A VITAMINA B12 COMO FATOR MODULADOR DAS DISFUNÇÕES ESTÉTICAS: IMPLICAÇÕES DA DEFICIÊNCIA E DA SUPLEMENTAÇÃO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511192224


Mayra Roberta Souza Garcia D’Oliveira1
Orientadora: Mariana Moreira Andrade2


RESUMO

A vitamina B12 possui um papel fundamental no desenvolvimento de células, como por exemplo, os glóbulos vermelhos, além de desempenhar funções relacionadas ao sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. Por não ser sintetizada endogenamente, deve ser obtida por meio da ingestão alimentar. Estudos recentes evidenciam que a vitamina B12 surge como um modulador do envelhecimento. Sua diminuição interfere na homeostase celular, diminuindo sua função antioxidante. Tendo em vista a importância da vitamina b12 na saúde estética, esta pesquisa se baseia no seguinte questionamento: de que forma a suplementação da vitamina B12 influencia no melhoramento das disfunções estéticas? Para isso, este trabalho analisará as formas de influência da suplementação de vitamina B12 na fisiopatologia das disfunções estéticas de acne, flacidez e melasma. A pesquisa em desenvolvimento se trata de uma revisão narrativa da literatura, realizada no período de fevereiro de 2025 a novembro de 2025, que visa reunir e discutir evidências acerca do uso da vitamina B12 no auxílio do tratamento da acne, melasma e flacidez, bem como sua metabolização e possíveis malefícios relacionados. Deste modo, a pesquisa em questão propõe trazer contribuição teórica para profissionais atuantes na área da saúde estética e orientar o desenvolvimento de novos estudos perante quaisquer lacunas presentes neste trabalho.

Palavras-chave: Cobalamina. Deficiência de vitamina. Disfunções estéticas. Saúde da pele. Suplementação de vitamina B12. Vitamina B12.

ABSTRACT 

Vitamin B12 plays a fundamental role in cell development, such as red blood cells, and also performs functions related to the central and peripheral nervous systems. Because it is not synthesized endogenously, it must be obtained through dietary intake. Recent studies show that vitamin B12 may act as a modulator of aging. Its decrease interferes with cellular homeostasis, reducing its antioxidant function. Considering the importance of vitamin B12 in aesthetic health, this research is based on the following question: how does vitamin B12 supplementation influence the improvement of aesthetic dysfunctions? This study will analyze the ways in which vitamin B12 supplementation influences the pathophysiology of aesthetic dysfunctions such as acne, sagging skin, and melasma. The research being developed is a narrative literature review, conducted between February 2025 and November 2025, which aims to gather and discuss evidence regarding the use of vitamin B12 in aiding the treatment of acne, melasma, and sagging skin, as well as its metabolism and possible related harmful effects. Thus, this research proposes to provide a theoretical contribution to professionals working in the field of aesthetic health and to guide the development of new studies addressing any gaps present in this work.

Keywords: Cobalamin. Vitamin deficiency. Aesthetic dysfunctions. Skin health. Vitamin B12 supplementation. Vitamin B12.

1. INTRODUÇÃO 

A vitamina B12 é um micronutriente essencial para a maturação dos glóbulos vermelhos, desempenha múltiplas funções em vias metabólicas necessárias para o sistema nervoso central e sistema nervoso periférico (Martins, Silva e Streck, 2017).

Os humanos não conseguem sintetizá-la endogenamente e, consequentemente, devem obtê-la por meio da ingestão alimentar, predominantemente proveniente de carne, peixe, laticínios, ovos ou algumas algas comestíveis (Mucha et. al., 2024).

Sua deficiência ocasiona o volume corpuscular médio dos eritrócitos e afeta a síntese de DNA, causando anemia. Além disso, a deficiência de vitamina B12 pode prejudicar a formação da bainha de mielina, afetando a transmissão dos impulsos nervosos ao longo dos neurônios, envolve os axônios e serve como um isolante elétrico, facilitando assim a velocidade de condução rápida. (Marino et. al., 2022; Ospina e Mesa, 2019), o que está relacionado ao declínio cognitivo e distúrbios neurológicos (Tang et. al., 2024). 

Os sintomas da sua diminuição no organismo diferem fortemente em gravidade e podem se manifestar como condições leves ou com risco de vida (Ospina e Mesa, 2019). Se o consumo de alimentos de origem animal for muito baixo ou ausente, sua escassa presença em alimentos vegetais torna sua introdução essencial, seja por meio de suplementos ou alimentos fortificados (Rizzo et. al., 2016). O armazenamento hepático substancial de vitamina B12 pode atrasar as manifestações clínicas por até 10 anos após o início da deficiência (Langan e Goodbred, 2017).

À luz de estudos recentes, a vitamina B12 surge como um modulador do envelhecimento. Sua escassez perturba a homeostase celular ao diminuir a capacidade de combater o estresse oxidativo (Simonenko, Bogdanova e Kuldyushev, 2024). Além disso, várias condições dermatológicas, incluindo vitiligo, estomatite aftosa, dermatite atópica e acne, têm sido relacionadas ao excesso ou deficiência de cobalamina (Elgharably et. al., 2022).

Os fatores supracitados inferem que a temática abordada possui relevância no contexto da saúde estética, que visa não apenas cuidar da aparência, mas sim, do organismo como um todo. Sabe-se que a suplementação é uma parte fundamental para o bem-estar e qualidade da pele. Muitas vitaminas e minerais são estudados para melhor observação da resposta dos tratamentos, diversos fatores contribuem para acarretar o desequilíbrio e causam disfunções estéticas, como radicais livres, além da má alimentação, sedentarismo, entre outros. Porém a ausência ou a alteração de vitaminas também podem contribuir para o acentuamento das disfunções (Januszewski et. al., 2024).  Mas será que a suplementação de vitamina B12 pode promover melhores resultados e potencializar os tratamentos das disfunções estéticas?

Esse é um tema que não é comumente relacionado à vitamina b12, porém é de extrema necessidade a busca pela vinculação, pois saúde e estética andam de mãos dadas. Desse modo, a presente pesquisa visa responder à seguinte questão: quais as disfunções estéticas que estão ligadas à alteração da vitamina B12?

Na atualidade já existem estudos que abordam a importância dessa vitamina na saúde estética. Trata-se de um micronutriente necessário para a formação do DNA, reparo celular e formação adequada das células sanguíneas junto com outros micronutrientes.

Esta possui algumas formas para utilização, como a forma intramuscular e farmacêutica. Conforme a Lei nº 6.684/1979 e Decreto nº 88.439/1983, bem como os termos inseridos na Resolução nº 197, de 21 de fevereiro de 2011, trazem no artigo 5°, o profissional biomédico esteta, está apto a trabalhar com a suplementação da vitamina citada.

Sem a vitamina B12 nos níveis ideais, os procedimentos para melasma, acne e flacidez, não terão o mesmo resultado, devido à necessidade do corpo desinflamado e de uma pele mais saudável e com renovação celular de qualidade. 

Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da vitamina B12 na melhoria das disfunções estéticas, além de compreender de que forma a deficiência e concentrações séricas reduzidas dessa vitamina contribuem na fisiopatologia dessas alterações.

2. REFERENCIAL TEORICO 

2.1 Vitamina B12

A Cobalamina, também conhecida por vitamina B12, é sintetizada unicamente por microrganismos e se trata de um micronutriente essencial para as atividades enzimáticas no organismo (Soto et al., 2023).  As principais fontes dessa vitamina são os alimentos fermentados por bactérias ou contaminados por elas e tecidos animais. Nos tecidos animais, sua obtenção ocorre por meio da microbiota intestinal, por meio da ingesta de cobalto (Esposito et. al., 2022).

Os ruminantes possuem um aporte maior de cobalamina em seus tecidos em relação às outras espécies, por isso, alimentos de origem animal são ótimas fontes de vitamina B12, comparada também aos alimentos de origem vegetal (Silva, Passos e Maia, 2019).

A vitamina B12 é absorvida no intestino, com o auxílio de receptores encontrados no íleo que se aderem a uma glicoproteína chamada de fator intrínseco, sendo posteriormente armazenada no fígado. Sua deficiência pode decorrer da ausência do fator intrínseco, baixa ingestão, gastrectomia ou de origem idiopática, resultando em diversas consequências como contribuição na fisiopatologia das disfunções estéticas, tais como acne, flacidez e melasma. (Barros et. al., 2019). 

Além disso, a deficiência desta vitamina é classicamente associada ao surgimento de alterações hematológicas, como macrocitose (volume corpuscular médio maior que 100fl); neutrófilos hipersegmentados e até pancitopenia (Bernardes, Barroso e Castro, 2015). Também são comuns alterações como atrofia gástrica, estomatite e mucosite intestinal gerando má absorção de nutrientes além das consequências neurológicas decorrentes da degeneração na mielinização dos oligodendrócitos (Bernardes, Barroso e Castro, 2015).  

Em contrapartida, níveis adequados de vitamina B12, dentro das concentrações recomendadas, contribuem para a melhora dos distúrbios ocasionados por sua deficiência, incluindo as disfunções estéticas, além de potencializarem os resultados dos tratamentos aplicados nessas condições. Tais níveis podem ser alcançados, por exemplo, por meio da suplementação alimentar. 

A deficiência ou hipervitaminose depende de certos fatores. Os idosos, por exemplo, são mais suscetíveis à deficiência de vitamina B12, devido à diminuição da absorção do micronutriente associada a idade e hábitos alimentares (Melo et. al., 2025). A população vegetariana e vegana também corre o risco de desenvolver tal deficiência, tendo em vista que o grupo não consome carnes por diversas questões. Por essa razão é essencial que haja recomendação e acompanhamento por profissional de saúde competente, pois, quando feita de forma excessiva – apesar de ser considerada segura em razão da sua baixa toxicidade – pode ocasionar efeitos adversos, como acne ou reações alérgicas (Costa e Teixeira, 2025).

2.2 Disfunções estéticas

2.2.1 Flacidez

A pele, considerada o maior órgão do corpo humano, consiste em uma barreira física que protege o corpo de agressões externas. A epiderme, um epitélio escamoso estratificado, é composta principalmente de queratinócitos, melanócitos e células de Langerhans, e constitui a primeira camada da pele (Zhang et. al., 2023).  A segunda camada, no entanto, é composta por tecido conjuntivo, tendo como célula predominante os fibroblastos. Essas células são responsáveis pela síntese de fibras e substâncias fundamentais amorfas que constituem a matriz extracelular. Por razões diversas, como o envelhecimento, a derme tende a sofrer redução de espessura e de seus respectivos componentes, resultando na flacidez.

O envelhecimento é um processo que resulta no declínio das funções dos órgãos, impulsionado por fatores como acúmulo de danos ao DNA, telômeros encurtados, disfunção mitocondrial e exposição a outros estressores ambientais (Zhang et. al., 2023). 

A atrofia da pele devido à perda de colágeno é maior em mulheres na menopausa, com uma redução de colágeno de aproximadamente 30% nos primeiros 5 anos, seguida por um declínio de 2% ao ano durante os 15 anos seguintes (Zouboulis et. al., 2022). Outros fatores que também estão associados à flacidez são as alterações das propriedades mecânicas da pele e diminuição da massa de gordura (Haydont, Bernard e Fortunel, 2019). A deterioração desses componentes, como resultado do envelhecimento intrínseco e extrínseco, leva ao comprometimento das propriedades físicas da pele (Ezure, 2023).

Essa perda de volume facial, durante o processo de envelhecimento, impacta significativamente nos padrões estéticos, como a definição da linha do maxilar, levando à flacidez da pele, papada e ao desenvolvimento de linhas de marionete proeminentes (Hong et. al., 2024). Além da fisiopatologia endógena e natural que resulta na flacidez, certos fatores exógenos também podem atuar como causais ou até potencializadores da disfunção, a citar procedimentos cirúrgicos, como bichectomia, preenchimento excessivo ou aplicado erroneamente.

Os tipos de flacidez facial são flacidez muscular, dérmica e mista. Essa classificação é feita com base na camada da pele que é afetada. Na flacidez muscular, os músculos se encontram enfraquecidos, principalmente nas regiões do pescoço e bochechas; a flacidez dérmica é decorrente da deficiência de componentes do tecido conjuntivo, tais como colágeno, elastina e ácido hialurônico na derme; já a flacidez mista, reúne os dois tipos de flacidez e pode afetar diversas áreas do rosto (Alarcão e Melo, 2024).

A flacidez, enquanto uma das características do envelhecimento, pode variar de acordo com a etnia, características genéticas herdadas, estado hormonal, condições climáticas, de trabalho, sociais e culturais (Vashi, Maymone e Kandu, 2016). Sua fisiopatologia pode ser intensificada devido à deficiência de vitamina B12, considerando que baixas concentrações dessa vitamina pode comprometer processos celulares e eventos genéticos essenciais, como a síntese proteica e a regeneração tecidual. Isso porque a vitamina B12 está diretamente envolvida na produção de material genético, na produção de macromoléculas e consequentemente nas atividades metabólicas celulares (Halczuk et. al., 2023). 

A carência desse micronutriente pode resultar em menor proliferação da principal célula da derme, o fibroblasto, e, como resultado, redução na produção de colágeno e elastina, contribuindo para a perda de firmeza e sustentação da pele. 

Em contrapartida, níveis adequados de vitamina B12, alcançados por meio de uma suplementação equilibrada, podem auxiliar na restauração da integridade do tecido conjuntivo e potencializar os resultados de tratamentos voltados à melhoria da flacidez tissular e outras disfunções estéticas (Zhao et. al., 2022). 

2.2.2 Melasma

O melasma é outra disfunção que, assim como a flacidez, causa incômodos estéticos significativos, principalmente no público feminino. No entanto, diferentemente da flacidez, o melasma tem início na camada mais superficial da pele, a epiderme, e está relacionado à produção exacerbada de melanina pelos melanócitos. 

O melasma é uma condição pigmentar cutânea adquirida comum que resulta em hiperpigmentação acastanhada, predominantemente simétrica, que afeta o rosto e, ocasionalmente, os antebraços e as costas (Doolan e Gupta, 2021). Existem três padrões típicos de distribuição: centrofacial (63%), malar (21%) e mandibular (16%). Geralmente, mas nem sempre, é bilateral (Plensdorf, Livieratos e Dada, 2017).

Essa condição afeta desproporcionalmente indivíduos de fototipos mais altos, o que pode estar relacionado tanto a fatores genéticos quanto à menor adoção de medidas adequadas de fotoproteção. Cerca de 30% a 50% dos sul-americanos e asiáticos, também podem apresentar melasma (Carrasco et. al., 2022). A maior concentração de eumelanina, pigmento escuro responsável por oferecer maior proteção contra a radiação ultravioleta, confere a esses indivíduos uma resposta melanogênica mais intensa. Já a feomelanina, predominante em peles mais claras, possui tonalidade amarelada a avermelhada e menor capacidade de absorver a radiação UV, o que a torna menos eficaz na fotoproteção, porém também menos propensa à hiperpigmentação persistente

Embora o melasma seja caracterizado pela pigmentação epidérmica, anormalidades da matriz extracelular dérmica também são observadas. A elastose solar tem sido uma característica frequentemente descrita na pele com melasma (Kwon et. al., 2016) A sinalização melanógena contínua da derme envelhecida, incluindo fibroblastos fotoenvelhecidos ou aumento da vasculatura, ativa os melanócitos e contribui para o aumento da pigmentação no melasma (Han et. al, 2024). Assim, apesar de o melasma epidérmico normalmente ser marrom-claro, realçando sob a lâmpada de Wood;o dérmico, aparece acinzentado. Tipos mistos de melasma são marrom-escuros com realce variável (Plensdorf, Livieratos e Dada, 2017).  

De toda forma, a ativação dos melanócitos é iniciada após determinados estímulos que podem ser caracterizados como fatores de indução da malanogênese intensificada. Por exemplo, a indução por medicamentos é uma causa importante de doenças pigmentadas. Níveis do receptor de estrogênio estão aumentados na pele com melasma em comparação com a pele normal, sugerindo que medicamentos que alterem níveis hormonais podem favorecer o surgimento da disfunção (Qu et. al., 2025). 

Além disso, a deficiência de vitamina B12 também pode contribuir para o desequilíbrio hormonal e oxidativo observado em pacientes com melasma, uma vez que baixos níveis dessa vitamina elevam a homocisteína e intensificam processos inflamatórios e de estresse oxidativo na derme. Esses mecanismos favorecem a ativação melanocítica e a hiperpigmentação, agravando o quadro clínico.

Por outro lado, a reposição adequada e a manutenção dos níveis séricos ideais de vitamina B12 auxiliam na regulação metabólica e na proteção antioxidante da pele, atenuando a inflamação e potencializando a resposta aos tratamentos estéticos voltados à melhoria da qualidade da pele.

O tratamento do melasma visa diminuir a pigmentação, interrompendo a hiperpigmentação pelos melanócitos e a formação e degradação dos melanossomas, por meio de opções farmacológicas e não farmacológicas (Aung, Elghblawi e Aung, S., 2024).

Tal disfunção tem um impacto psicossocial significativo. Diversos tratamentos têm sido explorados, muitas vezes em combinação, devido à sua patogênese multifatorial (Gan e Rodrigues, 2024), abrangendo vários aspectos da doença, como a melanogênese, hiperativação dos melanócitos, inflamação e redução da produção de radicais livres (Candiani et. al., 2024).

2.2.3 Acne

A acne é uma das doenças inflamatórias crônicas mais comuns no mundo e é caracterizada pelo aparecimento de pápulas, pústulas, comedões e nódulos, de forma independente ou cumulativa. Embora a adolescência seja o grupo predominante, a acne pode afetar várias faixas etárias (Kutlu, Karadag e Wollina, 2022). 

A patogênese da acne é atribuída a quatro fatores principais: excesso de produção de sebo, hiperproliferação da bactéria Cutibacterium acnes, hiperqueratinização dos folículos pilosebáceos e mecanismos inflamatórios (Baldwin e Tan, 2020). A superprodução de sebo pode ser um resultado do excesso de hormônios androgênicos ou de uma sensibilidade aumentada das glândulas sebáceas aos níveis normais destes hormônios. Outros exemplos ainda podem atuar como fatores causais, como influência genética, alimentação rica em componentes lipídicos, sexo e idade (Ogé, Broussard e Marshall, 2019). 

O consumo de alimentos com alto índice glicêmico e laticínios, têm sido associados à acne, possivelmente por atuar na sinalização do fator de crescimento semelhante à insulina que pode exacerbar a produção de sebo e a inflamação (Kim e Kim, H., 2024). Além disso alguns medicamentos estimulam síntese glandular, como os anticoncepcionais à base de progesterona, prednisolona, antiepilépticos e lítio.  Produtos tópicos oleosos, também podem desencadeá-la.

Já a hiperqueratinização folicular é outro fator, pois representa uma alteração no processo normal de renovação das células epiteliais que revestem o folículo pilossebáceo. Em condições fisiológicas, essas células se desprendem de forma controlada, permitindo a livre passagem do sebo. Contudo, quando ocorre um aumento na produção de queratina e uma adesão anormal dessas células, o folículo torna-se obstruído, formando o primeiro grau da acne, (Santer, Teh e Ravenscroft, 2024).

Com a intensa produção de matéria orgânica, como sebo, queratina e fragmentos celulares liberados pelo poro do folículo, ocorre então uma proliferação bacteriana. A pele é colonizada por centenas de microrganismos, que formam várias comunidades. Quando a microbiota normal é perturbada ou a defesa imunológica do hospedeiro é enfraquecida, a acne pode se desenvolver (Xu e Li, 2019). Havendo infecção e obstrução folicular, é instalado o processo inflamatório local.

A vitamina B12 exerce papel essencial no metabolismo celular e na regulação de processos inflamatórios, e sua relação com a acne tem sido cada vez mais estudada. Níveis elevados dessa vitamina, seja por suplementação excessiva ou predisposição individual, podem alterar o metabolismo bacteriano da Cutibacterium acnes, estimulando a produção de porfirinas inflamatórias que desencadeiam o surgimento ou agravamento das lesões acneicas. Por outro lado, a deficiência de B12 compromete a regeneração tecidual, o equilíbrio imunológico e o controle da inflamação, o que também pode dificultar a recuperação da pele e piorar o quadro inflamatório. Assim, a manutenção de níveis adequados, nem excessivos, nem reduzidos, é fundamental para o equilíbrio cutâneo.

2.3 Aplicação da vitamina B12 no tratamento de disfunções estéticas

A cianocobalamina, também conhecida como vitamina B12, é uma molécula que possui propriedades antioxidantes, amplamente descritas na literatura. As doenças inflamatórias da pele estão associadas a danos por estresse oxidativo (Guillot, 2024), o que aponta, de certa forma, a vitamina supracitada como um bom adjuvante no tratamento de algumas disfunções estéticas, bem como um pivô na fisiopatologia dessas disfunções caso esteja em baixas concentrações.

Sabe-se que os níveis de cobalamina diminuem com a idade. A prevalência de deficiência de cobalamina entre adultos mais velhos a nível mundial, como nos Estados Unidos, registra que 6% são deficientes e mais de 20% estão no limite (Tang et. al., 2024).

Considerando esse declínio progressivo, o monitoramento clínico e laboratorial é fundamental para prevenir manifestações dermatológicas e metabólicas associadas à carência, inclusive na fisiopatologia e formação da acne. Por essa razão, o monitoramento dos níveis plasmáticos é recomendado, sendo indicado que haja avaliação laboratorial para pacientes com suspeita de deficiência de vitamina B12, incluído hemograma e nível sérico de vitamina B12. Um nível inferior a 150 pg por mL (111 pmol por L) é diagnóstico de deficiência (Langan e Goodbred, 2017). A detecção precoce permite uma reposição direcionada, o que favorece a resposta tecidual e otimiza a eficácia de protocolos estéticos.

No contexto terapêutico, é importante destacar a interação da vitamina B12 com medicamentos utilizados em disfunções cutâneas. A isotretinoína, amplamente prescrita para tratar acne, conforme relatado por Hadsall, Ju e Keri (2023), pode elevar a concentração de homocisteína na circulação, isso porque a vitamina B12 e o ácido fólico são cofatores do seu metabolismo, que acaba sendo interrompido durante o tratamento com esta medicação. Nesse contexto, os sintomas musculoesqueléticos decorrentes da hiper-homocisteinemia podem ser amenizados com a suplementação. Assim, a correção dos níveis de B12 durante o uso da isotretinoína não apenas reduz efeitos adversos sistêmicos, como também favorece o equilíbrio inflamatório cutâneo.

Em contrapartida, o uso excessivo de vitamina B12 pode induzir erupções acneiformes, por contribuir com o metabolismo de microrganismos como Propionibacterum acnes (Owen, Youssef e Altman, 2024). Isso reforça a necessidade de acompanhamento profissional e individualização da dose, visto que tanto a deficiência quanto o excesso podem desencadear repercussões dermatológicas distintas.

Em um estudo conduzido por Chun e colaboradores (2024), a vitamina B12 ocasionou melhora da radiância, elasticidade e textura da pele, em razão dela ser antagonista do receptor de endotelina tipo B, envolvido na melanogênese. Já o uso do complexo Vitamina B12 e Trifosfato de Adenosina (ATP) como agonista do receptor de adiponectina 1, aumentou a expressão das hialuronano sintases, que são benéficas no tratamento da flacidez.  Esses achados demonstram que, quando em níveis adequados, a vitamina B12 pode atuar de maneira multifuncional na estética, promovendo equilíbrio melanocítico, além de contribuir para melhoramento de outros aspectos como firmeza dérmica.

3. METODOLOGIA 

A presente pesquisa se trata de uma revisão narrativa da literatura, realizada no período de fevereiro de 2025 a novembro de 2025, que reúne evidências acerca do uso da vitamina B12 no auxílio do tratamento da acne, melasma e flacidez, bem como sua metabolização e possíveis malefícios relacionados. O estudo aborda as implicações da deficiência e da suplementação da vitamina e de que forma o equilíbrio dos seus níveis séricos pode influenciar positivamente a prevenção e o tratamento de disfunções estéticas, potencializando os resultados de intervenções estéticas.

Para seu desenvolvimento, foram feitas pesquisas de artigos que abordassem os benefícios da vitamina B12 em concentrações plasmáticas adequadas, a partir da suplementação; bem como as consequências da sua deficiência, associando estas, principalmente, às disfunções estéticas supracitadas. Os artigos foram selecionados com base na leitura dos seus respectivos resumos. As bases de dados consultadas foram: PubMed, Science Direct, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).

Dentre os critérios de inclusão empregados estão: trabalhos publicados no recorte temporal de 10 anos (2015-2025) e artigos publicados em português ou inglês que respondam à seguinte pergunta norteadora: É possível que a suplementação de B12 contribua para otimizar os resultados e aumentar a eficácia dos tratamentos para disfunções estéticas? Dentre os critérios de exclusão estão: literaturas fora do recorte temporal e estudos de caso. Os descritores utilizados são cobalamina, vitamina B12, suplementação de vitamina B12, deficiência de vitamina B12, B12 e saúde da pele.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

No presente trabalho foram analisados artigos experimentais e de revisão, que tinham como finalidade verificar os benefícios e riscos da suplementação de vitamina B12 em diversos grupos, associando-a também ao tratamento de disfunções estéticas. Dessa forma, foram analisados cinquenta artigos, mas foram selecionados apenas quarenta e um que se enquadravam nos critérios de inclusão estabelecidos.

A cianocobalamina tem recebido notoriedade na Saúde Estética em razão do seu importante papel no metabolismo. Quando há uma deficiência comprovada, sua suplementação potencializa o efeito dos tratamentos estéticos.

Conforme Barros e colaboradores (2019), os níveis baixos de vitamina B12 podem ser causados pela ausência do fator intrínseco, baixa ingestão, gastrectomia ou pode ter origem idiopática, o que traz a necessidade de uma investigação clínica e laboratorial mais profunda antes da prescrição do suplemento para corrigir a hipovitaminose, além de que, embora possua baixa toxicidade, pode desencadear o aparecimento de acne, quando utilizada em excesso (Costa e Teixeira, 2025), trazendo um efeito contrário, visto que a cobalamina é um adjuvante no tratamento dessa disfunção. Hadsall, Ju e Keri (2023) ressaltam que a vitamina B12 auxilia na metabolização da isotretinoína usada no tratamento da acne, reduzindo assim, sintomas musculares associados ao acúmulo de homocisteína no organismo.

No tocante à flacidez, o presente estudo o traz como um fator atrelado ao envelhecimento quando as principais causas detalhadas são o encurtamento dos telômeros, acúmulo de danos ao DNA, disfunção mitocondrial (Zhang et. al., 2023). Somado a estes fatores, a vitamina B12 também diminui com o avanço da idade (Tang et. al, 2024). Foi observado por Chun et. al. (2024) que o emprego da Vitamina B12 com o Trifosfato de Adenosina (ATP) aumentou a expressão das hialuronano sintases, que atuam na síntese de ácido hialurônico, contribuindo com o tratamento da flacidez.  

No que se refere ao tratamento do melasma, Candiani e colaboradores (2024) apontam que uma das causas do melasma é o estresse oxidativo descontrolado e inflamações recorrentes. Tal fato, pressupõe que a cobalamina seria um potencial antioxidante para casos de hiperpigmentação, tendo em vista que, além de combater radicais livres, atua também como antagonista do receptor de endotelina tipo B, envolvido na melanogênese (Chun et. al., 2024).

Embora sejam encontrados benefícios na literatura atual, observa-se que ainda há uma escassez de estudos clínicos que avaliem os efeitos do uso isolado de vitamina B12 em uma amostra significativa. 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Por meio da análise e seleção de quarenta e um artigos, foi possível concluir que a vitamina B12 efetua um papel crucial no metabolismo celular, desde a formação dos eritrócitos até o controle dos radicais livres, ação esta que potencializa os tratamentos estéticos para disfunções como acne, flacidez e melasma.  

Constatou-se que a deficiência de B12 pode ocasionar danos à pele – como o surgimento de acne – quando seu uso é feito de forma indiscriminada, tornando necessária a avaliação clínica e laboratorial do paciente antes de iniciar-se a suplementação. 

Embora a literatura apresente resultados favoráveis ao emprego da cobalamina como adjuvante nos tratamentos estéticos, faz-se necessária a realização de ensaios clínicos robustos para avaliar o seu potencial, considerando variáveis como idade, etnia, uso de medicamentos e outros fatores relevantes, para que assim, sejam construídas evidências sólidas acerca do seu papel.

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1Discente do curso de Biomedicina da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia.
e-mail: garciamayraroberta@gmail.com
2Docente do curso de Biomedicina da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: marianaandrade94@outlook.com