THE INFLUENCE OF THE GLUTEN AND CASEIN RESTRICTED DIET ON THE BEHAVIOR OF CHILDREN WITH SPECTRUM DISORDER AUTISTIC (TEA): INTEGRATIVE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202512082007
Maria Clara Coelho e Silva1; Ingrid Bezerra Bispo Noronha2; Ana Karine de Oliveira Soares3; Tamires da Cunha Soares4; Mayanne Macedo Lima5; Juliany Américo da Silva6; Gilberto de Araújo Lima Filho7; Kaylane Jamyle de Sales8; Samuel Oliveira dos Santos9; Francisco Henrique Morais Cruz10
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Suas manifestações variam amplamente em intensidade, compondo um espectro. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa de literatura, os efeitos da dieta restrita ao glúten e à caseína no comportamento de crianças com TEA. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, foi realizada entre agosto e dezembro de 2025, abrangendo estudos publicados entre 2015 e 2025. Para conduzir a investigação, utilizou-se a estratégia PICO, considerando crianças com TEA submetidas à dieta isenta de glúten e caseína, comparadas àquelas que não adotaram a restrição alimentar, e avaliando-se desfechos relacionados ao comportamento, cognição e aspectos clínicos. A busca nas bases LILACS, MEDLINE e PubMed resultou em quatro artigos que compuseram a amostra da revisão. Os achados indicaram que a dieta GFCF pode contribuir para melhorias comportamentais em determinados grupos de crianças com TEA, incluindo redução de escores na Childhood Autism Rating Scale maior interação social e diminuição de comportamentos estereotipados. No entanto, alguns estudos também relataram efeitos adversos, como frustração e aumento de agressividade quando alimentos preferidos foram retirados da dieta. Além disso, observou-se que o perfil sensorial das crianças exerce influência direta sobre o comportamento alimentar, impactando a adesão e a resposta à intervenção nutricional. Os estudos analisados apontam que, embora a dieta restrita a glúten e caseína possa beneficiar subgrupos específicos de crianças com TEA, especialmente aquelas com alterações gastrointestinais ou sensibilidades alimentares, sua adoção exige cautela, acompanhamento profissional e análise individualizada. Conclui-se que a dieta GFCF não deve ser considerada solução única, mas sim uma estratégia complementar dentro de um plano terapêutico multidisciplinar, garantindo segurança nutricional e promovendo o bem-estar integral da criança.
Palavras-chave: Caseína. Autismo. Glúten.
1 INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por comprometimento no desenvolvimento neurológico, alterações nas interações sociais e nas habilidades de comunicação, que podem ser acompanhadas por estereotipias e processamento sensorial anormal. Comumente os sintomas do transtorno começam na infância e tendem a persistir na adolescência e na vida adulta. Por se tratar de um espectro, sua manifestação é variável podendo pessoas com TEA viver de forma independente, enquanto outras terem deficiências graves e requerem cuidados e apoio ao longo de toda a vida (Oliveira et al., 2021).
Embora a quantidade exata de pessoas com diagnóstico de TEA ainda seja incerta, organismos internacionais estimam uma prevalência de 1 caso a cada 44 nascimentos. No Brasil, estima-se que cerca de dois milhões de pessoas apresentem esse transtorno. A expectativa é que o Censo Demográfico de 2022 traga um panorama oficial sobre o autismo no país, em cumprimento à Lei nº 13.861/2019, que determina a inclusão de informações específicas sobre TEA nos levantamentos populacionais (Fundação Catarinense de Educação Especial, 2025).
Além das questões comportamentais e cognitivas, crianças com TEA frequentemente enfrentam desafios no âmbito alimentar, sendo a seletividade alimentar uma das alterações mais comuns. Essa condição é marcada pela tríade composta por pouco apetite, recusa alimentar e desinteresse por novos alimentos. Essa resistência pode comprometer a ingestão de macro e micronutrientes essenciais ao desenvolvimento infantil, como proteínas, ferro, cálcio, vitaminas e ácidos graxos, fundamentais para o funcionamento adequado do organismo e do sistema nervoso central (Silva et al., 2021).
Nesse contexto, uma das abordagens cada vez mais estudadas é a dieta restrita a glúten e caseína. Essas proteínas estão presentes, respectivamente, em cereais como trigo, cevada e centeio, e em produtos lácteos como leite, queijo e iogurte. Pesquisas apontam que a exclusão desses alimentos da dieta pode gerar melhorias comportamentais em crianças com TEA, como maior capacidade de comunicação, interação social e regulação emocional (Oliveira; Souza, 2021). Diante disso, este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão de literatura, os efeitos da dieta restrita ao glúten e à caseína no comportamento de crianças com TEA.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
Desde os primeiros anos de vida até a idade adulta, os sintomas do autismo podem se manifestar de maneiras distintas, exigindo uma compreensão abrangente e uma abordagem individualizada para cada pessoa. O TEA na infância é caracterizado por sintomas relacionados à comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos. A avaliação diagnóstica envolve uma abordagem multidisciplinar e o uso de testes específicos, visando identificar as características que são consistentes com o diagnóstico de TEA (Vianna et al., 2023).
O TEA tem sido alvo de estudos desde a década de 40, mais especificamente foi Leo Kanner o primeiro pesquisador a empenhar esforços na pesquisa da temática e a partir de suas observações, formulou os primeiros conceitos. Atualmente, o autismo é classificado como um espectro devido à ampla variação em sua apresentação clínica, abrangendo condições que anteriormente eram descritas separadamente, como o autismo infantil, a síndrome de Asperger, o transtorno desintegrativo da infância e o transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação (Barbosa et al., 2022).
Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição (DSM-5), o TEA é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Esses sintomas devem estar presentes desde o início do desenvolvimento e causar prejuízos significativos no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (Soares; Brito, 2024).
Logo, o TEA é dividido em três níveis de acordo com a gravidade dos desafios na interação social, comunicação e comportamentos repetitivos. No Nível 1, as dificuldades incluem iniciar ou manter interações sociais e lidar com mudanças na rotina, embora a comunicação verbal seja funcional. No Nível 2, as dificuldades sociais e os comportamentos restritivos e repetitivos são mais intensos, com possibilidade de comprometimento na comunicação verbal. No Nível 3, existem desafios significativos nos comportamentos repetitivos e déficits mais graves na comunicação verbal e não verbal (Carley, 2019).
Portanto, indivíduos TEA exigem atenção contínua, desde o diagnóstico precoce até a oferta de suporte adequado em todas as fases da vida. A diversidade de manifestações reforça a necessidade de abordagens individualizadas, tanto no ambiente clínico quanto familiar. O acolhimento, a inclusão e o conhecimento sobre o transtorno são fundamentais para promover qualidade de vida e autonomia às pessoas com TEA, respeitando suas particularidades e necessidades específicas. Assim, torna-se essencial compreender como os padrões alimentares restritivos se manifestam nesse público, de que forma influenciam sua qualidade de vida e quais estratégias podem auxiliar no manejo dessa condição.
2.2 SELETIVIDADE ALIMENTAR E TEA
Sobre os transtornos alimentares, a seletividade alimentar é um grave problema nutricional no que se trata da recusa alimentar, dificuldade de consumir novos e variados alimentos. Tal seleção de alimentos está diretamente relacionada à textura e consistência o que afeta, principalmente, o gosto por frutas e verduras, reduzindo o teor nutricional das refeições. (Felipe et al., 2021).
A alimentação é um fator muito influenciado em indivíduos com TEA. Estudos revelam que cerca de 80% dos autistas possuem seletividade alimentar e 95% se recusam a experimentar novos alimentos, o mesmo se faz um agravante para deficiências nutricionais (Silva et al., 2021). Geralmente, essa seletividade alimentar no TEA costuma seguir um padrão específico, descrito como uma tríade composta por pouco apetite, recusa alimentar e desinteresse pelo alimento. Essa resistência em experimentar novos alimentos pode resultar em carências nutricionais significativas, comprometendo a ingestão adequada de macro e micronutrientes essenciais para o funcionamento do organismo (Rocha et al., 2019).
Nutrientes essenciais são substâncias que o corpo humano não consegue sintetizar em quantidade suficiente, sendo, portanto, indispensável obtê-los por meio da alimentação. Esses nutrientes incluem proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais, que desempenham funções vitais como a construção e reparação de tecidos, regulação de processos metabólicos e fortalecimento do sistema imunológico. A deficiência desses nutrientes pode levar a sérios problemas de saúde, especialmente em crianças em fase de crescimento e desenvolvimento. A seletividade alimentar em crianças com TEA pode levar a deficiências significativas de nutrientes essenciais, como proteínas, cálcio, fósforo, selênio, vitamina D, tiamina, riboflavina e vitamina B12, comprometendo o desenvolvimento físico e cognitivo (Mauri-Bauset et al., 2015).
Diversos fatores contribuem para a seletividade alimentar em crianças com TEA, incluindo experiências negativas relacionadas à alimentação, constipação, doença do refluxo gastroesofágico, dificuldades motoras orais e hipersensibilidades sensoriais. A recusa por alimentos saudáveis pode ter um impacto substancial na saúde e no bem-estar desses indivíduos, levando a deficiências nutricionais, como baixos níveis de ferro, proteína e cálcio (Rocha et al., 2019).
Assim, a seletividade alimentar em crianças com TEA representa um desafio significativo que exige uma abordagem individualizada. A compreensão dos fatores envolvidos nesse comportamento e a adoção de estratégias adequadas são essenciais para minimizar seus impactos negativos na nutrição, no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida dessas crianças.
Entre os fatores mais investigados estão o glúten e a caseína, proteínas presentes em alimentos de grande consumo na dieta ocidental, mas que têm sido associadas a alterações gastrointestinais, imunológicas e neurológicas em pessoas com autismo. Dessa forma, compreender os possíveis efeitos da exclusão dessas substâncias na rotina alimentar representa uma estratégia relevante para avaliar não apenas os riscos e benefícios nutricionais, mas também a influência sobre aspectos comportamentais característicos do TEA.
2.3 GLÚTEN E CASEÍNA: EFEITOS NO ORGANISMO E SUA INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DE CRIANÇAS COM TEA
São diversas as evidências sobre tratamentos voltadas ao transtorno espectro autista focados em métodos psicossociais, cognitivos e terapias, além da alimentação do paciente que se trata de outra abordagem muito discutida. A ingestão de glúten e caseína tem sido relacionado a presença de sintomas gastrointestinais, alergias alimentares e de peptídeos urinários (Vaz, 2015).
As dietas isentas de glúten e caseína são caracterizadas pela retirada total de qualquer alimento que contenha a caseína e o glúten. A caseína é uma proteína encontrada no leite, e, portanto, em todos seus derivados como queijo, iogurte e coalhada, por exemplo, o glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio rotineiramente utilizados para fabricação de pães, massas e biscoitos (Alamri, 2020).
O glúten pode estar relacionado com certos distúrbios autoimunes, alérgicos e gastrointestinais (Khoury, Balfour-Ducharme, Joye, 2018). Consequentemente, essa absorção exacerbada e não digerida de moléculas como o glúten aumentam a função opioide no cérebro, causando alteração neurológica, contribuindo para as mudanças comportamentais do autista (Baspinar, Yardimci, 2020).
Assim como o glúten, a caseína também pode provocar alteração no metabolismo das proteínas em pessoas com TEA, aumentando a permeabilidade intestinal, através da barreira hemato encefálica, modificando a função do sistema nervoso central através da atividade opioide excessiva, podendo agravar os sintomas de indivíduos com autismo (Alamri, 2020).
A retirada do glúten é normalmente indicada para pessoas com doença celíaca, uma patologia na qual o glúten afeta negativamente a mucosa intestinal, e/ou que apresentam alergias alimentares (Mahan; Raymond, 2018). Contudo, a partir de estudos realizados na década de 70 e o surgimento da hipótese do ‘excesso de opioides’, as dietas sem glúten e caseína também começaram a ser abordadas na terapêutica do TEA. A justificativa seria de que peptídeos provenientes do glúten e caseína funcionariam como agonistas de opioides no sistema nervoso central sendo capazes de prejudicar o desenvolvimento neurológico causando e/ou agravando desordens como o TEA (Dias et al., 2018; Lázaro; Pondé; Rodrigues, 2016).
Essas investigações sobre a relação entre glúten e TEA datam de 1969, quando Goodwin & Goodwin (1969) observaram melhora comportamental em uma criança celíaca após a exclusão do glúten da dieta. Desde então, de acordo com Ristori (2019), após essa investigação, diversos estudos têm explorado os efeitos pró inflamatórios do glúten e da caseína, originando intervenções dietéticas que restringem trigo, aveia, cevada, centeio e laticínios.
Isso porque crianças com TEA frequentemente apresentam níveis elevados de anticorpos antigliadina e anticaseína, além de alterações relacionadas à gliadinomorfina-7, substância que aumenta a atividade opioide no cérebro. Assim, esses peptídeos dietéticos, ao se degradarem em exorfinas, podem prejudicar a atenção, a maturação cerebral, a comunicação social e a aprendizagem.
De acordo com Adams et al. (2018), a teoria do excesso de peptídeos opioides e transtorno do espectro autista ainda não foi totalmente confirmada, entretanto, o uso de dietas sem glúten e caseína continuam sendo vistas como uma opção complementar ao tratamento desse transtorno podendo melhorar sintomas gastrointestinais e neurocomportamentais (Baspinar; Yardimci, 2020).
Outra hipótese também discutida nesse contexto seria a baixa digestibilidade das proteínas provenientes do glúten e da caseína que favoreceriam negativamente a barreira e microbiota intestinal em crianças com TEA, possivelmente mais susceptíveis a essas alterações quando comparadas a neurotípicos (Styles et al., 2020). A digestão incompleta dessas proteínas geraria metabólitos inflamatórios com ativação de uma resposta imune ocasionando alterações no ambiente intestinal capazes de influenciar o comportamento e desenvolvimento neurológico (Baspinar; Yardimci, 2020; Sanctuary et al., 2018).
Observa-se que, embora a relação entre a ingestão de glúten e caseína e o TEA ainda não esteja completamente elucidada, há hipóteses que sugerem possíveis impactos dessas proteínas no sistema neurológico e gastrointestinal de indivíduos com TEA. A dieta isenta de glúten e caseína tem sido explorada como uma abordagem complementar no manejo do transtorno, visando a redução de sintomas gastrointestinais e neurocomportamentais (Dias; Capellini, 2022).
Os cuidados alimentares e nutricionais em perturbações do espectro do autismo são constantemente associados a uma dieta restritiva ao glúten e a caseína (principal proteína do leite e seus derivados. Os estudos demostraram uma redução do comportamento autista e melhoria das habilidades de comunicação em crianças autistas submetidas a uma dieta com restrição do glúten e da caseína (Oliveira; Souza, 2021).
A intervenção dietética pode promover uma melhora significativa nos sintomas do TEA e se tem discutido muito acerca da dieta sem glúten e sem caseína, visto que estudos apontam que a restrição dessa proteína, em autistas, causam a diminuição dos distúrbios (Silva, 2021). Dentre os possíveis benefícios relatados das dietas livres de glúten e caseína estão: melhora na estereotipia, agressividade, sociabilidade, hiperatividade, cognição, diminuição da diarreia e inchaço abdominal (Adams et al., 2018; Alamri, 2020; Sanctuary et al., 2018).
Dessa forma, embora ainda haja divergências na literatura científica quanto à real eficácia da exclusão do glúten e da caseína no manejo do TEA, observa-se que muitos estudos apontam para potenciais benefícios comportamentais e gastrointestinais. Assim, a dieta isenta dessas proteínas deve ser considerada como uma intervenção nutricional complementar, que, aliada ao acompanhamento multiprofissional, pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida de crianças com TEA.
3 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, realizada no período de agosto a dezembro de 2025. A investigação consistiu na análise de estudos já publicados, com o objetivo de reunir, sintetizar e discutir os achados científicos sobre a influência da dieta isenta de glúten e caseína no comportamento de crianças com TEA.
Para orientar a pesquisa, utilizou-se a estratégia PICO, na qual:
P (paciente): crianças diagnosticadas com TEA;
I (intervenção): dieta isenta de glúten e caseína;
C (comparação): crianças com TEA que não seguiram a dieta restritiva;
O (outcome): alterações no comportamento, cognição e aspectos clínicos associados.
A partir dessa estratégia, estabeleceu-se a seguinte pergunta norteadora: Quais são os efeitos da dieta restrita em glúten e caseína sobre o comportamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista?
As buscas foram realizadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo utilizadas as bases de dados científicas reconhecidas, como LILACS, MEDLINE e PubMed. Para a seleção dos artigos, utilizaram-se palavras-chave e descritores combinados entre si, como: “autism”, “gluten” e “caseina”, utilizando operadores booleanos AND/OR para refinar os resultados.
Os critérios de inclusão dos estudos foram: artigos completos disponíveis gratuitamente, publicados entre os anos de 2015 a 2025, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem a relação entre a dieta restrita ao glúten e caseína e aspectos comportamentais em crianças com diagnóstico de TEA. Excluíram-se artigos duplicados, resumos sem acesso ao texto completo, estudos que não envolvessem crianças com TEA e trabalhos que não abordassem diretamente a alimentação ou a dieta isenta de glúten e caseína.
A partir dos critérios de elegibilidade, foram excluídos 32 artigos, dos quais 18 não abordaram as intolerâncias alimentares nos estudos, 11 não envolveram crianças com TEA e 3 que associaram o autismo à outras patologias ou desordens clínicas. Após a leitura detalhada dos artigos, foram selecionados 4 estudos (Figura 1).
Figura 1 – Fluxograma das etapas de seleção dos estudos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
Este estudo avaliou a utilização da dieta restrita a glúten e caseína como possível moduladora de comportamentos característicos do TEA, com base em evidências apresentadas nos estudos selecionados. Para isso, foram analisados 4 estudos que incluíram crianças com diagnóstico de TEA e que investigaram os efeitos da dieta restrita a glúten e caseína, conforme tabela abaixo:
Tabela 1. Caracterização dos estudos selecionados
| Título, autor (ano) | Amostra (N)/ Idade (anos)/ Lo- cal | Tipo de estudo/instrumento/ | Resultados |
| Perfil clínico e nutricional de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista no Brasil: uma pesquisa nacional online / Corrêa et al. (2025) | 613 crianças e adolescentes com TEA/ Entre 2 e 17 anos / Brasil | Estudo transversal, utilizando um inquérito nacional online. | A exclusão de glúten e caseína em pessoas com autismo apresentou melhora na cognição e redução de comportamentos estereotipados. Assim, dietas restritivas podem gerar deficiências nutricionais, o acompanhamento por nutricionistas é fundamental para ajustar nutrientes e garantir estratégias individualizadas que minimizem sintomas e riscos alimentares. |
| Dieta sem glúten e sem caseína para crianças com transtorno do espectro autista: um estudo caso-controle/ Saad et al. (2024) | 36 crianças com TEA recém-diagnosticadas, sem terapias prévias / Não informado/ Egito | Ensaio clínico, de caráter intervencionista, prospectivo, aberto e caso-controle, os pacientes foram acompanhados por 1 ano. G1: recebeu dieta sem glúten e sem caseína; G2: não teve restrição alimentar contendo glúten e caseína. | Após a implementação da dieta sem glúten e sem caseína no grupo A, observaram-se melhora nos escores CARS em comparação com o grupo B após períodos de acompanhamento de 6 meses e 1 ano. |
| Ingestão alimentar, estado nutricional e perfil sensorial em crianças com Transtorno do Espectro Autista e Desenvolvimento Típico/ Dubourdieu; Guerendiain (2022) | 65 crianças, sendo 35 com TEA e 30 com desenvolvi- mento típico/ Entre 3 e 12 anos / Uruguai | Estudo transversal descritivo. | Os resultados mostraram que as crianças com autismo consumiam mais bebidas vegetais e cereais sem glúten e menos peixes em comparação às crianças com desenvolvimento típico. Além disso, apresentaram pontuações mais baixas no perfil sensorial total. Dentro do grupo com autismo, aquelas com alterações sensoriais consumiram menos laticínios, mas mais cereais e alimentos proteicos em relação às que tinham desempenho sensorial típico. Esses achados destacam a importância de considerar o neurodesenvolvimento, o perfil sensorial e o tipo de dieta na promoção de uma melhor nutrição para crianças com transtorno do espectro autista. |
| Intervenção nutricional e dietética abrangente para Transtorno do Espectro Autista — um ensaio controlado e randomizado de 12 Meses / Adams et al. (2018) | 67 crianças e adultos com TEA/ Entre 3 e 58 anos / EUA | Ensaio clínico randomizado e controlado de 12 meses. | Os resultados apontaram que a adesão à dieta sem glúten, caseína e soja variou entre as famílias, sendo considerada o aspecto mais desafiador do tratamento. Apesar disso, observou-se melhora no comportamento de algumas crianças com TEA, incluindo aumento da autonomia, redução de problemas de comportamento e melhora nas interações sociais. Em relatos de caso, a retirada dos laticínios esteve associada a ganhos significativos, como maior independência em funções fisiológicas e desaparecimento de comportamentos repetitivos, refletindo impactos positivos na qualidade de vida e no bem-estar social. |
Fonte: Autora, 2025.
Os resultados encontrados nos estudos analisados demonstram que a exclusão do glúten e da caseína da dieta de crianças com TEA tem sido alvo de crescente interesse científico, embora ainda cercado de controvérsias.
A pesquisa de Saad et al. (2024) apresentou evidências de que a implementação de uma dieta isenta de glúten e caseína pode contribuir para melhorias significativas nos escores da escala CARS (Childhood Autism Rating Scale). No estudo, observou-se redução expressiva nos escores após 6 e 12 meses de acompanhamento no subgrupo A, que recebeu a dieta GFCF (gluten-free, casein free), indicando que essa intervenção nutricional pode atuar como um cofator na atenuação dos sintomas do autismo.
De acordo com Saad et al. (2024), a CARS constitui uma avaliação quantitativa composta por 15 itens, com pontuação variando de 15 a 60 pontos, permitindo um diagnóstico mais refinado. A partir dos escores, os pacientes são classificados como sem autismo (0 a 29), com autismo leve ou moderado (30 a 36) ou com autismo severo (37 a 60), evidenciando a relevância de parâmetros objetivos para monitorar a evolução clínica.
Apesar de algumas evidências de melhora clínica, o estudo de Adams et al. (2018) também alertou para possíveis efeitos adversos. Em determinados casos, a exclusão rígida de alimentos preferidos levou ao aumento de comportamentos de frustração, como agressividade e estereotipias. Esse achado reforça que, além dos benefícios potenciais, é necessário considerar as dificuldades emocionais e sociais que podem surgir quando a dieta é implementada de forma restritiva. Dessa forma, a abordagem alimentar deve ser vista como parte de um plano terapêutico mais amplo, que considere tanto os aspectos nutricionais quanto os comportamentais e familiares.
Por outro lado, estudos como o de Dubourdieu e Guerendiain (2022) ampliam a compreensão da relação entre dieta, perfil sensorial e comportamento alimentar em crianças com TEA. Os autores observaram que, em comparação com crianças neurotípicas, aquelas com TEA consumiam maior quantidade de bebidas vegetais e cereais sem glúten, mas apresentavam menor ingestão de peixe.
Além disso, o perfil sensorial das crianças com autismo influenciava diretamente o padrão alimentar, de modo que as mais sensíveis tenderam a reduzir o consumo de laticínios e aumentar a ingestão de proteínas e cereais. Esse resultado sugere que o comportamento alimentar das crianças com TEA não pode ser analisado apenas sob a ótica da exclusão alimentar, mas também a partir das particularidades sensoriais individuais (Dubourdieu; Guerendiain, 2022).
Ainda nesse estudo, não foram observadas diferenças significativas no estado nutricional entre crianças com TEA e neurotípicas. Essa constatação é relevante, pois aponta que a adoção de dietas restritivas nem sempre resulta em deficiências nutricionais imediatas, embora os autores alertem para a necessidade de investigações com amostras maiores e acompanhamento longitudinal. Ao mesmo tempo, o trabalho reforça que a avaliação do perfil sensorial deve ser integrada ao planejamento nutricional, permitindo intervenções mais personalizadas.
Complementando esse panorama, Corrêa et al. (2025), em um estudo transversal de abrangência nacional no Brasil, mostraram que a exclusão de glúten e caseína esteve associada a melhorias cognitivas e à redução de comportamentos estereotipados em crianças e adolescentes com TEA. O achado, em uma amostra de 613 crianças e adolescentes com TEA, com idades entre 2 e 17 anos, fornece indícios relevantes sobre os benefícios relatados pelas famílias. Contudo, os autores destacaram que tais práticas também carregam riscos, especialmente o desenvolvimento de deficiências nutricionais, caso não haja acompanhamento especializado para garantir substituições adequadas de nutrientes.
Assim, os estudos analisados convergem para a ideia de que a dieta sem glúten e caseína pode apresentar benefícios em determinados grupos de crianças com TEA, sobretudo naqueles com manifestações gastrointestinais, alergias ou sensibilidades alimentares. No entanto, esses mesmos estudos também revelam as limitações e os desafios da adesão, que envolvem desde barreiras econômicas e sociais até potenciais riscos emocionais e nutricionais.
A principal lição que emerge dessa análise é que a exclusão de glúten e caseína deve ser avaliada de forma individualizada, levando em conta o perfil sensorial da criança, a rotina da família e o suporte de profissionais de saúde. Dietas restritivas, quando aplicadas sem acompanhamento, podem comprometer a diversidade alimentar e a ingestão adequada de micronutrientes essenciais, agravando a vulnerabilidade nutricional desse grupo.
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os achados indicam que o comportamento alimentar de crianças com TEA é profundamente influenciado pelo perfil sensorial, o que demanda avaliações personalizadas e cuidadosas. Fatores como seletividade alimentar, hipersensibilidade a texturas, preferências específicas e rotinas rígidas interferem diretamente na adesão à dieta e na resposta comportamental observada. Portanto, compreender essas particularidades é fundamental para estabelecer planos nutricionais eficazes e respeitosos às necessidades individuais.
Assim, conclui-se que a dieta restrita a glúten e caseína pode trazer benefícios relevantes para determinados subgrupos de crianças com TEA, mas seu uso deve ser cuidadosamente planejado, acompanhado e contextualizado. Intervenções nutricionais nesse público exigem abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais como nutricionistas, pediatras, gastroenterologistas e terapeutas ocupacionais, a fim de garantir segurança, adequação nutricional e suporte comportamental.
Em síntese, a presente revisão reforça que a adoção da dieta GFCF deve ser avaliada de forma individualizada, baseada em evidências e sempre acompanhada por profissionais capacitados. Embora promissora, essa intervenção não deve ser encarada como solução única, mas como uma possível estratégia complementar dentro de um plano terapêutico abrangente, que considere o bem-estar integral da criança e de sua família.
REFERÊNCIAS
ADAMS, J. B. et al. Comprehensive nutritional and dietary intervention for autism spectrum disorder—a randomized, controlled 12-month trial. Nutrients, v. 10, n. 3, p. 1–43, 17 mar. 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29562612/ Acesso em: 27 jun. 2025.
ALAMRI, E. S. Efficacy of gluten- and casein-free diets on autism spectrum disorders in children. Saudi Medical Journal, v. 41, n. 10, p. 1041–1046, 1 out. 2020. Disponível em: https://smj.org.sa/content/41/10/1041 Acesso em: 27 ago. 2025.
BARBOSA, G. M.; et al. Consequências da seletividade alimentar em crianças com Transtorno do Espectro Autista – Revisão Bibliográfica. Research, Society and Development, v. 11, n. 6, 2022. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/363346031_Consequencias_da_seletividade_alimentar_em_criancas_com_Transtorno_do_Espectro_Autista_revisao_bibliografi ca Acesso em: 30 jul. 2025.
BASPINAR, B.; YARDIMCI, H. Gluten-free casein-free diet for autism spectrum disorders:Can it be effective in solving behavioural and gastrointestinal problems? Eurasian Journal of Medicine, v. 52, n. 3, p. 292–297, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33209084/ Acesso em: 27 ago. 2025.
CARLEY, K. Patterns and levels of intensity in young children with autism spectrum disorder. In: Proceedings: 19th Annual Undergraduate Research and Creative Activity Forum. Wichita, KS: Wichita State University, p. 32, 2019. Disponível em: https://soar.wichita.edu/bitstreams/bceb0b63c62c-48d2-83a1 f0428887b812/download Acesso em: 27 ago. 2025.
CORRÊA, G. G. S. et al. Clinical and nutritional profile of children and adolescents with autism spectrum disorder in Brazil: a nationwide online survey. Jornal de Pediatria, v. 101, n. 4, p. 529-535, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jped.2024.12.008 Acesso em: 09 set. 2025.
DIAS, E. C. et al. Dieta isenta de glúten e caseína no transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática. Revista Cuidarte, v. 9, n. 1, p. 2059–2073, 1 jan. 2018. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2216 09732018000102059 Acesso em: 27 ago. 2025.
DIAS, G.G.; CAPELLINI, J.B. A restrição de glúten e caseína na dieta de pessoas que se enquadram no transtorno do espectro autista (TEA) é sempre viável? 2022. 26 f. Trabalho de conclusão de curso (Curso superior de Tecnologia em Alimentos) – Fatec Estudante Rafael Almeida Camarinha, Marília, SP, 2022. Disponível em: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/9512 Acesso em: 30 jul. 2025.
DUBOURDIEU, P. M.; GUERENDIAIN, M. Dietary Intake, Nutritional Status and Sensory Profile in Children with Autism Spectrum Disorder and Typical Development. Nutrients, v. 14, n. 10, p. 2155, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.3390/nu14102155 Acesso em: 09 set. 2025.
FELIPE, J. S.; et al. Relação entre o espectro autista e os transtornos alimentares. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 1310–1324, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/23210 Acesso em: 27 ago. 2025.
FUNDAÇÃO CATARINENSE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL (FCEE). Dados. São José: FCEE, 2025. Disponível em: https://www.fcee.sc.gov.br/portal-do-autismo/8 categoria-institucional/9999dados. Acesso em: 22 abr. 2025.
GOODWIN, M. S.; GOODWIN, T. C. In a dark mirror. Mental Hygiene, v. 53, n. 4, p. 550-563, 1969.
KHOURY, D.; BALFOUR-DUCHARME, S.; JOYE, I. A review on the gluten-free diet: technological and nutritional challenges. Nutrients, v. 10, n. 14, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30279384/ Acesso em: 16 ago. 2025.
LÁZARO, C. P.; PONDÉ, M. P.; RODRIGUES, L. E. A. Opioid peptides and gastrointestinal symptoms in autism spectrum disorders. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 38, n. 3, p. 243–246, 1 jul. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbp/a/TsvPbN75XWxGMMykQfYTD4c/ Acesso em: 21 ago. 2025.
MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Inflamação e Fisiopatologia da doença crônica. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. p. 45–47. Disponível em: http://biblioteca.florence.edu.br/biblioteca/public/upload/2018/06/krause-alimentos nutricao-edietoterapia.pdf Acesso em: 30 jul. 2025.
MARÍ-BAUSET, S.; et al. Nutritional status of children with autism spectrum disorders (ASDs): a case-control study. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 45, n. 1, p. 203-212, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25194628/ Acesso em: 22 ago. 2025.
OLIVEIRA, C. R. de A..; SOUZA, J. C.. Neurobiology of infantile autism. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 1, p. e11910111495, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/11495 Acesso em: 27 ago. 2025.
RISTORI, M. V. et al. Autism, gastrointestinal symptoms and modulation of gut microbiota by nutritional interventions. Nutrients, v. 11, n. 11, p. 2812, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31752095/ Acesso em: 27 ago. 2025.
ROCHA, G. S. S.; et al. Análise da seletividade alimentar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, p. e538 e538, 2019. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/538 Acesso em: 27 ago. 2025.
SAAD, K. et al. Gluten-Free, Casein-Free Diet for Children with Autism Spectrum Disorder: A CaseControlled Study. Journal of Pharmacy & Bioallied Sciences, v. 16, supl. 1, p. S905-S908, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.4103/jpbs.jpbs_1074_23 Acesso em: 08 set. 2025.
SANCTUARY, M. R. et al. Dietary considerations in autism spectrum disorders: the potential role of protein digestion and microbial putrefaction in the gut-brain axis. Frontiers in Nutrition, v. 5, n. 40, p. 1–20, 18 maio 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29868601/ Acesso em: 12 ago. 2025.
SILVA, F. et al. Análise do uso da dieta sem glúten e sem caseína em crianças e adolescentes com transtorno do espectro autismo. Repertório Universitario da Anima (RUNA), 2021. Disponível em: https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/69900da5-408b-49fa-959b 6951a7b8a925/download Acesso em: 27 ago. 2025.
SOARES, V.L.G.; BRITO, L.L. Autismo no DSM-5-TR: o que mudou? Research, Society and Development, v. 13, n. 9, 2024. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/384321890_Autismo_no_DSM-5 TR_o_que_mudou Acesso em: 30 jul. 2025.
STYLES, M. et al. Risk factors, diagnosis, prognosis and treatment of autism. Frontiers in Bioscience (Landmark Ed), v. 25, n. 9, p. 1682–1717, 1 jun. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32472753/ Acesso em: 27 ago. 2025.
TARNOWSKA, K. et al. Difficulties and factors influencing purchase decision. The perspective of families with children with autism spectrum disorders on a gluten-free and casein-free diet. Preliminary study. Rocz Panstw Zakl Hig, v. 71, n. 3, p. 321 328, 2020. Disponível em: 10.32394/rpzh.2020.0122. Acesso em: 27 ago. 2025..
VAZ, Carolina Suemi Yabiku et al. Dieta sem glúten e sem caseína no Transtorno do Espectro Autista. CuidArte, Enferm, v. 9, n. 1, p. 92-98, 2015. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/bde-26960 Acesso em: 27 ago. 2025.
VIANNA, G. A.; et al. Transtornos do Espectro Autista ao longo do desenvolvimento humano. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 5, p. 19571–19580, 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/62709 Acesso em: 12 ago. 2025.
1Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP).
e-mail: mariaclaranutri2018@outlook.com
2Docente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP).
Mestre em Bioprospecção Molecular (FJN). e-mail: ingrid.noronha@fapce.edu.br
3Docente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP).
Doutora em Nutrição (UFPI). e-mail: ana.karine@fapce.edu.br
4Docente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP). Mestra em Alimentos e Nutrição (UFPI). e-mail: tamirissoares22@outlook.com
5Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP).
e-mail: mayanne.macedoo@gmail.com
6Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP).
e-mail: americojuliany@gmail.com
7Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP). e-mail: gilbertofulholima@gmail.com
8Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte
(UNIFAP). e-mail: kaylanesales34@gmail.com
9Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP). e-mail: samuelsantos301200@gmail.com
10Discente do Curso Superior de Nutrição do Centro Universitário Paraíso Campus Juazeiro do Norte (UNIFAP). e-mail: henriquemorais813@gmail.com
