LEAFHOPPER CONTROL IN SECOND-CROP CORN.
CONTROL DE SALTAHOJAS EN MAÍZ DE SEGUNDA COSECHA.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511171739
Thayna Aparecida Dias de Oliveira1
Mauricio Pacheco da Silva Junior2
RESUMO
O milho (Zea mays L.) é uma das culturas agrícolas mais importantes do Brasil, sendo a segunda maior cultura nacional, ficando apenas atrás da produção de soja. O milho é utilizado na alimentação humana, mas possui papel fundamental na produção de ração para animais, destacando-se também como matéria-prima para indústria de biocombustíveis. Neste cenário a economia nacional se fortalece na cultura deste grão, uma vez que a Zea mays brasileira é a mais exportada do mundo. Mas esta cultura se vê ameaçada com a incidência da cigarrinha do milho (Dalbulus Maidis.) e dos riscos que o enfezamento provocado por este inseto impõe. Sob a justificativa de aumentar a gama de informações sobre o controle da cigarrinha do milho, de forma a colocar tais conhecimentos em contato com agrônomos, pesquisadores e produtores, esta pesquisa objetivou aprofundar o conhecimento sobre a eficiência, risco e benefícios do controle químico na lavoura de milho safrinha, verificando quais produto possui mais eficácia neste processo de maneira a não atingir a lavoura, verificando também os métodos de controle de cigarrinha no milho safrinha e suas importâncias, especificamente, de maneira a contribuir para outras pesquisas desta temática. Tendo como metodologia a revisão literária, chegou-se a conclusão de que o controle desta praga é cada vez mais imprescindível e, que o controle químico tem se mostrado o mais eficiente, mesmo com outros métodos como o controle cultura e biológico.
PALAVRAS-CHAVE: Milho (Zea mays L.); Cigarrinha do Milho; Métodos de Controle.
ABSTRACT
Corn (Zea mays L.) is one of the most important agricultural crops in Brazil, being the second largest national crop, second only to soybean production. Corn is used for human consumption, but it also plays a fundamental role in the production of animal feed, standing out as a raw material for the biofuel industry. In this scenario, the national economy is strengthened by the cultivation of this grain, since Brazilian Zea mays is the most exported in the world. However, this crop is threatened by the incidence of the corn leafhopper (Dalbulus maidis) and the risks that the stunting caused by this insect imposes. With the justification of increasing the range of information on the control of the corn leafhopper, in order to bring such knowledge into contact with agronomists, researchers, and producers, this research aimed to deepen the understanding of the efficiency, risks, and benefits of chemical control in second-crop corn, verifying which products are most effective in this process without harming the crop, and also verifying the methods of leafhopper control in secondcrop corn and their importance, specifically, in order to contribute to other research on this topic. Using a literature review methodology, it was concluded that the control of this pest is increasingly essential and that chemical control has proven to be the most efficient, even with other methods such as cultural and biological control.
KEYWORDS: Corn (Zea mays L.); Corn Leafhopper; Control Methods.
RESUMEN
Corn (Zea mays L.) is one of the most important agricultural crops in Brazil, being the second largest national crop, second only to soybean production. Corn is used for human consumption, but it also plays a fundamental role in the production of animal feed, standing out as a raw material for the biofuel industry. In this scenario, the national economy is strengthened by the cultivation of this grain, since Brazilian Zea mays is the most exported in the world. However, this crop is threatened by the incidence of the corn leafhopper (Dalbulus maidis) and the risks that the stunting caused by this insect imposes. With the justification of increasing the range of information on the control of the corn leafhopper, in order to bring such knowledge into contact with agronomists, researchers, and producers, this research aimed to deepen the understanding of the efficiency, risks, and benefits of chemical control in second-crop corn, verifying which products are most effective in this process without harming the crop, and also verifying the methods of leafhopper control in secondcrop corn and their importance, specifically, in order to contribute to other research on this topic. Using a literature review methodology, it was concluded that the control of this pest is increasingly essential and that chemical control has proven to be the most efficient, even with other methods such as cultural and biological control.
PALABRAS CLAVE: Maíz (Zea mays L.); Cigarra del maíz; Métodos de control.
1 INTRODUÇÃO
O mundo da agricultura sempre foi constituído de plantios, cuidados, pragas, plantas daninhas e desenvolvimento tecnológico que buscasse o equilíbrio de forma a promover mais produtividade, com menos esforços e com maior qualidade possível. Com o advento do capitalismo, era imprescindível que a quantidade e a qualidade dos produtos e suas matérias prima se multiplicasse, pois já não era suficientemente plantar para subsistência, mas sim para gerar lucro com o que se produzia. Mesmo com mudanças históricas e evolutivas, as plantas daninhas e as pragas continuaram a existir e acometer diversas lavouras.
Quando nos referimos à lavouras, vemos que o mundo da agricultura gira em torno de diversas culturas e variam de acordo com a região, o clima da região, a incidência de chuvas e as estações do ano, além do clima, a existência de água nas proximidades da propriedade e até mesmo a incidência de inseto, pragas e plantas daninhas que a cultura pode atrair ou encontrar.
Desde que as primeiras civilizações descobriram e aprimoraram a agricultura, os princípios são os mesmos, com o objetivo de aumentar a produção, mesmo que para isso os métodos de manejo fossem mais trabalhosos ou houvesse um investimento econômico maior. Exemplos disso são os egípcios, os sumérios, os chineses, e aqui na América Central, os Astecas e Maias.
Destes povos para cá, a evolução tecnológica subsidiou a melhora na qualidade e o aumento da produtividade, reinventando a agricultura por meio de da elaboração de métodos de combate a pragas, doenças, desenvolvendo estudos referentes ao solo e sua composição para saber que planta se adapta melhor em determinadas situações, além de pesquisar o clima.
Com relação a evolução na cultura do milho (Zea mays) não é diferente. A planta, que é originaria da América Central, por volta de 7 mil anos e ganhou importância com os Maias e os Astecas sendo domesticado entre 3500 a 1500 A.C. (HIGMAN, 2012, p. 48). Esta planta foi se expandindo para o território da América do Norte e do Sul, mesmo não sendo utilizada para alimentação. Com a evolução das técnicas utilizadas pelos povos que cultivavam a Zea mays, o vegetal também passou a evoluir e, somente por volta do ano 1000 A.C. passou a ser consumido como alimento (MESSER, 2000, p. 100).
Há indícios que o milho possua maior valia comercial dentre as plantas originárias nas Américas e, após ser levado para a Europa depois que a colonização do velho mundo chegou ao continente americano, passou a ser cultivado em jardins até ter seu valor comercial e alimentício descoberto.
Hoje, com dados de outubro/2021, a Embrapa destaca que o Brasil é o terceiro maior produtor agrícola do mundo, sendo o primeiro no ranking de exportação do milho. Auxiliando esta colocação brasileira no cenário mundial, o milho, chamado safrinha (Zea mays L.) tem contribuição fundamental sendo a segunda maior produção em termos de grãos no território nacional. Este milho recebeu este nome por ser cultivado após a colheita precoce da soja, sendo uma época do ano onde as condições são menos favoráveis, principalmente no que se refere ao baixo índice pluviométrico (outono/inverno), o que lhe confere menor potencial do que a lavoura plantada normalmente no período primavera/verão.
Por conta destas condições adversas, o milho safrinha necessita de atenção especial, para que possa atingir o mínimo satisfatório para o produtor, e isto significa amenizar o índice de perdas, seja no plantio, durante o desenvolvimento da planta, no momento da colheita e até no armazenamento. Destas etapas, a que mais desperta a preocupação dos produtores e o desenvolvimento e amadurecimento da gramínea, onde a incidência de pragas acomete plantações inteiras, podendo causas prejuízos incalculáveis.
Em meio a tantas pragas, o destaque fica com a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), que tem desafiado os pesquisadores e produtores que buscam meios para sanar este problema e evitar a queda na produção.
Hoje temos cerca de 44 espécies de cigarrinha no milho, acometendo a planta ao sugar a seiva de diversas partes. Dentre estas espécies, a única capaz de transmitir os patógenos responsáveis pelo enfezamento do milho é a Dalbulus Maidis. Este processo se inicia com o crescimento do milho e a fêmea adulta do inseto praga depositando seus ovos nas folhas da gramínea e, com o passar do tempo se tornam ninfas e, consequentemente, uma nova geração de cigarrinhas.
Em oposição à esta praga, podemos levar em consideração que a escolha de cultivares híbridas mais resistentes podem proporcionar maior segurança para o caule, sendo necessário levar em consideração na escolha do mesmo.
Assim, este estudo se justifica pelo fundamental papel na economia e agricultura nacional, de forma que também se mostra relevante que engenheiros agrônomos saibam lidar com a situação, amenizando danos, conduzindo o cliente na escolha do híbrido mais eficaz considerando o manejo de pragas. Além disto, sendo o milho um dos alimentos mais nutritivos e versáteis, se mostrando fonte de energia, proteína, gordura e fibras, os cuidados para manter a lavoura desta cultura livre das cigarrinhas em todo território nacional é imprescindível. É necessário maior esforço e pesquisas que produzam mais ferramentas eficazes contra esta praga. E é por isto que este trabalho tem sua importância e se justifica.
Portanto, nesta pesquisa, objetiva-se aprofundar o conhecimento sobre a eficiência, risco e benefícios do controle químico na lavoura de milho safrinha, verificando quais produto possui mais eficácia neste processo de maneira a não atingir a lavoura.
Com isto, este trabalho buscará aprofundar os conhecimentos sobre os métodos de controle de cigarrinha no milho safrinha e suas importâncias, especificamente, de maneira a contribuir para outras pesquisas desta temática.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
Para esta pesquisa a metodologia principal a ser utilizada será a revisão literária. Com esta revisão se espera aprofundar o conhecimento acerca do tema e maneira a assegurar a elaboração de um trabalho ímpar e que tenha sua importância acadêmica.
De início, se dará a escola do tema, levando em conta sua importância para o cenário atual da agricultura brasileira, buscando conhecimento para superar desafios. Com o tema escolhido, o que se espera é a escolha dos autores e literaturas pertinentes à temática e que possam colaborar com a construção da linha de raciocínio deste estudo.
Com as obras escolhidas, a elaboração do projeto de pesquisa acontecerá e, com muito cuidado, chegará a hora de elaborar o texto para ser apresentado.
Após a elaboração e entrega do projeto, iniciar-se-á a fase de montagem e estudos comparando autores e obras, bem como suas conclusões e colaborações no que tange o controle químico da cigarrinha no milho safrinha. Assim, após todas estas etapas, a pesquisa será entregue para avaliação.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1 O milho na economia mundial e nacional
Quando falamos de números, devemos valorizar a importância que as exportações de milho têm na economia brasileira, já que toda a cadeia de produção deste grão alcança a população nacional de formas diferentes, seja criando empregos no campo, na tecnologia de equipamentos e o desenvolvimento de pesquisas envoltas à proteção da lavoura, e, por fim, nas indústrias que utilizam o milho como matéria prima, além do transporte que circula por todo o país (Guimarães, 2024).
Portanto, quando se analisa o crescimento histórico da produção mundial de milho, nota- se que esta cultura tem acelerado seu desenvolvimento, chegando ao patamar de 1,210 bilhão de toneladas, representando um crescimento de 33,5% (Silva, 2022)
Para se ter uma noção dos números que a lavoura/safra de milho atinge, no ano de 2025, a lavoura do milho tem criado uma expectativa de quebra de recorde na sua produção, chegando à cerca de 137 milhões de toneladas (CONAB, 2025). Isto se deve a uma grande melhora de produtividade aliado a crescente expansão de área plantada, o que acaba por impulsionar o abastecimento interno, além da recuperação de estoques e fomento da gama no número das exportações (CONAB, 2025).
Se para a safra de 2025 a expectativa é de nova quebra de recorde e a safra 2025/2026 traz a esperança de uma produção ainda maior. Com isto e com as safras anteriores apresentando números positivos, é previsível que o setor tenha muita relevância para a economia nacional.
Desta maneira, mesmo não sendo o maior produtor mundial de milho, ficando atrás de Estados Unidos e China, mas ainda a frente da União Europeia e Argentina, ocupando então a terceira colocação no ranking mundial, no ano de 2023, o Brasil se firmou como o líder mundial de exportação de milho, sendo responsável por, aproximadamente, 28,3% do comércio do globo (EMBRAPA, 2023).
Cabe destaque para o fato de que, no mercado interno, cerca de 60% a 65% da produção total brasileira é consumido, o que equivale a aproximadamente 75 milhões de toneladas por ano. Deste montante, cerca de 60 a 70% se destina à produção de ração animal, deixando o restante para ser utilizado para o consumo humano em forma de milho verde e outros derivados de milho como a pamonha, pipoca e canjica; e também na industrialização do grão, para elaborar óleo, etanol, amido, farinha de milho e fubá (Guimarães, 2024).
Outro parêntese que vale ser aberto, é que o etanol de milho hoje tem se destacado como fonte de energia renovável, colaborando para a redução do carbono na atmosfera. Uma vez que o Brasil é o maior produtor de etanol de milho no mundo, este setor gera empregos nas mais diversas áreas da cadeia de produção primária, secundária e para o comércio, movimentando bilhões todos os anos (Guimarães, 20254).
3.2 A Cigarrinha do milho (Dalbulus Maidis)
Em meio a tantas pragas no milho safrinha, o destaque fica com a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), que tem desafiado os pesquisadores e produtores que buscam meios para sanar este problema e evitar a queda na produção.
O processo de infecção por esta praga se dá com o crescimento do milho e a fêmea adulta do inseto depositando seus ovos nas folhas da gramínea e, com o passar do tempo se tornam ninfas e, consequentemente, uma nova geração de cigarrinhas que suga a seiva das diversas parte plantas. Hoje contamos com cerca de 44 espécies de cigarrinha no milho, sendo que, destas espécies, a única capaz de transmitir os patógenos responsáveis pelo enfezameto do milho é a Dalbulus Maidis (Tonon, 2024).
A produção do milho em sucessão a soja, no inverno, traz uma série de benefícios, inclusive a de viabilizar o aumento da área plantada e da produção do cereal no Brasil. Por outro lado, este processo favorece a proliferação de novas pragas e doenças, que têm se mostrado um grande desafio à pesquisa agrícola. Além disso, a sucessão soja-milho safrinha tem acarretado problemas para o manejo do solo, em especial para o sistema plantio direto, com diminuição gradual da matéria orgânica do solo, reciclagem de nutrientes e diminuição da atividade biológica, sendo, desta forma, de suma importância estudos que dão suporte teórico e prático a respeito do manejo do milho safrinha (Contini et al., 2019).
Rocha et al., (2019) diz que
A cigarrinha do milho é motivo de preocupação e prejuízo nas lavouras de milho, nesse contexto se faz necessário conhecer melhor essa praga, para que se faça um combate efetivo e eficiente, diminuindo os prejuízos e danos as lavouras de milho, porque na atualidade esse cultivo é considerado como um dos mais importantes para a economia brasileira e também eleva o prejuízo para os agricultores (Rocha et. al., 2019).
E ainda complementa destacando que
No país o vetor, da cigarrinha Dalbulus maidisé o milho, onde a mesma é capaz de completar o seu ciclo, essa praga tem crescido muito devido à quebre de sazonalidade. Os danos ocasionados pelo inseto sugador, são responsáveis por perdas expressiva na cultura e também transmite os fitopatógenos como osmolicutes, fitoplasma e espiroplasma […] (Rocha et al., 2019)
A cigarrinha-do-milho tem a capacidade de causar o enfezamentovermelho (maize bushy stunt phytoplasma – MBSP), transmitido por meio dos patógenos fitoplasmas e o espiroplasma (corn stunt spiroplasma – Spiroplasma kunkelii – CSS) (Nault, 1980; Whitcomb et al., 1986; Massola Júnior, 2001). Destas citadas, a doença mais preocupante é o enfezamento, considerados um dos principais desafios fitossanitários da cadeia produtiva dessa gramínea no Brasil.
Mas esta praga não se limita apenas a estas doenças, mas também transmite os vírus responsáveis por virose da risca (Maize rayado fino virus – MRFV) (Gámez, 1973) e virose do mosaico estriado do milho (Maize striate mosaic virus – MSMV) (Vilanova et al., 2022), os quais, de acordo com as condições ambientais, causam também perdas expressivas na produtividade da cultura (Ávila, et al., 2022).
Complementando, Oliveira (2000) diz que a infestação da cigarrinha tornase elevada nas lavouras de milho decorrente do grande potencial biótico e a capacidade de migrar para longas distâncias. É possível a infestação do inseto em menos de uma hora, fato que reforça a importância do tratamento das sementes. Segundo Martins (2008), é possível ocorrer dois tipos de enfezamento causados pela cigarrinha do milho: o pálido, pelo patógeno Spiroplasmakunkelii, e o vermelho, provocado pelo Maize bushystuntphytoplasma. (Oliveira, 2000).
Ribeiro (2021) cita que “em Santa Catarina, surtos populacionais de cigarrinha-do-milho, inseto-vetor dos patógenos (molicutes e vírus) associados ao complexo de enfezamentos, foram observados na safra 2020/2021”. O autor ainda segue com a informação de que o impacto fora significativo na produção e produtividade do milho do estado, gerando prejuízo até então, não observados (Ribeiro, 2021).
Dentre os sintomas apresentados pelas plantas atacadas pela cigarrinha, temo o enfezamento-vermelho, o enfezamento-pálido, a virose-da-risca em folha de milho, os danos de trips, a deficiência de potássio e a deficiência de magnésio em milho (Ribeiro, 2021).
Depois da infecção, a cigarrinha dissemina propagativa e persistente durante todo o ciclo do inseto (Silva et al., 2017). Tonon (2024) aprofunda a informação anterior, destacando que
O processo de infecção com estes patógenos ocorre nos primeiros estádios da planta, expressando as características da doença e danos apenas na fase produtiva (Costa et al., 1971; Oliveira e Sabato, 2017). Importante lembrar que no campo é comum observar a infecção simultânea por espiroplasma e fitoplasma, dificultando a diferenciação entre as duas infecções. Nesses casos, a identificação dessas doenças pode ser realizada, além do reconhecimento dos sintomas no milho, através da microscopia ou pela diagnose em teste de PCR (Cota, et al., 2021; Nogueira, 2022 apud Tonon, 2024).
3.3 O controle da Dalbulus Maidis
Como este inseto praga vem causando estragos sem precedentes, se faz mais que necessário abordar os seus métodos de controle, desde os mais simples aos mais complexos e com resultados que vâo ao encontro do objetivo traçado pelo produtor (Tonon, 2024).
Dentre os métodos mais populares, podemos citar o controle cultural, abrangendo a eliminação de milho voluntário, sincronização de semeadura e rotação de culturas; o controle varietal, o controle químico, que abrange o tratamento de sementes e aplicação foliar de inseticida; o controle biológico e o monitoramento, conforme pode ser observado na tabela 1 (Alves et al., 2020).
Tabela 1: Métodos de Controle para a cigarrinha do milho
| MÉTODOS DE CONTROLE PARA A CIGARRINHA DO MILHO | ||
| Categoria do Método | Método Específico | Descrição e Relevância |
| Controle Cultural | Eliminação de Milho Tiguera (Voluntário) | Prática fundamental que consiste na destruição das plantas de milho que germinam fora da época de cultivo, pois servem como hospedeiros e fontes de inóculo da cigarrinha e dos patógenos (vírus e molicutes). |
| Controle Cultural | Sincronização de Semeadura (Vazio Sanitário) | Concentrar a época de plantio do milho em uma janela curta (ex: 20-30 dias) e eliminar as lavouras mais velhas da região para evitar a migração de cigarrinhas infectadas para as plantas jovens. |
| Controle Cultural | Rotação de Culturas | Evitar o plantio sucessivo de gramíneas na mesma área (como milho sobre milho) e incluir espécies não hospedeiras (ex: soja, feijão, algodão) para quebrar o ciclo da praga. |
| Controle Varietal | Uso de Cultivares Tolerantes | Selecionar e plantar híbridos de milho que apresentem maior tolerância genética aos enfezamentos transmitidos pela cigarrinha. Recomenda-se diversificar os materiais genéticos. |
| Controle Químico | Tratamento de Sementes com Inseticidas | Uso de inseticidas sistêmicos (principalmente neonicotinoides e combinações) no tratamento de sementes para controlar a cigarrinha nas fases iniciais e críticas de desenvolvimento da cultura (emergência até V4/V5). |
| Controle Químico | Aplicação Foliar de Inseticidas | Pulverização de inseticidas químicos (neonicotinoides, piretroides, organofosforados, etc.), registrados no MAPA, nas fases iniciais do milho (geralmente até V8), se o monitoramento indicar a presença da praga. É crucial rotacionar os modos de ação para evitar resistência. |
| Controle Biológico | Uso de Fungos Entomopatogênicos | Aplicação de agentes de controle biológico, como os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que são inimigos naturais da cigarrinha. São mais eficazes em ambientes com alta umidade. |
| Monitoramento | Monitoramento Constante da Lavoura | Acompanhamento rigoroso da população de cigarrinhas (principalmente entre as fases VE e V8 do milho) e da incidência dos sintomas dos enfezamentos para a tomada de decisão sobre o momento ideal de aplicação de controle. |
Editado pelo autor, 2025.
Tendo em mãos tais informações, é necessário que observemos o que diz Waquil (2014) quando explora a lembrança de que a “cigarrinha não se sujeita ao controle químico apenas com a pulverização, mas que se deve fazer o tratamento das sementes”.
É necessário também observar os sintomas nas plantas, como os que revelam o tipo de enfezamento acometido. No pálido, os primeiros indícios são listras largas descoloridas amarelas ou verde limão na base das folhas infectadas. Por outro lado, o avermelhamento das folhas mais velhas, encurtamento de entrenós, perfilhamento anormal e desenvolvimento de várias gemas florais são vestígios do enfezamento vermelho (Waqui, 2014).
Finalizando, o autor supracitado, lembra que estes fatos acorrem porque
A introdução de novas pragas e a adaptação daquelas já existentes em regiões de menor favorabilidade climática ao seu desenvolvimento são uma realidade cada vez mais frequente, com impacto marcante na produção e na produtividade dos sistemas agrícolas. Embora já presentes em regiões produtoras brasileiras, o impacto da cigarrinha-do-milho e das doenças do complexo de enfezamentos na cultura do milho em Santa Catarina na safra de 2020/21 foi ainda maior em virtude do desconhecimento dos agricultores em relação à identificação do problema e das principais práticas de manejo a serem implementadas (Ribeiro, 2021).
No que se refere ao controle deste inseto-praga, existem maneiras de combate, mas o controle químico tem se mostrado eficiente (Maneira, 2021). O controle químico de D. maidis foi tentado, testado, desenvolvido e evoluído autores com resultados contraditórios, uma vez que a utilização de defensivos para a proteção da gramínea, principalmente na fase gênese de seu desenvolvimento, quando ocorre a infecção pode ser uma das alternativas para o manejo desta praga. No Brasil, por mais que o controle foque em campos de sementes, são raros os estudos e os resultados satisfatórios (Maneira, 2021).
O plantio do milho safrinha vem sendo conduzido com bases em técnicas de produção que vão do manejo do solo, escolha de cultivares de soja precoce, manutenção de equipamento, atenção com as pragas e seus controles, além de buscas por métodos de colheita que favoreçam o menor índice de perda. Tudo deve ser muito bem calculado, pois o produtor trabalha com probabilidade de erro menor, devido ao tempo que se tem por fatores climáticos (Cruz et al., 2013).
Sabe-se que fatores como o valor energético e a adaptabilidade faz do milho ser, no Brasil, umas das bases da alimentação, tanto animal, quanto humana (Ribeiro, 2020) e que Oliveira (2002) salienta que, para obter a sanidade das lavouras e a excelente produtividade, o manejo integrado é uma opção viável, o presente estudo terá como cerne e caminho a seguir a luz da busca por informações relevantes.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para confrontar as ideias dos autores já citado, podemos estabelecer que no que se refere à importância do milho para a economia, principalmente, nacional, a Embrapa também expõe o ponto de vista positivo envolvendo a produção, pois destaca que, mesmo não sendo o maior produtor mundial de milho, ficando atrás de Estados Unidos e China, o país se firmou como o líder mundial de exportação de milho, sendo responsável por, aproximadamente, 28,3% do comércio do globo (EMBRAPA, 2023).
Corroborando com este ponto de vista, dados da CONAB (2025) mostram que a lavoura/safra de milho atinge, no ano de 2025, a lavoura do milho tem criado uma expectativa de quebra de recorde na sua produção, chegando à cerca de 137 milhões de toneladas. A CONAB, 2025 ainda complementa a informação mostrando que este fato se deve a uma grande melhora de produtividade aliado a crescente expansão de área plantada, o que acaba por impulsionar o abastecimento interno, além da recuperação de estoques e fomento da gama no número das exportações (CONAB, 2025).
Referente aos riscos que a cigarrinha do milho ofere a esta lavoura, autores concordam que a praga é responsável pela maior parte das perdas desta cultura. Com exemplo como Ribeiro (2021) que cita que “em Santa Catarina, surtos populacionais de cigarrinha-do-milho, inseto-vetor dos patógenos (molicutes e vírus) associados ao complexo de enfezamentos, foram observados na safra 2020/2021” e representaram perda significativa na produção (Ribeiro, 2021). Nesta mesma linha, Rocha et al., (2019) diz que
A cigarrinha do milho é motivo de preocupação e prejuízo nas lavouras de milho, nesse contexto se faz necessário conhecer melhor essa praga, para que se faça um combate efetivo e eficiente, […] pois o vetor, da cigarrinha Dalbulus maidisé […] tem crescido muito devido à quebre de sazonalidade. Os danos ocasionados pelo inseto sugador, são responsáveis por perdas expressiva na cultura e também transmite os fitopatógenos como osmolicutes, fitoplasma e espiroplasma […] (Rocha et al., 2019).
Fechando este ponto, temos Vilanova et al., 2022 e Ávila, et al., 2022 que destacam que a praga em questão não se limita apenas a estas doenças, mas também transmite os vírus responsáveis por virose da risca (Maize rayado fino virus – MRFV), os quais, de acordo com as condições ambientais, causam também perdas expressivas na produtividade da cultura (Ávila, et al., 2022 e Vilanova et al., 2022).
Assim os métodos de controle voltados para a Dalbulus maidisé devem ser utilizados com mais firmeza, afim de reduzir as perdas do milho. Alves et al. (2020) já destacava que podemos citar como métodos mais populares de combate à cigarrinha o controle cultural, o controle varietal, o controle químico, o controle biológico e o monitoramento (Alves et al., 2020).
Dentre estes, o controle químico tem destaque, uma vez que a utilização de defensivos para a proteção da gramínea, principalmente na fase gênese de seu desenvolvimento, quando ocorre a infecção pode ser uma das alternativas para o manejo desta praga. No Brasil, por mais que o controle foque em campos de sementes, são raros os estudos e os resultados satisfatórios (Maneira, 2021).
Não com a mesma eficácia, mas também servindo como estratégia que alcança bons resultados, temos o controle cultural, principalmente envolvendo rotação de culturas, que ajuda a evitar o plantio sucessivo de gramíneas na mesma área (como milho sobre milho) e incluir espécies não hospedeiras, quebrando o ciclo da praga. Além destes, o controle biológico também se mostra eficiente, com a utilização de fungos entomopatogênicos como o Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, que são inimigos naturais da cigarrinha. São mais eficazes em ambientes com alta umidade (Alves et al., 2020).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo objetivou aprofundar o conhecimento sobre a eficiência, risco e benefícios do controle químico na lavoura de milho safrinha, verificando quais produto possui mais eficácia neste processo de maneira a não atingir a lavoura, verificando também os métodos de controle de cigarrinha no milho safrinha e suas importâncias, especificamente, de maneira a contribuir para outras pesquisas desta temática. Assim vemos que o objetivo foi alcançado e chegamos a importantes saberes que foram reforçados.
A relevância econômica do milho no Brasil, talvez, esteja apenas a sombra da cultura da soja, uma vez que a produção do Zea mays L. gera empregos na sua fazer primária (no campo), na indústria (setor secundário) e até mesmo em setores de tecnologias e pesquisas, além da elaboração de derivados de milho e como estes irão alcançar o comerciante e o consumidor final.
Por isso, o controle do inseto vetor do enfezamento é tão importante. Dentre estes, temos o controle varietal, o monitoramento, mas os destaques ficam por conta dos controles cultural, químico e biológico. Neste contexto, o controle químico sai na frente, uma vez que a utilização de defensivos para a proteção da gramínea, principalmente na fase gênese de seu desenvolvimento, quando ocorre a infecção pode ser uma das alternativas para o manejo desta praga. Mas este vem seguido de perto pelos controles biológico e cultural, principalmente caracterizado pela rotação de cultura, que quebra o ciclo da praga.
Com esta pesquisa, espera-se contribuir para a temática de forma a auxiliar na solução dos problemas acerca da cigarrinha do milho, somando com estudos futuros que, se não sanarem a problemática, possam ao menos, minimizá-la.
REFERÊNCIAS
RIBEIRO, R. N; et al. Percepção dos tutores sobre alimentação oferecida para animais de companhia no brejo paraibano. Agropecuária Técnica. Artigo Científico. ISSN 0100-7467 (impresso); ISSN 2525-8990 (online), 2020. Disponível em file:///C:/Users/betil/Downloads/ftcb-50373.pdf. Acesso em 15 de set. 2025.
OLIVEIRA, A. U. de. A geografia agrária e as transformações territoriais recentes no campo brasileiro. Novos caminhos da Geografia. São Paulo. Contexto, 2002.
ROCHA. L. F. S. et. al. Controle Químico da Cigarrinha no Milho. Anais do 1° Simpósio de TCC, das faculdades. FINOM e Tecsoma. 2019; 165-176.
WAQUIL, José Magid. Cigarrinha-do-milho: vetor de molicutes e vírus. Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento.2014
1Dicente do Curso de Bacharelado em Agronomia da Faculdade Cristo Rei – FACCREI, de Cornélio
Procópio. E-mail: thaynaoli91@gmail.com
2Docente graduado em Ciências Biológicas – Especializado em Gestão e Tecnologia Sucroalcooleira. Atualmente é professor universitário na Faculdade Cristo Reis – FACCREI.
