A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM NA IMPLEMENTAÇÃO DE CUIDADOS EM PACIENTES COM QUEIMADURAS: ABORDAGENS TERAPÊUTICAS E ESTRATÉGIAS DE SUPORTE EM UTI – REVISÃO DE LITERATURA

THE CONTRIBUTION OF NURSING IN THE IMPLEMENTATION OF CARE FOR PATIENTS WITH BURN WOUNDS: THERAPEUTIC APPROACHES AND SUPPORT STRATEGIES IN THE ICU – LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311511


ROMUALDO, Keverson Lucas Gomes1
SILVA, Samuel Barbara da2
RODRIGUES, Julliana de Souza3


Resumo 

No Brasil, as queimaduras constituem um problema sério para a saúde pública. Entre os tipos mais frequentes, especialmente entre crianças, destacam-se aquelas causadas por escaldamentos, que acontecem quando elas lidam com líquidos quentes, por exemplo, água fervente, motivadas pela curiosidade própria da faixa etária. Além disso, há as queimaduras ocasionadas por situações de violência familiar, outro tipo comum de queimadura é a provocada por substâncias químicas e pelas descargas elétricas. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão de literatura, a atuação da enfermagem na implementação de cuidados a pacientes com queimaduras em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com ênfase nas abordagens terapêuticas e nas estratégias de suporte clínico adotadas. Trata-se de uma revisão bibliográfica, de natureza retrospectiva e descritiva, através do método dedutivo, embasada em artigos, teses, monografia e livros, as buscas e a seleção dos arquivos ocorreram no período de abril a agosto de 2025. Os resultados apontaram, que a atuação da enfermagem é essencial na avaliação precisa das queimaduras, especialmente, nas suas classificações, esse processo é fundamental para que o enfermeiro possa entender qual tipo de assistência deve ser prestada a cada paciente. No caso de tratamento por um período prolongado de internação e, dependendo da gravidade da lesão, há a necessidade de internação na UTI, desse modo, é imprescindível um planejamento de cuidados individualizado e por tempo ininterrupto. Conclui-se, que ainda ocorrem muitos casos de queimaduras no país, dos mais variados tipos e em todas as idades, que na maioria precisam de atendimentos nas UTIs, onde os enfermeiros atuam diuturnamente monitorando e prestando os mais variados tipos de assistência.   

Palavras-chave: Queimaduras. Enfermeiros. Unidade de Terapia Intensiva. 

Abstract 

In Brazil, burns are a serious public health problem. Among the most common types, especially among children, are those caused by scalding, which occurs when children handle hot liquids, such as boiling water, driven by curiosity typical of this age group. Furthermore, there are burns caused by domestic violence; another common type of burn is that caused by chemical substances and electrical discharges. This project aims to analyze, through a literature review, the role of nursing in implementing care for burn patients in Intensive Care Units (ICUs), with an emphasis on therapeutic approaches and clinical support strategies adopted. This is a bibliographic review, of a retrospective and descriptive nature, using the deductive method, based on articles, theses, monographs and books. The searches and selection of files took place between April and August 2025. The results pointed out that nursing is essential in the accurate assessment of burns, especially in their classification. This process is crucial for nurses to understand what type of care should be provided to each patient. In the case of prolonged hospitalization and, depending on the severity of the injury, ICU admission may be necessary. Therefore, individualized and uninterrupted care planning is essential. It is concluded that many burn cases still occur in Brazil, of various types and in all ages, most of which require ICU care, where nurses work around the clock, monitoring and providing a wide range of care. 

Keywords: Burns. Nurses. Intensive Care Unit.

INTRODUÇÃO 

As queimaduras constituem um sério problema para a saúde pública, e se estabelecem como uma das ocorrências mais graves de trauma, provocando danos que prejudicam as camadas da pele e, em casos severos, e inclusive a tecidos mais profundos. Destaca-se, que indivíduos com esses tipos de queimadura, comumente precisam de cuidados em unidades de terapia intensiva (UTI) em razão da complexidade da terapia e à demanda de suporte avançado à vida. Assim, na UTI, a assistência é uma prática complexa, na qual os usuários frequentemente estão em situações críticas, com possibilidade de óbito iminente e em condições de grande vulnerabilidade. Essa fragilidade majora a necessidade de suporte dos enfermeiros, que cuidam desses indivíduos por extensos períodos no decorrer do processo de recuperação (PEREIRA; OLIVEIRA FILHO, 2025; LOUSADA et al., 2022).

Logo, é de suma relevância a assistência correta prestada ao indivíduo com queimaduras, logo, através da análise do quadro clínico geral e da avaliação da dor, torna-se possível que o enfermeiro possa definir a terapia adequada (SEGUNDO; SILVA & FELISZYN, 2019). Para tanto, os diagnósticos adequados são de são fundamentais, para que seja possível constatar as necessidades reais de cada usuário e, por conseguinte para a efetivação de planejamento de um atendimento de qualidade, assim, é de grande importância para a atuação do profissional de enfermagem, tendo em vista, que as queimaduras são consideradas como urgências clínicas, as quais precisam extrema atenção na área da Saúde e demandam um trabalho multidisciplinar, com destaque para o enfermeiro (LIMA et al., 2013). 

Destaca-se, que a complexidade da assistência em pacientes com queimaduras requer atualizações contínuas do enfermeiro, não somente devido ao grau das lesões, mas inclusive pelas complicações decorrentes dos diversos microrganismos causadores e à susceptibilidade à contaminação. Mesmo quando não são fatais, esses danos podem ocasionar limitações funcionais significativas, sociais e psicológicas, outro fator está relacionado às sequelas duradouras no decorrer da internação. É importante, conservá-los preparados para a efetivação das melhores ações de cuidado de enfermagem aos indivíduos queimados possibilitará a assistência apropriada, melhorando o período de recuperação do paciente e diminuição de prováveis agravos (COSTA et al., 2022; LIMA et al., 2021; NASCIMENTO et al, 2019). 

Assim sendo, a equipe de enfermagem está continuamente perante as ocorrências desafiadoras atinentes ao cuidado de indivíduos que sofreram queimaduras. A responsabilidade desses profissionais exige um sistema de apoio eficaz que colabore com a equipe de UTI, aperfeiçoando os protocolos de terapia. Para o tratamento de pacientes com queimaduras, os profissionais de enfermagem atuam através da abordagem holística, e crítica que promove decisões clínicas embasadas, segundo as demandas do indivíduo e na prática de intervenções apropriadas para cada caso (LIMA et al., 2021; NASCIMENTO et al, 2019; LIMA et al., 2013). 

A queimadura ocorre quando há transferência de calor de uma fonte térmica para a pele, podendo resultar também da exposição a certos produtos químicos ou à radiação. Pacientes que sofreram queimaduras e foram tratados em UTI exigiram um significativo volume de trabalho por parte da equipe de enfermagem, influenciado por fatores clínicos e pelo resultado da hospitalização. Assim, a pergunta norteadora do estudo é: “De que forma a enfermagem contribui para a implementação de cuidados a pacientes com queimaduras, com base nas abordagens terapêuticas e nas estratégias de suporte adotadas em Unidades de Terapia Intensiva”? 

O presente estudo é relevante, pois poderá contribuir com a sociedade científica, bem como, para o embasamento de trabalhos acadêmicos, proporcionando conhecimento sobre o papel do enfermeiro no âmbito da UTI para tratar de pacientes com queimaduras e que necessitam de tratamento continuado por 24 horas.  

Em relação a justificativa da presente pesquisa, destaca-se, que os resultados obtidos poderão contribuir para melhorar a compreensão sobre a contribuição da enfermagem na implementação de cuidados em pacientes com queimaduras, em tratamento nas UTIs. Mas, os motivos que levaram ao interesse pelo tema, estão relacionados à busca por aprofundar nos aspectos teóricos e práticos atinentes ao processo terapêutico que abarca o cuidado com os indivíduos queimados, os quais precisam de cuidados contínuos. 

Diante desse contexto, o trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão de literatura, a atuação da enfermagem na implementação de cuidados a pacientes com queimaduras em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com ênfase nas abordagens terapêuticas e nas estratégias de suporte clínico adotadas. A proposta visa fornecer subsídios teóricos para aprimorar a prática assistencial do enfermeiro em contextos críticos, além de contribuir para o desenvolvimento de protocolos baseados em evidências no manejo de pacientes queimados em ambiente intensivo. 

MATERIAIS E MÉTODO 

O trabalho consistiu em uma Revisão Integrativa (RI), de natureza retrospectiva e descritiva, através do método dedutivo, embasada em artigos, teses, monografia, livros e busca ativa de arquivos no idioma inglês e português, publicados no período de 2013 a 2025, disponibilizados nas bases de dados Google Acadêmico, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs); Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF). Essa metodologia permite a síntese do conhecimento disponível, visando à construção de fundamentos teóricos que subsidiem a prática assistencial baseada em evidências. 

No que tange à abordagem metodológica, Santos (2006, p. 02), destaca que “A revisão de literatura tem papel fundamental no trabalho acadêmico, pois é através dela que você situa seu trabalho dentro da grande área de pesquisa da qual faz parte, contextualizando-o”. As normas adotadas estão em conformidade com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

As análises se estabeleceram através de buscas de publicações científicas que abordassem a contribuição da enfermagem na implementação de cuidados a pacientes com queimaduras, com ênfase nas abordagens terapêuticas e nas estratégias de suporte utilizadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a seleção dos arquivos ocorreram no período de abril a agosto de 2025.  

Quanto às amostras, foram empregados os seguintes materiais: artigos científicos originais que abordassem o tema proposto nos objetivos do estudo. Desta forma, foram analisados os aspectos relacionados às consequências das queimaduras; delineou-se a relevância do tratamento e dos cuidados com os indivíduos queimados; e descreve-se a importância da atuação do enfermeiro no cuidado contínuo dos pacientes internados na UTI. 

Decidiu-se, como critério de inclusão para a pesquisa, o emprego de artigos e publicações que abordassem o assunto, dando preferência para os trabalhos acadêmicos originais, bem como, às obras publicadas em português e inglês que tratassem da implementação de cuidados em pacientes com queimaduras, a partir de abordagens terapêuticas e estratégias de suporte em UTI. Ademais, é fundamental ressaltar, que os descritores foram selecionados de acordo com os termos que mais se adequassem aos objetivos específicos propostos no estudo. Incluiu-se, também, os arquivos publicados no período de 2013 a 2025. 

Em relação aos critérios de exclusão, foram desconsiderados os artigos e pesquisas  publicados em idiomas que não fossem na língua portuguesa e inglesa; bem como, os arquivos que não abordassem o tema proposto no trabalho. Excluiu-se também, os estudos com foco comercial e aqueles que estabeleciam uma conexão controversa entre o tema principal e o objetivo da análise. Foram desconsiderados os trabalhos que deixassem de abordar a relevância da atuação do enfermeiro na assistência ao paciente queimado, assim como, aqueles que omitissem os aspectos relacionados aos diversos tipos de queimaduras. Foram excluídos arquivos publicados anterior a 2013.  

Os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) selecionados para este estudo são: “Assistência de Enfermagem”. “Queimaduras”. “Manejo clínico”. “Cuidados de Enfermagem”. “Segurança do Paciente em UTI”. “Cuidados de Enfermagem”. Além dos critérios previamente citados, também serão incluídos aqueles propostos pelos próprios sites. 

Quanto aos métodos empregados na elaboração do estudo, Diniz & Silva (2008), destacam, que o conhecimento científico procura identificar, além do fenômeno analisado, utilizar a lógica como ferramenta para alcançar a certeza sobre a realidade do fenômeno investigado. Assim, o método dedutivo inicia-se a partir de teorias e princípios considerados gerais e universais, buscando explicar eventos de fenômenos específicos. Portanto, a prática sistemática da dedução fundamenta-se em dados gerais que, ao serem considerados, formam as premissas do raciocínio lógico, que são deduzidas para se chegar a conclusões. 

Uma revisão de literatura pode ser empregada em análises mais elaboradas, em avaliações descritivas, como a avaliação de conceitos ou resultados presentes na literatura. Destaca-se, que a seleção da abordagem estatística vai variar conforme as metas do estudo e as perguntas de pesquisa que precisam ser respondidas. Portanto, não será empregada análise estatística, visto que a metodologia não demanda o lançamento dos dados obtidos em tabelas e gráficos (SAMPAIO & PAULA, 2024). 

O estudo não foi encaminhado para a Comissão de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário-UNINASSAU de Cacoal RO, pois o mesmo não envolveu práticas com humanos, portanto, o trabalho não passou pelo crivo da avaliação do CEP, mas todos os princípios éticos serão rigorosamente seguidos, garantindo a correta citação das informações. 

Figura 1. Fluxograma de busca e critérios de seleção da amostra de estudos.

Fonte: Autoria própria (2025).

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

Contextualizando a UTI e os aspectos relacionados aos pacientes vítimas de queimadura 

O indivíduo ao ser internado em uma UTI, na maioria das vezes, provoca em seus familiares um determinado medo, angústia, insegurança, dor, visto, que muitos tem em mente que nestes casos o usuário está próximo à morte, contudo, deve-se arrazoar que o paciente está até mais seguro, já que a assistência será realizada ininterruptamente por profissionais habilitados. Desse modo, o trabalho da equipe multiprofissional que atua no atendimento de pacientes críticos é essencial, fundamentalmente nas UTIs. Os pacientes que necessitam de atendimento nesse setor devem estar com chances de sobrevida, precisando de monitoramento 24 horas por dia e de atendimento permanente dos profissionais de saúde, em especial da equipe de enfermagem. Ressalta-se, que a UTI é um ambiente altamente específico e técnico para acolher indivíduos em estado grave e com riscos de maiores complicações (CASTANHO et al., 2020; PINHO et al., 2017). 

Atualmente, estima-se que aconteçam universalmente cerca de 265 mil óbitos anualmente devido aos acidentes com calor e substâncias químicas, ocasionando queimaduras que podem ser severas. No Brasil, cerca de 1 milhão de acidentes por queimadura são registrados a cada ano, dos quais apenas 100 mil procuram atendimento médico, resultando em aproximadamente 2.500 mortes. É fundamental, considerar os danos às vias respiratórias e ao sistema circulatório, além de realizar uma avaliação neurológica e verificar a extensão das queimaduras. A abordagem adequada deve levar em consideração o agente responsável e o tempo de exposição (SOUZA et al., 2023). 

Os indivíduos que sofrem queimaduras severas têm uma maior vulnerabilidade a infecções, como por exemplo, a sepse, em virtude do comprometimento da integridade da pele. Pesquisas indicam, que os métodos rigorosos de controle de infecções e a administração criteriosa de antimicrobianos, abrangendo infusões prolongadas são basilares para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana. O gerenciamento de fluidos, especialmente nas primeiras 48 horas é vital para garantir a estabilidade hemodinâmica e evitar a sobrecarga de líquidos. Essas iniciativas são indispensáveis para otimizar as práticas clínicas e aprimorar os resultados, destacando a relevância de uma abordagem integrada e adaptada a cada caso (PEREIRA & OLIVEIRA JUNIOR, 2025; SOUZA et al., 2023; SILVA, et al., 2021). 

Quanto ao agente causador de queimaduras, destaca-se: as queimaduras químicas, que ocorrem com produtos corrosivos de bases fortes ou de origem ácida; as queimaduras térmicas, originada pelo calor ou no frio; queimaduras elétricas, são decorrentes de corrente elétrica, raio, dentre outros, queimaduras ionizantes ou por radiação temos, ocorrem devido ao uso de aparelhos de raios-x ou ultravioleta, raios solares e outros, já a queimaduras biológicas, são provocadas por vegetais e animais, e; as queimaduras por fricção ou atrito (NAZÁRIO, LEONARDI & NITSCHKE, 2014). 

Na concepção de Lousada et al. (2022), é evidente que todos esses elementos estão intensificados na UTI, uma vez que o próprio ambiente abriga bactérias, normalmente são resistentes a diversos medicamentos. De modo geral, as infecções são mais frequentes em indivíduos que possuem mais de 30% da área corporal total afetada por queimaduras. 

Diante do exposto, é essencial que o manejo da dor em indivíduos acometidos de queimaduras é imprescindível e a escala habitualmente empregada é a numérica (0-10)4 seguida da avaliação visual analógica, de faces, de cores e descritiva verbal. Além disso, pode-se empregar escalas comportamentais observacionais convalidadas para o emprego em indivíduos que não consigam se expressar de maneira adequada (CASTRO, LEAL & SAKATA, 2013). 

Colaço et al. (2013), delineiam os aspectos relacionados a pacientes com queimaduras, assim, enfatizam que o atendimento a esses indivíduos requer uma infraestrutura de alta complexidade, incluindo um espaço físico apropriado, além de profissionais capacitados e suporte contínuo de outros serviços essenciais.  

Assim, Côrtes et al. (2015), destacam que um entendimento abrangente das características das lesões provocadas por queimaduras é fundamental para orientar decisões e elaborar um plano de intervenção que favoreça a recuperação do paciente, minimizando eventuais prejuízos.

Na década de 1960, o choque era a principal causa de falecimento entre indivíduos com queimaduras severas. Com o passar dos anos, especificamente em 1997, fatores como a idade avançada, lesões por inalação e a gravidade da queimadura se tornaram as principais razões para o óbito. Atualmente, as mortes são mais frequentemente atribuídas a infecções nas feridas e à debilitação do sistema imunológico dos indivíduos. Esses problemas costumam surgir devido à falta de um diagnóstico adequado das queimaduras. Uma clínica apropriada das lesões facilita a cicatrização rápida, reduz o risco de infecções e aprimora tanto a qualidade quanto a aparência das cicatrizes a longo prazo (RODRIGUEZ – FERREYRA et al., 2019).

Tetteh et al. (2020), afirmam que os enfermeiros são os profissionais que atuam na linha de frente no sistema de prestação de cuidados de saúde. Declaram, também, que a conduta das equipes de enfermagem deve ser baseada no atendimento inicial adequado e no comprometimento com a identificação das necessidades dos pacientes, fornecendo cuidados oportunos com um plano de tratamento correspondente, além da busca de minimizar o período de internação, as complicações, as sequelas, como também o índice de morbimortalidade das vítimas. 

Tipos de queimaduras  

As queimaduras constituem uma das lesões traumáticas mais comuns, podendo ser provocadas por diversas fontes, como chamas, líquidos aquecidos e produtos químicos. Além da dor física, as queimaduras podem causar um significativo impacto psicológico e emocional e nos indivíduos, tornando a atuação dos profissionais de saúde ainda mais relevante. Assim, a organização do atendimento de enfermagem para pacientes com queimaduras é uma estratégia essencial para assegurar um cuidado eficaz e seguro. Assim, é importante que o enfermeiro esteja sempre vigilante às possíveis complicações que podem surgir durante o tratamento, incluindo problemas respiratórios, distúrbios eletrolíticos e mudanças metabólicas, entre outros (SILVA & SILVA, 2023). 

Destaca-se, que esses tipos de ocorrências são divididos em três graus distintos. O primeiro grau afeta apenas as camadas superficiais da epiderme, manifestando-se como áreas avermelhadas, secas, dolorosas e sem bolhas. O segundo grau atinge tanto a epiderme quanto a derme, sendo caracterizado pela presença de bolhas, com dor, umidade e coloração vermelha. O terceiro grau, por sua vez, abrange camadas mais profundas, chegando até a camada subcutânea, podendo impactar o tecido muscular, embora seja menos doloroso devido à destruição das terminações nervosas (SOUZA et al., 2021). 

Quanto à profundidade das lesões, as queimaduras podem ser preceituadas como: Queimadura de primeiro grau, são as queimaduras restritas à epiderme, apresentam lesões com hiperemia intensa, desconforto local e com hipersensibilidade; queimadura de segundo grau superficial prejudica a epiderme e a derme papilar (superficial). Acarreta a destruição da junção dermo-epidérmica provocando o desprendimento da epiderme e o desenvolvimento de bolhas, específicas da queimadura de segundo grau; a queimadura de segundo grau profunda, é profunda ocasiona danos a epiderme, profundidade variável da derme reticular (profunda) e também agravos a derme papilar e; a queimadura de terceiro grau, causa destruição em toda a espessura da pele, derme papilar, derme reticular e a epiderme. Devido a destruição da rede vascular da derme, não ocorre a circulação, sendo assim, não há exsudação. Tem como principal característica uma lesão seca, com aspecto de couro (SILVA & SILVA, 2023). 

Assistência de enfermagem ao paciente vítima de queimadura internado em uma UTI 

Tetteh et al. (2020), destacam que a equipe de enfermagem ocupa uma posição de destaque na área da saúde. Logo, a atuação desses profissionais deve se fundamentar em um atendimento inicial eficaz e no compromisso com a identificação das necessidades dos pacientes, oferecendo cuidados adequados em tempo hábil e estabelecendo um plano de tratamento apropriado. Além disso, torna-se indispensável que busquem reduzir o tempo de internação, as complicações, as sequelas e a taxa de morbimortalidade dos pacientes. 

Em suma, quando se refere aos enfermeiros, cabe enfatizar, que estes têm papel importante na elaboração, organização e tratamento das feridas, além de prevenir enfermidades secundárias, visando manter a função vital. Também presta suporte na reabilitação, promove a melhoria da qualidade de vida e contribui para resultados clínicos favoráveis. O processo de enfermagem é uma abordagem científica que orienta e aprimora a prestação de cuidados de enfermagem (BENJAMIN & JACO, 2018). 

Desse modo, fica evidente a relevância da assistência do enfermeiro, já que esta é prestada a partir de um conjunto de habilidades, competências, responsabilidade, aprimoramento, satisfação e cooperação. Diante do exposto, ressalta-se, que esse conjunto fatores proporcionará uma excelente qualidade no cuidado ao usuário, assegurando a pronta recuperação do quadro clínico. Além disso, em casos de pacientes em estágios críticos, a monitorização continuada é fundamental para apontar as possíveis modificações hemodinâmicas, conseguir começar o mais rápido possível uma clínica apropriada (CASTANHO et al., 2020). 

Clark et al. (2013), destacam a relevância da enfermagem na mobilização precoce dos pacientes, uma vez, que os enfermeiros são responsáveis de aplicar o protocolo de sedação e de suspendê-lo, além de realizar avaliações neurológicas agendadas no transcurso do dia e de reposicionar o paciente a cada duas horas, entre outras ações. No estudo realizado, a equipe responsável pelo programa de mobilização precoce revisou e ajustou um plano previamente descrito, considerando a estabilidade clínica, as capacidades cognitivas e a condição motora do paciente. 

Sendo assim, uma equipe multidisciplinar, composta por enfermeiros, médicos, nutricionistas e fisioterapeutas é essencial para atender às diversas demandas desses pacientes. O tratamento em UTI é complexo e necessita de intervenções fundamentadas em evidências, embora ainda existam obstáculos a serem enfrentados, como a uniformização de protocolos e a disponibilidade restrita de tecnologias avançadas (PEREIRA & OLIVEIRA JUNIOR, 2025; SOUZA et al., 2023; SILVA, et al., 2021).  

De acordo com Chaves (2013), o banho representa uma oportunidade importante para realizar os cuidados do paciente com queimaduras, facilitando a remoção de exsudatos e tecidos necrosados, o que contribui para evitar a multiplicação de microorganismos. Isso se deve ao fato de que a crosta que se forma serve como um ambiente propício para o crescimento microbiano e pode ter um efeito imunodepressor. Portanto, embora pareça uma tarefa simples, essa fase é fundamental na clínica. Consequentemente, aos enfermeiros devem prestar atenção especial a esse procedimento no decorrer das intervenções. 

Lerma et al. (2018), enfatizam a relevância do atendimento de enfermagem no tratamento dos indivíduos com queimaduras. Assim, os enfermeiros estão profundamente integrados ao processo de suporte e têm um papel essencial na assistência aos pacientes afetados por queimaduras. Desse modo, a seriedade das lesões requer uma abordagem particular e orientações que normatizem os cuidados de enfermagem. 

O profissional de enfermagem deve estar bem treinado e informado sobre este grupo específico de pacientes, devendo ter um vasto entendimento sobre a fisiologia e as condições infecciosas para que se possam desenvolver intervenções peculiares. É importante considerar também, que os pacientes que estão em UTI, os quais frequentemente se encontram sob sedação, utilizando ventilação mecânica e medicamentos vasopressores, em decorrência da instabilidade em sua hemodinâmica (RAMOS, PORTO & GUERRA, 2019; CÔRTES et al., 2015). 

Segundo Lousada et al. (2022), os cuidados prestados pelos enfermeiros registrados na literatura nacional e internacional para pacientes com queimaduras em UTI estão intimamente ligados à atenção que precisa ser dedicada às feridas cutâneas, sobretudo, em relação à limpeza e à seleção da terapia apropriada para cada tipo de queimadura. O enfermeiro, por ser o profissional que mantém contato e monitoramento contínuo, tem a responsabilidade de antevir e estar atento a prováveis complicações. Além disso, há diversas outras responsabilidades que recaem sobre a equipe de enfermagem, incluindo a promoção da mobilização precoce, a realização de intervenções não farmacológicas para o manejo da dor, e o entendimento fisiopatológico da situação do paciente queimado, possibilitando assim, a implementação de medidas preventivas contra os potenciais agravamentos aos quais esses pacientes estão propensos. 

Algumas práticas, como por exemplo, a balneoterapia diária, o desbridamento e a terapia tópica, podem reduzir significativamente a ocorrência de sepse e, por consequência, a taxa de mortalidade entre os pacientes. Quando é necessário realizar um desbridamento cirúrgico, é essencial que a equipe de enfermagem esteja atenta à administração de antibióticos profiláticos por um período de 24 horas, a fim de prevenir complicações relacionadas à bacteremia, como septicemia, pneumonia, endocardite, entre outras. A profilaxia com antibióticos sistêmicos deve ser iniciada antes do procedimento cirúrgico, garantindo que as concentrações no sangue se conservam elevadas no decorrer da operação. 

Por fim, deve-se considerar os aspectos apontados por Lousada et al. (2022), os quais mencionam, que os enfermeiros precisam estar vigilantes aos sinais de infecção nas áreas afetadas por queimaduras. A formação e a estratégia que esses profissionais adotam em tais situações influenciam diretamente na eficácia da recuperação do indivíduo. Inclusive, é primordial realizar intervenções que ajudem a prevenir infecções, evitando assim contaminações internas secundárias. A terapia imediata com antibióticos torna-se essencial ao se suspeitar de infecções em fases avançadas, considerando que a maior parte das fatalidades ocorre em decorrência de sepse. 

RESULTADOS 

Ao realizar a pesquisa no Google Acadêmico, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs); Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF), foram encontrados 348, no entanto, foram selecionados 31 arquivos que se enquadraram nos critérios de inclusão e exclusão do presente estudo. Todos os arquivos que foram avaliados evidenciaram que há uma importante contribuição da enfermagem na implementação de cuidados em pacientes com queimaduras. Assim, dos 31 estudos, 18 apontaram a relação concernente às estratégias da atuação profissional de enfermagem que atuam no suporte em UTI, desse modo, aos Quadros 1 a 8, os quais trazem uma síntese relacionada aos critérios estabelecidos e, de acordo com a filtragem dos arquivos, os quais foram selecionados da seguinte forma:

Quadro 1. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

Artigo Amostra Delineamento Resultados  Avaliação  
BARROSO, M. V. V. S. (2023) Profissionais da área de saúde, pesquisadores e demais interessados. Editorial. Informações valiosas que podem salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes de queimaduras. Garantir que os profissionais de saúde estejam bem informados e atualizados para proporcionar o melhor atendimento possível a esses pacientes, que em sua maioria advêm de uma situação de vulnerabilidade social. 
BARCELLOS, L. G. et al. (2018). Foram avaliados 140 pacientes, sendo 61,8% do sexo masculino, com mediana da idade de 24 meses e mortalidade geral de 5%. Estudo observacional, por meio da análise retrospectiva de crianças (< 16 anos) admitidas na unidade de terapia intensiva de trauma pediátrico vítimas de queimaduras, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015. A principal causa de queimadura foi escaldamento (51,4%), seguida de acidente com fogo (38,6%) e choque elétrico (6,4%). Ventilação mecânica foi utilizada em 20,7% dos casos. As queimaduras por escaldamento são bastante frequentes e estão associadas à alta morbidade. A mortalidade está associada à superfície corporal queimada e à presença de lesão inalatória. Ênfase especial deve ser dada aos acidentes por fogo, reforçando o diagnóstico e o tratamento adequados da lesão inalatória. 
BENJAMIN, D. A.; JACO, M. (2018).  Membros da equipe de tratamento de queimaduras, incluindo cirurgiões gerais e plásticos, intensivistas, anestesistas e enfermeiros, se beneficiarão deste guia integrado e multidisciplinar. Diretrizes detalhadas de procedimento e videoclipes que guiam por cada etapa do processo, desde a ressuscitação até a reconstrução e reabilitação. Controle de infecção, cobertura precoce de queimaduras, exercícios físicos ocupacionais, terapia respiratória e gerenciamento de ventiladores.  Avanços recentes em pesquisa resultaram em mudanças significativas no tratamento de queimaduras. Utiliza uma abordagem integrada e em equipe para ajudar você a atender às necessidades clínicas, físicas, psicológicas e sociais de cada paciente. 
CÔRTES, R. M. et al. (2015). 44 profissionais.  Estudo descritivo, quantitativo, no qual foi aplicado questionário semiestruturado. Observou-se que os enfermeiros, os profissionais que trabalham entre 10,1 a 15 anos e os profissionais com faixa etária entre 20 e 29 anos apresentaram maior número de acertos, porém sem significância estatística. Abordar esse assunto é de grande relevância, pois o procedimento realizado de maneira incorreta, desrespeitando as técnicas assépticas, podem trazer danos graves e irreversíveis ao paciente. Ressalta-se, então, a necessidade da utilização de métodos, como a educação continuada atrogenias. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 2. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

COLAÇO, A. D. et al. (2013). Experiências de um grupo de enfermeiras na realização de curativos em um grande queimado. O estudo seguiu os preceitos da Resolução 196/96 do CONEP. Relato analítico e reflexivo. Desenvolveram-se cuidados de enfermagem a um paciente com lesões por queimaduras graves, utilizando-se de antissépticos tópicos e solução salina para limpeza das áreas afetadas, e, sulfadiazina de prata 1% durante o curativo. Descreveu-se a assistência de enfermagem desenvolvida junto a um paciente grande queimado durante a realização do curativo de lesões graves. 
COSTA, P. P. P. (2022). Voltado para adultos vítimas de queimaduras em um hospital de referência na região Norte do Brasil.    Foi realizado o teste Kappa para avaliação do protocolo pela equipe de enfermagem, obtendo-se um percentual total de concordância de 90,26%, com coeficiente Kappa igual a 0,81, podendo ser considerada uma concordância quase perfeita.  O protocolo de assistência de enfermagem para vítimas de queimaduras foi organizado na forma de recomendações apresentadas em seis capítulos, que abordam os seguintes temas: admissão do paciente na unidade; controle da dor; processo de cicatrização; cuidados com a ferida; prevenção de infecção; e reabilitação e orientações para alta hospitalar. A validação de conteúdo foi realizada com IVC máximo sobre 19 itens do instrumento de validação. O protocolo assistencial, por meio de sua utilização, será possível sistematizar o atendimento, possibilitando a avaliação clínica, norteando as ações necessárias, fortalecendo a prática clínica, evitando possíveis riscos e erros. A tecnologia desenvolvida possui replicabilidade e capacidade de cumprir o propósito de auxiliar a equipe de enfermagem na identificação dos cuidados de enfermagem necessários à vítima de queimadura, traçar estratégias e reordenar a execução da assistência de enfermagem, proporcionando maior segurança aos pacientes. 
CHAVES, S. C. S. (2013). Pacientes com perda significativa da capacidade devido a queimaduras. Revisão integrativa da literatura, sistemática e descritiva, a qual possibilitou um conhecimento 
objetivo e detalhado sobre queimaduras e os riscos de infecção. 
Ao cuidar de uma queimadura, devemos pensar prioritariamente que o paciente teve uma perda significativa em sua capacidade de resistir a uma infecção na área onde a pele está danificada ou destruída.  O procedimento de lavagem das mãos antes e após cada contato com o paciente é essencial no cuidado de enfermagem. Os antibióticos devem ser administrados de acordo com uma programação no sentido de manter níveis sanguíneos adequados. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 3. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

CLARK, A. et al. (2013). Pacientes com queimaduras graves e distúrbios metabólicos. Revisão integrativa da literatura. As taxas metabólicas de pacientes queimados podem ultrapassar o dobro do normal, e a falha em atender a essas necessidades energéticas causa comprometimento da cicatrização de feridas, disfunção orgânica e suscetibilidade a infecções.  Não há consenso sobre o momento, a via, a quantidade e a composição ideais do suporte nutricional para pacientes queimados, mas a maioria dos médicos defende a nutrição enteral precoce com fórmulas ricas em carboidratos. O suporte nutricional deve ser individualizado, monitorado e ajustado ao longo da recuperação.  
LERMA, V. et al. (2018). Pacientes com necrólise epidérmica em unidades de queimados/unidades especializadas na Espanha e em alguns países selecionados. Estudo transversal descritivo.  Observou-se uma falta de protocolos de enfermagem específicos sobre Necrólise Epidérmica na maioria das unidades de queimados na Espanha. Técnicas de limpeza da pele, como banhos de chuveiro, foram relatadas apenas por participantes da Espanha. O manejo conservador da pele foi a prática mais extensa relatada por todos os participantes. Os cuidados de enfermagem em pacientes com necrólise epidérmica variaram entre as unidades de queimados na Espanha. Diferenças e semelhanças foram observadas em comparação com unidades de queimados de outros países. Os cuidados genitais e oculares estavam desatualizados em todas as unidades de tratamento intensivo (UB/EU). Diretrizes de cuidados de enfermagem baseadas em evidências foram, em geral, exigidas por todos os participantes para ajudar a reduzir a mortalidade e a morbidade desta doença rara e frequentemente devastadora. 
LIMA, K. M. S. G. et al. (2021). Paciente aquecido em unidade de terapia intensiva.  Trata-se de uma revisão literária que atuou com um estudo exploratório e descritivo, artigos do ano de 2009.  Diante da problemática estabelecida nesta revisão literária, acredita-se que o presente estudo possibilitará uma contribuição mais ampla e holística. Os enfermeiros da UTI agem de forma sistematizada sem intenção de prestar uma assistência de melhor qualidade ao paciente de queimaduras. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 4. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

LIMA, O. B. A. et al. (2013)A amostra compôs-se de 14 estudos, sendo feita análise, categorização e discussão.Revisão 
integrativa, 
realizada na 
Biblioteca Virtual em Saúde, SciElo e base de dados LILACS, entre abril e maio de 2012.
Emergiram três abordagens temáticas: 1. 
Aspectos gerais e classificações das queimaduras; 2. 
Principais 
complicações em queimaduras e 3. 
Cuidados de enfermagem ao paciente queimado.
Ressalta-se a necessidade de novos estudos, como forma de aprimorar o cuidado de enfermagem a esses pacientes, bem como seu prognóstico.
LOUSADA, 
L. M. et al. (2022).
Pacientes queimados em terapia intensiva.

Revisão integrativa, realizada no período de fevereiro a dezembro de 2020.  
Foram selecionados oito artigos, os quais foram categorizados em 
Cuidados de 
Enfermagem com a pele em pacientes queimados, 
Cuidados de 
Enfermagem com a mobilidade em 
pacientes 
queimados e Cuidados de Enfermagem em 
pacientes 
queimados em relação à dor, dispositivos e prevenção de complicações.
Os cuidados de enfermagem para pacientes queimados em terapia intensiva estão intensamente atrelados aos cuidados com as lesões de pele e seus 
desdobramentos, 
assim como a prevenção de infecções.
NASCIMENTO, D. K. L. 
(2019).
Equipe de enfermagem em feridas provocadas por queimaduras.Trata-se de uma análise conceitual exploratória de artigos científicos recuperados das seguintes bases de dados: Biblioteca Eletrônica 
Científica Online 
(SCIELO) e 
Literatura Latino americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs).
Nesta análise foi possível identificar as características de feridas traumáticas provocadas por queimaduras, que consiste em um amplo problema de saúde pública, provocando um impacto direto nas condições 
econômicas e sociais.
Foi identificado que a equipe de enfermagem tem um papel importante na assistência aos pacientes vítimas desse tipo de trauma, pois, estes profissionais atuam diretamente no atendimento inicial, caracterizando por casos de urgência ou emergência, até a total ou parcial recuperação da área afetada, diminuindo os riscos provenientes, geralmente, do agente causador da queimadura.

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 5. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

NAZÁRIO, N. O.; LEONARDI, D. F.; NITSCHKE, C. A. S. (2014). Pacientes vítimas com queimaduras. Revisão integrativa. Compreender também os critérios para o encaminhamento e os parâmetros a serem monitorados nesses casos. Cuidados pós-evento, tanto no domicílio como na comunidade, que intentam evitar a repetição de tais fatos, assim como o agravamento do quadro já instalado. 
PEREIRA, G. S.; OLIVEIRA FILHO, W. (2025). Pacientes queimados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Revisão bibliográfica. O manejo de fluidos, principalmente nas primeiras 48 horas, é crucial para estabilização hemodinâmica e prevenção de sobrecarga hídrica. A abordagem multidisciplinar, que inclui médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas. O manejo em UTI é complexo e requer intervenções baseadas em evidências, mas ainda há desafios a serem superados. O estudo sugere que mais pesquisas são necessárias para otimizar práticas clínicas e melhorar os desfechos, reforçando a importância de uma abordagem integrada e personalizada. 
PINHO, F. M. et al. (2017). Profissionais de enfermagem. Revisão integrativa realizada em seis bases de dados, em 23 de junho de 2016. O tratamento do paciente grande queimado deve visar a manutenção das estruturas e funcionalidade do corpo; controlar a dor; a contínua educação dos profissionais e dos pacientes. A reabilitação deve ser iniciada no hospital, mantendo as áreas doadora e receptora úmidas e livres de infecção. Destaca-se que a cultura de queratinócitos é uma técnica descrita há mais de 20 anos e que, apesar da complexidade e custo, tornou-se uma poderosa arma no tratamento de pacientes grandes queimados, compensando o alto custo do produto com a sobrevivência do paciente. 
RAMOS, A. F.; PORTO, O. S.; GUERRA, A. D. L. (2019).  Um paciente grande, queimado por choque elétrico, submetido à enxertia de pele, que foi internado em uma unidade de queimaduras de um hospital de grande porte do estado de Goiás. Estudo de caso clínico, retrospectivo. Apresentar o manejo adequado do paciente queimado, auxiliando os profissionais no tratamento de futuros pacientes vítimas de choque elétrico. Os cuidados dos paciente queimado deve ser feita por meio da sistematização da assistência de enfermagem, que é uma metodologia científica que direciona a prestação dos cuidados de enfermagem, garantindo uma assistência segura, integral, contínua e de forma individualizada, além de organizar o trabalho profissional. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 6. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

RODRIGUEZ – FERREYRA, P. et al. (2019). Crianças com queimaduras de segundo grau. . Epitelização, após o uso do enxerto epidérmico criopreservado (CEA) Epifast®. Prontuários médicos de 297 pacientes com queimaduras superficiais e profundas de segundo grau tratados com Epifast® CEA entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015 na Unidade de Queimados Pediátricos do Hospital Nicolás San Juan, Toluca, México. Pacientes pediátricos recém nascidos a 17 anos de idade, com áreas de superfície corporal queimadas ≤30%, que foram tratados com escarotomia tangencial e Epifast® CEA. A epitelização ocorreu em uma média de 7,5 dias (DP = 7,4 dias) após a aplicação inicial do Epifast® CEA. O tempo de epitelização mais frequente foi de 5 dias (24,2%), seguido de 6–7 dias (12,8%) e 4 dias (10,8%). Nenhum dos 297 prontuários médicos continha relato de efeito adverso relacionado ao uso do Epifast® CEA. 
SEGUNDO, C. O.; SILVA, C. C. M.; FELISZYN, R. S. (2019). Paciente queimado na emergência referidos na literatura do Brasil. Revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa. Após a leitura criteriosa ficou evidente que a avaliação e condutas iniciais no atendimento ao paciente vítima de queimadura, papel do enfermeiro na assistência ao paciente queimado e avaliação e controle da dor na assistência ao paciente queimado. É de suma importância de uma assistência de qualidade ao paciente queimado, a correta avaliação da dor e quadro clínico geral, porém, não trazem novidades quanto à assistência ao paciente queimado no que tange ao cuidado de enfermagem, explicando apenas sobre cuidados já expostos nas demais literaturas. 
SILVA, A. M. et al. (2021) Paciente do sexo feminino, 27 anos, com história de asma, obesidade. Relato do Caso. Vítima de queimadura por álcool, 
autoinfligida, com queimaduras de 2° e 3° graus em 65% da superfície corporal, atingiu as regiões: cervical, torácica e abdominal, em membros superiores e inferiores, face e vias aéreas. 
Foram muitos os desafios enfrentados durante essa internação, destacando-se as dificuldades de manejar um paciente grande queimado em uma UTI geral. instrumentalizar a equipe multiprofissional. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 7. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

SILVA, R. (2021). Paciente vítima de queimadura internado em Unidade de Terapia Intensiva.  Trata-se de uma reflexão teórica, que consiste em reflexões advindas de interpretações dos autores com embasamento na literatura científica atinente ao tema. Atentamos que este tipo de estudo, por não haver interação de pesquisa, não necessita de submissão a trâmites éticos. A assistência de Enfermagem baseia-se no Processo de Enfermagem, que se constitui de cinco fases, das quais, serão abordadas apenas Diagnóstico de Enfermagem (DE) e planejamento (resultados esperados e elaboração de intervenções de Enfermagem). Para um cuidado multidimensional, pode-se dividir esse processo em eixo físico e emocional.  O paciente queimado possui inúmeras necessidades que demandam um planejamento adequado por meio do Processo de Enfermagem que auxilia na identificação e tomada de decisões diante das complicações do paciente queimado internado na UTI. Portanto, a equipe de enfermagem tem um papel fundamental, pois realiza o cuidado mais direto, devendo exercer o pensamento crítico que fomenta a decisão clínica.  
SILVA, F. V.; SILVA, S. (2023). Vítimas de queimaduras. Revisão integrativa de literatura. Os resultados esperados visarão indicar que a sistematização é uma abordagem fundamental para garantir o cuidado seguro e eficaz desses pacientes. Espera-se que os estudos mostrem um escopo do qual a sistematização da assistência de enfermagem permite uma melhor compreensão das necessidades individuais de cada paciente, bem como a identificação precoce de complicações e ações corretivas imediatas. 
SOUZA, G. F. B. et al. (2023). O grande queimado caracteriza a vítima que segundo a Regra dos nove ou de Wallace, possui mais de 55 anos e apresenta 10% de sua superfície corporal queimada ou então pessoas de 10 a 55 anos que apresentam 20% ou mais da superfície corporal lesionada.  Revisão sistemática com meta análise. É de fundamental importância o atendimento primário a vítima de grande queimadura, ao contribuir para uma melhor evolução do quadro do paciente e sua sobrevida.  O quadro precisa ser tratado como se fosse um trauma, sendo importante avaliar os agravos para as vias aéreas, sistema circulatório, promover uma avaliação neurológica e extensão da queimadura, levando em consideração que a abordagem ideal depende do agente causador e do tempo de exposição. 

Fonte: Autoria própria (2025).

Quadro 8. Síntese dos arquivos selecionados para o embasamento teórico do estudo.

SOUZA, L. R. P. et al. (2021). Vítimas de queimaduras. Análise de dados nas plataformas PubMed, Scielo, Google Scholar, além da busca direta na Revista Brasileira de Queimaduras e em materiais disponibilizados pelo Ministério da Saúde entre os anos de 2000 a 2015.  A identificação do grau da queimadura de acordo com a profundidade e extensão do local atingido é de extrema importância para conduzir o diagnóstico e tratamento apropriado.  Os recursos terapêuticos mais usados foram prata nanocristalina, sulfadiazina de prata e laser de CO2 fracionado. Portanto, é essencial que os profissionais da saúde conheçam a fisiopatologia e as opções terapêuticas. 
TETTEH, L. et al. (2020). Foi realizado para recrutar 11 enfermeiros registrados de um Centro de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Queimaduras em Gana. Um delineamento qualitativo com amostragem intencional.  Ajudar os pacientes a controlar a dor, detectar precocemente o sofrimento do paciente e melhorar a participação do paciente em seus cuidados foram alguns dos efeitos positivos da comunicação enfermeiro-paciente, enquanto a redução do nível de cooperação durante o cuidado e a tolerância à dor pelo paciente foram resultados da comunicação deficiente entre enfermeiro e paciente.  Devido à natureza subjetiva da dor, o presente estudo destaca a necessidade de maior comunicação para uma avaliação e manejo eficazes da dor em pacientes com queimaduras. Portanto, é fundamental que os enfermeiros sejam bem treinados em comunicação, com ênfase na comunicação centrada no paciente. 
VALERA, G. G. et al. (2014). 27 profissionais da saúde. Referencial teórico, realizada em cinco etapas: tradução para o português brasileiro, versão consensual das traduções, retrotradução para o idioma original, revisão por um comitê de especialistas na área do instrumento e pré-teste de equivalência.  A Escala de Avaliação de Dor em Demência Avançada foi adaptada culturalmente para o Brasil e apresentou equivalência semântica com o original, além de clareza, aplicabilidade e fácil compreensão dos itens do instrumento. Este processo permitiu assegurar as propriedades psicométricas como confiabilidade e validade de conteúdo da referida escala. 

Fonte: Autoria própria (2025).

DISCUSSÕES  

A queimadura, seja qual for sua causa ou intensidade, constitui uma condição de saúde complexa que requer um amplo conhecimento e uma abordagem integrada para oferecer o melhor tratamento aos pacientes. É importante ter em mente que as queimaduras impactam não só os indivíduos afetados, mas também suas famílias e o entorno em que vivem (BARROSO, 2023; LOPES et al., 2021; LIMA et al., 2013). 

As queimaduras representam lesões originadas de diversas fontes capazes de prejudicar os tecidos corporais e resultar na morte das células. Desse modo, avaliar o grau da queimadura com base na profundidade e na área afetada é essencial para determinar o diagnóstico e o tratamento adequados. Elas podem ser causadas por fontes que geram calor, levando a danos nos tecidos. A resposta do organismo pode ser local ou sistêmica. Além disso, as diferentes causas das queimaduras podem resultar em padrões variados de lesões. Os mecanismos de dano podem ser categorizados em três tipos: térmico, elétrico e químico, com os últimos tendendo a provocar lesões mais profundas (SOUZA et al., 2021). 

Assim, para abordar os aspectos atinentes a contribuição da enfermagem na implementação de cuidados em pacientes com queimaduras, bem como, as abordagens terapêuticas e estratégias de suporte em UTI, é importante destacar que “A Unidade de terapia Intensiva é destinada ao atendimento a pacientes críticos a qual exige dos profissionais que nela atuam: competências, habilidades, conhecimento técnico e científico, constante atualização, humanização e a capacidade de trabalhar em equipe” (CASTANHO et al., 2020, p. 06).  

Costa (2022) e Silva et al. (2021), asseveram que trabalhar em equipe e o emprego de um protocolo de cuidados, torna possível a sistematização do cuidado, tornando viável a avaliação clínica, a orientando da assistência necessária, assegurando a prática clínica de qualidade, impedindo prováveis riscos e erros. Para isso, a identificação dos cuidados de enfermagem é imprescindível, possibilitando a constituição de estratégias e reordenamento da execução da assistência profissional, assegurando maior segurança aos indivíduos.  

Os profissionais estão sempre atentos aos pacientes em estado crítico, especialmente nas funções vitais dos mesmos. Sendo assim, empregam equipamentos e realizam métodos que possibilitam o acompanhamento das atividades dos órgãos. A monitorização hemodinâmica é fundamental para esses usuários e precisa ser feita com precisão, uma vez que permite identificar e avaliar as funções fisiológicas, utilizando técnicas tanto invasivas quanto não invasivas (CASTANHO et al., 2020; BARCELLOS et al., 2018). 

Para o cuidado afirma Lima et al. (2013) e Lopes et al. (2021), que dentre os principais diagnósticos de enfermagem para indivíduos com queimaduras, destacam-se sobretudo, a troca gasosa comprometida, perfusão sanguínea periférica alterada, padrão respiratório inadequado, volume de líquidos insuficiente, dor, potencial de infecção, redução da mobilidade física, distúrbio na percepção da imagem corporal e níveis elevados de ansiedade. 

O profissional de enfermagem desempenha um papel essencial no tratamento diário de feridas e na observação dos sinais vitais, o que colabora para a prevenção de complicações respiratórias e musculoesqueléticas (SILVA et al., 2021). Dentro desse contexto, o enfermeiro é encarregado de fornecer o atendimento inicial ao paciente, visto que sua função é de extrema importância, já que está capacitado para tomar decisões clínicas e identificar as demandas dos indivíduos, assim como a melhor estratégia a ser empregada. A assistência do enfermeiro na UTI tem como objetivo restaurar o tecido danificado, aliviando a dor, aumentando a satisfação do paciente, acelerando o processo de cura e evitando complicações futuras (PINHO et al., 2017). 

CONCLUSÃO  

Conclui-se, que a enfermagem organiza as práticas executadas no ambiente nosocomial e, trata as feridas, além de proporcionar cuidados aos indivíduos com queimaduras, busca atuar na prevenção das enfermidades secundárias, a fim de conservar a função vital. Outra atividade atribuída aos enfermeiros é a prestação do suporte na reabilitação de pacientes com queimaduras, promovendo a melhoria da qualidade de vida, consequentemente, cooperando para resultados clínicos satisfatórios. 

Os objetivos propostos para este estudo foram atingidos com sucesso, visto que demonstrou a importância da atuação da equipe de enfermagem nas UTIs, pois dentre as atividades esses profissionais elaboram ferramentas focadas no atendimento com o paciente. 

Os pacientes que necessitam de atendimento nesse setor devem estar com chances de sobrevida, precisando de monitoramento 24 horas por dia e de atendimento permanente dos profissionais de saúde, em especial da equipe de enfermagem. A equipe de enfermagem. 

As hipóteses foram confirmadas, pois a atuação do enfermeiro no âmbito da UTI, no tratamento de pacientes com queimadura, proporciona excelentes resultados, pois reduz consideravelmente o risco de agravamento do quadro desses usuários. 

Dentre as principais contribuições teóricas e práticas do trabalho realizado, destaca-se, que no campo científico poderá servir de embasamento para outros estudos, além de subsidiar dados para a tomada de decisões em hospitais que atuam na intervenção terapêutica de pacientes com queimaduras. 

Contudo, dentre as limitações do estudo com relação ao problema, destaca-se, que o artigo consistiu em revisão bibliográfica, assim, não foi possível conhecer a realidade dos hospitais, além da limitação temporal da realização das pesquisas. Propõe-se, que novos estudos sejam desenvolvidos, visto, que a ciência evolui continuamente.

REFERÊNCIAS 

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1Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário – UNINASSAU, 2025. Endereço: Rua dos esportes –  1038, Bairro Incra, Cacoal/RO – E-mail: enf.keverson2025@gmail.com
2Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário – UNINASSAU, 2025. Endereço: Rua dos esportes – 1038, Bairro Incra, Cacoal/RO – E-mail: samuba009@gmail.com
3Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário – UNINASSAU, 2025. Endereço: Rua dos esportes – 1038, Bairro Incra, Cacoal/RO – E-mail: jullianarodrigues@outlook.com