ABORDAGEM TERAPÊUTICA POR HIPOTERMIA INDUZIDA NA ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA NEONATAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA. 

THERAPEUTIC APPROACH USING INDUCED HYPOTHERMIA IN NEONATAL HYPOXIC-ISCHEMIC ENCEPHALOPATHY: A LITERATURE REVIEW. 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202501250746


Aisllanne Samara de Oliveira Gomes1; Maria Isabel de Aguiar Souza1; Ruth Elloiza Bezerra de Sousa1; Lorena Rangel de Freitas1; Maria Regina de Freitas Leite1; Ainã Barbosa Chagas2; Rayza Laís Carvalho e Silva Arruda2; Kethellyn Leandra Bezerra da Silva3; Lucas Leonardo Vilela Medeiros4; Jakson Henrique Silva1,4; Kaíque Ferreira Alves1


RESUMO 

INTRODUÇÃO: A encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal (EHI), causada pela falta de oxigênio e fluxo sanguíneo ao cérebro durante o parto, resulta em danos cerebrais significativos, sendo uma das principais causas de morte e lesões cerebrais permanentes em recém-nascidos. No Brasil, cerca de 20 mil crianças são afetadas anualmente, destacando a importância de intervenções eficazes para reduzir as sequelas dessa condição. A hipotermia terapêutica, iniciada até seis horas após o nascimento e mantida por 72 horas, tem se mostrado eficaz na redução de sequelas e mortalidade em casos graves de EHI. OBJETIVO: Investigar a eficácia e a aplicabilidade da hipotermia terapêutica como intervenção para neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI). METODOLOGIA: Este estudo realizou uma revisão de literatura nas bases PubMed, Lilacs e Scielo, selecionando artigos completos em português, inglês ou espanhol, publicados entre 2014 e 2024. Foram excluídos estudos com testes em animais, ensaios clínicos e pesquisas irrelevantes. Após a análise de 47 estudos iniciais, 21 foram selecionados, e, após leitura completa, 6 estudos foram escolhidos para análise. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados destacam a eficácia da hipotermia terapêutica na redução das sequelas e mortalidade, com protocolos de 72 horas que podem ser ajustados conforme a gravidade da EHI. CONCLUSÃO: Contudo, a implementação dessa terapia enfrenta desafios significativos, especialmente em locais com recursos limitados, onde a falta de equipamentos e profissionais capacitados dificulta a aplicação segura da técnica. A expansão da hipotermia terapêutica exige adaptações tecnológicas, estruturais e treinamento das equipes de saúde, visando garantir a segurança e equidade no acesso ao tratamento neonatal. 

Palavras-chaves: Encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal (EHI); Hipotermia terapêutica; Neonatologia. 

ABSTRACT 

INTRODUCTION: Neonatal hypoxic-ischemic encephalopathy (HIE), caused by reduced oxygen and blood flow to the brain during childbirth, results in significant brain damage and is one of the leading causes of death and permanent brain injury in newborns. In Brazil, approximately 20,000 children are affected annually, highlighting the importance of effective interventions to reduce the sequelae of this condition. Therapeutic hypothermia, initiated within six hours after birth and maintained for 72 hours, has shown effectiveness in reducing sequelae and mortality in severe cases of HIE. OBJECTIVE: To investigate the effectiveness and applicability of therapeutic hypothermia as an intervention for neonates with hypoxic-ischemic encephalopathy (HIE). METHODOLOGY: This study conducted a literature review using the PubMed, Lilacs, and Scielo databases, selecting full-text articles in Portuguese, English, or Spanish, published between 2014 and 2024. Studies involving animal testing, clinical trials, and research irrelevant to the guiding question were excluded. Following the initial analysis of 47 studies, 21 were selected, and after a complete review, 6 studies were chosen for analysis. RESULTS AND DISCUSSION: The results highlight the effectiveness of therapeutic hypothermia in reducing sequelae and mortality, with 72-hour protocols that can be adjusted according to the severity of HIE. CONCLUSION: However, implementing this therapy faces significant challenges, especially in resource-limited settings, where a lack of equipment and trained professionals hinders the safe application of the technique. Expanding the use of therapeutic hypothermia requires technological and structural adaptations, as well as training of health teams, to ensure safety and equity in neonatal treatment access. 

Keywords: Neonatal hypoxic-ischemic encephalopathy (HIE); Therapeutic hypothermia; Neonatology.

INTRODUÇÃO 

A encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal é caracterizada por uma condição resultante da redução do fluxo sanguíneo e diminuição do suprimento de oxigênio cerebral durante o trabalho de parto ou logo após o nascimento, levando a danos cerebrais variados que podem se manifestar em sintomas clínicos secundários (Cunha et al. 2018). 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 20 mil crianças no Brasil enfrentam essa condição a cada ano. Este cenário é alarmante, considerando que a asfixia perinatal é a terceira principal causa de morte entre recém-nascidos em todo o mundo, respondendo no ano de 2022 por 23% dos óbitos neonatais. Além disso, é uma das principais causas de lesão cerebral permanente em bebês nascidos a termo (Bezerra, Pereira, Cândido, 2020). 

O tratamento convencional para tal condição envolvia apenas medidas terapêuticas voltadas a medidas de suporte, tais como, reanimação, ventilação, oxigenação e administração de fármacos e anticonvulsivantes, porém, com o avanço de estudos na área e consequentemente maior entendimento dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos em tal condição, medidas e estratégias impulsionam o avanço de intervenções terapêuticas, voltadas ao manejo da neuroproteção (Gonzalez-Rodriguez et al. 2014). 

A hipotermia terapêutica apresenta-se como uma das intervenções que estão direcionadas a neuroproteção, a qual promove uma redução da temperatura corporal central de forma controlada (entre 32°C a 34,5°C) em pacientes que sofreram lesão cerebral aguda, como é o caso da encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI). Sendo a intervenção iniciada em até seis horas após o nascimento, podendo ser mantida por até 72 horas após a lesão cerebral. (Silveira, Procianoy, 2015). 

Segundo Figueiredo et al. (2021), tal abordagem demonstra-se como uma intervenção favorável quanto a redução de sequelas neurológicas e morbimortalidade em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada a grave. 

Neste contexto, analisar os desfechos de recém-nascidos afetados pela encefalopatia hipóxico-isquêmica que foram submetidos à terapia de hipotermia induzida, assim como explorar os mecanismos terapêuticos envolvidos se faz necessário e sua aplicabilidade, uma vez que trata-se de uma condição patológica com prevalência expressiva nos índices brasileiros de morbimortalidade neonatal. (Silveira, Procianoy, 2015). 

METODOLOGIA 

Foi realizada uma revisão de literatura por meio de busca em bases eletrônicas de dados. As plataformas utilizadas foram PubMed (National Library of Medicine), Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Scielo (Scientific Electronic Library Online) sendo selecionadas pela sua grande abrangência de estudos na área da saúde. 

Os artigos selecionados se enquadram nos seguintes critérios de inclusão: textos completos, disponíveis em português, inglês e espanhol, publicados entre os anos de 2014 a 2024. Os fatores para exclusão foram artigos que demonstravam testes em animais, ensaios clínicos e estudos e pesquisas com o título não relevantes sobre a questão norteadora. 

Aos descritores em ciência da saúde (DeCS) serão pesquisados os seguintes descritores “Hypothermia Induced”, “Asphyxia Neonatorum”, “Hypoxia-Ischemia Brain” no idioma inglês objetivando-se abranger a literatura nacional e internacional, utilizando os operadores booleanos “and” e “or”.

RESULTADOS 

FLUXOGRAMA 1. Critérios de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos artigos.

Quadro 1. Caracterização dos estudos.

AUTOR E ANOTIPO DE ESTUDOINÍCIO DA TERAPIATEMPO DE INTERVENÇÃODESFECHOS
AKER, Karoline et al. 2019Randomizado controladoAté 5 horas após o nascimento72 horas O desfecho primário estava disponível para 22 bebês (44%, 11 em cada grupo). A imagem do tensor de difusão mostrou Anisotropia Fracionada (FA) significativamente maior nos bebês resfriados em comparação aos que não resfriados no Ramo Posterior da Cápsula Interna (PLIC) esquerdo e em vários tratos de substância branca. A ressonância magnética convencional estava disponível para 46 bebês e demonstrou significativamente menos anormalidades moderadas/graves nos bebês resfriados (n=2, 9%) do que nos não resfriados (n=10, 43%).
AZZOPARDI , Denis et al. 2014Randomizado controladoDentro de 6 horas após o nascimento72 horas Crianças no grupo de hipotermia tiveram taxas significativamente reduzidas de paralisia cerebral (21% vs. 36%, P=0,03) e deficiência moderada ou grave (22% vs. 37%, P=0,03) e tiveram pontuações significativamente melhores para função motora grossa e habilidade manual.
CATHERINE , Christina et al. 2020 Randomizado controladoDentro de 6 horas após o parto 72 horas Comparado ao grupo de normotermia, o grupo de hipotermia teve mais sobreviventes normais, com menor mortalidade e menos anormalidades neurológicas, tanto na alta, quanto aos 6–18 meses de idade.
CHEN, Xin et al. 2018Randomizado prospectivoDentro de 6 horas após o nascimento72 horas Os desfechos primários foram morte hospitalizada, incapacidade grave aos 15 meses de idade, critérios avaliados por meio da escala neurológica comportamental neonatal (NBAS) aos 28 dias de idade e pontuação das escalas Bayley de desenvolvimento infantil (BSID) [incluindo pontuação do índice de desenvolvimento mental (MDI) e pontuação do índice de desenvolvimento psicomotor (PDI)] aos 15 meses de idade no acompanhamento. Os desfechos secundários foram níveis séricos de Enolase Específica Neuronal (NSE) e proteína S100.
THAYYIL, Sudhin et al. 2021Randomizado controladoDentro de 6 horas após o nascimento72 horas O estudo avaliou desfechos em bebês prematuros extremos, com o desfecho primário sendo morte ou incapacidade moderada/grave. Desfechos de curto prazo incluíram complicações como hemorragias e sepse, enquanto desfechos de longo prazo incluíram morte, incapacidade grave e microcefalia. Todos os desfechos foram avaliados na alta hospitalar e após 18 meses.
YANG, Tingting; LI, SHANG; 2020 Randomizado controladoDentro de 6 horas após o nascimento Duração de 48 horas ou de 72 horasForam comparadas duas estratégias de tratamento de hipotermia leve em neonatos com HIE moderada/grave, concluindo que 72 horas de hipotermia foram mais eficazes do que 48 horas. A hipotermia leve reduziu o estresse oxidativo, melhorou a condição neural e o desenvolvimento neurológico. 

 

DISCUSSÃO 

A presente análise da literatura sobre hipotermia terapêutica em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (HIE) proporciona uma visão crítica acerca da eficácia, variabilidade dos protocolos e desafios práticos dessa intervenção. De forma geral, a terapia é iniciada nas primeiras seis horas de vida e mantida por aproximadamente 72 horas, um protocolo amplamente utilizado em estudos clínicos. 

Yang e Li (2020) exploraram variações neste tempo de intervenção, avaliando duração de 48 a 72 horas, e constataram que períodos ajustados conforme a gravidade da HIE e a condição clínica dos neonatos poderiam melhorar desfechos específicos sem comprometer a segurança. Essa variação temporal é particularmente relevante, pois sugere que protocolos mais flexíveis poderiam potencialmente otimizar os resultados clínicos, demandando, portanto, novas investigações para estabelecer os parâmetros mais eficazes para diferentes perfis clínicos.

A análise dos desfechos clínicos nos estudos revisados indicam resultados promissores no que se refere à sobrevida e à minimização de sequelas neurológicas em neonatos tratados com hipotermia. Azzopardi et al. (2021), por meio da aplicação da terapia por 72 horas, demonstrou uma significativa melhoria nas taxas de sobrevivência e redução de sequelas neurológicas, o que consolida a eficácia do protocolo de três dias na mitigação dos efeitos neurológicos da HIE. 

Aker et al. (2020) apontaram que métodos diferenciados de indução da hipotermia, bem como o controle rigoroso da temperatura, são fatores cruciais que influenciam diretamente os desfechos. Tal constatação revela a importância de protocolos padronizados não apenas em termos de tempo de intervenção, mas também na tecnologia e técnica de indução, reforçando a necessidade de um monitoramento preciso para assegurar consistência e segurança clínica em diferentes contextos hospitalares . 

As implicações clínicas da implementação de protocolos de hipotermia terapêutica são abrangentes, especialmente em unidades neonatais com infraestrutura adequada. A intervenção, embora promissora, exige um ambiente controlado e um monitoramento intensivo dos parâmetros vitais dos pacientes, o que a torna um desafio em contextos em que os recursos são limitados (Tagin et al. 2022). 

No estudo de Thayyil et al. (2022), realizado no Sul da Ásia, observa-se que a disponibilidade e a aplicabilidade da hipotermia terapêutica são restritas por fatores como falta de equipamentos especializados e a carência de profissionais capacitados para realizar e monitorar a terapia com segurança. Sugerindo que, em ambientes de poucos recursos, a aplicação da hipotermia terapêutica demanda adaptações não apenas tecnológicas, mas também estruturais, com treinamentos específicos para equipe de saúde neonatal e investimentos em infraestrutura, a fim de garantir que a terapia seja conduzida de maneira segura e eficiente. 

Dessa forma, os achados desta revisão referem a hipotermia terapêutica como uma abordagem eficaz para reduzir a morbidade em neonatos com HIE, porém, evidenciam também uma lacuna significativa entre os avanços teóricos e a implementação prática nas unidades de terapia intensiva neonatais. A distância entre teoria e prática expõe as disparidades nos cuidados neonatais em escala global e reforça a necessidade de novas pesquisas que não apenas testem a eficácia da terapia em condições ideais, mas também exploram modelos viáveis de implementação em locais com escassez de recursos (Leite et al. 2020). Quanto a ampliação da aplicação clínica da hipotermia terapêutica, o método requer, portanto, uma abordagem integrada, que contemple tanto a otimização dos protocolos quanto o desenvolvimento de estratégias adaptativas para diferentes cenários, com vistas à padronização segura e à equidade nos cuidados de saúde neonatal (Leite et al. 2020).

CONCLUSÃO 

A presente análise evidencia que a hipotermia terapêutica é uma intervenção promissora para o tratamento de neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), promovendo a redução de morbidades e a melhoria de desfechos neurológicos. Os resultados revelam que a intervenção, quando iniciada em até seis horas após o parto e mantida por 72 horas, é amplamente consensual na literatura. 

Dada a importância do tema, torna-se necessário superar os desafios na implementação da hipotermia terapêutica em contextos com recursos limitados, onde a falta de equipamentos e de profissionais capacitados compromete a aplicação segura da terapia. Essa discrepância entre teoria e prática ressalta a urgência de pesquisas que explorem adaptações capazes de viabilizar uma expansão equitativa do tratamento. Assim, é essencial desenvolver estratégias integradas e adaptativas que considerem a diversidade de recursos nas unidades neonatais em escala global.

REFERÊNCIAS 

AKER, Karoline et al. Therapeutic hypothermia for neonatal hypoxic-ischaemic encephalopathy in India (THIN study): a randomized controlled trial. Archives of Disease in Childhood. Fetal and Neonatal Edition, v. 105, n. 4, p. 405-411, 2020. 

AZZOPARDI, Denis et al. Effects of hypothermia for perinatal asphyxia on childhood outcomes. New England Journal of Medicine, v. 371, n. 2, p. 140-149, 2014. 

BEZERRA, Ruth Batista; PEREIRA, Silvana Alves; CÂNDIDO, Amanda de Melo. Neurodesenvolvimento do recém-nascido com encefalopatia hipóxico-isquêmica. In: MARTINS, J. A.; SCHIVINSKI, C. I. S.; RIBEIRO, S. N. S. (org.). PROFISIO Programa de Atualização em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal: Cardiorrespiratória e Terapia Intensiva: Ciclo 9. Porto Alegre: Artmed Panamericana, 2020. p. 89–134. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 3). 

BRASIL. Ministério da Saúde. Asfixia perinatal é a terceira causa de morte neonatal no mundo. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/dezembro/asfixia-perinatal-e a-terceira-causa-de-morte-neonatal-no-mundo#>. Acesso em: 15 mar. 2024. 

CATHERINE, Christina, et al. Effect of Therapeutic Hypothermia on the Outcome in Term Neonates with Hypoxic Ischemic Ecephalopathy – A Randomized Controlled Trial. Zhonghua Wei Zhong Bing Ji Jiu Yi Xue, v. 30, n. 11, p. 1046-1050, nov. 2018. 

CHEN, Xin et al. Efficacy and safety of selective brain hypothermia therapy on neonatal hypoxic-ischemic encephalopathy. Zhonghua Wei Zhong Bing Ji Jiu Yi Xue, v. 30, n. 11, p. 1046-1050, nov. 2018. 

CUNHA, Cláudia Regina Silva dos Santos et al. Hipotermia terapêutica em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica: revisão integrativa. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, 2018. 

FIGUEIREDO, Ana Paula Silva Antunes et al. Hipotermia terapêutica no recém-nascido. In: MORAIS, S. C. R. V.; SOUZA, K. V.; DUARTE, E. D. (org.). PROENF Programa de Atualização em Enfermagem: Saúde Materna e Neonatal: Ciclo 12. Porto Alegre: Artmed Panamericana, p. 115–143. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 4), 2021. 

GONZALEZ-RODRIGUES, Pablo et al. Fetal hypoxia increases vulnerability of hypoxic-ischemic brain injury in neonatal rats: role of glucocorticoid receptors. Neurobiology of Disease, v. 65, p. 172-179, 2014. 

LEITE, P. N. M.; TEIXEIRA, R. B.; SILVA, G. D. da; REIS, A. T.; ARAUJO, M. Hipotermia terapêutica e encefalopatia hipóxico-isquêmica. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 28, 2020. 

SILVEIRA, Rita C.; PROCIANOY, Renato S. Hypothermia therapy for newborns with hypoxic ischemic encephalopathy. Jornal de Pediatria, v. 91, n. 6, p. 78–83, 2015.

TAGIN, M. A.; WOOLCOTT, C. G.; VINCER, M. J.; WHYTE, R. K.; STINSON, D. A. Hypothermia for neonatal hypoxic ischemic encephalopathy: an updated systematic review and meta-analysis. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, v. 166, p. 558-566. nov. 2022. 

THAYYIL, Sudin et al. Hypothermia for moderate or severe neonatal encephalopathy in low-income and middle-income countries (HELIX): a randomized controlled trial in India, Sri Lanka, and Bangladesh. The Lancet Global Health, v. 9, n. 9, p. e1273-e1285, set. 2021. 

YANG, Tingting; LI, Shan. Efficacy of different treatment times of mild cerebral hypothermia on oxidative factors and neuroprotective effects in neonatal patients with moderate/severe hypoxic–ischemic encephalopathy. Journal of International Medical Research, v. 48, n. 9, 2020.


1Departamento de Fisioterapia do Centro Universitário Mauricio de Nassau (UNINASSAU), Caruaru-PE.
2Especialista em Fisioterapia em terapia intensiva neonatal e pediátrica pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).
3Pós-graduada em Fisioterapia em terapia intensiva neonatal e pediátrica pela Pulmocardio, Recife-PE.
4Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife-PE