STRATEGIC PLANNING AND DEMOCRATIC SCHOOL MANAGEMENT IN BASIC EDUCATION: THE ROLE OF THE MANAGER IN CONFLICT RESOLUTION
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma102026002022116
André Luís Bender1
Elizângela Carla Beserra da Fonseca2
Camila Wiemes3
Lyana Martins de Oliveira4
Maria Valdirene Moreira Nascimento5
Sônia Lopes dos Santos6
Valéria Zaias do Prado7
Resumo
A gestão escolar democrática, articulada ao planejamento estratégico, constitui-se como elemento fundamental para a prevenção e o enfrentamento dos conflitos no contexto da educação básica brasileira. Este artigo tem como objetivo analisar o papel do gestor escolar na promoção de práticas democráticas de gestão e na condução de estratégias de mediação e resolução de conflitos no ambiente escolar. A fundamentação teórica apoia-se em autores brasileiros que discutem a gestão democrática, o planejamento estratégico educacional, a liderança do gestor escolar e os conflitos no espaço escolar, destacando suas tipologias, causas e impactos no processo educativo. Os resultados da análise evidenciam que a participação da comunidade escolar, a construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico e a adoção de estratégias democráticas de intervenção contribuem para a melhoria do clima escolar e para o fortalecimento das relações interpessoais. Conclui-se que o planejamento estratégico, quando integrado à gestão democrática, potencializa a atuação do gestor escolar como mediador de conflitos e promotor de uma cultura de diálogo, participação e convivência respeitosa na escola.
Palavras-chave: Gestão democrática. Planejamento estratégico. Conflitos escolares. Mediação de conflitos. Educação básica.
1. INTRODUÇÃO
A escola contemporânea caracteriza-se como um espaço de convivência marcado pela diversidade de sujeitos, valores e experiências, o que torna o surgimento de conflitos uma realidade constante no cotidiano educacional. No contexto da educação básica brasileira, esses conflitos assumem diferentes formas e impactam diretamente o clima escolar, as relações interpessoais e o processo de ensino-aprendizagem. Diante dessa realidade, a gestão escolar passa a desempenhar papel estratégico na organização do trabalho pedagógico e na construção de ambientes educativos pautados no diálogo, na participação e na cooperação.
A gestão escolar democrática, prevista na legislação educacional brasileira, apresenta-se como um princípio orientador da organização e do funcionamento das escolas públicas, ao defender a participação efetiva da comunidade escolar nos processos decisórios. Associada a esse modelo de gestão, o planejamento estratégico surge como um instrumento capaz de articular objetivos institucionais, ações pedagógicas e práticas administrativas, contribuindo para a prevenção e o enfrentamento de conflitos no ambiente escolar.
Nesse cenário, o gestor escolar assume papel central, atuando como líder democrático, mediador de conflitos e articulador das ações coletivas. Sua atuação envolve não apenas a administração da escola, mas também a condução dos processos educativos, a promoção da participação e a construção de estratégias que favoreçam a convivência democrática. Assim, compreender a relação entre gestão democrática, planejamento estratégico e resolução de conflitos torna-se fundamental para analisar os desafios e as possibilidades da gestão escolar na educação básica.
Dessa forma, este artigo tem como objetivo analisar o papel do gestor escolar na gestão democrática e no planejamento estratégico como instrumentos de prevenção e enfrentamento dos conflitos escolares, a partir de uma revisão teórica de produções acadêmicas brasileiras recentes. A relevância do estudo reside na contribuição para o aprofundamento das discussões sobre a gestão escolar democrática e suas implicações para a melhoria das relações escolares e da qualidade da educação.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
A gestão escolar democrática constitui um princípio fundamental da educação básica brasileira, orientando a organização e o funcionamento das escolas públicas a partir da participação coletiva dos diferentes segmentos da comunidade escolar. Esse modelo de gestão encontra respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996, ao estabelecer a participação dos profissionais da educação na elaboração do Projeto Político-Pedagógico e da comunidade escolar em conselhos ou instâncias equivalentes. Pinto et al. (2024) defendem que a gestão democrática deve ser compreendida como um processo contínuo de construção coletiva, que se concretiza nas práticas cotidianas de diálogo, participação e corresponsabilização, superando a compreensão restrita ao cumprimento de normas legais.
No contexto educacional brasileiro, a gestão democrática é entendida como uma estratégia que busca romper com modelos autoritários e centralizadores de administração escolar. Barbosa Pinto et al. (2024) argumentam que esse tipo de gestão favorece a autonomia da escola e fortalece o envolvimento da comunidade nas decisões pedagógicas e administrativas, contribuindo para a melhoria do clima institucional e para o fortalecimento das relações interpessoais. Para os autores, a participação efetiva dos sujeitos escolares possibilita que as decisões estejam alinhadas às necessidades reais da comunidade atendida, conferindo maior legitimidade às ações desenvolvidas no âmbito escolar.
A gestão democrática não se limita à criação de instâncias formais de participação, como conselhos escolares e reuniões pedagógicas, mas envolve a construção de uma cultura organizacional pautada no diálogo e na cooperação. Cária e Lambert-de-Andrade (2025) sustentam que um dos principais desafios enfrentados pelos gestores escolares consiste em transformar a participação em um processo efetivo de tomada de decisão coletiva, evitando práticas meramente consultivas ou simbólicas. Segundo esses autores, a liderança democrática exige do gestor a capacidade de articular interesses diversos, promover a escuta ativa e estimular a corresponsabilidade entre os membros da comunidade escolar.
Um dos instrumentos centrais para a consolidação da gestão democrática é o Projeto Político-Pedagógico. Portela Neto (2023) afirma que o PPP representa a identidade da escola e deve ser elaborado de forma coletiva, envolvendo professores, gestores, estudantes e famílias. De acordo com o autor, a participação na construção desse documento fortalece o sentimento de pertencimento e amplia o comprometimento dos sujeitos com os objetivos educacionais estabelecidos. Dessa forma, o PPP se configura como um espaço privilegiado de exercício da democracia no interior da escola, ao permitir a definição conjunta de metas, princípios e ações que orientam o trabalho pedagógico e administrativo.
Apesar dos avanços normativos e conceituais, a efetivação da gestão democrática ainda enfrenta entraves significativos na educação básica. Facó et al. (2024) destacam que práticas centralizadoras, a ausência de formação específica para gestores e conselhos escolares e as fragilidades na cultura participativa dificultam a consolidação de uma gestão verdadeiramente democrática. Esses autores ressaltam que a distância entre o discurso legal e a prática cotidiana das instituições escolares evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à formação continuada e ao fortalecimento das instâncias colegiadas de participação.
Nesse cenário, a gestão escolar democrática deve ser compreendida como um processo em permanente construção, que demanda compromisso político, pedagógico e ético dos gestores e da comunidade escolar. Pinto et al. (2024) enfatizam que a consolidação desse modelo de gestão contribui não apenas para a melhoria da qualidade da educação, mas também para a formação de sujeitos críticos, participativos e conscientes de seu papel social. Assim, a escola assume sua função social de promover a cidadania e fortalecer os valores democráticos no contexto da educação básica brasileira.
2.2. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO CONTEXTO EDUCACIONAL
O planejamento estratégico escolar tem se consolidado como um elemento essencial para a gestão eficiente das instituições de ensino, sendo concebido como um processo deliberado de definição de objetivos, metas e ações a serem implementadas com vistas à melhoria contínua da qualidade educacional. No contexto da educação básica brasileira, esse tipo de planejamento ultrapassa a simples organização administrativa e pedagógica, assumindo uma dimensão política e democrática que busca articular os diversos atores envolvidos na vida escolar. Segundo Pereira e Caballero (2023), o planejamento estratégico em educação consiste em um estudo teórico-científico que visa caracterizar e compreender os elementos fundamentais dessa prática nas organizações escolares, incluindo a definição de objetivos, a caracterização do ambiente interno e externo da escola, e os mecanismos de avaliação de desempenho para assegurar a efetividade das ações propostas.
A lógica do planejamento estratégico é orientada pelo estabelecimento de visão, missão e metas claras, que fornecem diretrizes para o desenvolvimento institucional. Essa estrutura não é apenas um documento formal, mas um instrumento que possibilita a reflexão coletiva sobre o futuro da instituição, promovendo uma análise crítica das potencialidades e fragilidades do contexto escolar. A literatura aponta que a adoção de um planejamento estratégico bem articulado pode contribuir significativamente para a organização dos recursos, para a melhoria dos processos pedagógicos e administrativos, e para o fortalecimento da participação da comunidade escolar na gestão educacional. Neste sentido, estudos destacam a importância de que o planejamento estratégico seja participativo e vinculado às necessidades reais da escola, favorecendo, assim, uma gestão que responda de forma mais eficaz às demandas socioculturais e pedagógicas.
A relação entre planejamento estratégico e gestão democrática também tem sido enfatizada na produção acadêmica brasileira. Bressan (2023) demonstra que o planejamento participativo é uma ferramenta que fortalece a democracia no ambiente escolar, pois envolve os conselhos escolares e a comunidade na discussão de objetivos e estratégias, promovendo uma corresponsabilização das ações e maior transparência nas decisões. Esse aspecto participativo é visto como um elemento que contribui para a construção de um clima de confiança e engajamento, sendo fundamental para que as ações planejadas sejam efetivamente implementadas e avaliadas ao longo do tempo.
Apesar das vantagens apontadas, a implementação do planejamento estratégico nas escolas brasileiras enfrenta desafios significativos. Um dos principais é o fato de que, muitas vezes, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) — documento legal que orienta a ação da escola — permanece como mera exigência normativa, sem repercussão concreta nas práticas diárias. Jesus (2024) argumenta que o planejamento estratégico escolar poderia ser uma resposta mais efetiva aos desafios educacionais contemporâneos, pois se orienta por resultados e pela visão institucional de longo prazo, em contraste com o caráter reativo e pontual que muitas vezes domina a rotina escolar.
Outro ponto observado é a necessidade de formação continuada dos gestores e demais membros da comunidade escolar para que estes se apropriem das ferramentas e conceitos do planejamento estratégico, ampliando a capacidade de análise, tomada de decisão e avaliação das ações planejadas. A capacitação em práticas de gestão estratégica fortalece a liderança educacional e contribui para a construção de uma cultura organizacional mais reflexiva e colaborativa, em que as metas e ações definidas sejam continuamente monitoradas e ajustadas conforme os resultados alcançados.
Em síntese, o planejamento estratégico no contexto educacional brasileiro representa um instrumento de gestão que pode articular objetivos institucionais, participação da comunidade e práticas pedagógicas e administrativas orientadas para a qualidade educacional. Ao promover um processo deliberado e participativo de definição de metas e ações, o planejamento estratégico potencializa a eficácia da gestão escolar, contribuindo para a melhoria dos desempenhos acadêmico, organizacional e social das instituições de ensino.
2.3. O PAPEL DO GESTOR NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS NA GESTÃO ESCOLAR
O planejamento estratégico no contexto educacional configura-se como um instrumento fundamental para a organização das ações pedagógicas e administrativas da escola, possibilitando a definição de objetivos, metas e estratégias alinhadas às demandas institucionais e sociais. No âmbito da educação básica brasileira, o planejamento estratégico ultrapassa a lógica burocrática e assume caráter pedagógico, político e participativo. Pereira e Caballero Merlo (2023) defendem que o planejamento estratégico escolar consiste em um processo sistemático de análise da realidade interna e externa da instituição, orientando a tomada de decisões e a utilização racional dos recursos disponíveis.
A adoção do planejamento estratégico nas escolas públicas está diretamente relacionada à busca pela melhoria da qualidade da educação e pela gestão eficiente dos processos escolares. Silva (2020) afirma que o planejamento estratégico contribui para a organização do trabalho escolar ao possibilitar a definição clara da missão institucional, da visão de futuro e dos valores que orientam as práticas pedagógicas e administrativas. Para o autor, quando elaborado de forma participativa, esse tipo de planejamento fortalece a gestão democrática e amplia o comprometimento da comunidade escolar com os objetivos institucionais.
No contexto da gestão escolar democrática, o planejamento estratégico assume papel relevante ao articular a participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar na definição das prioridades da instituição. Bressan (2023) destaca que o planejamento participativo permite que professores, gestores, estudantes e famílias contribuam para a construção coletiva das metas da escola, promovendo maior transparência e corresponsabilização nas decisões. Segundo a autora, esse processo favorece a consolidação de uma cultura organizacional baseada no diálogo e na cooperação.
Outro aspecto relevante refere-se à relação entre o planejamento estratégico e o Projeto Político-Pedagógico. Jesus (2022) argumenta que o planejamento estratégico pode complementar o PPP ao incorporar uma perspectiva de médio e longo prazo, orientada por indicadores de acompanhamento e avaliação. Para o autor, a integração entre esses instrumentos contribui para que o planejamento deixe de ser um documento formal e passe a orientar efetivamente as práticas escolares.
Entretanto, a implementação do planejamento estratégico nas escolas brasileiras enfrenta desafios significativos. Pereira e Caballero Merlo (2023) apontam que a ausência de formação específica dos gestores e a sobrecarga de demandas administrativas dificultam a consolidação de práticas sistemáticas de planejamento. Esses autores ressaltam a necessidade de políticas públicas voltadas à formação continuada dos gestores escolares, de modo a fortalecer competências relacionadas à liderança, à análise institucional e à tomada de decisão estratégica.
Assim, o planejamento estratégico no contexto educacional deve ser compreendido como um processo contínuo, participativo e articulado à gestão democrática. Silva (2020) enfatiza que sua efetividade depende do envolvimento da comunidade escolar, da clareza dos objetivos estabelecidos e do acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas. Dessa forma, o planejamento estratégico torna-se um instrumento essencial para a organização da escola e para a promoção de uma educação básica de qualidade.
2.4. GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: PRINCÍPIOS LEGAIS, PARTICIPAÇÃO E DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO
A gestão escolar democrática está fundamentada nos princípios da participação, transparência e autonomia, previstos na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Para Paro (2016), a gestão democrática pressupõe a superação de práticas autoritárias, promovendo a construção coletiva das decisões escolares.
Libâneo, Oliveira e Toschi (2017) afirmam que a gestão democrática se concretiza por meio de instâncias colegiadas, como conselhos escolares e assembleias, que possibilitam a escuta dos diferentes segmentos da comunidade. Essa participação contribui para a redução de conflitos, uma vez que amplia os espaços de diálogo e negociação.
Entretanto, Dourado (2019) destaca que a efetivação da gestão democrática enfrenta desafios, como a cultura hierárquica presente em muitas instituições escolares, a falta de formação específica dos gestores e a participação limitada da comunidade. Esses fatores dificultam a consolidação de práticas democráticas e impactam diretamente o clima escolar.
2.5. O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA LIDERANÇA DEMOCRÁTICA E NA CONDUÇÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
O gestor escolar desempenha papel central na consolidação da liderança democrática e na condução dos processos educativos na educação básica, atuando como articulador entre as dimensões pedagógica, administrativa e relacional da escola. A liderança democrática pressupõe a superação de práticas autoritárias e hierarquizadas, priorizando o diálogo, a participação coletiva e a corresponsabilização dos diferentes segmentos da comunidade escolar. Libâneo (2018) defende que o gestor escolar, ao exercer uma liderança democrática, contribui para a construção de um ambiente institucional mais cooperativo, no qual professores, estudantes, famílias e funcionários se reconhecem como sujeitos ativos do processo educativo.
Na perspectiva da gestão democrática, a liderança do gestor não se fundamenta no controle, mas na capacidade de mobilizar pessoas em torno de objetivos comuns. Paro (2016) afirma que o gestor escolar deve atuar como mediador dos interesses coletivos, criando condições para que as decisões sejam tomadas de forma participativa e orientadas pelo projeto educativo da escola. Segundo o autor, essa forma de liderança fortalece o compromisso dos profissionais com o trabalho pedagógico e amplia as possibilidades de melhoria da qualidade do ensino.
A condução dos processos educativos exige do gestor escolar uma atuação pedagógica consistente, que vá além das funções administrativas. Vieira e Vidal (2019) argumentam que o gestor escolar, enquanto líder pedagógico, deve acompanhar o trabalho docente, promover espaços de formação continuada e estimular práticas pedagógicas coerentes com as diretrizes curriculares e com o Projeto Político-Pedagógico da escola. Para as autoras, a liderança democrática se expressa na valorização do trabalho coletivo e no incentivo à reflexão crítica sobre as práticas educativas desenvolvidas no cotidiano escolar.
A participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar é um elemento estruturante da liderança democrática. Facó et al. (2024) destacam que a atuação do gestor escolar deve favorecer o fortalecimento dos conselhos escolares, das assembleias e de outros espaços colegiados, garantindo que professores, estudantes e famílias tenham voz nos processos decisórios. De acordo com os autores, a participação efetiva contribui para a transparência da gestão e para a construção de relações baseadas na confiança e no respeito mútuo.
No contexto da educação básica, a liderança democrática também está diretamente relacionada à promoção de um clima escolar positivo. Souza (2021) sustenta que o gestor escolar, ao adotar práticas de escuta ativa, diálogo e negociação, favorece a prevenção de conflitos e a construção de relações interpessoais mais saudáveis. Para a autora, a forma como o gestor conduz os processos educativos influencia diretamente o engajamento dos professores e o comportamento dos estudantes, refletindo-se nos resultados pedagógicos da escola.
Outro aspecto relevante da liderança democrática refere-se à articulação entre planejamento e ação educativa. Portela Neto (2023) afirma que o gestor escolar deve assegurar que o planejamento pedagógico seja construído de forma coletiva e esteja alinhado às necessidades da comunidade escolar. Segundo o autor, a liderança democrática se materializa quando o gestor incentiva a participação dos docentes na definição de metas, estratégias e avaliações, promovendo maior coerência entre o planejamento e a prática pedagógica.
Apesar de seu reconhecimento teórico e normativo, a liderança democrática ainda enfrenta desafios na prática escolar. Barbosa Pinto et al. (2024) apontam que a sobrecarga de atribuições, a ausência de formação específica para gestores e a persistência de culturas organizacionais centralizadoras dificultam a efetivação desse modelo de liderança. Os autores ressaltam que a formação continuada e o apoio institucional são fundamentais para que o gestor escolar desenvolva competências relacionadas à liderança democrática e à condução dos processos educativos.
Dessa forma, o papel do gestor escolar na liderança democrática e na condução dos processos educativos revela-se estratégico para a consolidação de uma escola participativa, inclusiva e comprometida com a formação integral dos estudantes. Libâneo (2018) enfatiza que a liderança democrática, quando efetivamente exercida, contribui para o fortalecimento do projeto educativo da escola e para a construção de uma cultura institucional orientada pelos princípios da cidadania e da justiça social.
2.6. CONFLITOS NO AMBIENTE ESCOLAR: TIPOLOGIAS, CAUSAS E IMPACTOS NO PROCESSO EDUCATIVO
Os conflitos no ambiente escolar constituem fenômenos inerentes à convivência humana e se manifestam de forma recorrente na educação básica, em virtude da diversidade de sujeitos, valores, expectativas e interesses que coexistem no espaço escolar. A escola, enquanto instituição social, reúne estudantes, professores, gestores, famílias e funcionários com trajetórias socioculturais distintas, o que torna inevitável o surgimento de tensões e divergências. Chrispino (2016) afirma que o conflito escolar não deve ser compreendido apenas como um problema a ser eliminado, mas como uma realidade social que pode assumir caráter pedagógico quando adequadamente compreendida e mediada.
No âmbito educacional, os conflitos podem ser classificados em diferentes tipologias, de acordo com sua natureza e com os sujeitos envolvidos. Silva e Pereira (2022) identificam os conflitos interpessoais como aqueles que ocorrem entre indivíduos, como desentendimentos entre estudantes, entre professores ou entre professores e alunos, geralmente associados a dificuldades de comunicação, disputas de poder ou divergências de valores. Esses conflitos, quando não mediados, tendem a impactar negativamente o clima escolar e as relações pedagógicas.
Além dos conflitos interpessoais, destacam-se os conflitos institucionais, relacionados às normas, à organização escolar e às formas de gestão. Facó et al. (2024) explicam que esses conflitos emergem, frequentemente, da falta de clareza nas regras institucionais, da centralização das decisões e da ausência de espaços efetivos de participação. Segundo os autores, a gestão escolar que não adota práticas democráticas tende a intensificar tensões entre os diferentes segmentos da comunidade escolar, comprometendo o funcionamento coletivo da instituição.
Os conflitos pedagógicos também se apresentam de forma significativa no cotidiano escolar. Souza (2021) aponta que divergências quanto às práticas pedagógicas, aos critérios de avaliação e à condução do processo de ensino-aprendizagem podem gerar conflitos entre docentes, entre docentes e gestores e entre professores e estudantes. Esses conflitos estão frequentemente associados à ausência de planejamento coletivo e de espaços de diálogo pedagógico, o que evidencia a importância da liderança do gestor na mediação dessas situações.
Outro tipo relevante de conflito no ambiente escolar refere-se aos conflitos culturais e sociais, intensificados pela diversidade presente na educação básica brasileira. Silva et al. (2023) argumentam que diferenças étnico-raciais, religiosas, de gênero e de condição socioeconômica podem se tornar fatores geradores de conflitos quando não são reconhecidas e valorizadas pela escola. Para os autores, práticas discriminatórias, preconceitos e estigmatizações impactam diretamente as relações escolares e o processo educativo, exigindo abordagens pedagógicas inclusivas e sensíveis à diversidade.
As causas dos conflitos escolares são múltiplas e interdependentes. Chrispino (2016) destaca fatores como falhas na comunicação, ausência de diálogo, práticas autoritárias de gestão, fragilidades na formação docente e contextos sociais marcados por desigualdades e violência. Esses elementos, quando presentes no cotidiano escolar, potencializam o surgimento de conflitos e dificultam sua resolução, afetando a qualidade das relações interpessoais e institucionais.
Os impactos dos conflitos no processo educativo são significativos e se refletem tanto no desempenho escolar quanto no bem-estar dos sujeitos envolvidos. Daza e Silva (2024) afirmam que conflitos não mediados podem gerar desmotivação, evasão escolar, queda no rendimento acadêmico e aumento de comportamentos agressivos. Além disso, esses conflitos comprometem o clima escolar, tornando o ambiente menos acolhedor e desfavorável à aprendizagem.
Por outro lado, quando compreendidos e trabalhados de forma pedagógica, os conflitos podem contribuir para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã dos estudantes. Silva e Pereira (2022) ressaltam que a abordagem educativa dos conflitos favorece a aprendizagem do diálogo, da empatia, do respeito às diferenças e da resolução pacífica de problemas. Nesse sentido, o papel do gestor escolar e dos professores é fundamental para transformar situações de conflito em oportunidades de aprendizagem e crescimento coletivo.
Dessa forma, compreender as tipologias, as causas e os impactos dos conflitos no ambiente escolar é condição essencial para a construção de práticas de gestão democrática e de mediação eficaz. Facó et al. (2024) enfatizam que a escola que reconhece o conflito como parte de sua dinâmica institucional está mais preparada para enfrentá-lo de maneira ética, participativa e educativa, fortalecendo o processo educativo e promovendo um ambiente escolar mais justo e inclusivo.
2.7. MEDIAÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS NA ESCOLA: ESTRATÉGIAS DEMOCRÁTICAS DE INTERVENÇÃO
A mediação e a resolução de conflitos na escola configuram-se como estratégias fundamentais para a consolidação da gestão democrática e para a promoção de um ambiente educativo pautado no diálogo, no respeito e na participação coletiva. No contexto da educação básica, os conflitos emergem das interações cotidianas entre sujeitos diversos e refletem tensões sociais, culturais, pedagógicas e institucionais. Chrispino (2016) sustenta que a mediação de conflitos no espaço escolar deve ser compreendida como uma prática educativa, capaz de transformar situações de tensão em oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento humano.
As estratégias democráticas de intervenção em conflitos escolares diferenciam-se de abordagens autoritárias ou punitivas por priorizarem o diálogo e a corresponsabilização dos envolvidos. Souza (2021) afirma que a mediação democrática pressupõe a escuta ativa, o reconhecimento das diferentes perspectivas e a busca por soluções construídas coletivamente. Segundo a autora, o gestor escolar, ao assumir uma postura mediadora, contribui para o fortalecimento das relações interpessoais e para a construção de um clima escolar mais cooperativo.
A mediação escolar envolve a adoção de práticas que favorecem a comunicação e a negociação entre as partes em conflito. Daza e Silva (2024) destacam que o diálogo mediado possibilita a compreensão das causas do conflito e a construção de acordos que respeitam os direitos e deveres dos sujeitos envolvidos. Para as autoras, a intervenção mediadora deve ser orientada por princípios éticos e democráticos, evitando a imposição de decisões unilaterais e estimulando a autonomia e a responsabilidade dos participantes.
Entre as estratégias democráticas de resolução de conflitos, as práticas restaurativas têm se destacado no contexto educacional brasileiro. Silva e Pereira (2022) explicam que essas práticas buscam restaurar relações afetadas pelo conflito, promovendo a responsabilização consciente e a reparação dos danos causados. Os círculos restaurativos, as rodas de conversa e as mediações coletivas são exemplos de estratégias que favorecem a participação ativa dos envolvidos e o fortalecimento dos vínculos comunitários no ambiente escolar.
A atuação do gestor escolar é central na implementação dessas estratégias. Facó et al. (2024) argumentam que cabe ao gestor criar condições institucionais para a mediação de conflitos, garantindo espaços de diálogo, incentivando a formação continuada dos profissionais da educação e articulando ações coletivas voltadas à convivência democrática. De acordo com os autores, a ausência de políticas internas de mediação tende a intensificar conflitos e a fragilizar as relações escolares.
A prevenção de conflitos também integra as estratégias democráticas de intervenção. Souza (2021) destaca que a construção coletiva de normas de convivência, a valorização da diversidade e o fortalecimento da participação da comunidade escolar contribuem para a redução de situações conflituosas. Nesse sentido, a mediação não deve ser compreendida apenas como uma ação reativa, mas como parte de um projeto educativo contínuo, orientado pela promoção da cultura de paz.
Os impactos positivos da mediação democrática de conflitos refletem-se diretamente no processo educativo. Daza e Silva (2024) apontam que escolas que adotam práticas mediadoras apresentam melhorias no clima escolar, maior engajamento dos estudantes e fortalecimento das relações entre professores, gestores e famílias. Além disso, a mediação contribui para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, cooperação e resolução pacífica de problemas.
Assim, a mediação e a resolução de conflitos na escola, quando orientadas por estratégias democráticas de intervenção, constituem instrumentos essenciais para a promoção de uma educação inclusiva e participativa. Chrispino (2016) enfatiza que a escola que investe em práticas mediadoras reafirma seu papel social de formação cidadã, contribuindo para a construção de sujeitos críticos, responsáveis e comprometidos com a convivência democrática.
2.8. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E GESTÃO DEMOCRÁTICA COMO INSTRUMENTOS DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO DOS CONFLITOS ESCOLARES
O planejamento estratégico articulado à gestão democrática configura-se como um importante instrumento de prevenção e enfrentamento dos conflitos escolares na educação básica. A escola, enquanto organização social complexa, demanda ações planejadas, participativas e contínuas que orientem suas práticas pedagógicas, administrativas e relacionais. Nesse sentido, o planejamento estratégico possibilita a definição coletiva de objetivos, metas e ações, contribuindo para a organização do trabalho escolar e para a redução de tensões decorrentes da improvisação e da centralização das decisões. Libâneo (2018) afirma que o planejamento, quando construído de forma democrática, fortalece a coesão institucional e favorece a construção de um ambiente escolar mais colaborativo.
A gestão democrática, associada ao planejamento estratégico, amplia as possibilidades de participação da comunidade escolar nos processos decisórios. Paro (2016) destaca que a participação efetiva de professores, estudantes, famílias e funcionários na definição dos rumos da escola contribui para a legitimação das decisões e para a prevenção de conflitos institucionais. Segundo o autor, quando os sujeitos se reconhecem como parte do processo de planejamento, tendem a assumir maior corresponsabilidade pelas ações desenvolvidas, reduzindo resistências e conflitos relacionados à gestão escolar.
O Projeto Político-Pedagógico ocupa lugar central na articulação entre planejamento estratégico e gestão democrática. Portela Neto (2023) argumenta que o PPP deve expressar as intenções educativas da escola e orientar suas práticas a partir de um diagnóstico coletivo da realidade escolar. Para o autor, a elaboração participativa do PPP possibilita identificar potenciais focos de conflito, como fragilidades nas relações interpessoais, dificuldades pedagógicas e problemas de convivência, permitindo a definição de estratégias preventivas e interventivas.
No enfrentamento dos conflitos escolares, o planejamento estratégico contribui para a institucionalização de ações voltadas à convivência democrática. Facó et al. (2024) explicam que escolas que incorporam, em seus planejamentos, políticas internas de mediação de conflitos, normas de convivência e práticas restaurativas apresentam maior capacidade de lidar com situações de tensão. De acordo com os autores, a ausência de planejamento tende a resultar em ações pontuais e reativas, que pouco contribuem para a transformação do clima escolar.
A gestão democrática também favorece a criação de espaços permanentes de diálogo, essenciais para a prevenção de conflitos. Souza (2021) sustenta que reuniões pedagógicas, conselhos escolares e assembleias, quando integrados ao planejamento estratégico, tornam-se espaços privilegiados para a escuta, a negociação e a construção coletiva de soluções. Para a autora, a atuação do gestor escolar é fundamental na articulação desses espaços, garantindo que o planejamento não se restrinja a um documento formal, mas se traduza em práticas cotidianas.
O planejamento estratégico participativo contribui, ainda, para a valorização da diversidade presente no ambiente escolar. Silva et al. (2023) afirmam que a consideração das diferenças culturais, sociais e pedagógicas no planejamento escolar reduz situações de exclusão e preconceito, frequentemente associadas à geração de conflitos. Para os autores, ações planejadas que promovam a inclusão e o respeito às diferenças fortalecem a convivência democrática e o sentimento de pertencimento dos sujeitos à escola.
Os impactos positivos da articulação entre planejamento estratégico e gestão democrática refletem-se no clima escolar e no processo educativo. Vieira e Vidal (2019) destacam que escolas que adotam práticas de planejamento participativo apresentam maior integração entre os profissionais, melhoria na comunicação institucional e redução de conflitos recorrentes. Segundo as autoras, o planejamento democrático contribui para alinhar expectativas, organizar rotinas e estabelecer critérios claros de atuação, elementos essenciais para a convivência escolar.
Dessa forma, o planejamento estratégico e a gestão democrática configuram-se como instrumentos complementares e indispensáveis para a prevenção e o enfrentamento dos conflitos escolares. Libâneo (2018) enfatiza que a escola que planeja coletivamente suas ações e valoriza a participação fortalece sua função social e educativa, promovendo um ambiente escolar mais justo, organizado e propício à aprendizagem. Assim, o gestor escolar assume papel estratégico na articulação desses processos, contribuindo para a construção de uma cultura institucional pautada no diálogo, na participação e na resolução democrática dos conflitos.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise da fundamentação teórica evidenciou que a gestão escolar democrática e o planejamento estratégico constituem elementos indissociáveis para a construção de ambientes escolares mais participativos, organizados e favoráveis à aprendizagem. A participação efetiva da comunidade escolar nos processos decisórios fortalece a corresponsabilização, amplia o diálogo e contribui para a legitimação das ações desenvolvidas no interior da escola.
Os conflitos escolares, compreendidos como fenômenos inerentes à convivência humana, assumem diferentes tipologias e causas, refletindo tensões pedagógicas, institucionais, culturais e sociais. Quando não mediados de forma adequada, esses conflitos impactam negativamente o clima escolar e o processo educativo. No entanto, a literatura analisada demonstra que, quando trabalhados a partir de estratégias democráticas de mediação e resolução, os conflitos podem se transformar em oportunidades educativas e formativas.
Nesse contexto, o papel do gestor escolar revela-se estratégico. Ao exercer uma liderança democrática, o gestor contribui para a construção de práticas participativas, para a valorização da diversidade e para a institucionalização de ações voltadas à convivência escolar. O planejamento estratégico, articulado ao Projeto Político-Pedagógico, potencializa essa atuação ao possibilitar a definição coletiva de objetivos, metas e ações orientadas à prevenção e ao enfrentamento dos conflitos.
Conclui-se que a efetivação da gestão democrática e do planejamento estratégico depende do compromisso político, pedagógico e ético dos gestores e da comunidade escolar, bem como de investimentos em formação continuada e fortalecimento das instâncias de participação. Dessa forma, a escola consolida-se como espaço de formação cidadã, promoção da cultura de paz e construção de relações baseadas no diálogo e no respeito mútuo.
Referências
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1Mestranda em Educação pela Universidade Veni Creator. e-mail: bender.andre@gmail.com
2Mestrando em Educação – especialização em Formação de professores pela UNINI-MÉXICO. e-mail: camilawwiemes@gmail.com
3Mestranda em Educação – especialização em TIC na Educação pela Universidad del Atlántico – UNEATLÂNTICO. e-mail: fonseca_elizangela@yahoo.com.br
4Mestranda em Educação – especialização em TIC na Educação pela Universidad del Atlántico – UNEATLÂNTICO. e-mail: lyanamartins@gmail.com
5Mestrando em Educação – especialização em Formação de professores pela Universidad del Atlántico – UNEATLÂNTICO. e-mail: sonialopes1961@gmail.com
6Mestrando em Educação – especialização em Formação de professores pela Universidad del Atlántico – UNEATLÂNTICO. e-mail: mvaldirenemestrado2024@gmail.com
7Mestrando em Educação – especialização em TIC na Educação pela Universidad del Atlántico – UNEATLÂNTICO. e-mail: vzprado2019@gmail.com
