) e especialista em Educação de Surdos/Libras/ Tradução e Interpretação pela Faculdade Phênix de Ciências Humanas e Sociais do Brasil (2013). Licenciatura em Letras pelo Centro Universitário UNISEB (2013). Professor efetivo do Departamento Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários (DAELL) da UNIR, campus de Vilhena. Coordenador do Laboratório Didático de Tradução e Interpretação de Libras (LAB-LIBRAS). marcio.pontes@unir.br
2Pessoa Surda. Possui Graduação em Pedagogia (2016) pela UNOPAR e Graduação em Letras-Libras (2016) pela Universidade Federal de Paraíba – UFPB; com especialização lato sensu em Libras (2016) pela faculdade Eficaz. Mestre em Letras (2018) pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Doutorando em Linguística pela Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. magno.prates@fale.ufal.br
3(Orientador) Doutor em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2000) e Pós Doutor pela Universidade Estadual de Londrina (2016). Atualmente é professor titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Coordenador do G.E.P. Modos de vidas e Culturas Amazônicas-GepCultura (na UNIR) que tem como ênfase de estudos: Geografia Cultural, Desenvolvimento Regional, Cultura Amazônica, Amazônia, Povos amazônicos cultura e território. costa@unir.br
4(Co-orientadora e tradutora) Doutora em Educação: Currículo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2017) com pós-doutorado em Experiencia de Aprendizaje Mediado y Modificabilidad Cognitiva pela Universidad Católica del Norte – UCN & Universidad de La Serena – ULS (Chile, 2024). Professora da Universidad de Antofagasta (Chile); tradutora, intérprete e guia-intérprete de Língua de Sinais; pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Comunicação Social Háptica – GEPICSH da Universidade Metodista de São Paulo (Brasil). katia.lourenco@uantof.cl
