REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202507311411
Isadora Marcelle Sampaio Carneiro
Lucas Rabelo Fernandes Leão
RESUMO
Os cuidados paliativos (CP) são uma abordagem terapêutica, realizada por uma equipe multidisciplinar, que promove ações de otimização na qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida. Essas ações são feitas através da prevenção e do alívio do sofrimento que a doença pode provocar, da identificação precoce, da avaliação impecável e do tratamento de dor e outros sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais associados à doença².
Este trabalho tem como objetivo discutir a repercussão na qualidade de vida dos pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI) que a introdução precoce das ações de cuidados paliativos pode representar, destacando seus benefícios e principais obstáculos para a consolidação dessa prática. Realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados PubMed/MEDLINE e Scielo utilizando os descritores em inglês “Early Palliative Care” combinado pelo operador booleano AND com “Intensive Care” e “Oncology”, para buscar artigos pertinentes publicados entre 2017 e 2024.
A introdução precoce dos CP e o manejo adequado dos sintomas dos pacientes em cuidado intensivo podem melhorar a qualidade de vida e reduzir as complicações associadas, como sofrimento individual e familiar, dor mal controlada e intervenções excessivamente invasivas. Contudo, permanece um desafio introduzir a consulta de profissionais da saúde especializados em CP, apesar da disponibilidade nas unidades de terapia intensiva. Será que precisamos de CP especializados ou de intensivistas com capacitação em CP?
PALAVRAS-CHAVE
Cuidados Paliativos, Terapia Intensiva, Qualidade de vida, Pacientes Oncológicos
ABSTRACT
Palliative care (PC) is a therapeutic approach, accomplished by a multidisciplinary team, that promotes actions to optimize the quality of life of patients and their families when faced with life-threatening illnesses. These actions are carried out through prevention and relief of the suffering that the disease can cause, early identification, impeccable assessment and treatment of pain and other physical, social, psychological and spiritual symptoms associated with the disease².
This paper aims to discuss the impact on the quality of life of patients in intensive care units (ICU) that the early introduction of palliative care actions can represent, highlighting its benefits and main obstacles to the consolidation of this practice. A literature review was conducted in the PubMed/MEDLINE and Scielo databases using the English descriptors “Early Palliative Care” combined by the Boolean operator AND with “Intensive Care” and “Oncology”, to search for relevant articles published between 2017 and 2024.
Early introduction of PC and adequate management of symptoms of patients in intensive care can improve quality of life and reduce associated complications, such as individual and family suffering, and poorly controlled pain and overly invasive interventions. However, it remains a challenge to introduce consultation with health professionals specialized in PC, despite the availability in intensive care units.
KEYWORDS
Palliative Care, Intensive Care, Quality of life, Oncology Patients
INTRODUÇÃO
A internação de pacientes oncológicos em unidades de terapia intensiva (UTI) configura um crescente desafio na prática clínica, em especial diante da complexidade dos quadros avançados e do prognóstico muitas vezes restrito. São nessas situações que a adoção de estratégias que combinam o tratamento intensivo com o respeito aos valores e desejos dos pacientes torna-se imperioso. Nesse contexto, os cuidados paliativos (CP) emergem como uma conduta fundamental para garantir o alívio do sofrimento, a qualidade de vida, e ainda o suporte às decisões terapêuticas.
A abordagem terapêutica, cerne dos CP, é a promoção de ações de otimização na qualidade de vida do paciente e de seus familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da mesma. À princípio, verifica-se que o objetivo dos cuidados paliativos é minimizar a dor e o sofrimento causados por uma doença, enquanto que na terapia intensiva se destaca a cura e extensão da vida a todo custo. Nesse sentido, ambas parecem contraditórias, mas quando se considera a qualidade de vida do indivíduo, são práticas que, dentro de suas limitações, devem se complementar⁷.
Os cuidados paliativos são fundamentais no contexto de pacientes com doenças que ameacem a vida, como se observa com frequência nas UTIs, uma vez que essas condições trazem significativo sofrimento para o indivíduo bem como para seus familiares. Existem nove princípios dos CP que norteiam a prática e asseguram sua aplicação.
Tabela 1. Princípios gerais dos Cuidados Paliativos
Aliviar a dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia. | Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto. |
Reafirmar a vida e compreender a morte como um processo natural. | Aplicar os cuidados que objetivam aprimorar a qualidade de vida |
Não apressar ou adiar a morte. | Oferecer cuidados aplicáveis e recomendados desde o estágio inicial da doença, concomitantemente com as modificações da patologia e terapias que prolongam a vida. |
Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente. | Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte. |
Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente. |
Há evidências científicas recentes que demonstram como a introdução antecipada dos cuidados paliativos em pacientes com câncer em estágio avançado está associada à melhora da qualidade de vida, à diminuição de sintomas depressivos, ao menor uso de intervenções desnecessárias e até mesmo ao aumento da sobrevida em alguns casos. Ensaios clínicos randomizados e metanálises apontam que os pacientes que recebem CP desde o início de sua trajetória terapêutica se mostraram mais propensos a discutirem preferências de fim de vida, evitarem hospitalizações desnecessárias e receberem cuidados alinhados às suas metas.
No ambiente da UTI, onde há uma diversidade de experiências dolorosas e fatores estressores, decisões críticas são comumente tomadas sob intensa pressão. A integração precoce da equipe de cuidados paliativos pode proporcionar maior clareza prognóstica, favorecer a comunicação entre profissionais, pacientes e familiares, e reduzir a realização de procedimentos invasivos desproporcionais. Este artigo propõe discutir, com base na literatura científica, os benefícios da introdução precoce dos cuidados paliativos em pacientes oncológicos, destacando sua relevância ética, clínica e organizacional na assistência intensiva contemporânea.
ASPECTOS METODOLÓGICOS
Foi realizada uma ampla revisão da literatura científica nas bases de dados PubMed/MEDLINE e Scielo, com o objetivo de explorar a repercussão que a introdução precoce dos cuidados paliativos na população em tratamento oncológico na terapia intensiva pode proporcionar na qualidade de vida desses pacientes. Para a busca de trabalhos relevantes, foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Early Palliative Care” e “Intensive Care” e “Oncology” associados através do operador booleano AND, nos idiomas português, inglês e espanhol.
Os artigos que não abordassem de forma objetiva os dois descritores no título do trabalho foram excluídos assegurando que as informações analisadas fossem precisas e relevantes no grupo populacional alvo. Assim, 12 artigos, entre meta-análises, ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e de revisão de publicação entre 2017 e 2024 foram selecionados e utilizados para compor a compreensão do impacto dos cuidados paliativos no contexto da terapia intensiva. Essa revisão teve foco na busca por elucidar o entendimento sobre o contexto atual da intervenção dos CP e suas implicações.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Estudos diversos demonstraram um rol de benefícios psicológicos, clínicos, terapêuticos e organizacionais a partir da introdução dos cuidados paliativos de forma precoce nos pacientes oncológicos internados na UTI. Um ensaio clínico randomizado de 2017 revelou que os pacientes com câncer de pulmão e gastrointestinal incuráveis que receberam CP integrado a terapia oncológica desde o início apresentaram melhora significativa na qualidade de vida (p < 0,01) em 24 semanas e menor sintomatologia depressiva (p < 0,05) além de maior probabilidade de discutir desejos de fim de vida com a equipe médica.¹²
Outro estudo de coorte multicêntrica (CARE Track) também de 2017 evidenciou que em contextos de UTI houve uma significativa redução de internações hospitalares nos últimos seis meses de vida dos pacientes que foram acompanhados desde cedo pelos profissionais de CP. Houve ainda um maior aceite ao planejamento antecipado de cuidados e significativo aumento da satisfação dos familiares em relação à comunicação da equipe de saúde.
Na elaboração da tabela abaixo com os resultados encontrados, 07 artigos foram selecionados por sua contribuição relevante quanto ao benefício da introdução precoce de cuidados paliativos nos pacientes em terapia intensiva, ponderando as dificuldades e os impactos. Os critérios considerados ao longo da análise crítica dos trabalhos foram acerca da consistência dos dados, relevância e precisão das informações e a confiabilidade dos trabalhos. Essa metodologia foi indispensável visando assegurar que os resultados coletados representassem a temática de forma atualizada e confiável.
Tabela 1. Resumo dos principais achados nos artigos selecionados:
NUMERAÇÃO | AUTOR PRINCIPAL | TÍTULO | ANO DE PUBLICAÇÃO | REVISTA | ACHADOS PRINCIPAIS |
1) | Guido Michels | Recommendatio ns on palliative care aspects in intensive care medicine | 2023 | Critical Care | A integração oportuna de cuidados paliativos pode levar a estadias mais curtas na UTI e no hospital, custos de tratamento reduzidos, redução de sintomas, melhora da qualidade de vida, maior satisfação de pacientes, parentes e equipe, e qualidade melhorada do atendimento médico geral. No entanto, a mortalidade permanece inalterada [41–46] ou foi reduzida nos estudos. |
2) | K Adler | Integration of palliative care into intensive care: Systematic review | 2017 | Der Anaesthesist | A integração precoce da medicina paliativa nos cuidados intensivos tem influência positiva sobre a qualidade de vida e talvez até na expectativa de vida. No tratamento médico paliativo, o foco inicial é alcançar consenso sobre o objetivo terapêutico comum buscando a tomada de decisão compartilhada centrada no paciente e na família. |
3) | Scott A. Helgeson | Early Versus Usual Palliative Care Consultation in the Intensive Care Unit | 2022 | American Journal of Hospice and Palliative Medicine | A consulta precoce de Medicina Paliativa dentro de 24 horas da admissão na UTI mostrou benefícios significativos aos pacientes ao melhorar a satisfação e diminuir o tempo de internação. Este estudo fornece evidências de que o envolvimento da Medicina Paliativa mais cedo no curso da doença grave é importante. Estudos adicionais em outros tipos de unidades de terapia intensiva (neurológicas e cardiovasculares) são necessários para determinar seu impacto. |
4) | Carole Bouleuc | Les soins palliatifs précoces et intégrés en oncologie Early palliative care in oncology | 2019 | Bulletin du Cancer | O cuidado paliativo precoce melhora a qualidade de vida do paciente e reduz a carga de sintomas. Há também uma tendência para a redução do transtorno depressivo e o aumento da sobrevida global. Outros estudos mostram que o cuidado paliativo precoce melhora a qualidade de vida dos parentes do paciente e reduz a agressividade do cuidado no fim da vida. |
5) | Cristina Bueno Terzi Coelho | New concepts in palliative care in the intensive care unit | 2017 | Revista Brasileira de Terapia Intensiva | Devemos estar preparados para discutir as limitações da tecnologia para curar e fornecer cuidados de conforto com os pacientes e familiares. Muitos casos exigirão cuidados paliativos de uma equipe de suporte e aconselhamento do comitê de ética do hospital. Os hospitais devem desenvolver protocolos para situações de conflito envolvendo as especialidades. |
6) | Jennifer S Temel | Effects of Early Integrated Palliative Care in Patients With Lung and GI Cancer: A Randomized Clinical Trial. | 2017 | Journal of Clinical Oncology | Os efeitos da intervenção variaram de acordo com o tipo de câncer, de modo que pacientes com câncer de pulmão sob CP relataram melhora na QV e na depressão em 12 e 24 semanas, enquanto pacientes com câncer de pulmão sob tratamento usual relataram piora. Pacientes com câncer gastrointestinal em ambos os grupos de estudo relataram melhora na qualidade de vida e no humor na semana. O CP integrado precoce melhorou a qualidade de vida e outros desfechos relevantes, com efeitos diferenciados por tipo de câncer. O CP integrado precoce pode ser mais eficaz se direcionada às necessidades específicas de cada população de pacientes. |
7) | Andrew M Romano | Early Palliative Care Reduces End-of-Life Intensive Care Unite (ICU) Use but Not ICU Course in Patients with Advanced Cancer | 2017 | The Oncologist | Os cuidados paliativos precoces reduziram significativamente o uso da UTI ao final da vida, mas não alteraram os eventos na UTI. Este estudo corrobora o início precoce dos cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado antes de hospitalizações e terapia intensiva. |
Para pacientes oncológicos críticos, é consistente que há real benefício da introdução dos cuidados paliativos, conforme apontam os achados descritos na literatura. Mesmo que os CP são associados aos cuidados em fim de vida tradicionalmente, o modelo atual enfatiza a associação da integração precoce de CP concomitante ao tratamento habitual modificador da doença. Nas UTI, local de expressiva complexidade clínica com decisões emergenciais, os CP representam um recurso indispensável para dar suporte, alívio do sofrimento e humanização ao cuidado.¹³
A despeito dos trabalhos evidenciando a benéfica aplicação dos CP precocemente, existem desafios quanto à sua implementação nas UTIs. Isso se deve pela falta de capacitação dos profissionais, pela desinformação, a percepção enganada de que o CP é sinônimo de abandono terapêutico e mesmo a dificuldade de estimar o tempo de sobrevida e prognóstico nos pacientes oncológicos. Assim, é importante promover a capacitação contínua dos profissionais de assistência à saúde e revisar protocolos institucionais acerca da consulta paliativa precoce objetivando, a partir da integração multiprofissional do cuidado, a prática de excelência na atuação da medicina intensiva oncológica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A introdução precoce de CP em pacientes oncológicos na UTI representa uma estratégia ideal para promover um cuidado mais humanizado, ético e eficaz. Evidências científicas robustas demonstram que essa abordagem está associada à melhora da qualidade de vida, redução de sintomas depressivos, menor uso de intervenções invasivas e maior alinhamento das condutas terapêuticas aos desejos dos pacientes e de suas famílias.
Somando os benefícios clínicos e emocionais ao emprego precoce dos cuidados paliativos, ambos favorecem uma utilização mais apropriada dos recursos hospitalares, reduzindo hospitalizações e admissões em UTI evitáveis, o que contribui para decisões mais conscientes no contexto de doenças incuráveis. No ambiente intensivo, onde as decisões são complexas e o prognóstico frequentemente reservado, a atuação conjunta de intensivistas, oncologistas e equipes de cuidados paliativos é essencial para garantir dignidade, respeito à autonomia e suporte integral ao paciente.
Em suma, destaca-se que mais estudos epidemiológicos e clínicos no contexto da intervenção precoce dos cuidados paliativos nos pacientes em terapia intensiva são de fundamental importância para melhor compreender a repercussão dessa prática na progressão do cuidado em saúde e na qualidade de vida dos pacientes em UTI. Essas investigações são relevantes para orientar políticas públicas e práticas clínicas, incorporar protocolos institucionais atualizados, e atuar no desenvolvimento de terapêuticas cada vez mais eficazes e individualizadas respeitando os princípios da dignidade da pessoa humana e humanização do cuidado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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