A ACEITAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE AUTISMO NA FASE ADULTA: DESAFIOS, BENEFÍCIOS E ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511211832


Aline Marta França Fialho1
Phlávia Rodrigues Fernandes2
Samira Cordeiro Alves3
Orientadora: Prof. Esp. Isabela Bernardes Bosque4


Resumo: 

O  presente  trabalho  tem  como  objetivo  analisar  a  aceitação  do  diagnóstico  de  Transtorno  do  Espectro  Autista  (TEA)  em  adultos,  enfocando  os  desafios,  benefícios  e  estratégias  de  adaptação  vivenciados  por  esses  indivíduos.  O  estudo  busca  compreender  como  o  reconhecimento  tardio  da  condição  impacta  aspectos  emocionais,  sociais  e  psicológicos,  influenciando  a  autoestima,  as  relações  interpessoais  e  a  qualidade  de  vida.  Realizou-se  uma  revisão  bibliográfica  em  fontes  especializadas,  a  fim  de  identificar  padrões  de  enfrentamento  e  mecanismos  de  adaptação  adotados  pelos  adultos  diagnosticados.  Espera-se  que  os  resultados  contribuam  para  a  ampliação  do  conhecimento  sobre  o  processo  de  aceitação  do  TEA  na  fase  adulta,  fornecendo  subsídios  para  profissionais  da  saúde,  familiares  e  sociedade em geral, promovendo maior compreensão, empatia e inclusão social. 

Palavras-chave:  adaptação  social;  diagnóstico  do  espectro  autista  em  adultos;  qualidade de vida; saúde mental; transtorno do espectro autista. 

Abstract:  This  study  aims  to  analyze  the  acceptance  of  the  diagnosis  of  Autism  Spectrum  Disorder  (ASD)  in  adults,  focusing  on  the  challenges,  benefits,  and  adaptation  strategies  experienced  by  these  individuals.  The  research  seeks  to understand  how  the  delayed  recognition  of  the  condition impacts  emotional,  social,  and  psychological  aspects,  influencing  self-esteem,  interpersonal  relationships,  and  quality  of  life.  A  literature  review  of  specialized  sources  was  conducted  to  identify  coping  patterns  and  adaptation  mechanisms  adopted  by  diagnosed  adults.  The  results  are  expected  to  contribute  to  the  expansion  of  knowledge  about  the  process  of  accepting  ASD  in  adulthood,  providing  support  for  health  professionals,  family  members,  and  society  in  general,  and  promoting  greater  understanding,  empathy,  and social inclusion. 

Keywords:  Social  adaptation;  diagnosis  of  autism  spectrum  disorder  in  adults;  quality of life; mental health; autism spectrum disorder. 

1. INTRODUÇÃO 

O  Transtorno  do  Espectro  Autista  (TEA)  é  frequentemente  identificado  ainda  na  infância,  mas  nas  últimas  décadas,  tem-se  observado  um  crescimento  expressivo  nos  diagnósticos  realizados  na  vida  adulta.  De  acordo  com  Gaiato  (2018),  trata-se  de  uma  condição  do  neurodesenvolvimento  que  envolve  dificuldades  contínuas  na  comunicação  e  nas  interações  sociais,  além  de  comportamentos  repetitivos  e  interesses  restritos.  No  entanto,  pessoas  com  manifestações  mais  sutis,  especialmente  mulheres  e  indivíduos  com  elevado  desempenho  cognitivo,  muitas  vezes  não  são  diagnosticadas  precocemente.  Esse  fator  tem  contribuído  para  o  aumento dos casos identificados tardiamente (Mendes, 2018; Alves, 2024). 

Conforme  a  Organização  Mundial  da  Saúde  (OMS,  2021),  estima-se  que  aproximadamente  uma  em  cada  cem  crianças  no  mundo  seja  diagnosticada  com  o  TEA.  Contudo,  esse  número  pode  ser  inferior  à  realidade,  uma  vez  que  muitos  casos  deixam  de  ser  identificados  na  primeira  infância.  O  Manual  Diagnóstico  e  Estatístico  de  Transtornos  Mentais  (DSM-5-TR)  ressalta  a  ampla  heterogeneidade  das  manifestações  clínicas  do  TEA,  o  que  significa  que,  em  adultos,  os  sinais  podem  se  apresentar  de  maneira  atípica  e  menos  perceptível  (American  Psychiatric  Association,  2022).  Essa  variabilidade  nos  perfis  do  espectro  evidencia  a  importância  de  se  adotar  uma  abordagem  diagnóstica  e  terapêutica  personalizada,  conforme sugerem Schwartzman (2011) e Del Porto (2023). 

A  ausência  do  diagnóstico  precoce  pode  impactar  negativamente  diversas  áreas  da  vida  do  indivíduo,  gerando  sofrimento  psíquico,  baixa  autoestima,  dificuldades  nas  relações  interpessoais  e  prejuízos  acadêmicos  e  profissionais  (Barbosa,  2023;  MacDonald  &  Stone,  2021).  Muitos  adultos  chegam  à  fase  adulta  com  um  histórico  de  exclusão,  bullying  escolar,  fracasso  acadêmico  e  problemas  laborais,  sem  que  essas  dificuldades  tenham  sido  corretamente  compreendidas  no  decurso do tempo (Lima & Filho, 2020; Goffman, 1988). 

A  descoberta  da  identificação  clínica  na  fase  adulta,  apesar  de  tardia,  pode  funcionar  como  um  marco  de  reinterpretação  da  trajetória  de  vida.  Lewis  (2017)  defende  que  o  diagnóstico  possibilita  a  edificação  de  uma  nova  identidade  narrativa,  onde  o  indivíduo  encontra  sentido  para  suas  experiências  passadas.  Sentimentos  de  alívio,  pertencimento  e  autocompreensão  são  comumente  relatados  nesse  processo,  ainda  que  também  possam  surgir  emoções  como  luto,  negação  ou  confusão  (Gaiato,  2018; Mendes, 2018). 

Esse  assunto  é  importante  para  ampliar  a  compreensão  sobre  as  implicações  psicológicas  e  sociais  do  diagnóstico  tardio  do  TEA,  contribuindo  para  que  profissionais  da  saúde  mental,  educadores,  gestores  públicos  e  familiares  estejam  mais  preparados  para  oferecer  suporte  adequado.  Como  enfatizam  Milton  e  Bracher  (2013),  a  escuta  ativa  de  pessoas  autistas  é  fundamental  para  compreender  o  impacto  subjetivo  do  diagnóstico  e  elaborar  estratégias  de  acolhimento  mais  efetivas. 

Além  disso,  compreender  os  processos  de  aceitação  do  diagnóstico  na  fase  adulta  permite  refletir  sobre  a  indispensabilidade  de  políticas  públicas  mais  inclusivas,  tanto  no  âmbito  da  saúde  mental  quanto  da  inserção  social  e  profissional  (Leopoldino,  2016;  IBGE,  2019).  A  Lei  nº  12.764/2012  e  a  Lei  Brasileira  de  Inclusão  (Lei  nº  13.146/2015)  reconhecem  os  indivíduos  com  TEA  como  sujeitos  de  direitos,  reforçando  a  urgência  de  se  pensar  em  práticas  que  respeitem  suas  especificidades  ao longo de toda existência. 

A  relevância  deste  estudo  decorre  do  aumento  no  reconhecimento  do  autismo  em  adultos,  impulsionado  por  um  maior  acesso  à  informação  e  pela  ampliação  dos  critérios  diagnósticos.  Muitas  dessas  pessoas  passaram  a  vida  enfrentando  dificuldades  em  compreensão  social,  sobrecarga  sensorial  e  desafios  no  ambiente  de  trabalho  sem  o  suporte  adequado.  Dessa  forma,  compreender  o  impacto  do diagnóstico  tardio  e  os  processos  de  aceitação pode  contribuir  para  o  desenvolvimento de políticas públicas, estratégias de inclusão e suporte adequado. 

Este  estudo  se  justifica  pela  necessidade  de  discutir  as  implicações  psicológicas  e  sociais  da  descoberta  tardia  do  autismo,  além  de  destacar  a  importância  do  acesso  à  informação  e  a  suporte  especializado.  O  diagnóstico  tardio  pode  representar  um  momento  de  reinterpretação  da  própria  história  de  vida  e  possibilitar um maior entendimento das dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. 

A  metodologia  utilizada  é  de  caráter  teórico,  baseada  em  uma  revisão  bibliográfica  qualitativa  fundamentada  na  literatura  acadêmica  e  materiais  especializados,  proporcionando  um  panorama  abrangente  sobre  o  tema.  Foram  selecionadas  obras  acadêmicas,  artigos  científicos,  livros  e  publicações  relevantes  que  tratam  do  TEA,  com  ênfase  no  diagnóstico  em  adultos,  aceitação  e  estratégias  de  adaptação.  Diante  disso,  o  presente  estudo  busca  responder  ao  seguinte  problema  de  pesquisa:  como  adultos  diagnosticados  com  Transtorno  do  Espectro  Autista  (TEA)  vivenciam  o  processo  de  aceitação  de  sua  condição  e  quais  os  impactos emocionais, sociais e identitários dessa descoberta tardia? 

2. Aceitação do diagnóstico de autismo na vida adulta 

2.1. Conceito sobre o Transtorno do Espectro Autista 

O  TEA  é  um  transtorno  do  neurodesenvolvimento  que  se  manifesta,  geralmente,  nos  primeiros  anos  de  vida,  caracterizado  por  dois  domínios  principais:  déficits  persistentes  na  comunicação  social  e  na  interação  social  em  múltiplos  contextos,  e  padrões  restritos  e  repetitivos  de  comportamento,  interesses  ou  atividades  (American  Psychiatric  Association,  2022,  p.  50).  O  termo  “espectro”  é  utilizado  para  refletir  a  ampla  variação  nas  manifestações  do  transtorno,  em  termos  de tipo e intensidade dos sintomas (Santos, 2022, p. 10). 

Além  disso,  é  uma  condição  de  base  neurobiológica,  com  causas  multifatoriais  que  envolvem  fatores  genéticos  e  ambientais.  Para  Bosa  (2002),  o  transtorno  “reflete  uma  perturbação  precoce  e  grave  do  desenvolvimento  cerebral,  comprometendo  a  forma  como  a  criança  compreende  e  se  relaciona  com  o  mundo  social” (Bosa, 2002, p. 27). 

Nesse  contexto,  é  importante  destacar  que  a  prevalência  do  TEA  tem  aumentado  nas  últimas  décadas,  o  que  pode  estar  relacionado  tanto  à  ampliação dos  critérios  diagnósticos  quanto  à  maior  conscientização  da  população  e  da  comunidade  médica.  Segundo  o  Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e  Estatística  (IBGE)  estima-se  que  haja  cerca  de  2  milhões  de  pessoas  com  o  Transtorno  do  Espectro  Autista,  o  que  corresponde  a  1%  da  população.  A  abordagem  educacional  e  terapêutica  do  TEA  deve  ser  individualizada,  considerando  as  particularidades  de  cada  pessoa.  Para  Schwartzman  (2011)  “a  intervenção  precoce  e  intensiva  com  enfoque  no  desenvolvimento  das  habilidades  sociais  e  comunicativas  têm  mostrado  melhores resultados a longo prazo” (Schwartzman, 2011, p. 85). 

2.2. Conceito sobre a fase adulta 

A  fase  adulta  é  a  transição  entre  adolescente  e  velhice,  ela  começa  legalmente  ao  completar  os  18  anos  e  no  ponto  de  vista  biológico  é  quando  tem  o  pleno desenvolvimento físico e psicológico. 

O  período  delineado  em  nossa  sociedade  como  adultez  é  diversificado  e  longo.  Normalmente,  se  enquadram  no  grupo  de  adultos  pessoas  de  18  à  65  anos,  por  ser  um  período  longo  da  vida,  é  comum  subdividir  a  adultez  em:  vida  adulta  inicial, vida adulta intermediária e vida adulta tardia (Papalia e Feldman, 2013). 

O  adulto  jovem  (vida  adulta  inicial)  está  na  faixa  etária  dos  20  aos  40  anos  de  idade,  a  fase  da  meia  idade  (vida  adulta  intermediária)  é  dos  40  aos  65  anos  de  idade e a vida adulta tardia é a partir dos 65 anos. 

E  além  das  fases,  tem  os  três  critérios  que  definem  a  idade  adulta:  (1)  aceitar  a  responsabilidade  por  si  mesma,  (2)  tomar  decisões  independentes  e  (3)  tornar-se  financeiramente independente (Arnett, 2006). 

2.3. Barreiras e impactos no autoconhecimento e na identidade 

A  identificação  clínica  do  TEA  na  fase  adulta,  muitas  vezes,  ocorre  de  forma  tardia  devido  a  uma  combinação  de  fatores.  Entre  eles,  destacam-se  as  dificuldades  no  acesso  ao  sistema  de  saúde,  a  limitação  de  atendimento  por  profissionais  capacitados  para  reconhecer  o  transtorno,  as  barreiras  financeiras  que  dificultam  a  busca  por  avaliação  especializada  e,  sobretudo,  a  falta  de  informação  adequada.  Essa  ausência  de  conhecimento  impede  que  muitas  pessoas  reconheçam  em  si  mesmas  ou  em  outros  os  sinais  característicos,  o  que  contribui  para  o  atraso  no diagnóstico  e,  consequentemente,  na  obtenção  de intervenções  adequadas.  Segundo  Santos  (2021,  p.  45),  a  ausência  de  profissionais  especializados  para  diagnosticar  o  TEA  tardio  constitui  uma  barreira  importante  que  dificulta  o  reconhecimento  precoce  do  transtorno,  atrasando  o  encaminhamento  para  intervenções apropriadas. 

O  processo  de  autoconhecimento  e  a  construção  da  identidade  são  contínuos  ao  longo  da  vida  e  influenciam  diretamente  a  forma  como  o  indivíduo  percebe  a  si  mesmo  e  se  posiciona  no  mundo.  De  acordo  com  a  Organização  Mundial  da  Saúde  (OMS),  o  autoconhecimento  é  definido  como  a  “habilidade  de  reconhecer  a  si  próprio,  incluindo  seu caráter,   pontos fortes  e  limitações,  desejos  e  desapontamentos”   (WHO,  1997,  p.  2).  Essa  construção  pode  ser  significativamente  impactada na   vida  da pessoa  com  autismo,   tanto por  aspectos  internos   quanto  externos.  O  diagnóstico  tardio, ao   mesmo  tempo  que  pode  gerar  alívio  e  sentido  para  experiências passadas,  também  exige  uma  reelaboração  da  identidade   e  das  narrativas pessoais. 

Segundo   Erikson  (1976), a  identidade  é  formada  por   meio de   uma  integração  das  vivências e   do  reconhecimento  de  si  frente  ao  contexto  social.  O diagnóstico  na  fase   adulta pode  desestabilizar  a   imagem  previamente  construída,  ao  mesmo  tempo  em que   oferece  novas  ferramentas  para  compreender  comportamentos,  dificuldades  e  traços  pessoais.  Como  aponta Grandin   e Panek   (2014),  ao conhecer   suas particularidades,  muitos   adultos autistas   relatam  sentimentos  de validação   e  auto  aceitação, o que contribui para uma identidade mais autêntica. 

No entanto,   essa  reconfiguração  identitária  também  é mediada  pelas  experiências  sociais  e  pelos  estigmas  associados   à  condição  do espectro.   Conforme Goffman  (1988) , a  identidade  social  é   construída  a  partir  da  interação  entre  os  atributos  percebidos  e os   rótulos  impostos  pelo  meio.  Assim,  o autoconhecimento,  embora  fundamental  para  o  bem-estar  psíquico,   pode  ser  dificultado  por  experiências de   exclusão,  invalidação  ou  falta  de  compreensão,  tanto  no  ambiente  familiar quanto profissional. 

A  compreensão  da  avaliação clínica   como  parte constitutiva  da  identidade  e  não   como um   fator  limitante  pode  favorecer  o  fortalecimento  da autoestima,  da  autonomia  e  da  capacidade  de  estabelecer   relações  mais saudáveis   e  alinhadas  aos próprios  limites  e  potenciais.  Nesse  sentido,  o   processo  de  aceitação está  diretamente  ligado  à  construção  de  um  novo  significado  sobre  si  mesmo.  Como  ressaltam  Milton  e  Bracher  (2013),  ao  abordarem  o  conceito  de  “condição  do  espectro  autista  crítico”,  que  valoriza  as  narrativas  dos  próprios  sujeitos  neurodivergentes como centrais na definição de sua individualidade. 

2.4. Sentimentos comuns após o diagnóstico 

Nos  últimos  anos,  observou-se  o  crescente  número  de  diagnósticos  de  TEA  na  fase  adulta,  especialmente  aqueles  que  apresentam  características  mais  sutis  ou  que  desenvolveram  estratégias  de  camuflagem  ao  longo  da  vida.  Esses  indivíduos  frequentemente  passaram  por  experiências  de  exclusão,  incompreensão  e  dificuldades  de  adaptação  social,  sem  saber  a  real  causa  de  tais  desafios  (Lima  &  Filho, 2020). 

De  acordo  com  Barbosa  (2023),  o  diagnóstico  é  frequentemente  acompanhado  de  um  alívio  ao  compreender  aspectos  da  própria  identidade,  mas  também  pode  vir  carregado  de  sofrimento  acumulado  ao  longo  dos  anos.  Isso  pode  ocorrer  por  conta  da  ausência  de  um  olhar  clínico  adequado  desde  a  infância  que  pode  levar  o  indivíduo  a  receber  o  diagnóstico  equivocado  ou  ser  rotulado  socialmente  de  maneira  negativa,  contribuindo  para  quadros  de  ansiedade,  depressão e isolamento. 

O  diagnóstico  em  adultos,  embora  tardiamente  revelador,  pode  representar  um  misto  de  sentimentos.  Ele  proporciona  um  novo  olhar  sobre  a  trajetória  pessoal,  trazendo  alívio  ao  permitir  a  compreensão  de  vivências  anteriores,  comportamentos  e  padrões  de  pensamentos.  No  entanto,  o  processo  de  aceitação  pode  ser  desafiador,  envolto  em  sentimentos  de  negação,  alívio,  confusão  ou  até  mesmo  luto  por uma identidade construída sem esse conhecimento (Mendes, 2018). 

A  descoberta  do  TEA  na  fase  adulta  pode  despertar  uma  gama  de  emoções,  como: 

  • Alívio:  representa  um  momento  de  alívio  e  validação,  pois  possibilita  compreender  dificuldades  anteriores,  reduzir  a  autocrítica  e  favorecer  maior  aceitação de si mesmos (Hickey, Crabtree, & Stott, 2018). 
  • Confusão:  a  necessidade  de  reavaliar  experiências  passadas  sob  uma  nova  perspectiva  pode  ser  desafiadora,  gerando  sentimentos  de  confusão  em  adultos  diagnosticados  tardiamente  com  TEA  (Hickey,  Crabtree,  &  Stott, 2018) . 
  • Aceitação  gradual:  o  processo  de  aceitação  pode  variar,  sendo  influenciado  por  fatores  como  suporte  social,  acesso  a  informações  e  histórico  de  vida ( Gaiato, 2018). 

O  diagnóstico  é  visto,  por  muitos,  como  uma  oportunidade  de  se  conhecer  melhor,  promover  a  autoaceitação  e  resgatar  a  própria  história  sob  uma  nova  perspectiva.  Conforme  Goleman  (1995),  “o  autoconhecimento  emocional  é  a  capacidade  de  reconhecer  e  compreender  suas  próprias  emoções.”  Nesse  sentido,  a  compreensão  desses  sentimentos  é  essencial  para  que  profissionais  da  área  e  familiares possam oferecer suporte adequado. 

2.5. Benefícios do diagnóstico tardio 

De  acordo  com  o  estudo  de  Lewis,  citado  por  Del  Porto  (2022),  muitos  adultos  que  recebem  um  diagnóstico  tardio  de  TEA  relatam  benefícios  significativos  associados  a  essa  descoberta.  Nesse  contexto,  o  autodiagnóstico,  ainda  que  informal,  costuma  anteceder  o  diagnóstico  profissional,  funcionando  como  uma  etapa preliminar de autocompreensão. 

Segundo  Lewis  (2017),  para  muitas  pessoas,  especialmente  adultos  sem  acesso  ao  diagnóstico  formal,  o  autodiagnóstico  representa  uma  forma  legítima  de  autocompreensão  e  construção  identitária,  permitindo  que  se  reconheçam  dentro  do  espectro  e  se  conectem  a  uma  comunidade  que  compartilha  experiências  semelhantes.  Dessa  forma,  mesmo  que  nem  todos  recebam  posteriormente  o  diagnóstico  formal  de  TEA,  esse  processo  pode  revelar  sintomas  subliminares  ou  outras condições relevantes que também merecem atenção clínica. 

As  dificuldades  na  comunicação  variam  amplamente  entre  os  indivíduos  autistas.  Além  disso,  fatores  como  o  potencial  cognitivo,  histórico  de  vida  e  presença  de  comorbidades  influenciam  significativamente  o  desenvolvimento  da  pessoa  no  espectro,  tornando  essencial  uma  abordagem  individualizada  para  a  compreensão  de suas capacidades e desafios” (DEL MONDE; NOGUEIRA, 2023, p 16). 

2.6. Estratégias para lidar com o diagnóstico tardio 

Quando  se  trata  de  condição  do  espectro  na  vida  adulta,  o  tratamento  é  feito  com  o  apoio  de  uma  equipe  multidisciplinar,  formada  por  profissionais  como  médicos,  terapeutas  ocupacionais,  fonoaudiólogos,  pedagogos,  assistentes  sociais  e,  claro,  a  participação  ativa  da  família,  que  é  essencial  nesse  processo  de  apoio  e  evolução.  

Diferente  da  infância,  em  que  o  foco  está  no  desenvolvimento  de  habilidades  básicas,  na  fase  adulta  a  terapia  passa  a  ter  como  principal  objetivo  a  promoção  da  autonomia,  sempre  respeitando  os  limites  de  cada  indivíduo.  Esse  processo  é  fundamental  para  que  a  pessoa  consiga  se  integrar  de  forma  mais  eficaz  à  sociedade  e  aumente  suas  chances  de  inserção  no  mercado  de  trabalho.  (Autismo  e  Realidade, 2019). 

Realizar  o  diagnóstico  tardio  do  TEA  pode  trazer  diversos  benefícios  para  a  pessoa  autista,  pois,  além  de  possibilitar  o  acesso  a  direitos  garantidos  por  lei,  como  atendimento  prioritário,  inclusão  educacional,  transporte  adaptado  e  isenções  fiscais,  também  contribui  diretamente  para  a  melhoria  do  bem-estar.  No  entanto,  é  importante  destacar  que  esse  processo  ainda  enfrenta  desafios  significativos,  especialmente nos casos mais complexos.  

A  identificação  clínica  em  adultos  costuma  envolver  uma  etapa  inicial  de  triagem,  seguida  da  aplicação  de  instrumentos  específicos  que  avaliam  as  características  descritas  nos  manuais  de  classificação  e  diagnóstico.  Apesar  das  dificuldades,  essa  identificação  tardia  pode  representar  um  ponto  de  virada  na  trajetória  da  pessoa,  permitindo  maior  autoconhecimento,  acolhimento  e  acesso  ao  suporte adequado. 

2.7. Inclusão no mercado de trabalho na vida adulta 

É  possível  identificar  diversas  barreiras  no  processo  de  inclusão  de  pessoas  com  TEA  no  mercado  de  trabalho,  entre  elas  a  postura  inadequada  de  alguns  empregadores,  a  ausência  de  suporte  no  ambiente  profissional  e  a  oferta  de  vagas  com  baixa  qualidade,  que  muitas  vezes  não  correspondem  à  qualificação  e  ao  potencial dos indivíduos. 

Em  2007,  a  Organização  das  Nações  Unidas  (ONU)  publicou  a Convenção  sobre  os  Direitos  das  Pessoas  com  Deficiência,  a  qual  reconhece  os  direitos  das  pessoas  com  TEA  e  contribui  para  a  criação  do  aperfeiçoamento  de  políticas  voltadas à inclusão desses indivíduos no mercado de trabalho (Leopoldino, 2016). 

Algumas  leis  brasileiras  garantem  os  direitos  das  pessoas  com  TEA,  como  a  Lei  nº  12.764/2012,  que  criou  a  Política  Nacional  de  Proteção  dos  Direitos  da  Pessoa  com  TEA  e  reconhece  esses  indivíduos  como  pessoas  com  deficiência  para  todos  os  efeitos  legais.  Essa  legislação  é  complementada  pela  Lei  nº  13.146/2015,  conhecida  como  Lei  Brasileira  de  Inclusão  ou  Estatuto  da  Pessoa  com  Deficiência,  que  tem  como  objetivo  assegurar  o  exercício  pleno  e  igualitário  dos  direitos  e  liberdades  fundamentais,  promovendo  a  inclusão  social  e  o  fortalecimento  da  cidadania dessas pessoas. 

Mas  nem  sempre  o  direito  desses  indivíduos  é  respeitado,  ainda  existem  dificuldades  relacionadas  à  compreensão  das  características  do  TEA,  bem  como  à  identificação  e  remoção  das  barreiras  presentes  no  ambiente  de  trabalho.  Além  disso,  observa-se  um  desafio  na  implementação  de  estratégias  adequadas  de  acompanhamento para adultos com TEA. 

Para  a  adaptação  profissional  é  preciso  compreender  as  necessidades  específicas  e  as  características  individuais  de  pessoas  com  TEA  é  fundamental  para  evitar  julgamentos  e  atitudes  preconceituosas  no  ambiente  corporativo.  Além  disso,  é  necessário  que  as  empresas  realizem  adaptações  no  espaço  de  trabalho,  favorecendo a inclusão e o bem-estar desses profissionais. 

De  acordo  com  o  Soeker  (2020),  é  fundamental  que  exista  um  sistema  de  apoio  sólido  no  ambiente  de  trabalho,  especialmente  voltado  para  ampliar  o  conhecimento  sobre  as  características  do  TEA  entre  empregadores  e  colegas.  Isso  ajuda  a  reduzir  barreiras  e  promover  uma  convivência  mais  respeitosa  e  inclusiva.  Dessa  forma,  a  inclusão  desses  trabalhadores  pode  ocorrer  por  meio  de  programas  de  reabilitação  profissional  bem  estruturados,  que  realmente  considerem  as  necessidades individuais e favoreçam a adaptação no contexto profissional. 

3. MATERIAL(IS) E MÉTODOS 

Este  trabalho  foi  desenvolvido  a  partir  de  uma  revisão  bibliográfica,  com  o  objetivo  de  compreender  a  aceitação  do  diagnóstico  tardio  do  TEA  em  adultos,  bem  como  a  importância  das  intervenções  terapêuticas  nesse  processo.  A escolha  por  esse  tipo  de  metodologia  se  justifica  pela  necessidade  de  reunir,  organizar  e  analisar  textos  acadêmicos  e  institucionais  que  tratam  do  diagnóstico  tardio  de  autistas,  considerando seus desdobramentos clínicos, psicológicos e sociais. 

A  busca  pelos  materiais  foi  realizada  nas  bases  de  dados  SciELO,  PubMed e  PePSIC,  além  de  sites  institucionais  e  organizações  voltadas  à  inclusão  e  ao  autismo,  como  Autismo  e  Realidade  e  o  Instituto  Inclusão  Brasil.  Também  foram  incluídos  artigos  de  revistas  acadêmicas  e  dissertações  de  profissionais  e  estudantes da área da saúde. 

Foram  utilizadas  palavras-chave  como  adaptação  social;  diagnóstico  do  espectro  autista  em  adultos;  qualidade  de  vida;  saúde  mental;  transtorno  do  espectro  autista. 

Os  critérios  de  inclusão  abrangeram  textos  publicados  entre  os  anos  de  1976  e  2024,  redigidos  em  português  ou  inglês,  que  tratassem  de  forma  direta  da  experiência  do  diagnóstico  do  TEA  na  vida  adulta  ou  de  suas  implicações  terapêuticas  e  sociais.  Foram  excluídos  materiais  que  abordassem  o  TEA  exclusivamente  na  infância  ou  que  não  apresentassem  fundamentação  teórica  relevante para o tema. 

Após  a  seleção,  os  materiais  foram  organizados  por  eixos  temáticos,  de modo a possibilitar uma análise integrada e coerente com os objetivos da pesquisa.  Esses  eixos  contemplaram  aspectos  como  saúde  mental,  autoconhecimento,  identidade  e  inclusão  social,  permitindo  compreender  de  maneira  integrada  os  diferentes impactos do diagnóstico tardio do TEA em adultos. 

Dentro  de  cada  eixo,  buscou-se  comparar  as  abordagens  dos  diferentes  autores,  identificar  pontos  de  convergência  e  divergência  e  compreender  como  cada  estudo  contribui  para  o  entendimento  do  processo  de  aceitação  do  diagnóstico  em  adultos  com  TEA.  Essa  organização  permitiu  uma  leitura  crítica  das  produções  existentes, possibilitando uma visão ampla e articulada sobre o tema. 

4. DISCUSSÃO 

 A  revisão  bibliográfica  realizada  evidencia  que  a  aceitação  do  diagnóstico  de Transtorno  do  Espectro  Autista  (TEA)  na  fase  adulta  é  um  processo  complexo,  marcado  por  sentimentos  ambíguos  que  variam  entre  o  alívio  e  o  luto. Os  estudos  analisados  indicam  que,  embora  o  diagnóstico  tardio  possa  inicialmente  causar  desconforto  e  questionamentos  sobre  a  própria  identidade,  ele  também  representa  uma  oportunidade  significativa  de  autoconhecimento  e  reinterpretação  da  trajetória  pessoal. 

Autores  como  Gaiato  (2018),  Mendes  (2018)  e  Lewis  (2017)  destacam  que  o  reconhecimento  do  autismo  na  vida  adulta  permite  que  muitos  indivíduos  compreendam  suas  dificuldades  passadas,  reduzam  a  autocrítica  e  passem  a  desenvolver  uma  autoimagem  mais  positiva.  O  diagnóstico,  nesse  sentido,  funciona  como  uma  ferramenta  de  validação  subjetiva,  auxiliando  na  reconstrução  da  autoestima e no fortalecimento da identidade. 

Entretanto,  o  processo  de  aceitação  está  intimamente  relacionado  ao  suporte  recebido  após  a  descoberta.  Estudos  mostram  que  a  falta  de  acolhimento  familiar,  de  acompanhamento  psicológico  e  de  políticas  públicas  inclusivas  pode  dificultar  a  adaptação  e  intensificar  sentimentos  de  isolamento  e  inadequação  (Barbosa,  2023;  Milton  &  Bracher,  2013).  A  rede  de  apoio  social  e  o  acesso  à  informação  são,  portanto, elementos centrais para uma aceitação mais saudável. 

5. CONCLUSÃO 

O presente  estudo  permitiu  compreender  que  a  aceitação  do  diagnóstico  de  Transtorno  do  Espectro  Autista  (  TEA)  na  fase  adulta  é  um  processo  multifacetado  que  envolve  dimensões  emocionais,  sociais  e  identitárias.  A  descoberta  tardia  pode  ser  desafiadora,  mas  também  representa  uma  oportunidade  de  autodescoberta  e  de  reconstrução da narrativa pessoal. 

Constatou-se  que  estratégias  de  suporte  multidisciplinar  e  familiar  demonstram  ser  essenciais  para  favorecer  a  autonomia,  a  integração  social  e  o  bem-estar  psicológico  do  adulto  com  TEA,  sendo  fatores  determinantes  para  uma  adaptação mais saudável. (Autismo e Realidade, 2019). 

Além  disso,  é  imprescindível  que  a  sociedade  e  as  instituições  promovam  maior  conscientização  sobre  o  autismo  em  adultos,  ampliando  o  acesso  a  diagnósticos  precisos  e  a  intervenções  que  respeitem  as  singularidades  de  cada  indivíduo,  conforme  indicam  Leopoldino  (2016)  e  a  Lei  Brasileira  de  Inclusão  (Lei  nº  13.146/2015),  que  asseguram  o  direito  à  igualdade  e  à  participação  plena  das  pessoas com deficiência. 

Diante  disso,  este  estudo  conclui  que  o  conhecimento  sobre  os  sintomas  e  característica  do  TEA  é  fundamental,  pois  possibilita  às  pessoas  realizarem  o  autodiagnóstico  e  ter  acesso  a  profissionais  capacitados.  Esse  entendimento  é  essencial  para  promover  a  inclusão  social,  o  bem-estar  e  viabilizar  o  diagnóstico  precoce,  contribuindo  para  o  desenvolvimento  pessoal  e  social  do  indivíduo  com  TEA.

6. REFERÊNCIAS 

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1Graduanda em Psicologia pela Uninassau Tocantins.  E-mail:  aline.marta.fialho15@gmail.com
2Graduanda em Psicologia pela Uninassau Tocantins.  E-mail:  samiracordeiro26@gmail.com
3Graduanda em Psicologia pela Uninassau Tocantins.  E-mail:  psiphlavia@gmail.com
4Professora orientadora  Esp. em Neuropsicologia e Psicologia Clínica. E-mail: bosquepsicologa@gmail.com