A LEITURA COMO MÉTODO IMPRESCINDÍVEL NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E DECIFRAÇÃO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511300822


Walkíria Pereira dos Santos Carneiro1


RESUMO

O presente artigo sobre “a leitura como método imprescindível no processo de alfabetização e decifração” tem por objetivo expor nossos estudos, refletindo mais sistematicamente sobre os anseios que rodeiam a educação, bem como introduzir mecanismos que contribuam para a evolução produtiva no processo de aprendizagem nas escolas. Aproveitando o estudo, também pretendemos refletir sobre a importância dos meios teóricos que privilegiam a favor da evolução educacional.

Palavras-chave: leitura, alfabetização, decifração, processo, desenvolvimento.

1 INTRODUÇÃO

O processo de alfabetização inicia-se com a chegada da criança à escola. Quando o assunto se resume em aprendizagem, não podemos ignorar a imensa importância de um método de ensino eficaz, que vai além da teoria básica.

Um dos processos de incorporação e adaptação da criança na escola é obtida da adquirição da leitura e seu acolhimento. Compreender o processo de alfabetização durante a leitura é essencial na integração da criança para a vida em sociedade.

Ao aprender a ler, a criança tem a oportunidade de compreender o seu universo, isso influencia também, na construção de sua existência. À partir do momento em que ela começa a assimilar o mundo ao seu redor, inicia-se o seu desenvolvimento.

“Na alfabetização, a leitura como decifração, é o objetivo maior a ser atingido. Os próprios textos escritos são, na maioria das vezes, pretexto para se trabalhar a leitura como decifração.” (CAGLIARI, 2006, p. 312)

O presente estudo enfoca sobre a grande importância da leitura no processo de alfabetização, oportunizando uma melhor compreensão de forma dinâmica e interessante, facilitando assim, outros aspectos como por, exemplo, uma melhor escrita e ampliação do vocabulário, inserindo a criança na vida social e ajudando-a a compreender melhor o universo em que vive. Teremos o respaldado de ideias de grandes autores, como Cagliari (2006), Faria (2007), Torres (1992), Léon (1994), entre outros grandes estudiosos que acreditam no potencial da leitura como método imprescindível no processo de alfabetização e decifração.

Quando criamos meios possíveis de formar essa ligação entre leitura e alfabetização, de forma dinâmica, lúdica e interessante, consequentemente abrimos um leque de possibilidades de aprendizado, facilitando a decifração das palavras e até mesmo do universo da criança. Para Léon (1994), os contos tradicionais (contos de fada, contos maravilhosos, etc.) “tocam aspectos muito importantes de nossa natureza e de nossa história [pois] o conto constrói/estabelece o ser humano como ser de linguagem e cultura, para o qual todas as atividades de sobrevivência (alimentos, roupas, relacionamento com animais e plantas) adquirem dimensões imaginárias e simbólicas”. Diante desta visão, percebemos o quanto ações voluntárias de integração da leitura à alfabetização como forma de decifração, criam caminhos reais ao crescimento e desenvolvimento da criança.

2 A LEITURA COMO PROCESSO ELEMENTAR NAS SÉRIES INICIAIS

Nos últimos anos, a leitura tem ganhado cada vez mais espaço dentro da sala de aula. Os professores estão compreendendo, a grande funcionalidade da leitura em suas diversas modalidades. Podemos citar como exemplos, a leitura compartilhada, a leitura individual pelo aluno, a leitura feita pelo professor, atribuindo assim, sentido a ela.

“Alguns professores gostam de promover leituras coletivas. Isso ajuda a afastar o medo da leitura individual.” (CAGLIARI, p. 325)

Ao ler, reler, comentar e ouvir a compreensão de outras crianças sobre a mesma leitura, o conhecimento é ampliado e abre-se um “leque” também, para o início da compreensão do universo do outro e suas particularidades.

Essas ações, podem ser desenvolvidas, com alunos de diferentes faixas etárias e tem contribuído significativamente, para com o desenvolvimento intelectual do aluno nas séries iniciais.

“Alunos que foram incentivados a ler acompanhando com os olhos letra por letra e sem fluência têm enorme dificuldade para desvendar o conteúdo semântico do texto.” (CAGLIARI, p. 324)

Algo que enaltece a leitura, é transformá-la em diversão através da criatividade, tendo em vista, que a leitura não deve ser compreendida pelo aluno como uma obrigação tediosa, mas sim, como algo prazeroso.

 A capacidade de inovação do professor é fundamental no processo de aprendizagem e compreensão da leitura.

3 A INTRODUÇÃO DA LEITURA NA INFÂNCIA

É imprescindível que a gestão organize suas reuniões pedagógicas constantemente, trabalhando através de eixos temáticos que integram todas as áreas de conhecimentos, unindo-se na perspectiva de uma escola participativa e cooperativa.

Nossa sociedade é amparada por grande nível de informações, que precisam ser revistas periodicamente. As reuniões pedagógicas possibilitam que essa aceleração de ideias sejam repassadas a toda equipe pedagógica. Assim, o trabalho flui de maneira pareada e focada nos mesmos benefícios.

3.1 CULTIVANDO O HÁBITO DA LEITURA NO ALUNO

“São esboços, linhas ainda não definitivas, uma espécie de convite a pensarmos juntos – professores, educadores, alunos e pais – nesta magnífica e provocante tarefa de construir um futuro melhor para todos.” (ProInfo, 2000)

O trabalho coletivo favorece uma participação ativa de toda comunidade escolar e compartilhamento de responsabilidades na gestão participativa.

A escola que trabalha em conjunto tende a progredir na qualidade dos serviços prestados e possibilita a formação cidadã, baseada em ações coletivas.

4. A LEITURA E A COMPREENSÃO DO UNIVERSO DA CRIANÇA

Um grande desafio do professor em sala, é conseguir ajustar as diversidades de saberes dos alunos, para que todos, independentemente do nível de saber em que se encontram, possam avançar ainda mais em seus aprendizados.

É indispensável a convocação e participação dos pais e alunos nas atividades pedagógicas que serão realizadas nas escolas, bem como o conhecimento do que esta sendo proposto diariamente no ambiente escolar.

“Todos os segmentos da comunidade podem compreender melhor o funcionamento da escola, conhecer com mais profundidade todos os que nela estudam e trabalham, intensificar seu envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educação ali oferecida”. (GADOTTI, 2004. p. 16).

Para que se crie uma elevação na participação educativa nas escolas, precisamos compreender as funcionalidades dos processos de gestão na escola e analise dos mecanismos usados para o desenvolvimento dos alunos.

4 CONCLUSÃO

O presente estudo pode nos mostrar sobre a grande importância que temos no desenvolvimento educacional e na criação de mecanismos mediadores para essa conquista. Podemos garantir através do estudo que a missão de transformar o sistema educacional exige diversas ações que sejam capazes de inovar significamente a qualidade escolar, bem como uma gestão participativa e democrática.

Verificamos através das pesquisas bibliográficas que existem inúmeras metodologias capazes de transformar nosso pensamento a respeito da educação. Concluímos o presente artigo com a certeza de que para se construir uma gestão participativa com finalidade voltada para a educação, a comunidade escolar precisa ouvir, mas também ser ouvida, precisa questionar, buscar entender que a educação de sucesso é norteada pela inclusão participativa de todos, sem exceção.

Os desafios a serem encontrados precisam ser encarados com autonomia e progresso. A união de conhecimentos e práticas educativas integram a participação da comunidade escolar e traz destaque e crescimento a todos os que estão envolvidos  nesse processo de conhecimento, educação e gestão de qualidade.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Contexto e Educação / Universidade de Ijuí. Pro-Reitoria de Pesquisa e Extensão. v.1, n.1, 1986.

FRIGOTTO, Gaudêncio. A produtividade da escola improdutiva. São Paulo: Cortez: autores associados, 1984.

GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José E. Autonomia da Escola. 6. ed. São Paulo: Cortez, (Guia da escola cidadã; v.1), 2004.

GONÇALVES, Carlos Luiz. Revendo o ensino de 2º grau: propondo a formação de professores. São Paulo: Cortez, 1990.

HORA, Dinair Leal da. Gestão democrática na escola. Campinas, SP: Papirus, 1994.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática.5 ed. Revista e ampliada. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.

MOLL, Jaqueline. Ciclos na escola, tempos na vida: criando possibilidades. Porto Alegre: Artmed, 2004.

PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da Escola Pública. 3.ed. São Paulo, Ática, 2005.

PROINFO, Projetos e ambientes inovadores. Secretaria de educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000.


1 CARNEIRO, Walkíria Pereira dos santos1. Pós Graduanda do Curso de Formação de Docentes: Educação Infantil, Alfabetização e Educação Especial. CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI – walkiriasantos_@hotmail.com