A COMUNICAÇÃO NA HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA

COMMUNICATION IN THE HUMANIZATION OF NURSING CARE IN INTENSIVE CARE UNITS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510201322


Rayane Raryssa Costa Xavier1
Rafaela Seixas Ivo2


Resumo 

A comunicação é um pilar essencial no cuidado de enfermagem, abrangendo tanto a linguagem verbal quanto a não verbal. A interpretação precisa da comunicação não verbal é crucial para compreender as necessidades dos pacientes, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde a complexidade dos casos exige uma abordagem humanizada. Apesar da reconhecida importância da comunicação enfermeiro-paciente, há uma lacuna na pesquisa sobre estratégias específicas para UTIs. Este estudo tem como objetivo identificar, na literatura científica, as estratégias de comunicação adotadas por enfermeiros que contribuem para a promoção do cuidado humanizado a pacientes críticos. Metodologia: A pesquisa em questão é uma revisão integrativa da literatura, um método que visa compilar e sintetizar o conhecimento científico preexistente sobre o tema em análise. Ferramentas como a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), aliada à compreensão das necessidades individuais, uso da tecnologia, como dispositivos de rastreamento ocular e aplicativos, foram alguns dos principais instrumentos analisados no estudo. Apesar do reconhecimento da importância da comunicação, a prática clínica ainda luta para implementar estratégias eficazes de forma consistente.  

Palavras-chave: Comunicação não verbal. Cuidados de enfermagem. Cuidado humanizado. Unidades de Terapia Intensiva.  

Abstract: 

Communication is an essential pillar in nursing care, encompassing both verbal and non-verbal language. Accurate interpretation of non-verbal communication is crucial for understanding patient needs, especially in Intensive Care Units (ICUs), where the complexity of cases demands a humanized approach. Despite the recognized importance of nurse-patient communication, there is a gap in research regarding specific strategies for ICUs. This study seeks to identify and analyze communication strategies that contribute to the humanized care of critically ill patients, aiming to improve the quality of assistance provided. The research in question is an integrative literature review, a method that aims to compile and synthesize pre-existing scientific knowledge on the topic under analysis. Tools such as Augmentative and Alternative Communication (AAC), combined with an understanding of individual needs and the use of technology, such as eye-tracking devices and applications, were some of the main instruments analyzed in the study. Despite the recognition of the importance of communication, clinical practice still struggles to consistently implement effective strategies. 

Keywords: Nonverbal communication. Nursing care. Humanized care. Intensive care units. 

1. INTRODUÇÃO 

O cuidar em enfermagem tem como um de seus instrumentos básicos a comunicação. A palavra comunicar origina-se do latim communicare, que significa “partilhar, tornar comum”, ela é integrada pela verbalidade e também pela não verbalidade. Assim, a comunicação humana transcende a mera expressão verbal, abrangendo também manifestações e conteúdos não verbais. Contudo, a linguagem não verbal nem sempre é compreendida em sua totalidade pelos profissionais da área da saúde, pois engloba não apenas palavras, mas o corpo em sua integralidade, incluindo características físicas, fisiológicas e gestuais (Teles, 2022). 

Na interação com pacientes, o profissional de saúde deve ser perspicaz na observação e interpretação da comunicação não falada, a fim de compreender as necessidades do paciente e estabelecer um plano de cuidados individualizado, humanizado e eficaz (Silva; Beccaria, 2023). Cada paciente possui particularidades, como doenças graves, prognósticos incertos e que exigem atenção e cuidados específicos, inseridos nesse meio eles podem se sentir menos seres humanos e mais objetos de estudo (Santos; Cordeiro, 2023). 

Diante disso, a Política Nacional de Humanização (PNH) reconhece a comunicação como um elemento central e transversal nas práticas de saúde. Ao ultrapassar a simples transmissão de informações entre emissor e receptor, a comunicação se torna um instrumento de transformação, capaz de promover o envolvimento ativo de pessoas e ambientes nos processos de cuidado. A comunicação humanizada é a alma do cuidado de enfermagem, promovendo o bem-estar e a confiança (Lacerda et al., 2021). 

Todavia, apesar dos notáveis avanços científicos e tecnológicos na terapia intensiva (UTI), a experiência do paciente na UTI ainda pode ser marcada por desconforto, ansiedade e uma significativa perda de autonomia. Essa realidade complexa tem impulsionado um debate crucial e urgente sobre a necessidade de humanizar o ambiente de cuidado intensivo, reconhecendo as necessidades físicas, emocionais e sociais dos indivíduos (Sili et al., 2023). 

Em situações de alta complexidade, profissionais utilizam ferramentas visuais como lousa mágica e cartões ilustrativos com letras e figuras para facilitar a comunicação com pacientes, particularmente durante procedimentos de enfermagem, passagem de plantão, visitas familiares, agitação, extubação orotraqueal, desmame de drogas e ventilação mecânica, ou quando necessitam de conforto emocional, garantindo que as necessidades dos pacientes sejam compreendidas e atendidas. (Silva; Beccaria. 2023). 

Embora a importância da comunicação enfermeiro-paciente seja reconhecida na literatura, ainda há uma lacuna em relação a estudos que investiguem especificamente as estratégias para melhorar essa comunicação em UTIs. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo identificar, na literatura científica, as estratégias de comunicação adotadas por enfermeiros que contribuem para a promoção do cuidado humanizado a pacientes crítico. 

2. METODOLOGIA  

O estudo em questão adota a metodologia de revisão integrativa da literatura, uma abordagem que visa reunir e sintetizar o conhecimento científico existente sobre o tema em análise. Essa metodologia realiza uma avaliação crítica, resume e busca em evidências já publicadas as contribuições relevantes para o avanço e aprofundamento da compreensão do tema investigado. Através da revisão, os pesquisadores podem construir textos que apresentam uma análise histórica de um determinado assunto, abrangendo perspectivas nacionais e internacionais, garantindo maior rigor científico (Dorsa, 2020). 

Foram necessárias cinco etapas diferentes para a elaboração da revisão integrativa: 1° construção da pergunta norteadora; 2° escolha da base de dados e os critérios de inclusão e exclusão; 3° estabelecimento dos estudos escolhidos para a extração de informações; 4° análise dos estudos escolhidos para a revisão; 5° interpretação dos resultados (Silva; Lima; Silva,2020). 

A Pergunta norteadora desta pesquisa teve como base a estratégia PICO (P- população; I- intervenção; C- controles; O- desfecho), tem-se, assim, a seguinte estrutura: P-enfermeiros intensivistas, I- avaliar estratégias de comunicação utilizadas para a humanização do cuidado de pacientes críticos, C- Não se aplica a esse estudo, O- melhora no quadro do paciente/ satisfação do paciente com o atendimento prestado. Desse modo, foi formulada a seguinte questão: Quais estratégias de comunicação podem ser utilizadas pelos enfermeiros, para contribuir com o cuidado humanizado de pacientes críticos?  

Quadro 1 – Estratégia PICO

P Enfermeiros intensivistas 
I Avaliação de estratégias de comunicação 
C Não se aplica 
O Melhora no quadro do paciente/ Satisfação do paciente com o atendimento prestado 

Fonte: Elaboração própria (2025). 

A pesquisa bibliográfica foi realizada entre Dezembro de 2024 e Maio de 2025, com acesso virtual nas bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Base de Dados em Enfermagem (BDENF), Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), através de uma pesquisa bibliográfica na Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), usando os descritores: “ Comunicação”, “Comunicação não verbal”, “Cuidados de Enfermagem”, “ Humanização da assistência”, “Unidades de terapia intensiva”.  

Os critérios de inclusão para esta análise compreendem estudos disponíveis na íntegra, redigidos nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola, e publicados nos últimos cinco anos, a partir de 2020, independentemente da metodologia de pesquisa empregada. Em contrapartida, foram excluídos artigos duplicados, editoriais que não se alinham aos objetivos temáticos desta investigação, bem como publicações que não se enquadram no período de tempo estabelecido para a seleção. 

Selecionaram-se os descritores que estão nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH), e para efetivar a busca nas bases de dados, assim como os descritores não controlados, determinado seguindo os sinônimos controlados, através de leituras prévias que contém o assunto desejado, para estruturar a coleta da amostra, utilizou-se a busca avançada, respeitando as particularidades. Os descritores foram combinados entre si utilizando os conectores AND, OR e dentro de cada conjunto de termos da estratégia PICO cruzados com o conector booleano AND, a fim de obter o maior número de artigos. 

Figura 1. Fluxograma de identificação, seleção e inclusão de artigos para a elaboração da pesquisa. Brasília, Distrito Federal, Brasil, 2025.

O uso da revisão integrativa neste contexto proporciona uma ampla busca e análise, de como a comunicação entre relação enfermeiro-paciente inseridos no contexto da Terapia Intensiva promove a humanização. 

3. RESULTADOS  

Após análise das pesquisas identificadas na base de dados, foram selecionados para leitura 9 artigos, dos quais 33,3% (N=3) foram encontrados na MEDLINE, 11,1% (N=1) no LILACS, 11,1% (N=1) BDENF, 44,4% (N=4) BDENF/LILACS. Foi constatado que a quantidade de publicações foi superior no ano de 2023 com quatro artigos, seguidos dos anos de 2021 com dois estudos e 2024, 2022 e 2020 com um artigo cada. Dentre eles, 33,3% dos artigos foram publicados na língua inglesa e 66,7% na língua portuguesa. 

Após analisar os artigos selecionados para este estudo, foram descritas as seguintes características: nome do autor/ano, título, objetivos do estudo e principais resultados. 

Quadro 2- Descrição dos artigos selecionados para o estudo de revisão integrativa.

Autor/ Ano Título Objetivo Resultados analisados Conclusão 
1-AL-YAHYAI et al., 2021. Communicating to non-speaking critically ill patients: augmentative and alternative communication technique as an essential strategy. Avaliar os métodos de comunicação existentes utilizados por enfermeiros em UTIs e em unidades de alta dependência com pacientes críticos que não conseguem falar. Buscou identificar estratégias eficazes e implementação de técnicas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).Um total de 194 enfermeiros participaram do estudo em questão. Resultados revelaram que as estratégias de comunicação mais utilizadas foram a de leitura labial com uma média de 4,06%, encorajamento (4,39%), sinais e gestos (4,15%) e uso de quadros com alfabeto e/ou imagens (3,69%). Enquanto o uso de tecnologias mais avançadas como dispositivos eletrônicos apresentaram uma média de 2,73%. Estratégias tradicionais são predominantes na comunicação entre enfermeiro-paci ente não falante e pouca adoção de métodos modernos de comunicação, resultam em desafios e insatisfação dos pacientes. O estudo sugere a necessidade de maior uso e treinamento para adoção de estratégias CAA para melhorar a comunicação, diminuir a frustração e aumentar a satisfação tanto dos pacientes quanto dos enfermeiros.
2-KARLSEN et al., 2023.Communication with mechanically ventilated patients in intensive care units: A concept analysis.Realizar uma 
análise 
conceitual da comunicação com pacientes em ventilação mecânica em unidades de 
terapia intensiva e apresentar um modelo preliminar para a prática de 
comunicação 
com esses pacientes.
No estudo, 
foram encontradas 39 frases distintas para descrever pacientes em 
ventilação 
mecânica. Um total de 60 
conceitos relevantes 
sobre a 
comunicação 
com esses pacientes na UTI foram identificados e organizados em cinco categorias principais 
dentro de um mapa conceitual. O modelo preliminar criado a partir desses dados descreve a prática de 
comunicação específica 
usada ao interagir com pacientes ventilados mecanicamente em unidades de terapia intensiva.
A análise do conceito de comunicação entre pacientes em ventilação mecânica e os profissionais de saúde ofereceu uma compreensão mais aprofundada desse 
fenômeno. Ao 
destacar diferentes perspectivas, foi possível entender 
melhor a 
complexidade da comunicação quando o paciente tem sua capacidade de se expressar limitada.
3-MUSSART et al., 2024. Implementação de diário em terapia intensiva: percepção de familiares e da equipe de enfermagem Identificar a percepção de familiares e da equipe de enfermagem  sobre a implementação de um diário de  Unidade de Terapia Intensiva à rotina de cuidados do paciente crítico.Participaram do estudo um total de 9 familiares e 5 profissionais,  sendo destes 90% enfermeiras. Após a análise dos dados do estudo, com os familiares duas categorias principais surgiram: “Benefícios da utilização do diário de UTI” e “Fatores que podem influenciar no uso do diário de UTI”.  Já a partir da roda de conversa com cinco profissionais de enfermagem, foram identificadas três categorias que ressaltam a importância do diário: “Melhora da conexão com paciente e família”, “O diário como fonte de informações” e “Aspectos éticos relacionados aos registros”.Para profissionais de saúde, assim como para as famílias, o diário da UTI é uma ferramenta valiosa. Ele oferece informações essenciais que ajudam a entender a condição e o progresso da doença do paciente, sendo visto como um instrumento benéfico para todos os envolvidos. O diário da UTI se mostrou uma forma de fortalecer a conexão com os pacientes e suas famílias e também entre enfermeiro-paci ente. Ao registrar informações pessoais e afetivas, o diário ajuda a humanizar a assistência.
4-NASCIMENTO, Francisco  Junio do, 2021. Humanização e tecnologias leves aplicadas ao cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva: uma revisão sistemática.  Analisar o processo de humanização e o uso das tecnologias leves aplicadas ao cuidado de  enfermagem na  Unidade de Terapia Intensiva. Sete estudos foram selecionados e analisados, e todos destacaram a humanização e o uso de tecnologias  leves como ferramentas essenciais e indispensáveis para o cuidado da enfermagem. Os dados apontaram que a humanização e as tecnologias leves são ferramentas essenciais para o atendimento na UTI. É crucial adotar uma visão holística para fornecer um cuidado completo, que beneficie tanto os pacientes quanto seus familiares. Nesse processo, as tecnologias duras (equipamentos)  devem ser combinadas  com a abordagem humanizada para garantir uma assistência integral.
5-NYHAGEN et al., 2023. Unidentified communication challenges in the intensive care unit: A qualitative study using multiple triangulations.  Explorar a comunicação entre pacientes, familiares e enfermeiros e investigar desafios de comunicação não identificados anteriormente. Foram realizadas entrevistas individuais com seis pacientes, seis familiares e nove profissionais de saúde. A comunicação, embora parecesse simples durante a observação, mostrou-se complexa nas entrevistas. Os participantes destacaram uma discrepância entre o que foi observado e o que era realmente importante, revelando um cenário de desafios ocultos. Os familiares, em particular, foram cruciais para a interpretação dos sinais dos pacientes, trazendo à tona dificuldades  que os enfermeiros  não teriam identificado sozinhos.O estudo demonstra que os desafios de comunicação em uma unidade de terapia intensiva nem sempre são óbvios para quem observa ou participa da interação. Os enfermeiros precisam reconhecer que os pacientes podem ter dificuldades de comunicação que exigem uma abordagem mais ampla. A solução para esses desafios passa pela colaboração  ativa de pacientes, familiares e enfermeiros, e pode se estender por todo o processo de recuperação. 
6-SILI  et al.,  2023. Cuidado humanizado na Unidade de Terapia Intensiva: discurso dos profissionais de enfermagem angolanos. Analisar a percepção dos profissionais de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva em Angola sobre cuidados humanizados e identificar recursos necessários para sua implementação.  Cinco ideias centrais sobre o cuidado humanizado emergiram: três sobre sua percepção e duas sobre os recursos necessários. A percepção do cuidado envolve uma visão integral e empática, estendendo-se aos familiares e acompanhantes , e a construção de um vínculo de confiança que permite o cuidado individualizado . Por sua vez, a aplicação prática desse cuidado  depende da disponibilidade de infraestrutura adequada, que inclui recursos humanos e materiais, e da capacitação contínua dos profissionais, mostrando que a habilidade técnica e a humanização estão intrinsecamente ligadas.O cuidado humanizado é uma prática complexa que integra a objetividade da assistência técnica com a subjetividade das relações humanas. Ele não se restringe apenas ao  paciente, mas inclui ativamente seus familiares, reconhecendo o papel deles no processo de cura. Para que essa abordagem seja eficaz, é essencial que haja uma infraestrutura adequada, com recursos  humanos e materiais suficientes que permitam a implementação de um cuidado integral e acolhedor.
7-SILVA e BECCARIA, 2023 Comunicação não verbal com pacientes incapazes de se expressar verbalmente em terapia intensiva.  Identificar junto aos enfermeiros as principais necessidades de comunicação do paciente impossibilitado de comunicar-se oralmente em decorrência de uso de cânula de traqueostomia, durante a internação em Unidade de Terapia Intensiva;  Foram entrevistados oito enfermeiros e cinco pacientes internados na UTI, estes em uso de traqueostomia. Enfermeiros identificaram onze necessidades dos pacientes e criaram cartões visuais para representá-las que incluíam: dor, calor, frio, aspiração,  mudança de decúbito, elevação da cabeceira da cama, sede, alimentação, comunicação com familiares, iluminação e higienização. Os pacientes aprovaram a maioria dos cartões, sugerindo apenas modificações  para os de “dor” e “calor”, além de propor novas  temáticas e melhorias gráficas. A identificação das necessidades dos pacientes pelos enfermeiros foi avaliada como satisfatória, mas limitada. Embora o método em si seja apropriado, ele requer a expansão das temáticas e a melhora do sistema visual. Após essas modificações, o método pode se tornar uma ferramenta importante para aprimorar a qualidade dos serviços de enfermagem.  
8-SOUSA et al., 2020. Cuidado humanizado no contexto da unidade de terapia intensiva: compreensão da equipe de enfermagem.  Compreender a percepção da equipe de enfermagem em relação ao cuidado humanizado prestado ao adulto na  Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Público no município de Imperatriz-MA. Foram entrevistados 30 profissionais de enfermagem, sendo 08 enfermeiros. Os resultados da pesquisa indicam que os profissionais de enfermagem  definem o cuidado humanizado  como um atendimento que abrange a totalidade do paciente. Essa abordagem é caracterizada por empatia, comunicação eficaz, respeito, carinho e conforto. As descobertas foram organizadas em três categorias principais: Cuidado  Holístico de Enfermagem, Cuidado Humanizado de Enfermagem e Desafios no processo do Cuidado Humanizado.Para ser efetivo, o cuidado humanizado precisa se basear nos princípios da Política Nacional de Humanização. Essa abordagem não envolve apenas os pacientes, mas também trabalhadores e gestores. É fundamental que os gestores criem as condições necessárias para que a equipe de enfermagem possa oferecer um cuidado integral, atendendo os pacientes em todas as suas dimensões. Ao fazer isso, a qualidade do atendimento na  Unidade de Terapia Intensiva (UTI) será significativamente aprimorada.
9-TELES, Juliane Fontes, 2022A comunicação proxêmica do enfermeiro no cuidado do paciente em 
unidade de terapia intensiva.
Analisar a 
comunicação proxêmica do enfermeiro no cuidado com paciente em 
Unidade de 
Terapia Intensiva para colocar em evidência o mapeamento comportamental proxêmico na 
Unidade de 
Terapia 
Intensiva.
Os 
participantes da pesquisa foram 10 enfermeiros que atuam no setor de Unidade de Terapia 
Intensiva clínica e cirúrgica. O estudo utilizou oito tabelas para apresentar os resultados, focando na interação entre enfermeiros e pacientes. As tabelas 
detalharam o 
perfil 
sociodemográfi co e 
profissional dos 
enfermeiros e o perfil pessoal e clínico dos pacientes. 
Além disso, a pesquisa analisou a interação com base nos fatores proxêmicos de 
Hall, explorando 
como a distância, o comportamento de contato e a orientação corporal (eixo dos 
interlocutores) variam 
conforme a situação e a condição clínica.
A comunicação não verbal é parte essencial do cotidiano do enfermeiro. Ela se manifesta em todas as etapas do cuidado, 
desde o toque e a fala até o posicionamento do corpo, a aproximação e 
o distanciamento. Assim, o uso do espaço e o ambiente ao redor são 
elementos-chav
e que influenciam a interação entre o enfermeiro e o paciente.

4. DISCUSSÃO 

Após interpretação dos dos dados do quadro acima, foi determinada as seguintes categorias: impacto da humanização na qualidade do cuidado e no bem-estar dos pacientes internos em UTI, desafios na comunicação entre enfermeiros intensivistas e pacientes críticos e estratégias de comunicação. Essas categorias emergiram da análise qualitativa das respostas, refletindo os principais temas recorrentes identificados no material analisado. 

4.1 Impacto da humanização na qualidade do cuidado e no bem-estar dos pacientes internados em UTI. 

A UTI é um setor hospitalar destinado a pacientes cujo a condição de saúde é grave e instável, representando um alto risco de morte, que requer uma equipe qualificada e uma ampla capacidade tecnológica, a fim de conduzir avaliações clínicas multiprofissionais contínuas. De acordo com Sili et al (2023), com o passar dos anos essas unidades vêm se desenvolvendo cada vez mais, com a finalidade de proporcionar aos pacientes os melhores recursos e com isso reduzir a mortalidade. Além do desenvolvimento tecnológico, segundo Silva, Silva e Mattos (2024), as UTI’s apresentam características que podem vir a promover a despersonalização das relações, como por exemplo a alta densidade tecnológica e a complexa demanda exigida da equipe multidisciplinar, especialmente dos profissionais enfermeiros.  

Ferreira Neto et al (2024), em seu estudo  em retoma a ideia que em 2003 a Política Nacional de Humanização (PNH) foi discutida e em 2004 foi revisada e instaurada pelo Ministério da Saúde no Brasil, a fim de qualificar a saúde pública, incentivando trocas solidárias entre gestores, profissionais e pacientes. O programa em questão foi idealizado com o intuito primordial de fomentar transformações significativas nas práticas de acolhimento e atendimento aos usuários dos serviços de saúde. Para alcançar esse objetivo, foram implementadas diversas ações integradas, fundamentadas no princípio do fortalecimento da corresponsabilidade e no incentivo à participação ativa de todos os atores envolvidos na dinâmica da produção de saúde. Em outras palavras, a iniciativa visava construir um modelo de cuidado mais colaborativo e centrado nas necessidades dos usuários. 

Por sua vez, Nascimento (2021) oferece a base conceitual para essa transformação, ao definir que a humanização na saúde foca em princípios éticos no cuidado ao paciente, buscando aprimorar as interações entre a equipe de saúde, os pacientes e seus familiares, ao mesmo tempo em que melhora o ambiente de trabalho. A assistência humanizada é um conjunto de conhecimentos e práticas voltadas para a tomada de decisões que promovem a recuperação e o bem-estar dos pacientes. Reconhecendo o indivíduo como um ser completo, com dimensões biológicas, psicológicas e sociais que devem ser atendidas de maneira integrada. 

Neste sentido, o estudo de Sousa et al.,(2020) expõe que o cuidado humanizado não é categorizado como um conceito único, e sim como um cuidado integral. Esse tipo de cuidado exige respeito, acolhimento e uma boa comunicação interpessoal entre pacientes, profissionais de enfermagem e seus familiares. Os profissionais da enfermagem compreendem que humanizar a assistência também é a apreensão de toda a trama de sentimentos envolvidos no processo saúde-doença e internação. Essa visão holística segue ao encontro da visão compartilhada por Catapreta et al., (2020), que a interação profissional de enfermagem-paciente crítico é fundamental, porém, ainda há o paradigma que o enfermeiro é apenas um simples executor de procedimentos e técnicas, quando na verdade, é o principal responsável por formular e pôr em prática planos terapêuticos, com propósito de garantir uma assistência segura singular e humanizada.  

4.2  Desafios na comunicação entre enfermeiros intensivistas e pacientes críticos 

Pacientes críticos podem ser admitidos por uma variedade de razões, mas todos partilham da necessidade de monitoramento contínuo e tratamento de saúde avançado, com uma equipe multidisciplinar qualificada.  A comunicação no setor intensivo pode ser desafiadora, principalmente pela incapacidade de alguns pacientes de falar devido à intubação orotraqueal, tratamento e/ou doença. No caso de pacientes conscientes, mas incapazes de reproduzir a voz, a capacidade de expor suas preocupações e necessidades é fundamental (Nyhagen et al., 2023). 

Como apontado por Karlsen et al., (2022) em, um dos problemas comumente identificados é que o paciente que não se expressa verbalmente se torna totalmente dependente de sua interpretação e suas mensagens pelos profissionais de saúde. Se a interpretação estiver errada, o paciente tem dificuldade em corrigir, levando a confusão sobre o que foi comunicado. A incapacidade de se comunicar naturalmente cria uma desigualdade no processo, podendo até levar a falhas na comunicação se o entendimento não for alcançado. 

Já do ponto de vista dos profissionais da saúde, exposto na pesquisa de Pina et al., (2020), a incapacidade de comunicar-se efetivamente traz sentimentos de frustração, impotência e insatisfação no cuidado prestado. Corroborando com esse entendimento, equipes de enfermagem que trabalham em UTIs enfrentam estresse significativo devido à intensidade do trabalho, à gravidade dos pacientes e ao peso emocional de suas funções. Esse contexto de alta pressão, pode resultar em um cuidado focado na técnica, assim, desprovendo de sensibilidade, com menos ênfase no lado humano. No entanto, esses profissionais também encontram grande satisfação e realização quando os pacientes se recuperam e podem voltar para suas famílias (Sousa et al,.2020). 

Em suma, Nyhagen  et al, (2023) expõe que apesar da crescente conscientização sobre as complexidades da comunicação na UTI e do conhecimento acumulado sobre o tema, ainda há uma ausência de uma ferramenta ou padrão universalmente adotado para pacientes sem voz ou incapazes de verbalizar, mesmo que momentaneamente. Essa lacuna levanta a questão se a compreensão atual do problema é, de fato, abrangente o suficiente. 

4.3 Estratégias de comunicação 

A evolução dos processos de atendimento e das práticas de cuidados intensivos tem propiciado avanços significativos, resultando em tratamentos mais eficazes para pacientes em estado crítico. Consequentemente, observa-se um aumento nas taxas de sobrevivência desses pacientes; contudo, essa melhora nos indicadores de sobrevida nem sempre se traduz em uma experiência de maior qualidade de vida durante o período de internação hospitalar, demandando uma atenção mais abrangente às necessidades do paciente (Mussart et al., 2024). Sendo vista como uma necessidade humana básica e uma habilidade essencial a ser desenvolvida pelo enfermeiro, Teles.,(2022) afirma que a comunicação é ferramenta fundamental para a enfermagem. Ela serve como instrumento para aprimorar o desempenho profissional, permitindo ao enfermeiro estabelecer confiança, facilitando a adesão ao tratamento e a expressão de suas necessidades. 

Conforme Al-Yahyai et al.,(2021), para assegurar uma troca de informações eficaz entre a equipe multidisciplinar e pacientes em UTIs, é indispensável que enfermeiros e outros profissionais de saúde empreguem uma variedade de métodos comunicativos. Isso se torna ainda mais crucial no caso de pacientes intubados e com dificuldades de comunicação, que frequentemente enfrentam obstáculos para expressar suas necessidades. 

Segundo Silva e Beccaria (2023), em um estudo realizado em três UTIs de um hospital de ensino do noroeste paulista, os profissionais utilizam diferentes ferramentas e estratégias de comunicação, entre elas estão a lousa mágica, papel e caneta, letras do alfabeto, cartões com figuras das principais necessidades do paciente, leitura labial, piscar dos olhos, expressões faciais e corporais e imagens no tablet. Sendo o mais utilizado em todas as unidades, o papel e a caneta, embora seja totalmente dependente da força motora do paciente.  

Além de recursos mais simples apontados anteriormente, investigações também sugerem a implementação de recursos que facilitem a comunicação com um impacto direto na satisfação dos pacientes em tratamento, independentemente do nível tecnológico do auxílio. Como revelado no estudo de Santos e Queiroz (2023), em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a utilização de tecnologias avançadas, como dispositivos de rastreamento ocular, sistemas de saída de voz e aplicativos computacionais, têm demonstrado resultados promissores na melhoria da comunicação entre pacientes e profissionais de saúde.  

A contribuição para enfermagem e para pacientes críticos segundo Al-Yahyai et al. (2021), as estratégias de Comunicação Aumentativa e Argumentativa (CAA) aumentam o nível de confiança do paciente internado em Unidades de Terapia Intensiva e diminuem o sofrimento causado pelas reações emocionais, como frustração, depressão, estresse e ansiedade. Além de tais benefícios emocionais, as abordagens de CAA se mostram bem-sucedidas na tradução eficaz das necessidades dos pacientes, facilitando a comunicação com a equipe de saúde. Já para Pina et at. (2020) a implementação eficaz da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) na enfermagem oferece benefícios abrangentes para pacientes, enfermeiros, familiares e a equipe multidisciplinar.  

Apesar das diferenças nas abordagens de pesquisa, as análises destacam a necessidade de uma comunicação abrangente e eficaz em UTIs, especialmente entre enfermeiros e pacientes críticos. A integração de tecnologia avançada, comunicação humanizada e respeito às diferenças culturais surge como uma forma promissora de melhorar a comunicação e beneficiar pacientes, familiares e profissionais de saúde (Baptista et al., 2024). Lacerda et al., (2021) complementa tal afirmação ao apresentar o resultado de sua pesquisa em que os achados denotam a relevância de um cuidado de enfermagem fundamentado em uma comunicação eficaz. Essa abordagem é essencial para construir uma forte relação entre enfermeiro e paciente alicerçada na interação e na confiança, elementos cruciais para um processo de cuidado bem sucedido.  

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS  

Em vista dos argumentos apresentados, a análise dos estudos demonstra uso de estratégias diferenciadas para uma comunicação eficaz no cuidado humanizado de enfermagem a pacientes críticos em UTIs. As estratégias de CAA emergem como ferramentas poderosas, capazes de mitigar o sofrimento emocional dos pacientes, aumentar sua confiança e facilitar a articulação de suas necessidades à equipe de saúde.  

Alguns instrumentos mais simples também são utilizados com frequência, como lousa mágica, papel e caneta, letras do alfabeto, cartões com figuras das principais necessidades do paciente, leitura labial, piscar dos olhos, expressões faciais e corporais e imagens no tablet. A implementação bem-sucedida de estratégias de comunicação não verbal otimiza a qualidade da assistência, fortalece a relação enfermeiro-paciente e eleva a satisfação dos pacientes.  

Entre as limitações encontradas para a realização deste estudo, destacam-se a escassez de artigos científicos mais atuais, em particular as publicações datadas do ano de 2025, o que restringe uma análise mais recente sobre o tema. Além disso, houve a não disponibilidade de acesso integral a importantes artigos na língua inglesa, o que pode ter limitado a incorporação de perspectivas e dados relevantes da literatura internacional devido à barreira do idioma e às restrições de acesso. Dessa forma, torna-se essencial a construção de mais estudos que explorem estratégias de comunicação que são utilizadas pelos enfermeiros em UTI’s.  

Apesar da crescente conscientização sobre a importância da comunicação, a prática clínica ainda enfrenta desafios na implementação consistente de estratégias eficazes. É possível exemplificar através  das condições de trabalho precárias da equipe de enfermagem, como baixa remuneração, longas jornadas, exaustão e um clima de tensão, que também representam obstáculos importantes. Nesse contexto, torna-se imprescindível o investimento em melhores condições de trabalho, educação e treinamento para os profissionais de saúde, visando aprimorar suas habilidades comunicativas e a compreensão das necessidades específicas dos pacientes em estado crítico. A integração de recursos tecnológicos e abordagens humanizadas, considerando as particularidades de cada indivíduo, incluindo aspectos culturais e de gênero, configura-se como um caminho promissor para aprimorar a comunicação e, consequentemente, a qualidade do cuidado oferecido. 

Acredita-se que este estudo possa contribuir para a priorização de uma comunicação abrangente e eficaz, que não apenas beneficia diretamente os pacientes, suas famílias e a equipe multidisciplinar, mas também reforça o papel essencial da enfermagem na promoção de um cuidado humanizado e de excelência em ambientes de terapia intensiva. 

REFERÊNCIAS 

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido Dos Santos- UNICEPLAC. e-mail: raycosta2803@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido Dos Santos- UNICEPLAC. Mestre em Enfermagem (PPGENF/UNB). e-mail: rafaivo.enf@gmail.com