A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NO TRATAMENTO EFETIVO DO TABAGISMO

THE IMPORTANCE OF THE PHARMACIST IN EFFECTIVE TREAT- MENT OF SMOKING

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511091758


Mateus Martins Borges
Samara Rodrigues Gomes
Orientador: Prof. Romer Antônio Carneiro de Oliveira Junior


RESUMO

O artigo tem como objetivo analisar a contribuição do profissional farmacêutico na redução do número de fumantes, mostrando sua atuação educativa, clínica e social. Fundamentado em pesquisa sistemática de função qualitativo, foram consultadas bases como SciELO, Google Acadêmico e Periódicos CAPES, abrangendo publicações entre 2018 e 2024. O estudo mostra que o farmacêutico, por estar sempre próximo da população e possuir conhecimento técnico especializado, tem um papel fundamental no acompanhamento de pessoas que desejam parar de fumar. Sua atuação inclui orientar sobre o uso de terapias farmacológicas, reposição de nicotina, medica- mentos não nicotínicos e oferecer apoio comportamental durante o processo de cessação. Além disso, o artigo destaca os desafios enfrentados por esses profissionais, como a resistência dos fumantes, a falta de recursos nas instituições de saúde e a necessidade de maior integração com outras áreas da equipe multiprofissional. Os resultados indicam que a intervenção do farmacêutico contribui de forma significativa para o aumento das taxas de abandono do tabaco, reduz os prejuízos associados ao seu uso e fortalece as políticas públicas voltadas à saúde. Assim, conclui-se que a presença do farmacêutico nas ações de controle do tabagismo é indispensável, tanto na prevenção quanto no tratamento, sendo um elemento essencial para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida da população.

Palavras-chave: Farmacêutico, Tabagismo, Cessação, Atenção Farmacêutica.

ABSTRACT

This article analyzes the contribution of pharmacists to reducing the number of smokers, highlighting their educational, clinical, and social roles. Based on systematic qualitative research, databases such as SciELO, Google Scholar, and CAPES Journals were consulted, covering publications between 2018 and 2024. The study shows that pharmacists, because they are always close to the population and possess specialized technical knowledge, play a fundamental role in supporting people who wish to quit smoking. Their role includes providing guidance on the use of pharmacological therapies, nicotine replacement therapy, and non-nicotine medications, as well as offering behavioral support during the cessation process. Furthermore, the article highlights the challenges these professionals face, such as smokers’ resistance, lack of resources in healthcare institutions, and the need for greater integration with other areas of the multidisciplinary team. The results indicate that pharmacist intervention contributes significantly to increasing tobacco cessation rates, reducing harm associated with tobacco use, and strengthening public health policies. Thus, it is concluded that the presence of pharmacists in tobacco control initiatives is indispensable, both in prevention and treatment, and is an essential element in promoting health and improving the population’s quality of life.

1 INTRODUÇÃO

O tabagismo é um dos principais problemas de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. de acordo com a organização mundial da saúde (OMS), o uso do tabaco resulta em mais de 8 milhões de mortes anualmente, sendo um dos responsáveis por uma série de doenças graves, como câncer, doenças cardíacas e respiratórias. esses dados alarmantes evidenciam a urgência de estratégias eficazes para auxiliar os fumantes a abandonarem esse vício. a luta contra o tabagismo é, portanto, uma prioridade nas políticas de saúde, que buscam não apenas tratar, mas também prevenir o uso de produtos de tabaco (Minto et al, 2023).

Deixar de fumar não é uma tarefa fácil. a dependência da nicotina, somada a fatores psicológicos e sociais, torna esse processo desafiador. muitos fumantes enfrentam sintomas de abstinência que podem ser intensos e desmotivadores. nesse cenário, o apoio de profissionais de saúde é fundamental. o farmacêutico se destaca como um agente de mudança, pois possui o conhecimento necessário para ajudar os fumantes a encontrar o caminho para a cessação, proporcionando informações e suporte valiosos (Becker, 2019).

Com sua expertise em medicamentos e terapias, o farmacêutico pode orientar os pacientes sobre as diferentes opções disponíveis para parar de fumar. isso inclui não apenas produtos de substituição da nicotina, como adesivos e gomas, mas também medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas de abstinência. além disso, o farmacêutico é capaz de realizar um acompanhamento personalizado, oferecendo conselhos práticos e motivação ao longo do processo de cessação, o que pode fazer toda a diferença na jornada do paciente (Melgarejo et al, 2021).

A educação em saúde também é uma parte essencial do trabalho do farmacêutico. promover a conscientização sobre os perigos do tabagismo e os benefícios de parar de fumar é uma missão que eles podem desempenhar em suas comunidades. ao participar de campanhas educativas e programas de apoio, os farmacêuticos têm a oportunidade de impactar positivamente a vida das pessoas incentivando hábitos mais saudáveis e ajudando a construir um futuro livre do tabaco (De Araújo et al, 2023).

Para que essa atuação seja ainda mais eficaz, é crucial que haja uma colaboração estreita entre farmacêuticos, médicos e outros profissionais de saúde. essa integração permite uma abordagem mais abrangente e coordenada, oferecendo aos fumantes um suporte completo em sua jornada de cessação. este trabalho irá explorar a relevância do farmacêutico no tratamento do tabagismo, examinando suas funções, desafios e as oportunidades futuras para melhorar a saúde da população.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Tabagismo no Brasil

O tabagismo no Brasil é uma questão de saúde pública com implicações significativas para a população e o sistema de saúde. Dados do Vigitel 2023 indicam que 9,3% da população adulta brasileira é fumante, com prevalência maior entre homens (10,2%) do que entre mulheres (7,2%) (Inca, 2025). Além disso, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 revelou que 12,6% da população adulta brasileira fuma, representando uma redução em relação aos 14,7% registrados em 2013. (Inca, 2023).

Apesar dessa tendência de queda, o Brasil registrou um aumento de 25% no número de fumantes entre 2023 e 2024, o que representa uma reversão preocupante após anos de redução (Ghaouri, 2025).

Esse aumento destaca a necessidade de reforçar as políticas públicas de controle do tabagismo e intensificar as ações de prevenção e cessação do uso do tabaco. O tabagismo é responsável por aproximadamente 477 mortes diárias no Brasil, totalizando cerca de 174.000 óbitos anuais (Inca, 2025). As principais causas dessas mortes incluem doenças como câncer de pulmão, doenças cardíacas, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes tipo 2.

Além disso, o tabagismo passivo também é uma preocupação, com cerca de 20.000 mortes anuais atribuídas à exposição à fumaça do tabaco. Economicamente, o impacto do tabagismo é significativo. O Brasil gasta aproximadamente R$ 153,5 bilhões por ano com doenças relacionadas ao tabaco, sendo R$ 67,2 bilhões em custos médicos diretos e R$ 86,3 bilhões em custos indiretos, como perda de produtividade e cuidados informais (Barbosa; Fonseca, 2019).

Esses gastos representam cerca de 7% de todo o orçamento destinado à saúde no país. Em resposta a esse cenário, o Brasil tem implementado políticas eficazes de controle do tabagismo. O país é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um exemplo global na luta contra o tabaco, tendo reduzido em 35% a prevalência do tabagismo entre 2010 e 2022 (Nicola; Margarido; Shikida, 2022).

Essas políticas incluem aumento de impostos sobre produtos de tabaco, proibição de publicidade, advertências sanitárias nos maços de cigarro e programas de cessação. No entanto, desafios persistem. A indústria do tabaco continua a adotar estratégias para atrair novos consumidores, especialmente entre os jovens. Estudos indicam que a idade média de iniciação ao tabagismo no Brasil é de 16 anos, com uma maior prevalência entre meninos do que entre meninas (Inca, 2022).

Além disso, o uso de produtos alternativos, como cigarros eletrônicos, tem aumentado, representando uma nova preocupação para a saúde pública. Em conclusão, embora o Brasil tenha avançado significativamente no combate ao tabagismo, é essencial manter e fortalecer as políticas públicas existentes, além de desenvolver novas estratégias para enfrentar os desafios emergentes. A colaboração entre governo, sociedade civil e profissionais de saúde é fundamental para reduzir ainda mais a prevalência do tabagismo e seus impactos na saúde da população brasileira.

2.1.1  Tabagismo em Palmas- TO

Em Palmas, o tabagismo ainda representa um desafio significativo para a saúde pública. Atualmente, existem mais de 10 mil fumantes cadastrados nas unidades de saúde da capital, o que demonstra a relevância do problema dentro da realidade local. Esses números estão alinhados ao cenário estadual, já que o Tocantins possui mais de 152 mil tabagistas, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 (Fesp, 2022).

A consequência direta desse hábito aparece nos índices de mortalidade. Apenas em 2023 foram registrados 18 óbitos relacionados ao tabagismo no Estado, e entre janeiro e julho de 2024 já haviam ocorrido mais seis mortes ligadas ao consumo de derivados do tabaco. Esses dados, embora referentes ao Tocantins como um todo, refletem a gravidade da situação também em Palmas (De Sousa et al, 2020).

Um dos desfechos mais preocupantes é o câncer de pulmão. Entre 2010 e 2016, Palmas registrou 85 óbitos por neoplasias malignas de traqueia, brônquios e pulmões, o que correspondeu a 12,74% de todos os casos no Tocantins. Isso coloca a capital como o município de maior incidência desse tipo de mortalidade dentro do Estado. No Tocantins, durante o mesmo período, observou-se uma tendência de crescimento nas taxas de mortalidade por câncer de pulmão. Em 2010, eram 5,30 mortes por 100 mil habitantes, e em 2016 esse índice subiu para 7,10 por 100 mil habitantes. Esse aumento evidencia os efeitos cumulativos do tabagismo e a necessidade de medidas preventivas contínuas (De Sousa et al, 2020).

Como forma de enfrentamento, Palmas segue inserida no Programa Nacional de Controle do Tabagismo, que oferece tratamento gratuito em Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial e Centros de Especialidades Médicas. Os pacientes recebem apoio técnico, psicológico e medicamentoso para auxiliar no pro- cesso de abandono do cigarro. Apesar da disponibilidade do tratamento, a adesão ainda é um obstáculo. Em 2023, o Programa Estadual do Tabagismo registrou 747 atendimentos, mas a taxa de abandono foi de 58,46%, enquanto apenas 41,54% dos pacientes concluíram o processo. Nos primeiros quatro meses de 2024, ocorreram 227 novos atendimentos, revelando a dificuldade de manter a continuidade terapêutica (Santos, 2024).

Por outro lado, um dado positivo é a redução do tabagismo passivo em Palmas. Entre 2009 e 2016, houve uma queda de 43% na exposição ao fumo dentro dos domicílios, passando de 10,7% para 6,1%, segundo dados do Vigitel. Essa redução posicionou a capital entre as cidades com menor prevalência de fumantes passivos no país, resultado das políticas de ambientes livres de fumo e de campanhas educativas. (Fesp, 2022).

Assim, o cenário do tabagismo em Palmas mostra um contraste entre desafios e avanços. De um lado, persistem altos índices de fumantes e mortalidade associada; de outro, há sinais de progresso com a redução da exposição passiva e a existência de programas de tratamento estruturados. A realidade da capital exige, portanto, a continuidade de políticas públicas que unam prevenção, tratamento acessível e fortalecimento da adesão, a fim de reduzir o impacto do tabagismo na saúde da população.

2.2 Tabagismo Como Problema de Saúde Pública

O tabagismo é um dos maiores desafios que a saúde pública enfrenta atual- mente. esse hábito, que envolve o consumo de produtos de tabaco como cigarros e charutos, afeta não só quem fuma, mas também aqueles que estão ao seu redor. a fumaça do tabaco contém uma série de substâncias prejudiciais, muitas delas cancerígenas, que podem levar a doenças graves como câncer de pulmão e problemas cardíacos. as estatísticas são alarmantes e refletem a magnitude do impacto do tabagismo na saúde global. (Detomi, 2018).

Além das consequências diretas para os fumantes, o tabagismo traz implicações sociais e econômicas que não podem ser ignoradas. milhões de vidas são perdidas anualmente devido a doenças relacionadas ao tabaco, e isso gera um grande peso sobre os sistemas de saúde pública os custos com tratamento e a perda de produtividade resultante do tabagismo impactam a economia como um todo. portanto, é fundamental que se adotem políticas efetivas para enfrentar esse problema (Santos et al, 2022).

Para lidar com o tabagismo, é preciso uma abordagem abrangente campanhas de conscientização são essenciais para informar as pessoas sobre os riscos do tabaco e os benefícios de parar de fumar a legislação que limita a publicidade e aumenta os impostos sobre produtos de tabaco tem mostrado resultados positivos em muitos lugares combinados com programas que apoiam quem deseja parar de fumar, essas medidas podem ajudar a diminuir a taxa de tabagismo (Filho et al, 2021).

Outro ponto crítico é a proteção das pessoas que não fumam, o tabagismo passivo é uma questão séria, especialmente para crianças e pessoas com condições de saúde já comprometidas, criar ambientes livres de fumaça, como em espaços públicos e locais de trabalho, é essencial para garantir a saúde da população em geral é um direito de todos viver em um ambiente saudável, longe dos efeitos nocivos do tabaco (Detomi, 2018).

Em suma, o tabagismo é um problema de saúde pública que requer uma ação conjunta e coordenada. a conscientização, a criação de leis rigorosas, a proteção dos não fumantes e o suporte a quem deseja parar de fumar são passos cruciais na luta contra essa epidemia apenas com o empenho de governos, profissionais de saúde e a sociedade será possível reduzir a prevalência do tabagismo e seus efeitos devasta- dores na saúde das pessoas.

2.3  Os Desafios e Dificuldades que os Farmacêuticos Enfrentam no Trata- mento do Tabagismo

Os farmacêuticos desempenham um papel crucial no auxílio a indivíduos que desejam abandonar o vício do tabaco, embora enfrentem diversos obstáculos nesse percurso. Um dos principais desafios é a relutância de muitos fumantes em aceitar apoio. Para muitos, fumar transcende um simples hábito; é uma componente significativa de suas vidas, o que dificulta a escolha de deixar esse vício (Barboza; Cardoso, 2023).

Embora eles estejam cientes dos perigos associados ao tabagismo, frequentemente hesitam em procurar ajuda. Isso implica que, para os farmacêuticos, além de fornecer informações sobre os efeitos negativos do tabaco, é fundamental motivar e incentivar esses pacientes a considerar uma mudança.

Outro entrave identificado pelos farmacêuticos é a diversidade de produtos disponíveis para auxiliar na interrupção do tabagismo. Há várias alternativas, como adesivos de nicotina, gomas de mascar e medicamentos prescritos, e é essencial que os farmacêuticos tenham um conhecimento aprofundado sobre cada uma delas. Cada fumante possui uma trajetória e necessidades específicas, tornando o que pode ser eficaz para um indivíduo possivelmente ineficaz para outro. Assim, a personalização do tratamento é vital, mas isso requer tempo e dedicação, o que frequentemente é difícil de equilibrar em uma rotina atarefada (Carvalho; Neto, 2018).

A pressão por resultados imediatos é uma preocupação constante. Muitos que tentam deixar de fumar almejam resultados rápidos, no entanto, a realidade é que o processo de cessação pode ser longo e cheio de dificuldades. Isso pode gerar descontentamento tanto para os fumantes quanto para os farmacêuticos, que enfrentam a pressão de apresentar soluções rápidas. Essa situação pode resultar em um clima de desânimo, onde os farmacêuticos se sentem incapazes de proporcionar a ajuda necessária, mesmo cientes de que estão fazendo o melhor possível (Laborne et al, 2021).

Além disso, a falta de apoio institucional é um fator que agrava a situação. Muitas vezes, os farmacêuticos não têm acesso a recursos adequados, como programas de formação sobre o tratamento do tabagismo ou suporte psicológico para os pacientes. Isso limita a capacidade deles de fornecer um atendimento completo e eficaz. Se houver mais investimento em formação e recursos, os farmacêuticos poderão ter um impacto muito maior na luta contra o tabagismo. Com esse apoio, eles podem se tornar verdadeiros agentes de mudança na vida de muitas pessoas que desejam abandonar o tabaco.

2.4  O Papel do Farmacêutico no Tratamento do Tabagismo

O farmacêutico é indispensável no tratamento do tabagismo, pois esses profissionais estão na vanguarda quando se trata de promover a saúde e prevenir doenças. Ao conversar com os pacientes, os farmacêuticos dão dicas sobre os perigos do uso do tabaco, destacando os benefícios de parar de fumar e esclarecendo dúvidas sobre a dependência da nicotina. Essa proximidade maior possibilita ao farmacêutico compreender as necessidades específicas de cada paciente, o que torna o tratamento mais eficiente e direcionado. (Guerra, 2019).

Os farmacêuticos, além de fornecer dados, também auxiliam os pacientes a encontrar tratamentos de reposição de nicotina e outros medicamentos que podem auxiliar na diminuição do tabagismo. Eles fazem avaliações de risco e recomendam produtos como adesivos, gomas de mascar ou medicamentos prescritos para aliviar os sintomas de abstinência. Essa abordagem prática é crucial, pois o farmacêutico pode acompanhar a adesão ao tratamento e oferecer suporte contínuo, o que é fundamental para ajudar o paciente a superar o vício (Lima et al, 2022).

Por fim, o trabalho do farmacêutico vai além do atendimento individual. Esses profissionais também se envolvem em campanhas de saúde pública e iniciativas comunitárias para reduzir o tabagismo. Ao participar de programas educativos e workshops, os farmacêuticos disseminam informações sobre os perigos do tabaco, promovem ambientes livres de fumaça e incentivam a conscientização sobre os benefícios de parar de fumar. Com essa combinação de apoio direto e engajamento comunitário, os farmacêuticos se tornam aliados importantes na luta contra o tabagismo, contribuindo para uma sociedade mais saudável.

2.5 Métodos e Abordagens Especificas Utilizadas Pelos Farmacêuticos no Tratamento do Tabagismo

‘O tabagismo é uma das principais causas de doenças crônicas e mortes evitáveis em todo o mundo, o que torna fundamental a atuação de diferentes profissionais de saúde no seu enfrentamento. O farmacêutico, por ser um profissional acessível à população, tem papel de destaque nesse processo. Ele pode oferecer orientação, acompanhamento e estratégias de apoio, tanto no âmbito da prevenção quanto no tratamento da dependência (Ferreira; Do Nascimento; Rezende, 2023).

Um dos métodos utilizados é a abordagem cognitivo-comportamental, em que o farmacêutico auxilia o paciente a reconhecer os gatilhos do consumo do cigarro e a desenvolver alternativas mais saudáveis. Essa técnica é aplicada por meio de conversas estruturadas, orientações e estímulo à mudança de hábitos. O foco está em fortalecer a motivação do paciente e prevenir recaídas (De Carvalho; De Morais; Borges, 2023).

Outro recurso importante é a terapia de reposição de nicotina (TRN), disponível em gomas, adesivos, pastilhas, sprays ou inaladores. O farmacêutico orienta sobre o uso correto, a dose adequada e a duração do tratamento. Esse tipo de intervenção ajuda a reduzir os sintomas de abstinência e facilita o processo de cessação, aumentando as chances de sucesso. Além da TRN, os farmacêuticos também podem acompanhar o uso de medicamentos não nicotínicos, como a bupropiona e a vareniclina. Nessas situações, atuam orientando sobre possíveis efeitos colaterais, interações medicamentosas e a importância da adesão ao tratamento prescrito. Esse suporte farmacoterapêutico é fundamental para garantir segurança e eficácia (Veloso et al, 2021).

O acompanhamento individualizado é outro diferencial. O farmacêutico pode realizar consultas periódicas, avaliando o progresso do paciente, ajustando estratégias e oferecendo apoio motivacional. Esse monitoramento contínuo aumenta o engajamento e demonstra ao paciente que não está sozinho no processo de abandonar o tabagismo (Oliveira, 2025).

Além do atendimento individual, os farmacêuticos também podem participar de programas coletivos de cessação do tabagismo, promovendo grupos de apoio em farmácias comunitárias ou unidades de saúde. Nessas atividades, há troca de experiências, incentivo coletivo e maior suporte emocional, fatores que potencializam o abandono do cigarro (Cunha, 2024).

A educação em saúde também é uma das principais abordagens. O farmacêutico fornece informações claras sobre os riscos do tabagismo e os benefícios de parar de fumar, desmistificando falsas crenças. Essa orientação pode ser feita no balcão da farmácia, em campanhas educativas ou em consultas agendadas, sempre adaptando a linguagem ao perfil do paciente. Por fim, a atuação do farmacêutico no tratamento do tabagismo é multidimensional, combinando conhecimento técnico, estratégias motivacionais e uso de terapias farmacológicas. O acompanhamento próximo, a escuta ativa e o estímulo constante ao paciente tornam esse profissional peça-chave no com- bate ao tabagismo. Dessa forma, contribui não apenas para a cessação, mas também para a promoção de uma vida mais saudável e livre da dependência da nicotina (De Oliveira et al, 2021).

2.6  Intervenções Farmacêuticas em Programas de Saúde Pública no Brasil

As intervenções farmacêuticas têm se consolidado como ferramentas fundamentais nos programas de saúde pública no Brasil, pois contribuem diretamente para o uso racional de medicamentos e para a promoção da saúde da população. O farmacêutico atua de forma integrada às equipes multiprofissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo orientação, acompanhamento e educação em saúde. Sua presença garante maior segurança terapêutica e qualidade no cuidado (Baldoni, 2024).

Um exemplo importante é a participação nos Programas de Atenção às Doenças Crônicas, como hipertensão e diabetes. O farmacêutico realiza acompanhamento farmacoterapêutico, identificando possíveis falhas na adesão ao tratamento e ajustando orientações de acordo com as necessidades individuais dos pacientes. Essa prática reduz complicações, internações e melhora a qualidade de vida (Brito, 2021). No âmbito da saúde pública, o farmacêutico também atua em programas de imunização e campanhas de vacinação. Ele contribui no armazenamento correto, no controle da cadeia de frio e até na aplicação das vacinas, quando autorizado. Essa intervenção é essencial para ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção de doenças transmissíveis em larga escala. Outro campo de atuação relevante é o controle do tabagismo e do uso de substâncias psicoativas. Em parceria com médicos e psicólogos, o farmacêutico orienta sobre terapias de reposição de nicotina, medica- mentos auxiliares e estratégias para cessação do consumo. Essa intervenção amplia as chances de sucesso nos programas de combate ao tabaco, considerados prioritários na saúde público (Lopes et al, 2024).

Nos programas de atenção básica, especialmente em unidades de saúde da família, o farmacêutico exerce papel estratégico na educação em saúde. Ele promove palestras, oficinas e orientações sobre prevenção de doenças, uso racional de antibióticos, armazenamento adequado de medicamentos e descarte correto de resíduos farmacêuticos. Assim, contribui para o empoderamento da comunidade em relação ao autocuidado. Outro ponto relevante é a participação em programas de atenção à saúde mental, em que o farmacêutico orienta pacientes em uso de psicotrópicos, monitorando efeitos adversos e interações medicamentosas. Essa intervenção reduz ris- cos, promove adesão ao tratamento e auxilia na integração social dos pacientes atendidos pela rede pública (Azulino et al, 2020).

A farmacovigilância também é um campo essencial nas intervenções farmacêuticas no SUS. O farmacêutico notifica reações adversas, avalia riscos relacionados ao uso de medicamentos e contribui para a segurança sanitária. Essa prática fortalece o sistema nacional de vigilância em saúde e permite ajustes em protocolos terapêuticos. Portanto, as intervenções farmacêuticas em programas de saúde pública no Brasil abrangem desde a promoção da saúde até a prevenção e o acompanhamento de doenças crônicas e transmissíveis. Sua atuação multiprofissional, aliada ao conheci- mento técnico, torna o farmacêutico um agente indispensável na efetivação das políticas públicas de saúde, garantindo maior eficiência e humanização no cuidado ao cidadão.

2.6.1  Intervenções Farmacêuticas Em Programas De Saúde Pública Inter- nacionalmente

Internacionalmente, as intervenções farmacêuticas em saúde pública têm se expandido, assumindo papel central na promoção do uso racional de medicamentos, na prevenção de doenças e no apoio a políticas globais de saúde. Em países como Canadá e Reino Unido, farmacêuticos comunitários participam ativamente de programas de cessação do tabagismo, acompanhamento de pacientes crônicos e campanhas de vacinação, ampliando o acesso da população a cuidados básicos. Essa prática reduz a sobrecarga dos serviços médicos e fortalece a atenção primária (Da Assumpção et al, 2022).

Nos Estados Unidos, destaca-se a atuação dos farmacêuticos em programas de imunização e no manejo de doenças como hipertensão e diabetes. Farmácias comunitárias funcionam como pontos estratégicos para rastreamento de doenças, orientação sobre estilo de vida e monitoramento da adesão terapêutica. Já em países de baixa e média renda, o trabalho do farmacêutico é voltado principalmente para o controle de doenças infecciosas, como HIV, tuberculose e malária, integrando-se a equipes multiprofissionais e fortalecendo sistemas de vigilância (Magalhães, 2022).

Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Federação Internacional Farmacêutica (FIP), reforçam a importância das intervenções farmacêuticas em políticas públicas. Iniciativas voltadas à farmacovigilância, campanhas de vacinação, combate à resistência antimicrobiana e promoção da saúde comunitária têm mostrado resultados significativos. Assim, a prática farmacêutica em saúde pública, em escala global, consolida-se como essencial para a efetividade dos sistemas de saúde e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

3 METODOLOGIA

O trabalho é uma pesquisa sistemática de cunho qualitativo. A pesquisa sistemática é uma abordagem organizada e cuidadosa que busca revisar e reunir a literatura existente sobre um tema específico, com o objetivo de oferecer uma compreensão abrangente das evidências disponíveis. Nesse processo, os pesquisadores formulam uma pergunta clara e definem critérios para decidir quais estudos incluir ou excluir na análise. Em seguida, realizam uma busca minuciosa em diversas bases de dados para coletar informações relevantes. Após reunir os dados, eles são analisados de maneira crítica, permitindo identificar padrões, tendências e áreas que ainda precisam de investigação. (Donato; Donato, 2019).

Já a pesquisa qualitativa é uma abordagem que visa compreender profunda- mente os fenômenos sociais, comportamentos e experiências das pessoas. Ao contrário da pesquisa quantitativa, que se concentra em dados numéricos e estatísticas, a pesquisa qualitativa busca explorar significados e percepções. Para isso, utiliza métodos flexíveis como entrevistas, grupos focais e observações, permitindo que os pesquisadores capturem nuances e detalhes que podem não ser evidentes em abordagens mais rígidas. (Taquette; Borges, 2021).

Para coleta de dados serão usadas as plataformas: SciELO; google acadêmico, periódico capes, repositório lumes, por meio de artigos; monografias, teses, dissertações, revistas e entre outros arquivos pertinentes. A amostragem será de 20 artigos para o TCC 2 (modelo artigo) na parte de resultados e discussões. Os critérios de inclusão são: artigo de 2018 a 2024 e artigos que tratam da temática e os critérios de exclusões são: artigos pares e que não tratam do fenômeno pesquisado.

Os descritores são: medicamentos; tabagismo, farmacêutico; tratamento. Os dados serão analisados por meio da análise qualitativa de conteúdo, buscando identificar padrões, categorias e temas recorrentes relacionados ao objeto de estudo. Inicialmente, será realizada a leitura detalhada de todo o material coletado, seguida da codificação das informações significativas. Em seguida, os dados serão organizados em categorias e subcategorias que permitam compreender relações, tendências e interpretações relevantes. Por fim, será realizada a síntese e a interpretação dos resultados à luz do referencial teórico adotado, garantindo rigor metodológico e consistência na análise dos fenômenos estudados.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Os estudos sobre o papel do farmacêutico no tratamento do tabagismo demonstram que sua atuação é determinante para o aumento das taxas de cessação e para a redução dos danos associados ao uso do cigarro. Por meio de aconselhamento individualizado, orientação sobre terapias farmacológicas e acompanhamento contínuo, o farmacêutico auxilia o paciente a superar os desafios da dependência. Esses achados evidenciam a relevância da prática farmacêutica no enfrentamento de um dos maiores problemas de saúde pública.

Do ponto de vista do conhecimento científico, as contribuições estão relaciona- das ao fortalecimento do papel clínico do farmacêutico, que vai além da simples dispensação de medicamentos. A atuação em estratégias de cessação do tabagismo amplia o entendimento sobre sua importância nas equipes multiprofissionais e consolida a necessidade de práticas baseadas em evidências. Isso contribui para a valorização da profissão e para a construção de novos referenciais teóricos na área da saúde coletiva.

Na prática farmacêutica, os resultados podem ser aplicados através de protocolos estruturados em farmácias comunitárias e unidades de saúde. O farmacêutico pode realizar consultas clínicas, prescrever terapias de reposição de nicotina conforme protocolos autorizados, acompanhar a evolução do paciente e monitorar possíveis efeitos adversos. Além disso, sua escuta ativa e apoio motivacional reduzem as chances de abandono do tratamento e fortalecem o vínculo terapêutico.

Outro ponto de destaque é a contribuição do farmacêutico na prevenção de recaídas. Por meio de intervenções educativas, monitoramento contínuo e incentivo a mudanças de hábitos, o profissional auxilia o paciente a desenvolver estratégias de enfrentamento diante de situações de risco. Essas práticas reduzem custos hospitalares e evitam complicações decorrentes de doenças relacionadas ao tabagismo, como câncer de pulmão e enfermidades cardiovasculares.

No contexto das políticas públicas de saúde, os achados reforçam a importância de ampliar a inserção do farmacêutico nos programas de controle do tabagismo do SUS. Sua participação em campanhas educativas, grupos de apoio e acompanha- mento clínico pode aumentar o alcance das ações governamentais. Assim, o farmacêutico se consolida como agente estratégico na promoção da saúde, contribuindo para a redução da prevalência do tabagismo e para a melhoria da qualidade de vida da população.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa evidencia que o farmacêutico tem um papel fundamental no processo de abandono do tabaco, ao oferecer acompanhamento continuo, orientações sobre as alternativas terapêuticas e estimulo para a manutenção da motivação de cessação do tabagismo. Com base nessa situação que visa contribuir para aprimorar a efetividade dos programas de cessação e políticas públicas voltado ao consumo de tabaco. Podemos concluir que dessa forma constata-se que os objetivos do estudo foram alcançados, reafirmando a relevância do farmacêutico para orientações e sucesso no tratamento para diminuir o numero de fumantes na sociedade.

A (OMS) Organização Mundial de Saúde reconhece que o profissional farmacêutico possui técnicas importantes e capacitação para realizar atividades estratégicas buscando melhor qualidade de vida da população. Pode garantir o acesso e o uso racional de medicamentos, sendo indispensável na organização de serviços de apoio aos mesmos (SANTANA et al.,2019).

Segundo estudos, intervenções conduzidas por farmacêuticos para a cessação do tabagismo aumentam as taxas de abandono do tabaco em comparação com o tratamento sem nenhuma intervenção. O farmacêutico possui um papel fundamental para aconselhar os fumantes sobre os riscos do cigarro e para encoraja-los a cessar o vício (CARVALHO et al., 2020).

A assistência farmacêutica logo no início do tratamento para parar de fumar representa uma oportunidade de aumentar as chances de abandonar o vício. O monitoramento e acompanhamento associados a um plano terapêutico gera motivação para que o fumante consiga cessar o consumo do tabaco com menor índice de recaídas (BRUSTOLIN et al., 2020).

A pesquisa evidencia que o farmacêutico tem um papel fundamental no processo de abandono do tabaco, ao oferecer acompanhamento continuo, orientações sobre as alternativas terapêuticas e estimulo para a manutenção da motivação de cessação do tabagismo. Com base nessa situação que visa contribuir para aprimorar a efetividade dos programas de cessação e políticas públicas voltado ao consumo de tabaco. Podemos concluir que dessa forma constata-se que os objetivos do estudo foram alcançados, reafirmando a relevância do farmacêutico para orientações e sucesso no tratamento para diminuir o número de fumantes na sociedade.

REFERÊNCIAS

AZULINO, Ariana Cristina de Oliveira; SOLER, Orenzio; ARRUDA, José Edu- ardo Gomes. Intervenção farmacêutica na antibioticoterapia do idoso: caminhos para a redução da ocorrência de problemas relacionados a medicamentos e promoção da farmacoeconomia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 12, n. 11, p. e4504-e4504, 2020.

BALDONI, Farah Maria Drumond Chequer. Contribuições para a Prática Far- macêutica e Saúde Pública no Brasil: reflexões e inovações. Brazilian Journal of Health and Pharmacy, v. 6, n. 2, p. Ini2-Ini2, 2024.

BARBOSA, Rose Elizabeth Cabral; FONSECA, Giovanni Campos. Prevalên- cia de tabagismo entre professores da Educação Básica no Brasil, 2016. Cadernos de saúde pública, v. 35, p. e00180217, 2019.

BARBOZA, Flaviana de Paula Araujo; CARDOSO, Douglas Navas. A PRÁ- TICA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA: abordagem clínica e seus desafios, uma re- visão integrativa. 2023.

BECKER, Aleckssandra. Implantação do Grupo de Cessação do Tabagismo no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) do município de Pa- lhoça com inserção da atenção farmacêutica. 2019.

BRITO, Amanda Moreira de. Análise de intervenções farmacêuticas utilizando um instrumento de acompanhamento farmacêutico em uma unidade de terapia in- tensiva pediátrica. 2021.

CARVALHO, Camila Cristina de Assis; NETO, Orozimbo Henriques Campos. Papel do profissional farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) em um muni- cípio de Minas Gerais. Revista Brasileira de Ciências da Vida, v. 6, n. 3, 2018.

CUNHA, Laura Gouveia da Costa. Caracterização do serviço de cessação ta- bágica nas farmácias comunitárias. 2024.

DA ASSUMPÇÃO, Jéssica et al. Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária no Brasil em comparação com a Espanha e Reino Unido–Revisão literária. Rese- arch, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e95111335029-e95111335029, 2022.

DE ARAÚJO, Marcelle Lima et al. Patologias bucais relacionadas ao taba- gismo. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 23, n. 6, p. e12878-e12878, 2023.

DE CARVALHO, Flavia Cristina Gomes; DE MORAES, Renan Vinicius Gar- cia; BORGES, Quessi Irias. DESENVOLVIMENTO DO PROTOCOLO PARA A IM- PLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE CESSAÇÃO TABÁGICA NA CLÍNICA INTE- GRADA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE–MT. TCC-FARMÁ- CIA, 2023.

DE OLIVEIRA, Alvaedson Santos et al. Atenção Farmacêutica no tratamento de pacientes com hipertensão arterial sistêmica. Revista Artigos. Com, v. 32, p. e9224-e9224, 2021.

DE SOUSA¹, Eduardo Luiz Alves et al. Avaliação do perfil socioeconômico de óbitos por doenças cardiovasculares em Palmas-TO, no período de 2014 a 2016. Revista de Patologia do Tocantins, v. 7, n. 2, 2020.

DETOMI, Vanessa Rodrigues. Avaliação dos desfechos clínicos e da quali- dade de vida de usuários atendidos em um programa de cessação de tabagismo em Unidades Básicas de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. 2018.

DONATO, Helena; DONATO, Mariana. Etapas na condução de uma revisão sistemática. Acta medica portuguesa, v. 32, n. 3, p. 227-235, 20

FERREIRA, Sabrina Gonçalves et al. O impacto de serviços farmacêuticos na cessação do tabagismo: uma revisão integrativa. Saúde. com, v. 19, n. 2, 2023.

FERREIRA, Sabrina Gonçalves; DO NASCIMENTO, Mariana Martins Gon- zaga; DE PAULA REZENDE, Cristiane. O impacto de serviços farmacêuticos na ces- sação do tabagismo: uma revisão integrativa. Revista Saúde. com, v. 19, n. 2, 2023.

Fesp -Fundação escola de saúde pública e Palmas. Capacita farmacêuticos para organizarem grupos de apoio terapêutico a tabagistas. 2022. Disponível em:https://fesp.palmas.to.gov.br/noticia?id=179&utm_source=chatgpt.com. Acesso em:28/08/2025

FILHO, Charles Bernardo Buteri et al. Tabagismo no Brasil: impacto econô- mico na saúde pública e seu tratamento. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 1, n. 1, p. e9043-e9043, 2021.

GHAOURI, Oussama El. Dados mostram crescimento de 25% no número de fumantes no Brasil. 2025. Disponível em:https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagen- cia-nacional/saude/audio/2025-05/dados-mostram-crescimento-de-25-no-numero- de-fumantes-no-brasil?utm_source=chatgpt.com. Acesso em:28/08/2025

INCA. Instituto Nacional de Câncer. Prevalência do tabagismo. Ministerio da saúde. Gov.com. 2025. Disponível em:https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor- e-profissional-de-saude/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco/da- dos-e-numeros-do-tabagismo/prevalencia-do-tabagismo?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 28/08/2025

INCA. Instituto Nacional de Câncer. Sabores e aromas em produtos derivados de tabaco: uma estratégia para tornar a população dependente de nicotina .Dia Na- cional De Combate Ao Fumo 2023 (29 De Agosto). 2023. Dosponível em:https://ni- nho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/14660/1/DNCF23-Nota- T%C3%A9cnica%20Coordenadores%2016.08.pdf?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 28/08/2025

INCA. Instituto Nacional de Câncer.Prevalência do tabagismo. Ministerio da saúde. Gov.com. 2022. disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor- e-profissional-de-saude/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco/da- dos-e-numeros-do-tabagismo/prevalencia-do-tabagismo?utm_source=chatgpt.com. Acesso em:28/08/2025

INCA. Instituto Nacional de Câncer.Tabagismo. Ministerio da saúde. Gov.com. 2025.Disponível em:https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-pre- vencao-do-cancer/tabagismo?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 28/08/2025

LABORNE, Maria Eduarda Pinheiro et al. Avaliação do impacto de serviços farmacêuticos para a cessação do tabagismo. 2021.

LIMA, Adriana et al.. O processo de cessação tabágica e o contributo do far- macêutico: impacto na saúde pública. Acta Farmacêutica Portuguesa, v. 11, n. 1, p. 43-68, 2022.

LOPES, Francisco Leilson da Silva et al. Problemas relacionados a medica- mentos e intervenções farmacêuticas realizadas no grupo hiperdia. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 1, p. 2093-2105, 2024.

MAGALHÃES, Neuza Antónia Esteves Pereira. Intervenção Farmacêutica nos Cuidados Continuados: O Caso da Desprescrição. 2022. Dissertação de Mestrado. Universidade do Algarve (Portugal).

MELGAREJO, Ana Paula; ZAMPIERON, Rafaela Grassi; SHENG, Lee Yun. Cuidado farmacêutico: atuação e contribuição do farmacêutico no SUS, Sinop-MT. Scientific Electronic Archives, v. 14, n. 6, 2021.

MINTO, Lara Fontana et al. Restruturação do programa de controle do taba- gismo no municipio de presidente kennedy-es: a assistência farmacêutica como pro- tagonista no tratamento ao fumante. Cadernos Camilliani e-ISSN: 2594-9640, v. 19, n. 1, p. 35-51, 2023.

NICOLA, Matheus Lazzari; MARGARIDO, Mario Antonio; SHIKIDA, Pery Francisco Assis. Uma análise sobre a estratégia de elevação de preço via tributação ou preço mínimo para redução do consumo de tabaco no Brasil. Informe Gepec, v. 26, n. 2, p. 314-331, 2022.

OLIVEIRA, Janaina Lima de. Papel do farmacêutico no acompanhamento far- macoterapêutico de pacientes idosos com doenças crônicas não transmissíveis: re- lato de uma série de casos. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

SANTOS, Ananda. SES-TO promove o Dia Nacional de Combate ao Fumo.Governo do Tocantins. 2024. Disponível em:https://www.to.gov.br/secom/noti- cias/ses-to-promove-o-dia-nacional-de-combate-ao-fumo/qd4429vam87. Acesso em:28/08/2025

SANTOS, Rutyelenn Alves et al. A nova faceta do tabagismo: o uso do cigarro eletrônico no contexto da saúde pública. Research, Society and Development, v. 11, n. 12, p. e230111234484-e230111234484, 2022.

(Sd). Edu.br. Recuperado em 12 de outubro de 2025, de https://www.ate- nas.edu.br/uniatenas/assets/files/spic/monography/1/7/ASSIST%C3%8ANCIA_FAR- MAC%C3%8AUTICA_NO_CONTROLE_DO_TABAGISMO_2022.pdf

TAQUETTE, Stella R.; BORGES, Luciana. Pesquisa qualitativa para todos. Editora Vozes, 2021.

VELOSO, Ronara Camila de Souza Groia et al. Fatores associados ao grau de motivação de cessação de tabagismo em pacientes acompanhados por farma- cêuticos de um hospital universitário do sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Far- mácia Hospitalar e Serviços de Saúde, 2021.