A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM AO PACIENTE EM CUIDADO DOMICILIAR

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202508101536


Daniela Vieira Prado


Resumo

A assistência domiciliar tem se consolidado como uma alternativa eficaz ao modelo tradicional hospitalocêntrico, promovendo cuidado contínuo, humanizado e centrado nas necessidades do paciente. A enfermagem desempenha um papel fundamental nesse cenário, atuando de forma autônoma e colaborativa no planejamento, execução e avaliação das ações de saúde. Este artigo tem como objetivo analisar a atuação do profissional de enfermagem no cuidado domiciliar, destacando suas competências, desafios e contribuições para a qualidade de vida do paciente e sua família.

Palavras-chave: Enfermagem; Cuidado domiciliar; Assistência à saúde; Saúde pública; Humanização.

1. Introdução

O cuidado domiciliar tem ganhado relevância no sistema de saúde brasileiro como uma estratégia para a desospitalização, redução de custos e promoção da autonomia dos pacientes. Essa modalidade de assistência exige uma atuação especializada dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, que se torna o elo principal entre o paciente, a equipe multiprofissional e a família (OLIVEIRA et al., 2020).

2. A Enfermagem no Contexto do Cuidado Domiciliar

A atuação da enfermagem em home care envolve a realização de procedimentos técnicos, acompanhamento clínico, orientação à família, além do suporte emocional e social ao paciente. O enfermeiro é responsável pela elaboração do plano de cuidados, supervisão da equipe de técnicos e auxiliares, e articulação com outros serviços de saúde (SILVA et al., 2021).

Conforme o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), o enfermeiro possui autonomia para realizar avaliação, diagnóstico de enfermagem, prescrição de cuidados e intervenções no domicílio, desde que respeitados os princípios éticos e legais da profissão (COFEN, 2023).

3. Competências e Desafios

O cuidado domiciliar exige do profissional de enfermagem competências técnicas, gerenciais e relacionais. Dentre os principais desafios estão: limitações de recursos no domicílio, resistência da família, barreiras de comunicação, e sobrecarga emocional (CARVALHO et al., 2020).

Além disso, a atuação fora do ambiente hospitalar exige maior capacidade de tomada de decisão, adaptação às condições do domicílio e responsabilidade quanto à continuidade do cuidado (MENEZES; LIMA, 2022).

4. Benefícios do Cuidado Domiciliar com Enfermagem

A presença da enfermagem no domicílio contribui para a prevenção de complicações, redução de reinternações, adesão ao tratamento e maior satisfação do paciente. A humanização do cuidado e o fortalecimento do vínculo com a família são aspectos destacados como positivos nessa modalidade (PEREIRA; ALMEIDA, 2021).

5. Considerações Finais

A atuação da enfermagem no cuidado domiciliar é essencial para garantir a qualidade, segurança e continuidade da assistência ao paciente. Apesar dos desafios, o cuidado no domicílio se apresenta como uma prática promissora, alinhada aos princípios do SUS e às necessidades da população em contextos de cronicidade, envelhecimento e reabilitação.

É necessário investir em capacitação profissional, políticas públicas específicas e valorização do trabalho da enfermagem nesse campo, para assegurar a efetividade do cuidado prestado.

Referências

CARVALHO, M. A. et al. Desafios enfrentados pela equipe de enfermagem no atendimento domiciliar. Revista Enfermagem Atual, v. 94, n. 2, p. 111–119, 2020.

COFEN. Resolução n.º 568/2018 – Atualiza normas para a atuação da enfermagem em atenção domiciliar. Conselho Federal de Enfermagem, 2023. Disponível em: <http://www.cofen.gov.br>. Acesso em: 05 ago. 2025.

MENEZES, R. A.; LIMA, D. M. Autonomia e responsabilidade da enfermagem no cuidado domiciliar. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 75, n. 3, p. 1–7, 2022.

OLIVEIRA, J. S. et al. Atenção domiciliar e o papel da enfermagem: uma revisão integrativa. Revista Enfermagem em Foco, v. 11, n. 6, p. 1012–1017, 2020.

PEREIRA, C. R.; ALMEIDA, M. J. Humanização do cuidado domiciliar: percepção dos enfermeiros. Saúde Coletiva, São Paulo, v. 31, n. 4, p. 423–430, 2021.

SILVA, F. M. et al. Planejamento e organização do cuidado de enfermagem no domicílio. Revista de Saúde Pública, v. 55, p. 1–10, 2021.