REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510191856
Fernanda Campos
Orientadora: Prof.ª Karla Dos Santos Menezes
RESUMO:
Este Trabalho de Conclusão de Curso explorou a aplicação da tecnologia digital no Processo de Enfermagem, no período da pandemia covid19 e pós-pandemia , buscando compreender como as inovações tecnológicas podem otimizar as práticas e a qualidade da assistência. Trata-se de um estudo qualitativo, investigativo e exploratório, baseado em uma revisão de literatura abrangente. A metodologia envolveu a análise de 50 trabalhos acadêmicos, incluindo artigos científicos, teses, livros e revistas, além do acompanhamento de um seminário online da Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, totalizando 51 fontes. O levantamento bibliográfico foi realizado em múltiplas línguas – português (42%), espanhol (4%), inglês (5%) e francês (1%) – garantindo uma perspectiva ampla e internacional sobre o tema.
Os resultados revelaram que a tecnologia digital atua como um facilitador crucial no processo de enfermagem, proporcionando otimização do tempo e aprimoramento das ações. Foi identificado que softwares especializados, como protótipos para consulta de diagnósticos de enfermagem, no prontuário eletrônico, baseados em taxonomias padronizadas NANDA-I, demonstram alto potencial para organizar e padronizar dados, facilitar o acesso remoto a informações atualizadas e auxiliar na tomada de decisões clínicas.
Em conclusão, a integração da tecnologia digital na enfermagem não apenas agiliza o trabalho profissional, mas também apoia a decisão qualificada e se adapta às realidades dos diversos setores de saúde, contribuindo significativamente para um cuidado integral e seguro. O estudo reforça a necessidade de contínuo aperfeiçoamento das habilidades em informática por parte de enfermeiros e estudantes, vislumbrando novas oportunidades de pesquisa e carreira na área.
Palavras-chave: Informática em Enfermagem. Tecnologia em Saúde. Teleatendimento. Teleconsulta.
1. INTRODUÇÃO:
O presente estudo tem como tema a influência da teleconsulta na saúde hospitalar e seu potencial para diagnóstico precoce, prevenção e promoção da saúde. A pesquisa busca compreender como o uso de tecnologias digitais — especialmente a teleconsulta — tem transformado a prestação de serviços médicos, tanto na rede pública quanto privada, e quais impactos essas mudanças provocam na qualidade do atendimento e na acessibilidade dos pacientes ao cuidado em saúde. A investigação parte da premissa de que o uso crescente da tecnologia no setor é um fator determinante para a modernização dos serviços e para a superação de desafios históricos enfrentados pelos sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil.
O cenário pandêmico e pós-pandêmico da COVID-19 evidenciou a necessidade urgente de soluções inovadoras para garantir o acesso à saúde diante de restrições de mobilidade e da sobrecarga dos sistemas hospitalares. Nesse contexto, observou-se um salto significativo na integração de recursos tecnológicos como a teleconsulta, que passou a ser amplamente utilizada para mediar o contato entre profissionais da saúde e pacientes, viabilizando atendimentos remotos com maior agilidade, segurança e eficiência.
A ampliação do uso da teleconsulta também contribuiu para o fortalecimento de outras ferramentas digitais, como prontuários eletrônicos, aplicativos de monitoramento, softwares de gestão hospitalar e plataformas de telemedicina e telecirurgia. Tais inovações têm desempenhado um papel estratégico no aprimoramento dos processos clínicos, especialmente no rastreamento de sintomas, diagnósticos precoces e acompanhamento contínuo de pacientes, tanto em situações emergenciais quanto em ações de promoção e prevenção em saúde.
Segundo dados atualizados do site Worldometer (2024), até abril daquele ano foram registrados mais de 704 milhões de casos de COVID-19 no mundo, resultando em mais de 7 milhões de mortes. O impacto da pandemia evidenciou não apenas a fragilidade dos sistemas de saúde, mas também a importância da tecnologia como aliada na superação de crises sanitárias. No Brasil, com uma população estimada de 212,6 milhões de habitantes (IBGE, 2024), mais de 70% da população depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme apontado pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.
Nesse contexto, iniciativas como o Seminário Internacional “Desafios para os Sistemas de Saúde na América Latina Pós-Pandemia”, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforçam a necessidade de reestruturação dos sistemas de saúde e de investimentos em infraestrutura, pesquisa e qualificação profissional. As discussões destacam ainda a urgência de fortalecer a cooperação regional para garantir respostas mais eficazes frente a futuras emergências sanitárias.
Assim, a presente pesquisa visa analisar, à luz desse contexto, de que forma a teleconsulta contribui para o fortalecimento dos serviços de saúde, com foco em seu papel na promoção de diagnósticos precoces, prevenção de agravos e ampliação do acesso ao cuidado de forma mais equitativa e resolutiva.
2. CONTEXTO JUSTIFICATIVA:
A escolha do tema “A Influência da Teleconsulta da Saúde, nos Hospitais e seu Potencial para Diagnóstico Precoce, Prevenção e Promoção”, foi motivada por experiências pessoais e profissionais vivenciadas ao longo da minha trajetória na área da saúde. Como usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentei grandes dificuldades, como demora no agendamento de consultas e desorganização nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Essas situações geram frustração e insegurança para pessoas que dependem do sistema público de saúde.
Durante a pandemia da COVID-19, atuei como instrumentadora voluntária no Hospital Pérola Byington, referência no tratamento do câncer feminino em São Paulo. Vivenciei de perto o colapso da estrutura hospitalar devido à superlotação e ao grande número de pacientes vindos de outras cidades e estados. A equipe de profissionais da saúde — médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicas de enfermagem, instrumentadores, farmacêuticos, entre outros — foi colocada à prova diante de um cenário completamente novo e para o qual ninguém estava preparado. O pânico emocional era evidente, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde pacientes com doenças crônicas estavam ainda mais vulneráveis à COVID-19.
Nesse período, o uso da teleconsulta começou a se destacar como uma alternativa viável para desafogar o sistema de saúde e garantir continuidade no atendimento. Ao auxiliar médicos em clínicas que utilizavam essa modalidade, pude observar de perto a adaptação à tecnologia, o uso de prontuários eletrônicos, softwares e aplicativos específicos para atendimento remoto. Essas ferramentas se mostraram fundamentais tanto para o cuidado imediato quanto para o acompanhamento de pacientes em casa, especialmente quando os protocolos de distanciamento social exigiam restrições de visitas e internações.
Nos hospitais privados, foi adotado o cuidado domiciliar para pacientes em condição estável, enquanto no sistema público houve redução nas internações e intensificação do atendimento remoto. Essa reconfiguração do cuidado exigiu protagonismo das equipes de enfermagem, que assumiram papel central na linha de frente. A atuação das enfermeiras e técnicas de enfermagem foi fundamental para manter o funcionamento dos serviços, organizando fluxos, garantindo a segurança e prestando assistência direta aos pacientes.
Essa vivência despertou um olhar crítico e reflexivo, não apenas como profissional da saúde, mas também como mãe, amiga e estudante de enfermagem. Percebi a importância da tecnologia como aliada da humanização e da eficiência no cuidado. Assim como em uma colmeia, onde cada abelha cumpre sua função em harmonia para garantir a sobrevivência do todo, o sistema de saúde depende da colaboração integrada de todos os profissionais — com a administração exercendo o papel de coordenação estratégica. Reconhecer o valor dessas experiências e a importância de cada trabalhador da saúde é essencial para pensar em soluções inovadoras e sustentáveis, como a teleconsulta, que contribuam para um atendimento mais justo, acessível e eficaz à população brasileira e global.
3. OBJETIVO
Este estudo tem como objetivo analisar o impacto das transformações tecnológicas na área da saúde no período pós-COVID-19, com foco na utilização da teleconsulta como estratégia para enfrentar os desafios enfrentados durante a pandemia. A realização dos objetivos específicos permitirá compreender como essas mudanças foram inseridas em um contexto de crise sanitária global, marcado por medidas emergenciais, como o distanciamento social, e por dificuldades estruturais, como a superlotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a escassez de recursos, vacinas e medicamentos.
A pandemia de COVID-19 exigia respostas rápidas dos sistemas de saúde, impulsionando a adoção de novas tecnologias como ferramentas essenciais para a continuidade do atendimento. Nesse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com governos de diferentes países, estabeleceu protocolos urgentes para conter a propagação do vírus e mitigar os impactos da crise.
Diante desse panorama, tornou-se fundamental compreender a necessidade da implementação de soluções tecnológicas que permitissem a manutenção da assistência à saúde, mesmo diante das restrições físicas impostas pela pandemia. Essa transição exigiu agilidade, inovação e colaboração entre diferentes profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos, promovendo uma integração que ultrapassou fronteiras nacionais e transformou práticas tradicionais de cuidado.
4. METODOLOGIA
A presente pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, com base em métodos investigativo, bibliográfico e documental. O objetivo é compreender a influência da teleconsulta na área hospitalar, especialmente no período pós-pandemia, analisando seu potencial no diagnóstico precoce, na prevenção e na promoção da saúde. Essa abordagem permite interpretar dados à luz de contextos históricos e sociais, contribuindo para a análise crítica das transformações ocorridas nos sistemas de saúde.
Entre os eventos que fundamentam a discussão teórica, destaca-se o Seminário Internacional “Desafios para os Sistemas de Saúde na América Latina Pós Pandemia”, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizado entre os dias 19 e 21 de fevereiro de 2025. O congresso reuniu representantes de diversos países latino-americanos, como Brasil, Colômbia, Argentina, México, Chile e Venezuela, e discutiu as dificuldades enfrentadas durante a crise sanitária da COVID-19, bem como as estratégias adotadas para superar seus efeitos. A análise das experiências compartilhadas nesse evento contribui para o aprofundamento do debate sobre a importância da equidade, da inovação tecnológica e da qualificação do atendimento em saúde.
A coleta de dados foi realizada em duas frentes principais. A primeira consistiu no levantamento bibliográfico, por meio da busca e seleção de artigos científicos, livros e revistas especializadas, com foco em publicações atualizadas e relevantes. As bases de dados utilizadas incluem a SciELO (Scientific Electronic Library Online), que oferece acesso a literatura científica de qualidade, especialmente na área da saúde. A segunda frente corresponde à pesquisa documental institucional, que envolveu a consulta a documentos oficiais, relatórios, diretrizes e publicações emitidas por instituições de referência, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Saúde (MS), o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e a NANDA-I (North American Nursing Diagnosis Association – International), se pertinente ao tema dos diagnósticos de enfermagem.
Os dados obtidos foram organizados em categorias temáticas, o que possibilitou a identificação de padrões e a análise crítica das práticas relacionadas à teleconsulta. A sistematização das informações permitiu compreender como as novas tecnologias foram incorporadas ao cotidiano dos profissionais de saúde, especialmente enfermeiros, médicos e técnicos, no enfrentamento da pandemia. Além disso, a análise evidencia os desafios e as oportunidades trazidos por esses avanços, contribuindo para a construção de um panorama atual e fundamentado sobre a saúde digital e suas implicações na prática assistencial, tanto no Brasil quanto em outros contextos globais.
5. HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO A DISTÂNCIA E A TELECONSULTA
A evolução da comunicação a distância é um campo vasto na história da tecnologia, com o telégrafo se destacando como um marco fundamental. Embora formas rudimentares de comunicação remota existissem desde a Antiguidade, como as utilizadas na Guerra Púnica (Século III e II a.c; Ano 264 a 241 a.c, e a terceira entre 149 a 146 a.c), conflitos motivados pela disputa do controle da Sicília e do Mar Mediterrâneo. A era moderna do telégrafo teve seu início com as inovações. Um exemplo notável foi o telégrafo óptico desenvolvido por Claude Chappe em 1792, durante a Revolução Francesa, que permitia a transmissão de mensagens sem registro escrito, cobrindo distâncias de até 230 quilômetros em aproximadamente 32 minutos. Posteriormente, o telégrafo elétrico, popularizado pelo código Morse, revolucionou ainda mais essa área, sendo amplamente empregado em conflitos como a Primeira Guerra Mundial (Bassalo; Crispino,2008). Esse desenvolvimento progressivo da telegrafia demonstra a contínua busca humana por comunicação mais rápida e eficiente, culminando em sistemas mais complexos que pavimentaram o caminho para as telecomunicações atuais.

Em 1905, quando Willem Einthoven, prêmio nobel de medicina, transmite o primeiro eletrocardiograma por telefone, à distância de 1,5 km. Ambulância cardíaca moderna ainda usa este aplicativo para decidir o tratamento emergencial para infarto agudo do miocárdio.
Em 1895 por Guglielmo Marconi, realizou a telemedicina aplicado primeiramente aos marinheiros, recebendo apoio médico.
Em 1920, em Nova York , a assistência médica ampliou para os proprietários de barcos particulares, em auto mar.
Em 1935, o professor Guido Guida, baseado em Roma, “il Centro Internationale Radio Médico (CIRM)” [9]. Criou o primeiro rádio, oferecendo assistência médica gratuita aos marinheiros de todas as nacionalidades, chegando às ilhas longiguas de vilarejo de populações isoladas italianas. O mesmo aconteceu na frança, Centre de
Consultas Médicas Marítimas, e TMAS Serviço de Tele-Assistência Médica Oferecida para a população dos Estados Unidos.
Em 1950 foi realizada a videoconferência, no instituto psiquiátrico de Nebraska(EUA), transmitida pela televisão, realizou uma consulta ao ao vivo de psiquiatria, o hospital de Norfolk, 112 milhas de distância. A Nasa iniciou os estudos de desenvolvimento médicos para astronautas no espaço.
Em 1967, quando o Hospital Geral de Massachusetts fez uma parceria com o aeroporto de Boston para atender emergências e ajudar os funcionários do pronto atendimento. A importância dos registros da experiência em atender a distância os clientes para que diminuísse o número de ocorrência de mortes, ajudando com eficácia o atendimento, e no desenvolvimento da história mundial para aplicação das tecnologias anos a seguir.
Em 1989, o professor Louis Laurent foi o pioneiro no projeto do Serviços de Atendimento Médico Urgente (SAMU) e Instituto Europeu de Telemedicina (IET), definiu teleconsulta a distância , com cuidados técnicos, com qualidade, otimizando o tempo .
Desde 1976 a ASIP, nos estados unidos armazena, investiga, sobre os diagnósticos, e patologias diversas; “History of The American Society for Investigative Pathology 1976-2013”, em 2010 realizou patrocínios de pesquisa de doutorados. Em 1997, foi fundada a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos EUA, estabelecendo um banco de dados global para definir diretrizes na área da saúde. Esse banco de dados auxilia no armazenamento de prontuários eletrônicos e facilita o acesso a trabalhos científicos via Google, promovendo melhor comunicação científica e desenvolvimento de soluções e diagnósticos mais eficazes.
No Brasil o atendimento a distância, em 2003 é oficializado pelo Ministério da Saúde por meio do Decreto nº. 5.055, de 27 de abril de 2004, e foi organizado o atendimento gratuito o número 192 pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é regido no Brasil pela Portaria nº 1010 de 21 de 2012. O objetivo era realizar o pré-atendimento de forma ágil em casos de urgência e emergência, contribuindo para a organização e apoio nos atendimentos dos hospitais públicos em todo o Brasil.
O Brasil aderiu à pesquisa do o software em teste em 2005 da IBM, viva voz, e chamadas de 0800 gratuitas, para atendimento paciente toxicológico (CEATOX), em parceria com a fundação universidade de porto alegre (UFCSPA) e centro toxicológico rio grande do sul (CITRS), a IBM capacitou para o Call Center um curso de 20 horas. O protocolo de atendimento e conhecimentos foi baseado no modelo educacional médico dos EUA para a prevenção e tratamento de transtornos relacionados ao uso de álcool. O atendimento é realizado na comunidade, auxiliando pacientes com surtos psicológicos, dependência e em estado vulnerável, ouvindo suas preocupações e encaminhando-os ao CAPS, hospital ou tratamentos psiquiátricos próximos. Este trabalho foi um grande avanço para coletar informações e desenvolver outros softwares.
A NANDA-I é uma organização internacional fundada em 1973 (originalmente como North American Nursing Diagnosis Association) por enfermeiras nos Estados Unidos e no Canadá. Seu objetivo é desenvolver, refinar e padronizar os diagnósticos de enfermagem. A padronização da NANDA-I e a estruturação do prontuário eletrônico com base em dados científicos, como os provenientes do NIH National Institute of Biomedical Imaging and Bioengineering, desempenham um papel crucial na otimização dos softwares de saúde. A utilização de terminologias padronizadas, como a NANDA-I, aliada a dados científicos robustos, facilita a organização e a análise das informações coletadas. Essa abordagem sistemática não só simplifica a coleta de dados relevantes para a padronização de cuidados, mas também aprimora significativamente a consulta e o acesso às informações por enfermeiros e médicos, resultando em um fluxo de trabalho mais eficiente e em melhores resultados para os pacientes.
O processo de Enfermagem no Brasil, com foco na fundamental contribuição da Dra. Alba Lúcia Bottura Leite de Barros. Professora Titular e ex-Chefe do Departamento de Enfermagem da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A Dra. Alba Lúcia, possui o desempenho o papel decisivo na implementação e disseminação do Processo de Enfermagem e das classificações padronizadas no país. A pesquisa buscou o objetivo principal, analisar como a atuação de lideranças como a Dra. Alba Lúcia influenciou a busca por maior clareza e eficiência na prática clínica da enfermagem brasileira. A metodologia qualitativa, documental e bibliográfica incluiu a revisão de literatura científica e documentos da NANDA-I. O livro oficial da NANDA-I não tem autoria dela, a autoria é da NANDA-I, mas ela pode ser organizadora ou autora de livros. Os resultados indicam que a organização das intervenções e diagnósticos de enfermagem, por meio da padronização proposta por classificações como NANDA-I, NIC e NOC, realizou a tradução e disseminou o conhecimento para contribuição das Enfermeiras, e mais tarde, podemos dizer como facilitou o nosso trabalho para a padronização das anotações de enfermagem, contribui para a eficiência, eficácia e clareza do cuidado, facilitando a avaliação da evolução do paciente e a comunicação padronizada na documentação de enfermagem, esse resultado alimentou os dados dos softwares dos prontuários eletrônicos, e aplicativos na área da saúde.
6. A IMPORTÂNCIA DO AVANÇO DA TECNOLOGIA NO PERÍODO DO COVID: PADRONIZAÇÃO, E A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL NO BRASIL E AMÉRICA LATINA
Para compreender a evolução da história com o desenvolvimento da tecnologia no cenário da saúde, é essencial considerar o período pandêmico e avaliar as contribuições da pesquisa e do desenvolvimento acadêmico em nosso país e da América Latina. Devemos analisar a eficácia e eficiência da comunicação tecnológica, e as ações aplicadas das políticas públicas e privadas, no governo globalizado em busca de salvar vidas e garantindo os direitos humanos fundamentais, com a efetivação dos deveres governamentais.
O Seminário Internacional ‘Desafios para os sistemas de saúde na América Latina Pós-Pandemia’, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordou criticamente as vulnerabilidades e os aprendizados dos sistemas de saúde da região diante da crise sanitária global. O evento destacou a necessidade de fortalecer a resiliência e a equidade no acesso aos serviços, propondo estratégias para a reconstrução e o aprimoramento das políticas públicas de saúde no cenário pós COVID-19 (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2025).
A Observação, da FIOCRUZ O Seminário Internacional ‘Desafios para os sistemas de saúde na América Latina Pós-Pandemia’, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), quando falamos de desenvolvimento na saúde e no MERCOSUL, agimos de forma individualistas , devemos trocar experiências para melhorar atenção primária e avanços tecnológicos, através das experiências e implementar novas tecnologias e a partir das experiências vamos trocar e desenvolver atuando na melhoria do sistema de saúde dos países do MERCOSUL, e ajudando no desenvolvimento para os profissionais da saúde, com a troca de conhecimentos , com foco no crescimento para melhoria do sistema sanitário .Os países em destaque foram Chile, Colômbia, e Brasil, mas todos os países da américa latina lutaram com os recursos já obtidos, para compra dos insumos e a organização dos seus países, uns com dinheiro e planejamento outros tiveram mais dificuldades.
As dificuldades tanto olhando geograficamente pelas distâncias das localização territorial da sua população, como falta de recursos, não preparo tecnológico e falta de preparo dos profissionais da área da saúde, e recursos financeiros disponíveis para cuidar e garantir o direito do ser humano em políticas públicas e garantindo a vida.
O termo ‘pandemia’ possui raízes na etimologia grega, combinando o prefixo ‘pan’ (tudo/todos) e ‘demos’ (povo). O conceito, no sentido de um acontecimento que afeta toda a população, foi atribuído pela primeira vez ao filósofo Platão (MACEDO, 2021). Posteriormente, o vocábulo integrou o glossário médico na França a partir do século XVIII. No contexto da língua portuguesa, a palavra foi dicionarizada como termo médico por Domingos Vieira no ano de 1873 (REZENDE, 1998)
Para Henao- Kaffure (2010), etimologicamente, o termo pandemia derivaria da expressão grega ‘pandêmonnosêma’, que em português, por sua sonoridade, se assemelha a ‘pandemônio’. Embora ‘pandemônio’ seja hoje sinônimo de grande confusão ou balbúrdia, essa expressão foi cunhada apenas no século XVII pelo poeta inglês John Milto, para descrever o local de encontro de demônios sob o comando de Satanás.
De acordo, a análise comparativa com pandemias históricas, a exemplo da Peste Negra (séc. XIV), da Gripe Espanhola (1918), da Gripe Asiática (1957-1958) e da Gripe Suína H1N1 (2009), revela um diferencial crucial na resposta à COVID-19: a tecnologia. A Tecnologia nos permitiu uma disseminação de informações e a implementação de estratégias de precaução e educação coletiva em uma escala e velocidade sem precedentes. Adicionalmente, o teleatendimento emergiu como uma ferramenta fundamental para a continuidade da assistência à saúde, contrastando com as limitações de acesso e comunicação observadas em pandemias anteriores, demonstrando o potencial da tecnologia para fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde em cenários de crise.
A pandemia de Covid-19 é distinta da gripe espanhola, que ocorreu em 1918 durante a Primeira Guerra Mundial e é conhecida hoje como influenza H1N1. A gripe espanhola infectou aproximadamente 500 milhões de pessoas e resultou em cerca de 50 milhões de mortes. O covid19 em 2020, segundo os dados foram contaminados 55 milhões, e com 1,3 milhão de mortes na Europa.
Já existiam pesquisadores em 1917, como o Dr. Rufus Cole, o Dr. Oswald Avery e o Dr. Alphonse Dochez, sua equipe e a família Rockefeller desenvolveram uma vacina para prevenir pneumonia causada pelos vírus pneumococos tipos I, II e III. Em março de 1918, foi testado com os soldados infectados, e observaram que os pacientes tinham 25 a 40 anos, e os pacientes apresentaram sintomas pneumonia, alguns eram sintomáticos ou assintomáticos.
A gripe espanhola ressurgiu em Wuhan na China, em 31 de dezembro de 2019, e deram o nome de Covid19, os estudos foram realizados no Instituto de Virologia de Wuhan, segundo as pesquisas observaram no microscópio, o desenho do vírus como uma coroa, e deram o nome de “coronavírus “, depois o termo, COVID19. Atingiu no início maior parte pessoas idosas com 65 anos, e depois atingiu os pacientes portadores de comorbidades doenças autoimunes, e por último as grávidas e as crianças.
Os resultados indicam que a hesitação vacinal na América Latina e África está associada a fatores como o cenário político, desinformação, diferenças regionais no acesso à internet e informação, histórico de resistência à vacinação, falta de conhecimento sobre a doença e a vacina, preocupações com eventos adversos, eficácia e segurança dos imunizantes. A revisão também constatou que poucos estudos (6 de 94) utilizaram referenciais conceituais e metodológicos da OMS sobre hesitação vacinal.
Conforme defendem Gonçalves et al. (2023), a aplicação de modelos desenvolvidos no Norte Global em países do Sul Global é criticada no campo da Saúde Global. Essa perspectiva argumenta que tais modelos podem negligenciar especificidades políticas, socioculturais, as complexidades da hesitação vacinal e as questões de acesso. A pesquisa em questão, ao analisar as particularidades sociais, culturais e locais da hesitação vacinal contra a COVID-19 na América Latina e África, oferece uma contribuição importante para uma compreensão crítica das dinâmicas entre o Norte e o Sul Globais.
O Brasil enfrentou um governo negacionista, e trouxe para início muitas dificuldades para contribuir com os avanços e compra da vacina, com as fakes news, e brigas não só na política como nas casas da população brasileira, hesitou e divergiu das opiniões.
O Brasil atingiu a marca de mais de 700 mil óbitos em decorrência da COVID 19, um número alarmante que, segundo a Ministra da Saúde, não encontra justificativa (AGÊNCIA BRASIL, 2023).
As inovações de aplicativos novos para controle de qualidade e remanejamento dos pacientes, realizando a separação por medidas no Brasil igualitárias e equidade conforme as legislações do SUS, com foco na melhoria e interligação dos pacientes e assistencialismo de forma remanejando. O Brasil mesmo enfrentando uma briga política partidária, os líderes dos estados começaram a realizar suas comissões e as manifestações de desejo da compra do insumo das vacinas, foram discussões em todo o Brasil, assim, a ciência e propósito da preservação da espécie, fez com que o país efetuasse a compra dos insumos. As negociações das compras dos insumos foi o foco á princípio foi centralizado, cada país teve o seu representante, a princípio não teve a cooperação entre Países.

A trajetória da vacina contra a COVID-19 no Brasil, desenvolvida pela parceria Oxford/AstraZeneca e produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi marcada por um processo regulatório e produtivo ágil. Após a aprovação inicial no Reino Unido no final de 2020, a Fiocruz submeteu o pedido de autorização para uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro de 2021, obtendo a aprovação em poucos dias. A capacidade de produção nacional foi consolidada em abril de 2021, com a concessão do primeiro registro definitivo pela Anvisa para a vacina fabricada no Brasil, seguindo uma rigorosa inspeção que ateste a aptidão técnico-operacional das instalações de Bio-Manguinhos para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), um passo decisivo rumo à autossuficiência do país na fabricação do imunizante (FIOCRUZ 2020).
O texto aborda o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) firmado entre a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e a AstraZeneca, detentora dos direitos da vacina COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. O acordo garante à BIO MANGUINHOS/FIOCRUZ o acesso a 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção final da vacina no Brasil.
A parceria também visa a transferência total de tecnologia para a FIOCRUZ, assegurando a produção nacional e eliminando a dependência de importação do insumo. A escolha da vacina AstraZeneca foi motivada pela preocupação com a segurança, embasada em testes clínicos realizados com mais de 57 mil voluntários em diversos países.
A Fiocruz demonstrou um compromisso significativo com a autonomia produtiva do Brasil durante a pandemia de COVID-19 ao formalizar, no início de junho, a transferência de tecnologia para a produção do IFA da vacina. Essa iniciativa, que permitiu à Fundação agilizar a fabricação em suas instalações e receber os insumos biológicos necessários, marcou um momento decisivo para a soberania tecnológica do país na área de imunobiológicos (FIOCRUZ, 2020).
O cenário do covid19, globalizou um problema social, e vamos colocar as pautas dos principais países que realizou um grande desempenho, inseriu a constante transformação, marcado por novas demandas, avanços tecnológicos e a necessidade de sistemas universalistas, equitativos, este seminário apresentou a troca de conhecimentos, experiências e a construção de soluções inovadoras. As pautas colocadas são o impacto da doença e suas medidas de emergências realizada nas questões sanitárias no sistema de saúde, a aplicação da universalidade, equidade, eficácia, rapidez e eficiência dos profissionais de saúde na aplicação das vacinas e nos atendimentos a toda população, enfrentando as dificuldades financeiras, as brigas políticas, as deficiências por falta de tecnologia e a implementação de inovações, a briga pela compra dos insumos.
O território brasileiro e desigual, e longínquo espaço geográfico com uma área de 8.514.876,6 km², somos 26 estados e um distrito federal; As ações territorialidade nos estados e municípios, com apoio do SUS (Sistema único de Saúde), com o carro móvel, E os postos de saúde, com as agentes do posto de saúde, as enfermeiras, e os médicos, e o cadastro de toda população, presenciava o momento histórico do estado na saúde, efetuando a atenção primária no Brasil, inserido termo equidade, regulamento do termo nacional.

A teleconsulta e a telessaúde ganharam destaque significativo somente em 2020. Esse impulso foi impulsionado pela pandemia de COVID-19, que exigiu o distanciamento social e a busca por alternativas para a continuidade da assistência à saúde.
Assim, a história da telessaúde no Brasil começou com a formalização de um programa nacional em 2007, visando integrar tecnologias de informação e comunicação para melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde. Contudo, foi o cenário crítico de 2020 que acelerou a adoção e a percepção da telessaúde, incluindo a teleconsulta, como ferramentas essenciais para todos os trabalhadores da área da saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e outros, demonstrando seu potencial para superar barreiras geográficas e garantir o cuidado em momentos de crise e no cotidiano da assistência.
Gomes (2020), em uma discussão veiculada pela Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES), aborda as dificuldades relacionadas ao acesso à internet, evidenciando como essa barreira pode impactar diversos setores da sociedade. Essa perspectiva ressalta a complexidade das desigualdades digitais e a urgência de soluções para garantir a conectividade universal.
O impacta na adaptação do encontro da preservação da espécie, implementamos para o cotidiano das consultas, o distanciamento por meio da tecnologia internet, com a telessaúde, teleatendimento, teleconsulta, telemedicina. A evolução tecnológica que facilitou a conectividade da humanidade através da internet permitiu aos profissionais de saúde acompanhar seus pacientes de forma remota. Além disso, os hospitais possibilitaram que enfermeiros da UTI se comunicassem com familiares dos pacientes, proporcionando visitas virtuais por meio de webcams.
Com a permissão da LEI Nº 14.510, DE 27 de dezembro de 2022, os softwares para saúde, o teleatendimento foi implementado no SUS e todos os hospitais e clínicas de todo pais.
O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil é reconhecido por sua atuação pioneira na Telessaúde, com a implementação do Programa Telessaúde Brasil Redes já em 2006, que atualmente se integra ao Programa SUS Digital. Essa iniciativa utiliza tecnologias digitais para ofertar o teleatendimento de forma complementar às consultas presenciais, visando facilitar o acesso a especialistas, diminuir filas de espera e otimizar diagnósticos e tratamentos. Além disso, a telessaúde se mostra eficaz no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, permitindo que recebam orientações de profissionais de saúde sem a necessidade de deslocamento (BRASIL, 2006).
Essa implementação, iniciada muito antes do advento da pandemia de COVID 19, demonstra a visão estratégica do SUS em antecipar soluções para os desafios de acesso e regionalização da saúde em um país de dimensões continentais como o Brasil. A existência de um programa consolidado de Telessaúde permitiu uma resposta mais ágil e adaptável durante a crise sanitária global, validando a importância da inovação tecnológica como ferramenta de inclusão e equidade no cuidado à saúde. A capacidade de oferecer teleatendimento para redução de filas e acompanhamento de doenças crônicas sublinha o papel do SUS em buscar a universalidade e a integralidade, pilares fundamentais da saúde pública brasileira. Precisamos ressaltar e diferenciar os conceitos de teleatendimento e telemedicina no contexto da saúde digital. Enquanto o ‘teleatendimento’ se configura como um termo abrangente para diversas modalidades de atendimento à distância por diferentes profissionais, a ‘telemedicina’ refere-se especificamente ao exercício médico mediado por Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs). Essa distinção é formalizada pela Resolução CFM nº 2.314/2022, que regulamenta a prática exclusiva da telemedicina pelos médicos (CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2022).
A OPAS ( Pan American Health Organization) e a OMS estão em parceria com o Brasil na atuação com base na Estratégia de Cooperação do País (ECP) para o período de 2022 a 2027.
A nova parceria do Brasil, é resultado de trabalho árduo, mesmo com tantos problemas econômicos, e social, porém, tivemos um ótimo resultado na precisão da realização de fabricarmos a vacina do COVID através dos insumos, multiplicamos e doamos, e vacinamos toda população brasileira, em pouco tempo, com uma geografia desregular, em distâncias notáveis de localização e vivências econômicas.
O povo brasileiro tem o direito, embasado na Constituição da República Federativa do Brasil, em seu Artigo 5º, caput, estabelece que ‘Todos somos, iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…'” (BRASIL, 1988)
No Brasil devido a deficiência de suprir todos brasileiros o alcance da mobilidade da saúde para todos, conforme está descrito na constituição federal artigo 196, á 200. (descrito: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação…). Atualmente no Brasil temos 212,6 milhões de pessoas conforme a descrição do IBGE, e segundo os dados da ONU a população mundial são 8 bilhões.
A regulamentação do teleatendimento no Brasil representa um marco significativo, especialmente para o Sistema Único de Saúde (SUS) e os hospitais particulares. Após discussões envolvendo diversos profissionais da área da saúde e a tramitação do Projeto de Lei 1998/20, que teve como relator o deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), a medida foi formalmente sancionada. Desse modo, o teleatendimento foi instituído oficialmente, refletindo uma alteração legislativa substancial: Com a evolução humana e o crescimento desregulado, foi necessário o avanço na saúde, pelos acontecimentos históricos houve doenças e conflitos políticos, que quase dizimaram toda a humanidade, por falta de conhecimentos sanitários, estrutura física, pessoas qualificadas, e tecnologias que facilitaria no pré-atendimento com diagnósticos mais precisos, assim preservaria a sobrevivência da humanidade.
Altera a lei Nº 8.080, DE 19 de setembro 1990, para autorizar e disciplinar o exercício da telemedicina para em todo território nacional, e a LEI nº 13.146, de julho de 2015; E revoga a lei nº 13.989, de 15 de Abril de 2020. (Brasil,2022).
Depois de tantas dificuldades e discussões, essas sanções, que ocorreu com o Presidente Bolsonaro, marcou a oficialização de práticas que se mostraram essenciais durante a pandemia de COVID-19, revogando legislações anteriores e consolidando o arcabouço legal para o teleatendimento.
No país Chile, possui uma extensão territorial de 756.945 km² e uma largura de 175 km. O sucesso da vacinação no Chile resultou no maior número de pessoas vacinadas em tempo recorde. Em 24 de dezembro de 2020, o governo chileno recebeu o primeiro lote de vacinas e rapidamente viabilizou os recursos financeiros para a aquisição dos insumos, garantindo acessibilidade à toda população.
No país da Colômbia, a extensão territorial é de aproximadamente 1.141.748 km², a extensão 2.070.408 km2. A organização governamental do país Colômbia teve destaque, no período pandêmico, assegurados pela, “Ley 100 de 23 de diciembre de 1993.” Por la cual se crea el sistema de seguridad social integral y se dictan otras disposiciones. Diario Oficial, Bogotá, D.C., n. 41.148, 23 dic. 1993. Essa lei respalda a transformação da estrutura do sistema de saúde, redefinindo as funções do Estado e das empresas privadas, criando empresas seguradoras (EAPB) e transformando prestadores de serviços. De acordo, a expectativa era que a Lei 100 promovesse uma maior cobertura e eficiência, unindo os recursos financiando as ações da saúde, e vacinações, com o sistema privados e públicos com foco no cuidado e buscando a atender o povo colombiano.
Conforme destaca Jaime Gaña, docente da Faculdade de Direito e Ciências Políticas da Universidade de Antióquia, em seu livro de doutorado, a Lei 100 é um marco reformador para o sistema de saúde colombiano, destacando a importância de uma colaboração honesta entre os setores público e privado para o benefício da população, com a Lei 100 viabilizando a definição da obrigação do estado e o incentivo privado. Nesse cenário, “o sistema de saúde colombiano integrado ao Sistema Geral de Seguridade Social (SGSS) – Lei 100 – foi formulado em 1993, durante o governo de Cesar Gaviria Trujillo” (GAÑA, 2002).
Essa lei introduziu um modelo de seguro de saúde, criando diferentes tipos de empresas seguradoras e transformando os prestadores de serviços públicos e privados. Anos mais tarde, no contexto da COVID-19, essa organização demonstrou eficácia e precisão, destacando a Colômbia entre os países da América Latina. A rapidez e solidez na gestão da crise, com transparência na compra de insumos e na organização estatal, foram evidentes, assim como a execução ágil da vacinação, facilitada por leis pré-estabelecidas que garantem equidade e universalização. A pandemia também impulsionou a telemedicina, os prontuários eletrônicos e os aplicativos de autoavaliação, que ganharam relevância para gerenciar a crise e melhorar o acesso aos serviços, aceitando inovações tecnológicas e promovendo o distanciamento com teleconsultas. A Colômbia, que recebeu as primeiras vacinas contra a COVID-19 nas Américas via COVAX em 2021, consolidou-se como um país modelo na região.
Apesar das significativas dificuldades políticas e estruturais, o Brasil demonstrou uma notável capacidade de resposta durante a pandemia de COVID-19. Em um esforço conjunto e em tempo recorde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, não apenas assegurou a compra e o recebimento de insumos essenciais, mas também realizou a produção e a multiplicação de doses de vacinas em território nacional. Esse desempenho foi crucial para o avanço da campanha de vacinação em massa, que se tornou uma das mais abrangentes do mundo, garantindo a imunização de grande parte da população brasileira (FIOCRUZ, 2022; BRASIL, 2021).
7. APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL, PREVENÇÃO E TELECONSULTA.
A incorporação de tecnologias móveis na prática de enfermagem desponta como uma estratégia promissora para o manejo do autocuidado em indivíduos com doenças crônicas. Um estudo qualitativo realizado por Carvalho e Sousa (2024) com enfermeiras em Portugal revelou que, na perspectiva desses profissionais, a utilização de aplicativos móveis pode ser um facilitador significativo na promoção do autocuidado. As enfermeiras participantes consideraram que esses aplicativos têm o potencial de auxiliar tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes na gestão da doença e na adesão ao regime terapêutico. Existem muitos desafios relacionados ao aprendizado digital da população idosa, os aplicativos móveis são ferramentas complementares ao cuidado presencial, automatizando o paciente no controle de sua condição crônica.
A implementação da telessaúde e do telecuidado (“télésoin”) é um processo que exige uma abordagem estruturada e a análise de diversas situações práticas para ser bem-sucedida. Nesse contexto, o trabalho de Simon (2023) oferece uma perspectiva detalhada, apresentando cem casos de uso que ilustram as variadas aplicações e os desafios inerentes à sua efetivação. A obra sublinha a importância de compreender as nuances operacionais e os benefícios potenciais dessas modalidades de atendimento remoto, servindo como um guia essencial para profissionais e gestores que buscam integrar soluções digitais na prestação de serviços de saúde. A ênfase em casos concretos permite uma compreensão aprofundada de como a tecnologia pode ser aplicada para otimizar o acesso e a qualidade do cuidado.
A tecnologia configura-se como um vetor transformador nos sistemas de saúde, exercendo influência direta sobre a medicina e a enfermagem ao aprimorar as práticas clínicas e de cuidado. A sua integração não se restringe apenas à modernização de equipamentos ou à digitalização de prontuários; ela revoluciona o acesso aos serviços, a precisão diagnóstica e a efetividade dos tratamentos. Para a medicina, a tecnologia permite avanços em procedimentos complexos e análises sofisticadas, enquanto para a enfermagem, possibilita um telemonitoramento mais eficaz, a otimização da gestão do cuidado e a expansão do alcance assistencial. Desse modo, a inovação tecnológica impulsiona a saúde como um todo, qualificando a atuação de médicos e enfermeiros e contribuindo para desfechos mais favoráveis aos pacientes (SILVA, 2023).
No contexto brasileiro, a produção de tecnologias do cuidado em enfermagem tem sido impulsionada significativamente pelos programas de mestrado profissional. Uma análise realizada por Vicente et al. (2023) sobre as tecnologias desenvolvidas nesses cursos destaca a relevância da pós-graduação na criação de ferramentas inovadoras que buscam aprimorar a assistência e a prática clínica da enfermagem. Essas tecnologias, que podem variar de protocolos e instrumentos a softwares e aplicativos, refletem o esforço em traduzir o conhecimento científico em soluções práticas e aplicáveis, contribuindo diretamente para a qualidade e a segurança do cuidado prestado à população.
8. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
8.1. Resultados:
Durante a coleta de dados, foram lidos no período de oito meses, 50 trabalhos acadêmicos, artigos científicos, revistas, livros tese doutorados, leis, e assistido um “O Seminário Internacional: Desafios para os sistemas de saúde na América Latina Pós-Pandemia.”, da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com Ministério da Saúde, televisionada ao vivo pelo canal do Youtube, durante três dias consecutivos, abordando os desafios pós-covid na américa latina, totalizando 51 trabalhos contribuíram para a realização da escrita acadêmica. A leitura foi realizada pelas línguas portuguesa, espanhola, francesa, e inglesa, totalizando: 42% portuguesa, 4% espanhola, 5% inglesa e 1% francês. Observamos uma predominância da língua português. Assim, resulta uma pesquisa qualitativa, investigativa, e promissora para temas atuais a serem explorados, no processo de desenvolvimento tecnológico no cenário da saúde.
Ao considerar os resultados desta pesquisa, é essencial refletir sobre o impacto no campo dos estudos, a sua relevância do tema “A influência da teleconsulta da saúde nos hospitais e seu potencial para diagnóstico precoce, e prevenção e promoção.” O desenvolvimento da pesquisa, e metodologias qualitativas, investigativas e bibliográficas. Resultou na coleta de dados, analisando o contexto histórico a nível global e América Latina, contribuindo com as análises do período pandêmico e as atualidades das discussões e dos avanços da IA e tecnologias implementadas no sistema de saúde privado e público.
A superlotação hospitalar, tanto em unidades públicas quanto privadas, tornou-se uma preocupação significativa na Grande São Paulo e capital durante a pandemia de COVID-19, com registros de saturação em hospitais localizados em áreas periféricas. Destaca-se que, em dezembro de 2020, 93% dos hospitais privados já reportaram um aumento nos casos de COVID-19. Além disso, hospitais de referência na Zona Leste, como os de Guaianases e Sapopemba, atingiram 100% de ocupação de leitos de UTI (CNN BRASIL, 2020).
De acordo, a análise comparativa com pandemias históricas, a exemplo da Peste Negra (séc. XIV); Durante a Primeira Guerra Mundial, ocorreram a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957-1958) e a Gripe Suína H1N1 (2009), eo COVID-19 (2020-2023).De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a COVID-19 foi caracterizada como pandemia em 11 de março de 2020, e a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à doença foi declarada encerrada em 5 de maio de 2023 (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE, [s.d.]). O maior marco histórico da pandemia covid-19, foi a era da tecnologia, favorecendo a rapidez na comunicação e a interação global dos líderes mundiais, as tecnologias farmacêuticas na produção das vacinas, o teleatendimento e a conexão entre os profissionais de saúde e a população mundial, na reeducação, e prevenção no diagnóstico precoce para um tratamento eficaz, se destacam como principais diferenças.
Os avanços nos estudos da tecnologia nas universidades no Brasil e na América latina, notamos um início significativo, pós- pandemia, nos artigos científicos e tese de doutorados as discussões tecnológicas dos novos aplicativos na utilização no âmbito da saúde.
A implementação da carteira de vacinação eletrônica e de aplicativos de saúde pelo Ministério da Saúde, exemplifica a crescente aposta no desenvolvimento de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) para otimizar a gestão da informação e aprimorar o acesso e a qualidade da atenção à saúde oferecida à população.
A aplicação da tecnologia digital no campo da enfermagem representa um avanço significativo, especialmente no auxílio e otimização do Processo de Enfermagem. Nesse contexto, um estudo recente propôs o desenvolvimento de um software protótipo para facilitar a consulta de Diagnósticos de Enfermagem, utilizando a taxonomia NANDA-I. A pesquisa, de abordagem qualiquantitativa e conduzida com graduandos de enfermagem, demonstrou que a utilização do protótipo resulta em otimização do tempo, o que pode impactar positivamente a qualidade da assistência prestada (SEIDEL et al., 2023).
A luz dos resultados, é evidente que este estudo preenche a lacuna, do conhecimento e desenvolvimento para as atualidades das futuras pesquisas que abordará tecnologia e ciência, na amplitude das vivências dos profissionais da área da saúde, e principalmente para as enfermeiras no desenvolvimento das tecnologias e atendimentos primários, secundários, e estudos científicos encontrando melhores resultados para atingir com eficiência e eficácia com qualidade o resultado prestado à população.
8.2. DISCUSSÃO
Este trabalho, de abordagem qualitativa, buscou investigar essa dinâmica, realizando a seleção de sete artigos científicos cruciais que contribuem para a discussão. Por meio de critérios analíticos bem definidos, foi possível destacar a importância da ética na aplicação tecnológica, a relevância do conhecimento sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a taxonomia NANDA-I para o desenvolvimento de softwares e aplicativos eficazes, e a necessidade de reaprendizagem contínua por parte de enfermeiros e demais profissionais de saúde para integrar o conhecimento informatizado em seu cotidiano. A análise desses elementos sublinha a urgência e a relevância da tecnologia como um pilar fundamental para o avanço da enfermagem contemporânea, conseguindo vencer as dificuldades e as adversidades que possam surgir.
O cenário da pandemia de COVID-19 foi marcado por desafios significativos que transcenderam a esfera puramente sanitária, revelando limitações impostas por diversos fatores e um forte negacionismo que impactou a resposta global à doença. Em regiões como a América Latina e a África, a efetividade da vacinação foi comprometida por complexas intersecções entre o discurso científico e o político, a proliferação de fake news e a influência de crenças religiosas. Tais elementos criaram um ambiente de hesitação vacinal, dificultando a adesão da população e a mitigação da pandemia, conforme evidenciado em estudos que confrontam a eficácia das vacinas com as barreiras de sua aplicação (GONÇALVES et al., 2023).
O Seminário Internacional da Fiocruz, apresentou sobre os desafios para os sistemas de saúde na América Latina no cenário pós-pandêmico, demonstraram a complexidade das reformas necessárias e a influência de fatores sociais, econômicos e tecnológicos nesse contexto (Seminário Internacional: Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia, 2025). A análise comparativa entre diferentes países da região, como Chile, Colômbia, Argentina e México, permitiu identificar tendências e desafios comuns relacionados ao financiamento, à gestão público-privada e aos modelos de atenção à saúde. Adicionalmente, o seminário ressaltou a importância de se considerar as desigualdades regionais e os impactos da dinâmica global, intensificados pela pandemia de COVID-19, para o fortalecimento e a garantia do acesso universal à saúde na América Latina. Os principais países em destaque foram o sistema da Colômbia adotados no período pandêmico, com a ajuda do sistema privado; O chile com sua automação e agilidade na compra da vacina e tecnologia implementada; O brasil com tantas discussões e brigas políticas, e ao mesmo tempo em destaque dos profissionais implementando as tecnologias, e a realização da produção da vacina em solo brasileiro, e existência do SUS, e as novas implementações das leis e atualização tecnológicas, no sistema da saúde em tempo recorde.
A garantia do desenvolvimento social e a proteção dos direitos dos cidadãos dependem intrinsecamente da existência de arcabouços legais robustos que orientem as ações do Estado. Nesse contexto, a comparação entre a solidez da Constituição Federal brasileira e a Lei 100 da Colômbia revela abordagens distintas, porém convergentes na defesa dos direitos humanos e na atuação dos profissionais de saúde para a melhoria do sistema. A Constituição, como lei fundamental de um país, é crucial para a organização e funcionamento do Estado, garantindo direitos e deveres dos cidadãos e estabelecendo as bases da democracia. Ela não apenas estrutura o Estado, mas também protege os direitos fundamentais e promove a justiça social, sendo um pilar essencial para a estabilidade e o desenvolvimento do país. A análise comparativa entre a Constituição Federal de 1988 do Brasil o foco e assistência e dar suporte e amparo aos Brasileiros, ao foco e a centralização no governo; E a Lei 100 da Colômbia de 1993, revela diferentes abordagens, enfatiza a necessidade da descentralização da administração do governo, e a necessidade do seguro com incentivo privado, para o cuidado da saúde no país. Ambas priorizam amparar o direito do legislado, o povo, do seu país. Quando lemos as leis, e analisamos o desenvolvimento humano, e histórico da luta do povo, e não tão distante, vivemos no período pandêmico, e a validade e a necessidade do amparo ao ser humano, para ter o direito validado de tomar a vacina.
O Caderno de Desenvolvimento da Fiocruz, em 2021, aborda os multifacetados desafios que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta no Brasil, inserido em um dinâmico contexto de transformações sociais, econômicas e tecnológicas tanto em âmbito nacional quanto global. A publicação explora como essas mudanças impactam a sustentabilidade, a equidade e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos pelo SUS. São analisadas questões como o financiamento do sistema diante de novas demandas e restrições econômicas, a necessidade de incorporar avanços tecnológicos para otimizar a gestão e o atendimento, e os desafios impostos pelas desigualdades sociais persistentes e emergentes.
O avanço contínuo da tecnologia digital tem transformado significativamente o Processo de Enfermagem, oferecendo ferramentas inovadoras como softwares e aplicativos para otimizar a prática profissional. Em um estudo qualitativo-investigativo, Seidel et al. (2023) desenvolveram e implementaram um protótipo de software utilizando a linguagem C++, com o objetivo de padronizar a aplicação dos Diagnósticos de Enfermagem NANDA-I no contexto do prontuário eletrônico. A pesquisa, que envolveu a coleta de dados com profissionais de enfermagem, demonstrou que a integração dessas ferramentas digitais facilita a consulta e o registro dos diagnósticos, contribuindo para a padronização das informações e, consequentemente, para a melhora da qualidade da assistência prestada. Essa abordagem ressalta a importância da tecnologia para uniformizar a linguagem diagnóstica em enfermagem, otimizando o tempo e a acurácia dos registros no ambiente clínico.
A expansão do teleatendimento, impulsionada em parte pelos desafios impostos por cenários como a pandemia de COVID-19, ressalta a necessidade de uma abordagem estruturada e eticamente consciente na implementação da tecnologia na saúde. No contexto francês, um estudo investigativo de Simon e Moulin (2021), que analisou 100 casos de uso em telemedicina e telessaúde, evidencia que a padronização dos protocolos de teleatendimento e das anotações em prontuário eletrônico é fundamental para assegurar a qualidade e a segurança do cuidado. Essa pesquisa demonstra a importância da ética profissional no ambiente digital e sublinha a urgência do aprendizado em informática por parte dos profissionais de saúde. A padronização não só facilita o trabalho e otimiza processos, mas também contribui para a integridade dos dados e a continuidade da assistência, ao mesmo tempo em que a capacitação tecnológica garante que os profissionais estejam aptos a manejar as ferramentas digitais de forma competente e responsável.
| n. | Autor: N | Título: | Objetivo: | Método: | Resultado: | Periotipo: |
| 1. | Brasília, DF: Senado Federal, 2023. | BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 2023. | Indicar uma organização governamental, a Constituição Federal, e uma lei que estabelece estrutura do governo, para a sociedade. | Abordagem, Investigativa e exploratória. | Executa um conjunto de leis e regras e normativas, que auxilia, e intermediando o governo e o povo. Ampara a sociedade, como um todo, garantindo os seus direitos e deveres. | Livro A Constituição Federal 1988. |
| 2. | Echavarría, G.L.J . (2013) | As mortes da Lei 100. Prevalência da liberdade econômica sobre o direito fundamental à saúde: uma razão para sua ineficácia. Caso do plano de saúde obrigatório do regime contributivo. | Indicar, a importância do exercício da Constituição da Colômbia, e a eficácia da Ley 100,e a estruturação da saúde no país, e um sistema descentralizador, em parceria com governo e instituições privadas. | Abordagem Investigativa. | Determina dados históricos de pacientes, e as dificuldades vividas do povo colombiano, para garantir o direito a constituição e o direito à saúde. Reestruturado o país, e a descentralização do governo com a atuação da Ley 100, segurando, assim, o direito de ter o direito à saúde, garantindo a igualdade, equidade, com eficiência e eficácia, na atuação dos profissionais de saúde. | Livro Doutorado, da |
| 3. | FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ ). 2021 | Maldonato. J. Cruz, A. Desafios para o Sistema Único de Saúde (SUS) no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas – CEIS 4.0. | Indicar uma análise. | Abordagem qualitativa e quantitativa. | Executa um conjunto de leis e regras e normativas, que auxiliam, e intermediam o governo e o povo. Ampara a sociedade, como um todo , garantindo os seus direitos e deveres. | Cadernos do Desenvolvimento- v.16 n.28. |
| 4. | FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ) 2025 | O Seminário Internacional: Desafios para os sistemas de saúde na América Latina Pós-Pandemia. | Indicar uma análise crítica e qualitativa sobre o desenvolvimento dos países da América Latina, os resultados dos trabalhos realizados durante o período pandêmico, e as implementações das tecnologias de teleatendimento e vacinação. | Abordagem qualitativa e quantitativa. | O foco no objetivo de fortalecer os laços e avaliar os resultados, o evento de três dias, abordou as dificuldades enfrentadas na América Latina para a aquisição de vacinas, as inovações em teleatendimento e a efetivação da vacinação. A discussão incluirá uma comparação com o período pandêmico e a execução da vacinação para todos. | Video: YOUTUBE no canal: VideoSaude Distribuidora da FioCruz. |
| 5 | GONÇALVES, B. A.; MATOS, C. C. S. A.; FERREIRA, J. V. dos S.; ITAGYBA, R. F.; MOÇO, V. R.;COUTO, M. T. 2023. | Hesitação vacinal contra a COVID 19 na América Latina e África: uma revisão de escopo. | Indicar os dados do cenário vivido, no período pandêmico da doença covid19, e as dificuldades . | Abordagem qualitativa. | A Coleta de dados confrontou, os dados da eficácia da vacina e as dificuldades, entre a discussão sobre a ciência, política,fake news, e crenças religiosas.,que dificultaram a aplicação da vacinas no Brasil e África. | Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro |
| 6 | Seidel, E. N., LIMA, M. V. R; Seidel, T. S; ALMEIDA, E. G. R., DE QUEIROZ, G. P. I., & ALMEIDA, A. L. V. 2023 | TECNOLOGIA DIGITAL APLICADA NO PROCESSO DE ENFERMAGEM. | Indicar o desenvolvimento da tecnologia e softwares, aplicativos, com aplicação da padronização do nanda no exercício do prontuário eletrônico. | Abordagem qualitativa, investigativa. | Coletou dados dos profissionais de enfermagem, implementou o software e a linguagem C++, na implementação da Enfermagem. | Revista Enfermagem Atual In Derme, 97(ed.esp), e 023172- e023172 |
| 7 | Simon, Pierre; MOULIN, Thierry 2021 | Télémédecine et télésoin: inclus 100 cas d’usage pour une mise en œuvre réussie. Paris: Elsevier Masson. | Indicar coleta de dados do cenário de saúde da França, e a implementação da teleatendimento. | Abordagem qualitativa, quantitativa, análise de dados. | A coleta de dados com os 100 pacientes, na implementação da tecnologia e investigação ética profissional. | Livro, Tese de Doutorado. |
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
A pandemia de COVID-19 marcou os sistemas de saúde em todo o mundo, revelando fragilidades, mas, também, oportunidades de mudanças. Neste cenário, a teleconsulta surgiu como uma ferramenta indispensável para garantir o acesso à saúde diante do distanciamento social, da superlotação hospitalar e da escassez de recursos. Sua aplicação, no entanto, evidenciou desigualdades de acesso e a necessidade urgente de capacitação de profissionais e ampliação da infraestrutura digital.
A vacinação, embora essencial para conter o avanço da doença, enfrentou entraves provocados por conflitos políticos, religiosos e teorias conspiratórias. Esses fatores evidenciam que a saúde pública não depende apenas da ciência e da tecnologia, mas também de uma articulação ética, social e política sólida.
Ao analisar experiências de países latino-americanos, percebe-se que, apesar de caminhos distintos, todos enfrentaram desafios semelhantes. O Brasil, com seu Sistema Único de Saúde (SUS), teve papel de destaque na resposta à crise, mesmo diante de turbulências políticas. A produção de vacinas em território nacional e a dedicação dos profissionais de saúde mostraram a força de um sistema público bem estruturado.
Por fim, entendo que a teleconsulta tem potencial para continuar como aliada no cuidado em saúde, desde que acompanhada por políticas públicas que promovam equidade, acesso e humanização. Mais do que uma solução emergencial, ela pode representar um novo modo de cuidar. No entanto, para que isso aconteça, é preciso investir em inovação, formação e, acima de tudo, no compromisso com a dignidade humana.
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
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