THE INFLUENCE OF DOCTOR-PATIENT COMMUNICATION ON THE QUALITY OF CARE AND ADHERENCE TO TREATMENT IN PRIMARY HEALTH CARE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511072330
Camila Pinheiro Claros¹
RESUMO
A comunicação entre médico e paciente influencia diretamente a qualidade do atendimento e a adesão terapêutica na Atenção Primária à Saúde (APS). Relações interpessoais sólidas, escuta ativa e troca clara de informações fortalecem a confiança do paciente, aumentam a satisfação com o cuidado e contribuem para melhores desfechos clínicos. O objetivo do estudo é discutir o impacto da comunicação entre médicos e pacientes sobre a qualidade do atendimento e a adesão terapêutica no contexto da APS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed e LILACS, considerando publicações entre 2020 e 2025. Foram aplicados critérios de elegibilidade, resultando na inclusão de sete estudos que abordam diretamente o tema. Os dados revelam que uma comunicação eficaz favorece decisões compartilhadas, adesão a tratamentos e continuidade do cuidado, sendo essencial para o sucesso das práticas em saúde na APS. A análise evidencia que a comunicação entre médico e paciente na APS é determinante para a qualidade do atendimento, adesão ao tratamento e construção de vínculos de confiança. Estudos mostram que falhas comunicativas comprometem o entendimento terapêutico, dificultam o engajamento do paciente e prejudicam a tomada de decisão compartilhada. Por outro lado, uma comunicação clara, respeitosa e colaborativa melhora os resultados clínicos, fortalece o autogerenciamento de doenças crônicas e amplia a satisfação dos usuários. Fatores como o burnout, a rotatividade de profissionais e a sobrecarga de trabalho interferem negativamente na qualidade dessa interação, fragilizando o vínculo e a continuidade do cuidado. A ausência de diálogo efetivo em temas críticos exemplifica lacunas que comprometem a segurança e o envolvimento do paciente. Ferramentas auxiliares e estratégias educativas são úteis, mas insuficientes sem uma mudança estrutural. Assim, investir na capacitação dos profissionais e em condições adequadas de trabalho é essencial para garantir uma APS mais humanizada e resolutiva.
Palavras-chave: Atenção Primária a Saúde; Comunicação em Saúde; Relação médicopaciente.
ABSTRACT
Communication between doctors and patients directly influences the quality of care and treatment adherence in Primary Health Care (PHC). Strong interpersonal relationships, active listening, and clear information exchange strengthen patient trust, increase satisfaction with care, and contribute to better clinical outcomes. The aim of the study is to discuss the impact of communication between doctors and patients on the quality of care and therapeutic adherence in the context of PHC. This is a narrative literature review, with searches in the PubMed and LILACS databases, considering publications between 2020 and 2025. Eligibility criteria were applied, resulting in the inclusion of seven studies directly addressing the topic. The data reveal that effective communication supports shared decision-making, treatment adherence, and continuity of care, being essential for the success of healthcare practices in PHC. The analysis shows that doctor-patient communication in PHC is crucial for quality care, treatment adherence, and the development of trustful relationships. Studies indicate that communication failures compromise therapeutic understanding, hinder patient engagement, and impair shared decision-making. Conversely, clear, respectful, and collaborative communication improves clinical outcomes, strengthens chronic disease self-management, and increases user satisfaction. Factors such as burnout, staff turnover, and work overload negatively affect the quality of this interaction, weakening the bond and continuity of care. The lack of effective dialogue on critical topics highlights gaps that compromise patient safety and involvement. Support tools and educational strategies are helpful but insufficient without structural change. Therefore, investing in professional training and adequate working conditions is essential to ensure more humanized and effective PHC.
Keywords: Primary Health Care; Health Communication; Doctor-patient relationship.
INTRODUÇÃO
A efetividade das ações voltadas para aprimorar os desfechos em saúde está condicionada a diversos elementos. Esses elementos abrangem não apenas as particularidades individuais de cada pessoa, mas também seu ambiente social, as capacidades e qualificações dos profissionais da área da saúde, a estrutura do sistema de atendimento como um todo e, de forma fundamental, a excelência na interação comunicativa entre o paciente e o profissional de saúde (Jansen et al., 2021).
Nos últimos anos, tem se falado cada vez mais sobre a importância de uma boa relação entre médicos e pacientes. Diferentes estudos já abordaram esse tema por diversos caminhos. Em uma dessas pesquisas, ficou evidente que, quando há conflito nessa relação, tanto o funcionamento do sistema de saúde quanto o engajamento dos profissionais são prejudicados. Outras análises mostraram que a confiança entre médico e paciente, quando se perde, acaba enfraquecendo o vínculo e tornando o cuidado mais difícil (Gu et al., 2022).
A troca de informações desempenha um papel fundamental na interação entre médico e paciente durante as consultas, sendo essencial para estabelecer um entendimento mútuo sobre o plano de tratamento medicamentoso e promover a adesão do paciente. Diversas abordagens teóricas têm sido sugeridas para aprimorar a eficácia dessa comunicação. Entre os elementos frequentemente destacados nesses modelos estão a relevância da partilha de dados, o fortalecimento de uma relação de confiança, a busca por decisões conjuntas e a oferta de retorno contínuo ao paciente (Adelsjö et al., 2022).
Elementos importantes na interação entre médicos e pacientes envolvem a construção de uma relação interpessoal sólida, a capacidade de escutar atentamente, a troca clara de informações e a elaboração de planos de cuidado centrados nas necessidades do paciente. Uma comunicação clara e eficiente fortalece a confiança do paciente no profissional de saúde, aumenta sua satisfação com o atendimento recebido e influencia positivamente os desfechos clínicos, como a redução de sintomas e o comprometimento com o tratamento proposto. Assim, do ponto de vista clínico, comunicar-se de forma eficaz é fundamental para assegurar que o atendimento prestado seja de excelência (Chandra; Mohammadnezhad, 2021).
Sendo assim, o estudo tem como objetivo discutir o impacto da comunicação entre médicos e pacientes sobre a qualidade do atendimento e a adesão terapêutica no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS).
2. METODOLOGIA
2.1 Tipo de estudo
Este estudo é uma revisão narrativa da literatura realizada entre março e junho de 2025. Com essa abordagem, foi possível reunir resultados de pesquisas para obter uma visão mais completa e detalhada sobre o assunto.
2.2 Procedimentos de busca
A busca bibliográfica será realizada com o auxílio de descritores do Medical Subject Headings (MeSH): “Doctor patient” AND “Communication” AND “Primary healthcare”. E no Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Relação médico-paciente AND “Atenção Primária a Saúde”. Ambos foram intercalados pelo operador booleano “AND”.
2.3 Bases de dados
A seleção dos artigos foi realizada por meio da base da PubMed e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).
2.4 Critérios de elegibilidade
Os critérios de inclusão incluíram estudos originais, com abordagem qualitativa, quantitativa ou mista, como investigações observacionais, transversais, longitudinais, ensaios clínicos e estudos de caso, disponíveis na íntegra, redigidos em português, espanhol ou inglês, entre 2020 e 2025, e que tratassem diretamente do objetivo proposto. Foram excluídos trabalhos repetidos, revisões bibliográficas e textos indisponíveis em acesso completo.
2.5 Processo de seleção dos estudos
A seleção dos materiais seguiu o modelo PRISMA 2020.
2.6 Coleta e tratamento dos dados
Os dados extraídos dos artigos foram organizados em uma planilha estruturada contendo informações como autores, ano de publicação, metodologia, objetivos e principais achados (Quadro 1). A síntese da discussão foi apresentada de maneira descritiva, buscando destacar tendências, lacunas e contribuições relevantes para a prática na Atenção Primária.
2.7 Considerações éticas
Por se tratar de um estudo baseado exclusivamente em fontes secundárias de domínio público, esta revisão está dispensada de submissão à apreciação de comitês de ética, em conformidade com as normas brasileiras vigentes para pesquisas com dados já publicados.
3. RESULTADOS
A seleção dos artigos foi dividida em quatro etapas principais: identificação, triagem, elegibilidade e inclusão. Inicialmente, foram encontrados 8.563 estudos na base PubMed e 120 na LILACS, totalizando 8.683 artigos. Desses, foram excluídos 243 por estarem em outros idiomas, 5.151 por serem anteriores aos últimos cinco anos, e 1.358 por estarem indisponíveis na íntegra, restando 1.931 estudos para triagem. Nessa etapa, 1.579 estudos foram excluídos por serem revisões ou metodologias não propostas, resultando em 352 estudos para análise. Em seguida, 230 títulos foram considerados irrelevantes ao tema e 34 eram duplicatas, sobrando 88 estudos avaliados de forma íntegra para elegibilidade. Por fim, 81 estudos foram excluídos por não responderem à questão de pesquisa, resultando em um total de 7 estudos incluídos na revisão.
Figura 1 – Seleção dos artigos.

Quadro 1 – Síntese dos estudos selecionados.
| Autor/Ano | Título | Tipo de estudo | Objetivo | Desfecho principal |
|---|---|---|---|---|
| Couto; Dantas, 2025 | Em um contexto exitoso de Atenção Primária à Saúde se produz cuidado? Discutindo relação e comunicação médico(a)-homem em Florianópolis, SC, Brasil | Qualitativo | Analisar, sob a perspectiva organizacional da assistência de APS em Florianópolis, SC, de que forma se concretiza na prática o cuidado à saúde dos homens e quais são as consequências das experiências dos homens usuários ao utilizarem os serviços; assim como das interações estabelecidas entre eles e os profissionais médicos. | Constata-se que a atenção fragmentada dos médicos e a rotatividade constante de profissionais influenciam de forma negativa na construção de vínculos. |
| Davis-Ajami; Lu; Wu, 2023 | Percepções de idosos com múltiplas condições crônicas nos EUA sobre a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes: tendências e disparidades raciais do MEPS 2013-2019 | Observacional | Descrever tendências nas percepções dos pacientes sobre a comunicação entre profissional e paciente durante atendimentos não emergenciais e identificar disparidades raciais associadas em idosos com doenças crônicas nos EUA. | Entre 2013 e 2019, houve uma queda nas percepções positivas sobre a comunicação com profissionais de saúde entre idosos com doenças crônicas. |
| Gu et al., 2022 | Percepção do paciente sobre as habilidades de comunicação do médico e a confiança do paciente na atenção primária à saúde rural: o papel mediador da qualidade dos serviços de saúde | Quantitativo transversal | Explorar a relação entre habilidades de comunicação, qualidade dos serviços de saúde e confiança do paciente nos serviços de saúde primários. | A conexão entre as competências comunicativas dos médicos e a confiança depositada pelos pacientes demonstra-se relevante. Os achados indicam que tanto os administradores da área da saúde quanto os profissionais médicos precisam reconhecer a importância das aptidões comunicacionais e da excelência nos serviços prestados para fortalecer o vínculo entre médico e paciente em contextos rurais. |
| O’Malley et al., 2022 | Ferramenta para melhorar as interações paciente-provedor na atenção primária a adultos: estudo piloto controlado randomizado | Estudo piloto controlado randomizado | Avaliar se uma intervenção para ajudar os pacientes a priorizarem metas para sua consulta melhoraria a comunicação entre paciente e profissional de saúde e os resultados clínicos. | Um recurso isolado utilizado antes da consulta, desenvolvido para incentivar os pacientes a estabelecerem uma lista de prioridades, aumentou levemente o engajamento do paciente durante o atendimento, porém não influenciou a qualidade da interação nem os desfechos focados no paciente após a consulta. |
| Adelsjö et al., 2022 | Comunicação sobre o gerenciamento de medicamentos durante consultas médico-paciente na atenção primária: um estudo de observação participante | Observacional | Explorar a comunicação sobre o gerenciamento de medicamentos durante consultas anuais na atenção primária. | Falhas na comunicação e registros imprecisos dificultam o manejo seguro dos medicamentos na atenção primária, indicando a necessidade de melhorar a clareza dos objetivos das consultas, o uso de planos personalizados e a continuidade das informações para um cuidado mais eficiente. |
| Pilla et al., 2021 | Comunicação sobre hipoglicemia em consultas de atenção primária para pacientes com diabetes | Qualitativo | Determinar a frequência e o conteúdo da comunicação sobre hipoglicemia em consultas de atenção primária. | A comunicação acerca da hipoglicemia intermitente e as orientações para sua prevenção foram realizadas em poucas consultas. |
| Chung et al., 2020 | A relação entre o esgotamento profissional do médico de atenção primária e as experiências de cuidado relatadas pelos pacientes: um estudo transversal | Observacional transversal | Identificar o impacto direto do esgotamento dos médicos da atenção primária na experiência do paciente em vários domínios de cuidado. | O desgaste profissional dos médicos prejudica a interação entre paciente e profissional de saúde durante as consultas de atenção primária. Investir na melhoria das condições laborais dos médicos pode gerar um efeito positivo importante tanto na vivência do paciente quanto na saúde mental do próprio profissional. |
4. DISCUSSÃO
De acordo com Adelsjö et al. (2022), a forma como médicos e pacientes se comunicam na APS influencia diretamente tanto a qualidade do atendimento quanto a adesão ao tratamento. Quando há falhas ou mensagens pouco claras, o entendimento sobre o uso dos medicamentos fica prejudicado, dificultando a participação do paciente nas decisões sobre seu cuidado. Por outro lado, uma comunicação eficaz e uma maior colaboração do paciente ajudam a melhorar a adesão ao tratamento, os resultados clínicos e a sensação de controle sobre a própria saúde. Por isso, é fundamental que os profissionais desenvolvam suas habilidades de comunicação para oferecer um atendimento mais focado nas necessidades do paciente.
A interação comunicativa entre médicos e pacientes está fortemente ligada à confiança destes, especialmente quando a qualidade do atendimento não é evidente. Observa-se que ações como esclarecer o tratamento, demonstrar respeito e oferecer recompensas podem reduzir a ansiedade dos pacientes e fortalecer sua segurança nos profissionais de saúde. A qualidade do serviço atua como um elo essencial entre a percepção das habilidades comunicativas dos médicos e a confiança dos pacientes. Assim, conclui-se que a comunicação eficaz e a percepção positiva da assistência prestada são elementos decisivos na construção de vínculos de confiança entre médico e paciente (Gu et al., 2022).
A exemplo disso, Pilla et al. (2021) procuraram entender como a comunicação era abordada em contextos como hipoglicemia. Eles perceberam que, apesar da importância, o diálogo ainda é insuficiente, ocorrendo em apenas uma parte das consultas, e frequentemente deixando de abordar temas essenciais como a avaliação detalhada da frequência e gravidade dos episódios, o impacto emocional do paciente e orientações claras para prevenção e manejo. Essa lacuna comunicacional pode comprometer não só a segurança do paciente, mas também a sua capacidade de se engajar no tratamento, evidenciando a necessidade de estratégias que apoiem os profissionais de saúde na avaliação sistemática e no aconselhamento educacional, como o uso de ferramentas padronizadas e a ampliação do trabalho em equipe.
No contexto de doenças crônicas, a comunicação positiva entre profissional e paciente pode ajudar a melhorar o autogerenciamento do paciente. Confirmar que a troca de comunicação entre o médico e o paciente atendeu às expectativas do paciente e que as informações foram mutuamente compreendidas pode ajudar a melhorar o gerenciamento da doença. Além disso, essa comunicação de qualidade é fundamental para o funcionamento eficaz dos processos de saúde, incluindo a coordenação do atendimento, elemento essencial nos modelos modernos de cuidado que lidam com a complexidade do manejo das múltiplas condições crônicas (Davis-Ajami; Lu; Wu, 2023).
Além disso, é relevante salientar que um grau mais elevado de burnout está associado a uma deterioração na comunicação entre os profissionais de saúde e os pacientes, de modo que o impacto negativo do burnout ultrapassa o bem-estar dos médicos, comprometendo também a experiência do paciente. A comunicação eficaz entre paciente e profissional requer tempo e empenho, sendo frequentemente a primeira área prejudicada quando os médicos enfrentam o burnout. Portanto, iniciativas voltadas para a melhoria do ambiente de trabalho, com foco no bem-estar dos médicos, beneficiariam não apenas os profissionais, mas também a qualidade da experiência do paciente (Chung et al., 2020).
Por exemplo, O’Malley et al. (2022) analisaram uma ferramenta pré-consulta para ajudar os pacientes a definirem suas prioridades. Esse instrumento aumentou levemente a ativação do paciente durante a consulta, mas não resultou em melhora na adesão à medicação, no controle da pressão arterial, na satisfação com o atendimento, na confiança no profissional, na tomada de decisão compartilhada ou em outras dimensões da interação paciente-profissional. Portanto, são necessárias intervenções mais abrangentes entre pacientes e profissionais de saúde para aprimorar a comunicação durante as consultas e, assim, potencializar os desfechos clínicos.
Ademais, a constante substituição dos médicos enfraquece o desenvolvimento do vínculo, necessário para a confiança mútua e para o diálogo sobre as necessidades de saúde. Interferências durante os atendimentos e a carga excessiva de trabalho dos profissionais no sistema público geram a sensação de desatenção e insatisfação entre os pacientes. Depoimentos evidenciam que a comunicação, tanto verbal quanto não verbal, é essencial para construir a relação entre médico e paciente, porém a dinâmica dos serviços frequentemente dificulta esse vínculo. Para aprimorar o cuidado, é fundamental investir na capacitação dos profissionais, promovendo o reconhecimento e o estímulo à participação dos homens nos serviços de saúde (Couto; Dantas, 2025).
5. CONCLUSÃO
Uma boa comunicação entre profissionais de saúde e pacientes é um dos pilares para que o atendimento na Atenção Primária seja realmente efetivo. Quando as informações são transmitidas com clareza e sensibilidade, o paciente compreende melhor o tratamento, sente-se mais acolhido e confiante, o que fortalece o vínculo com a equipe de saúde. No entanto, quando essa comunicação falha, o cuidado se enfraquece: o paciente pode ficar confuso, inseguro e, muitas vezes, acaba se afastando do acompanhamento, deixando de participar ativamente das decisões que envolvem sua própria saúde.
Além disso, fatores como a sobrecarga de trabalho, o cansaço dos profissionais e a alta rotatividade dificultam ainda mais essa interação. Por isso, é importante entender que comunicar-se bem não é apenas uma técnica, mas uma parte essencial do cuidado diário, que influencia diretamente a humanização e a qualidade do sistema de saúde.
REFERÊNCIAS
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CHANDRA, Swastika; MOHAMMADNEZHAD, Masoud. Doctor–patient communication in primary health care: A mixed-method study in Fiji. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 14, p. 7548, 2021.
CHUNG, Sukyung et al. The relationship between primary care physician burnout and patient-reported care experiences: a cross-sectional study. Journal of general internal medicine, v. 35, p. 2357-2364, 2020.
COUTO, Marcia Thereza; DANTAS, Guilherme Coelho. Em um contexto exitoso de Atenção Primária à Saúde se produz cuidado? Discutindo relação e comunicação médico (a)-homem em Florianópolis, SC, Brasil. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 29, p. e240362, 2025.
DAVIS-AJAMI, Mary Lynn; LU, Zhiqiang K.; WU, Jun. US Older Adults with Multiple Chronic Conditions Perceptions of Provider-Patient Communication: Trends and Racial Disparities from MEPS 2013–2019. Journal of General Internal Medicine, v. 38, n. 6, p. 1459-1467, 2023.
GU, Linni et al. Patient perception of doctor communication skills and patient trust in rural primary health care: the mediating role of health service quality. BMC Primary Care, v. 23, n. 1, p. 255, 2022.
JANSEN, Carel JM et al. Improving health literacy responsiveness: A randomized study on the uptake of brochures on doctor-patient communication in primary health care waiting rooms. International journal of environmental research and public health, v. 18, n. 9, p. 5025, 2021.
O’MALLEY, Patrick G. et al. Tool to improve patient-provider interactions in adult primary care: Randomized controlled pilot study. Canadian family physician, v. 68, n. 2, p. e49-e58, 2022.
PILLA, Scott J. et al. Hypoglycemia communication in primary care visits for patients with diabetes. Journal of general internal medicine, v. 36, p. 1533-1542, 2021.
¹Residência em Medicina de Família e Comunidade pelo Hospital Universitário Júlio Müller – HUJM, Universidade Federal do Estado de Mato Grosso
E-mail: cah_pinheiro@hotmail.com
