USO DA CLONIDINA COMO ADJUVANTE NA RAQUIANESTESIA: REVISÃO INTEGRATIVA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202507310944


Millena Santos Cordeiro1; Jéssica de Paula Chalup Junqueira²; Lívia Di Santo Salomone³; Vinicius Oliveira dos Santos4; Luccas Guerrier de Oliveira Silva5; Igor Matheus Silvestre de Oliveira6; Lívia Araújo Gonçalves7; Orientadora: Ana Claudia Zon Filippi8.


Resumo

A raquianestesia consiste na administração de um anestésico local no espaço subaracnóideo, causando bloqueio da condução nervosa sensorial, motora e autonômica e apresenta diversos benefícios que a tornam uma opção desejável para cirurgias ambulatoriais. Fármacos da classe agonistas alfa-2, como por exemplo, a clonidina tem sido frequentemente empregada como um dos principais coadjuvantes administrados na raquianestesia, em conjunto com outros anestésicos locais. O objetivo desta revisão foi avaliar os efeitos benéficos do uso da clonidina como coadjuvante na raquianestesia. Foi realizada uma busca por trabalhos prévios nas plataformas PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde sendo incluídos no estudo artigos publicados nos últimos 5 anos (2019-2024), ensaios clínicos e estudos clínicos controlados, apenas no idioma inglês. Artigos duplicados/repetidos e fora do tema foram excluídos. Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão um total de 11 artigos científicos foram incluídos. Através dos estudos analisados foi observado que os principais efeitos benéficos da clonidina foram aumentar significativamente a duração do efeito analgésico, sem aumento significativo dos efeitos colaterais, diminuição o uso de analgésicos no pós operatório, resultando assim num manejo da dor no pós operatório mais simples. Há evidencias de que o mecanismo de ação da clonidina está relacionado a redução da absorção dos anestésicos locais, permitindo que maior concentração desses fármacos e também bloqueando a condução do impulso nervoso nas fibras A e C, e aumentando a condutância ao potássio em neurônios isolados, hiperpolarizando-os, resultando no aumento do limiar da dor, e analgesia. Em conclusão, a clonidina é um medicamento versátil com propriedades importantes e seguras bem estabelecidas, e seu uso na raquianestesia como adjuvante apresenta benefícios ao paciente no pós operatório.

Palavras chave: Clonidina; Raquianestesia; Agonista alfa-2; Adjuvante. 

Abstract

Spinal anesthesia consists of the administration of a local anesthetic into the subarachnoid space, causing blockage of sensory, motor and autonomic nerve conduction and has several benefits that make it a desirable option for outpatient surgeries. Alpha-2 agonist drugs, such as clonidine, have often been used as one of the main adjuvants administered in spinal anesthesia, together with other local anesthetics. The objective of this review was to evaluate the beneficial effects of using clonidine as an adjuvant in spinal anesthesia. A search was carried out for previous works on the PubMed and Virtual Health Library platforms, including articles published in the last 5 years (2019-2024), clinical trials and controlled clinical studies, only in the English language. Duplicate/repeated and off-topic articles were excluded. After applying inclusion and exclusion criteria, a total of 11 scientific articles were included. Through the studies analyzed, it was observed that the main beneficial effects of clonidine were to significantly increase the duration of the analgesic effect, without a significant increase in side effects, reducing the use of analgesics in the postoperative period, thus resulting in simpler postoperative pain management. There is evidence that the mechanism of action of clonidine is related to the reduction in the absorption of local anesthetics, allowing a greater concentration of these drugs and also blocking the conduction of nerve impulses in A and C fibers, and increasing potassium conductance in isolated neurons, hyperpolarizing them, resulting in increased pain thresholds, and analgesia. In conclusion, clonidine is a versatile medication with important and safe properties, and its use in spinal anesthesia as an adjuvant presents benefits to the patient in the postoperative period.

Keywords: Clonidine; Spinal anesthesia; Alpha-2 agonist; Adjuvant.

1. Introdução

A clonidina é um fármaco pertencente à classe dos agonistas dos receptores adrenérgicos alfa-2, amplamente conhecida por sua ação anti-hipertensiva, sendo tradicionalmente utilizada no manejo da hipertensão arterial sistêmica resistente. Desenvolvida inicialmente com esse propósito, ao longo dos anos seu perfil farmacológico tem despertado crescente interesse em outras áreas da medicina, especialmente na anestesiologia e medicina perioperatória1.

Os agonistas alfa-2 exercem efeitos tanto no sistema nervoso central quanto no periférico. Dentro do lócus cerúleos, por exemplo, os agonistas alfa-2 são capazes de induzir sedação, analgesia e efeitos eufóricos, além de parcialmente bloquearem os sintomas de abstinência aguda em usuários crônicos de opioides 2. Agentes mais potentes e seletivos, como a dexmedetomidina, foram desenvolvidos para uso clínico como sedativos isolados ou como adjuvantes, reduzindo significativamente a necessidade de sedativos adicionais ou anestésicos gerais pelos pacientes3.

A ativação dos receptores alfa-2 localizados no corno dorsal da medula espinhal tem o efeito de inibir os neurônios nociceptivos e reduzir a liberação da substância P. Embora existam algumas evidências de ação em locais supraespinhais e periféricos, acredita-se que o principal mecanismo responsável pela ação analgésica dos agonistas alfa-2 seja central, na medula espinhal4.

Atualmente a clonidina tem sido frequentemente empregada como um dos principais coadjuvantes administrados na raquianestesia, em conjunto com outros anestésicos locais. Sua ação está centrada na estimulação dos receptores alfa-2 na medula espinhal, inibindo os nociceptores e reduzindo a resposta simpática, ao mesmo tempo em que promove vasodilatação5.

Um efeito colateral significativo associado ao seu uso é o aumento da incidência de hipotensão e bradicardia perioperatórias, devido ao desequilíbrio autonômico gerado pela intensificação do bloqueio simpático provocado pela clonidina6. Em virtude de suas propriedades analgésicas e moduladoras da condução nervosa, a clonidina passou a ser incorporada como adjuvante em diferentes técnicas anestésicas. Dentre essas, destaca-se a raquianestesia.

A raquianestesia é uma técnica amplamente utilizada em cirurgias ambulatoriais, por promover bloqueio sensorial, motor e autonômico de forma segura e eficaz. Esta técnica consiste na administração de um anestésico local no espaço subaracnóideo, causando bloqueio nervoso, que vem apresentando diversos benefícios, o que a torna uma opção desejável para cirurgias ambulatoriais7

O uso de anestesia regional, como a raquianestesia, elimina a necessidade de manipulação das vias aéreas e previne os efeitos adversos associados aos sedativos hipnóticos, opioides e relaxantes musculares. O procedimento de raquianestesia pode ser especialmente vantajoso em pacientes de alto risco, como os idosos, que podem estar suscetíveis a complicações como declínio cognitivo pós-operatório. No entanto, a duração limitada da analgesia e a variabilidade individual na resposta ainda representam desafios clínicos8.

Todavia, o potencial sinergismo entre a clonidina e outros anestésicos ainda é pouco esclarecido em pacientes submetidos a raquianestesia9. A literatura ainda apresenta lacunas quanto à padronização de doses, via de administração e segurança em diferentes grupos populacionais. Diante disso, o presente estudo propõe uma revisão integrativa com o objetivo de avaliar os efeitos da clonidina como adjuvante na raquianestesia, com base nas evidências clínicas mais recentes.

2. Metodologia

O estudo realizado foi conduzido por meio de uma abordagem qualitativa, retrospectiva e transversal, empregando uma revisão integrativa da literatura. As bases de dados consultadas foram a Biblioteca Virtual de Saúde e a National Library of Medicine (PubMed). A busca pelos artigos foi realizada utilizando os descritores “clonidine” e “spinal anesthesia” com o operador booleano “AND”. Os passos seguidos para esta revisão de literatura foram os seguintes: determinação do tema, definição dos parâmetros de elegibilidade, estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão, avaliação dos artigos nas bases de dados, verificação das informações encontradas juntamente com a análise dos estudos, e apresentação dos resultados. Foram incluídos no estudo artigos publicados nos últimos 5 anos (2019-2024), ensaios clínicos e estudos clínicos controlados, apenas no idioma inglês. Artigos duplicados/repetidos e fora do tema foram excluídos.

3. Resultados

A busca resultou em um total de 824 publicações. Foram encontrados 417 artigos na base de dados PubMed, 407 artigos na base de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Após a aplicação dos critérios de inclusão foram selecionados 8 artigos na base de dados PubMed e 21 artigos na base de dados Biblioteca Virtual de Saúde. Entretanto, após a aplicação dos critérios de exclusão foram retirados 2 artigos da base de dados PubMed por estar fora do tema e 6 artigos foram excluídos da Biblioteca Virtual de Saúde por estar duplicado e 10 artigos foram excluídos devido a estar fora do tema, resultando na seleção de 11 artigos, conforme apresentado na Figura 1.

Figura 1. Fluxograma de identificação e seleção dos artigos selecionados nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde.

Após a busca, todos artigos encontrados foram ensaios clínicos controlados que observaram diversos parâmetros após o uso da clonidina na raquianestesia. Em 6 artigos principal efeito observado foi que o uso da clonidina como adjuvante aumentou a duração do efeito analgésico no pós operatório quando comparado com a raquianestesia apenas com os fármacos convencionais sem uso de adjuvante. Observou-se também em 1 artigo que a recuperação da função motora foi mais rápida quando comparado ao raquianestesia sem o uso da clonidina. Em 3 artigos foi visto que o uso da clonidina como coadjuvante reduziu a necessidade de analgésicos no pós operatório. Também foi observado em 1 artigo que a clonidina, reduziu a hipotensão e bradicardia pós operatória, em 2 artigos foram observados também a redução de incidência de náuseas e vômitos, conforme descrito no quadro 1.

Quadro 1. Caracterização dos resultados dos artigos conforme ano de publicação, número de pacientes e principais conclusões.

AutorAnoTítuloN° de pacientesPrincipais Conclusões
Batista et al.102023Effect of clonidine on heart rate variability during spinal anaesthesia: randomized clinical trialN=64Os resultados sugerem recuperação simultânea das funções motoras e simpáticas após raquianestesia quando a clonidina é usada como adjuvante.
Thakur et al.112023Comparison of Clonidine with Bupivacaine vs. Plain Bupivacaine in Transversus Abdominis Plane (TAP) Block in Women Undergoing Cesarean Delivery Under Spinal Anesthesia: Randomized Clinical TrialN=100A adição de clonidina à bupivacaína aumenta significativamente a duração do efeito analgésico e diminui o uso de analgésico, sem aumento significativo dos efeitos colaterais.
Thurm et al.122022Spinal anaesthesia with clonidine: pain relief and earlier mobilisation after open nephrectomy – a randomised clinical trialN=135O uso da clonidina resultou em manejo mais fácil da dor na enfermaria, mobilização mais rápida, tempo de permanência mais curto e menor necessidade de opioides na alta.
Abhishek e Nagraj132020Randomized Controlled Study Using Ropivacaine with Intravenous Adjuvants in Spinal Anaesthesia in Lower Limb SurgeriesN=70Dexmedetomidina e clonidina como adjuvantes prolongam a duração da raquianestesia, reduzindo a incidência de efeitos adversos como bradicardia, hipotensão, náuseas e vômitos no pós-operatório.
Javahertalab et al.142020Comparing intravenous dexmedetomidine and clonidine in hemodynamic changes and block following spinal anesthesia with ropivacaine in lower limb orthopedic surgery: a randomized clinical trialN=120Clonidina apresentou controle eficaz da dor e duração prolongada do bloqueio sensorial e motor.
Gaballah Abdallah152020Effects of oral premedication with tramadol, pregabalin or clonidine on shivering after spinal anaesthesia in patients undergoing hysteroscopic proceduresN=120O uso da clonidina reduziu a incidência, frequência e gravidade dos tremores pós-espinhais, sendo mais eficaz e tolerável.
Krishna et al.162020Comparison of Different Doses of Clonidine as an Additive to Intrathecal Isobaric Levobupivacaine in Patients Undergoing Infraumbilical SurgeriesN=75A adição de 30 μg de clonidina como adjuvante ao bloqueio subaracnóideo pode ser utilizada com segurança e com duração prolongada de analgesia pós-operatória quando comparada a 15 μg de clonidina.
Willians et al.172020Extended Perineural Analgesia After Hip and Knee Replacement When Buprenorphine-Clonidine-Dexamethasone Is Added to Bupivacaine: Preliminary Report from a Randomized Clinical TrialN=78Clonidina com dexametasona prolongou a analgesia perineural nas distribuições nervosas L2-L4 e L4-S3 após cirurgia.
Dereu et al.182019The impact of a transversus abdominis plane block including clonidine vs. intrathecal morphine on nausea and vomiting after caesarean section: A randomised controlled trialN=182Clonidina como coadjuvante aumentou a analgesia aguda pós-cesariana.
Bala et al.192019Comparative Evaluation of Pregabalin and Clonidine as Preemptive Analgesics for the Attenuation of Postoperative Pain Following Thoracolumbar Spine SurgeryN=75A dor pós-operatória e a necessidade de analgésico foram significativamente atenuadas pela administração pré-operatória de dose única de clonidina.
Parag et al.202019Intraoperative Comparison and Evaluation of Intrathecal Bupivacaine Combined with Clonidine versus Fentanyl in Children Undergoing Hernia Repair or Genital Surgery: A Prospective, Randomized Controlled TrialN=84A clonidina mantém um melhor nível de sedação necessitando de menos propofol para sedação

4- Discussão 

Os resultados deste estudo mostram que a clonidina como coadjuvante na raquianestesia prolonga tanto o bloqueio sensorial quanto o intervalo sem dor até a primeira solicitação de analgesia suplementar de maneira dose-dependente, dentro da faixa de 37,5 a 150 μg.

Isso é consistente com estudos anteriores que relataram que a clonidina prolonga a raquianestesia quando usada em conjunto com anestésicos locais. A clonidina também proporcionou uma duração significativamente maior do bloqueio motor, particularmente na dose de 150 μg, o que pode ser vantajoso para procedimentos ortopédicos longos, como artroplastias bilaterais e substituições de próteses complexas 6.

Para corroborar com a pesquisa, um estudo duplo-cego randomizado avaliou a dose intravenosa ideal de clonidina durante o período perioperatório após hemilaminectomia lombar. Oitenta pacientes foram distribuídos em quatro grupos: A (5 μg/kg), B (3 μg/kg), C (2 μg/kg) de clonidina e D (placebo). A clonidina foi administrada 30 minutos antes do final da cirurgia, seguida de uma infusão contínua. A dor foi tratada com morfina e a necessidade total de morfina no pós-operatório foi medida. Os resultados mostraram que a clonidina reduziu as necessidades de morfina de forma dosedependente2.

Adicionalmente, o efeito na duração do bloqueio sensitivo e motor em pacientes submetidos a procedimentos anestésicos tratados com clonidina tiveram um início mais rápido do bloqueio sensitivo e motor. A duração média do bloqueio sensorial foi significativamente maior nos grupos clonidina comparados ao grupo controle. Especificamente, o Grupo III teve uma duração de bloqueio motor significativamente prolongada em comparação aos Grupos I e II. Além disso, o tempo até a solicitação de analgésico foi maior nos grupos clonidina: 148,16 ± 43,99 minutos no Grupo I, 190,60 ± 38,08 minutos no Grupo II, e 200,80 ± 59,85 minutos no Grupo III.5 

O mecanismo pelo qual pode-se explicar o prolongamento do bloqueio neuronal dos anestésicos locais, induzido pela clonidina é que acredita-se que o uso da clonidina pode resultar na redução da absorção dos anestésicos locais, permitindo que maior concentração desses fármacos permaneça, por um período maior, próximo ao tecido neuronal. 21,22 prolongando a duração do bloqueio sensorial e motor e o aumento do tempo até a necessidade de analgésico. Isso explica o fato da menor necessidade de analgésicos opioides no pós operatório.

Por outro lado, um outro mecanismo proposto foi que a clonidina poderia atuar bloqueando a condução do impulso nervoso nas fibras A e C 23, e aumentando a condutância ao potássio em neurônios isolados, hiperpolarizando-os24. Ambos os mecanismos indicam ação direta da clonidina na potencialização dos efeitos de anestésicos locais na raquianestesia.

A Clonidina é um composto de imidazol que foi desenvolvido pelas suas propriedades anti-hipertensivas. Contudo, há evidências crescentes de seu lugar na anestesia e medicina perioperatória. Ela é um fármaco versátil com diversas propriedades farmacológicas interessantes que podem torná-la um adjuvante apropriado e efetivo na prática anestésica, incluindo a sedação, redução de requisitos de anestésico geral e opióides pós-operatórios, e prolongamento do bloqueio sensorial25.

5- Conclusão- P2 

Em conclusão, a associação da clonidina como adjuvante a outros fármacos administrados na raquianestesia prolongou a duração da anestesia, além de promover um manejo mais simples com a utilização de menor quantidade de analgésico no pós operatório sendo benéfico o seu uso como adjuvante na raquianestesia.

6- Referencias

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¹Mestrado acadêmico em Farmacologia pela UFRJ, Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
Autor correspondente: Endereço: Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 –
Centro, Vassouras – RJ, 27700-000 – e-mail: millenasmed@hotmail.com

²Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail: jessicachalup90@gmail.com

³Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail: ldssalomone@gmail.com

4Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail:viniciusolisantos@hotmail.com

5Mestrado acadêmico em Farmacologia pela UFRJ, Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail:luccasguerrier021@gmail.com

6Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail: igormatheussoliveira@gmail.com

7Discente em Medicina pela Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000, Centro, Vassouras -RJ
E-mail: liviaaraujog@yahoo.com.br

³Mestrado profissional pela UNIRIO, Docente em Medicina na Universidade de Vassouras, Universidade de Vassouras, Av. Expedicionário Osvaldo de Almeida Ramos, 280 – Centro, Vassouras – RJ, 27700-000Centro, Vassouras -RJ -CEP: 27700-000
E-mail: anaclaudiazon@gmail.com