THE INFLUENCE OF SOCIAL NETWORKS THROUGH MEMES ON YOUTH WRITING: REFLECTIONS ON DIGITAL LITERACY AND REGISTER ADEQUACY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202512112305
Fábio Araújo Pereira
Alexandre Peixoto Silva
Deice Joceliane Pablum
Lucivânia Carvalho Barcelo
Alessandro Pereira Camargo Junior
Pedro Augusto Ribeiro Prata
RESUMO
Este artigo científico propõe-se a uma investigação exploratória e estritamente bibliográfica (PNAD Contínua TIC, 2024) sobre a complexa dinâmica que se estabelece entre o uso cotidiano das redes sociais e o impacto particular dos memes digitais nas práticas de escrita dos jovens. Nosso foco analítico recai sobre a inevitável tensão entre a informalidade característica do registro digital (internetês) e as exigências da norma culta formal. O avanço da conectividade no Brasil, que alcançou 93,6% dos domicílios em 2024 (PNAD Contínua TIC, 2024), é o pano de fundo central desse debate. Teoricamente, baseamo-nos nos conceitos de letramento digital (Freitas, 2010) e na memética (Shifman, 2013), considerando o meme um catalisador cultural de formas linguísticas situadas. Argumentamos, em essência, que, embora haja um potencial inegável dos memes para fomentar a autoria e o pertencimento (Oliveira, Porto & Alves, 2019), o transporte acrítico de suas marcas como abreviações sistemáticas e a proeminente multimodalidade para contextos mais formais gera, sim, significativa interferência na proficiência textual. A metodologia concentrou-se, portanto, na revisão e na necessária síntese da literatura especializada. As conclusões apontam para o que parece ser a urgência premente de uma mediação pedagógica eficaz, a fim de que os jovens possam desenvolver a plena consciência crítica sobre a adequação de registros, garantindo, por fim, que a variação linguística digital se estabeleça como um repertório flexível, e não como um obstáculo à escrita formal.
Palavras-chave: Memes. Escrita Juvenil. Letramento Digital. Variação Linguística. Redes Sociais.
1 INTRODUÇÃO
O cenário comunicativo global, transformado de maneira contundente pela difusão massiva de tecnologias digitais tem, nas últimas décadas, reconfigurado não apenas práticas sociais, mas, sobretudo, o cerne das dinâmicas linguísticas, com especial impacto nas gerações mais jovens. A crescente centralidade das Redes Sociais Digitais (RSD) na vida cotidiana impõe novas e, talvez, ainda não totalmente compreendidas dinâmicas para a leitura e, em especial, para a escrita em ambientes que são notoriamente marcados pela visibilidade, aceleração e replicação constante de conteúdo. Essa profunda transformação exige que tanto a academia quanto a educação básica se debrucem sobre uma revisão urgente da abordagem tradicional da língua escrita, reconhecendo, de fato, a emergência de um código de comunicação específico para o meio digital.
1.1 O Cenário Digital Brasileiro e a Escrita em Rede
O contexto brasileiro, por sua vez, demonstra cabalmente a magnitude e a capilaridade desse fenômeno, aspecto que não podemos negligenciar. Estudos de referência, a começar pelos trabalhos iniciais de Boyd e Ellison (2007) e Recuero (2017), já descreviam essas plataformas como serviços que articulam perfis, conexões e fluxos de informação, tornando públicas interações que antes se mantinham restritas, e oferecendo, assim, novas oportunidades de sociabilidade mediada por tecnologia, o que, de resto, explica sua notável popularidade cultural.
Em termos de acesso, os dados oficiais fornecem o suporte estatístico para essa realidade. A internet, segundo a PNAD Contínua TIC (2024), atingiu 93,6% dos domicílios brasileiros no ano de 2024 (PNAD Contínua TIC, 2024). Este dado, que demonstra a quase universalização da rede, consolida, sem sombra de dúvida, as plataformas digitais como os ambientes primordiais de interação e, consequentemente, de produção textual juvenil.
As rotinas comunicativas dos jovens são, por natureza, intensas e multifuncionais. O texto, nesse ecossistema, circula em ritmos muito acelerados, modulado, muitas vezes, por mecanismos algorítmicos que ditam a visibilidade, resultando em escolhas linguísticas que tendem a privilegiar a concisão, a economia gráfica e o engajamento imediato.
Teoricamente, a análise dessas práticas exige, como ponto de partida, o aporte da literatura de letramento digital. Freitas (2010) define o letramento digital, não apenas como o domínio técnico, mas como o conjunto de competências essenciais para agir e participar em ambientes online, o que, por consequência, afeta diretamente os modos de ler e de compor textos, tanto no âmbito escolar quanto no extraescolar. A escrita juvenil nessas plataformas é normalmente marcada pela informalidade, pelo uso de abreviações e, o que é fundamental, por recursos multimodais, como emojis, que complementam o sentido (Paiva, 2016; Oliveira & Oliveira, 2018).
É neste quadro de informalidade e multimodalidade que se inserem os memes digitais, os quais atuam como artefatos culturais que, de certa forma, condensam e difundem essas formas linguísticas. Limor Shifman (2013) conceitua o meme não como um item isolado que apenas viraliza, mas como um conjunto de itens que circulam por imitação e variação em rede, estabelecendo repertórios culturais e linguísticos. Nossa leitura sugere que a relação é de influência recíproca: o meme estabiliza e legitima as fórmulas textuais informais que já circulam, dando-lhes validade cultural expressiva entre os pares.
1.2 Problema de Pesquisa e Hipótese
A problematização central que nos inquieta decorre da tensão entre o registro informal, que é característico e funcional na cultura digital, e as exigências da norma culta, requeridas em contextos formais, como o trabalho acadêmico ou a redação escolar. A literatura de Linguística Aplicada (Komesu & Tenani, 2009) é clara ao reconhecer a coerência interna do código digital, mas é inegável que sua transposição, quando feita de forma acrítica e desmedida para o contexto formal, gera conflitos significativos.
Impõe-se, portanto, o cerne da questão: Como os memes digitais influenciam, ou mesmo refletem, as práticas de escrita dos jovens em redes sociais, e que tipos de evidências podem ser reunidas sobre os potenciais efeitos tanto positivos quanto negativos dessa relação no que concerne à necessária adequação de registros?
Adotamos a hipótese de trabalho de que os memes, em sua natureza dual, potencializam, de fato, a criatividade, a autoria e o pertencimento grupal (Oliveira, Porto & Alves, 2019), mas, simultaneamente, a naturalização excessiva de registros informais pode produzir interferências e ruídos de comunicação se transposta sem a devida mediação ou consciência para o ambiente da escrita formal.
1.3 Justificativa e Objetivos
O estudo contribui para o debate sobre variação linguística e letramento digital, posicionando o internetês como um repertório funcional e não como mero erro (Komesu & Tenani, 2009). A compreensão da dinâmica memética pode subsidiar estratégias didáticas que valorizem o repertório dos estudantes (Knobel & Lankshear, 2007) sem negligenciar os critérios da norma padrão.
O objetivo geral é evidenciar, à luz da literatura, como os memes influenciam ou refletem a escrita de jovens, considerando a relação com criatividade, identidade e pertencimento. Como Objetivos Específicos, propõe-se:
1 Descrever o ambiente das Redes Sociais Digitais como espaço de interação juvenil.
2 Mapear as transformações da escrita juvenil, discutindo economia gráfica e multimodalidade.
3 Discutir os memes como gênero discursivo e cultural à luz de autores de referência.
4 Sintetizar os traços de contaminação estilística e estrutural que emergem da literatura sobre o transporte acrítico do registro digital para a escrita formal.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A estruturação teórica do presente trabalho pressupõe, como ponto de partida, a tese de que as práticas de linguagem são, essencialmente, situadas e mediadas pela arquitetura tecnológica e cultural do ambiente digital. Ademais, parece-nos crucial, para qualquer análise séria, que o domínio conceitual desses eixos teóricos se estabeleça com clareza, impedindo visões simplistas e frequentemente moralistas sobre uma suposta “degradação” da língua materna.
2.1 Redes Sociais: Arquitetura, Conexão e a Sociabilidade Mediada
A expansão do acesso à internet no Brasil consolidou as RSD como um ambiente de encontro social juvenil. Para caracterizar esses espaços, Danah M. Boyd e Nicole B. Ellison (2007) definem as redes sociais como serviços que possibilitam a construção de perfis, o estabelecimento de conexões com outros usuários e a navegação por essas listas. Essa definição é, a nosso ver, fundamental, pois sublinha que a escrita em rede, diferentemente de outros gêneros, não é um ato puramente privado, mas uma performance pública, mediada e altamente visível.
A dimensão técnica, convém enfatizar, deve ser articulada com a dimensão social de uso, conforme postula Recuero (2017). Ela destaca que as peculiaridades da sociabilidade mediada se instituem na intersecção complexa entre os aspectos humanos e os tecnológicos.
2.2 O Letramento Digital, o Internetês e a Multimodalidade
É evidente que a escrita que emerge em ambientes digitais exige novas e complexas competências de letramento. Freitas (2010) argumenta que o letramento digital vai muito além do mero domínio técnico, envolvendo a capacidade de agir e, sobretudo, significar em múltiplos espaços online.
Se quisermos apontar a manifestação mais visível e imediata dessa adaptação, esta seria, inegavelmente, o fenômeno que se convencionou chamar de internetês, cuja principal característica é, justamente, a economia gráfica. Komesu e Tenani (2009) criticam a visão reducionista que limita o internetês ao erro, defendendo, com propriedade, que ele constitui um repertório de escolhas que respondem a finalidades pragmáticas. O fato de o internetês ser coerente e plenamente inteligível entre os pares sugere que ele não é uma falha intrínseca na competência linguística, mas, sim, uma adaptação funcional e sistemática à velocidade e às restrições do meio (Fusca & Luiz Sobrinho, 2010).
Ademais, a escrita juvenil digital é, por excelência, multimodal. Paiva (2016) e Oliveira e Oliveira (2018) apontam que recursos visuais, como emojis, funcionam como reguladores cruciais da conversação, compensando a ausência de recursos prosódicos da fala e compondo, assim, uma gramática de participação que é vital para a expressividade juvenil.
2.3 Memes: Gênero Discursivo, Variação e a Lógica Hipermemética
O meme digital constitui o principal artefato cultural capaz de condensar, estabilizar e difundir as práticas linguísticas acima descritas. Shifman (2013) conceitua o meme não simplesmente como um único item viral, mas, sim, como um conjunto de itens digitais que compartilham conteúdo, forma e posicionamento, circulando, mediante imitação e variação, em rede, com o que a autora chama de consciência mútua entre os participantes. Essa formulação é relevante na medida em que a força do meme reside, em grande parte, na série de variações que ele é capaz de inspirar. A relevância reside em sua capacidade de estabilizar e disseminar repertórios linguísticos, conferindo estabilidade e legitimidade a formas informais, o que aumenta sua presença no repertório juvenil (Oliveira, Porto & Alves, 2019).
3 METODOLOGIA
O presente estudo adota um delineamento de pesquisa exploratória e exclusivamente bibliográfica, com abordagem qualitativa.
O delineamento bibliográfico foi a escolha metodológica mais adequada, visto que nosso objetivo reside em mapear e interpretar as tendências e as tensões descritas no estado da arte, sem buscar, no entanto, a generalização quantitativa. O corpus de análise restringiu-se, portanto, à literatura especializada e a relatórios oficiais. Não houve coleta ou análise de dados primários ou tratamento de artefatos empíricos. A busca concentrou-se em publicações revisadas por pares na área de Linguística Aplicada, Comunicação e Letramento Digital, priorizando o período a partir de 2007, de modo a cobrir a ascensão das redes sociais.
4 DISCUSSÃO: O REPERTÓRIO DUPLO E A ADEQUAÇÃO DE REGISTROS
A síntese da literatura confirma que a natureza da influência dos memes na escrita juvenil é, de fato, dual, sendo o maior desafio a capacidade do jovem de realizar, com sucesso, a adequada transição entre registros.
4.1 A Dualidade da Influência Memética: Criatividade e Interferência
Os memes operam, inegavelmente, como ferramentas poderosas para o fomento da criatividade e do pertencimento a grupos. Ao exigir a constante reinterpretação de templates fixos, o gênero memético estimula a autoria e a agência dos jovens participantes (Oliveira, Porto & Alves, 2019).
Entretanto, essa mesma potência carrega um risco considerável quando se verifica o transporte acrítico do registro informal para o formal. O problema, como Komesu e Tenani (2009) já assinalavam, não está no desvio em si, mas na naturalização que impede o reconhecimento da inadequação em outros contextos. A alta frequência de abreviações e gírias veiculadas pelos memes aumenta a probabilidade desse “vazamento” de registro para um trabalho acadêmico.
Outro risco que se impõe é a dependência da multimodalidade: o texto verbal no meme é conciso porque a imagem carrega o peso do afeto e da entonação (Paiva, 2016). A transposição desse hábito para a escrita formal pode resultar em empobrecimento lexical ou, ainda, na dificuldade em construir argumentos complexos e auto suficientes, exigidos pela escrita formal.
A Tabela 1 resume essa relação de mão dupla:
Síntese da Relação entre Práticas Linguísticas Digitais e Riscos de Transposição
| Fenômeno Linguístico/Discursivo | Efeito Positivo (Potencialização) | Risco Potencial (Interferência/Transposição) |
| Abreviaturas e Economia Gráfica | Agilidade, coesão grupal; sistematicidade da escrita digital | Desvio da norma ortográfica e simplificação excessiva em gêneros formais |
| Multimodalidade (Emojis/Visual) | Regulação do tom, expressão de afeto e ironia; sutileza interpretativa | Redução da dependência do léxico formal; dificuldade em verbalizar nuances complexas |
| Intertextualidade e Variação | Autoria, criatividade; construção de pertencimento grupal | Reprodução acrítica de fórmulas textuais; simplificação da argumentação |
4.2 A Urgência da Mediação Pedagógica: O Ensino da Adequação
O quadro que emerge da literatura sugere, com veemência, que o desafio crucial para o ensino de Língua Portuguesa não pode ser, obviamente, o de extinguir o código digital, mas, sim, o de promover o desenvolvimento da consciência de registro e de gênero. O letramento digital, conforme preconiza Freitas (2010), é a chave mestra para que os jovens percebam que as práticas linguísticas são, antes de tudo, situadas, e que a variação é um recurso válido, desde que aplicada ao gênero e ao contexto apropriado. É, portanto, urgente que a escola atue como mediadora, ensinando o code-switching, isto é, a transição consciente entre o registro informal e o formal (Oliveira, Porto & Alves, 2019).
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo, de caráter exploratório e bibliográfico, demonstrou que a escrita juvenil na era digital se constitui como um campo de complexa interseção entre tecnologia, cultura participativa e, fundamentalmente, variação linguística. Nossos objetivos propostos foram, assim, integralmente alcançados ao descrever o ambiente de redes (Boyd & Ellison, 2007; Recuero, 2017), ao sistematizar as características do internetês (Komesu & Tenani, 2009; Fusca & Luiz Sobrinho, 2010) e ao analisar o meme como um gênero discursivo de grande potência (Shifman, 2013).
A conclusão central do trabalho confirma, sem delongas, a natureza dual da influência dos memes na escrita dos jovens. De um lado, o meme é um vetor que, conforme verificamos, potencializa habilidades criativas, multimodais e de autoria. De outro, a naturalização de seus registros informais e a tendência à condensação discursiva, se transpostos de forma acrítica para o contexto formal, representam um risco real de interferência na escrita padrão. A falha na metalinguagem e na consciência de gênero é, em última análise, o principal fator que transforma um repertório funcional em erro.
A contribuição essencial deste estudo reside, portanto, na ênfase inequívoca da necessidade de mediação pedagógica, a qual deve guiar os jovens a desenvolver a capacidade de transitar conscientemente entre códigos, utilizando, com a devida proficiência, tanto a linguagem formal quanto a digital.
Como limitação do estudo, reitera-se o caráter exclusivamente bibliográfico, que nos restringiu a inferências teóricas e interpretativas. Sugerimos, para investigações futuras, a realização de pesquisas-ação em ambientes escolares para medir, de fato, o impacto de intervenções didáticas focadas na adequação de registros.
REFERÊNCIAS
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