THE IMPORTANCE OF NURSING IN BLOOD COLLECTION AND PRE-ANALYTICAL QUALITY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511301221
Isabela do Nascimento Martins1; Guilherme Luis Nascimento Quintiliano2; João Paulo Soares Fonseca3; Hudson Fliegner Enout Nadur4; Caroline Foster Medeiros5; Milena Camila Braz6; Alessandra Mara de Oliveira7; Laurirrane Guido Lopes Viana8
Resumo
A fase pré-analítica representa uma das etapas mais críticas do processo laboratorial e concentra a maior parte dos erros capazes de comprometer a qualidade dos resultados. Nos dias de hoje, a coleta de sangue se destaca como procedimento essencial, no qual a enfermagem exerce papel determinante para a segurança do paciente e a confiabilidade do diagnóstico. Diante disso, este estudo analisou a importância da atuação da enfermagem na coleta de sangue e sua relação com a qualidade pré-analítica das amostras laboratoriais. O pesquisador desenvolveu um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, em um hospital localizado em um município do sul de Minas Gerais, envolvendo 12 profissionais de enfermagem que são diretamente responsáveis pela coleta de amostras sanguíneas. Para obter os dados, aplicou um questionário estruturado, que abordou conhecimento técnico e dificuldades enfrentadas na prática. O estudo demonstrou que a atuação da enfermagem garante maior qualidade das amostras, melhora a eficiência dos exames laboratoriais e fortalece a segurança do paciente, além de evidenciar a necessidade de treinamentos contínuos para aprimorar a prática profissional e minimizar riscos. A pesquisa reforça que a enfermagem desempenha um papel essencial na coleta de sangue, influencia diretamente na qualidade dos exames e na segurança do paciente. Investir em capacitação contínua e o cumprimento dos protocolos influencia na excelência do procedimento, promovendo resultados laboratoriais confiáveis e fortalecendo a atuação da enfermagem na assistência de uma saúde de qualidade. O estudo seguiu princípios éticos, voluntariedade, sigilo das respostas e utilização dos dados exclusivamente para fins acadêmicos.
Palavras-chave: Coleta de Amostras Sanguíneas. Fase Pré-Analítica. Segurança do paciente. Testes Hematológicos.
Abstract
The pre-analytical phase represents one of the most critical stages of the laboratory process and concentrates most of the errors that can compromise the quality of results. Nowadays, blood collection stands out as an essential procedure in which nursing plays a decisive role in ensuring patient safety and diagnostic reliability. In this context, this study analyzed the importance of nursing performance in blood collection and its relationship with the pre-analytical quality of laboratory samples. The researcher conducted a descriptive study with a qualitative approach in a hospital located in a municipality in the south of Minas Gerais, involving 12 nursing professionals directly responsible for collecting blood samples. Data were obtained through a structured questionnaire addressing technical knowledge and challenges faced in practice. The study showed that nursing performance ensures higher sample quality, improves laboratory test efficiency, and strengthens patient safety, while also highlighting the need for continuous training to enhance professional practice and minimize risks. The research reinforces that nursing plays an essential role in blood collection, directly influencing exam quality and patient safety. Investing in continuous training and compliance with protocols contributes to excellence in the procedure, promoting reliable laboratory results and strengthening nursing’s role in delivering quality healthcare. The study followed ethical principles, voluntariness, confidentiality of responses, and the use of data exclusively for academic purposes.
Keywords: Blood Specimen Collection. Pre-Analytical Phase. Patient Safety. Hematologic Tests.
1 INTRODUÇÃO
Durante a realização de exames laboratoriais, especificamente aqueles que envolvem amostras sanguíneas e biológicas, devemos seguir de forma exata e fiel todas as etapas, para que tenhamos resultados de excelência para o paciente, que reflitam a verdade e a sua real situação. Portanto, isso depende do trabalho multiprofissional, contando com a colaboração do paciente, além do bom trabalho dos enfermeiros e técnicos na coleta, e dos profissionais do laboratório nas fases preparatória das amostras e na análise clínica (Moreira, 2021).
Para Kummer et al. (2024) ressaltam que a maioria dos erros ocorre na fase pré-analítica, como no jejum acima do necessário ou abaixo do recomendado, no consumo de alimentos e bebidas antes da coleta, a não realização da higiene do local antes da coleta de urina, na coleta de sangue em tubos diferentes dos específicos, entre outros. Todos os profissionais têm um papel fundamental para minimizar erros, começando com as instruções corretamente passadas ao paciente, para que a fase pré-coleta seja adequada. Outro fator que pode prejudicar os laudos é o fato de o paciente ocultar informações importantes, como o esquecimento ou omissão no uso de medicamentos que possam interferir nos resultados.
Portanto, o enfermeiro pode promover a diminuição dos erros nesta fase e aumentar a porcentagem de resultados de excelência e verídicos. Na coleta das amostras, o enfermeiro é fundamental para garantir que os processos sejam realizados corretamente, diminuindo falhas e evitando erros que prejudicam os resultados dos exames (Antonucci; Ricardi; Takashi, 2022).
Diante dessa relevância, este estudo teve como objetivo analisar a importância da enfermagem na coleta de sangue e na qualidade pré-analítica, visando identificar práticas que garantam a precisão dos resultados e a segurança do paciente. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, realizada em um hospital do sul de Minas Gerais, envolvendo profissionais de enfermagem diretamente responsáveis pela coleta de sangue.
Os resultados evidenciam que a atuação da enfermagem na coleta de sangue é determinante para a qualidade das amostras, para a eficiência dos exames laboratoriais e para a segurança do paciente, reforçando a necessidade de treinamentos contínuos e protocolos padronizados.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Relação da Fase Pré-Analítica e Pós-Analítica
A qualidade pré-analítica das amostras laboratoriais desempenha um papel determinante na confiabilidade dos resultados dos exames, influenciando diretamente o diagnóstico. De acordo com Abdalla et al. (2016), a fase pré-analítica compreende desde a solicitação do exame até a análise da amostra, incluindo o preenchimento correto da ficha do paciente, identificação e preparação adequada do indivíduo, manuseio e transporte feitos corretamente, sendo a coleta da amostra um dos pontos mais vulneráveis a erros nesta fase, que podem comprometer a interpretação dos resultados. Isso reforça com clareza a necessidade e importância de monitorar e avaliar os procedimentos e processos, visando melhorá-los cada vez mais.
A fase pré-analítica representa um dos principais desafios enfrentados pelos laboratórios clínicos e configura-se como uma das etapas mais importantes e determinante em todo o processo laboratorial para ser entregue um resultado verídico, sendo reconhecida como a fase mais crítica e suscetível a erros. As falhas nesse processo afetam diretamente a qualidade da amostra que podem comprometer significativamente a confiabilidade dos diagnósticos (Marques, 2022).
Sendo assim, Silva (2024) enfatiza que os erros cometidos durante a fase pré-analítica têm grandes impactos na qualidade da fase pós-analítica, que são os laudos laboratoriais, levando o laboratório liberar um laudo fora da realidade do cliente. Assim podendo gerar consequentemente efeitos adversos para o paciente, desde a necessidade de ter que repetir a coleta da amostra, até tomadas de decisões clínicas incorretas, como o início de um tratamento inadequado, solicitar exames desnecessários ou também o atraso no laudo, colocando em risco a saúde do paciente.
2.2 A Importância de uma Coleta de Qualidade na Fase Pré-Analítica
A coleta de amostras constitui em um procedimento essencial na prática clínica e laboratorial, sendo um dos principais métodos para obtermos informações para um diagnóstico preciso. De acordo com Souza et al (2021) os maiores problemas da fase pré-analítica são: a quantidade insuficiente de amostra, hemólise do sangue e amostra coagulada.
Reforçando que a maioria dos erros ocorrem na coleta e na conservação do material. Oliveira e Fernandes (2016), citam que em sua pesquisa, os principais erros pré analíticos que ocorreram em um laboratório particular. Eles analisaram registros das amostras durante um ano e onze meses e relataram que 58,54% das amostras que foram dadas como insatisfatórias foram por quantidade da amostra insuficiente, 19,29% eram amostras coaguladas, 9,43% foram amostras hemolisadas, 8,21% tinham erros na identificação da amostra, 3% das amostras foram por conta de alto teor de lipídios e 1,56% das amostras foram rejeitadas sem maiores detalhes. Sendo assim, os autores ressaltam a importância de um treinamento de qualidade para os profissionais desta área.
A adoção de boas práticas na coleta do sangue é essencial para garantir a integridade das amostras e a qualidade resultados dos exames laboratoriais. Segundo Souza et al. (2023), os erros no momento da coleta podem ocorrer por conta de falhas na identificação dos pacientes, na escolha inadequada do anticoagulante, na ordem incorreta dos tubos de coleta ou mesmo na ausência de controle adequado da temperatura durante o transporte das amostras. Além disso, Montel et al. (2020) enfatizam que a hemólise, resultante de técnicas inadequadas de punção venosa ou do uso excessivo de força na aspiração do sangue, pode comprometer diversos parâmetros bioquímicos e hematológicos, levando a interpretações errôneas dos resultados.
Segundo Amorim (2019) ressalta que a manipulação inadequada de materiais perfurocortantes e a ausência de barreiras de proteção individual contribuem para a vulnerabilidade dos profissionais da área, evidenciando a necessidade de treinamentos contínuos para garantir o cumprimento das normas de segurança, resultando em uma coleta segura para o profissional e para paciente.
2.3 Fatores que Influenciam a Qualidade Pré-Analítica das Amostras
A fase pré-analítica é considerada uma das etapas mais suscetíveis a erros. Os erros pré analíticos mais comuns incluem a hemólise das amostras, o armazenamento e transporte inadequados, a identificação errônea dos tubos, a contaminação por anticoagulantes e a escolha incorreta do recipiente para coleta. Destaca-se também que esses equívocos podem ser atribuídos tanto a falhas humanas, quanto a condições ambientais desfavoráveis, como temperaturas inadequadas de armazenamento (Ferreira, 2019). Segundo Ribeiro, Lima e Balacol (2022), a hemólise, um dos principais fatores que comprometem a fase pré-analítica, ocorre devido à ruptura dos eritrócitos, liberando
hemoglobina no plasma ou soro, o que pode interferir na dosagem de diversos analitos. Também apontam que esse fenômeno pode ser provocado pela técnica inadequada de punção venosa, sucção excessiva da seringa ou uso de agulhas com calibre inadequado. Para mitigar esse problema, é fundamental seguir protocolos rígidos na coleta, utilizando materiais adequados e evitando manobras que possam comprometer a integridade das células sanguíneas. Outro fator crítico na fase pré-analítica é o tempo de armazenamento das amostras antes da realização das análises, ressaltando que os atrasos no processamento podem levar à degradação dos componentes do sangue, alterando os valores das análises bioquímicas e hematológicas. Além disso, o transporte inadequado das amostras, assim como a temperatura errônea, também pode acarretar variações significativas nos resultados (Ribeiro, Lima e Balacol, 2022).
O uso de alguns medicamentos é mais um ponto que devemos nos atentar durante a fase pré-analítica, diversos medicamentos podem interferir significativamente nos resultados de exames laboratoriais. Souza, Mendes e Araujo (2022) destacam que a ingestão destes pode iniciar o que é chamado de interação medicamentosa, que é a interação entre os medicamentos e as análises laboratoriais, no entanto estudos indicam que suas interferências e efeitos até uma certa quantidade ocorrem de maneira prevista, contudo, em certos casos, essas relações podem alterar os resultados levando a laudos fora da realidade do paciente conduzindo-o a um tratamento inadequado ou desnecessário.
Segundo o Programa Nacional de Controle de Qualidade (2016), a escolha adequada dos equipamentos também desempenha um papel crucial na coleta sanguínea. O uso de tubos a vácuo, seringas e agulhas apropriadas para cada tipo de exame é essencial para preservar a integridade das amostras. Dessa forma, garantir que os materiais estejam dentro dos padrões estabelecidos é uma medida fundamental para evitar complicações como coagulação indevida ou alterações bioquímicas que possam interferir nos resultados laboratoriais.
2.4 A Importância da Enfermagem no Processo De Coleta Sanguínea
A atuação da equipe de enfermagem nesse processo é fundamental para garantir a qualidade das amostras e minimizar erros na fase pré-analítica, etapa crucial para a confiabilidade dos resultados laboratoriais. De acordo com Abdalla et al. (2016), a fase pré analítica compreende desde a solicitação do exame até a análise da amostra, sendo a coleta um dos pontos mais vulneráveis a erros que podem comprometer a interpretação dos resultados.
A equipe de enfermagem, composta por enfermeiros e técnicos de enfermagem, desempenha um papel fundamental na realização da coleta, garantindo a segurança do paciente e a qualidade das amostras. Suas responsabilidades incluem a correta identificação do paciente, seleção dos materiais apropriados, aplicação das técnicas padronizadas e cumprimento rigoroso dos protocolos estabelecidos pelas instituições de saúde. A padronização das práticas assistenciais reduz significativamente a incidência de intercorrências como hemólise, coagulação inadequada e contaminação da amostra, assegurando a confiabilidade dos resultados laboratoriais (Prigoli et al., 2020).
A atuação da enfermagem na hemoterapia é outro aspecto relevante que exige conhecimentos especializados e rigor técnico. Naves et al. (2020) destacam a importância da qualificação da equipe para a segurança do processo transfusional, abrangendo desde a identificação correta das bolsas de sangue até o monitoramento de possíveis reações adversas. Qualquer falha nesse processo pode colocar em risco a vida do receptor, reforçando a necessidade de supervisão contínua e adesão a protocolos específicos.
Outro ponto de destaque é a realização da coleta de gasometria arterial. Coelho et al. (2022) desenvolveram um Procedimento Operacional Padrão (POP) para essa prática, evidenciando a necessidade de diretrizes claras para evitar erros e garantir a segurança dos pacientes. Crianças e neonatos demandam cuidados diferenciados, pois a coleta arterial pode ser mais desafiadora e requer precisão técnica, considerando a fragilidade dos vasos sanguíneos nesses grupos etários.
Sendo assim, concluímos que a enfermagem possui grande parte da responsabilidade para obtermos a qualidade dos serviços de saúde, promovendo diagnósticos mais precisos e condutas clínicas mais eficazes.
2.5 O Impacto da Capacitação Profissional Contínua
A capacitação contínua dos profissionais de enfermagem é essencial para a melhoria da qualidade da coleta sanguínea da segurança do paciente. Sales (2019) destaca que a educação permanente é uma estratégia indispensável para aprimorar a eficiência dos procedimentos e garantir boas práticas assistenciais. A atualização constante sobre novas técnicas e protocolos permite que a equipe de enfermagem esteja preparada para enfrentar desafios e minimizar erros que possam comprometer os exames laboratoriais e o tratamento dos pacientes.
As normas estabelecidas por órgãos reguladores, como o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), têm como objetivo garantir a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais de saúde. Montel et al. (2020) apontam que a padronização das técnicas ensinadas na capacitação das instituições reduz consideravelmente a ocorrência de erros pré-analíticos, promovendo maior precisão nos diagnósticos laboratoriais. Por outro lado, Tischler (2021) alerta que a negligência no cumprimento desses protocolos pode comprometer a qualidade das amostras, influenciando diretamente na tomada de decisão clínica.
Diante do exposto, evidencia-se que a educação contínua são componentes essenciais para garantir a atualização e uma qualificação de excelência durante a prestação de serviços dos profissionais de saúde. Assim, ressaltamos a grande importância desses aspectos e seu impacto na qualidade dos serviços prestados e que a implementação de protocolos padronizados, associada à capacitação continuada da equipe e à adoção de medidas de conscientização, pode significativamente reduzir a ocorrência de equívocos durante o atendimento, elevando assim a qualidade e a segurança do paciente. Portanto, é de suma importância que a instituição garanta que seu colaborador tenha acesso a oportunidades que lhe ofereçam aprendizado contínuo com o objetivo de garantir a excelência na prática clínica, melhorar os desfechos dos pacientes e criar um ambiente de trabalho mais estável e comprometido (Ribeiro et al., 2024).
2.6 Atendimento Humanizado na Fase Pré-Analítica
Além dos aspectos técnicos, a abordagem humanizada durante os procedimentos é essencial para reduzir o desconforto e a ansiedade dos pacientes. Estudos de Barroso et al. (2020) ressaltam que na hospitalização expõe o paciente a um cenário totalmente diferente dos vivenciados diariamente por eles. Está inserido em outra realidade, em um ambiente repleto de restrições e uma rotina regrada, se encontra longe de sua família e amigos, cercado por pessoas desconhecidas e realizando procedimentos que podem causar algum constrangimento. Isso reforça que o atendimento humanizado é crucial e fundamental para uma boa estadia no ambiente. Já no atendimento pediátrico, enfatizamos a importância do uso de algum brinquedo terapêutico para diminuir o medo e o estresse em crianças submetidas à punção venosa. Em adultos, técnicas como a aplicação de calor local para dilatação das veias e o uso de agulhas de menor calibre podem contribuir para uma experiência mais confortável e menos traumática.
Da Silva et al. (2022) enfatizam que, nas unidades de terapia intensiva, a coleta de gasometria arterial demanda um nível maior de atenção por parte da equipe que realizara a coleta. Pois é considerado um procedimento invasivo e muito sensível, onde qualquer falha pode resultar em complicações ao paciente e comprometer a qualidade dos resultados. Desta forma, destaca-se que não apenas o domínio técnico é essencial, mas também um atendimento humanizado, focando na empatia, no respeito e na calma, com a finalidade de proporcionar segurança, conforto e confiança ao paciente durante todo o processo.
Segundo Carvalho et al. (2015), para oferecer um atendimento de forma humanizada, o profissional, principalmente a equipe de enfermagem, que são quem presta os cuidados mais próximos ao paciente, deve ser capaz de compreender o outro, respeitando o paciente e oferecendo um cuidado humanizado e empático. Portanto, a realização da coleta de sangue requer que tenha cautela, habilidade e muita paciência por parte dos profissionais da saúde.
3 METODOLOGIA
3.1. Tipo de pesquisa
A pesquisa caracteriza-se por abordagem qualitativa, de natureza descritiva e transver sal. Segundo Gil (2017), a pesquisa qualitativa prioriza a compreensão dos fenômenos em vez da representatividade numérica, focando em aspectos subjetivos, como sentimentos, opiniões e comportamentos.
3.2. Local da Pesquisa
O estudo foi desenvolvido em um hospital situado em um município do sul de Minas Gerais, com população estimada em cerca de 80.000 habitantes (IBGE, 2022). A instituição atende também municípios vizinhos, consolidando-se como referência em saúde pública na microrregião. A escolha do local baseou-se em sua representatividade e acessibilidade para a coleta de dados junto a profissionais atuantes na área da saúde.
3.3. Amostragem
Participaram 15 (quinze) profissionais de enfermagem, entre técnicos de enfermagem e enfermeiros, que atuam mais de quatro meses na instituição, diretamente na assistência de enfermagem, principalmente na coleta de sangue. O instrumento foi entregue em mãos aos pro fissionais por uma das pesquisadoras, durante o mês de setembro de 2025, sendo que retornaram 12 questionários, três profissionais ou não assinaram o termo livre e esclarecido, ou recusaram participar da pesquisa.
3.4 Instrumentos e Técnicas de Coleta de Dados
O instrumento utilizado foi um questionário elaborado pelos autores, contendo 10 ques tões sobre aspectos sociodemográficos e específicos da coleta de sangue, hemólise, e cor e a ordem da coleta referente ao tubo, erros e educação continuada.
3.5 Análise dos Dados
Os dados foram organizados e representados por tabelas, tabulados no excel e na se quência foram transcritos para word. A guarda dos dados ficou exclusivamente sob domínio e guarda dos pesquisadores, sendo arquivado em documento e pen drive após o termino da pes quisa.
3.6 Ética na Pesquisa
A pesquisa seguiu as conformidades da Lei nº. 14.874, de 28 de maio de 2024, que insti tui o Sistema Nacional de Ética em pesquisa com seres Humanos, e seguiu as diretrizes da Re solução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/12, que regulamenta pesquisas na área da saúde, e a da Resolução 510/16, aplicável às pesquisas nas ciências humanas e sociais. O estudo foi submetido ao Comite de Ética do Centro Universitário UninCor, sob o CAAE nº. 91604525.2.0000.0295 e parecer nº. 7.816.492. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Participaram da pesquisa 12 profissionais de enfermagem, que atuam diretamente na assistência a saúde no hospital e que realizam a coleta de sangue diariamente. O perfil encontrado foi variado e descrito na tabela 1.
Tabela 1 – Dados sociodemográficos dos participantes que atuam diretamente na unidade hospitalar e que realizam coleta de sangue diariamente, n. 12, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Elaborada pelos próprios autores (2025)
Os resultados evidenciaram que o gênero feminino é predominante entre os profissionais no local da presente pesquisa, entre os participantes. Lombardi e Parahyba Campos (2018) destacam que a enfermagem no Brasil é historicamente marcada pela predominância feminina essa feminização está relacionada a fatores socioculturais que associam o ato de cuidar ao papel feminino. Observou-se também uma maior representatividade de técnicos de enfermagem e de profissionais com faixa etária entre 31 e 55 anos, muitos possuindo mais de 10 anos de experiência.
Sobre a questão que aborda os tubos foi observado que, na pesquisa demonstra que os profissionais de enfermagem utilizam os três tubos, sendo eles o vermelho (soro), azul (citrato) e roxo (Edta), em sua rotina. A pesquisa realizada por Souza et al. (2021) mostra que o destaque na coleta de sangue são os tubos e anticoagulantes, sendo esses essenciais para manter a integridade das amostras e garantir diagnósticos precisos. A pesquisa vem de encontro com os dados do estudo, pois mostrou que essa rotina de coleta e utilização dos três tubos mencionados são também utilizados em outras rotinas de saúde, o que demonstra que os profissionais possuem bom conhecimento sobre os materiais utilizados.
Tabela 3 – Ordem correta dos tubos na coleta de sangue segundo os participantes, metade dos profissionais apresentaram respostas corretas, enquanto a outra metade demonstrou equívocos, evidenciando uma divisão equilibrada no nível de conhecimento sobre a questão, n. 12, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Elabora pelos próprios autores (2025)
A sequência correta dos tubos durante a coleta é um aspecto fundamental da fase pré analítica, pois evita a contaminação entre aditivos e garante a qualidade das amostras. O Manual de Coleta de Sangue do Ministério da Saúde (BRASIL, 2014) indicam a seguinte ordem: tubo azul (citrato), tubo vermelho (soro) e tubo roxo (EDTA). Nesta pesquisa, observou-se que metade dos profissionais respondeu corretamente, enquanto a outra metade apresentou dúvidas quanto à sequência. Esse resultado reforça a importância de treinamentos periódicos e educação continuada para atualização dos profissionais.
Tabela 4 – Principais causas de recoleta citadas pelos participantes, alguns colocaram mais de uma causa para conseguirmos identificar os fatores que mais levam à necessidade de repetir a coleta e compreender que entender tais causas ajuda a melhorar a prática da enfermagem, garantindo maior segurança e qualidade nos exames laboratoriais, n. 12, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Elabora pelos próprios autores (2025)
O objetivo dessa questão foi identificar as principais causas de recoleta de amostras, evento que representa retrabalho, desperdício e desconforto ao paciente. Lima et al. (2020) apontam que as recoletas geralmente ocorrem por falhas humanas, como hemólise, volume inadequado ou uso incorreto do tubo. No presente estudo, as causas mais citadas foram tubos coagulados, que ocorre na maioria das vezes ocorre por consequência de atos do próprio coletista e amostras insuficientes, resultados que se aproximam dos encontrados por esses autores. Isso evidencia que, embora os profissionais conheçam as etapas da coleta, ainda existem desafios relacionados à atenção e à padronização das técnicas.
Tabela 5 – Cuidados para evitar hemólise citados pelos participantes, analisando se os profissionais conhecem os cuidados necessários para evitar a hemólise, que pode comprometer os resultados dos exames, alguns citaram mais de um cuidado, n.12, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Elabora pelos próprios autores (2025)
Esta questão avaliou o conhecimento dos participantes sobre os cuidados necessários para evitar a hemólise, um dos principais problemas pré-analíticos. Mendes e Oliveira (2019) explicam que a hemólise pode alterar os resultados laboratoriais e comprometer a confiabilidade dos laudos. A maioria dos profissionais destacou medidas corretas, como homogeneizar o sangue no tubo e evitar o garroteamento prolongado, o que demonstra atenção às boas práticas laboratoriais. Esses achados reforçam que o conhecimento técnico da equipe de enfermagem é determinante para a qualidade das amostras e segurança do paciente.
Tabela 6 – Oferta de educação continuada pela empresa segundo os participantes, busca entender se o local de trabalho incentiva o aperfeiçoamento continuo do profissional por meio de cursos ou treinamentos, n.12, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Elabora pelos próprios autores (2025)
A educação continuada é fundamental para o aprimoramento das práticas em enfermagem, pois possibilita atualização técnica e científica. Segundo Ferreira et al. (2021), programas de capacitação contínua contribuem para a redução de erros e para a melhoria da assistência prestada. Nesta pesquisa, a maioria dos participantes relatou que a instituição oferece treinamentos, o que demonstra uma valorização da aprendizagem permanente e está de acordo com as políticas de qualificação profissional da enfermagem. Essa prática é essencial para manter o padrão de qualidade e segurança nas coletas.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO.
Uma das limitações deste estudo foi a dificuldade em obter a participação dos profissionais de enfermagem, devido a rotina intensa e a correria do ambiente hospitalar, o que reduziu o número de respostas ao questionário. Além disso, o estudo foi realizado em apenas uma instituição, o que limita a generalização dos resultados para outros contextos. Também se reconhece que o uso de questionários autoaplicáveis pode ter levado a respostas influenciadas por interpretações pessoais ou pela falta de tempo dos profissionais para responder com mais atenção. Apesar dessas limitações, os dados obtidos foram fundamentais para compreender a importância da atuação da enfermagem na coleta de sangue e na qualidade da fase pré-analítica das amostras laboratoriais.
CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA PARA A SAÚDE
A pesquisa traz contribuições importantes para a área da saúde, pois reforça o quanto o trabalho da enfermagem é essencial na coleta de sangue e na qualidade das amostras laboratoriais. Ao evidenciar a necessidade de capacitação contínua e atenção aos detalhes dessa etapa, o estudo busca valorizar o papel do enfermeiro e contribuir para práticas mais seguras e eficazes. Além disso, incentiva a reflexão sobre a rotina dos profissionais e a importância de seguir protocolos padronizados, com o objetivo de melhorar a qualidade dos resultados laboratoriais e, consequentemente, o cuidado prestado aos pacientes.
5 CONCLUSÃO
Diante da análise desenvolvida, verifica-se o cumprimento dos objetivos estabelecidos e a presente pesquisa confirma a importância da equipe de enfermagem para a precisão dos resultados laboratoriais, segurança do paciente e diagnósticos precisos.
Conclua-se as principais responsabilidades dos profissionais de enfermagem na coleta de sangue com: a correta identificação do paciente, a coleta de forma adequada e o saber técnico do processo. Os profissionais de enfermagem demonstram ser os principais agentes na gestão dos riscos/erros cometidos nesta fase. A pesquisa também demonstra que a enfermagem atua decisivamente na minimização destes erros, que representam a maior parte das não conformidades das amostras. A correta escolha do material, a técnica certa de punção e o manejo da amostra garantem a integridade do material biológico.
Além disso, avalia-se que o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a fase pré-analítica exige constante atualização. A identificação de constantes mudanças na literatura e estudos aponta a necessidade de programas de educação continuada. Tais programas promovem a adoção de práticas baseadas em evidências atuais.
Portanto, a conduta qualificada da enfermagem nesse processo assegura a fidedignidade do laudo do exame laboratorial. A atuação do profissional, juntamente com um domínio técnico, impacta diretamente o diagnóstico e posteriormente no tratamento do paciente e eleva a qualidade no processo do cuidado e na assistência oferecido ao paciente.
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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Vale do Rio Verde – UninCor. Campus
Três Corações. e-mail: isa.nascimento.martins29@gmail.com – Orcid: 0009-0000-5307-7392
2Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Vale do Rio Verde – UninCor. Campus
Três Corações. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Alfenas.
e-mail: guilhermeluisnquintiliano@hotmail.com – Orcid: 0000-0003-2470-7943
3Orcid: 0000-0003-4686-1718
4Orcid: 0009-0005-5768-0689
5Orcid: 0002-6777-0213
6Orcid: 0009-0001-0287-9966
7Orcid: 0000-0003-2157-5631
8Orcid: 0000-0003-1936-8350
