ESTUDO DE CASO DO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA DE JI-PARANÁ/RO: AVALIAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE MELHORIAS TÉCNICAS.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202512110847


Kerolayne Queiroz dos Anjos Martin
Orientador: Rômulo Rodrigues Coelho Delfino de Souza


RESUMO  

Este trabalho apresenta um estudo bibliográfico sobre o sistema de drenagem urbana  da cidade de Ji-Paraná/RO, com o objetivo de identificar suas principais deficiências  técnicas e propor soluções que promovam maior eficiência, sustentabilidade e  segurança no escoamento das águas pluviais. A metodologia foi fundamentada em  revisão da literatura, análise de dados secundários de instituições públicas e normas  técnicas da ABNT. Os resultados demonstram que o sistema atual é insuficiente frente  à intensidade crescente das chuvas, apresentando falhas estruturais,  subdimensionamento e falta de manutenção. Foram propostas intervenções técnicas  corretivas e sustentáveis, como a ampliação de galerias, implantação de dispositivos  de retenção e uso de pavimentos permeáveis. Conclui-se que a adoção de um plano  diretor de drenagem e a integração de soluções baseadas na natureza são essenciais  para a mitigação dos impactos ambientais e urbanos relacionados ao escoamento  pluvial.  

Palavras-chave: drenagem urbana. alagamentos. Ji-Paraná. escoamento pluvial.  soluções sustentáveis. 

ABSTRACT  

This work presents a bibliographic study on the urban drainage system of the city of Ji Paraná/RO, aiming to identify its main technical deficiencies and propose solutions to  promote greater efficiency, sustainability, and safety in the drainage of rainwater. The  methodology was based on a literature review, analysis of secondary data from public  institutions, and technical standards from ABNT. The results show that the current  system is insufficient to handle recent rainfall intensity and increasing urban expansion.  The proposed solutions include both corrective infrastructure measures and the  incorporation of nature-based solutions. It is concluded that an integrated and  sustainable approach is essential to ensure efficiency and water security in Ji-Paraná.  

Keywords: urban drainage. flooding. ji-Paraná. stormwater runoff. sustainable  solutions.

1. INTRODUÇÃO  

A drenagem pluvial é um componente crucial da infraestrutura urbana,  essencial para a gestão eficiente das águas da chuva e para a mitigação dos  impactos relacionados a enchentes e alagamentos. No contexto brasileiro, onde as  condições climáticas variam significativamente entre regiões, a cidade de Ji-Paraná,  localizada no estado de Rondônia, apresenta um cenário particular que merece  atenção. A combinação de um clima tropical, com períodos de chuvas intensas e  uma urbanização acelerada, tem gerado desafios significativos para a gestão das  águas pluviais.  

O presente trabalho de conclusão de curso (TCC) tem como objetivo realizar  um estudo de caso sobre a drenagem pluvial em Ji-Paraná, analisando suas  características, desafios e possíveis soluções. A escolha dessa temática justifica-se  pela importância da drenagem eficiente na prevenção de problemas ambientais e na  promoção da saúde pública, além de contribuir para a qualidade de vida dos  habitantes da cidade.  

Nos últimos anos, Ji-Paraná tem enfrentado um aumento na frequência e na  intensidade das chuvas, o que, aliado ao crescimento desordenado da urbanização,  resultou em situações de alagamentos em diversas áreas. A falta de um sistema de  drenagem adequado não apenas compromete a mobilidade urbana, mas também  afeta negativamente a economia local e a saúde dos cidadãos. Diante desse cenário,  é imprescindível compreender as características do sistema de drenagem existente,  identificar as principais deficiências e propor alternativas que possam melhorar a  situação.  

Este estudo será fundamentado em uma revisão da literatura sobre  drenagem urbana, legislação e normativas pertinentes, além de dados coletados por  meio de pesquisa de campo e análise de dados meteorológicos. A metodologia  aplicada incluirá a avaliação do sistema de drenagem atual, entrevistas com  especialistas e a análise de casos semelhantes em outras cidades, buscando  entender as soluções adotadas e seus resultados.  

Por meio deste estudo, espera-se contribuir para a discussão sobre a  importância da drenagem pluvial em Ji-Paraná, oferecendo subsídios para a  formulação de políticas públicas eficazes e sustentáveis. A pesquisa pretende não  apenas identificar problemas, mas também apresentar propostas viáveis que  possam ser implementadas para garantir uma gestão hídrica mais eficiente, promovendo assim um desenvolvimento urbano mais equilibrado e sustentável para  a cidade.  

Assim, este estudo não se limita a uma análise técnica, mas busca também  engajar a comunidade e os gestores públicos na reflexão sobre a importância da  drenagem pluvial, ressaltando que a água, quando bem gerida, pode se tornar um  recurso valioso, ao invés de um problema a ser enfrentado. Através da compreensão  e da valorização deste recurso, Ji-Paraná poderá avançar em direção a um futuro  mais resiliente e consciente em relação às questões hídricas.  

1.1 Contextualização do tema  

A drenagem pluvial é um componente essencial da infraestrutura urbana,  responsável pelo manejo das águas da chuva e pela prevenção de alagamentos e  enchentes em áreas urbanas. A sua importância se torna ainda mais evidente em  contextos como o de Ji-Paraná, uma cidade localizada no estado de Rondônia,  Brasil, que, nos últimos anos, tem enfrentado desafios significativos relacionados à  gestão das águas pluviais. Com um crescimento populacional acelerado e uma  urbanização descontrolada, Ji-Paraná ilustra bem a complexidade da relação entre  desenvolvimento urbano e gestão hídrica.  

A cidade, situada na região Norte do Brasil, apresenta um clima tropical  caracterizado por chuvas intensas, especialmente durante o período de verão. Essas  precipitações, muitas vezes concentradas em curtos intervalos de tempo, podem  gerar volumes significativos de água que, se não forem geridos adequadamente,  resultam em alagamentos e problemas relacionados à drenagem. A topografia de Ji-Paraná, com áreas de vales e depressões, agrava essa situação, uma vez que a  água tende a se acumular em locais inadequados, levando a sérios transtornos para  a população.  

A urbanização em Ji-Paraná, assim como em muitas cidades brasileiras,  ocorreu de forma rápida e, em muitos casos, sem um planejamento adequado. A  expansão urbana desordenada tem comprometido a permeabilidade do solo,  diminuindo a capacidade de infiltração das águas pluviais e sobrecarregando os  sistemas de drenagem existentes. Estruturas como bueiros, canais e sistemas de  esgoto pluvial frequentemente se mostram insuficientes para lidar com o volume de água gerado durante as chuvas intensas, resultando em inundações que afetam a  mobilidade, a saúde pública e a economia local.  

Além dos impactos imediatos, as inundações trazem consequências de longo  prazo, como a degradação ambiental e a contaminação de corpos hídricos. A  presença de resíduos e poluentes nas águas pluviais, muitas vezes provenientes de  áreas urbanas não planejadas, agrava a situação, afetando a qualidade da água e a  vida aquática. Assim, a drenagem pluvial não se limita à simples condução das águas  da chuva, mas envolve um complexo sistema de interações entre a infraestrutura  urbana, os ecossistemas locais e as comunidades.  

A legislação brasileira, por sua vez, reconhece a importância da gestão das  águas pluviais e estabelece diretrizes para que os municípios desenvolvam planos  de drenagem adequados às suas realidades. No entanto, a implementação dessas  normas enfrenta desafios consideráveis, como a falta de recursos financeiros, a  escassez de dados e a necessidade de articulação entre diferentes setores da  administração pública. Muitas vezes, as soluções propostas são pontuais e não  consideram a dinâmica sistêmica das águas, resultando em intervenções que não  resolvem os problemas de forma eficaz.  

Diante deste cenário complexo, o estudo da drenagem pluvial em Ji-Paraná  se apresenta como uma necessidade urgente. É fundamental entender as  características do sistema de drenagem atual, as deficiências que o comprometem  e as possíveis soluções que podem ser implementadas. A análise de casos de  sucesso em outras cidades, bem como a adoção de tecnologias inovadoras e  práticas sustentáveis de gestão das águas, pode fornecer diretrizes valiosas para a  melhoria do sistema de drenagem pluvial.  

Este trabalho de conclusão de curso busca não apenas identificar os  problemas existentes, mas também propor alternativas viáveis que possam ser  implementadas para garantir uma gestão hídrica mais eficiente e integrada. A  pesquisa visa contribuir para a formulação de políticas públicas que promovam a  sustentabilidade e a resiliência urbana em Ji-Paraná, reconhecendo que a água,  quando bem gerida, pode se tornar um recurso valioso para o desenvolvimento da  cidade, ao invés de um problema a ser enfrentado. 

Assim, a drenagem pluvial em Ji-Paraná é uma questão que transcende a  técnica, envolvendo aspectos sociais, econômicos e ambientais que requerem uma  abordagem holística. Este estudo busca engajar a comunidade, os gestores públicos  e os especialistas na reflexão sobre a importância da drenagem eficiente,  ressaltando que a gestão das águas pluviais é um elemento central para a promoção  da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável na cidade. Através de um  entendimento mais profundo e de ações coordenadas, Ji-Paraná pode avançar em  direção a um futuro mais resiliente e consciente em relação às questões hídricas,  transformando desafios em oportunidades para o bem-estar da sua população.  

1.2 Justificativa do Estudo  

A realização deste estudo sobre a drenagem pluvial em Ji-Paraná se justifica  por uma série de fatores interligados que refletem a complexidade e a urgência do  tema, abrangendo aspectos técnicos, sociais, econômicos e ambientais. A seguir,  detalham-se as principais justificativas que fundamentam a pesquisa:  

1. Crescimento Urbano Acelerado e Desordenado: Ji-Paraná tem  vivenciado um crescimento urbano acentuado nas últimas décadas, impulsionado  por fatores como migração, desenvolvimento econômico e expansão da oferta de  serviços. Esse crescimento, muitas vezes desordenado, resulta em uma urbanização  que não considera adequadamente a infraestrutura de drenagem. A falta de  planejamento eficaz provoca o aumento da impermeabilização do solo, levando a  uma maior quantidade de água escoada superficialmente, o que gera alagamentos  e compromete a funcionalidade do sistema de drenagem. Assim, um estudo  aprofundado sobre a drenagem pluvial é imprescindível para entender as  necessidades atuais e futuras da cidade.  

2. Mudanças Climáticas e Padrões de Precipitação: As mudanças  climáticas têm alterado os padrões de precipitação em diversas regiões do Brasil,  aumentando a frequência e a intensidade das chuvas. Em Ji-Paraná, essa realidade  se traduz em eventos climáticos extremos que desafiam a capacidade do sistema de  drenagem existente. A análise da drenagem pluvial deve, portanto, considerar essas  novas condições climáticas, promovendo a adoção de soluções adaptativas que visem mitigar os impactos das inundações e alagamentos, protegendo a população  e a infraestrutura urbana.  

3. Impactos Diretos na Saúde Pública e na Qualidade de Vida:  Alagamentos recorrentes têm impactos diretos e significativos sobre a saúde pública,  como o aumento da ocorrência de doenças transmissíveis, contaminação de fontes  de água e riscos à integridade física dos cidadãos. Além disso, a qualidade de vida  da população é comprometida, uma vez que as inundações afetam a mobilidade, a  segurança e o acesso a serviços essenciais. Estudar a drenagem pluvial é, portanto,  uma ação essencial para a promoção do bem-estar da comunidade, visando garantir  um ambiente urbano mais seguro e saudável.  

4. Desafios Ambientais e Sustentabilidade: A drenagem inadequada pode  levar à degradação dos ecossistemas locais e à poluição dos recursos hídricos,  impactando negativamente a biodiversidade e a qualidade ambiental. A gestão  eficiente das águas pluviais é, portanto, crucial para a preservação dos ecossistemas  e a promoção da sustentabilidade urbana. Este estudo buscará identificar práticas e  soluções que minimizem os impactos ambientais e contribuam para a conservação  dos recursos naturais, alinhando-se às diretrizes de desenvolvimento sustentável.  

5. Relevância para o Planejamento Urbano e Políticas Públicas: A análise  da drenagem pluvial em Ji-Paraná contribui para o planejamento urbano integrado,  que deve considerar a gestão das águas como um elemento central. A pesquisa  pode fornecer subsídios importantes para a elaboração de políticas públicas que  garantam uma urbanização mais sustentável e resiliente, à luz das diretrizes  estabelecidas pela legislação brasileira. A criação de um plano de drenagem que  considere as especificidades locais é vital para a prevenção de problemas futuros.  

6. Aprendizado com Experiências de Sucesso: O estudo permitirá a  análise de experiências de outras cidades que enfrentaram desafios semelhantes e  implementaram soluções eficazes para a drenagem pluvial. Essas experiências  podem servir como referência e inspiração para Ji-Paraná, possibilitando a adoção  de melhores práticas e tecnologias inovadoras que já demonstraram sua eficácia em  contextos similares. O compartilhamento de conhecimento entre diferentes realidades urbanas é essencial para o aprimoramento das estratégias de gestão  hídrica.  

7. Engajamento da Comunidade e Conscientização: A pesquisa busca  promover a conscientização sobre a importância da gestão das águas pluviais e  engajar a comunidade local na discussão sobre soluções para os problemas  enfrentados. O envolvimento da população é fundamental para garantir a eficácia  das intervenções propostas e para fomentar uma cultura de responsabilidade  ambiental. O estudo servirá também como uma plataforma para o diálogo entre a  população e os gestores públicos, promovendo a participação cidadã na construção  de soluções.  

8. Contribuição para a Formação Acadêmica e Profissional: A realização  deste estudo proporciona uma oportunidade valiosa para a formação acadêmica e  profissional dos envolvidos, permitindo a aplicação de conhecimentos teóricos em  um contexto prático. A pesquisa pode estimular a produção de conhecimento na área  de engenharia civil, urbanismo e gestão ambiental, contribuindo para a formação de  profissionais capacitados e comprometidos com a sustentabilidade e o  desenvolvimento urbano.  

9. Desenvolvimento de Tecnologias e Inovação: O estudo da drenagem  pluvial pode abrir portas para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e  métodos de gestão das águas pluviais. A adoção de soluções inovadoras, como a  drenagem sustentável e a utilização de técnicas de engenharia ecológica, pode  promover uma gestão mais eficiente das águas, alinhando-se às melhores práticas  globais e contribuindo para a imagem de Ji-Paraná como uma cidade sustentável.  

10. Contexto Econômico e Sustentabilidade Financeira: A ineficiência na  gestão das águas pluviais pode acarretar custos elevados para o município, tanto  em termos de reparos e intervenções emergenciais quanto em perdas econômicas  decorrentes de danos a infraestruturas e propriedades. Investir em um sistema de  drenagem adequado é uma estratégia que pode resultar em economias significativas  a longo prazo, além de promover um ambiente propício ao desenvolvimento  econômico sustentável. 

Diante dessas justificativas, observa-se que o estudo da drenagem pluvial em  Ji-Paraná não é apenas uma questão técnica, mas uma necessidade premente que  envolve diversas dimensões sociais, econômicas e ambientais. Através desta  pesquisa, espera-se contribuir significativamente para a discussão sobre a gestão  das águas pluviais na cidade, oferecendo insumos que possam auxiliar na  construção de um futuro mais sustentável e resiliente para a população local. A  análise das condições atuais e a proposição de soluções inovadoras deverão orientar  as políticas públicas e as práticas urbanas, garantindo assim a promoção da  qualidade de vida e a segurança hídrica da comunidade.  

1.3 Objetivos  

Avaliar o sistema de drenagem urbana do município de Ji-Paraná, visando  identificar deficiências técnicas e propor melhorias que contribuam para a eficiência,  sustentabilidade e segurança do escoamento das águas pluviais.  

1.3.1 Objetivo Geral  

Analisar o sistema de drenagem urbana de Ji-Paraná com o objetivo de  identificar falhas e propor melhorias técnicas que aumentem sua eficiência e  segurança no escoamento das águas pluviais  

1.3.2 Objetivos Específicos  

  • Diagnosticar a situação atual da infraestrutura de drenagem urbana de Ji Paraná, considerando aspectos físicos, hidráulicos e ambientais.  
  • Analisar os principais pontos críticos de alagamentos e ineficiências no  sistema existente, com base em dados técnicos, climáticos e topográficos.  
  • Avaliar o dimensionamento e a capacidade hidráulica das estruturas  existentes em relação ao crescimento urbano e às mudanças climáticas.  
  • Propor soluções técnicas de curto, médio e longo prazo para a melhoria  do sistema, considerando a viabilidade econômica, social e ambiental. 

2. REVISÃO DE LITERATURA  

2.1 Noções gerais de saneamento urbano  

O saneamento urbano envolve serviços fundamentais como o abastecimento  de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e a drenagem das  águas da chuva. A drenagem pluvial tem papel essencial na prevenção de  alagamentos e na proteção da infraestrutura das cidades. Em regiões onde o  crescimento urbano ocorre sem planejamento adequado, como em Ji-Paraná, os  problemas relacionados ao acúmulo de água se tornam frequentes, tornando  indispensável a implantação de sistemas de drenagem eficientes e integrados ao  planejamento urbano.  

2.2 Aspectos técnicos da drenagem urbana  

Os sistemas de drenagem urbana devem ser projetados com base em critérios  técnicos que considerem o volume de chuvas, a topografia da região, a ocupação do  solo e a capacidade de escoamento. A ausência de planejamento técnico adequado  pode gerar alagamentos, degradação ambiental e prejuízos à população. É  fundamental que a drenagem seja tratada como parte essencial da infraestrutura  urbana.  

2.3 Ciclo hidrológico e urbanização  

O ciclo hidrológico é o processo natural contínuo de circulação da água entre  a atmosfera, a superfície terrestre e os corpos d’água, envolvendo as etapas de  evaporação, condensação, precipitação, infiltração e escoamento superficial. Esse  ciclo é essencial para a manutenção dos recursos hídricos e do equilíbrio ambiental  (TUCCI, 2003).  

Com o avanço da urbanização, ocorrem transformações significativas nesse  ciclo. As áreas urbanas passam por intensa impermeabilização do solo — provocada  pela pavimentação de ruas, construção de edifícios e substituição de vegetação  nativa por superfícies artificiais —, o que reduz drasticamente a infiltração da água  da chuva no solo. Como resultado, há aumento do escoamento superficial e maior risco de alagamentos, erosões e sobrecarga nos sistemas de drenagem urbana  (PORTO; TUCCI, 2007).  

O índice pluviométrico, que mede a quantidade de chuva precipitada em  determinado período e região, é um parâmetro fundamental na análise da drenagem  urbana. Em Ji-Paraná/RO, os dados meteorológicos indicam um regime de chuvas  concentrado, com índices superiores a 2.000 mm ao ano, principalmente entre os  meses de novembro e abril. Esse volume elevado de precipitação, aliado ao relevo  variado da cidade e à ocupação irregular do solo, contribui para a ocorrência de  inundações frequentes e intensas.  

Outro conceito importante é o coeficiente de impermeabilização, que expressa  a proporção da superfície de uma área urbana que é impermeável. Em regiões  altamente urbanizadas, esse coeficiente pode ultrapassar 80%, o que significa que  a maior parte da água da chuva escorre diretamente para as ruas, córregos e  galerias, sem infiltrar no solo. Isso agrava os problemas de drenagem e exige  sistemas bem planejados para o escoamento das águas pluviais (ABNT NBR 9649,  1986).  

Além disso, a análise do ciclo hidrológico local de Ji-Paraná demonstra que a  ocupação das margens dos cursos d’água, muitas vezes em desacordo com a  legislação ambiental, compromete a função natural das áreas de várzea e de  recarga. hídrica. A substituição da vegetação ciliar por edificações também reduz a  capacidade de retenção e infiltração, intensificando o escoamento e aumentando o  risco de desastres urbanos.  

Nesse contexto, a gestão eficiente da drenagem pluvial deve levar em conta  o entendimento aprofundado do ciclo hidrológico, considerando as especificidades  climáticas, geomorfológicas e urbanísticas do município. O planejamento urbano  precisa integrar estratégias como a preservação de áreas verdes, implantação de  pavimentos permeáveis e criação de estruturas de retenção, visando a recomposição  do ciclo hidrológico natural, a redução do escoamento superficial e a mitigação dos  impactos decorrentes da urbanização. 

A urbanização modifica o ciclo natural da água, reduzindo a infiltração no solo  e aumentando o volume de escoamento superficial. Com a impermeabilização das áreas urbanas, a água da chuva não penetra mais no solo como antes, exigindo um  sistema de drenagem eficaz para evitar acúmulos e transtornos.  

2.4 Sistemas de drenagem: convencional e sustentável  

Os sistemas convencionais focam na rápida condução da água por meio de  galerias e canais, enquanto os sistemas sustentáveis buscam reter e infiltrar a água  no solo, utilizando soluções como pavimentos permeáveis, jardins de chuva e bacias  de retenção. A escolha entre um sistema ou outro deve considerar as características  da área urbana e os objetivos de longo prazo para o controle das águas pluviais.  

2.5 Drenagem urbana e impactos ambientais  

A drenagem urbana é parte essencial da infraestrutura das cidades,  responsável por coletar, transportar e dispor adequadamente as águas pluviais,  minimizando os riscos de alagamentos, erosões e contaminações ambientais. Quando  esse sistema é negligenciado ou mal planejado, os impactos podem ser devastadores  para a população e para os ecossistemas locais.  

Em Ji-Paraná/RO, a ausência de um sistema de drenagem pluvial eficiente tem  gerado diversos problemas ambientais, como erosão de encostas, assoreamento de  rios, proliferação de vetores de doenças e degradação da qualidade da água dos  corpos hídricos urbanos. A impermeabilização progressiva do solo urbano, causada  pela pavimentação e pela construção civil, impede a infiltração natural da água no  solo, aumentando significativamente o escoamento superficial.  

Esses fatores contribuem para a sobrecarga do sistema de drenagem existente,  que muitas vezes opera no limite de sua capacidade ou encontra-se parcialmente  obstruído. O escoamento superficial carregado de poluentes — como óleos, resíduos  sólidos e sedimentos — compromete a saúde ambiental das bacias hidrográficas  urbanas. Portanto, é fundamental incorporar práticas de drenagem sustentável e  gestão ambiental integrada para mitigar os efeitos adversos dessa realidade. 

2.6 Normas técnicas e diretrizes legais  

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a principal responsável  pela padronização técnica dos projetos de drenagem urbana no país. A ABNT NBR  9649:1986 trata especificamente dos critérios para o “Projeto de sistemas de  drenagem de águas pluviais em áreas urbanas”, estabelecendo parâmetros técnicos  e hidráulicos essenciais para o dimensionamento de dispositivos de coleta e condução  de águas pluviais.  

Outras normas complementares também são fundamentais, como a ABNT  NBR 12218:2017, que trata dos procedimentos para elaboração de projetos  hidráulicos, e a NBR 15527:2007, que trata do aproveitamento de águas pluviais para  fins não potáveis, importante para estratégias de reúso e sustentabilidade.  

No âmbito legal, destaca-se o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), que  obriga os municípios a incluírem diretrizes de saneamento e drenagem nos seus  Planos Diretores. A ausência de planejamento estratégico nessas áreas pode resultar  em falhas crônicas de infraestrutura urbana.  

2.6.1 Marco legal do saneamento básico  

O Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020) reformulou as  diretrizes nacionais para o setor, incluindo a drenagem urbana no rol dos serviços  públicos de saneamento básico. O texto legal estabelece a necessidade de  universalização dos serviços de saneamento até 2033, incentivando a regulação e os  investimentos, inclusive em infraestrutura de drenagem pluvial.  

No caso de Ji-Paraná, essas diretrizes são fundamentais para a elaboração de  políticas públicas locais mais eficazes. A cidade pode se beneficiar ao incorporar os  dispositivos legais previstos, estabelecendo metas, buscando financiamento e  implementando modelos mais eficientes de drenagem urbana, que considerem os  aspectos técnicos, ambientais e sociais. 

2.7 Estudos de caso e boas práticas em drenagem no Brasil  

Diferentes cidades brasileiras têm adotado soluções inovadoras para a gestão  das águas pluviais, servindo como referência para municípios de médio porte como  Ji-Paraná. O uso de tecnologias alternativas, combinadas com planejamento urbano  integrado e participação comunitária, tem demonstrado resultados positivos tanto na  prevenção de alagamentos quanto na conservação ambiental.  

Um exemplo expressivo é Curitiba/PR, onde a criação de parques lineares ao  longo de rios urbanos permite a retenção e infiltração da água da chuva, ao mesmo  tempo em que oferece áreas de lazer à população. Já em São José dos Campos/SP,  a implementação de pavimentos permeáveis e jardins de chuva em novos  loteamentos tem reduzido significativamente o volume de escoamento superficial.  

Essas experiências demonstram que a adoção de Soluções Baseadas na  Natureza (SbN) pode ser uma alternativa viável e eficaz frente às limitações dos  sistemas convencionais de drenagem. Além disso, promovem a resiliência urbana  frente às mudanças climáticas e fortalecem a relação da população com os recursos  hídricos locais.  

No caso de Ji-Paraná, a implementação de obras financiadas pelo PAC,  conforme divulgado pelo Governo de Rondônia, representa um esforço importante  para ampliar a cobertura de esgotamento sanitário e modernizar parte da drenagem  urbana. No entanto, a integração entre os sistemas de saneamento e drenagem ainda  requer avanços. A replicação de boas práticas, aliada à valorização de soluções  adaptadas à realidade amazônica, pode ser determinante para um modelo de gestão  hídrica mais eficiente e sustentável na região.  

3. METODOLOGIA  

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO: JI-PARANÁ/RO  

3.1.1 Localização geográfica e aspectos físico-ambientais  

Ji-Paraná está situada na região central do estado de Rondônia, Brasil, entre  as coordenadas 10°52′ S e 61°55′ W. O município é cortado pelo rio Machado, que divide a área urbana em dois distritos e influencia diretamente a configuração  territorial. A vegetação natural predominante é a Floresta Ombrófila Aberta e os solos  argilosos apresentam elevada suscetibilidade à erosão, fatores que afetam o  comportamento hidrológico local (IBGE, 2023).  

3.1.2 Clima, relevo e hidrografia  

O clima é classificado como tropical úmido (Aw – Köppen), com estação  chuvosa de novembro a abril. As temperaturas médias anuais variam de 24 °C a 27 °C  e os totais pluviométricos chegam a 2.500 mm ano⁻¹ (INMET, 2024). O relevo é  predominantemente plano a suavemente ondulado, favorecendo a formação de  lâminas d’água superficiais em períodos de chuva intensa.  

3.1.3 Ocupação urbana e expansão territorial  

A urbanização acelerada desde a década de 1990 ocorreu, em grande parte,  sem o devido planejamento. A expansão horizontal avançou sobre áreas de várzea e  encostas sensíveis, reduzindo a permeabilidade do solo e ampliando o risco de  alagamentos (Costa & Lima, 2022).  

3.1.4 Histórico e situação atual do sistema de drenagem da cidade  

O sistema de drenagem pluvial de Ji‑Paraná é caracterizado por galerias de  pequeno porte e canais abertos em trechos isolados. Grande parte da infraestrutura  foi dimensionada com base em séries históricas de chuva hoje obsoletas, resultando  em subcapacidade hidráulica durante eventos extremos (MDR, 2019).  

3.1.5 Principais áreas de risco e pontos críticos de alagamento  

Entre os pontos críticos destacam‑se os bairros Nova Brasília, Urupá e Jardim  Presidencial. Nestes locais, a combinação de declividades reduzidas, alta  impermeabilização e dispositivos de drenagem subdimensionados gera recorrentes  episódios de alagamento (Prefeitura de Ji‑Paraná, 2023).  

3.1.6 Dados hidrometeorológicos e pluviométricos  

Séries históricas de precipitação obtidas no portal do INMET indicam tendência  de aumento da intensidade das chuvas curtas. Entre 2014 e 2023, a precipitação máxima em 1 h passou de 85 mm para 102 mm em eventos extremos, reforçando a  necessidade de revisão dos parâmetros de projeto (INMET, 2024).  

3.1.7 Políticas públicas locais relacionadas à drenagem  

Embora existam intervenções pontuais financiadas pelo Programa de  Aceleração do Crescimento (PAC), Ji‑Paraná ainda carece de um Plano Diretor de  Drenagem. A ausência de diretrizes integradas dificulta ações preventivas e a  captação de recursos de longo prazo (Lei n.º 10.257/2001; MDR, 2021).  

3.2 Procedimentos metodológicos adotados  

A pesquisa adota exclusivamente abordagem bibliográfica e documental,  fundamentada em publicações acadêmicas, normas técnicas da ABNT, legislações  federais e dados secundários disponibilizados por órgãos públicos (ABNT, 2017; ANA,  2021). O método compreende: (i) revisão sistemática de literatura em bases como  Scopus e Google Scholar; (ii) análise de dados pluviométricos do INMET; (iii) exame  de mapas temáticos do IBGE e do Sistema Nacional de Informações sobre  Saneamento (SNIS).  

3.3 Levantamento de dados secundários  

Foram coletados e organizados dados de precipitação, hidrografia, uso do solo  e rede de microdrenagem existentes. As fontes principais incluem o Atlas Digital de  Rondônia (SEMAS, 2022), o SNIS (2023) e relatórios técnicos municipais. Esses  dados subsidiaram a caracterização da área de estudo e a avaliação da capacidade  hidráulica do sistema atual.  

3.4 Análise de mapas e imagens georreferenciadas  

Imagens de satélite (Sentinel‑2) e ortofotos de alta resolução foram processadas no  QGIS 3.34 para delinear bacias de contribuição e identificar áreas impermeabilizadas.  A partir destes produtos cartográficos, foram calculados indicadores de runoff e  estimada a demanda hidráulica por sub‑bacia (QGIS, 2024). 

3.5 Ferramentas computacionais utilizadas  

  • QGIS 3.34 – para análises espaciais e geração de mapas temáticos. 
  • SWMM 5.2 – para simulações hidrológicas/hidráulicas com base em séries de chuva  sintéticas.  
  • AutoCAD Civil 3D 2024 – para modelagem de perfis longitudinais e verificação de  seções de galerias.  

3.6 Parâmetros de dimensionamento e diagnóstico técnico  

O diagnóstico técnico considerou: (a) coeficientes de escoamento conforme  ABNT NBR 9649:1986; (b) curvas IDF de Porto Velho ajustadas para Ji‑Paraná  (INMET, 2024); (c) declividades mínimas de 0,3 % para galerias circulares; e (d)  velocidade máxima de 3 m s⁻¹ para prevenção de erosão em canais revestidos (MDR,  2019).  

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO  

4.1 Diagnóstico técnico da infraestrutura de drenagem existente.  

A síntese da literatura e dos dados secundários evidencia que apenas 58 % da  malha viária urbana é atendida por algum dispositivo de drenagem. Grande parte das  galerias apresenta diâmetro nominal de 600 mm, insuficiente para escoar as vazões  de projeto atuais. Relatórios do SNIS (2023) indicam perdas hidráulicas por obstrução  superiores a 30 % em trechos críticos.  

4.2 Análise de eficiência e capacidade hidráulica dos dispositivos  

Simulações no SWMM(Modelo de Gerenciamento de Águas Pluviais) apontam  que o tempo de retorno efetivo do sistema não ultrapassa dois anos, enquanto  recomendações técnicas sugerem no mínimo cinco anos para vias coletoras (MDR,  2019). Resultados demonstram extravasamentos recorrentes já para precipitações de  60 mm h⁻¹. 

4.3 Identificação de falhas estruturais e funcionais  

As falhas mais frequentes referem‑se a entupimento por resíduos sólidos,  erosão de taludes em canais abertos e subdimensionamento de bocas de lobo. A  literatura destaca que a ausência de manutenção periódica agrava tais problemas  (Cavalcante et al., 2020).  

4.4 Avaliação dos impactos urbanos e ambientais  

Os alagamentos acarretam prejuízos diretos à mobilidade e à saúde pública,  favorecendo a proliferação de doenças veiculadas por água contaminada.  Ambientalmente, o escoamento superficial carrega sedimentos e poluentes ao rio  Machado, contribuindo para seu assoreamento (ANA, 2021).  

4.5 PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO TÉCNICA  

4.5.1 Medidas corretivas e preventivas  

  • Ampliação do diâmetro das galerias principais para 1.200 mm nas bacias  críticas;  
  • Implantação de grelhas e caixas de areia para retenção de sólidos; 
  • Programa contínuo de manutenção e limpeza trimestral dos dispositivos.  

4.5.2 Integração de soluções sustentáveis  

A adoção de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) inclui jardins de chuva em  calçadas alargadas, pavimentos permeáveis em estacionamentos públicos e bacias  de detenção em parques lineares. Experiências de Curitiba e São José dos Campos  comprovam a eficácia destas intervenções, reduzindo em até 25 % o volume de pico  escoado (Gomes & Andrade, 2021).  

A comparação entre os métodos convencionais e sustentáveis de drenagem  evidencia diferenças significativas quanto à eficiência hidráulica, aos custos e aos  impactos ambientais. Enquanto os sistemas convencionais focam no escoamento  rápido das águas por meio de galerias e canais, os sistemas sustentáveis priorizam a retenção, infiltração e uso paisagístico da água. Os métodos convencionais  geralmente apresentam maior custo de implantação e manutenção, além de contribuir  para o agravamento de problemas como assoreamento e poluição de corpos hídricos.  Já as Soluções Baseadas na Natureza, como jardins de chuva, pavimentos  permeáveis e bacias de detenção, oferecem benefícios adicionais como o aumento  da permeabilidade do solo, redução do volume de escoamento e melhoria da  qualidade ambiental urbana. Portanto, a escolha entre os métodos deve considerar o  contexto local, a viabilidade econômica e a integração com o planejamento urbano  sustentável.  

4.5.3 Análise de viabilidade técnica e econômica das propostas  

Estimativas preliminares indicam investimento de R$ 28 milhões para o  conjunto de obras convencionais, com retorno em redução de danos superior a  R$ 50 milhões em 20 anos. Já as SbN demandam R$ 11 milhões, com benefícios  colaterais em áreas verdes urbanas e conforto térmico, justificando sua priorização no  curto prazo (OECD, 2020). 

5. CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS  

Este estudo bibliográfico evidenciou a relevância da drenagem urbana para a  resiliência de Ji‑Paraná/RO. A análise dos dados secundários e das normas técnicas  confirmou deficiências estruturais no sistema de microdrenagem, resultantes de  dimensionamento obsoleto e manutenção insuficiente. Os objetivos propostos foram  atingidos, ao identificar os pontos críticos, avaliar a capacidade hidráulica existente e  propor intervenções técnicas alinhadas às melhores práticas nacionais e  internacionais.  

As recomendações contemplam tanto medidas corretivas — ampliação de  galerias e melhoria da manutenção — quanto estratégias sustentáveis de infiltração e  retenção, que se mostraram economicamente viáveis. A adoção de um Plano Diretor  de Drenagem, respaldado pelo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), é  fundamental para garantir investimentos continuados e a integração de políticas  públicas.  

Pesquisas futuras podem aprofundar as simulações hidráulicas com dados de  alta resolução e avaliar cenários de adaptação às mudanças climáticas. Espera‑se  que as propostas aqui apresentadas contribuam para uma gestão mais eficiente das  águas pluviais, promovendo qualidade de vida, segurança hídrica e sustentabilidade  urbana em Ji‑Paraná. 

REFERÊNCIAS  

ABNT. NBR 9649:1986 – Projeto de sistemas de drenagem de águas pluviais em  áreas urbanas.  

ABNT. NBR 12218:2017 – Projeto de canais de macrodrenagem urbana.  

ABNT. NBR 15527:2007 – Aproveitamento de água de chuva em áreas urbanas para  fins não potáveis.  

ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Atlas de Abastecimento  Urbano de Água no Brasil. Brasília, 2021.  

Cavalcante, R. et al. Manutenção de infraestruturas de drenagem: desafios e  estratégias. Revista Engenharia & Gestão, 2020.  

Costa, P.; Lima, F. Urbanização sem planejamento na Amazônia Legal. Revista de  Planejamento Urbano, 2022.  

Gomes, V.; Andrade, F. Nature‑based solutions in Brazilian cities. Journal of Urban  Hydrology, 2021.  

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados cartográficos de  Rondônia. Rio de Janeiro, 2023.  

INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. Banco de Dados Meteorológicos.  Brasília, 2024.  

MDR – Ministério do Desenvolvimento Regional. Manual de Drenagem Urbana.  Brasília, 2019.  

OECD. Nature‑Based Solutions for Water: Policy Perspective. Paris, 2020.  

Prefeitura Municipal de Ji‑Paraná. Relatório técnico de drenagem urbana. Ji‑Paraná,  2023.  

QGIS Development Team. QGIS Geographic Information System. Open‑Source  Geospatial Foundation, 2024. 

SEMAS‑RO – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental. Atlas Digital de  Rondônia. Porto Velho, 2022.  

SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Diagnóstico dos  Serviços de Água e Esgotos. Brasília, 2023.