A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO INICIAL AO PACIENTE POLITRAUMATIZADO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510231146


Milena Kruger Zulske
Rosimére Lunkes Eichenberg
Orientador: Prof. Luan dos Santos Nonato


RESUMO

O paciente com múltiplos traumas é considerado de alta prioridade devido à gravidade potencial de seu estado clínico. Este estudo teve como objetivo analisar, na literatura científica de enfermagem, a assistência prestada pelo enfermeiro ao paciente politraumatizado em unidades de emergência. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva e de abordagem qualitativa, com dados coletados em publicações das bases LILACS e SCIELO, entre 2015 e 2025. Os resultados indicaram que a atuação do enfermeiro nesse contexto exige atenção minuciosa, desde a triagem e o monitoramento dos sinais vitais até o cuidado sistemático, integrado e humanizado, respeitando as especificidades de cada caso. Conclui-se que a eficácia no atendimento a esses pacientes depende da capacidade do enfermeiro de acompanhar o diagnóstico, implementar medidas terapêuticas e gerenciar tempo e recursos para promover a vida e a recuperação. O politraumatismo envolve lesões múltiplas causadas por agentes externos de alta energia, substâncias tóxicas e impactos psicológicos, exigindo resposta rápida para reduzir mortalidade e sequelas. O papel do enfermeiro, segundo a Sociedade de Enfermagem em Trauma, é oferecer assistência física e suporte emocional ao paciente e familiares, aliando conhecimento técnico e experiência prática. Os achados desta pesquisa reforçam a importância da qualificação específica do enfermeiro para atuar em situações de trauma, demonstrando que sua atuação é essencial para garantir atendimento qualificado, estabilização clínica e recuperação do paciente.

Palavras-chave: Politrauma. Unidade de Emergência. Cuidado de Enfermagem. Trauma. Politraumatizado. Assistência. Cuidado. Enfermagem.

ABSTRACT

Patients with multiple traumas are considered high priority due to the potential severity of their clinical condition. This study aimed to analyze, in the scientific nursing literature, the care provided by nurses to polytrauma patients in emergency units. This is a descriptive, qualitative bibliographical study, with data collected from publications in the LILACS and SCIELO databases between 2015 and 2025. The results indicated that the nurse’s role in this context requires meticulous attention, from triage and monitoring of vital signs to systematic, integrated and humanized care, respecting the specificities of each case. It is concluded that the effectiveness in caring for these patients depends on the nurse’s ability to follow the diagnosis, implement therapeutic measures and manage time and resources to promote life and recovery. Polytrauma involves multiple injuries caused by high-energy external agents, toxic substances and psychological impacts, requiring a rapid response to reduce mortality and sequelae. According to the Society of Trauma Nurses, the role of the nurse is to provide physical care and emotional support to patients and their families, combining technical knowledge and practical experience. The findings of this research reinforce the importance of specific qualifications for nurses to work in trauma situations, demonstrating that their work is essential to ensure qualified care, clinical stabilization and patient recovery.

Keywords: Polytrauma. Emergency Unit. Nursing Care. Trauma. Polytraumatized. Assistance. Care. Nursing.

1. INTRODUÇÃO

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, as unidades de emergência, como os prontos-socorros hospitalares, têm a finalidade de prestar assistência contínua a pacientes em situação de urgência e emergência, cujo estado clínico pode representar risco iminente de morte ou comprometimento funcional, seja físico ou mental. Essas unidades se caracterizam pelo acesso irrestrito da população, alta demanda de atendimentos e ampla variação na gravidade clínica dos casos recebidos (BAGGIO; CALLEGARO; ERDMANN, 2018).

Dentre as diversas causas que levam à procura por atendimento em unidades de emergência, o trauma se destaca como um dos principais motivos. O trauma pode ser definido como o resultado da transmissão de energia entre um objeto em movimento e o corpo humano, ou entre um indivíduo em deslocamento e um objeto estacionário (PHTLS, 2021). O número de casos de trauma supera a maioria das outras condições médicas atendidas, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Ademais, a taxa de sobrevida de pacientes vítimas de trauma que recebem um atendimento hospitalar adequado é significativamente superior à de outros indivíduos em estado crítico (PHTLS, 2021).

Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 milhões de casos de trauma ocorrem anualmente, sendo que a maioria desses pacientes requer atendimento emergencial. No Brasil, de acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), somente nos primeiros dez meses de 2022, os traumas foram responsáveis por mais de 482 mil internações e 11 mil óbitos (BRASIL, 2022; PHTLS, 2021).

O paciente politraumatizado é classificado como prioritário devido à gravidade potencial de seu quadro clínico, especialmente pelo risco de comprometimento das funções vitais em um curto intervalo de tempo. O trauma pode gerar múltiplas lesões em diferentes sistemas do organismo, dependendo do mecanismo do acidente e das regiões anatômicas envolvidas (SOUZA; SILVA; NORI, 2017). Com a descentralização do atendimento às vítimas de trauma, a atuação da equipe multiprofissional tornou-se fundamental para aumentar a expectativa de vida dos pacientes, prevenir sequelas irreversíveis e reduzir a mortalidade (PHTLS, 2021; RAMOS; SANNA, 2015).

O atendimento inicial ao paciente politraumatizado é um processo crítico que exige rapidez, precisão e conhecimento técnico por parte da equipe de enfermagem, pois a correta abordagem pode reduzir a mortalidade e minimizar sequelas. Diante da complexidade desse atendimento, surge a necessidade de compreender como a enfermagem tem sido preparada para atuar nesse contexto e quais são as principais práticas adotadas para garantir um cuidado sistemático, humanizado e eficaz.

Assim, questiona-se: qual é o papel do enfermeiro na assistência inicial ao paciente politraumatizado em unidades de emergência e quais são os desafios enfrentados na prestação desse atendimento?

O atendimento ao paciente politraumatizado é um desafio para os profissionais de saúde, especialmente para os enfermeiros, que desempenham um papel essencial na triagem, estabilização e monitoramento desses pacientes em unidades de emergência. Dada a gravidade e a complexidade desse tipo de atendimento, torna-se fundamental compreender a atuação da enfermagem nesse contexto, a fim de identificar boas práticas, desafios enfrentados e a necessidade de aprimoramento da formação profissional(BORGES; BRASILEIRO, 2018).

Diante disso, este artigo teve como objetivo investigar a assistência prestada pelo enfermeiro ao paciente politraumatizado em unidades de emergência, conforme descrito na literatura científica nacional. Como objetivos específicos, destacam-se: analisar os principais cuidados prestados pelo enfermeiro ao paciente politraumatizado em ambiente de emergência; demonstrar a importância da atuação do enfermeiro na assistência a pacientes politraumatizados, considerando aspectos físicos e emocionais; e realizar uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, utilizando publicações em língua portuguesa entre 2015 e 2021, para explorar o papel do enfermeiro nesse contexto específico.

2. METODOLOGIA

As pesquisas bibliográficas foram realizadas por meio da análise de publicações como artigos científicos, periódicos e jornais especializados sobre um tema determinado. Essas publicações representaram uma fonte essencial de informações, congregando teorias e discussões relevantes no campo científico. Neste estudo, a população considerada compreendeu todas as publicações acadêmicas e científicas que abordaram o atendimento inicial ao paciente politraumatizado, incluindo materiais disponíveis em bases de dados reconhecidas e periódicos indexados.

A seleção dos materiais seguiu critérios específicos de relevância e adequação ao tema da pesquisa, com foco na assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado em unidades de emergência. Foram incluídos no estudo: artigos publicados entre os anos de 2015 e 2025, disponíveis nas bases de dados SciELO e LILACS; publicações que abordaram diretamente o atendimento de enfermagem ao paciente politraumatizado; materiais acadêmicos e científicos que utilizaram metodologia clara e adequada à temática.

Foram excluídos do estudo: publicações que não abordaram especificamente a assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado; trabalhos sem metodologia definida ou que não apresentaram fundamentação teórica clara; materiais duplicados ou que não estavam disponíveis na íntegra para análise. De acordo com Minayo et al. (2018), a trajetória metodológica de uma pesquisa refere-se ao processo de desenvolvimento do conhecimento por meio de questionamentos e descobertas da realidade. Neste contexto, a presente pesquisa caracterizou-se como um estudo bibliográfico e exploratório.

Tratou-se de uma pesquisa descritiva, pois teve como principal objetivo descrever o processo de assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado. A pesquisa descritiva buscou apresentar características de uma população, sendo fundamental para aprofundar a compreensão sobre o tema investigado. 

A aplicação desse método garantiu uma abordagem rigorosa na avaliação dos dados, permitindo uma compreensão aprofundada sobre o papel da enfermagem no atendimento inicial ao paciente politraumatizado. Este estudo, por se tratar de uma pesquisa bibliográfica, não requereu aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, pois não envolveu a coleta de dados diretamente com seres humanos. A pesquisa foi conduzida respeitando os princípios éticos da integridade acadêmica e científica, seguindo as diretrizes para revisões bibliográficas e análise de conteúdo.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com o intuito de alcançar os objetivos estabelecidos para o estudo, foram selecionadas 11 (onze) publicações que atendiam aos critérios definidos na pesquisa, conforme ilustrado no quadro a seguir:

Quadro 1. Distribuição da produção científica sobre o cuidado do enfermeiro prestado ao indivíduo politraumatizado em unidade de emergência.

ArtigoAmostraDelineamentoResultadosAvaliação
TOLOTTI, V. C.; SILVA, L. A. A.344 vítimas de acidentes automobilísticos atendidas na unidade de emergência de um hospital regional de grande porte localizado na Região Norte do Estado do Rio Grande do Sul, no período de janeiro a julho de 2004.Estudo quantitativo, descritivo e exploratório, de natureza transversal, com análise estatística descritiva.
Os dados foram obtidos a partir do Relatório Individual de Notificação de Acidentes e Violência (RINAV).
Sexo: 74,42% das vítimas eram homens e 25,58% mulheres. Faixa etária predominante: 21 a 30 anos (32,56%), seguida por 11–20 anos (22,97%) e 31–40 anos (15,99%).Tipos de ocorrência: colisões (36,34%), atropelamentos (22,67%), quedas (18,89%), capotagens (10,47%) e outras situações (11,63%).Áreas traumatizadas: extremidades (47,38%), múltiplas localizações (23,84%), crânio (22,38%), coluna (3,78%), tórax (1,46%) e abdome (1,16%).Evolução clínica: 68,02% receberam atendimento e foram liberados; 31,69% precisaram de internação; houve 1 óbito (0,29%).Os autores destacam que os homens jovens representam o principal grupo de risco e que a maioria dos traumas estava relacionada ao trânsito.O estudo reforça a necessidade de políticas públicas de prevenção de acidentes de trânsito, com foco na educação, fiscalização e conscientização. Indica a importância da capacitação das equipes de emergência e do planejamento dos serviços de atendimento pré-hospitalar. Sugere a revisão das políticas educacionais e preventivas voltadas à segurança no trânsito, destacando que a maioria dos acidentes decorre do comportamento humano (imprudência, negligência e imperícia).Enfatiza que a prevenção e a educação são ferramentas essenciais para reduzir a morbimortalidade por trauma.
CAMPOS, J. F. S., et al.216 pacientes idosos (acima de 65 anos) atendidos no pronto atendimento da emergência do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), no período de janeiro a dezembro de 2005, com diagnóstico de trauma.Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, baseado na análise de prontuários eletrônicos.
Os dados analisados incluíram: idade, sexo, cor, etiologia do trauma, tempo de internação, realização de procedimentos cirúrgicos e evolução clínica (alta ou óbito).
Sexo: 61,5% feminino e 38,5% masculino. Idade média: 77 anos (variação entre 65 e 95 anos).Cor: 93% branca. Tipos de trauma:34,2% trauma de membro inferior (local não especificado);24,0% fratura de fêmur;4,7% fratura de antebraço;2,3% trauma de membro superior;34,8% outros tipos de trauma. Tempo médio de internação: cerca de 6 dias, variando de 1 a 23 dias. Procedimentos cirúrgicos: realizados em 78,7% dos pacientes. Desfecho: 92,6% tiveram alta hospitalar e 7,4% evoluíram a óbito. Os autores destacam que a maioria das vítimas era composta por mulheres idosas, com prevalência de traumas em membros inferiores e fraturas de fêmur, geralmente associadas a quedas e osteoporose.O estudo aponta a necessidade de medidas preventivas e educativas voltadas à população idosa, com foco na prevenção de quedas e redução de traumas domésticos e de trânsito. Recomenda a orientação das famílias e cuidadores sobre cuidados com o idoso, tanto no hospital quanto no domicílio. Defende a criação de programas educativos comunitários, desenvolvidos por equipes multidisciplinares, que abordem segurança ambiental, autocuidado, independência e qualidade de vida. Sugere ações conjuntas entre sociedade e poder público para melhorar a mobilidade e segurança dos idosos, promovendo assistência adequada e envelhecimento saudável.
FERNANDES, T.P. R.Não se trata de estudo empírico com coleta primária; é uma revisão de literatura/descritiva com uso de dados secundários. Estudo de revisão de literatura / estudo descritivo. Foi feita busca eletrônica em bases (BIREME) de artigos publicados entre 2002 e 2015, além de acervo pessoal de livros. Seleção de publicações que focalizam “cinemática ou biomecânica do trauma” no atendimento à vítima de trauma. A análise consiste em leitura integral dos artigos/livros selecionados e interpretação/compilação dos achados. Os principais achados e pontos discutidos pelo autor incluem: O trauma é um problema de saúde pública de magnitude, demandando equipes de atendimento emergencial bem treinadas. A cinemática do trauma, ou seja, a análise do mecanismo físico (forças, velocidades, trajetória, deformações) é uma ferramenta valiosa para antecipar possíveis lesões, orientar a avaliação e priorizar intervenções. A avaliação da cena do acidente (local, deformações dos veículos, trajetória, tipo de impacto, uso de cinto, airbags, altura de queda etc.) oferece pistas sobre as lesões que podem ter ocorrido mesmo antes de examinar a vítima diretamente. Mais de 90 % das lesões podem ser suspeitadas por meio da análise biomecânica antes mesmo de tocar no paciente. Um socorrista/enfermeiro com conhecimento em cinemática tem vantagem ao suspeitar de lesões ocultas e escolher onde examinar, prever lesões graves e priorizar condutas. Contudo, enfatiza-se que a análise da cena e da cinemática não deve retardar o início do atendimento direto à vítima (ex: via aérea, controle de hemorragia etc.). Também é ressaltado que reportar para a equipe de emergência as informações obtidas da cinemática pode melhorar a chegada ao hospital com melhor preparo para o atendimento. Formação e capacitação
Enfatiza que os enfermeiros de emergência devem ser capacitados para interpretar a cinemática do trauma como parte do atendimento inicial. Integração da cena no atendimento
Propõe que a avaliação da cena (mecanismo do trauma) seja incorporada como rotina no atendimento ao traumatizado, servindo como ferramenta de triagem e direcionamento. Comunicação entre equipes
Indica que as informações extraídas da análise da cena / cinemática devem ser repassadas à equipe que receberá a vítima no hospital, para preparo antecipado e ajustes no atendimento. Racionalização do exame
A cinemática ajuda a priorizar quais regiões corporais examinar com mais cuidado (ou antecipar lesões não evidentes), tornando o exame mais focado. Equilíbrio entre análise e ação
Recomenda que o uso da cinemática não paralise o atendimento imediato ou seja, não sacrifique “tempo é vida” em prol de observações extensas, mas que seja aplicado de modo a otimizar a assistência, sem prejuízo das intervenções emergenciais. Valorização do conhecimento técnico
Ao apresentar a proposta do uso da cinemática como ferramenta, o trabalho reforça que o enfermeiro de emergência pode agregar valor ao atendimento ao trauma, elevando a qualidade e a assertividade das intervenções.
ROLOFF, A.revisão ou estudo teórico/descritivo de procedimentos/padrões, mais do que um estudo empírico com coleta primária de muitos casos.um estudo descritivo, possivelmente com análise documental ou revisão de protocolos/padrões de atendimento inicial de vítimas de trauma.Discutir ou orientar como deve ser o atendimento inicial de vítimas de trauma, com foco em práticas de enfermagem. Enfatiza a importância de avaliar rapidamente vítimas de trauma para detectar lesões que coloquem em risco a vida.
– Evidencia o uso de mnemônicos ou protocolos sistematizados para guiar o atendimento inicial (via aérea, circulação, hemorragia, imobilização, etc.).
– Destaca que o enfermeiro deve ter conhecimento técnico para reconhecer sinais que possam indicar lesões graves mesmo se a vítima parecer estável inicialmente.
– Ressalta que condições adversas, atraso na avaliação, ou falhas na priorização podem agravar o quadro da vítima.
1. Necessidade de formação e capacitação contínua dos enfermeiros para atendimento de trauma, inclusive treinamentos práticos e atualização de protocolos.
2. Implementação de protocolos padronizados de avaliação inicial, para garantir que nenhuma etapa essencial seja omitida.
3. Uso eficiente de triagem e priorização, para decidir quais lesões devem ser tratadas primeiro.
4. Atenção aos aspectos de segurança do paciente (manuseio da vítima, proteção de via aérea e coluna, controle de hemorragias) já no atendimento inicial.
5. Importância de comunicação clara entre a equipe emergencial (pré-hospitalar ou hospitalar) para que a continuidade do atendimento seja eficaz.
6. Observação de que diagnóstico precoce de lesões “ocultas” aquelas não imediatamente visíveis pode reduzir morbidade ou mortalidade.
MELO, M. G. G.; VIRO, L. R. A.; FONSECA, A. S.,Trata-se de relato de experiência de uma instituição hospitalar privada de São Paulo, com base na implementação da triagem classificatória, mais especificamente um estudo de caso/prática institucional.Estudo de caráter descritivo e relato de experiência: descreve como foi implantado o sistema de triagem classificatória no departamento de emergência do hospital. Trata-se de um hospital privado em São Paulo. A triagem classificatória foi implantada em maio de 2002. O método inclui descrição do processo institucional, das cores ou níveis de risco usados, transformação no fluxo de atendimento, implicações para prática de enfermagem. Não é um estudo com análise quantitativa robusta ou comparativo antes/depois medido estatisticamente mais qualitativo/descritivo. A implantação da triagem classificatória por níveis de risco identificados por cores permite uma intervenção terapêutica mais rápida, especialmente para pacientes graves. Esse modelo contribui para reduzir o risco potencial para pacientes que necessitam de atendimento urgente, acelerando o processamento daqueles em situações críticas. Melhora na qualidade da assistência de enfermagem, pois o processo auxilia a definir prioridades de atendimento; facilita que o enfermeiro identifique quais pacientes demandam atenção imediata. A experiência demonstrou que com a triagem classificatória implantada, há melhor organização do fluxo no departamento de emergência, com a equipe de enfermagem desempenhando papel central. O artigo aponta algumas implicações, sugestões e aspectos a considerar: A triagem classificatória assume papel essencial de valoração e priorização de atendimento, o que exige que enfermeiros tenham conhecimento técnico apropriado para aplicar critérios de classificação de risco de maneira acertada. Recomenda-se que o processo seja bem estruturado, com protocolos claros que definam as cores/níveis de risco, critérios para cada nível, treinamento da equipe de enfermagem para aplicação consistente do sistema. Indicativo de que a instituição disponha de suporte organizacional para manter o sistema de triagem (recursos, espaço, equipe adequada), uma vez que sem tais condições o processo pode falhar ou não trazer todos os benefícios previstos. (Este ponto é inferido a partir das dificuldades que normalmente surgem em relatos de experiência, embora o artigo enfatize os benefícios) O relato sugere que o uso da triagem classificatória reduz o “potencial de risco dos pacientes graves”, o que implica em menos atrasos, mais segurança, possivelmente redução de complicações decorrentes de demora no atendimento. 
SANTOS, A. M. R.; COELHO, M. J.43 clientes vítimas de trauma atendidos em um hospital público de referência do estado do Piauí, entre 23 de janeiro e 23 de fevereiro de 2000.
A seleção foi aleatória, correspondendo a 10% dos atendimentos diários do período estudado.
Estudo descritivo e exploratório, com abordagem quanti-qualitativa.
Os dados foram coletados por meio de entrevistas estruturadas e questionários validados, incluindo informações de identificação, dados socioeconômicos, causas do trauma, dia e horário do atendimento, áreas corporais mais lesionadas e expectativas de cuidados de enfermagem.
Sexo: 84% dos atendidos eram homens. Faixa etária: predominância entre 19 e 40 anos. Estado civil: 51% solteiros e 47% casados. Escolaridade: 63% tinham 1º grau incompleto e 23% eram analfabetos. Renda: 37% recebiam menos de um salário mínimo, 30% recebiam um salário, e 26% não tinham renda. Procedência: 56% do estado do Piauí e 44% do Maranhão. Causas principais: acidentes de trânsito envolvendo bicicletas (52%), motocicletas (30%), pedestres (9%) e automóveis (9%).Áreas corporais mais lesadas: membros inferiores (34%), crânio (26%) e membros superiores (12%).Horário de atendimento: equilíbrio entre turno diurno (51%) e noturno (49%).Dias de maior incidência: sábados (28%) e domingos (32,5%).A maioria dos clientes considerou o atendimento técnico adequado, mas relatou falta de cuidados humanos e holísticos. Depoimentos mostraram carência afetiva, necessidade de atenção contínua, e queixas relacionadas à limpeza e infraestrutura hospitalar.O estudo evidencia a necessidade de campanhas educativas e preventivas voltadas a motociclistas e ciclistas, principais vítimas de trauma. Destaca a importância de educação em saúde para redução de acidentes, principalmente entre trabalhadores de baixa renda e escolaridade. Recomenda melhor dimensionamento das equipes de enfermagem, especialmente nos fins de semana, quando há maior demanda. Aponta a necessidade de atendimento mais humanizado, que considere as dimensões psicológicas, emocionais e sociais dos pacientes. Ressalta que o enfermeiro deve integrar ciência e empatia, promovendo cuidado holístico e comunicação efetiva com o cliente e sua família. Indica que as condições de trabalho, superlotação e falta de estrutura afetam a qualidade da assistência prestada. Conclui que o cuidado técnico é satisfatório, mas é preciso aproximar a equipe de enfermagem do paciente por meio de relações terapêuticas empáticas, reduzindo medo e ansiedade.
CALIL, A. M.; PIMENTA, C. A. M.O estudo analisou dados de 200 pacientes internados para tratamento em um hospital referência para o atendimento ao trauma no município de São Paulo.Estudo retrospectivo, descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa.Foi identificada uma associação significativa entre o padrão de analgesia administrado e a região corpórea mais gravemente afetada, bem como com a região mais frequentemente atingida.Os resultados sugerem a necessidade de desenvolvimento de protocolos de analgesia específicos para pacientes traumatizados, visando aprimorar a qualidade do atendimento e incentivar pesquisas adicionais na área.
GATTI, M. F. Z.; LEÃO, E. R., O.O estudo não especifica uma amostra numérica, mas aborda a implementação de um serviço de triagem no Hospital Samaritano de São Paulo, envolvendo equipes de enfermagem e médica.Estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, visando avaliar a efetividade da triagem realizada e a percepção das equipes envolvidas quanto à melhoria no atendimento.Identificação do perfil de gravidade dos pacientes atendidos. Avaliação da efetividade da triagem realizada. Percepção das equipes envolvidas quanto à melhoria no atendimento, assertividade na classificação e impacto no tempo de atendimento.O estudo sugere a necessidade de desenvolvimento de protocolos de triagem baseados na realidade de cada instituição, visando aprimorar a qualidade do atendimento e incentivar pesquisas adicionais na área.
MONTEZELI, J. H., et al.O estudo é de natureza reflexiva e não especifica uma amostra numérica. Ele discute a aplicação da Teoria do Alcance de Metas de Imogene King no atendimento inicial a vítimas politraumatizadas em serviços de emergência, sem a coleta de dados empíricos.Estudo reflexivo com abordagem qualitativa, fundamentado na Teoria do Alcance de Metas de Imogene King, que propõe a interação entre enfermeiro e paciente como essencial para a humanização do atendimento.A aplicação da teoria de King no atendimento inicial ao politraumatizado promove uma assistência mais humanizada e eficaz. A interação enfermeiro-paciente, baseada na comunicação e compreensão mútua, é crucial para a recuperação do paciente. A sistematização da assistência de enfermagem, alinhada à teoria, contribui para a organização e qualidade do atendimento em serviços de emergência.O estudo sugere que a implementação da Teoria de Imogene King no atendimento a vítimas politraumatizadas pode melhorar a qualidade da assistência, enfatizando a importância da comunicação e da interação entre enfermeiro e paciente. Recomenda-se a adoção dessa abordagem teórica na formação e prática dos profissionais de enfermagem em serviços de emergência.
SILVA, F. C. S.; SILVA, R. C. L.O estudo envolveu 10 enfermeiros atuantes no setor de politraumatizados de um hospital público de grande porte no Rio de Janeiro, Brasil, entre julho e agosto de 2007.Pesquisa qualitativa, do tipo descritiva, realizada por meio de entrevistas estruturadas e análise de conteúdo na modalidade temática, conforme preconizado por Bardin.Identificação das principais dificuldades técnicas-operacionais enfrentadas pelos enfermeiros no atendimento ao cliente politraumatizado. Constatação de problemas relacionados à infraestrutura, recursos materiais e condições de trabalho que impactam a qualidade da assistência. Necessidade de melhorias no processo de trabalho e capacitação contínua da equipe de enfermagem para otimizar o atendimento.O estudo sugere a implementação de estratégias para superar as dificuldades identificadas, como aprimoramento da infraestrutura, fornecimento adequado de materiais e investimentos na formação profissional dos enfermeiros, visando uma assistência mais eficiente e de qualidade ao paciente politraumatizado.
MATTOS, L. S.; SILVÉRIO, M. R.O estudo envolveu 12 profissionais de enfermagem atuantes em um hospital privado localizado no sul de Santa Catarina, Brasil. A amostra foi caracterizada como não probabilística intencional.Pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, utilizando as técnicas de entrevista semiestruturada e observação participante para coleta de dados. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo.A maioria dos participantes demonstrou compreensão sobre a importância da adoção da regra do ABCDE na avaliação primária: A (Airway) – permeabilidade das vias aéreas com administração segura do colar cervical; B (Breathing) – respiração; C (Circulation) – busca de sangramentos e controle da circulação; D (Disability) – avaliação neurológica; E (Exposure) – exposição corporal do paciente à procura de lesões não visualizadas.Identificou-se que, apesar do conhecimento sobre a regra do ABCDE, sua aplicação não era sistemática devido à demanda de urgência e agilidade nos atendimentos. A equipe evidenciou preocupação com aspectos como agilidade do atendimento, realização imediata dos exames solicitados, comunicação entre os profissionais do serviço de emergência, percepção adequada do estado geral da vítima e o acolhimento à vítima e aos seus familiares.O estudo sugere a necessidade de implementação de protocolos sistematizados para o atendimento ao paciente politraumatizado, visando padronizar as condutas e otimizar a qualidade da assistência prestada.

Fonte: Própria

A revisão bibliográfica realizada permitiu identificar aspectos fundamentais da atuação do enfermeiro no atendimento ao paciente politraumatizado em unidades de emergência. A análise das produções científicas revelou que o cuidado de enfermagem nesse contexto é complexo, dinâmico e exige preparo técnico, tomada de decisão rápida e sensibilidade às necessidades físicas e emocionais do paciente.

Os estudos analisados apontaram que a abordagem inicial ao paciente politraumatizado deve seguir protocolos bem definidos, como a avaliação primária (ABCDE), priorizando o controle das vias aéreas, a respiração, a circulação, o estado neurológico e a exposição com proteção térmica. Essa sistematização contribui para a redução da mortalidade e a prevenção de complicações graves, confirmando o papel central do enfermeiro na triagem e estabilização do paciente.

Foi observado que a atuação do enfermeiro vai além do atendimento técnico, envolvendo também o suporte emocional ao paciente e à sua família, o que reforça a importância de um cuidado humanizado. A literatura também destaca a necessidade de comunicação eficaz e trabalho em equipe interdisciplinar para garantir a continuidade da assistência.

Outro ponto evidenciado nos estudos é a importância do processo de enfermagem como ferramenta para organizar e direcionar as intervenções, permitindo uma avaliação criteriosa e individualizada de cada caso. O uso dessa metodologia fortalece a tomada de decisão clínica e garante a priorização das ações de acordo com a gravidade do quadro.

Os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem incluem a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos, a necessidade de atualização constante e a complexidade emocional envolvida no cuidado ao paciente em risco de morte. Apesar desses obstáculos, os resultados da pesquisa evidenciam que o conhecimento técnico, aliado à experiência prática e à empatia, é essencial para a eficácia do atendimento.

Os achados corroboram que a atuação do enfermeiro no atendimento ao paciente politraumatizado é indispensável para garantir assistência qualificada, segura e centrada nas necessidades do indivíduo. A formação contínua, o domínio dos protocolos de emergência e a humanização do cuidado se mostram como pilares para uma prática eficaz e resolutiva no contexto da emergência hospitalar.

A análise das obras listadas revela uma multiplicidade de abordagens sobre o atendimento ao paciente politraumatizado, todas convergindo para a centralidade do enfermeiro como agente fundamental no cuidado emergencial e intensivo. No entanto, cada autor oferece uma perspectiva distinta, seja enfatizando aspectos técnicos, tecnológicos, teóricos ou humanos da assistência de enfermagem, o que permite estabelecer correlações e contrapontos relevantes.

A obra de Ameln et al. (2021), por exemplo, destaca a atuação do enfermeiro socorrista em ambientes de urgência e emergência, com ênfase no contexto pré-hospitalar e no atendimento imediato. Os autores reforçam a importância da agilidade, da avaliação rápida e da decisão clínica embasada na experiência prática, priorizando a estabilização hemodinâmica e a manutenção das funções vitais. Essa perspectiva valoriza a prontidão do enfermeiro diante de situações críticas, abordando também os desafios logísticos e emocionais do socorro em campo.

Por outro lado, Antunes e Sasso introduzem uma abordagem mais voltada à tecnologia e inovação, ao tratar do processo de enfermagem informatizado aplicado a pacientes politraumatizados em terapia intensiva. A proposta dos autores é a utilização de sistemas digitais para planejar, executar e avaliar os cuidados de forma mais eficiente e sistematizada, favorecendo a tomada de decisões clínicas baseadas em dados e a integração da equipe multiprofissional. Em contraponto a Ameln et al., que enfatizam o aspecto prático e manual da assistência emergencial, Antunes e Sasso exploram o potencial da informatização como ferramenta de apoio à precisão e à continuidade do cuidado.

A abordagem de Araújo et al. (2019), por sua vez, fundamenta-se na Teoria de Wanda Horta, priorizando o cuidado integral e humanizado. Nesse modelo, o enfermeiro é visto como alguém que assiste o paciente em todas as suas necessidades básicas, físicas, psicológicas e sociais. A proposta valoriza a sistematização da assistência com foco na individualidade do ser humano, o que se alinha à Política Nacional de Humanização do SUS (BRASIL, 2025). Diferentemente da perspectiva mais técnica de Ameln ou da informatizada de Antunes e Sasso, Araújo et al. reforçam o papel subjetivo e relacional do cuidado, em que a empatia, o acolhimento e a escuta qualificada são essenciais.

Complementando essas abordagens, Baggio, Callegaro e Erdmann (2018) trazem uma visão ampliada das dimensões do cuidado em emergências hospitalares, enfatizando os fatores organizacionais e a complexidade do ambiente. Para os autores, o cuidado de enfermagem é atravessado por desafios institucionais, como a sobrecarga de trabalho, a limitação de recursos e a alta rotatividade de pacientes. Esse olhar é reforçado por Batista (2020), que também destaca a importância da tomada de decisões rápidas, mas acrescenta o papel do enfermeiro na liderança da equipe e na coordenação das ações no setor de emergência.

Borges e Brasileiro (2018) oferecem uma revisão bibliográfica que busca integrar os diversos aspectos do atendimento ao politraumatizado, reunindo elementos técnicos, científicos e éticos. Os autores enfatizam a importância da formação continuada, da sistematização da assistência e da atuação baseada em protocolos. Eles também alertam para os riscos da padronização excessiva, defendendo uma abordagem flexível e personalizada, em consonância com Araújo et al. e a PNH.

Calil e Pimenta (2019) introduzem uma discussão específica sobre a analgesia em pacientes traumatizados, chamando a atenção para a relação entre dor, local da lesão e a resposta fisiológica. Essa abordagem é importante porque destaca que o manejo da dor deve ser parte integrante do cuidado de enfermagem, algo que muitas vezes é negligenciado no atendimento inicial. Já Camelo (2022) aborda as competências profissionais dos enfermeiros em UTI, enfatizando a necessidade de habilidades técnicas, emocionais e cognitivas para lidar com a complexidade e a gravidade dos pacientes internados, o que dialoga com Antunes e Sasso na exigência de atualização constante e competência clínica avançada.

Embora cada autor aborde o atendimento ao paciente politraumatizado sob uma ótica específica, observa-se uma complementaridade entre as propostas. O ponto de convergência está na valorização do enfermeiro como peça-chave na assistência qualificada, seja no pré-hospitalar, na emergência ou na UTI. Os contrapontos surgem da ênfase maior ou menor dada à tecnologia, ao humanismo, à teoria ou à prática, mostrando que o cuidado ao politraumatizado exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade, articulação institucional e, sobretudo, capacidade de adaptação frente a múltiplas realidades clínicas.

A literatura analisada oferece um panorama multifacetado sobre a atuação do enfermeiro no atendimento a pacientes politraumatizados e em situação de urgência e emergência. Os autores abordam desde aspectos técnicos e clínicos até as dimensões humanas, sociais e metodológicas do cuidado. A correlação entre essas obras permite identificar pontos de convergência importantes, ao mesmo tempo em que revela nuances e enfoques distintos que enriquecem o debate e a prática da enfermagem.

Um ponto de partida relevante é a discussão de Fernandes (2017) sobre a cinemática do trauma, que representa uma ferramenta essencial para a atuação do enfermeiro em serviços de emergência. A compreensão dos mecanismos que envolvem o acidente – como velocidade, direção do impacto, posição do corpo – permite antecipar possíveis lesões internas e priorizar o atendimento com maior precisão. Essa abordagem técnico-científica se alinha ao que propõem Martins, Pimentel e Rodrigues (2021), ao reforçarem que o enfermeiro deve atuar de forma rápida, sistematizada e com domínio das etapas de avaliação primária e secundária no atendimento ao politraumatizado.

Contudo, ao contrapormos essa visão técnica com a abordagem de Montezeli et al. (2019), observamos um deslocamento do foco exclusivamente clínico para um olhar mais humanizado, inspirado na Teoria de Imogene King. Para esses autores, o atendimento ao paciente politraumatizado não deve se restringir à resposta fisiológica, mas considerar também as necessidades emocionais, comunicacionais e relacionais do indivíduo. Essa concepção dialoga diretamente com as diretrizes da Política Nacional de Atenção às Urgências (Ministério da Saúde, 2006), que defende um cuidado integral, acolhedor e resolutivo no cenário de emergência.

Já Campos et al. (2017) oferecem uma contribuição importante ao trazer a especificidade do trauma em idosos, alertando para a vulnerabilidade dessa população no pronto atendimento. A fisiologia envelhecida, a presença de comorbidades e o risco aumentado de complicações exigem um olhar mais atento e uma abordagem diferenciada por parte da enfermagem. Esse ponto é pouco explorado por autores como Fernandes ou Martins, que tendem a generalizar o politrauma sem segmentar faixas etárias, o que representa um contraponto necessário para ampliar a compreensão sobre o cuidado.

O aspecto organizacional e funcional da emergência é aprofundado por Figueiredo e Coelho (2018), que destacam as funções da equipe e os desafios enfrentados no ambiente hospitalar de urgência. A obra aponta a necessidade de articulação entre os membros da equipe multiprofissional, valorizando o papel do enfermeiro como elo entre os setores, além de responsável por decisões rápidas e eficazes. Essa visão é complementada por Gatti e Leão (2019), que enfatizam a identificação de prioridades no atendimento, reforçando a autonomia do enfermeiro para classificar riscos, organizar o fluxo de atendimento e evitar agravamentos no estado clínico dos pacientes.

Nesse mesmo sentido, Melo, Viro e Fonseca (2018) concentram-se na triagem classificatória, elemento fundamental para garantir a eficiência do atendimento em serviços de emergência. A padronização do acolhimento e a correta categorização dos casos segundo o grau de urgência representam um ponto de interseção com Gatti e Leão, mas também com as ideias de Mattos e Silvério (2022), que discutem a avaliação do politraumatizado com ênfase na atuação da equipe e na metodologia sistematizada. Entretanto, embora todas essas obras valorizem a importância da triagem, poucas discutem sua aplicação prática diante de situações de superlotação ou escassez de recursos humanos – um contraponto crítico que poderia enriquecer ainda mais o debate.

A discussão metodológica surge nas obras de Mendes, Silveira e Galvão (2018) e Minayo et al. (2018), que não tratam diretamente da assistência clínica, mas fornecem as bases para a construção de pesquisas em saúde e enfermagem. Enquanto Mendes et al. abordam a revisão integrativa como método de incorporação de evidências científicas, Minayo explora a criatividade e a fundamentação teórica na pesquisa social, aspectos fundamentais para desenvolver novos estudos sobre politrauma e atendimento emergencial. Esses referenciais teóricos sustentam a produção científica que embasa as práticas apresentadas por outros autores da lista.

Por fim, a obra de Melione e Jorge (2018) apresenta dados epidemiológicos sobre a morbidade hospitalar por causas externas, contribuindo com uma visão estatística do problema e reforçando a magnitude dos traumas no contexto da saúde pública. Esses dados fortalecem a argumentação de que o atendimento ao politraumatizado deve ser uma prioridade das políticas públicas e dos programas de formação profissional, visto o impacto significativo dessas ocorrências sobre a estrutura hospitalar e a vida dos pacientes.

As abordagens analisadas se complementam ao apresentar o cuidado ao paciente politraumatizado sob perspectivas técnicas, humanas, organizacionais e metodológicas. Os contrapontos surgem principalmente entre visões tecnicistas e humanistas, entre generalistas e específicas (como no caso do idoso), e entre práticas clínicas e teóricas. Essa diversidade evidencia que o atendimento ao politraumatizado não pode ser tratado de forma unidimensional: ele exige conhecimento científico, sensibilidade ética, competência prática e capacidade crítica por parte do enfermeiro.

As obras analisadas oferecem um rico mosaico de abordagens sobre a assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado, evidenciando que esse cuidado é multidimensional e exige a integração entre conhecimento técnico-científico, sensibilidade humana e organização institucional. Embora haja convergência quanto à importância do enfermeiro na linha de frente do atendimento em situações de trauma, os autores exploram diferentes aspectos do cuidado, que vão desde o atendimento pré-hospitalar até a supervisão hospitalar, passando pela fisiopatologia, sistematização e humanização da assistência.

A obra PHTLS (2018) representa uma referência internacional e estabelece os protocolos técnicos do atendimento pré-hospitalar ao traumatizado, com base na avaliação primária (ABCDE), controle de vias aéreas, circulação e prevenção de choque. Essa abordagem padronizada busca reduzir a mortalidade e as complicações decorrentes de falhas na fase inicial do atendimento. O foco está na rapidez, eficácia e racionalização de procedimentos, o que é essencial em situações críticas. Essa visão é compartilhada por Roloff (2017), que reforça a importância da sistematização do atendimento inicial, destacando que a atuação segura do enfermeiro exige domínio técnico, capacidade de decisão sob pressão e conhecimento sobre mecanismos de lesão.

Contudo, essa ênfase técnica é contraposta por autores como Perboni, Silva e Oliveira (2019), que discutem a humanização do cuidado na emergência, especialmente com foco no paciente politraumatizado. Para os autores, o cuidado não pode se restringir à estabilização clínica, devendo também considerar a dimensão emocional e subjetiva do paciente, muitas vezes fragilizado por dor, medo e vulnerabilidade extrema. Essa perspectiva se articula com a Política Nacional de Humanização, ao defender a escuta ativa, o acolhimento e a comunicação empática como estratégias essenciais à prática da enfermagem.

No mesmo sentido, Souza, Silva e Nori (2017) exploram a interação entre profissionais de enfermagem e pacientes, ressaltando que o vínculo estabelecido na urgência influencia diretamente na adesão ao tratamento e na recuperação emocional do paciente. Esses autores chamam atenção para o desafio de manter um atendimento humanizado em contextos de superlotação e pressão por resultados, propondo a valorização da empatia e da ética profissional como diferenciais no cuidado de qualidade.

Do ponto de vista clínico, Rodrigues Filho (2015) trata da reposição volêmica no politraumatizado, aspecto crucial para a estabilização hemodinâmica e a prevenção do choque hipovolêmico. Sua análise é centrada nos aspectos fisiológicos e farmacológicos do atendimento, abordando a seleção e administração de soluções intravenosas e hemoderivadas. Esse conteúdo técnico complementa as diretrizes do PHTLS e é reforçado pelos achados de Sgarbi, Silva Júnior e Hungria Neto (2006), que destacam a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) como um fator de prognóstico importante, especialmente quando há múltiplas lesões associadas a infecções ou disfunções orgânicas.

Já Silva e Silva (2019) e Vasconcelos e Olcerenko (2025) abordam de maneira prática a atuação do enfermeiro no setor de emergência, com foco nas práticas assistenciais e na aplicação de protocolos clínicos. Ambos os trabalhos destacam a importância da capacitação permanente e da atuação proativa do enfermeiro, capaz de integrar o conhecimento teórico à ação imediata. Nesse ponto, há consonância com Vargas e Braga (2020), que refletem sobre o papel do enfermeiro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), especialmente no contexto de politrauma. Para eles, o enfermeiro intensivista deve possuir competências clínicas, capacidade de liderança e habilidade de lidar com a complexidade dos casos graves.

Outro aspecto relevante é abordado por Tolotti e Silva (2019) e por Santos e Coelho (2018), que analisam a caracterização das vítimas de trauma atendidas em serviços de emergência, fornecendo dados epidemiológicos que ajudam a compreender os perfis mais comuns de pacientes e as lesões mais frequentes. Essas informações são fundamentais para o planejamento de recursos e definição de estratégias de atuação mais efetivas. A lógica epidemiológica também está presente nos estudos de Melione e Jorge (2018), embora não incluídos diretamente nesta seleção, que oferecem dados complementares sobre morbimortalidade hospitalar por causas externas.

Por fim, Servo (2021) destaca a supervisão de enfermagem como elemento essencial da qualidade assistencial, especialmente em unidades de pronto atendimento. O autor argumenta que a liderança e o acompanhamento próximo das atividades da equipe garantem maior segurança, reduzem falhas e promovem o alinhamento das práticas com os protocolos institucionais. Essa visão gerencial se diferencia das abordagens assistenciais diretas, mas é fundamental para consolidar uma cultura de excelência e de cuidado baseado em evidências.

Em síntese, a correlação entre as obras permite identificar que o cuidado ao paciente politraumatizado exige uma atuação integrada, onde o domínio técnico, o acolhimento humanizado, o raciocínio clínico e a organização do trabalho se complementam. Os contrapontos mais evidentes estão entre a rigidez dos protocolos técnicos, como os do PHTLS, e a flexibilidade exigida pela individualidade do paciente, defendida por autores humanistas. A prática da enfermagem nesse campo, portanto, exige equilíbrio entre ciência e sensibilidade, técnica e escuta, rapidez e empatia, elementos que, juntos, definem a qualidade do cuidado em trauma.

No que se refere aos politraumas, observa-se consenso entre os autores consultados de que esta condição representa a terceira maior causa de mortalidade no Brasil, com destaque para sua relação com acidentes de trânsito e violência urbana. É importante salientar que, conceitualmente, o politrauma envolve a ocorrência de múltiplos traumas no organismo de um indivíduo, os quais podem resultar também de acidentes domésticos. Esses eventos são mais comuns em crianças e idosos, sendo que a ausência de medidas preventivas, como o uso seguro de materiais perfurocortantes, a presença de superfícies escorregadias e o risco de quedas em áreas irregulares, entre outros fatores, são frequentemente apontados como causas contribuintes para o desenvolvimento de politraumatismos (TOLOTTI; SILVA, 2019; CAMPOS et al., 2017).

No que diz respeito à caracterização do problema, a complexidade do tratamento e cuidado ao paciente é exacerbada pelo fato de que não se trata de um trauma localizado, mas sim de múltiplas lesões em diferentes regiões do corpo e órgãos, o que impacta negativamente a saúde e a sobrevivência da vítima. As áreas mais frequentemente afetadas incluem a coluna vertebral, o abdômen, o crânio, o tórax e as extremidades (ROLOFF, 2017; GATTI; LEÃO, 2019).

No processo de atendimento ao paciente politraumatizado, devido à natureza do trauma, é crucial que a equipe de enfermagem da emergência esteja atenta às necessidades do paciente, monitorando os sinais vitais e implementando intervenções iniciais que proporcionem melhores chances de recuperação. A triagem inicial do paciente é um componente essencial na organização do atendimento, sendo realizada conforme os protocolos estabelecidos pelas instituições de saúde (FERNANDES, 2017; MELO, VIRO, FONSECA, 2018; BARBOSA et al., 2019; GATTI; LEÃO, 2019).

O atendimento inicial ao politraumatizado segue o método mnemônico ABCDE. Para avaliar a gravidade do trauma no atendimento pré-hospitalar (APH), utiliza-se o Sistema de Pontuação de Trauma (RTS), com encaminhamento imediato de vítimas com RTS igual ou inferior a 11. A maioria dos casos de politrauma resulta de acidentes de trânsito, como atropelamentos, quedas e colisões automobilísticas (FERNANDES, 2017; SANTOS; COELHO, 2018; CALIL; PIMENTA, 2019).

A avaliação da eficácia das vias circulatórias e respiratórias deve ser conduzida pelo enfermeiro emergencista, que será responsável por executar os procedimentos necessários para promover a recuperação do paciente (MONTEZELI et al., 2019; SILVA; SILVA, 2019; MATTOS; SILVÉRIO, 2022). Em casos de condições adversas, como a hipotermia, é fundamental a adoção de medidas para o aquecimento externo do paciente, utilizando-se, por exemplo, gases respiratórios e soluções intravenosas aquecidas (ROLOFF, 2017; CALIL; PIMENTA, 2019).

Outro aspecto relevante no processo de atendimento ao paciente politraumatizado não se resume unicamente aos cuidados diretamente prestados ao indivíduo, mas também à preparação do profissional de saúde que fornecerá esse atendimento. Este profissional frequentemente enfrenta situações de alta tensão, muitas vezes associadas à possibilidade de morte ou à complexidade das condições apresentadas pelo paciente. Diante disso, o ambiente de trabalho, além de ser estressante para o enfermeiro, exige dele um maior compromisso e responsabilidade no cuidado ao paciente e à sua família (BARBOSA et al., 2019; SILVA et al., 2021; MATTOS; SILVÉRIO, 2022).

Gerenciar esse conflito de demandas não é uma tarefa simples e requer uma formação profissional adequada, voltada para a busca constante pela qualidade no atendimento. Esse processo deve ser fundamentado no equilíbrio entre as práticas assistenciais, na integração das equipes e na humanização do atendimento (MONTEZELI et al., 2019).

Em relação à humanização, um aspecto essencial para que o atendimento de emergência seja efetivo e adequado é a consideração da sobrecarga de atividades, pois ela compromete a qualidade do cuidado. Para um acolhimento eficaz, é necessário estabelecer um vínculo entre o paciente e o cuidador, o que envolve gestos de empatia, tempo dedicado para escuta ativa e suporte emocional e espiritual (MELO; VIRO; FONSECA, 2018; GATTI; LEÃO, 2019). Um ponto ainda debatido refere-se ao uso da tecnologia, a qual deve ser vista como uma ferramenta que facilita o atendimento em situações de emergência, e não como o principal componente do cuidado (SILVA; SILVA, 2019).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os estudos analisados evidenciam que o atendimento ao paciente politraumatizado é uma das intervenções mais desafiadoras realizadas pela equipe de enfermagem, devido à sua complexidade intrínseca, que demanda cuidados multidisciplinares. Esse fator destaca tanto a importância desse tipo de atendimento quanto a relevância do papel do enfermeiro, uma vez que a rapidez na execução das ações adequadas está diretamente relacionada às chances de recuperação do paciente.

No entanto, fornecer assistência especializada a um paciente politraumatizado não é uma tarefa simples. Inicialmente, é imprescindível realizar todos os exames e intervenções necessárias para avaliar a gravidade do estado do paciente e identificar os possíveis danos decorrentes dos traumas sofridos. Isso ressalta a necessidade de uma triagem precisa no momento do atendimento, bem como o monitoramento constante dos sinais vitais e de outros indicadores que possam sugerir comprometimentos orgânicos, como disfunções respiratórias ou circulatórias.

Adicionalmente, um aspecto crucial abordado é que a assistência ao paciente politraumatizado deve ser fundamentada na integração e acolhimento, princípios que só podem ser implementados caso a equipe de enfermagem baseie suas ações nos conceitos de humanização em saúde. Além disso, é fundamental que os profissionais estejam adequadamente preparados para lidar com o estresse característico do ambiente de emergência, garantindo que a gravidade das situações não comprometa a capacidade de manter o equilíbrio, o controle, a cordialidade e a calma, qualidades essenciais para proporcionar uma assistência de qualidade. Nesse contexto, a tecnologia deve ser considerada como uma ferramenta auxiliar, e não como o centro do processo de cuidado.

Com base nos dados analisados, conclui-se que o estudo cumpriu seus objetivos e respondeu de forma satisfatória à questão de pesquisa proposta. Este estudo não se propõe a ser conclusivo, mas sim a instigar novas pesquisas que possam expandir as discussões aqui apresentadas. No que se refere ao papel do enfermeiro no contexto de emergência, especialmente no Brasil, é evidente que ainda persiste uma lacuna considerável a ser preenchida. Essa lacuna não se limita apenas à organização do sistema de saúde, mas abrange também a adequada formação dos profissionais para atuarem em ambientes de emergência, bem como a melhoria contínua no processo de cuidado humanizado no contexto da assistência à saúde.

As pesquisas realizadas para investigar o tema deste estudo possibilitaram uma significativa absorção de conhecimento sobre o assunto, destacando a complexidade do atendimento inicial ao politraumatizado e evidenciando a necessidade crucial da assistência de enfermagem para garantir o cuidado adequado à saúde do paciente. Neste contexto, foi possível perceber a relevância do profissional de enfermagem, bem como do apoio da equipe multidisciplinar, no atendimento ao politraumatizado, com ênfase no trabalho conjunto e preciso, fundamentado em protocolos e práticas estabelecidas, com o objetivo de proporcionar a melhor assistência possível ao paciente.

Contudo, observa-se que ainda é imprescindível que os profissionais busquem constantemente atualizações em seus conhecimentos, estudando e compartilhando informações, para garantir que a assistência prestada seja sempre de alta qualidade. A avaliação inicial do paciente é crucial, pois contribui significativamente para um atendimento mais eficaz, reduzindo as taxas de mortalidade.

5. REFERÊNCIAS 

AMELN, R. S. V. et al. Atendimento ao paciente politraumatizado na perspectiva do enfermeiro socorrista. Research, Society and Development, v. 10, n. 3, e1110312981, 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i3.12981. Acesso em: 10 de Maio de 2025. 

ANTUNES, C. R.; SASSO, G. T. M. D. Processo de enfermagem informatizado ao paciente politraumatizado de terapia intensiva via web. Dissertação. Curso de Pós-Graduação em Enfermagem Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

ARAÚJO, M. C. M. et al. Perspectivas do enfermeiro na intervenção ao politraumatizado: Um enfoque na teoria de Wanda Horta. Arquivos trabalhos, [s.l.], v. 11, n. 1, p.1-11, 19 maio 2019.

BAGGIO, M. A.; CALLEGARO, G. D.; ERDMANN, A. L. Compreendendo as dimensões de cuidado em uma unidade de emergência hospitalar. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 61, n. 5, Oct. 2018.

BATISTA, L. M. A atuação do enfermeiro na assistência a pacientes politraumatizados em sala de emergência. XXVIII Congresso de iniciação cientifica da unicamp. 2020. Disponível em: https://www.prp.unicamp.br/inscricao- congresso/resumos/2020P16980A29349O92.pdf. Acesso em: 10 de Maio de 2025.

BORGES, L. C; BRASILEIRO, M. E. Atuação do Enfermeiro no Atendimento ao Paciente Politraumatizado: Revisão Bibliográfica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 05, Vol. 02, pp. 55-64, maio de 2018. ISSN:2448-0959.

BRASIL. Ministério da Saúde – DEPARTAMENTO DE INFORMATICA DO SUS (DATASUS). Sistema de informação hospitalares – SIH. 2020. Disponível em: www.datasus.gov.br. Acesso em: 17 de Fevereiro 2025. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folh eto. pdf. Acesso em: 17 de Fevereiro 2025.

CALIL, A. M.; PIMENTA, C. A. M. Relação entre o padrão de analgesia e região corpórea em pacientes de trauma. Rev. gaúcha Enferm., v. 29, n. 1, p. 104-12, mar., 2019.

CAMELO, S. H. H. Professional competences of nurse to work in Intensive Care Units: an integrative review. Revista Latino-americana de Enfermagem, [s.l.], v. 20, n. 1, p.192-200, fev. 2022.

CAMPOS, J. F. S. et al. Trauma em idosos atendidos no pronto atendimento da emergência do Hospital de Base. Arq Ciênc Saúde, v.14 n. (4), p.193-7, out-dez / 2017. 

FERNANDES, T. P. R. A cinemática do trauma como ferramenta para a atuação de enfermeiro de emergência. Enfermagem Atual. v. 07, n. 37, p. 15-8, jan.,/fev., 2017.

FIGUEIREDO, N. M. A; COELHO, M. J. Aprendendo a cuidar em emergência hospitalar: equipe, funções e ações. In: Figueiredo NMA, organizador. Cuidando em emergência. São Caetano do Sul: São Paulo, 2018.

GATTI, M. F. Z.; LEÃO, E. R., O papel do enfermeiro no serviço de emergência: a identificação de prioridades no atendimento. Rev. Nursing. v. 73, n. 7, p. 24-29. Junho. 2019.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Atlas, 2016.

MARTINS, B. S. S.; PIMENTEL, C. D.; RODRIGUES, G. M. M. Atuação do enfermeiro na assistência ao paciente politraumatizado. Rev Bras Interdiscip Saúde -ReBIS. 2021; 3(3):69-73. Disponível em: https://revistarebis.rebis.com.br/index.php/rebis/article/view/236/172. Acesso em: 10 de Maio de 2025.

MATTOS, L. S.; SILVÉRIO, M. R. Avaliação do indivíduo vítima de politraumatismo pela equipe de enfermagem em um serviço de emergência de Santa Catarina. Revista brasileira de promoção da saúde. v.  25,  n.  2  ,  2022.  

MELIONE, L. P. R.; JORGE, M. H. P. Morbidade Hospitalar por causas externas no Município de São José dos Campos, Estado de São Paulo, Brasil. Epidemiol Serv Saúde. 2018;17: 205- 16.

MELO, M. G. G.; VIRO, L. R. A.; FONSECA, A. S., O papel do Enfermeiro na Triagem classificatória do departamento de Emergência. Rev. Nursing. v. 11, n. 124, p. 430-4. set., 2018.

MENDES, K. D. S; SILVEIRA R. C. C. P; GALVÃO, C. M. Revisão Integrativa: Método de Pesquisa para a Incorporação de Evidências na Saúde e na Enfermagem. Florianópolis: Texto Contexto Enferm, p.758-764, 2018.

MINAYO, M. C. S., et al. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 3. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2018. 80 p.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política nacional de atenção às urgências. 3. ed. ampl. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006.

MONTEZELI, J. H. et al. Enfermagem em emergência: humanização do atendimento inicial ao politraumatizado à luz da teoria de Imogene King. Cogitare Enfermagem. Vol. 14, n. 2, p. 384-387, Abr/Jun 2019.

PERBONI, J. S.; SILVA, R. C.; OLIVEIRA, S. G. A humanização do cuidado na emergência na perspectiva de enfermeiros: enfoque no paciente politraumatizado. Interações (Campo Grande) 20 (3). Jul-Sep 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/inter/a/krXcpQvsDBy9qj3RM63fN6q/?lang=pt. Acesso em: 10 de Maio de 2025.

PHTLS. Atendimento Pré-hospitalar Traumatizado. 8º edição. Estados Unidos da América, 2018.

RODRIGUES FIHO, E. M. Reposição Volêmica no Politraumaizado. In: NASI, L.A. Rotinnas em Pronto Socorro. 2º edição. Porto Alegre: Artmed, 2015.

ROLOFF, A. Atendimento inicial em vítima de trauma. Enfermagem Brasil, v. 6, n. 3, p. 205- 12, mai.,/jun., 2017.

SANTOS, A. M. R.; COELHO, M. J. Atendimento de cliente com traumatismo em um serviço de emergência de hospital em Piauí. Escola Anna Nery. Rev. Enfermagem. v. 07, n. 03, p. 369-378, dez., 2018.

SERVO, M. L. S. Supervisão de enfermagem em hospitais: uma realidade local. Feira de Santana, 2021.

SGARBI, M. W. M.; SILVA JUNIOR, B. A.; HUNGRIA NETO, J. S. Importância da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) no prognóstico dos pacientes politraumatizados. Rev Bras Ortop, 2006. Disponível em: <rbo.org.br>. Acesso em: 10 de Maio de 2025.

SILVA, F. C. S.; SILVA, R. C. L. O enfermeiro e as práticas assistenciais para o cliente politraumatizado no setor de emergência. Rev. Enferm. UFPE online. Recife, v. 3, n. 4, p. 51- 60, out.,/dez., 2019. Disponível em: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/92. Acesso em: 10 de Maio de 2025.

SOUZA, R. B.; SILVA, M. J. P.; NORI, A. Pronto-Socorro: uma visão sobre a interação entre profissionais de enfermagem e pacientes. Revista Gaúcha de Enfermagem vol. 28, n. 2, p. 242-249, 2017.

TOLOTTI, V. C.; SILVA, L. A. A. Caracterização das vítimas de Trauma Atendidas em emergência hospitalar no norte do Estado do Rio Grande do Sul. Revista Contexto & Saúde, v.3, n. 7, p.191-198, jul/dez, 2019.

VARGAS, D.; BRAGA, A. L. O Enfermeiro de Unidade de Tratamento Intensivo: Refletindo sobre seu Papel. Revista fafibe online, [s.l.], v. 6, n. 1, p.1-6, 19 abr. 2020.

VASCONCELOS, A. O.; OLCERENKO, D. R. A assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado. Disponível em: http://www.unisa.br/pesquisa/arquivos/livro_12_congresso.pdf#page=437. Acesso em: 17 de Fevereiro 2025.