REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511242146
Stephannie Maria Marques de Sousa
Co-autora: Prof (a). Dra. Karime Tavares Lima da Silva
RESUMO
Este trabalho, desenvolvido na forma de revisão de literatura narrativa, teve como objetivo abordar a conduta odontológica frente à necessidade de realização de exodontias durante a gestação, destacando os cuidados específicos e os critérios clínicos que devem ser observados. A pesquisa foi conduzida por meio de levantamento bibliográfico nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os descritores “gestação”, “exodontia”, “odontologia” e “protocolos clínicos”. Foram considerados artigos publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês e espanhol, que abordassem a assistência odontológica a gestantes, com ênfase em procedimentos cirúrgicos e protocolos clínicos aplicáveis à exodontia. Foram identificados 152 estudos inicialmente; após aplicação dos critérios de exclusão: duplicidade, ausência de texto completo, idioma fora do escopo e falta de relação direta com o tema: 87 artigos permaneceram para análise. Desses, 45 estudos atenderam aos critérios de inclusão e foram incorporados à revisão final, considerando relevância científica, atualidade e rigor metodológico. A análise foi conduzida de forma qualitativa e descritiva, agrupando as evidências em categorias temáticas relacionadas a alterações fisiológicas da gestante, indicações e contraindicações da exodontia, manejo clínico e aspectos éticos. Conclui-se que, quando bem indicada e realizada com os devidos cuidados, a exodontia durante a gestação é um procedimento seguro e necessário, contribuindo para a promoção da saúde bucal e sistêmica da gestante.
Palavras-chave: Exodontia. Gestação. Odontologia. Revisão de literatura. Saúde materno-fetal.
ABSTRACT
This study, developed as a narrative literature review, aimed to address dental management in situations requiring tooth extraction during pregnancy, highlighting the specific precautions and clinical criteria that must be observed. The research was conducted through a bibliographic search in the SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar databases, using the descriptors “pregnancy,” “tooth extraction,” “dentistry,” and “clinical protocols.” Articles published between 2015 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish were considered, provided they discussed dental care for pregnant women, with an emphasis on surgical procedures and clinical protocols applicable to extractions. A total of 152 studies were initially identified. After applying the exclusion criteria — duplicates, lack of full text, language outside the scope, and lack of direct relevance to the topic — 87 articles remained for analysis. Of these, 45 studies met the inclusion criteria and were incorporated into the final review, considering scientific relevance, timeliness, and methodological rigor. The analysis was conducted qualitatively and descriptively, grouping the evidence into thematic categories related to the physiological changes of pregnancy, indications and contraindications for tooth extraction, clinical management, and ethical aspects. It is concluded that, when properly indicated and performed with appropriate care, tooth extraction during pregnancy is a safe and necessary procedure, contributing to the promotion of both oral and systemic health in pregnant women.
Keywords: Tooth extraction. Pregnancy. Dentistry. Literature review. Maternal-fetal health.
1 INTRODUÇÃO
A gestação representa um período de intensas mudanças fisiológicas e hormonais que influenciam diretamente a saúde bucal da mulher, predispondo-a a condições como gengivite, aumento da placa bacteriana e risco de desenvolvimento de cárie dentária e doenças periodontais. Nesse contexto, torna-se essencial a inclusão do pré-natal odontológico como parte integrante do cuidado à gestante, promovendo orientações em higiene, dieta e prevenção de complicações que envolvam tanto a mãe quanto o feto (Lima; Vasconcellos; Tognetti, 2023).
Apesar da importância do atendimento odontológico durante a gravidez, persistem mitos que inibem sua execução, gerando receio por parte das gestantes e profissionais. Estudantes de odontologia relatam insegurança no uso de anestésicos, medicamentos e realização de procedimentos permitidos na gestação, o que evidencia lacunas na formação acadêmica e na prática clínica (Elias et al., 2018).
Em relação à exodontia, procedimento frequente na clínica odontológica, é possível sua realização com segurança durante a gestação, desde que protocolos clínicos específicos sejam respeitados. O segundo trimestre é considerado o período mais apropriado, pois coincide com menor risco de complicações obstétricas e menor ocorrência de enjoos, facilitando a posição da gestante na cadeira odontológica (Aps-repo, 2021). Contudo, intervenções de urgência podem e devem ser realizadas em qualquer fase da gestação, desde que, clara e criteriosamente, avaliados os riscos e benefícios (Aps-repo, 2021).
O manejo anestésico durante a gestação exige escolhas cuidadosas quanto à substância, dosagem e técnica. A lidocaína a 2%, associada à epinefrina 1:100.000, mostra-se como uma alternativa segura, permitindo redução da dose de anestésico e prolongamento do efeito, além de diminuir a toxicidade sistêmica. No entanto, cuidados como injeção lenta e aspiração prévia são fundamentais para evitar a administração intravascular, e o uso de vasoconstritores como a felipressina deve ser cauteloso, dada seu potencial ação uterotônica (Gonçalves, 2018; Vasconcelos et al., 2012).
A posição da gestante durante o procedimento odontológico é um fator determinante para sua segurança. Recomenda-se evitar o decúbito dorsal completo, sobretudo no terceiro trimestre, devido ao risco de compressão da veia cava inferior, podendo levar à hipotensão, síncope ou desconforto. Posicionamentos alternativos, como decúbito lateral esquerdo com suporte adequado ou posição semi-sentada, promovem conforto e estabilidade hemodinâmica (Kurien et al., 2013; Silva; Stuani; Queiroz, 2006).
Protocolos clínicos bem definidos, como os adotados por estados brasileiros e o programa Brasil Sorridente, auxiliam na padronização do atendimento odontológico à gestante. Esses documentos estabelecem rotinas que organizam as ações por trimestre de gestação, determinando os cuidados adequados para cada fase e orientando os profissionais sobre procedimentos seguros, estratégias educativas e fluxos de encaminhamento (Brasil, 2004; Minas Gerais, 2007).
A padronização por meio de protocolos clínicos oferece benefícios expressivos: promove a segurança da gestante e do feto, facilita a integração multiprofissional, fortalece o atendimento na atenção primária à saúde e contribui para a base cientifica das intervenções odontológicas durante a gravidez (Andrade et al., 2008; Protocolo ribeirão das neves, 2012).
Desta forma o presente trabalho tem como objetivo geral descrever as condutas clínicas, riscos e recomendações para a realização de exodontias durante a gestação, considerando a segurança da gestante e do feto, bem como a atuação ética e embasada do cirurgião-dentista.
2 METODOLOGIA
O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, de caráter descritivo e exploratório, voltada à análise de protocolos em cirurgias de exodontia odontológica durante a gestação. A revisão foi realizada por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, como SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): gestação, exodontia, odontologia e protocolos clínicos.
Foram considerados artigos publicados em português, inglês e espanhol, que abordassem a temática da assistência odontológica às gestantes, com ênfase em procedimentos cirúrgicos e protocolos clínicos aplicáveis à exodontia. O marco temporal do trabalho é o período de 2015 a 2025, abrangendo as publicações científicas dos últimos dez anos. Foram excluídos materiais que não apresentavam relevância direta ao tema, publicações duplicadas ou aquelas que se restringiam apenas a relatos de casos sem fundamentação científica.
A seleção dos artigos foi realizada em três etapas: leitura dos títulos, leitura dos resumos e, posteriormente, leitura integral dos textos que atendiam aos critérios estabelecidos. Após a triagem, os estudos selecionados foram organizados e analisados criticamente, destacando-se as recomendações, protocolos de conduta e aspectos de segurança relacionados à realização da exodontia em gestantes.
A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa, com a síntese das evidências encontradas apresentadas em categorias temáticas, a fim de discutir as práticas clínicas mais relevantes e os cuidados necessários para a realização de procedimentos cirúrgicos durante a gestação.
O total de artigos encontrados inicialmente foi de 152 publicações. Após aplicação dos critérios de exclusão — como duplicidade, ausência de texto completo, estudo em idioma diferente do português ou inglês, ou foco fora do tema central (exodontia em gestantes) — restaram 87 artigos. Destes, 45 artigos foram incluídos na revisão final, por atenderem aos critérios de inclusão, que consideraram: relevância para o tema, rigor metodológico, atualidade (publicados nos últimos 10 anos), e abordagem clínica ou científica sobre procedimentos odontológicos em gestantes, com ênfase em exodontias.
A análise dos artigos incluídos foi realizada de forma qualitativa, abordando os seguintes tópicos: alterações fisiológicas da gestante, indicações e contraindicações da exodontia, técnicas cirúrgicas e manejo clínico, cuidados pós-operatórios e aspectos éticos e interdisciplinares. Os dados extraídos foram organizados em tabelas e narrativas descritivas para permitir a integração do conhecimento científico disponível sobre o tema
3 REVISÃO DE LITERATURA
A gestação é um período de intensas modificações fisiológicas, anatômicas e hormonais que afetam não apenas o organismo materno, mas também as condições de saúde bucal da gestante. Nesse contexto, a abordagem odontológica deve ser pautada em critérios rigorosos de segurança e individualização, garantindo o bem-estar da mãe e do feto. Dentre os procedimentos que geram maior dúvida entre os profissionais está a exodontia, cujo planejamento e execução exigem conhecimento aprofundado sobre as alterações sistêmicas e a farmacologia aplicável à gestante (Silva et al., 2022).
O atendimento odontológico à gestante requer uma avaliação criteriosa do trimestre gestacional, das condições clínicas gerais e do risco-benefício de cada intervenção. A exodontia, quando bem indicada, pode evitar complicações sistêmicas e infecciosas graves que representariam maior risco ao feto do que o próprio procedimento cirúrgico (Costa; Lima; Reis, 2021).
Além disso, o dentista deve adotar medidas de controle da ansiedade, técnicas minimamente invasivas e uma seleção criteriosa de anestésicos e medicamentos. Dessa forma, a atuação interdisciplinar entre o cirurgião-dentista e o obstetra é essencial para garantir a segurança do procedimento (Ferreira et al., 2023).
3.1 Alterações fisiológicas e implicações odontológicas durante a gestação
Durante a gestação, ocorre uma série de adaptações fisiológicas que influenciam diretamente a conduta odontológica. O aumento dos níveis de progesterona e estrogênio causa vasodilatação, maior permeabilidade capilar e predisposição a inflamações gengivais, conhecidas como gengivite gravídica (Souza et al., 2021). A imunossupressão fisiológica e o aumento da vascularização bucal também elevam o risco de sangramento durante procedimentos cirúrgicos.
O sistema cardiovascular sofre modificações relevantes, como aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco, o que exige cuidado na posição da paciente durante o atendimento. O posicionamento em decúbito dorsal completo deve ser evitado, pois pode comprimir a veia cava inferior e causar hipotensão postural (Marques et al., 2020).
Além disso, alterações gastrointestinais, como refluxo e náuseas, podem interferir no conforto da paciente durante o procedimento e influenciar a escolha de anestésicos e analgésicos. O conhecimento dessas mudanças é fundamental para prevenir intercorrências durante a cirurgia odontológica (Pereira; Araújo, 2022).
3.2 Indicações e contraindicações da exodontia em gestantes
A exodontia durante a gestação deve ser indicada apenas quando há real necessidade clínica, como em casos de infecção dentária, necrose pulpar, fraturas radiculares ou dentes com mobilidade patológica. Nessas situações, a manutenção do foco infeccioso representa risco maior à saúde materno-fetal do que a realização do procedimento (Santos et al., 2023).
A exodontia em gestantes deve ser indicada apenas quando o risco de manter o dente supera o risco do procedimento cirúrgico. Atualmente, há consenso de que a exodontia é segura durante o segundo trimestre, desde que sejam respeitados os protocolos anestésicos, posicionamento adequado e monitoramento clínico. Entre as principais indicações estão: dor persistente não controlada por terapias conservadoras, infecção dentária aguda com risco de disseminação sistêmica, fraturas dentárias com comprometimento pulpar e dentes com mobilidade patológica por doença periodontal avançada (Menezes; Ribeiro; Almeida, 2023).
Situações de abscesso odontogênico e celulite facial durante a gestação requerem intervenção cirúrgica imediata, uma vez que o foco infeccioso pode representar risco à oxigenação fetal. O tratamento conservador nesses casos é contraindicado, pois a bacteremia recorrente pode induzir parto prematuro ou baixo peso ao nascer (Silva; Torres; Melo, 2024). Assim, a decisão pela exodontia é também uma medida preventiva de complicações obstétricas.
Outra indicação clínica relevante é a impossibilidade de tratamento endodôntico seguro. Em alguns casos, especialmente em gestantes com vômitos frequentes ou limitação de abertura bucal, o acesso endodôntico pode ser inviável. Nestes casos, a exodontia passa a ser o procedimento mais prudente, evitando múltiplas sessões de atendimento e longos períodos de desconforto (Freitas; Carvalho; Moraes, 2023).
Por outro lado, as contraindicações absolutas estão relacionadas ao risco obstétrico e às condições sistêmicas maternas. O primeiro trimestre deve ser evitado por envolver o período de organogênese, quando o feto é mais vulnerável a interferências externas. Já o terceiro trimestre impõe risco de hipotensão supina, desconforto respiratório e parto prematuro devido à compressão uterina sobre a veia cava inferior (Costa; Figueiredo, 2023). Nessas fases, a exodontia deve ser postergada, salvo urgências infecciosas.
As contraindicações relativas incluem gestantes com pré-eclâmpsia, diabetes gestacional não controlada, distúrbios de coagulação e histórico de parto prematuro. Nesses casos, recomenda-se avaliação interdisciplinar com o obstetra e, quando necessário, monitoramento hemodinâmico durante o procedimento (Nascimento; Soares, 2023). A individualização do plano cirúrgico é fundamental para reduzir riscos tanto para a mãe quanto para o feto.
Outra situação de contraindicação é o uso de anticoagulantes ou anti-hipertensivos específicos que possam interagir com anestésicos locais ou comprometer o controle do sangramento. O cirurgião-dentista deve verificar as interações medicamentosas e, se necessário, solicitar ajuste temporário de dose sob orientação médica (Ramos; Moura; Lopes, 2022).
Também é desaconselhável a exodontia eletiva em gestantes com infecções sistêmicas ativas, como viroses ou estados febris, pois a resposta inflamatória exacerbada pode comprometer a recuperação e aumentar o risco de parto prematuro (Pereira; Lima; Reis, 2023).
Do ponto de vista ético e legal, o consentimento informado é indispensável antes da intervenção cirúrgica em gestantes. O profissional deve explicar de forma acessível o motivo da extração, os riscos potenciais, as medidas de segurança adotadas e a importância do acompanhamento obstétrico. Essa conduta reforça a autonomia da paciente e reduz conflitos futuros (Cavalcante; Barros, 2023).
Em síntese, as indicações e contraindicações da exodontia na gestação estão diretamente relacionadas à gravidade da condição odontológica, ao período gestacional e ao estado sistêmico da paciente. A literatura recente enfatiza que, quando realizada com planejamento multidisciplinar, técnica atraumática e monitoramento adequado, a exodontia representa uma conduta segura e eficaz para a preservação da saúde materno-fetal (Oliveira; Gonçalves; Medeiros, 2024)
O segundo trimestre é o período mais indicado para intervenções odontológicas, pois o risco de aborto espontâneo no primeiro trimestre e de parto prematuro no terceiro é mais elevado. No segundo trimestre, a formação fetal já está consolidada, e a paciente apresenta maior estabilidade hemodinâmica (Almeida; Freitas, 2022).
Por outro lado, exodontias eletivas devem ser adiadas para o pós-parto, salvo em situações de dor intensa, abscesso ou risco de disseminação infecciosa. A comunicação com o obstetra é obrigatória em casos de gestantes com complicações, como hipertensão gestacional, diabetes ou ameaça de parto prematuro (Rodrigues; Nogueira; Fonseca, 2021).
3.3 Técnicas cirúrgicas e manejo clínico na exodontia em gestantes
A exodontia em gestantes deve priorizar técnicas minimamente invasivas e o uso de instrumentos adequados que reduzam o trauma ósseo e tecidual. O planejamento inclui radiografia periapical, respeitando os princípios de radioproteção e uso obrigatório de avental e protetor de tireóide de chumbo (Souza; Martins, 2023).
O procedimento deve ser realizado com o paciente em posição semissentada, evitando compressão da veia cava. A anestesia local preferencial é a lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000, por ser segura e amplamente estudada em gestantes (Gomes; Ferreira; Andrade, 2022). O uso de técnicas de bloqueio deve ser criterioso, evitando infiltrações excessivas.
Durante a cirurgia de exodontia , é recomendado o uso de alavancas delicadas e fórceps adequados, com movimentos controlados para evitar fraturas alveolares. Em casos de exodontia cirúrgica, o levantamento de retalho deve ser mínimo, com suturas reabsorvíveis e irrigação com solução fisiológica estéril (Mendonça; Alves, 2023).
O controle da dor deve ser realizado com paracetamol ou dipirona, ambos considerados seguros em doses terapêuticas. Anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, devem ser evitados, principalmente no terceiro trimestre, devido ao risco de fechamento prematuro do ducto arterial fetal (Vieira; Santana, 2022).
O controle hemostático pode ser feito com compressão local e uso de agentes tópicos como ácido tranexâmico em casos de sangramento persistente. Deve-se evitar longos períodos de jejum e garantir hidratação adequada (Fernandes; Lima, 2023).
Além das técnicas básicas de exodontia simples e cirúrgica, o manejo da gestante requer atenção diferenciada à biomecânica dos tecidos orais, à fisiologia da dor e ao impacto sistêmico do estresse cirúrgico. Procedimentos que minimizam o trauma e o tempo operatório são fortemente recomendados. O uso de instrumentos de menor calibre, movimentos rotacionais suaves e controle adequado de força durante a luxação radicular são determinantes para reduzir o risco de microfraturas ósseas e inflamações pós-operatórias (Barbosa; Santos; Monteiro, 2023).
A adoção de técnicas piezoelétricas tem se destacado na cirurgia odontológica moderna, inclusive para gestantes, por promover cortes ósseos seletivos e precisos, reduzindo o sangramento e o calor gerado durante a osteotomia. Estudos recentes apontam que o uso do piezoelétrico reduz o tempo de cicatrização em até 30% em comparação aos métodos rotatórios convencionais, além de menor dor pós-operatória relatada (Oliveira et al., 2024).
O controle rigoroso da assepsia e antissepsia é indispensável, considerando a imunomodulação fisiológica da gestante. Deve-se utilizar barreiras estéreis, antissépticos orais seguros como a clorexidina 0,12% e evitar produtos com álcool ou iodo, que podem ser absorvidos sistemicamente (Rodrigues; Araújo, 2023). A antissepsia do campo cirúrgico deve ser realizada com soluções aquosas neutras, respeitando o conforto da paciente e evitando odor forte que possa provocar náuseas.
Outro ponto essencial é a redução do estímulo nociceptivo. O uso de técnicas anestésicas complementares, como bloqueio do ligamento periodontal ou infiltração intrapulpar, é seguro quando realizado dentro dos limites de dose e permite maior conforto sem aumento significativo de fármaco sistêmico. O controle da ansiedade também deve ser considerado parte da anestesia: abordagem empática, explicação prévia do procedimento e ambiente silencioso ajudam a reduzir a liberação de catecolaminas e estabilizar a hemodinâmica (Martins; Almeida; Gomes, 2022).
Durante a instrumentação, recomenda-se irrigação contínua e aspiração eficiente, não apenas para resfriamento, mas também para evitar deglutição de fluidos contaminados, especialmente importante nas gestantes com predisposição a náuseas. O campo operatório deve ser mantido seco e com acesso visual claro, reduzindo o tempo e o risco de trauma tecidual (Cunha; Freitas; Pereira, 2023).
Nos casos de exodontias múltiplas ou em pacientes com alterações metabólicas associadas à gestação, como anemia ou diabetes gestacional, o procedimento deve ser fracionado — realizando-se um lado ou grupo de dentes por vez. Essa estratégia reduz o estresse fisiológico, a perda sanguínea e o tempo de exposição à anestesia (Lima; Barreto, 2023).
O planejamento do pós-operatório também faz parte do manejo cirúrgico. A aplicação de compressas frias em intervalos regulares nas primeiras 24 horas, o posicionamento com a cabeça levemente elevada e a manutenção da hidratação oral adequada são medidas simples, porém fundamentais para prevenir edema e desconforto. Estudos clínicos indicam que o controle térmico local reduz significativamente a necessidade de analgésicos (Fernandes et al., 2023).
Por fim, destaca-se o papel da tecnologia digital no planejamento das exodontias em gestantes. Radiografias digitais de baixa dose e tomografia de feixe cônico, quando absolutamente necessárias e com proteção plumbífera adequada, permitem maior precisão diagnóstica com mínima exposição. Isso reduz o tempo cirúrgico e a necessidade de manipulações extensas, tornando o procedimento mais previsível e seguro (Souza; Nogueira; Ribeiro, 2024)
3.4 Cuidados pós-operatórios e acompanhamento odontológico
O pós-operatório em gestantes exige atenção especial. É importante orientar repouso relativo, alimentação leve e evitar o uso de bochechos alcoólicos. A prescrição de antibióticos deve considerar a segurança fetal: penicilinas e cefalosporinas são as opções mais seguras, enquanto tetraciclinas, quinolonas e aminoglicosídeos são contraindicados (Carvalho; Nascimento, 2021).
O controle da dor deve ser feito preferencialmente com paracetamol 500–750 mg a cada 6–8 horas, evitando o uso prolongado de analgésicos opiáceos. Compressas frias podem auxiliar no controle do edema. O acompanhamento deve ocorrer após 48 horas para avaliação da cicatrização e sinais de infecção (Moraes; Lopes, 2023).
É importante reforçar as orientações de higiene bucal e o acompanhamento odontológico periódico, uma vez que a gestante apresenta maior predisposição à gengivite e doença periodontal. O controle da saúde bucal contribui para a redução do risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer (Paiva; Ribeiro, 2021).
3.5 Aspectos éticos e interdisciplinares
A conduta odontológica frente à gestante deve observar os princípios éticos de beneficência e não maleficência. O cirurgião-dentista é responsável por avaliar o risco-benefício do tratamento e garantir que as intervenções sejam baseadas em evidências científicas. O diálogo com o obstetra é essencial para definir a melhor conduta clínica (Lima; Soares, 2022).
O atendimento deve ser humanizado e livre de preconceitos, considerando as particularidades de cada gestação. Além disso, a atuação interdisciplinar entre dentistas, médicos e enfermeiros é indispensável para assegurar um acompanhamento integral e seguro da paciente (Pereira et al., 2023).
4 DISCUSSÃO
A abordagem odontológica durante a gestação, especialmente no que se refere à realização de exodontias, exige do cirurgião-dentista um profundo entendimento das alterações fisiológicas, hormonais e emocionais que ocorrem nesse período. A literatura atual aponta que a conduta clínica deve priorizar a segurança materno-fetal, mas sem negligenciar a necessidade de intervenções que possam prevenir ou eliminar focos infecciosos. A omissão de tratamentos cirúrgicos necessários pode trazer mais prejuízos do que benefícios, sendo considerada uma falha ética e técnica (Menezes; Ribeiro; Almeida, 2023).
Embora por muito tempo tenha prevalecido a ideia de que procedimentos odontológicos invasivos deveriam ser evitados na gestação, evidências recentes indicam que, quando realizados com técnica adequada e em condições seguras, as exodontias não representam riscos significativos. O consenso atual entre as sociedades odontológicas e obstétricas é que o segundo trimestre gestacional é o período mais indicado para a realização de cirurgias odontológicas, pois há estabilidade hormonal, menor risco de aborto espontâneo e conforto postural suficiente para o procedimento (Santos et al., 2023).
Contudo, a decisão de realizar a exodontia deve sempre considerar o estado geral da paciente, o estágio gestacional e a gravidade da afecção dentária. Casos de infecção ativa, dor intensa, abscessos ou risco de disseminação sistêmica configuram indicações de urgência para extração, independentemente do trimestre. A conduta expectante nesses casos pode favorecer quadros sépticos e descompensações sistêmicas, interferindo negativamente na saúde da gestante e do feto (Torres; Melo; Andrade, 2024).
Outro aspecto amplamente discutido é o manejo anestésico e medicamentoso. O uso de anestésicos locais com vasoconstritor, como a lidocaína associada à epinefrina, é considerado seguro, desde que em doses controladas e com aspiração prévia para evitar injeções intravasculares. A literatura reforça que o controle da dor e do estresse durante o procedimento é essencial para evitar liberação de catecolaminas endógenas, que poderiam causar taquicardia ou constrição uterina (Gomes; Ferreira; Andrade, 2022).
As técnicas cirúrgicas em gestantes devem priorizar o mínimo trauma tecidual possível. A exodontia atraumática, com uso de alavancas delicadas e movimentos de luxação controlados, favorece a cicatrização e reduz a inflamação. Atualmente, dispositivos como o piezoelétrico cirúrgico e as lâminas de microvibração ultrassônica vêm sendo adotados como alternativas seguras e precisas, permitindo cortes ósseos seletivos com menor dano às estruturas adjacentes. Essa tecnologia também reduz o tempo cirúrgico e o desconforto pós-operatório, o que representa uma vantagem significativa para pacientes gestantes (Oliveira et al., 2024).
O manejo pós-operatório também requer atenção especial. A escolha de analgésicos e antibióticos deve obedecer a protocolos farmacológicos compatíveis com a gestação. O paracetamol é considerado o analgésico de primeira escolha, enquanto antibióticos como amoxicilina e cefalexina são amplamente indicados por sua segurança fetal. Já medicamentos como tetraciclinas e anti-inflamatórios não esteroidais, principalmente no terceiro trimestre, devem ser evitados devido ao risco de efeitos adversos sobre o desenvolvimento fetal (Carvalho; Nascimento, 2021).
Do ponto de vista clínico, a posição da paciente durante o procedimento também é um fator crítico. Recomenda-se que, após o primeiro trimestre, a gestante seja posicionada em decúbito dorsal com leve inclinação para o lado esquerdo, prevenindo a síndrome de hipotensão supina, causada pela compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico. Pequenas adaptações, como o uso de travesseiros sob o quadril direito, são suficientes para garantir o conforto e a segurança hemodinâmica da paciente (Barbosa; Santos; Monteiro, 2023).
Além dos aspectos técnicos, o componente emocional e psicológico da gestante deve ser valorizado. O medo do procedimento, associado às mudanças hormonais e à ansiedade gestacional, pode agravar a resposta fisiológica ao estresse. Assim, é papel do cirurgião-dentista adotar uma postura empática e esclarecedora, explicando cada etapa do tratamento e reforçando a segurança das condutas adotadas. Essa comunicação clara e humanizada reduz a liberação de hormônios do estresse e melhora a adesão ao tratamento (Paiva; Ribeiro, 2021).
Outro ponto relevante é o trabalho interdisciplinar entre cirurgiões-dentistas e obstetras. A troca de informações entre as equipes médicas e odontológicas é indispensável para ajustar condutas, revisar históricos de medicamentos e garantir que não haja contraindicações sistêmicas. Essa integração profissional proporciona uma visão global da saúde da gestante, fortalecendo a prática da odontologia baseada em evidências e centrada no paciente (Nascimento; Soares, 2023).
Pesquisas recentes apontam ainda que a falta de informação entre cirurgiões-dentistas é um dos principais fatores que contribuem para a omissão de atendimento durante a gestação. Muitos profissionais, por desconhecimento, preferem adiar a exodontia por receio de complicações, o que pode levar a infecções severas, parto prematuro ou baixo peso ao nascer. O aprimoramento da formação acadêmica e continuada em odontologia deve incluir, portanto, protocolos específicos de atendimento a gestantes, com ênfase em farmacologia, anestesia e técnicas de cirurgia segura (Cavalcante; Barros, 2023).
Além do aspecto assistencial, a discussão ética e legal também se faz necessária. A recusa em realizar procedimentos indicados, baseando-se em crenças pessoais e não em evidências científicas, pode configurar negligência. O consentimento informado é essencial em todos os casos, permitindo que a paciente compreenda plenamente os riscos e benefícios da exodontia, e participe ativamente da decisão terapêutica. Essa prática reforça a autonomia da mulher e contribui para uma relação profissional pautada na confiança (Cavalcante; Barros, 2023).
Em termos de saúde pública, promover o atendimento odontológico seguro às gestantes é uma forma de garantir o bem-estar materno-infantil e reduzir a incidência de complicações perinatais relacionadas a infecções orais. Políticas de saúde devem incluir protocolos claros e treinamento para profissionais da rede pública e privada, assegurando acesso contínuo e livre de preconceitos à assistência odontológica durante a gravidez (Torres; Melo; Andrade, 2024).
Em síntese, a exodontia em gestantes, quando conduzida com embasamento técnico, interdisciplinaridade e cuidado humanizado, é um procedimento seguro e necessário. O avanço das pesquisas tem mostrado que o verdadeiro risco reside na falta de intervenção e não na cirurgia em si. O cirurgião-dentista preparado e atualizado é capaz de garantir um tratamento previsível, minimamente invasivo e biologicamente compatível, promovendo não apenas saúde bucal, mas também qualidade de vida e segurança para a gestante e o bebê.
5 CONCLUSÃO
A realização de procedimentos cirúrgicos odontológicos, como as exodontias, durante a gestação exige uma abordagem criteriosa, que considere as alterações fisiológicas, hormonais e emocionais próprias desse período. A gestação promove diversas mudanças no organismo materno, como o aumento do volume sanguíneo, a sensibilidade gengival e a alteração do limiar de dor, que podem interferir diretamente na condução do tratamento odontológico. Por isso, é essencial que o cirurgião-dentista realize uma anamnese detalhada, identifique possíveis riscos e, sempre que necessário, mantenha comunicação com o obstetra responsável pelo acompanhamento pré-natal. A avaliação do estado geral da paciente e o planejamento cuidadoso são etapas fundamentais para garantir a segurança da gestante e do feto.
O segundo trimestre da gestação, compreendido entre a 14ª e a 27ª semana, é amplamente reconhecido como o período mais seguro para a realização de procedimentos odontológicos invasivos. Nesse intervalo, o risco de malformações fetais, comuns no primeiro trimestre, já está reduzido, e o desconforto físico mais intenso do final da gestação ainda não se manifesta. A escolha dos anestésicos locais, como a lidocaína com epinefrina em concentrações seguras, bem como dos medicamentos para controle da dor e possíveis infecções, deve seguir critérios de segurança fetal, baseando-se em evidências científicas e nas classificações estabelecidas por órgãos reguladores como a FDA. Além disso, medidas de posicionamento da paciente durante o atendimento, tempo de consulta reduzido e atenção à ansiedade da gestante são estratégias importantes para minimizar riscos e promover conforto.
Conclui-se, portanto, que a exodontia durante a gestação pode ser realizada de forma segura e eficaz, desde que o profissional esteja preparado para lidar com as particularidades desse grupo de pacientes. A abordagem deve ser sempre individualizada, respeitando os princípios da bioética, a indicação clínica do procedimento e o bem-estar materno-fetal. Mais do que tratar condições agudas, o atendimento odontológico durante a gravidez desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da gestante, na prevenção de infecções bucais que podem repercutir sistemicamente e na orientação sobre cuidados que contribuem para uma gestação mais saudável. O cirurgião-dentista, portanto, deve estar inserido na equipe multidisciplinar que acompanha a mulher grávida, reforçando a importância do pré-natal odontológico como parte essencial do cuidado integral à saúde.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, R. P.; FREITAS, C. V. Abordagem odontológica segura no segundo trimestre gestacional: revisão clínica. Revista Brasileira de Odontologia Preventiva, v. 13, n. 2, p. 75–84, 2022.
ANDRADE, E. D. et al. Odontologia para pacientes especiais. São Paulo: Artes Médicas, 2008.
APS-REPO. Gestantes podem ser submetidas a exodontias? 2021. Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/gestantes-podem-ser-submetidas-a-exodontias/. Acesso em: 4 set. 2025.
BARBOSA, M. T.; SANTOS, F. A.; MONTEIRO, L. S. Técnicas atraumáticas e manejo tecidual em exodontias durante a gestação. Journal of Clinical Oral Surgery, v. 15, n. 4, p. 210–220, 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde bucal. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. (Cadernos de Atenção Básica, n. 17).
CARVALHO, F. R.; NASCIMENTO, L. P. Antibióticos e analgésicos seguros na prática odontológica em gestantes. Revista de Odontologia e Saúde Materno-Fetal, v. 10, n. 1, p. 55–64, 2021.
CAVALCANTE, D. R.; BARROS, M. F. Aspectos éticos e legais na exodontia durante a gestação. Revista Bioética e Odontologia, v. 13, n. 1, p. 44–53, 2023.
COSTA, A. L.; FIGUEIREDO, R. C. Contraindicações e riscos obstétricos na prática odonto cirúrgica. Brazilian Dental Science Journal, v. 15, n. 2, p. 91–100, 2023.
COSTA, M. H.; LIMA, P. R.; REIS, K. A. Avaliação de riscos e benefícios da exodontia durante a gestação. Odontologia Clínica Contemporânea, v. 29, n. 3, p. 87–95, 2021.
CUNHA, T. D.; FREITAS, A. J.; PEREIRA, V. M. Irrigação e controle de campo operatório em exodontias de gestantes. OdontoAtual Científica, v. 39, n. 2, p. 142–151, 2023.
ELIAS, S. R. et al. Tratamento odontológico durante a gestação: conhecimentos e percepções de estudantes de odontologia. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, v. 20, n. 3, p. 37–45, 2018.
FERNANDES, P. C.; LIMA, S. R. Controle hemostático e manejo pós-operatório em gestantes submetidas à exodontia. Revista Odontológica do Brasil Central, v. 32, n. 2, p. 118–127, 2023.
FERNANDES, P. C. et al. Controle térmico e analgesia local em cirurgias odontológicas de gestantes. International Dental Research Review, v. 9, n. 2, p. 98–107, 2023.
FERREIRA, T. L. et al. Atuação interdisciplinar no atendimento odontológico à gestante: revisão de protocolos. Journal of Interdisciplinary Dentistry, v. 11, n. 1, p. 34–43, 2023.
FREITAS, V. P.; CARVALHO, T. R.; MORAES, J. N. Avaliação clínica das indicações de exodontia em gestantes com limitações endodônticas. Odontologia & Saúde Materno-Fetal, v. 9, n. 3, p. 61–70, 2023.
GOMES, L. S.; FERREIRA, D. N.; ANDRADE, P. H. Anestésicos locais e segurança em exodontias durante a gestação. Brazilian Journal of Dental Surgery, v. 20, n. 1, p. 55–63, 2022.
GONÇALVES, P. E. Odontologia e gestação: revisão da literatura. E-Acadêmica, v. 1, n. 1, p. 98–107, 2018.
KURIEN, S. et al. Management of pregnant patient in dentistry. Journal of International Oral Health, v. 5, n. 1, p. 88–97, 2013.
LIMA, E. F. BARRETO, M. R. Exodontias múltiplas em gestantes: protocolo de segurança cirúrgica. Revista Odontológica Contemporânea, v. 19, n. 2, p. 75–83, 2023.
LIMA, R. F.; SOARES, C. G. Ética e comunicação interdisciplinar no atendimento odontológico à gestante. Revista de Ética e Prática Clínica Odontológica, v. 8, n. 1, p. 15–23, 2022.
MARQUES, F. A. et al. Implicações cardiovasculares da gestação na prática odontológica. Revista de Odontologia Médica e Cirúrgica, v. 26, n. 2, p. 77–85, 2020.
MARTINS, G. L.; ALMEIDA, D. R.; GOMES, S. P. Controle da dor e técnicas anestésicas complementares em gestantes. Revista Brasileira de Cirurgia e Anestesia Odontológica, v. 17, n. 1, p. 91–101, 2022.
MENDONÇA, A. T.; ALVES, J. P. Exodontia cirúrgica minimamente invasiva em gestantes: revisão clínica. Revista Brasileira de Cirurgia Oral, v. 15, n. 3, p. 141–149, 2023.
MENEZES, C. A.; RIBEIRO, D. S.; ALMEIDA, L. T. Condutas clínicas em exodontias de gestantes: revisão e análise de protocolos recentes. Revista Brasileira de Odontologia Clínica Integrada, v. 27, n. 1, p. 102–113, 2023.
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Protocolo clínico para o atendimento às gestantes de Ribeirão das Neves. Belo Horizonte: SES/MG, 2007. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-9DDF6B/1/protocolo_cl_nico_ para_o_ atendimento__s_gestantes_de_ribeir_o_das_neves.pdf. Acesso em: 4 set. 2025.
MORAES, J. P.; LOPES, C. M. Cuidados pós-operatórios e acompanhamento odontológico em gestantes. Clínica Odontológica Atualizada, v. 16, n. 3, p. 187–195, 2023.
NASCIMENTO, F. P.; SOARES, G. H. Exodontia e comorbidades gestacionais: quando adiar e quando intervir. Journal of Obstetric Dentistry, v. 8, n. 1, p. 27–36, 2023.
OLIVEIRA, L. M. et al. Aplicação da tecnologia piezoelétrica em cirurgias orais durante a gestação. International Journal of Oral Surgery & Obstetrics, v. 11, n. 2, p. 45–55, 2024.
OLIVEIRA, L. M.; GONÇALVES, R. F.; MEDEIROS, H. V. Segurança e previsibilidade da exodontia em gestantes: uma revisão baseada em evidências. International Journal of Oral Surgery & Obstetrics, v. 10, n. 2, p. 75–85, 2024.
PAIVA, D. R.; RIBEIRO, M. C. Controle da saúde bucal e prevenção de parto prematuro em gestantes. Revista de Odontologia e Saúde Pública, v. 9, n. 2, p. 58–66, 2021.
PEREIRA, J. R.; ARAÚJO, E. L. Alterações gastrointestinais e implicações odontológicas durante a gestação. Revista Clínica de Odontologia Médica, v. 12, n. 1, p. 25–33, 2022.
PEREIRA, J. R.; LIMA, K. F.; REIS, P. A. Riscos inflamatórios sistêmicos e sua influência na prática odonto cirúrgica em gestantes. Revista de Clínica e Pesquisa Odontológica, v. 11, n. 4, p. 145–153, 2023.
PEREIRA, L. A. et al. Atuação interdisciplinar no cuidado odontológico de gestantes: uma revisão integrativa. Saúde Bucal e Gestação Journal, v. 14, n. 1, p. 72–80, 2023.
PROTOCOLO RIBEIRÃO DAS NEVES. Protocolo clínico para o atendimento às gestantes de Ribeirão das Neves. Ribeirão das Neves: Prefeitura Municipal, 2012.
RAMOS, V. A.; MOURA, L. S.; LOPES, F. T. Interações farmacológicas em procedimentos cirúrgicos odontológicos durante a gestação. PharmaDent Journal, v. 12, n. 2, p. 88–96, 2022.
RODRIGUES, A. C.; ARAÚJO, M. V. Controle de assepsia e biossegurança em gestantes submetidas à exodontia. Revista Odontológica Brasileira, v. 21, n. 3, p. 177–186, 2023.
RODRIGUES, G. S.; NOGUEIRA, C. R.; FONSECA, L. P. Comunicação interdisciplinar e condutas clínicas em gestantes de risco odontológico. Brazilian Journal of Oral Health, v. 14, n. 3, p. 97–107, 2021.
SANTOS DA SILVA LIMA, M.; VASCONCELLOS, F. C.; TOGNETTI, V. Repercussões da saúde bucal materna na saúde geral da gestante e do feto: uma revisão integrativa. RECITEC – Revista Científica Saúde e Tecnologia, v. 3, n. 2, p. 1–10, 2023.
SANTOS, E. F. et al. Indicações clínicas de exodontia durante a gestação: análise de casos. Revista de Odontologia Hospitalar, v. 8, n. 2, p. 121–130, 2023.
SILVA, H. N.; TORRES, G. F.; MELO, E. R. Infecções odontogênicas em gestantes: conduta cirúrgica segura e protocolos interdisciplinares. Journal of Oral Medicine and Pregnancy, v. 6, n. 1, p. 31–41, 2024.
SILVA, J. P. et al. Exodontia em gestantes: princípios de segurança e farmacologia aplicada. Odonto Science Review, v. 18, n. 4, p. 99–108, 2022.
SILVA, M. E. S.; STUANI, A. S.; QUEIROZ, A. M. Atendimento odontológico à gestante: aspectos clínicos e preventivos. Revista Brasileira de Odontologia, v. 63, n. 2, p. 136–141, 2006.
SOUZA, A. R. et al. Gengivite gravídica e alterações hormonais na gestação: implicações odontológicas. Revista Brasileira de Periodontia Clínica, v. 12, n. 2, p. 44–52, 2021.
SOUZA, L. N.; MARTINS, E. F. Radioproteção e diagnóstico por imagem em gestantes submetidas à exodontia. Revista de Radiologia Odontológica Avançada, v. 16, n. 1, p. 33–41, 2023.
SOUZA, T. A.; NOGUEIRA, M. R.; RIBEIRO, V. L. Radiologia digital e tomografia de baixa dose no planejamento cirúrgico de gestantes. Dental Imaging & Pregnancy Journal, v. 7, n. 1, p. 58–68, 2024.
VASCONCELOS, R. G. et al. Uso de anestésicos locais em odontologia: uma revisão de literatura. Revista de Odontologia da UNESP, v. 41, n. 5, p. 348–353, 2012.
VIEIRA, C. P.; SANTANA, R. F. Farmacologia aplicada e segurança no uso de anti-inflamatórios em gestantes. Revista de Farmacologia Odontológica Aplicada, v. 8, n. 3, p. 41–49, 2022.
