AURICULOTERAPIA EM UM CENTRO DE SAÚDE DE FLORIANÓPOLIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512121544


Veronica Coelho Campos1
Valdilene de Jesus Campos Lemos2
Suzana Cristina Mendonça Rodrigues3
Beatriz Cristina Muniz Pinheiro4
Thaylline Mendes Marques5
Aquiles Garces Costa Neto6
Daniele Cristina Correia Costa7
Giselle Menezes da Costa8
Kaeli Cristine Viegas Aires9
Carla Passos Pinto10


RESUMO 

A Atenção Primária à Saúde (APS) assume importante papel enquanto principal porta de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), e como propositora de uma atenção integral realizada em rede. No Brasil, desde 2006, com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, tem-se buscado incorporar estas práticas na APS. O objetivo deste estudo foi descrever sobre a realização de um espaço coletivo de auriculoterapia junto à população de um Centro de Saúde (CS) do Distrito Continente, de Florianópolis (SC). Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que ocorreu em um CS do Distrito Continente, da cidade de Florianópolis (SC), de agosto a outubro de 2023. O espaço coletivo de auriculoterapia deste estudo contou com 39 participantes: 28(71,8%) do sexo feminino e 11(28,2%) do sexo masculino. Os participantes concentraram-se na faixa etária de 46 a 65 anos. O maior número de queixas relatadas estão concentradas na categoria “Outras queixas gerais”, totalizando 16 (34,0%) do total descritas, seguido de “Dores musculoesqueléticas”, com 14 (29,9%) queixas. O Shen Men teve maior número de aplicações, com 120 (20,8%) pontos aplicados, seguido pelos pontos da Ansiedade, com 117 (20,3%) e do Coração, com 101(17,5%) pontos. Em relação às “Outras queixas relacionadas ao bem-estar”, o ponto Shen Men foi o de maior aplicação, com 103 (85,8%), seguido do ponto da Ansiedade 101 (86,3%) e do Coração, com 90 (89,1%) aplicações. A auriculoterapia é uma prática integrativa e complementar de fácil acesso, baixo custo e de grande aceitabilidade pelos usuários dos serviços de APS; para sua efetividade são necessários maior oferta e comprometimento dos profissionais atuantes para que esta se torne uma prática diária em seus atendimentos. 

Palavras-chave: Atenção Primária À Saúde. Práticas Integrativas e Complementares. Auriculoterapia. 

ABSTRACT 

The Primary Health Care (PHC) assumes an important role as the main gateway to the Sistema Único de Saúde (SUS), and as a supporter of comprehensive care provided in a health network. In Brazil, since 2006, with the publication of the Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) in the SUS, efforts have been made to incorporate these practices into APS. The objective of this study was to describe the creation of a collective auriculotherapy space with the population of a Health Center in the Distrito Continente, in Florianópolis (SC). This is a descriptive study, of the experience report type, which took place in a CS in the Distrito Continente, in the city of Florianópolis (SC), from August to October 2023. The collective auriculotherapy space in this study had 39 participants: 28 (71.8%) female and 11 (28.2%) male. Participants were concentrated in the age group of 46 to 65 years. The largest number of reported complaints are concentrated in the “Outras queixas gerais” category, totaling 16 (34.0%) of the total described, followed by “Dores musculoesqueléticas”, with 14 (29.9%) complaints. Shen Men had the highest number of applications, with 120 (20.8%) points applied, followed by Ansiedade, with 117 (20.3%) and Coração, with 101 (17.5%) points. In relation to “Outras queixas relacionadas ao bem-estar”, the Shen Men was the most applied, with 103 (85.8%), followed by the Anxiety point 101 (86.3%) and the Heart, with 90 (89.1%) applications. Auriculotherapy is an integrative and complementary practice that is easy to access, low cost and highly acceptable to users of APS services; for its effectiveness, is necessary greater supply and commitment from working professionals so that this becomes a daily practice in their care. 

Keywords: Primary Health Care. Integrative and Complementary Practices. Auriculotherapy. 

INTRODUÇÃO 

A Atenção Primária à Saúde (APS) assume um papel importante enquanto principal porta de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e como propositora de uma atenção integral, solucionando os problemas de saúde com ações resolutivas, se articulando com os demais níveis de complexidade, e formando uma rede integrada de serviços. Seus pressupostos de humanização, continuidade do cuidado e territorialização colocam a APS como ponto estratégico na rede para a prevenção, identificação, notificação e coordenação do cuidado (Mendonça et al., 2020; Moraes et al., 2020). 

As práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) no SUS têm origem em 1970, com a Primeira Conferência Internacional de Assistência Primária em Saúde, em Alma-Ata, difundindo-se por todo o mundo; e, no Brasil, o movimento ganhou força a partir da Oitava Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu em 1986. Depois de Alma Ata, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Programa de Medicina Tradicional Chinesa, que tinha como objetivo formular políticas, com intuito de defender os conhecimentos tradicionais em saúde e os das Medicinas Complementares e Alternativas (Moraes et al., 2020). 

No Brasil, desde 2006, com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, tem-se buscado incorporar, na APS, as seguintes práticas: plantas medicinais – fitoterapia, homeopatia, medicina tradicional chinesa – acupuntura, medicina antroposófica e termalismo-crenoterapia. Ao inserir essas práticas na APS, entende-se que a PNPIC contribui para a implementação do SUS, na medida em que favorece princípios fundamentais como: universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do cuidado, integralidade da atenção, responsabilização, humanização, equidade e participação social (Schveitzer; Esper; Silva, 2012). 

Em março de 2017, a PNPIC foi ampliada em outras 14 práticas a partir da publicação da Portaria Ministerial nº 849, de 27 de março de 2017, a saber: arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga, totalizando 19 práticas . Em agosto do mesmo ano, a Resolução nº 553 do Conselho Nacional de Saúde atualiza a Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde e reconhece as PICS como um direito. Em março de 2018, com a publicação da Portaria Ministerial n° 702, de 21 de março de 2018, foram incluídas outras dez práticas na PNPIC, a saber: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia, terapia de florais e, mudando da condição de observatório para a prática, medicina antroposófica e termalismo/crenoterapia (Brasil, 2020). 

A PNPIC promove o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde, oportuniza a utilização de tecnologias leves (escuta acolhedora, vínculo terapêutico, integração do ser humano no meio ambiente) com o objetivo de estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação de saúde. Desta forma, a auriculoterapia, inserida nesta política, apesar de ser uma técnica prática e de baixo custo, tem possibilitado um estímulo à formação de profissionais da APS, ao passo que promove melhorias na qualidade de vida dos usuários do sistema de saúde público brasileiro (Cândido et al., 2021). 

A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando a integridade. Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em pontos complementares. O objetivo deste conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade (Dos Santos; Sperotto; Pinheiro, 2011). 

A auriculoterapia faz parte da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e consiste em uma técnica terapêutica que proporciona a regulação psíquico-orgânica do indivíduo, por meio de estímulos nos pontos energéticos localizados no pavilhão auricular, ativando as zonas neurorreativas. Esta terapia considera o pavilhão auricular como um microssistema: a orelha possui áreas que representam todo o organismo (Silva et al., 2022). O mecanismo de ação dessa terapia pode ser explicado pelo estímulo do córtex cerebral através da estimulação de pontos específicos no pavilhão auricular, gerando dessa forma um efeito imediato, pois o cérebro recebe o estímulo e age equilibrando o organismo, proporcionando um bem-estar físico, mental e emocional (Rodrigues et al., 2023). Para o estímulo dos pontos energéticos, utiliza- se aplicação de agulhas, esferas de aço, ouro, prata, plástico ou sementes (mostarda ou colza) (Silva, et al., 2022). Neste sentido, a auriculoterapia é considerada uma prática integrativa e complementar, terapia natural, não invasiva, de baixo custo, sem efeitos colaterais, rápida e de fácil aplicação, sendo adaptável em qualquer condição ambiental e local em que o paciente se encontre, podendo melhorar quadros clínicos como ansiedade, depressão, dores articulares, entre outros (Rodrigues et al., 2023). 

Em 2010 foi iniciado apoio institucional ao uso de PICS na APS de Florianópolis-SC, por meio de sua normatização e da oferta de ações educativas aos profissionais. Nesta direção, estudo realizado em 2022 no município de Florianópolis investigou a percepção de médica(o)s e enfermeira(o)s da APS sobre o uso da auriculoterapia no manejo de Problemas de Saúde Mental, onde concluiu-se que há benefícios significativos no uso da auriculoterapia no cuidado em saúde mental na APS. A maioria dos participantes reconhece ou usa a auriculoterapia como recurso terapêutico no manejo dos problemas de saúde mental, com bons resultados para alívio de sintomas depressivos e ansiosos, sob a percepção dos profissionais acima citados. Foi identificado que, nesse município, a auriculoterapia é utilizada como a principal PICS para abordar questões de saúde mental na APS e é organizada e 

aplicada pelas equipes de Saúde da Família (ESF) (Silva; Santos; Tesser, 2022). 

A realização da auriculoterapia foi a principal escolha para atuação em conjunto dos profissionais atuantes no Centro de Saúde (CS), objeto deste estudo, principalmente por envolver toda equipe de residentes de forma integrada e ter sido ofertada capacitação em aplicação de auriculoterapia pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Assim, a auriculoterapia surgiu como espaço coletivo de trabalho interprofissional, como forma de facilitar o acesso aos serviços de saúde à população local, ao mesmo tempo em que se via a necessidade de resgatar essa PICS nos atendimentos da APS do território adstrito e instigar a adesão dos profissionais de saúde na utilização ao tratamento por auriculoterapia como forma complementar 

Para a execução do espaço coletivo de auriculoterapia foi necessário apoio da gestão do CS para que a prática se tornasse viável e mobilizasse a equipe como um todo, na possibilidade de que esta se torne futuramente uma ação constante, que traga benefícios e seja considerada importante nos atendimentos de saúde. Ainda, que esta prática possa ser pensada não apenas como uma terapia complementar, mas que seja uma abertura e procura pelos diversos serviços ofertados na APS. 

A perspectiva interprofissional compartilha objetivos, desenvolve identidade de equipe e busca o cuidado integral, levando em consideração o caráter complexo e dinâmico das necessidades de saúde de indivíduos e coletivos, considerados coprodutores dos atos em saúde. A integração de trabalhos pela equipe, em oposição ao agrupamento de agentes, é especialmente importante para refletir sobre o trabalho interprofissional com as PICS na APS (Barros; Spadacio; Costa, 2018). 

A proposta de educação interprofissional do programa de residência multiprofissional contempla o desafio dos profissionais de trabalhar em equipe para constituir uma prática voltada para a integralidade do cuidado em saúde. O trabalho em saúde necessita buscar o comprometimento dos trabalhadores, na perspectiva de produzir cuidado integral. Nesse contexto, o conceito de atuação interprofissional ganha destaque por se tratar de elemento importante para a produção das ações de saúde, frente à complexidade do processo saúde-doença-cuidado (Rebouças, Gondim e Pinheiro, 2019). 

Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi descrever sobre a realização de um espaço coletivo de auriculoterapia junto à população de um Centro de Saúde (CS) de de Florianópolis (SC). 

METODOLOGIA 

Tipo de estudo 

Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em um CS na cidade de Florianópolis (SC), entre agosto e outubro de 2023. O estudo teve como foco a realização de encontros com os usuários para a realização de auriculoterapia por profissionais residentes em Saúde da Família, bem como implementou outras ações articuladas e interprofissionais no âmbito do território. 

O Relato de Experiência, em contexto acadêmico pretende, além da descrição da experiência vivida, a sua valorização através do esforço acadêmico-científico explicativo, por meio da aplicação crítica-reflexiva com apoio teórico-metodológico (Mussi; Flores; Almeida, 2021). 

Cenário de prática, população e usuários envolvidos 

A cidade de Florianópolis fica situada no Estado de Santa Catarina, na região sul do Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022) sua população é de 537.213 pessoas. Dentro da organização territorial na área da saúde, o município divide-se em quatro Distritos Sanitários (Norte, Sul, Centro e Continente). 

O CS onde foi realizada esta experiência fica localizado no Distrito de Saúde do Continente (Figura 1), com uma população ativa de 6.003 pessoas. De acordo com os dados do Previne Brasil (2023), nos últimos dois anos há uma população de 697 hipertensos e 285 diabéticos, com maior parte da população formada por idosos. 

Além disso, o local possui duas equipes de Saúde da Família (Figura 2): a equipe 010, com um total de 3.072 pessoas com cadastros ativos; e a equipe 011, com 2.931 pessoas ativas. Possui dois profissionais médicos, dois enfermeiros, uma equipe de saúde bucal e quatro agentes comunitários de saúde.

Figura 1: Distrito de Saúde do Continente

Fonte: Elaborado pelas Autoras (2024). 

O CS tem parceria de ensino-serviço com a Residência Multiprofissional em Saúde da Família (REMULTISF/UFSC), com a Escola de Saúde Pública de Florianópolis (ESP\SC), alguns cursos da área da Saúde da UFSC e com a Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), recebendo estagiários dos mesmos. Atualmente, recebe residentes da REMULTISF/UFSC que conta com uma enfermeira, duas cirurgiãs-dentistas, uma nutricionista e uma farmacêutica. 

Procedimentos para implementação e caracterização das atividades realizadas 

Apesar da população ser composta, em sua maioria, de idosos, há uma parcela que sofre de problemas crônicos como ansiedade, depressão, dores crônicas no corpo, e que se interessou pelo anúncio do espaço coletivo de auriculoterapia, como terapia alternativa de tratamento para algumas comorbidades/sintomas. Logo, surgiu o interesse de fazer um espaço coletivo de atendimento a pacientes com aplicação semanal de auriculoterapia como terapia complementar, associado ao tratamento medicamentoso, que pudesse trazer mais qualidade de vida aos pacientes. Neste sentido, foi criada uma lista de pessoas interessadas em participar dos espaços coletivos de auriculoterapia. Os interessados colocaram seus nomes com telefone para contato na recepção; essa lista ficou disponível por cerca de 15 dias. 

Inicialmente foi realizado um espaço coletivo de atendimento fechado, com quatro encontros no mês, realizado no auditório do CS, às quintas-feiras à tarde, com duração de cerca de 10 a 15 minutos por paciente, com um total de 15 participantes. Este primeiro espaço coletivo foi conduzido durante o mês de julho de 2023, com o intuito de prestar o cuidado à população interessada e de aprimorar as técnicas de aplicação de auriculoterapia. 

Ao longo dos encontros, a procura pelo serviço cresceu entre os pacientes, logo, foi necessário fazer um espaço coletivo aberto e mais amplo para realização de auriculoterapia. Este segundo espaço foi composto por 39 participantes, ocorreu em 20 encontros, e foi realizado entre os meses de agosto a outubro de 2023, acontecendo no auditório, nas quartas-feiras pela tarde e quintas-feiras pela manhã. 

O referido espaço coletivo compôs a amostra deste estudo. 

Como instrumentos de coleta de dados e armazenamento de informações, foram feitas fichas individuais contendo nome, data de nascimento, número da equipe, telefone para contato, principais queixas, pontos de auriculoterapia a serem aplicados e melhorias dos sintomas, como parâmetro para avaliar possíveis evoluções dos pontos colocados (Figura 3); esses dados foram repassados para planilha do Excel para monitoramento e avaliação dos dados obtidos. Para a realização de auriculoterapia foram utilizados materiais como placa auricular, sementes de mostarda, pinça, esparadrapo, álcool 70% e algodão. As aplicações eram feitas de maneira individual, sempre por um dos residentes, que realizaram o curso de formação em auriculoterapia.

Figura 3 – Ficha individual participante

Fonte: Elaborado pelas Autoras (2024). 

Análise das informações 

A partir da análise das informações contidas nas fichas de registro de auriculoterapia e posteriormente transcritas para a planilha do Excel, as queixas foram agrupadas em categorias, de acordo com a característica ou tipo. Na análise dos dados referentes a sexo, idade, queixas e pontos de aplicação de auriculoterapia foi realizada análise descritiva simples, utilizando distribuição de frequência. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

O espaço coletivo de auriculoterapia deste estudo contou com 39 participantes: 28 (71,8%) do sexo feminino e 11 (28,2%) do sexo masculino. Os participantes estão entre 09 e 75 anos de idade, com maior número na faixa etária de 41 a 60 anos, com média de 51,1 anos e desvio padrão de 15,4 anos, caracterizando um perfil de faixa etária adulta no espaço coletivo de auriculoterapia (Gráfico 1). 

Gráfico 1 – Distribuição dos participantes do espaço coletivo de auriculoterapia, por sexo e faixa etária, Florianópolis, 2023

Fonte: Elaborado pelas Autoras (2024). 

Em “Outras queixas relacionadas ao bem-estar” identificou-se: insônia, irritação, medo, tristeza, desânimo, estresse. Queixas essas, reportadas pelos participantes relativas ao seu humor, qualidade de vida. E em “Outras queixas gerais” foram relatadas: alteração hormonal, gastrite, tabagismo, menopausa, edema, pigarro na garganta. 

Como apresentado no gráfico 2, o maior número de queixas relatadas estão concentradas em “Outras queixas gerais”, totalizando 16 (34,0%) do total descritas, seguido de “Dores musculoesqueléticas”, com 14 (29,9%) queixas. Categorizadas em “Outras queixas relacionadas ao bem-estar” somam 10 (21,3%). O menor número de queixas relatadas foi de doenças do trato respiratório com 04 (8,5%) ocorrências, seguido de Depressão com 02 (4,2%) e Ansiedade, com 01 (2,1%). Destacando-se que o número de queixas não equivale ao número de participantes que a apresentaram, pois o mesmo participante pode ter citado várias queixas.

Gráfico 2 – Queixas relatadas pelos participantes do espaço coletivo de auriculoterapia, Florianópolis, 2023.

Fonte: Elaborado pelas Autoras (2024). 

O gráfico 3, demonstra o número total de aplicações, por pontos de auriculoterapia. O Shen Men teve um maior número de utilizações, com 120 (20,8%) pontos aplicados, seguido pelos pontos da Ansiedade, com 117 (20,3%) e do Coração, com 101(17,5%) pontos. Em contrapartida, o menor número de aplicações por ponto se deu nos pontos Subcórtex e Simpático, com 49(8,5%) e 30(5,2%) aplicações, respectivamente.

Gráfico 3 – Frequência de aplicação dos principais pontos de auriculoterapia no espaço coletivo de participantes, Florianópolis, 2023.

Fonte: Elaborado pelas Autoras (2024). 

A tabela 1 apresenta a distribuição de aplicação dos pontos de auriculoterapia, referente às queixas relatadas pelos participantes. Relativo às “Outras queixas relacionadas ao bem estar”, o ponto Shen Men foi o de maior aplicação, com 103 (85,8%), seguido do ponto da Ansiedade 101 (86,3%) e do Coração, com 90 (89,1%) aplicações. O ponto do Fígado foi o de maior número de aplicações: 76 vezes (88,3%) em pessoas que relataram a “Ansiedade” como queixa. 

Ainda, observa-se na tabela 1 que o ponto do Rim teve seu maior número de aplicações com 66 (89,1%) em pessoas com queixas de “Dores musculoesqueléticas”, enquanto o ponto do Subcórtex e o Simpático, com 45 (91,8%) e 28 (93,3%), respectivamente, tiveram o maior número de suas aplicações em participantes com “Queixas relacionadas ao bem estar”. Por fim, o ponto de Relaxamento muscular, foi realizado em 14 (87,5%) aplicações em pacientes que relataram queixas de “Dores musculoesqueléticas”.

Tabela 1 – Principais pontos de auriculoterapia aplicados, por queixas dos participantes, Florianópolis, 2023.

*Apresenta a frequência relativa ou total de aplicações no ponto de auriculoterapia correspondente

No início do espaço coletivo de auriculoterapia, foi percebido a falta de informação que os usuários tinham sobre o que era a auriculoterapia e quais os benefícios que esta poderia trazer no cotidiano deles; desta forma, nesta oportunidade, houve uma breve conversa sobre como se dá a prática e quais seus benefícios. Na APS, a auriculoterapia pode ser empregada de maneira independente ou como um complemento a outras formas de tratamento. A inclusão da auriculoterapia e de outras PICS no escopo das atividades dos profissionais da APS não apenas amplia as opções terapêuticas disponíveis, mas também contribui para o fortalecimento da relação entre profissional e paciente (Silva; Lima, 2022); por isso a importância de sua aplicação de forma permanente nos serviços de saúde, como importante fator de promoção à saúde, por ser de baixo custo e fácil acesso. 

O espaço coletivo de participantes teve uma distribuição desigual em relação ao sexo, onde tivemos uma grande maioria de mulheres, que em geral constituem o maior público nos serviços de APS e no SUS, bem como na adesão ao uso de PICS. Estes dados corroboram com os achados de Gonçalves e Faria (2016), cujo estudo apresentou que as mulheres procuram mais as unidades de saúde, pelo tratamento preventivo, devido à necessidade de realizar exames periódicos. Já com relação aos homens, a menor procura é em decorrência de aspectos histórico-culturais ou por causa do trabalho, pois muitos afirmam que não é fácil para eles se afastarem do serviço para irem ao posto de saúde ou hospital. 

Os participantes do estudo relataram várias queixas no momento de aplicação de auriculoterapia. Ainda que as queixas tenham sido enquadradas em categorias e tenham se destacado “Outras queixas gerais”, realizamos aplicações no pavilhão auricular em pontos que pudessem trazer benefícios e melhorar tais queixas. Nos estudos como o de Maul et al., (2022) mostram que a alta inervação na região auricular, quando são estimuladas essas áreas, sensibilizam regiões cerebrais com efeitos do sistema nervoso sobre um órgão ou uma região do corpo, otimizando diferentes funções. 

Grande parte dos participantes expressou dores corporais abrangendo áreas como braços, pernas e ombros. É sabido que a auriculoterapia exerce benefícios sobre as dores crônicas e musculoesqueléticas causando alívio e liberação. Nesta direção, Morais et al. (2020) enfatizam que, segundo os princípios da Medicina Tradicional Chinesa, a dor crônica pode ser resultante da estagnação do sangue, a qual irá bloquear os canais, ou seja, os meridianos, provocando um processo doloroso e ineficiência na atividade dos órgãos. 

Para tratamento de dor, a auriculoterapia é uma PICS bastante usada nos dias atuais na APS. No estudo em questão, as dores musculoesqueléticas compõem um dos principais sintomas relatados pelos participantes que compuseram o espaço coletivo; além de fazer terapia com o uso de medicamentos, estes usaram a auriculoterapia como forma complementar. Souza (2022) descreve que a técnica de auriculoterapia pode ser utilizada em disfunções motoras, nervosas, emocionais, respiratórias, gastrintestinais, entre outras, destacando-se no tratamento ágil e eficaz de dores diversas, demonstrando resultados positivos no tratamento de diversas dores, embora ainda necessite de mais estudos em longo prazo e uma maior abrangência populacional. 

Ansiedade e depressão foram duas condições faladas pelos pacientes, categorizadas em formas distintas, por se tratar de temas mais específicos e com devida atenção. Segundo Frota et al. (2022) a ansiedade pode ser entendida como manifestação normal de um estado afetivo, como um sintoma encontrado em vários transtornos e um termo utilizado para nomear um espaço coletivo de transtornos mentais nos quais é uma característica clínica fundamental, enquanto que a depressão é trazida por Cizil e Beluco (2019) como um transtorno mental em que as pessoas se encontram incapazes de realizar atividades diárias por 14 dias ou mais, tristeza persistente, perda de interesse por atividades que antes gostavam; e podem apresentar como sintomas: perda de energia; alterações no apetite; sono irregular, ou seja, pode dormir mais, ou menos do que o costume; ansiedade; concentração reduzida; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança; e pensamentos de autolesão ou suicídio. 

Neste relato de experiência, os participantes referiram sintomas de depressão de forma isolada, não associadas à depressão clinicamente diagnosticada, o que levou a categorizar como “queixas relacionadas ao bem-estar”. Para Aquino, Dará e Semeão (2016), os critérios diagnósticos do transtorno depressivo, sugerem que ao menos cinco, de nove sintomas depressivos, estejam presentes nas últimas duas semanas: humor deprimido com a sensação de tristeza, vazio e desesperança; perda do interesse ou prazer; perda do apetite ou aumento de peso; insônia ou hipersonia; agitação ou diminuição da capacidade psicomotora; fadiga; sensação de inutilidade ou culpa; redução da capacidade de concentração ou de pensamento; medo de morrer ou ideação suicida, planejamento ou tentativa de suicídio. 

Estudos apontam benefícios para o uso de terapia complementar de auriculoterapia para tratamento dessas condições, pois no decorrer das aplicações no pavilhão auricular, foram observados resultados positivos quanto aos relatos de ansiedade e insônia dos participantes. Para Corrêa et al. (2020), O combate à ansiedade com o uso da auriculoterapia que, ao contrário de muitas drogas alopáticas, não é tóxica e não provoca dependência ou abuso. 

Dois participantes afirmaram ter depressão profunda e ideação suicida, embora alguns estudos associando depressão, estresse e ansiedade em conjunto sejam poucos, há escassez de dados em literatura que façam relação direta aos problemas relatados pelos participantes, o que configura relação com os achados de Corrêa, et al. (2020). 

Os pontos em que houve maior número de aplicações foram “Shen Men” e “Ansiedade”, importantes aliados nos sintomas típicos de ansiedade e equilíbrio de forças. Segundo Souza (2022), este é encontrado em quase todos os protocolos e aplicações, e é também denominado “porta da alma”; é conhecido por promover o equilíbrio aos sistemas corporais e emoções humanas, tendo efeito sedativo, analgésico e antiinflamatório. Ele está relacionado à produção de cargas de hormônios naturais, como endorfinas, as quais proporcionam alívio de dores em geral, bem como do mal-estar. A ansiedade (não clinicamente diagnosticada) foi um sintoma relatado por quase todos os participantes; logo, tiveram o ponto da ansiedade para aplicação e consequentemente alívio dos sintomas. No estudo de Silva, et al. (2020) os autores citam trabalhos em que experiências com o uso tanto da semente quanto da agulha de forma conjunta, sendo primeiro aplicado a agulha e, em seguida a semente, com as devidas orientações para estímulo das mesmas. Santos et al. (2021), obtiveram um resultado de 100% de relato de melhora da sintomatologia da ansiedade, com realização de cinco sessões, realizadas uma vez por semana, corroborando com os relatos dos participantes deste estudo, ainda que tenhamos realizado menor frequência de aplicações. 

As “Dores musculoesqueléticas” tiveram números de aplicações consideráveis em ponto do Rim para o alívio de dores. Segundo, Santos (2021) o ponto do Rim, entende-se que sua ação analgésica pode estar relacionada a ativação de retiradas de toxinas, redução de linfedemas e ao aumento da capacidade de oxigenação dos tecidos. Para Lopes e Seroiska (2013), os pontos mais recomendados para dores e analgesias em geral são os pontos do Rim, Shen Men e Simpático, levando em consideração as dores crônicas ou agudas, sugerindo variações e repetições durante um determinado período, além disso, vale ressaltar que essas recomendações estão sempre associadas como terapia complementar, não descartando os tratamentos alopáticos. 

“Outras queixas relacionadas ao bem-estar” dos participantes foram relatadas com maior frequência. Para estas queixas, os pontos Simpático e Subcórtex foram os mais aplicados. Com o passar do tempo, com aplicações semanais ou quinzenais das sementes de mostarda, foram relatadas melhorias em algumas queixas. Alguns estudos como o de Munhoz, et al., (2022) demonstram que o ponto Simpático traz benefícios para alterações circulatórias e neurovegetativas; ainda, o ponto Simpático foi indicado para sintomas como estresse e quadros de ansiedade. 

De acordo com Lopes e Seroiska (2013), em seus estudos revisados, o ponto de Relaxamento Muscular é sempre recomendado em pacientes que relatam queixas de dores musculoesqueléticas, com repetições durante determinado período, levando em consideração qual o local da dor, indo ao encontro dos pontos aplicados para esta queixa em nosso estudo. 

À medida que o espaço coletivo evolui com procura pelos serviços de aplicação de auriculoterapia, vemos a necessidade de qualificação dos profissionais da atenção primária à saúde neste serviço ofertado; no entanto, é necessário para além de capacitação, educação permanente, mobilização e maneiras que facilitem o acesso ao serviço para o funcionamento dele. Tesser et al., (2020), concluíram que a amplificação e disseminação da oferta desse curso pode induzir em larga escala a integração da auriculoterapia na APS, melhorando a equidade no acesso a esta PICS no SUS. 

Para Morais, Negreiros e Bezerra (2020) nos sistemas públicos de saúde, a APS tem sido considerada um local apropriado para a consolidação das PICS, pela proximidade dos profissionais da realidade sociocultural dos usuários, fácil acesso e acompanhamento longitudinal, ampla aceitação pelas populações, aumento do interesse dos profissionais por estas práticas, diversidade de técnicas e de intervenções, adequada à natureza de problemas, valores e preferências trazidos à Atenção Básica. Contudo, para além das possibilidades mencionadas, há a necessidade de apoio da gestão e interesse dos profissionais habilitados, como também recursos necessários para este tipo de atendimento, sendo uma das dificuldades encontradas ao longo do espaço coletivo de auriculoterapia no CS, onde foi realizada esta experiência. 

O espaço coletivo como experiência profissional trouxe vivências de trabalho em equipe e, principalmente, sob o olhar desta profissional farmacêutica diante os participantes como seus pacientes no cotidiano ao longo da residência. Este espaço levou ao maior conhecimento do trabalho em grandes públicos e como prestar o cuidado a diferentes usuários, além de trazer pontos positivos diante de um trabalho que pode gerar impactos satisfatórios para outros profissionais, assim como benefícios para outros participantes futuros. 

Além dos resultados identificados junto aos participantes do espaço coletivo de auriculoterapia, este trabalho proporcionou aprendizados durante a formação na Residência Multiprofissional em Saúde da Família. O contato com os usuários permitiu acolher suas queixas, ouvir suas demandas, aprofundar a técnica da auriculoterapia e perceber o impacto desta PICS na vida e saúde dos pacientes acompanhados. Somado ao atendimento de farmácia, o farmacêutico dentro da APS possui outras frentes de atuação e o desenvolvimento de atividades coletivas, também é uma forma de atendimento e cuidado. 

Apesar de poder ser uma possível limitação a forma como foram categorizadas e agrupadas as queixas, estas foram consideradas no contexto dos participantes desse espaço coletivo de auriculoterapia; o que, no entanto, não desmerece o alcance dos resultados. 

Destaca-se também, como limitação e desafio desta proposta, a continuidade dos espaços coletivos de auriculoterapia, visto que na atual conjuntura foram desenvolvidos por residentes, profissionais estes em formação no cenário de prática, por no máximo dois anos. Dessa forma, é necessário ainda sensibilizar os profissionais e gestores locais para que haja envolvimento com este espaço coletivo e interesse na continuidade do mesmo, independente da participação dos residentes. 

CONCLUSÃO 

A partir da realização do espaço coletivo de auriculoterapia no CS, foi possível identificar algumas características relativas aos participantes atendidos, com predominância da faixa etária adulta na meia idade e pessoas do sexo feminino. 

As principais queixas relatadas nos encontros foram categorizadas em “Outras queixas gerais” e em “Dores musculoesqueléticas. Os pontos Shen Men e Ansiedade foram os mais aplicados, principalmente voltados às queixas relativas à categoria “Outras relacionadas ao bem estar”, que possuem relação com a saúde mental das pessoas. O tempo de realização de cerca de dois meses e a dificuldade de adesão a uma frequência semanal dos participantes gerou uma dificuldade em avaliar melhorias concretas mencionadas pelos mesmos e de apontar as queixas de uma forma mais específica. Neste sentido, sugere-se estudos com um controle da frequência de aplicações por participante. 

Por fim, a auriculoterapia é uma PICS de fácil acesso, baixo custo e de grande aceitabilidade pelos usuários dos serviços de APS, além de poder ser utilizada para o manejo de diferentes comorbidades/sintomas, os quais já possuem comprovação científica. Contudo, é necessário maior oferta e comprometimento dos profissionais atuantes, de forma que esta se torne uma prática regular em seus atendimentos. 

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1Graduada em Farmácia pela Universidade Federal do Maranhão- UFMA. E-mail :ve.camposm23@gmail.com
2Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão. Email: valdilene-lemos@hotmail.com
3Graduada em Enfermagem pela Universidade Ceuma
– E-mail: suh_rodrigues23@hotmail.com
4Graduada em enfermagem pela Estácio São Luis. E-mail: beatrizcristinapinheiro14@gmail.com
5Graduada em Biomedicina pela Universidade Paulista- UNIPE-mail: thayllinesednem@gmail.com
6Graduado em Enfermagem pela FACAM Faculdade do Maranhão
costaaquiles822@gmail.com
7Graduada em enfermagem pela Universidade CEUMA. E-mail: danielecriss2014@gamil.com
8Graduada em Enfermagem pelo CEUMA. E-mail: menezes_gisa@hotmail.com
9Graduada em Enfermagem pela Universidade Estácio de Sá
E-mail kaeliviegas07@gmail.com
10Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão UFMA. E-mail: passoscarla11@gmail.com