EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO EM MULHERES EM VULNERABILIDADE SOCIAL

HEALTH EDUCATION AS A STRATEGY FOR PREVENTING CERVICAL CANCER IN WOMEN IN SITUATIONS OF SOCIAL VULNERABILITY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202512231422


Irllen Samilly Brito de Brito¹
Tatiane Caxias Ferreira²
Maiara Cardoso da Silva³
Cayo Felipe Magalhães Matos4
Ruthcleia da Silva e Silva5
Jamilly Karoliny da Silva Miranda6


RESUMO

O câncer do colo do útero (CCU) é uma das neoplasias mais incidentes entre as mulheres no Brasil e no mundo, apesar de ser amplamente prevenível por meio da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) e da realização periódica do exame de Papanicolau. A persistência de altas taxas de incidência e mortalidade reflete desigualdades sociais, econômicas e educacionais que afetam, sobretudo, mulheres em situação de vulnerabilidade social. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a importância da educação em saúde como estratégia de prevenção do câncer do colo do útero. A pesquisa foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à educação em saúde, prevenção e vulnerabilidade social, com recorte temporal de 2020 a 2024. Os resultados evidenciam que a baixa adesão ao exame preventivo está associada a fatores como baixa escolaridade, renda insuficiente, falta de conhecimento sobre o exame, medo, vergonha e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Além disso, falhas organizacionais, ausência de busca ativa e escassez de ações educativas comprometem a eficácia dos programas de rastreamento. A literatura demonstra que a educação em saúde é uma ferramenta essencial para promover o autocuidado, desconstruir tabus e fortalecer o vínculo entre mulheres e os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS). O enfermeiro, inserido na Estratégia Saúde da Família (ESF), exerce papel fundamental na promoção da saúde, ao desenvolver práticas educativas que incentivam a prevenção e a detecção precoce da doença. Conclui-se que a efetividade das ações de prevenção do CCU depende do fortalecimento da APS, da capacitação profissional e da ampliação das estratégias educativas voltadas às populações mais vulneráveis, contribuindo assim para a redução das desigualdades e melhoria dos indicadores de saúde feminina no Brasil. 

Palavras – chaves: Educação em saúde. Câncer do colo do útero. Vulnerabilidade social. Prevenção. Enfermagem. 

ABSTRACT

Cervical cancer (CC) is one of the most prevalent neoplasms among women in Brazil and worldwide, despite being largely preventable through vaccination against the Human Papillomavirus (HPV) and regular Pap smear screening. The persistence of high incidence and mortality rates reflects social, economic, and educational inequalities that mainly affect women in situations of social vulnerability. This study aimed to analyze, through a literature review, the importance of health education as a strategy for the prevention of cervical cancer. The search was conducted in the SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar databases, using descriptors related to health education, prevention, and social vulnerability, with a time frame from 2020 to 2024. The results indicate that low adherence to preventive screening is associated with factors such as low educational level, insufficient income, lack of knowledge about the exam, fear, embarrassment, and difficulties in accessing health services. In addition, organizational shortcomings, the absence of active outreach, and a lack of educational actions compromise the effectiveness of screening programs. The literature highlights health education as an essential tool to promote self-care, deconstruct taboos, and strengthen the bond between women and Primary Health Care (PHC) services. Nurses working within the Family Health Strategy (FHS) play a key role in health promotion by developing educational practices that encourage prevention and early detection of the disease. It is concluded that the effectiveness of cervical cancer prevention actions depends on strengthening PHC, professional training, and expanding educational strategies aimed at socially vulnerable populations, thereby contributing to the reduction of inequalities and the improvement of women’s health indicators in Brazil.

Keywords: Health education; Cervical cancer; Social vulnerability; Prevention; Nursing.

1.  INTRODUÇÃO 

O câncer do colo do útero representa uma significativa carga para a saúde pública no Brasil, sendo majoritariamente atribuído à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), transmitido principalmente por via sexual. As neoplasias malignas são caracterizadas pelo crescimento desordenado e descontrolado de células que perdem sua capacidade de caracterização, resultando em alterações estruturais e funcionais nos tecidos (Costa e Sales, 2020).

A prevenção dessa patologia envolve estratégias multifatoriais, como vacinação contra o HPV, uso de preservativos e rastreamento regular por meio de mamografia e exames citopatológicos. No entanto, populações vulneráveis enfrentam barreiras como desinformação, baixa escolaridade e dificuldades logísticas, que reduzem o acesso a esses recursos preventivos (Oliveira, Santos & Lima., 2022).

Nesse contexto, a educação em saúde é uma ferramenta essencial para disseminar informações de forma acessível e promover mudanças comportamentais que reduzam os riscos associados a essas doenças. Ações educativas voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade social permitem não apenas o compartilhamento de informações, mas também o fortalecimento da autonomia e do autocuidado, promovendo impactos positivos na saúde coletiva (Santos e Silva, 2022).

Desigualdades significativas são observadas na distribuição do acesso ao rastreamento do câncer cervical no Brasil, como as regiões Norte e Nordeste apresentando as maiores taxas de mortalidade e as menores coberturas estimadas de rastreamento. Fatores como renda e características dos serviços de saúde influenciam diretamente na realização do exame (Silva et al., 2023).

A baixa cobertura do rastreamento e o desconhecimento sobre a importância do exame citopatológico refletem desigualdades estruturais e deficiências na implementação de ações educativas eficazes. Nesse contexto, a educação em saúde assume papel central na promoção da conscientização e no fortalecimento do autocuidado feminino, sendo o enfermeiro um protagonista nesse processo. Assim, justifica-se a pesquisa estudo pela necessidade de compreender como as estratégias educativas podem contribuir para ampliar o conhecimento das mulheres, promover a adesão ao exame preventivo e reduzir as desigualdades no enfrentamento do câncer do colo do útero. 

O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a importância da educação em saúde como estratégia de prevenção do câncer do colo do útero entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. Busca-se compreender de que maneira as práticas educativas contribuem para o aumento do conhecimento sobre o exame de Papanicolau, para a adesão às ações preventivas e para a redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde. 

2.  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1. Panorama do Câncer do Colo do Útero 

O câncer do colo do útero é uma alteração celular que se origina no colo do útero e se manifesta inicialmente através de lesões precursoras. Desenvolve-se de forma insidiosa, geralmente silenciosa na fase inicial, de evolução lenta e progressiva que ocorrem em estágios em graus variados, evoluem para displasia grave quando comprometem apenas o epitélio superficial e depois para o câncer invasivo, quando o comprometimento passa pela membrana basal (Ferreira, 2020).

Existem duas principais maneiras de categorizar os carcinomas de CCU, dependendo da origem do epitélio comprometido, o carcinoma epidermoide, tipo mais incidente e que acomete o epitélio escamoso, o qual configura cerca de 80% dos casos; e o adenocarcinoma, tipo mais raro que acomete o epitélio glandular (Kurebayashi; Barbieri; Gabrielloni, 2020). 

O câncer do colo do útero (CCU) é amplamente reconhecido como uma neoplasia que pode ser prevenida, especialmente devido à associação com o papiloma vírus humano (HPV) e à eficácia das vacinas disponíveis. Apesar desses avanços, o CCU continua sendo um dos cânceres mais comuns entre mulheres globalmente, com altos números de casos novos e óbitos anuais. Em 2019, foram registrados 6.596 óbitos por câncer do colo do útero no Brasil, com uma taxa de mortalidade de 6,10 por 100 mil mulheres, tornando-se o terceiro tipo de câncer mais incidente na população feminina, excluindo-se o câncer de pele não melanoma (Santos e  Gomes, 2022).

2.2. Desafios encontrados para a adesão do exame preventivo 

Entre os principais desafios estão a ausência de busca ativa da população em risco, a falta de sistemas de controle de qualidade dos exames e o seguimento inadequado das mulheres com resultados alterados (Claro, Lima & Almeida, 2021). Para melhorar a eficácia na prevenção do câncer do colo do útero, é fundamental fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS). A APS deve ser capaz não apenas de realizar o exame de Papanicolau, mas também de garantir o encaminhamento adequado para o tratamento das lesões precursoras e assegurar o acompanhamento contínuo das pacientes (Anjos et al., 2021).

Além disso, experiências negativas anteriores nos serviços de saúde são fatores que podem desencorajar a realização do exame, especialmente entre mulheres de baixa renda (Almeida et al., 2022). No nível organizacional, a ausência de programas estruturados e a carência de profissionais capacitados comprometem a equidade no acesso ao rastreamento, especialmente em regiões mais vulneráveis, como o Norte e o Nordeste do país (Silva et al., 2023). 

A satisfação das usuárias com o serviço, o acolhimento recebido e a eficácia na resolução dos problemas de saúde continuam sendo determinantes para a continuidade e a adesão ao exame preventivo. Esses dados ressaltam a urgência de investimentos significativos em educação em saúde, especialmente voltada para mulheres com menor renda e escolaridade. Este grupo representa a maior proporção de indivíduos que nunca se submeteram ao exame preventivo, indicando uma lacuna crítica na compreensão dos benefícios da detecção precoce do câncer do colo do útero (Teixeira et al., 2022).

A implementação de um modelo de rastreamento organizado, com o uso de testes de HPV e sistemas informatizados, pode contribuir significativamente para a detecção precoce e o controle da doença (Teixeira et al., 2022).

2.3. Prevenção e o papel do enfermeiro 

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) exercem função essencial na prevenção do câncer do colo do útero e na promoção da saúde da mulher. Contando com equipes multiprofissionais, essas unidades desenvolvem ações educativas, orientam as pacientes sobre a importância e a realização do exame de Papanicolau e realizam os devidos encaminhamentos para serviços de maior complexidade quando necessário. A eficácia e a sensibilidade no atendimento prestado influenciam diretamente na confiança das mulheres e na adesão às práticas preventivas, especialmente quando as UBS estão inseridas na Estratégia Saúde da Família (ESF) (INCA, 2022).

Na Atenção Primária à Saúde (APS), o enfermeiro é responsável pelo desenvolvimento de ações educativas, promoção da saúde e prevenção do câncer do colo do útero, sendo responsável por estabelecer vínculo com as mulheres, identificar barreiras que dificultam a adesão ao exame preventivo e incentivar sua realização periódica. Entretanto, a cobertura do exame citopatológico ainda é insuficiente em diversas regiões do Brasil (Freire et al., 2023).

A educação em saúde desempenha um papel fundamental não apenas na conscientização sobre a importância do exame Papanicolau, mas também na superação de barreiras psicossociais que impedem o acesso e a adesão das mulheres aos serviços de saúde preventiva (Damacena et al., 2023).

A vacinação contra o HPV também é crucial na prevenção do câncer do colo do útero, sendo recomendada para meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos (Dos Santos & Gomes, 2022).

Apesar da disponibilidade do exame Papanicolau nas unidades de saúde brasileiras, as taxas de incidência do câncer do colo do útero não diminuíram significativamente nos últimos anos. Isso se deve a uma combinação de fatores econômicos, sociais, organizacionais e técnicos que dificultam a adesão das mulheres aos programas de rastreamento, além de comprometerem a qualidade e a oportunidade do diagnóstico e tratamento das lesões precursoras (Claro; Lima e Almeida, 2021).

3.  METODOLOGIA 

Este estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão de literatura, A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e PubMed, devido à sua relevância e abrangência na área da saúde. Foram utilizados os seguintes descritores, combinados entre si com o uso dos operadores booleanos AND e OR: “Educação em saúde”, “câncer do colo do útero”, “vulnerabilidade social”, “prevenção” e “enfermagem”. Foram incluídos 17 artigos, os critérios de inclusão adotados foram: artigos publicados entre os anos de 2020 e 2024, nos idiomas português, inglês ou espanhol; disponíveis na íntegra; e que abordassem diretamente a temática proposta.  

As etapas da revisão seguiram um percurso sistemático, iniciando-se com o levantamento bibliográfico nas bases de dados selecionadas. Em seguida, realizou-se a leitura exploratória dos títulos e resumos, seguida da leitura analítica e crítica dos estudos selecionados. Os dados extraídos foram organizados por categorias temáticas emergentes, permitindo a sistematização dos principais enfoques, estratégias, desafios e recomendações identificados na literatura. Essa metodologia possibilitou a identificação de lacunas no acesso à prevenção do câncer do colo do útero entre mulheres em situação de vulnerabilidade social, bem como a análise das contribuições da educação em saúde na promoção da equidade e no fortalecimento das práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde 

4.  RESULTADOS E DISCUSSÕES 

Os estudos analisados evidenciam que, apesar dos avanços na prevenção do câncer do colo do útero (CCU) por meio da vacinação contra o HPV e da realização do exame de Papanicolau, esse tipo de câncer ainda figura entre os mais incidentes entre as mulheres brasileiras, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A baixa adesão às estratégias de prevenção está fortemente associada a fatores socioeconômicos, educacionais e organizacionais, o que reflete a persistência de desigualdades estruturais no país (Dos Santos & Gomes, 2022).

Fundamentado nos estudos de Lima et al. (2024) nos pontos discutidos, é evidente que muitas mulheres só procuram atendimento clínico quando enfrentam problemas ginecológicos incômodos que requerem tratamento curativo, em vez de adotar uma abordagem preventiva. Esse comportamento reflete um desconhecimento sobre as práticas preventivas disponíveis, exacerbando o diagnóstico tardio do câncer do colo do útero. A falta de clareza sobre a importância do exame preventivo e a ausência de comunicação centrada no paciente são fatores críticos que contribuem para a baixa aceitabilidade dos serviços de triagem cervical. Além disso, fatores subjetivos, como medo, vergonha, barreiras culturais e experiências negativas relacionadas ao procedimento, influenciam negativamente a busca pelo rastreamento do câncer do colo do útero (Costa & Sales, 2023).

Embora o exame seja disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso ao serviço não é equitativo. Mulheres com plano de saúde, maior nível educacional, vínculo empregatício e residentes em áreas urbanas tendem a realizar o exame com maior frequência (Silva et al., 2023). Essas desigualdades evidenciam a necessidade de incorporar os determinantes sociais da saúde no planejamento e na execução de políticas públicas voltadas à prevenção do câncer do colo do útero, garantindo maior equidade no acesso e na cobertura (Freire et al., 2023).

A educação em saúde, nesse contexto, emerge como ferramenta essencial para superar as barreiras que dificultam a adesão ao rastreamento do CCU. A literatura revela que as ações educativas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda são insuficientes, embora sejam consideradas fundamentais para aumentar o conhecimento, desconstruir tabus e favorecer a autonomia das mulheres na tomada de decisão sobre sua saúde (Silva & Marcolino, 2023).

O enfermeiro, inserido na Estratégia Saúde da Família (ESF), destaca-se como agente central nesse processo. Sua atuação vai além da coleta do exame, incluindo a escuta qualificada, a orientação contínua e a identificação de barreiras individuais que impedem a realização do rastreamento. No entanto, para que essa atuação seja eficaz, é necessário investimento em capacitação profissional, estrutura adequada e políticas públicas que incentivem práticas educativas regulares nas comunidades atendidas (Damacena et al., 2023).

Além disso, os estudos indicam que muitas mulheres só procuram os serviços de saúde em situações de urgência ou quando já apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta as chances de evolução da doença (Lima et al., 2024). A ausência de uma comunicação clara, acolhedora e centrada no paciente, aliada à morosidade na entrega dos resultados, também são fatores que contribuem para o afastamento das usuárias dos serviços preventivos. 

Portanto, os achados reforçam que a prevenção do CCU vai além da oferta do exame. É necessária uma abordagem intersetorial que articule aspectos educacionais, sociais e organizacionais, com destaque para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como eixo estruturante da promoção da saúde da mulher. Estratégias de educação em saúde voltadas aos grupos mais vulneráveis são fundamentais para ampliar a cobertura do rastreamento, reduzir desigualdades e melhorar os indicadores de saúde relacionados ao câncer do colo do útero. 

CONCLUSÃO

A presente revisão de literatura permitiu compreender que, apesar da existência de políticas públicas voltadas para a prevenção do câncer do colo do útero — como a vacinação contra o HPV e o exame de Papanicolau —, ainda há profundas desigualdades no acesso e na adesão a essas estratégias, sobretudo entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. Fatores como baixa escolaridade, renda insuficiente, crenças culturais, desconhecimento sobre os métodos preventivos e dificuldades de acesso aos serviços de saúde contribuem significativamente para a manutenção de altos índices de morbimortalidade por essa neoplasia no Brasil. A educação em saúde surge como uma ferramenta potente e indispensável na superação dessas barreiras. Quando realizada de forma contínua, acessível e sensível às realidades das populações atendidas, tem o potencial de empoderar mulheres, estimular o autocuidado, promover mudanças de comportamento e fortalecer os vínculos com os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS). Nesse processo, o enfermeiro assume um papel estratégico, atuando não apenas na coleta do exame, mas também como educador, articulador e agente de transformação social.  

Contudo, os dados revelam que as ações educativas ainda são incipientes e muitas vezes desarticuladas das necessidades reais das comunidades. Para que se avance na prevenção eficaz do câncer do colo do útero, é fundamental investir na capacitação das equipes de saúde, na organização dos serviços, na ampliação do acesso e na consolidação de políticas públicas intersetoriais que considerem os determinantes sociais da saúde. Somente por meio de uma abordagem integrada e equitativa será possível reduzir as desigualdades existentes e garantir a todas as mulheres o direito à saúde e à vida.         

REFERÊNCIAS  

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1Discente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) –
Campus Bragança. email:samillybrito828@gmail.com
2Discente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) –
Campus Bragança. email:tatiane.caxias.7@gmail.com
3Discente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) –
Campus Bragança. email:mays51254@gmail.com
4Discente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) –
Campus Bragança. email:cayo.mattos02@gmail.com
5Discente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) –
Campus Bragança. email:rutcleia21@gmail.com
6Docente do Curso Superior em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) – Campus Bragança. Graduada em Enfermagem pela Universidade da Amazônia.

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