A INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO NOS ENFERMEIROS EM SERVIÇOS DA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA E A OCORRENCIA DA SINDROME DE BURNOUT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511112055


Josevaldo Rodrigues Nepomuceno1
Onivaldo Sousa Lima2
Wanderson Alves da Silva3
Hytalo Mangela de Souza Faria4


Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar como as condições de trabalho em serviços de urgência e emergência influenciam a ocorrência da Síndrome de Burnout em enfermeiros. Trata- se de uma revisão sistemática integrativa, realizada nas bases BVS, SCIELO, LILACS e BVE, incluindo estudos publicados entre 2014 e 2024. Os resultados apontaram que as longas jornadas, a sobrecarga laboral, a dupla jornada e o baixo reconhecimento institucional estão diretamente associados à exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Conclui-se que as condições de trabalho nesses serviços configuram-se como fatores de risco significativos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, ressaltando a necessidade de políticas de gestão voltadas ao bem-estar e à saúde ocupacional dos enfermeiros.

Palavras-chave: Síndrome de Burnout; Enfermagem; Urgência e emergência; Condições de trabalho; Saúde ocupacional.

Abstract: The present study aimed to analyze how working conditions in emergency and urgent care services influence the occurrence of Burnout Syndrome among nurses. This is an integrative systematic review conducted in the BVS, SCIELO, LILACS, and BVE databases, including studies published between 2014 and 2024. The results indicated that long working hours, work overload, double shifts, and low institutional recognition are directly associated with emotional exhaustion, depersonalization, and reduced professional accomplishment. It is concluded that the working conditions in these services represent significant risk factors for the development of Burnout Syndrome, highlighting the need for management policies focused on nurses’ well-being and occupational health.

Key-words: Burnout Syndrome; Nursing; Emergency and Urgent Care; Working Conditions; Occupational Health.

1 INTRODUÇÃO

O enfermeiro é responsável por cuidar dos pacientes, familiares e da comunidade, executando tarefas de média e alta complexidade com o objetivo de tratar e reabilitar, além de contribuir para a saúde e o bem-estar. 

Assim, o enfermeiro efetua um papel avaliando e intervindo na realidade de seu local de trabalho, coordenando e liderando a equipe de enfermagem, que é composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. Nesse contexto, ele fornece orientações técnicas a esses profissionais durante a dinâmica de trabalho. (Dantas et al., 2015)

Quanto à sua atuação na urgência e emergência é importante diferenciar uma da outra. Entende-se como urgência, uma situação que exige atendimento ágil, prevenir complicações ou piora do estado do paciente, embora não represente necessariamente um risco imediato de morte.

Já a emergência, baseia-se no atendimento ao utente em risco imediato de morte, requerendo atendimento médico imediato para prevenir a vida do paciente. Sendo assim, a principal diferença entre urgência e emergência, refere-se ao grau de gravidade e à urgência do atendimento para salvar vidas. (Brasil, 2014).

Segundo Freitas et al. (2015) e Munhoz et al. (2016), os enfermeiros estão constantemente expostos a situações que comprometem seu bem-estar, devido à interação direta com pacientes, procedimentos clínicos complexos e particularidades do ambiente ocupacional. Além disso, precisam lidar com múltiplas demandas emergentes e relações interpessoais, o que pode gerar desgaste físico e emocional.

Diante do contexto de alta complexidade e intensidade, os enfermeiros enfrentam pressões constantes, o que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento da Síndrome de Burnout.

A Síndrome de Burnout (SB) caracteriza-se pelo esgotamento profissional e surge como resposta a estressores ocupacionais, sendo o estresse no trabalho seu principal desencadeador. A portaria nº 1339/1999 da Previdência Social classifica a SB como transtorno mental relacionado ao ambiente de trabalho (Brasil, 1999).

França e Ferrari (2012) destacam que a Síndrome de Burnout é uma preocupação entre os profissionais de enfermagem, podendo causar incapacidade temporária para o trabalho e, em casos mais graves, levar ao adoecimento ou à aposentadoria precoce.

Segundo Oliveira et al. (2017), O setor de emergência apresenta elevado índice de afastamento de enfermeiros por problemas de saúde, que indica um ambiente marcado por intenso estresse, decorrente da convivência com a dor, sofrimento, morte e acidentes, além da longa jornada de trabalho.

Durante a pandemia de COVID-19, evidenciou-se o impacto e as mudanças nas dinâmicas dos sistemas de saúde mundiais, bem como suas consequências para os profissionais de saúde. Observou-se o desgaste a que os enfermeiros foram submetidos e o estresse laboral persistente, que pode resultar na Síndrome de Burnout (Soares et al, 2022).

Atualmente, a síndrome é vista como um problema de saúde pública, devido à alta incidência dos casos envolvendo enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem nos últimos anos. Dentre os profissionais da área da saúde, a sua maior prevalência está entre os enfermeiros (Silveira; Brito, 2016)

Durante a elaboração do tema, buscou-se compreender como as condições de trabalho em serviços de urgência e emergência influenciam a ocorrência da Síndrome de Burnout em enfermeiros, considerando o impacto de fatores como sobrecarga laboral, pressão emocional, falta de recursos e jornadas extensas. 

Contudo, observa-se escassez de revisões integrativas e sistemáticas que abordem, de forma abrangente e atualizada, a relação entre as condições de trabalho e o desenvolvimento da Síndrome de Burnout em enfermeiros que atuam em setores de urgência e emergência. Diante disso, o presente estudo tem como propósito sintetizar os dados mais recentes disponíveis na literatura científica, reunindo evidências que permitam a formulação de uma revisão sistemática, a fim de analisar criticamente como o contexto laboral influencia a saúde mental desses profissionais.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Estresse

Para compreender a síndrome de Burnout, é essencial entender o estresse, um conceito diretamente relacionado. Conforme Prado (2016), o estresse é uma resposta de base biológica às exigências submetidas ao organismo, podendo ser vivenciado de forma positiva (eustresse) ou negativa (distresse). Essa resposta pode motivar o indivíduo, favorecer reações aos estímulos e dar significado às experiências ou, por outro lado, intimidar diante de situações ameaçadoras, despertando emoções como ansiedade, medo, tristeza e raiva.

De acordo com Vieira e Russo (2019), que citam Melamed (2006), há uma perspectiva que entende o estresse como um processo composto pelos fatores estressores, as percepções do estresse e a forma como reagimos a ele, destacando essa última como particularmente relevante no processo de adaptação a situações estressoras. Nesse contexto, a avaliação subjetiva da situação vivenciada é de fundamental importância, pois relaciona as demandas internas e externas (estressores), ou seja, a maneira como o indivíduo processa o impacto do estressor determina se, e como o estresse se transformará em distresse.

Vieira e Russo (2019) acrescentam considerações acerca da dimensão psicológica do estresse, evidenciada pelo conceito de avaliação subjetiva, que possui a visão do ser como principal fonte de variabilidade de reação às experiências. Portanto, essa percepção fundamenta a perspectiva psicossocial do estresse, vinculando-se diretamente ao estresse no trabalho/ocupacional.

2.2 Estresse ocupacional

Prado (2016), em uma revisão literária, conceitua o estresse ocupacional como resposta às demandas ocupacionais, pontua que a caracterização do estresse depende da percepção desses eventos estressores, sendo percebido como fenômeno cognitivo. O autor também argumenta o caráter biopsicossocial do estresse marcado pelo desgaste do corpo durante as funções ocupacionais, processos cognitivos, afetivos e o contexto social, ou seja, incluindo o contexto em sociedade. Assim, o estresse ocupacional gera consequências físicas e psicológicas negativas para grande parte dos trabalhadores no ambiente ao qual se encontram expostos. 

Vale ressaltar que, em um ambiente dinâmico como a urgência e emergência, há uma “[…] grande demanda de pacientes com risco elevado de morte, ocorrências imprevisíveis, longas horas de trabalho, cobrança na agilidade, cobrança dos familiares e um pequeno tempo para se prestar uma excelente assistência” (FREITAS et al., 2015, p. 2).

De modo geral, o ambiente exerce pressões que geram desgastes físicos, psicológicos e comportamentais em um indivíduo que busca adaptar-se as demandas emergentes dele. Durante esse processo de adaptação há uma tensão que passa pelos mecanismos internos que variam de acordo com as características pessoais e contextuais do sujeito, levando a um desgaste para realizar esse manejo, esse desgaste, se persistente, pode levar o sujeito ao adoecimento. (VIEIRA; RUSSO, 2019).

2.3 Burnout

Síndrome de burnout é definida como estado de exaustão completa de recursos psicológicos, resultante do estresse crônico vivenciado no trabalho, associado a condições físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. Assim, o burnout manifesta-se decorrente do estresse ocupacional, representando a falência dos mecanismos de adaptação ao estresse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS, s.d) destaca o excesso de trabalho como a principal causa da síndrome de burnout, ressaltando a pressão e a responsabilidade enfrentadas por profissionais submetidos a estresse constante, desgaste físico e emocional, alta demanda e competitividade no ambiente laboral.

Nesse sentido, a síndrome de burnout é caracterizada por três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional.

Conforme Oliveira et al (2017, p. 2), “exaustão emocional: desgaste ou perda dos recursos emocionais, despersonalização: desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas no trabalho; diminuição da realização pessoal no trabalho com tendência à autoavaliação profissional negativa”.

Pires et al (2020), descrevem a exaustão como sensação de esgotamento físico, psicológico, caracterizada pela falta de energia e entusiasmo. A despersonalização é compreendida como um contato impessoal e distanciado dos pacientes. Por fim, a baixa realização profissional refere-se à insatisfação com o trabalho, sentimentos de baixa autoestima e fracasso profissional.

Ferreira et al (2022), compreende a exaustão emocional como a incapacidade de liberar energia para a demanda. Observa-se, a despersonalização como um mecanismo de defesa emocional, marcado pelo distanciamento no contato com o outro, além da baixa realização profissional, que é marcada pelo sentimento de incompetência.

3 MATERIAL(IS) E MÉTODOS

O estudo apresentado é uma revisão sistemática integrativa (RSI), que busca abordar o transtorno de Burnout em enfermeiros que atuam nos serviços de urgência e emergência, averiguando os impactos do local de trabalho na saúde desses profissionais.  

A revisão sistemática, segundo Sampaio e Mancini (2007), é um método de pesquisa que usa dados já publicados sobre determinado tema, possibilitando uma investigação e a síntese das informações selecionadas objetivando responder uma questão bem definida. A característica integrativa indica que a abordagem utiliza a inclusão de estudos de diferentes metodologias (qualitativa, quantitativa). 

Dessa forma, a revisão sistemática integrativa permite uma análise ampla e comparativa de estudos existentes sobre o Burnout.

Os estudos qualitativos têm caráter interpretativo dos fenômenos pesquisados e, por isso, não visam à generalização, mas sim à compreensão profunda e particular do objeto de estudo. Em paralelo, os estudos quantitativos apresentam os dados de forma resumida, permitindo a comparação e a análise por meio de tabelas e gráficos, com uma mensuração rigorosa e objetiva das informações. (Chemin, 2015).

Chemin (2015), em seu manual para trabalhos acadêmicos faz ressalvas quanto à utilização de um trabalho que empregue as abordagens qualitativas e quantitativas em um mesmo estudo.

É importante destacar que uma pesquisa pode utilizar procedimentos quantitativos e qualitativos (pesquisa quali-quantitativa ou quanti-qualitativa). Assim, em algumas pesquisas, um delineamento integrado que puder combinar dados qualitativos e quantitativos numa mesma investigação pode ser positivo, uma vez que as duas abordagens possuem aspectos fortes e fracos que se complementam. (Chemin, 2015, p.57).

Dessa forma, para a formulação e a elaboração da pergunta central, utilizou-se a estratégia PICO, que, segundo Munhoz et al. (2021), é amplamente utilizada nas revisões relacionadas à saúde.  Essa abordagem é composta por quatro elementos que norteiam a formulação da pergunta chave: pacientes/população(P); intervenção/exposição (I); comparador (C); desfecho (O).

Assim, a estrutura final da pergunta de pesquisa ficou definida da seguinte forma: Em enfermeiros que atuam em serviços de urgência e emergência (P), como as condições de trabalho (I) influenciam o risco ou a ocorrência da Síndrome de Burnout (O).

Figura 1 – Representação do acrônimo da estratégia de PICO

Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram:

publicações entre 2014 e 2024, na língua portuguesa qualitativos e quantitativos, que abordem os temas “Burnout”, “Exaustão emocional”, “Estresse ocupacional” e “Esgotamento afetivo”, “dupla jornada de trabalho”, saúde mental em enfermeiros atuando nas áreas de urgência e emergência. Artigos que não atendam a esses critérios, ou que tratam de temas fora do escopo da pesquisa, serão excluídos.

O projeto de pesquisa visa ser realizado na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Biblioteca Virtual em Enfermagem (BVE), Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) , consideradas plataformas confiáveis no campo da saúde.

Esta pesquisa avaliou dados já publicados, reunindo todas as evidências que atendam aos critérios de elegibilidade para a síntese das informações. Foram realizadas as seguintes etapas para esta revisão: Identificação do tema e seleção da questão de pesquisa, Estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão, Identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados, Categorização dos estudos selecionados, Análise e interpretação dos resultados e Apresentação da revisão/síntese do conhecimento.

4 RESULTADOS

De acordo com as buscas realizadas nas bases de dados previamente mencionadas e com a utilização dos descritores selecionados, foram identificados 187 artigos, foram separados 38 artigos dos quais 12 atenderam aos critérios de inclusão. Assim, os estudos publicados entre 2015 e 2024 abordam o tema dupla jornada, estresse e esgotamento dos enfermeiros nos setores de urgência e emergência.

Dentre os estudos selecionados, 10 apresentaram abordagem quantitativa, predominando em relação aos demais, enquanto dois estudos de natureza qualitativa também foram incluídos na revisão.

Proc.Título do artigoAutoresObjetivoAno
BVSPrincipais fatores indutores de stresse percecionados em enfermeiros de urgência: Um estudo transversalFERNANDES, Ilda Lúcia da Costa; MAGALHÃES, Carlos PiresAvaliar o stresse percecionado numa amostra de enfermeiros do SU de um centro hospitalar do norte de Portugal; identificar os principais fatores indutores de stresse percecionados na amostra; analisar a relação entre o stresse percecionado e as características sociodemográficas/profissionais.2024
 BVSEstresse e burnout em enfermeiros da emergência de um hospital referência em urgência e traumaFERREIRA, Maria Clara Leandro; SILVA, Silmar Maria; SOUZA, Sandra.Investigar o estresse e Burnout nos enfermeiros da emergência de um pronto- socorro referência em trauma em Belo Horizonte. 2022
SCIELODupla jornada de trabalho na enfermagem: paradigma da prosperidade ou reflexo do modelo neoliberal? Soares SSS, Lisboa MTL, Queiroz ABA, Silva KG, Leite JCRAP, Souza NVDO.Compreender os motivos que sustentam a prática da dupla jornada de trabalho na enfermagem.2021
BVSSíndrome de Burnout em profissionais de enfermagemBARROS, Alice Correia; CERQUEIRA, José César de Oliveira; COSTA, Sara Maria dos Santos; PEIXOTO, Rita de Cássia Batista de Oliveira; SALES, Patrícia Virgínia de Melo; SILVA, Katyenny Christine Alessandra daIdentificar a prevalência da Síndrome de Burnout em profissionais de Enfermagem de um hospital de emergência.2020
BVSSíndrome de Burnout em profissionais de enfermagem de pronto-socorroPIRES, Fabiana Cristina; VECCHIA, Bianca Penido; CARNEIRO, Elida Mara; CASTRO, João Pedro Resende; FERREIRA, Lúcia Aparecida; DUTRA, Cintia Machado; CHAVAGLIA, Suzel Regina Ribeiro.Verificar o escore para a classificação da Síndrome de Burnout2020
BVSSíndrome de Burnout entre enfermeiros de um hospital universitário.SANTOS, José Luis Guedes dos; SILVA, Rosangela Marion da; PEITER, Caroline Cechinel; MENEGON, Fernando Henrique Antunes; ERDMANN, Alacoque LorenziniIdentificar os níveis de Síndrome de Burnout entre os enfermeiros de um hospital universitário2019
SCIELOAvaliação do Burnout em enfermeiros de um serviço de urgência geral.NOBRE, Daniela Filipa Rocha; RABIAIS, Isabel Cristina Mascarenhas; RIBEIRO, Patrícia Cruz Pontífice Sousa Valente; SEABRA, Paulo Rosário CarvalhoAvaliar o nível de Burnout dos enfermeiros de um serviço de urgência2019
SCIELOCarga semanal de trabalho para enfermeiros no brasil: desafios ao exercício da profissãoOLIVEIRA, Bruno Luciano Carneiro Alves de; SILVA, Alécia Maria da; LIMA, Sara Fiterman. Apresentar a distribuição de enfermeiros no mercado de trabalho com carga horária semanal maior ou igual a quarenta horas segundo as regiões e o local público ou privado de trabalho no Brasil.2018
BVSEstresse ocupacional e Burnout em enfermeiros de um serviço de emergência: a organização do trabalho.OLIVEIRA, Elias Barbosa de; GALLASCH, Cristiane Helena; SILVA JUNIOR, Pedro Paulo Alves da; OLIVEIRA, Alexia Vidal Rodrigues; VALÉRIO, Raphael Lopes; DIAS, Lucas Barbosa Santos.Analisar as dimensões envolvidas na Síndrome de Burnout em enfermeiros de um serviço de emergência.2017
BVSA enfermagem na urgência e emergência: entre o prazer e o sofrimentoKolhs M; Olschowsky A; Barreta NL; et al.Verificar quais os fatores que levam prazer e sofrimento aos profissionais da enfermagem que atuam em um setor de urgência e emergência hospitalar, e estratégias defensivas.2017
BVSEstresse do enfermeiro no setor de urgência e emergênciaFreitas RJM de, Lima ECA, Vieira ÉS et al.descrever o nível de estresse dos enfermeiros que trabalham no setor de urgência e emergência.2015

5 DISCUSSÃO

Diante das análises dos estudos, evidenciou-se a predominância do sexo feminino em ambos os locais de pesquisa, o que reflete o perfil historicamente associado à figura feminina na área de enfermagem. 

Oliveira et al., (2017), destacam em sua pesquisa, o grupo feminino e as dificuldades encontradas em conciliar o trabalho e as atividades domésticas, fatores que comprometem o descanso e potencializa o adoecimento.

Diversos estudos mostram a presença de múltiplos vínculos de trabalho que intensificam o desgaste físico e emocional dos enfermeiros. Pesquisas realizadas por Ferreira et al. (2022), Oliveira et al. (2017) e Soares et al. (2021) indicam que a sobrecarga de trabalho decorre tanto da necessidade financeira quanto pela naturalização do multiemprego na enfermagem, resultando em profissionais com longas jornadas de trabalho que podem superar 50 horas semanais, dificultando a conciliação entre vida profissional, autocuidado e descanso. Essa condição potencializa a fadiga crônica, elevando o risco de adoecimento mental e facilitando o desenvolvimento da Síndrome de Burnout.

De forma semelhante, Barros et al. (2020), ressalta os fatores que influenciam o desenvolvimento da Síndrome de Burnout como o excesso de horas de trabalho e a existência de outros vínculos empregatícios em relação a jornada.

Em um estudo quantitativo transversal realizado em um centro hospitalar de Portugal, foram identificados como principais fatores potenciais de estresse a carga de trabalho, a vivência com a morte e o morrer, e a incerteza quanto aos tratamentos. Esses fatores apresentaram elevados índices de estresse, destacando-se, na dimensão organizacional, o excesso de tarefas, a falta de recursos humanos e a escassez de tempo para oferecer apoio emocional. Já na dimensão psicológica, observaram-se elementos relacionados ao sofrimento humano e à morte do paciente (Fernandes; Magalhães, 2024).

Dentre os estudos houve apontamentos sobre a suscetibilidade à Síndrome de Burnout em jovens adultos, em razão da pouca experiência profissional, da insegurança e da alta cobrança de desempenho, acarretando níveis elevados de tensão nos momentos de tomada de decisão. 

No entanto, os dados obtidos por Ferreira et al. (2022), em um setor de emergência de grande porte localizado em Belo Horizonte, apresentam evidências que contradizem essa hipótese, uma vez que 3 participantes foram classificadas com Burnout, sendo concursadas, possuindo 10 anos de experiência profissional.   De acordo com Barros et al. (2020), há uma controvérsia na literatura sobre a associação da idade ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Os autores apontam que a variável idade pode estar intimamente ligada à maior suscetibilidade de transtornos mentais, em razão da diminuição da capacidade de adaptação aos estresses ocupacionais. Em contrapartida, outros autores destacam a falta de experiência profissional em trabalhadores jovens e a possibilidade de desenvolverem estresse ocupacional devido à insegurança e à inexperiência.

Conforme os dados, há indícios de que a estabilidade e o tempo de experiência não garantem imunidade ao esgotamento, indicando que outros fatores, como sobrecarga e as responsabilidades acumuladas, podem exercer influência significativa no desenvolvimento da síndrome.

Em um estudo qualitativo realizado com enfermeiros atuantes em serviços de urgência e emergência de Santa Catarina, foram identificados como fatores de sofrimento profissional a impotência diante da morte, a falta de reconhecimento, a sobrecarga de trabalho e a pressão psicológica. 

Esses fatores, associados ao ritmo intenso da equipe, à necessidade de decisões rápidas e às dificuldades de aceitação da morte dos pacientes, contribuem para o aumento dos níveis de estresse.

Além disso, jornadas exaustivas, esgotamento intelectual e dificuldades de adaptação intensificam o desgaste emocional. Diante dessas condições ocupacionais, os enfermeiros podem desenvolver estratégias defensivas, como fuga ou afastamento, para reduzir o sofrimento (Kolhs et al., 2017).

Essa descrição está diretamente relacionada à dimensão psicológica da Síndrome de Burnout, na qual predominam sentimentos de esgotamento emocional e a adoção de mecanismos de defesa frente ao sofrimento, como forma de preservação psíquica.

Em sua pesquisa, Oliveira et al., (2017) observou que entre os enfermeiros que possuem dois vínculos empregatícios, 27 (72,97%) cumprem carga horária superior a 50 horas semanais, enfrentando rotinas desgastantes que aumentam o cansaço físico e mental, devido aos deslocamentos, ao trabalho noturno e à dificuldade de equilibrar as atividades profissionais com tarefas domésticas e momentos de lazer.

Freitas et al (2015, p. 2) descrevem que, no contexto das emergências, há uma “grande demanda de pacientes com risco elevado de morte, ocorrências imprevisíveis, longas horas de trabalho, cobrança na agilidade, cobrança dos familiares e um pequeno tempo para se prestar uma excelente assistência”.

O trabalho exercido no setor de emergência caracteriza-se pela exigência constante de tomada de decisões, alta rotatividade de pacientes, necessidade de concentração contínua e realização de procedimentos assistenciais delicados. Além disso, a superlotação, a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos materiais e humanos, as falhas na comunicação entre as equipes, a violência e o risco de contaminação configuram fatores que culminam em intenso esforço físico e mental dos profissionais (Oliveira et al., 2017).

Cumpre destacar ainda que o contato direto com pacientes em risco de morte potencializa os níveis de estresse, podendo resultar em fadiga crônica. Essa condição não se restringe apenas ao ambiente ocupacional, mas também se relaciona ao estilo de vida e às dificuldades de conciliar as demandas profissionais com a vida pessoal.

Os resultados de uma pesquisa realizada em um setor de emergência em Belo Horizonte, evidenciaram um aumento de demanda por leitos de emergência, contribuindo para o estresse ocupacional, uma vez que os enfermeiros precisam gerenciar constantemente as múltiplas demandas que emergem (Ferreira et al, 2022).

Os estudos analisados utilizaram o Maslach Burnout Inventory (MBI) para mensurar as dimensões de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional, permitindo comparações entre diferentes amostras e contextos de trabalho. Ademais, foram utilizadas ferramentas de levantamento sociodemográfico e a Job Stress Scale (JSS), que busca avaliar a demanda (pressões psicológicas), o controle (utilização das habilidades e recursos para realizar a intervenção com êxito) e o apoio social (interação social com colegas e chefes). (Ferreira et al., 2022)

Os resultados indicaram que as altas demandas psicológicas enfrentadas pelos enfermeiros estão associadas a níveis elevados de estresse. Verificou-se que, quanto maior a demanda de pacientes e menor controle assistencial, maior o desgaste físico e emocional desses profissionais. Dessa forma, evidenciou-se que a imprevisibilidade das situações assistenciais intensifica o desgaste psicológico, culminando em menor controle sobre as atividades e aumento do estresse.

 Observou-se ainda uma relação inversa entre o nível de controle e o desgaste psicológico, ambos vinculados a altos níveis de estresse ocupacional. Assim, o baixo controle dos processos assistenciais contribui diretamente para o desgaste do enfermeiro, repercutindo negativamente nas tomadas de decisões e qualidade da assistência prestada pela equipe.

Por outro lado, os profissionais que apresentaram alto índice de controle assistencial, demonstraram insatisfação profissional reduzida, decorrente das habilidades intelectuais exercidas no manejo assistencial. (Ferreira et al, 2022). 

Resultados semelhantes foram coletados por Freitas et al. (2015), que analisaram as dimensões do estresse em enfermeiros que atuam em unidades de urgência. Verificou-se que os maiores níveis de estresse estavam associados à assistência de enfermagem prestada, às atividades relacionadas ao funcionamento do serviço e ao relacionamento com outras unidades e supervisores. Dentro do domínio da assistência de enfermagem, o atendimento às emergências foi apontado como o fator mais estressante pelos profissionais, corroborando com a relação entre baixo controle, aumento do estresse e desgaste identificados anteriormente

Em consonância com esses achados, Ferreira et al. (2022), identificaram em sua amostra, alta demanda psicológica em cerca de 65,22% dos enfermeiros, alto desgaste em 30,43% associado à alta demanda e baixo controle, e o trabalho passivo em 17,38% dos profissionais, caracterizado por baixa demanda e baixo controle. Esses aspectos avaliados, possuem grande relevância para a compreensão da dinâmica ocupacional e, consequentemente, para o entendimento da prevalência da Síndrome de Burnout nesse contexto.

Durante a pesquisa, evidenciou- se a associação do fator apoio social em todas as dimensões da Síndrome de Burnout, visto que quanto maior o apoio social, menor o impacto do desgaste emocional e despersonalização.Diante da exposição constante a condições organizacionais e psicossociais, forma-se um contexto propício para o desenvolvimento do esgotamento físico e emocional dos enfermeiros.

Nessa perspectiva, os estudos de Ferreira et al. (2022) e Oliveira et al. (2017) apresentaram suspeição significativa de Burnout, variando entre 6% e 16% dos profissionais investigados. Ambos evidenciaram fatores de grande influência para o desenvolvimento da síndrome, destacando as exposições altamente estressantes e contínuas que afetam negativamente a qualidade assistencial e favorecem o desgaste emocional. Consequentemente, observa-se o aumento dos níveis de despersonalização e a redução da realização profissional, elementos centrais na caracterização do Burnout.

Pires et al. (2020) corroboram esses achados ao identificarem níveis moderados/altos de exaustão emocional e despersonalização, seguidos de baixa realização profissional entre enfermeiros de urgência e emergência. Cerca de 90% apresentaram exaustão emocional moderada/alta, associada a condições inadequadas de trabalho, baixa valorização e falta de reconhecimento. Apesar da prevalência relativamente baixa (13,9%), observou-se predomínio de sintomas significativos nas dimensões emocionais e motivacionais.

Diante desse cenário, Santos et al. (2019) ressaltam a importância da atenção dos gestores de saúde, pois o desgaste emocional e a insatisfação profissional podem comprometer o desempenho e a qualidade da assistência. O estudo reforça a necessidade de políticas institucionais voltadas ao apoio psicológico, à valorização profissional e à melhoria das condições de trabalho.

 Em Oliveira et al. (2017), a suspeição de Burnout foi identificada nos trabalhadores que apresentaram baixa realização, correspondendo a 16,3% da amostra, já em Ferreira et al. (2022) todas as dimensões avaliadas foram sintetizadas, resultando em 6,52% dos profissionais classificados com a Síndrome.

Cabe destacar que, no estudo de Ferreira et al. (2022), observou-se o desgaste emocional em 23,91% dos enfermeiros, 21,74% de alta despersonalização e 28,26% baixa realização profissional. 

De modo semelhante, Oliveira et al. (2017) registraram altos índices de desgaste emocional (51,3%) e despersonalização (64,9%), bem como baixos escores de realização profissional (16,3%). 

Em Barros et al. (2020), foi realizado um estudo com profissionais de enfermagem constituídos por 35 enfermeiros e 71 técnicos de enfermagem. Os resultados apontaram as dimensões exaustão emocional 12,3% apresentaram alto nível, elevada despersonalização em 20,8% da amostra e baixa realização profissional em 22,7% dos profissionais estudados. No entanto esse estudo não realiza apontamentos de prevalência ou suspeição.

Embora haja variação nas dimensões de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização entre os estudos analisados, observa-se o indicativo do comprometimento emocional entre os profissionais de enfermagem, o que reforça a relação não somente das condições de trabalho, mas também com fatores pessoais envolvidos no desenvolvimento da Síndrome de Burnout.

O estudo de Nobre et al. (2019) corrobora os efeitos negativos da sobrecarga de trabalho ao identificar que 59,4% dos enfermeiros de um serviço de urgência apresentavam Burnout total, com destaque para a dimensão “Burnout relacionado ao trabalho”. Fatores como idade mais jovem, tempo de instituição e intenção de mudar de profissão estavam associados a níveis mais elevados da síndrome. Esses dados reforçam que a sobrecarga laboral não é apenas quantitativa, mas também qualitativa, envolvendo altas demandas emocionais, pressão por produtividade e condições de trabalho muitas vezes inadequadas.

Os fatores associados ao âmbito ocupacional, como alta demanda, elevada rotatividade, manejo de emergências, enfrentamento do sofrimento, manejo do estresse familiar, necessidade de constante atenção e prontidão, cuidados clínicos, gerenciamento de pacientes, baixo controle sobre o trabalho, realização de atividades  complementares, duplas jornadas, além da escassez de profissionais e de recursos, somam-se à falta de descanso, lazer e a presença de distúrbios do sono, ampliando os níveis de estresse e comprometendo tanto a saúde do profissional quanto a qualidade do trabalho realizado.

Diante dessas características, é evidente que os fatores ocupacionais, alinhados com as psicossociais, favorecem o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Observa-se, nesses casos, a exaustão emocional vivenciada pelos trabalhadores, que mantém relação causal com a despersonalização, funcionando como um mecanismo de defesa a exaustão, manifestando-se por meio de uma postura impessoal, perda de empatia frente aos pacientes, aumento do absenteísmo e a redução da realização profissional.

Considerando as evidências apresentadas, observa-se as condições laborais precárias, associadas a alta exigência emocional e cognitiva em enfermeiros que atuam na urgência e emergência, potencializando o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Os estudos mostram a combinação da elevada demanda e o baixo controle sobre os processos assistenciais culminam em maior desgaste emocional, o que se alinha ao modelo do estresse ocupacional. 

Por fim, esses achados ressaltam a importância de estratégias que promovam condições de trabalho mais equilibradas, incentivem o apoio social e promovam o bem-estar dos profissionais, atenuando as dimensões de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Uma vez que a sobrecarga e a falta de descanso aumentam a vulnerabilidade a Síndrome de Burnout, a insatisfação profissional e o baixo reconhecimento podem ser considerados preditores para seu desenvolvimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os estudos analisados, constatou-se que o perfil dos profissionais de enfermagem atuantes nos setores de urgência e emergência é majoritariamente feminino, o que reflete o desafio de conciliar a vida pessoal e profissional diante das múltiplas exigências do trabalho. Observou-se também a presença de múltiplos vínculos empregatícios e longas jornadas de trabalho, fatores que contribuem significativamente para o desgaste físico e mental.

No âmbito ocupacional, destacam-se condições que favorecem o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, como o excesso de trabalho, a escassez de recursos, as altas demandas assistenciais, o baixo controle sobre as atividades e o contato constante com situações de morte e sofrimento. A alta carga emocional, a pressão por decisões rápidas e o convívio constante com o sofrimento levam o profissional, muitas vezes, a adotar uma postura de afastamento afetivo diante da exaustão.

Verificou-se ainda que tanto profissionais jovens quanto experientes apresentam vulnerabilidade ao esgotamento, embora por razões distintas — os primeiros pela inexperiência e insegurança, e os segundos pela sobrecarga e responsabilidades acumuladas. A sobrecarga de trabalho, intensificada por múltiplos vínculos e extensas jornadas, causa esgotamento físico e emocional, manifestando-se nas dimensões clássicas da Síndrome de Burnout. Essa condição compromete não apenas o bem-estar do profissional, mas também a qualidade da assistência prestada.

Dessa forma, evidencia-se que as condições de trabalho nos serviços de urgência e emergência exercem influência direta no risco e na ocorrência da Síndrome de Burnout, sendo determinantes para o adoecimento mental desses profissionais. Diante disso, torna-se imprescindível repensar as condições laborais e institucionais da enfermagem, por meio de políticas de apoio emocional, redução da carga horária e valorização profissional, configurando estratégias preventivas fundamentais ao enfrentamento do Burnout.

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1Josevaldo Rodrigues Nepomuceno − Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). E-mail: josevaldorodrigues@gmail.com

2Onivaldo Sousa Lima − Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). E-mail:onnylima@hotmail.com

3Wanderson Alves da Silva − Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). E-mail: wandersonalves20082002@gmail.com

4Professor Orientador: Hytalo Mangela de Souza Faria − Especialista em Saúde Mental.Email:hytalo09@gmail.com